Dita como “promessa da música independente”, Clara Anastácia canta sua negritude e exalta a ancestralidade através de sua música, tendo como referência artistas vanguardistas como Metá Metá, The Internet, Céu e Erykah Badu e ainda dialoga com seus “ancestrais sonoros”, como Gilberto Gil, Clementina de Jesus, Elza Soares entre outros.
Anastácia acaba de lançar seu primeiro single, a música “Peixe“, com videoclipe produzido pela Distopia, com direção de Humberto Giancristofaro, que também é roteirista, fotógrafo e montador do longa-metragem “Aquilo que sobra”, lançado recentemente no Festival de Cinema da Dinamarca.
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Com elementos como água, frutas, fumaça, plastico, cabaças e espelho, “Peixe” se transforma em um grande rito de passagem que, no primeiro momento do clipe, mostra Clara Anastácia e suas companheiras em um ambiente claro e solar e que potencializa a figura da mulher negra como senhora da ação. O clipe dialoga o tempo todo com a figura da mulher negra como uma entidade empoderada e empoderadora. Peixe é pop, doce e cruel.
Sucesso de público e critica, a peça “Traga-me a cabeça de Lima Barreto!”, estrelada por Hilton Cobra, celebra a genialidade de Lima Barreto, refletindo sobre loucura, racismo e eugenia. O espetáculo estreia em São Paulo para uma temporada nesta quinta-feira (12) e fica até 5 de agosto, no SESC Pompéia.
Escrito pelo diretor e dramaturgo Luiz Marfuz, especialmente para comemorar os 40 anos de carreira do ator baiano Hilton Cobra, com direção de Fernanda Júlia, do Núcleo Afrobrasileiro de Teatro de Alagoinhas (NATA), a peça mostra uma imaginária sessão de autópsia na cabeça de Lima Barreto, conduzida por médicos eugenistas (movimento que acreditava na seleção dos seres humanos com base em suas características hereditárias), defensores da higienização racial no Brasil, na década de trinta.
Foto: Adeloyá Magnoni
O propósito seria esclarecer “como um cérebro considerado inferior poderia ter produzido uma obra literária de porte se o privilégio da arte nobre e da boa escrita é das raças tidas como superiores?”. A partir desse embate, a peça mostra as várias facetas da personalidade e da genialidade de Lima Barreto, refletindo sobre loucura, racismo e eugenia, a obra não reconhecida e os enfrentamentos políticos e literários de sua época.
A narrativa ganha força com trechos dos filmes “Homo Sapiens 1900” e “Arquitetura da Destruição”, ambos cedidos gentilmente pelo cineasta sueco Peter Cohen. O cenário, de Marcio Meirelles, contribui para a força cênica juntamente com o figurino de Biza Vianna, a luz de Jorginho de Carvalho, a direção de movimento de Zebrinha e a música de Jarbas Bittencourt. Os atores Lázaro Ramos, Frank Menezes, Harildo Deda, Hebe Alves, Rui Manthur e Stephane Bourgade, todos amigos e admiradores do trabalho de Cobra, emprestam suas vozes para a leitura em off de textos de apoio à cena.
Foto: Adeloyá Magnoni
Trazer Lima Barreto para o primeiro plano desse debate, encontrar um equilíbrio entre as reflexões sobre a eugenia e a vida e obra do escritor foi um desafio para Luiz Marfuz.
“Obviamente estamos tratando de uma situação imaginária, um Lima idealizado. Ele sempre se colocou como um escritor militante; e isso é nitidamente visível não só nos romances, mas nas inúmeras crônicas em que defendeu suas ideias humanistas, com fortes doses de anarquismo e socialismo, posicionando-se contra a política, os governantes, o sistema econômico, as injustiças sociais. Mas a questão da eugenia não foi tratada por ele de forma direta e aberta. Então a arte cria um espaço para que Lima, após uma vida marcada pelo alcoolismo, loucura, a indigência cotidiana e a discriminação racial, retorne com a consciência dessas questões para defender suas ideias”, explica Marfuz.
Responsável pela direção do espetáculo, Fernanda Julia, que é diretora do NATA de Alagoinhas, conta como o trabalho que vem realizando no grupo teatral contribuiu no processo de direção. “O diálogo crítico e politizado sobre negritude é um disparador potente do fazer cênico do NATA. Esses elementos foram fundamentais para que eu percebesse quais caminhos trilhar na construção do espetáculo. Sou uma provocadora e problematizadora por natureza, e acho que a encenação deve seguir este caminho – provocar a reflexão e problematizar o que está posto.”, diz.
Hilton Cobra, que criou a Cia dos Comuns em 2001, com o propósito de trazer à cena uma cosmovisão artisticamente negra especialmente no âmbito das artes cênicas, fala da motivação para encenar o espetáculo. “É importante e providencial discutir eugenia e racismo a partir de Lima Barreto. Também é um reconhecimento à Lima – um autor tão pisoteado, tão injustiçado, que pensou tão bem esse Brasil, abriu na literatura brasileira ‘a sua pátria estética’, os pisoteados, loucos, os privados de liberdade – esses são os personagens de Lima Barreto. Acredito que ele deve ter sido, se não o primeiro, um dos primeiros autores brasileiros que colocaram esse ‘submundo’ em qualidade e com importância dentro de uma obra literária”.
Foto: Adeloyá Magnoni
Há um ano em cartaz, “Traga-me a cabeça de Lima Barreto!”, já foi apresentado para mais de 10.000 espectadores cumprindo temporada no Rio de Janeiro, Salvador, São Paulo, Porto Alegre e Teresina, onde colheu diversos elogios do público e crítica. O espetáculo foi encenado também na Flip – Festa Literária Internacional de Paraty/RJ, onde o escritor foi o homenageado. Em Salvador, foi contemplado com o Prêmio Braskem de Teatro/2017 de melhor texto (Luiz Marfuz), tendo sido indicado ainda nas categorias melhor ator e melhor espetáculo e no Rio de Janeiro contemplado com o 4º Prêmio Nacional de Expressões Cultuais Afro-brasileiras.
A peça fica em de 12 de julho a 5 de agosto, quinta, sexta e sábado, às 21h30. Domingos, às 18h30. O Sesc Pompeia fica na Rua Clélia, n° 93. Para mais informações, acesse: https://www.sescsp.org.br/unidades/11_POMPEIA.
O espetáculo, que conta a história de um príncipe que passa por vários planetas, com a missão de plantar as sementes da empatia, amor, respeito, coletividade, generosidade e aprendizado familiar, tem texto e direção de Rodrigo França, especialista em filosofia para crianças e pesquisas relacionadas à cultura negra.
“O Pequeno Príncipe Preto” tem performance de Junior Dantas, que integra há 9 anos a Cia. OmondÉ, iluminação de Ana Luzia Mollinari de Simoni e João Gioia, cenário de Mina Quental. As músicas originais foram compostas pelo musicista João Vinícius Barbosa, que também assina a direção musical e arranjos.
Foto: Reprodução
A peça traz aos palcos um personagem negro, como condutor da narrativa, para auxiliar a quebra de paradigma e contribuir na reflexão acerca da hierarquia da cultura afro. Com diferentes linguagens, o infantil exalta a valorização da cultura negra e retrata o quanto é bonita a diversidade de cada povo. “O Pequeno Príncipe Preto” cumprirá temporada até o dia 29 de julho, no Teatro Glauce Rocha, aos sábados e domingos, sempre às 16:00.
Foto: Reprodução
O espetáculo discute o empoderamento e a autoestima de crianças e adolescentes negros que não se vêem representados na maioria dos livros, bonecas e bonecos que lhes são oferecidos. Permeado por canções e brincadeiras, o espetáculo semeia o entendimento sobre a importância da valorização de questões como: diversidade, cultura, amor, generosidade, empatia e respeito, além de ressaltar a influência do aprendizado familiar para que as crianças cresçam fortalecidas.
A classificação é livre e a entrada sujeita a lotação. O Teatro Glauce Rocha fica na Avenida Rio Branco, 179 – Centro (RJ). Para mais informações, ligue: 21 2220-0259.
A segunda edição da obra “Negros Heróis: histórias que não estão no gibi está de volta“, escrita pelo jornalista e fotógrafo, Roniel Felipe, tem 196 páginas e é divido em duas partes. A primeira retrata a luta de Laudelina de Campos Melo. Mineira e filha de uma escrava doméstica, Laudelina foi protagonista da sindicalização da classe doméstica. Já a segunda, narra a vida de Antonio Carlos Santos Silva, o TC Silva, que sofreu racismo desde a infância e ficou mais próximo da sua ancestralidade ao ter contato com os mais velhos de um quilombo no interior de Minas Gerais.
Roniel fará parte do time de escritores negros que ocupará o stand da Flinksampa durante a 25ª Bienal Internacional do Livro, que acontecerá no Pavilhão de Exposições Anhembi, das 19h às 22h.
Além de “Negros Heróis”, o autor irá comentar e disponibilizar para vendas suas duas outras obras: “Contos Primários de um Mundo Ordinário“, que conta com os traços do ilustrador Junião, e “Coisas que nunca contei, mas por sorte fotografei” coletânea de histórias e fotografias do autor campineiro.
As obras de Roniel podem ser obtidas pela internet. Basta enviar um e-mail para [email protected]. O Pavilhão de Exposições Anhembi fica na Avenida Olavo Fontoura, 1209 – Portão 1 – Santana, São Paulo.
Nascida e crescida em Apucarana no interior do Paraná, como sou, onde 3,93% da população se declara como negra, assumir-me negra ainda é um desafio constante.
Moro há 6 anos em São Paulo e foi aqui onde tive espaços de reconhecimento e a oportunidade de me reunir com mulheres negras e me encontrar nas falas, dores, alegrias, amores e potências.
Hoje me olho no espelho e gosto do que vejo, do tom da pele, de tomar sol, gosto dos meus traços, do meu cabelo, do meu jeito de andar…
Foto: Francesca Cosenza
Mas quando me lembro das vezes em que ouvi que nada em mim era belo, estremeço.
Meu desafio atual é ser leve, mesmo sentindo um peso constante nas costas, meu esforço é continuar com a coluna ereta, olhar nos olhos e respirar, por mais obvio, é desafiador permitir que o ar entre e saia sem pressa dos pulmões.
Aprendi desde pequena a me virar sozinha, então receber gentilezas e cuidados é um esforço que às vezes dói. Acho que já tomei consciência, mas ainda tenho dificuldade na ação.
Este ensaio fala sobre mim, do meu corpo, do que acredito e da minha ancestralidade, palavra recente e latente no meu vocabulário, não seria eu, se não tivesse buscado saber mais das histórias das minhas avós e se não tivesse buscado por terapia, para me reconstruir com as rejeições vividas na infância, com a falta de professores e colegas negros, terapia para entender que as referências que passavam na tv na infância e adolescência não representavam a realidade. Terapia para viver minha afetividade e sexualidade em plenitude. O autocuidado tem feito cada vez mais sentido, se cuidar para poder compartilhar. Porém sempre, um exercício constante.
Foto: Francesca Cosenza
Acabo de voltar de uma experiência de trabalho na Amazônia, passei um mês visitando comunidades rurais, ribeirinhas, indígenas e quilombolas em 5 estados do norte e nordeste. Vivenciar em um Brasil que nunca me foi apresentado. Estar nos Quilombos em Mirinzal – MA, entre iguais foi uma experiência de cura, lá a infância demora na contação de história, no correr no terreno, no convívio com a natureza, no banho de rio, lá as crianças são leves, não carregam o peso do racismo.
Foto: Arquivo Pessoal
Foi potência conhecer pessoas que sabem dos seus bisavós, que conhecem a história da escravidão pelo ouvir dos mais velhos, que ouviram dos seus mais velhos e que sabem que o que está nos livros é história única.
Hoje celebro meu novo ciclo, celebro minha beleza, meus traços, minha cor, meu corpo de mulher e negra, celebro os escritos das minhas referências, celebro os abraços das amigas que me acolhem na gargalhada e nas lágrimas, que não são poucas, mas são parte do que sou.
Agradeço o olhar sensível da Francesca, mulher que me apresentou referências fotográficas de mulheres negras de pele escura, que cuidou da luz para que minha pele ficasse natural e me acolheu nas minhas inseguranças.
Celebro Oxum, Ogum, Nossa Senhora, Deus e os Pretos Velhos.
Sendo o que sou reconstruo minha história, fortaleço meu vórtice e sigo.
* Priscila Fonseca coordena o Programa Rede na Associação Vaga Lume. É empreendedora social e profissional de Relações Públicas, pós-graduanda em Comunicação Popular e Comunitária pela Universidade Estadual de Londrina. Já trabalhou na Associação Palas Athena, Ashoka Brasil e na Associação Acorde. É idealizadora do Projeto Salomé – Mulheres Negras Escrevivendo a Própria História.
Em seu terceiro ano de Marcha, mulheres negras de toda a cidade de São Paulo tem um encontro marcado na Praça Roosevelt, no próximo dia 25 de julho, em um “exercício de escuta e irmandade que coloca as pautas das mulheres negras na centralidade das discussões políticas“.
No dia que também se comemora o Dia Internacional da Mulher Negra Latino Americana e Caribenha, Dia Nacional da Mulher Negra e Dia de Tereza de Benguela, as mulheres se unem com o proposito de marchar contra a violência, contra a misoginia, machismo e seguem em luta exigindo uma solução para a morte de Marielle Franco, ainda sem respostas.
“Seremos milhares como todos os anos, marchando “Por nós, por todas nós e pelo Bem Viver”, na certeza de que quando uma mulher negra avança, ninguém fica para trás. Vem marchar com a gente!
Crianças são bem-vindas, vai ter creche, mas vamos garantir que as mães que queiram marchar com suas crias o façam com apoio e segurança. Mulheres indígenas e afro-indígenas marcham com a gente pelo segundo ano reafirmando nossa aliança de parentesco e fortalecendo mutuamente as nossas lutas.
A Marcha das Mulheres Negras de SP segue sendo um espaço multipartidário e multi-religioso que se pauta pelo debate necessário sobre as questões de gênero, raça e classe.
Somos muitas e a nossa força está na pluralidade de vozes. Todas, todos e todes são bem-vindes. Lembrando que o protagonismo do ato em sua plenitude é das mulheres negras: as cisgêneras e as trans; as héteras e as lésbicas e bis; as organizadas e as autônomas; as religiosas e as ateias; e toda diversidade de mulher negra alinhada com o projeto emancipador da Marcha que começa com a manutenção da nossa vida.
Exigimos o fim do genocídio negro que recai sobre nossas famílias, e o fim do feminicídio que afeta de modo mais permanente e cruel os nossos corpos. Marcharemos por todas mães que perderam seus filhos e filhas. Marcharemos por Dona Marinete, mãe de Marielle Franco, marcharemos por Bruna, mãe de Marcus Vinícius e por Sueli, mãe de Brenda assassinada na semana passada em Poá.
Marcharemos exigindo justiça para todos esses casos ao denunciarmos o estado racista e machista. A não resolução do assassinato de nossa irmã Marielle segue sendo uma ferida aberta. Exigimos uma resposta do estado, afinal, quem matou e mandou matar Marielle e Anderson?
Não esqueceremos, assim como não esquecemos a brutalidade de como Cláudia Ferreira foi morta e a injustiça presente no assassinato de Luana Barbosa! Estamos em marcha por todas nós, por justiça aos nossas mulheres mortas! Até que todas sejamos livres“.
O Governo brasileiro é especialista em comprar extintor de incêndio, depois que a casa pegou fogo.
Se o Brasil é um dos países mais racistas do mundo, as campanhas contra o racismo, deveriam ser permanentes e o atendimento à vítimas deveria ter um serviço exclusivo.
O Ministério dos Direitos Humanos, do Governo Federal, apesar de ter um serviço permanente, o Disque 100, para receber denúncias não só de cunho racial, mas de violações de direitos humanos da comunidade LGTBQ, crianças, idosos, pessoas com deficiência, entre outros casos, só depois do caso do Youtuber Julio Cocielo, lançou uma campanha para destacar que racismo não é piada.
O filme, apesar de não falar de racismo no humor, tem sua importância por ilustrar situações cotidianas onde o preconceito e injúria racial se fazem presentes. Um dos exemplos, é o depoimento de um senhor que disse pensar estar livre do preconceito, por estar dentro da própria casa escutando sua música, mas ouve a vizinha reclamar do seu “som de preto”.
O III Fórum Sim à Igualdade Racial, realizado pelo Instituto Identidades do Brasil (ID_BR), tem o objetivo de conectar profissionais capacitados e que buscam uma oportunidade ou recolocação no mercado, com empresas engajadas na equidade racial. O evento acontecerá na Casa Natura Musical, no dia 8 de agosto, em São Paulo e será gratuito!
Para agregar ainda mais conhecimento a estes profissionais, Gloria Maria, embaixadora do ID_BR, está confirmada como palestrante no painel “Carreira e Inspiração“. Na mesa “Saúde e Mercado de Trabalho“, teremos a presença da Dra. Katleen Conceição, que atua como dermatologista especialista em pele negra. Ela é voluntária e chefe do ambulatório de pele negra da Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro e comanda o setor de pele negra da clínica dermatológica Paula Belloti, no Rio.
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Para participar do III Fórum Sim à Igualdade Racial, basta fazer a pré-inscrição e a equipe do ID_BR entrará em contato com os selecionados. O local é sujeito a lotação.
Confira a programação:
14:30 – 15:10: Abertura da casa | Networking | Brindes especiais para os 50 primeiros participantes
15:10 – 15:30: Pronunciamento de abertura
15:30 – 15:50: Intervenção artística
15:50 – 16:30: Palestra – Pitching, networking e rodada de negócio: Modo de Preparo
16:30 – 17:10: Palestra O futuro do trabalho e ações afirmativas
17:10 – 17:30: Circulação no espaço / networking / Novas oportunidades
17:30 – 18:10: Debate Igualdade Racial e Educação
18:10 – 18:50: Debate Saúde e mercado de trabalho
18:50 – 19:20: Circulação no espaço / networking / Novas oportunidades
19:20 – 20:20: Oráculo | Projeto voltado para negros Speakers e suas trajetórias
20:20 – 21:00: Palestra Carreira & Inspiração com Glória Maria
21:00- 22:00: Show
Sobre o ID_BR
ID_BR é uma organização sem fins lucrativos, pioneira no Brasil, que promove os direitos humanos. Com foco na luta pela igualdade racial, desenvolveram a campanha Sim à Igualdade Racial, com o proposito de conscientização e engajamento de organizações e da sociedade civil em prol das ações afirmativas e crescimento socioeconômico da população negra, através da inserção no mercado de trabalho.
Voltado para jovens que buscam ingressar na universidade por meio do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), “Colado Com o Enem” tem o propósito de incentivar a educação colaborativa e fomentar a presença de jovens negros nas Universidades Federais.
O Teatro Escola Jorge Amado é o responsável pelo lançamento do projeto que irá contemplar os alunos do Teatro Escola e estudantes da rede pública da capital baiana. No entanto, para dar prosseguimento, estão em busca de voluntários para compor a equipe de professores que vai dar suporte às disciplinas de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias, Ciências Humanas, Redação, Ciências da Natureza e Matemática.
O Teatro Escola Jorge Amado é uma idealização do diretor artístico do Teatro Jorge Amado, Nell Araújo. O projeto surgiu em 2017, e oferece cursos gratuitos de teatro, fotografia, produção cultural, iluminação, maquiagem e dança moderna, para jovens afrodescendentes e estudantes da rede pública de ensino.
Após passar por um processo doloroso, que levou a perda dos seus cachos devido ao alisamento feito pela madrasta sem autorização, Bella deu a volta por cima graças ao carinho e empenho das pessoas em um post feito por sua mãe, Fernanda Taysa, que já possui mais de 128 mil compartilhamentos e 428 mil reações.
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Cabelo de Bella antes do alisamento
Após alisamento
Taysa exibiu os cachos da filha na tarde desta sexta-feira (6) e se mostrou feliz pela repercussão positiva do caso e pela quantidade de pessoas que se dispuseram a ajudar Bella a melhorar a autoestima, já que na semana do ocorrido a criança mal conseguia comer ou dormir, de tão triste que ficou.
A equipe do JP Freitas, do salão Creuza Oliveira Atelie, se responsabilizou pelo cuidado, hidratação e retorno dos cachos de Bella. Todo o processo de transformação, até chegar ao resultado, foi mostrado em algumas lives no perfil da mãe de Bella.
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“Estamos recebendo muitas mensagens, convites de especialistas em cachos querendo nos ajudar. Não tenho palavras para agradecer tamanho carinho com a Bella de todos vocês, cada recadinho e vibrações positivas“, agradeceu Taysa em seu perfil no facebook.
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