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Moda afro e cosméticos: Clubes de assinaturas para a comunidade negra

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Foto: Afrô Facebook

Eles não são uma necessidade primária, mas uma recompensa, afinal, trabalhar tem que ser mais do que pagar as contas. Os clubes de assinaturas são aqueles serviços que você paga uma mensalidade para uma empresa que selecionará um número X de produtos, que vão de alimentos, bebidas e cosméticos, e mandam tudo, bem embaladinho para sua casa. Essa onda nem é novidade no Brasil, mas a inovação vem agora com o público que esse tipo de negócio quer atingir: nós, pessoas negras.

Nos EUA a revista Essence criou a Essence Box, uma caixa com cosméticos feitos especificamente para mulheres negras. No Brasil temos a Glambox, como um dos principais clubes de assinatura de cosméticos do país, mas quando a curadoria dos produtos não tem mulheres negras no processo, acontecem coisas como, vir uma caixa com produtos para cacheadas e não crespas, tons de maquiagem equivocados e até cremes clareadores.

Aqui no Brasil, a Afrô  foi o primeiro serviço de assinaturas focado nas afro-brasileiras. Nele, a cliente preenche um perfil de beleza com suas características físicas e preferências e a empresa monta uma caixa personalizada contendo de 5 a 8 produtos entre amostras, miniaturas e produtos full, que são os semelhantes ao que compramos nas lojas. O feedback da cliente pode ser revertido em vantagens. Makeda, Negra Rosa, L´oreal, Avon, e Salon Line são algumas das marcas parceiras do projeto.

Foto: Instagram Afrô

O Clube da Preta vem com a mesma proposta de produtos selecionados por uma curadoria especializada, porém o que eles entregam são roupas de estilistas afro-brasileiros e o fator numeração e satisfação dos clientes são levados a sério. Quem explica a estratégia é Bruno Brigida, CEO do Clube da Preta. “Nossos clientes preenchem um perfil bem detalhado, com perguntas que nos permitem saber seu estilo e também a numeração. Caso a roupa não sirva, ele entra em contato com a gente e trocamos pelo mesmo produto, ou algo similar, e pagamos o frete da troca”.

Foto: Facebook Clube da Preta

Aquecendo o mercado negro

Em parceria com o DataPopular, uma pesquisa da Secretaria de Assuntos Estratégicos, do Governo Federal, revelou que os negros formam 53% da classe média brasileira (grupo C). Os dados são de 2016.  Os afro-brasileiros desse grupo apresentam um rendimento total de R$ 352,9 bilhões , quase o dobro  que uma década atrás mostrando a força de um da comunidade negra como consumidores.

Foto: Evento Lendas Urbanas

Prestigiar iniciativas como essas, incentiva o chamado “Black Money”, onde a comunidade negra, torna projetos voltados para ela, sustentáveis. O conceito For Us By Us, já consagrado nos EUA e traduzido para cá como o “Nós por Nós”, é fundamental para consolidação do empreendedorismo afro-brasileiro.

Gostou das iniciativas? Veja como assinar.

Afrô Box
www.afroboxclube.com
Tem planos mensal, semestral e anual a partir de R$ 52,90

Clube da Preta
www.clubedapreta
Plano Mensal e Trimestral a partir de R$ 167

 

 

“Os Defensores” e o privilégio branco – o garoto que não fez nada pra merecer estar ali, mas ainda sim está

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Os Defensores

Se você tem Netflix, ou algum dos seus amigos online tem, deve saber que estreou uma nova e “badalada” série na plataforma de streming, “Os Defensores”. Esta, que pode parecer mais uma entre as séries de herói, não é como as outras. Dessa vez temos uma reunião de 4 heróis que já tiveram suas séries solo, e a oportunidade (que alguns aproveitaram, outros não) de se aproximar do público e fazer com que o espectador se importe com eles. Então imagine 4 protagonistas juntos! Esse é o grande encanto que “Os Defensores” trás, além, é claro, da promessa de muita ação, já que estamos falando de 4 heróis!

Então, quem são eles? Matthew Murdock (o Demolidor), Jéssica Jones, Luke Cage e Daniel Rand (o Punho de Ferro). Devo dizer que, de um modo geral, gostei da série. A história é envolvente, os obstáculos que se colocam no caminho deles – que são super-poderosos – realmente parecem fortes o suficiente para abala-los, o núcleo de vilões é bem construído e há aquelas cenas clássicas de equipes de super-heróis, no mais puro estilo “Vingadores”, que é de tirar o fôlego!

Mas, enquanto eu assistia aos episódios, uma coisa não me saída da cabeça: o quê raios esse Punho de Ferro está fazendo aí? O quê o fez ser quem ele é? Cada um dos personagens poderosos têm sua própria história e os motivos que os fazem especiais. Pra resumir a história do Punho de Ferro, o Daniel Rant é um garoto branco, bilionário, que perdeu os pais em um acidente de avião. Ele foi encontrado por um grupo de “monges”, de uma cidade mística, foi treinado para ser um guerreiro e, dentre vários candidatos, ele foi ESCOLHIDO para se tornar o Punho de Ferro. Ele tem um poder MUITO grande, literalmente, nas mãos.

Daniel Rant – o “Punho de Ferro”

Seria tudo lindo, se esse Daniel, não se mostrasse mais nada, além de um garoto branco, rico! Em NENHUM momento ele justifica o fato de o terem escolhido, em nenhum momento ele mostra que mereceu estar naquele posto. Assistindo só dá pra pensar que ele teve “sorte”, a mesma sorte que ele deu em nascer em uma família rica e poder andar de avião e helicóptero particular.

Mais que isso, ele parece nem mesmo se esforçar, porque se sente “merecedor” de tudo que tem; sendo que, nem em sua série solo nem em “Os Defensores”, Daniel demonstrou habilidades próprias que o fizessem especial. Em suma, o cara é um incompetente! Nem o poder que lhe foi dado ele sabe dominar.

Em uma das primeiras cenas da série, Luke Cage, o herói negro do Harlem, conversa com Daniel e diz algo como: “eu reconheço o privilégio quando o vejo”. Luke é o cara da periferia, preto, que já foi pra cadeia injustamente mais de uma vez. É o cara a prova de balas que, mesmo se lançando contra o fogo cruzado, não consegue proteger mães negras de chorarem a perda de seus filhos – seja para a violência, para as drogas ou para a promessa de dinheiro fácil em um lugar de poucas oportunidades.

Luke Cage – o herói do Harlem

Em “Os Defensores” você pode se distrair e apenas se divertir. Tem belas cenas de luta, tem diálogos divertidos, tem uma trama envolvente… Mas, em meio a tudo isso, não pude deixar de notar este contraste, e como, mesmo no mundo dos heróis, falar em privilégios faz sentido. Não por coincidência, dos 4 protagonistas, só Luke é negro. É ele quem vê, diariamente, o quê a violência faz, não com vilões, mas com pessoas comuns de seu bairro. É ele também quem pensa, repensa e hesita antes de partir para a violência; porque é o que esperam dele, mas não é isso que ele é, nem o que quer oferecer.

Fiquei olhando para esse contraste e ele não desapareceu, nem por um minuto. O Punho de Ferro, tão poderoso e, por isso, tão importante na história, estava em posse de um garoto que não perdia a oportunidade de mostrar sua incompetência e falta de critério. Até mesmo alguns personagens não deixam escapara chance de dizer o quanto esse Punho de Ferro é, digamos, despreparado, para o posto. Aí fiquei me perguntando quantas vezes eu já vi isso na vida real.

Quantas vezes eu já vi o cara branco da faculdade, que não se dedicou, mas tem um belo sobrenome, sendo escolhido para uma vaga? Quantas vezes a pele negra foi determinante para que, no fim, eu estivesse fora? E quantas vezes a pele branca, o olho claro, o cabelo liso, foram “confundidos” com competência? Pois é… desse ponto de vista, “Os Defensores” é menos ficção do quê parece.

Twists à seco: Diminua de vez o fator encolhimento do cabelo crespo

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O cabelo crespo, por conta do formato espiral dos fios, demora mais para aparentar o crescimento do que um cabelo liso. Por mais longo que ele pareça molhado, secou, ela volta a ficar curto.

Para driblar esse problema, o Youtuber Phills Monteiro do Canal Feels Black dá uma dica preciosa.

“Ei, seu cabelo encolhe demais depois de lavar? Quer ter aquele volume incrível?

A dica é TWISTS À SECO! Técnica bem simples de fazer e que vai te deixar com um black enorme!

A técnica dos twists nada mais é do que enrolar duas partes do cabelo, uma na outra. Pra facilitar, é como se fosse uma trança, mas só de duas partes.

Aconselho a fazer antes de dormir, pois além de diminuir o fator encolhimento, vai proteger seu cabelo contra o atrito causado pelo travesseiro, ou seja, também serve como penteado protetor.

Pois então, como fazer os twists à Seco? Antes de começar a fazer, a dica é: passe um pouquinho de óleo vegetal na mão, para não tirar a oleosidade que já contém no seu cabelo.
Separe o cabelo em umas 6 a 8 partes, pra facilitar (se o cabelo for bem cheio, mas se for um pouco mais ralo, divida em menos partes). De cada parte, separe 2 e faça o twists em cada uma. Lembrando que não precisa ser muito fino, pôde-se fazer um pouco grosso para facilitar e não ficar horas no espelho na antes de dormir.
É legal ir prendendo conforme for fazendo para os twists não soltar.

Ficou complicado de entender? Veja o vídeo abaixo para tirar qualquer dúvida que reste.”

 

 

Coletivo oferece oficina de música com ritmos africanos e apresenta espetáculo com capoeira

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O Coletivo Quizumba existe desde 2008 e tem como objetivo pesquisar e criar produções artísticas com foco na cultura brasileira. O grupo trás para o espaço Itáu Cultural o espetáculo “Quizumba!” e uma oficina de música chamada “Musicalidade em Cena”.

A oficina trabalha canto, improviso de versos, toque de capoeira e ritmos africanos como:  ijexá, congo, maculelê, entre  outros.

Já o espetáculo tem dois personagens centrais: Pastinha e Fancisco. Pastinha em um garoto que sempre apanha dos “valentões” da rua. O mestre Benedito, vendo aquela situação, convida o garoto a aprender com ele a como se defender. Com esses ensinamentos o mestre lhe conta a história de Francisco, o Zumbi dos Palmares.

As duas atividades se complementam, uma vez que a trilha sonora de “Quizumba” é baseada nos aprendidos da oficina “Musicalidade em Cena”.

As atividades estão inseridas na programação do “Fim de Semana em Família” do Itaú Cultural, e acontecem nos dias 19 e 20 de agosto (sábado e domingo). Nesses dois dias a oficina começa às 14h, com capacidade máxima para 15 crianças, com um acompanhante cada uma.

O espetáculo “Quizumba!” também ocorre nos dias 19 e 20 de agosto, com início às 16h. Com plateia máxima de 70 pessoas. As atividades acontecem no Itaú Cultural – Avenida Paulista, 149, Estação Brigadeiro do Metrô, SP. Saiba como garantir seu ingresso no site da instituição.

Gloss: uma aliado da mulher negra

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15621886_602373293307255_5319754115207344983_nSol, piscina e mar. O frescor do verão tem tudo a ver com o brilho do gloss nos lábios. E não é por acaso, além de bonito, os batons líquidos garantem um look saudável e hidratado. Queridinho nas estações mais quentes do ano, do nude ao colorido, os gloss apareceu em várias bocas negras durante o desfile do último São Paulo Fashion Week Verão 2017.

Modelos do SPFW Verão 2017 usando gloss nude
Modelos do SPFW Verão 2017 usando gloss nude

Independente da estação, o brilho molhado na boca também é um forte aliado para quem busca um look mais marcante na maquiagem. Durante as premiações do Globo de Ouro de 2016 e 2017 e a atriz Viola Davis, (que levou a estatueta esse ano), encantou a todos no tapete vermelho com sua boca molhada com um gloss vermelho e nude, respectivamente.

A diva Viola Davis ama usar um gloss no tapete vermelho. Esse ano ela optou um nude por conta do forte tom amarelo do vestido
A diva Viola Davis ama usar um gloss no tapete vermelho. Esse ano ela optou um nude por conta do forte tom amarelo do vestido

A cantora Beyonce em um dos seus vídeos mais performáticos, Hauted, teve seus belos lábios ressaltados pelo uso de um gloss vermelho, que deu mais volume aos seus lábios generosos.

Do vermelhão ao nude Beyonce ama um gloss
Do vermelhão ao nude Beyonce arrasa usando gloss

Youtuber brasileria lança batons com efeito gloss

Depois do sucesso da linha de batons com nomes africanos, a Youtuber e agora empresaria Rosangela Silva, A Negra Rosa lançou sua linha de batons líquidos onde o nome das cores literalmente vão te dar agua na boca: Doce de leite e Uva.

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A Youtuber e empresária Rosangela Silva, com os batons líquidos da sua marca Negra Rosa.

Eu achei linda a volta das bocas brilhantes e quis fugir um pouco da secura do mate e queria uma coisa que chamasse a atenção pelo brilho, por isso veio a ideia do batom liquido com efeito gloss”, explica a Youtuber, pioneira em beleza negra na plataforma de vídeos.

As modelos Camila e Beatriz com o batom liquido Uva, da Negra Rosa
As modelos Camila e Beatriz com o batom liquido Uva, da Negra Rosa

“Eu não me fixo em uma textura, eu gosto de todos, e quero que minha marca tem batons para todos os gostos Os produtos apresentaram muita pigmentação e brilho”descreve a empresária.

Todos os batons da linha Negra Rosa tem registro na Anvisa e não foram testados em animais. Eles podem ser comprados pela loja virtual da Negra Rosa. 

 5 Motivos para amar glosscb56db34c658d743cf4ff02c677431be

  1. O gloss tem feito emoliente que evita que seus lábios se ressequem.
  2. Fácil de usar, o gloss não mancha os dentes como o batom.
  3. Bateu aquela preguiça para de maquiar ou está com pressa. O gloss lhe confere um visual charmoso e com cara de quem se cuida.
  4. Você pode misturar o gloss com seus batons e ter um resultado bem interessante
  5. Os lábios carnudos ganham mais destaque com um batom liquido do que com o batom tradicional.

 

Quem diria? Revista Veja é agora a favor das cotas!

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Foto: Reprodução das capas de Veja de 2007 e 2017

Foi em 2007 a primeira vez que a revista Veja  deu destaque cotas raciais em universidades públicas, usando o caso dos irmão gêmeos onde um conseguiu uma vaga como cotista e o outro não, para defender a tese complicadíssima de que raça não existe. Essa corrente “somos todos humanos” de pensamento, vem sempre à tona no Brasil, quando um grupo tradicionalmente oprimido reivindica algum direto. Se cientificamente a raça é única, socialmente sabemos que é bem diferente.

Voltando ao semanário mais lido do Brasil, a capa dessa semana fez qualquer um que conhece o histórico da revista da editora Abril arregalar os olhos. Se em edições passadas sobre ações afirmativas os destaques eram fotos como essa abaixo , onde ações afirmativas eram vistas como separatistas e não inclusivas, a edição de 16 de agosto prova com várias pesquisas e análise de desempenho de 300 diplomados, que as cotas  favorecem não só a comunidade negra.

Imagem de: http://veja.abril.com.br/blog/ricardo-setti/tag/cotas/

A premissa da reportagem é que os mitos que ferveram durante a implementação das cotas na UERJ em 2002, foram somente isso, mitos. O texto assinado por Luisa Bustamente , Maria Clara Vieira e Rita Loiola revela uma pesquisa feita pelo Insper que mostrou que a nota dos aprovados sem cotas eram, em média apenas 5% maior, do que os não cotistas , isso inclui cursos de medicina em faculdades públicas. Todos os números da matéria mostram desvantagens quase irrisórias. No que diz respeito a desistência dos cursos, os cotistas são a maioria a concluir o curso.

Vale comprar, ler e guardar a revista que comprova algumas informações que a revista Istoé já trouxe em 2013, mas com dados mais consolidados e muitos personagens que só comprovam o que a maioria de nós negros já sabíamos. A cota pode não ser a melhor solução, porém sem ações afirmativas talvez os 430 mil negros que estudam em universidades públicas, não poderiam nem sonhar com a  vida acadêmica. Ganha a comunidade negra, mas sobretudo o pais.

Peça aborda a construção pessoal e social da mulher negra

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Espetáculo "Ida"

“Ida” é uma peça de teatro que retrata a trajetória de uma mulher, negra, arquiteta, de nome, não coincidentemente, Ida.  Ao apresentar um projeto arquitetônico contemporâneo e ousado a personagem principal começa a refletir sobre o racismo estrutural e o lugar social destinado as mulheres negras atualmente.

A peça, realizada pelo “Coletivo Negro”, foi idealizada pela atriz Aysha Nascimento e pela bailarina Verônica Santos, as duas também atuam no espetáculo. A direção é de Flávio Rodrigues.

A dramaturgia de “Ida” divide espaço com narrativas musicais e corporais. Além das atrizes em cena também há Gisah Silva (percussão) e Ana Goes (guitarra e saxofone) no palco. Assim, a história também se compõe pela música e dança.

O espetáculo faz parte da programação do “Terça tem Teatro”, do espaço “Itaú Cultural”. A apresentação de “Ida” acontece dia 15 de agosto, às 20h, na Sala Itaú Cultural – Av. Paulista, 149, Estação Brigadeiro do Metrô, São Paulo (SP). A entrada e gratuita, porém é necessária a retirada de ingresso 1 hora antes do evento. Saiba mais no site do Itaú Cultural.

“BANG!” – Mulher Preta frente a um mundo branco e masculino

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Incitar a discussão sobre a invisibilidade de corpos de negros, criminalização, violência e presença destes corpos marginalizados dentro do nosso país, essa é a proposta do solo “BANG!”, protagonizado pela pesquisadora, artista e performer Val Souza.

“Eu tenho como processo artístico pensar a experiência da minha presença negra nesse mundo branco. Como resultado dessas relações, venho elaborando produções em teatro, dança, educação, curadoria e comunicação. Minha poética está em criar constrangimento, afetações, e mostrar o racismo estrutural desse país. Eu não sou ingênua, ao propor isso eu também estou disposta a agenciar e receber afetações e constrangimentos”, conta Val.

Em “BANG!” a artista realiza a performance de forma a reagir corporalmente a intervenções sonoras e, assim, apresentar-se enquanto mulher negra refletindo, artisticamente, as mazelas racistas e machistas do Brasil.

Logo após a performance haverá um debate sobre o processo criativo e a estética da mulher negra, que contará com a participação de Val Souza e da escritora Cidinha da Silva. O evento acontece dia 25 de agosto, a partir das 18h, na “Katuka Africanidades” – Rua Chile s/n° – Centro, Salvador (BA). Entrada gratuita.

Saiba mais sobre o espetáculo e confirme sua presença através do evento criado no Facebook.

Facebook se aproxima de universitários negros e tem vagas de estágio

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Se o momento é de diversidade e inclusão, não podemos esquecer do contingente negro em formação dentro das universidades.   O projeto “Conversando a gente se Aprende” é uma série de encontros criativos e reflexões sobre diversidade racial nas organizações.

A primeira edição está sendo realizada em parceria com a Feira Preta, Cia de Talentos e Mandacaru com apoio do Facebook, cuja a sede será o local do evento.

O bate papo acontece no dia 16, quarta feira, a partir das 14h e as vagas são limitadas. A expectativa é que o evento dure cerca de 3 horas. Se inscreva aqui: http://bit.ly/2uVKfxv

Oportunidade real de carreira

O Facebook também está com um programa de estágio para estudantes de diversas áreas que que concluem o curso universitário em 2018, na cidade de São Paulo. É uma oportunidade única de conhecer por dentro uma empresa que conecta mais de 2 bilhões de pessoas no mundo. O programa tem uma hora de duração e uma das exigências é que o candidato,  tenha inglês fluente. As inscrições vão até o dia 4 de setembro.
Mais informações: http://bit.ly/2uVdMaP

Onde negros não precisam pedir licença pra existir

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Imagem retirada do clipe "Fogo em Mim" - Rico Dalasam

O quê JAY-Z e Rico Dalasam têm em comum? São dois homens negros, artistas, músicos, que bebem na fonte do rap… Mais que isso, os dois lançaram, recentemente, vídeos que, ainda que muito diferentes, conversam entre si. Comecemos aqui no Brasil, com Rico.

“Fogo em Mim”, a nova música de trabalho de Dalasam ganhou um vídeo oficial; e que vídeo! Quem já conhece os trabalhos anteriores de Rico sabe do que estou falando! Figurinos inspiradores, inusitados, música com refrão chiclete e, ao mesmo tempo surpreendente.

Imagem retirada do clipe “Fogo em Mim” – Rico Dalasam

Me lembro da primeira vez que ouvi “esse verão que nunca acaba, libera em nós algo em comum, desejo a você que nunca nos falte fogo no c****”, fiquei perplexa! Queria ouvir de novo e de novo. O vídeo trás um clima de festa, de curtição, liberdade, muito característica dessa letra  do próprio Rico. E o artista deixa explicito, em um diálogo que abre o clipe, que suas letras ele mesmo escreve.

JAY-Z lançou há pouco tempo o álbum “4:44” (sobre o qual escrevi um texto) e tem lançado vídeos para cada faixa, o mais recente foi para a música “Moonlight”. Na letra o rapper faz referencia ao cinema, ao filme “Lala Land”, ao fato de nós estarmos presos sempre a uma mesma dinâmica de filmes, aos mesmos personagens brancos e estereótipos negros.

Ele também faz referência ao erro histórico no Oscar 2017, onde a principal categoria da noite, melhor filme, foi, em um primeiro momento, para “Lala Land”, porém, alguns minutos depois, descobriu-se que “Moonligth” era o verdadeiro vencedor.

Imagem retirada do vídeo “Moonlight” – JAY-Z

No meu modo de ver esse erro foi muito simbólico! “Lala Land” é o típico filme branco, com protagonistas de olhos claros, pele clara, jovens, cabelos lisos. A típica receita de Holywood, que há décadas vem nos dizendo que só os brancos são bonitos, chamosos, sonhadores capazes… Já “Moonligth” é uma história preta, periférica, de um homem negro, gay. Ainda sim o filme é delicado, poético, doce. No fim, pra todo mundo, “Lala Land” já tinha levado o Oscar antes mesmo de a cerimônia começar. Não levou!

Pra representar tudo isso, o vídeo oficial faz referência mínima ao Oscar. Na verdade o clipe remonta a série clássica “Friends”, porém com todos os personagens negros. E não é nem mesmo uma “inspiração”, é, de fato, uma cópia! O mesmo cenário, o mesmo nome dos personagens, a mesma abertura!

E o que esses dois clipes podem ter em comum? REPRESENTATIVIDADE! Essa palavra que parece já estar tão gasta, mas que, na verdade, só está começando a ser colocada em prática. Há muito o quê caminhar!

Nesses dois exemplos a representatividade negra ganha sentido pleno, uma vez que não há apenas uma pessoa negra porque “tem que ter, pra ninguém reclamar”. Além disso, as pessoas ali não estão lá com o proposito único “vamos tratar de racismo”; nós somos mais que isso!

No clipe de Rico há várias pessoas negras, de diferentes tons de pele, diferentes formas, estilos, cabelos, roupas… Elas estão se divertindo e compondo o clipe com seus estilos. A presença daquelas pessoas não é “exótica”, não é “incômoda”, nem “forçada”; é natural! Porque nós EXISTIMOS!

Imagem retirada do vídeo “Fogo em Mim” – Rico Dalasam

No caso do vídeo de “Moonlight” há todos esses elementos, com uma pitada maior de critica. A maior parte do clipe é destinada a ser uma cena de uma série, como se aquele “Friends” negro realmente existisse. Assistindo a gente se pega pensando: “E não é que é bom!?”. É como se JAY dissesse: “Tá vendo que a gente também pode fazer?”. Considerando que a série original contava apenas com atores brancos em seu elenco principal, essa critica ganha ainda mais relevância.

Imagem retirada do vídeo “Moonlight” – JAY-Z

Dalasam e JAY-Z estão, no fim, passando a mesma mensagem: temos o direito de estar em todos os lugares, em todas as profissões, em todos os “rolês”, com naturalidade, sem precisar pedir licença pela nossas vidas, porque nós EXISTIMOS!

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