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Pais pretos presentes: coletivo usa a Internet para resgatar valores ancestrais e quebrar estereótipos

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A paternidade despertou um senso de coletividade no professor de inglês e afro-empreendedor Humberto Baltar que já oferecia um serviço especial para os seus alunos negros por meio do seu negócio, a Humberto Baltar Consulting .

O Rei Humberto, a Rainha Thainá e o príncipe Apolo. (Foto: Arquivo Pessoal)

Nesse texto eu farei como ele, que ao me conceder essa entrevista, se referia aos seus amigos negros e negras como reis e rainhas.

Apolo, de quatro meses, é o príncipe herdeiro de Humberto e sua esposa a engenheira e rainha Thainá Barbosa.

Antes do bebê nascer, o professor tornou um acontecimento familiar em algo a mais, conectando pais e mães negros de vários cantos do Brasil e do mundo para o que ele define como aquilombamento e assim nasceu o coletivo Pais Pretos Presentes.

Apesar de em um primeiro momento a Internet ser o meio de conexão desse grupo de pais e mães, o contato resultou em encontros off-line que discutem temas necessários como Abandono Parental, por exemplo.

Em sua condição de homem negro e pai de menino, nessa entrevista Humberto fala sobre medos, mas também sobre esperança e como a comunidade negra, do ponto de vista ancestral, só cresce na união, no acolhimento e empatia. “Essa ideia de vencer sozinho é um traço cultural branco”. Se deleite com essa entrevista que é uma aula sobre afetividade negra no aspecto familiar.

Mundo Negro –  Como pai, o que você acha que tem de melhor na sua geração comparando-se com a geração do seu pai e avôs.
Humberto Baltar – Sem sombra de dúvidas, a permissão social para reconhecer fraquezas, dúvidas e conflitos sem ser julgado por isso. Participo extasiado desta mudança e vejo que a saúde mental da comunidade negra como um todo vem melhorando muito em função desta abertura. O apoio das irmãs pretas do Mulherismo Africana, como a Morena Mariah, Anin Urasse e Aza Njeri, entre outras e os cursos Masculinidades Negras e Paternidade Preta, do professor Henrique Restier reforçaram em mim a ideia de que eu não só tenho o direito de sofrer, sentir e buscar apoio, como também é meu papel ser alicerce emocional e espiritual para os meus irmãos e irmãs. Isso é exercer minha ancestralidade. É viver a filosofia Ubuntu. No grupo Pais Pretos Presentes, já cresci muito ouvindo e sendo ouvido, apoiando e dando apoio. São dores que vão desde de alienação parental a casos de depressão e orientações nas mais diversas áreas como cuidados com o bebê, melhores opções de investimento financeiro, alimentação, etc. Isso é Aquilombamento. Não só virtual, mas também nos nossos encontros presenciais, principalmente.

https://www.instagram.com/p/B0tMwqypz0-/

O pai negro no geral, adquiriu uma reputação de ser aquele que faz o filho e abandona. Isso é um estereótipo? Até que ponto o racismo reforça essa imagem?

Com toda a certeza se trata de um estereótipo. O racismo é estrutural e estruturante. Isto significa que ele não só vê o negro de forma depreciativa, como leva o próprio negro a se ver da mesma forma. Eu mesmo, com formação em uma das melhores escolas públicas do Rio de Janeiro, o CAP UERJ, e formado na UERJ, ou seja com acesso a informação, até bem pouco tempo não me via digno e capaz de ter um casamento feliz e uma família plena. Não em termos materiais, mas em relação ao merecimento, condições de dar amor e criar um filho, honrar uma esposa e assim por diante. Mas quando a gente não é letrado racialmente, achamos que é tudo insegurança ou cisma da nossa cabeça e ignoramos a indústria cultural que massifica diuturnamente em nossas mentes a ideia de que o homem preto é malandro, preguiçoso, indigno, infiel, trapaceiro e assim por diante.

São diversos personagens em novelas, filmes, músicas e até desenhos animados reforçando essa imagem, de forma que inconscientemente assimilamos essa perspectiva e começamos a nos enxergar da mesma maneira. O teólogo, pastor e grande irmão Ronilso Pacheco foi e continua sendo importantíssimo na minha trajetória por ter me apresentado a Teologia Negra. Até conhecê-lo eu naturalizava o silêncio da igreja em torno do racismo institucional brasileiro. Hoje percebo que até na minha fé cristã devo exercer o auto-amor e não apenas exigir respeito como também representatividade nas mais diversas funções e ministérios, reconhecendo inclusive a luta antirracista no próprio evangelho de Jesus Cristo. Dou este exemplo para salientar que quanto mais inconscientes das opressões e micro-agressões que sofremos, mais reforçaremos o status quo e a permanência das mesmas. Com a paternidade preta não é diferente. São 5,5 milhões de crianças brasileiras sem o nome do pai no registro de nascimento de acordo com o Conselho Nacional de Justiça com base no censo escolar de 2011 e ainda assim, o sistema tenta propagar a ideia de que essa é uma questão racial, ignorando ainda o genocídio negro endossado pelo estado que mata um jovem negro a cada 23 minutos. Praticamente toda pessoa preta conhece alguém que perdeu o pai ou o filho assassinado. Considerando estes dados é fácil perceber que a imagem do pai preto ausente é uma narrativa que serve à ideologia racista.

 

O rei Rudson e seu príncipe Tom Zé de 1 ano e 3 meses (Foto – Reprodução Instagram)

Quando conversei com pais negros em uma roda de conversa que moderei no SESC, eles falaram sobre o medo em relação à paternidade. Dois eram os principais: serem mortos pela violência (visto os dados sobre Homicídio) ou terem seus filhos sendo vítimas da violência. O que você pensa sobre isso?

Esse medo é recorrente e compartilhamos dele. No nosso grupo de acolhimento já foi abordada esta questão e o cenário foi o mesmo. O medo de deixar os filhos órfãos ou perdê-los para o Estado genocida impera entre nós. Minha esposa nem sabe disso, mas apesar de estarmos 3 anos juntos eu nunca dirigi o carro dela mesmo sendo habilitado por receio de ser “confundido” com assaltante ou coisa do tipo. Carro preto, área atingida pela violência e homem preto dirigindo é considerado suspeito no Rio de Janeiro. Muitas vezes quis dirigir vendo o cansaço dela principalmente à noite após um filme ou jantar, mas prefiro não arriscar deixar meu filho sem pai, como aconteceu com aquele músico negro numa abordagem de militares nesta mesma cidade. Quase todo homem preto sabe como é sofrer uma abordagem policial. A gente se sente um nada. Humilhado. Como indigentes. Esse medo de morrer pelo crime ou pelo Estado é prudência e está longe de ser exagero ou mimimi, como pensam muitas pessoas. Outro medo que me persegue desde o nascimento do meu filho é o dia que terei que contar que o tom de pele dele não é bem visto por muitas pessoas e por isso ele terá que ser forte em muitas situações por causa do preconceito que vai sofrer. Ler Abdias do Nascimento me motivou a estar entre outros pretos atentos a estas problemáticas e isso tem sido muito importante pra mim. O grupo Pais Pretos Presentes tem sido um refúgio nesse sentido.

https://www.instagram.com/p/Bx7euLqpRx9/

Fale sobre o projeto do Pais Pretos Presentes. Ele é seu? Como surgiu e quais os principais objetivos?

O projeto Pais Pretos Presentes surgiu de uma angústia minha que nasceu do dia em que eu soube que seria pai: “Como ser o melhor pai para o meu filho dentro das minhas possibilidades? “Daí decidi fazer um post no Facebook, Twitter, Instagram e Stories do WhatsApp com um pedido: “Conhece um pai preto presente? Me apresente, por favor. Preciso conhecê-lo.”. Para a minha surpresa, vários pais surgiram não apenas do Rio de Janeiro, como também em outros estados e fora do Brasil, todos trazendo conselhos, sugestões recomendação. Pediam que eu fizesse um grupo para que as nossas trocas nos comentários dos posts não se perdesse. Alguns pediram até que nos encontrássemos. Ali eu percebi que o aquilombamento é uma necessidade real e ancestral nossa. Vi também que a vida da pessoa preta caminha muito melhor quando ela vive em consonância com princípios ancestrais africanos. O Ubuntu, ou ser junto, crescer coletivamente, é um deles. Essa ideia de vencer sozinho é um traço cultural branco. Quando me chamam pra falar do meu sucesso como afro-empreendedor, eu sempre reforço que se hoje o meu curso personalizado de inglês pelo WhatsApp tem sucesso, o mérito é de todas as pessoas que me ajudaram no caminho. Daí a ideia das bolsas de estudo e condições especiais para facilitar o acesso. Oportunidade é a chave. E o post à procura de pais pretos presentes me conformou isso. Muitos pais estão buscando oportunidades de se tornarem melhores para seus filhos e não encontram. A partir da criação do nosso grupo de acolhimento nas redes sociais, diariamente vemos pais sendo aconselhados, amparados, amados e também cobrados quando necessário, pois a desconstrução e o aprendizado são para a vida toda. Os objetivos principais do nosso grupo são ouvir os pais pretos, compartilhar experiências e resgatar uma vivência alinhada com a nossa ancestralidade, valorizando princípios africanos que nos proporcionam uma vida de qualidade com a nossa família. A mulher tem um papel central na cultura africana. Valorizá-la, ouví-la e respeitá-la é imprescindível. Nosso primeiro encontro presencial realizado na Casa Preta, na Cidade de Deus, teve como tema justamente o Abandono Parental, suas causas e como evitar posicionamentos e mentalidades que levam a ele, como a reprodução de comportamentos machistas, por exemplo. O segundo encontro, na Casa do Nando, teve como tema Ouvindo os Nossos Irmãos. As irmãs do Projeto Avança Nega abriram um dia inteiro de discussões  conosco, homens pretos, sobre os mais diversos temas, inclusive a paternidade negra e seus desafios. O terceiro encontro, mais íntimo e pessoal, foi no Parque Madureira. Apenas pais e filhos estiveram presentes. Enquanto o outro moderador, Lucas Maciel, conduzimos as postagens nas rede sociais, nosso irmão Adriano Cipriano coordena os encontros presenciais. Nós três somos pais de bebês, o que nos coloca como os que mais precisam de aprender no grupo. A ideia não é ensinar nada a ninguém, mas aprender e crescer junto, como família preta que somos. A pedido das irmãs criamos também o grupo aberto às mães pretas e nossas trocas se tornaram ainda mais ricas. Seria loucura a ideia de que chegaríamos a algum lugar sem a troca e vivência com as nossas irmãs. Quem desejar nos conhecer ou fazer parte do nosso grupo de acolhimento, basta ser preto e buscar Pais Pretos Presentes nas redes sociais ou acessar o link bit.ly/PaisPretos

Mais sobre o coletivo Pais Pretos Presentes: 

WhatsApp com as mães: http://bit.ly/MaesPaisPretos

WhatsApp só de pais: http://bit.ly/WhatsPPP

Skype: http://bit.ly/SkypePPP

Twitter: http://bit.ly/TwitterPPP

Instagram: http://bit.ly/PPPInstagram

Telegram: http://bit.ly/TelegramPPP

Facebook: http://bit.ly/FacebookPaisPretos

Facebook Messenger: http://bit.ly/MessengerPPP

Nosso Grupo no Facebook: http://bit.ly/GrupoFacePPP

Drik Barbosa, Negra Li, Preta Rara e Tássia Reis estão entre as 13 rappers brasileiras mais ouvidas mundialmente

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O Dia do Rap Nacional é celebrado nesta terça-feira (6) e muitas mulheres têm conquistado cada vez mais espaço na cena. Levando isso em conta, a Deezer, plataforma global de streaming, levantou dados de performance de 13 rappers brasileiras feras nos últimos 12 meses.

O público que mais ouve as minas do rap é de 18 a 35 anos, sendo São Paulo o cidade chave. Depois do Brasil, Irã e França são os países que mais ouvem rap brasileiro feminino na plataforma.

Confira o ranking:

13. Tasha e Tracie Okereke
São gêmeas e conhecidas como “it favela”. Elas promovem a “auto-estima da mulher jovem, preta e favelada” através do movimento Expensive $hit, criado por elas. Suas músicas mais ouvidas na plataforma são ‘Pjl: Pelo Menos uma Vez’ e ‘Cachorra Kmikze’.

– Cidades que mais ouvem: São Paulo, Curitiba, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Brasília

– Países que mais ouvem: Brasil, Irã, África do Sul, Itália e EUA.

12. Preta Rara
Joyce Ferreira, escritora, historiadora e rapper é artisticamente conhecida como Preta Rara. Suas músicas mais ouvidas na plataforma são ‘Filha de Dandara’, ‘Falsa Abolição’, ‘Não Desiste’, ‘Negra Sim’ e ‘Cabelo Bom (Ao Vivo)’. O público que mais abraça sua causa é o de 26-35 anos (48.82%), seguido pelo de 18-25 anos (37.8%).

– Cidades que mais ouvem: São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Belo Horizonte e Brasília.

– Países que mais ouvem: Brasil, França, Japão e EUA.

11. MC Soffia
Com apenas 15 anos, quebra paradigmas e preconceitos, sobretudo os que dizem respeito ao machismo e racismo. Dentre as letras que enaltecem a mulher e o amor próprio, as faixas mais ouvidas mundialmente são ‘Money’, ‘Barbie Black’, ‘Menina Pretinha’, ‘Brincadeira de Menina’ e ‘Minha Rapunzel Tem Dread’. As faixas etárias que mais ouvem têm entre 18-25 anos (49.27%) e 26-35 (37.67%).

– Cidades que mais ouvem: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba e Recife.

– Países que mais ouvem: Brasil, Irã, EUA, França e Portugal.

10. Mariana Mello
Mariana gravou seu primeiro clipe musical (‘Universo em Crise’) grávida. ‘Poetisas no Topo’ é a campeã de streaming, seguida de ‘Quem Te Viu Passar’, ‘Recato’, ‘Da Onde Eu Vim’ e a própria ‘Universo em Crise’. Seu público majoritário (60.87%) é o de 18-25 anos.

– Cidades que mais ouvem: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba e Recife.

– Países que mais ouvem: Brasil, Irã, EUA, França e Portugal.

09. Bivolt
Bárbara, mais conhecida como Bivolt, começou sua carreira em batalhas de MC na capital paulista. Desde então, visa mostrar que a mulher não se encaixa nos estereótipos criados pelos homens – principalmente no rap. Suas top músicas mais ouvidas são prova disso: ‘Poetisas no Topo’, ‘Eu Avisei’, ‘Vista Loka’, ‘Música Vai Transmitir’ e ‘Olha pra Mim’. O público que mais ouve (61.24%) tem entre 18 e 25 anos.

– Cidades que mais ouvem: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba e Recife.

– Países que mais ouvem: Brasil, Irã, EUA, Portugal e França.

08. Tássia Reis
Tássia acaba de voltar de sua primeira turnê internacional e, recentemente, lançou o álbum Próspera, que traz discussões sobre o feminismo negro e entre menções a Beyoncé e Shonda Rhimes. Não à toa, ‘Vício, Shonda’ é a mais ouvida. Logo atrás vem ‘Sinfonia da Revolução’, ‘No Seu Radinho’ e ‘Ouça-Me R M X’. As pessoas que mais ouvem a rapper tem entre 18-25 anos (48.25%) e 26-35 anos (40.76%).

– Cidades que mais ouvem: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba e Salvador.

– Países que mais ouvem: Brasil, França, Irã, EUA e Portugal.

07. Linn da Quebrada
A atriz e cantora travesti é ativista sobre os direitos LGBTQIA+ e da população negra no Brasil. ‘Coytada’, ‘Necomancia’, ‘Bixa Preta’, ‘mEnorme’ e ‘Bomba pra Caralho’ são as músicas mais ouvidas, principalmente aqueles com idade entre 18 e 25, que constituem 60.24% de seu público na plataforma.

– Cidades que mais ouvem: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba e Recife.

– Países que mais ouvem: Brasil, França, Irã, Portugal e Alemanha.

06. Clara Lima
A mineira faz parte do coletivo paulista CEIA ENT. Seus sucessos que tocam com mais frequência na plataforma nessa ordem são: ‘Poetas no Topo 3.1: Prólogo’, ‘Inimigos’, ‘Último Dia’, ‘Máximo do Máximo’ e ‘Filha do Sol’. A idade do pessoal que mais ouve seu som (61.66%) é de 18 a 25 anos.

– Cidades que mais ouvem: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba e Salvador.

– Países que mais ouvem: Brasil, Portugal, Irã, EUA e França.

05. Drik Barbosa
Uma das protagonistas do coletivo Laboratório Fantasma, Drik começou a compor música aos 14 anos. Hoje, está no ranking de mulheres brasileiras do rap mais ouvidas no mundo como top cinco. ‘Quem Tem Joga’, ‘Poetas no Topo 3.1: Prólogo’, ‘Língua dos Campeões’, ‘Poetisas no Topo’ e ‘Inconsequente’ são suas músicas mais ouvidas. Seu público majoritário tem entre 18 a 25 (55.44%) e 26 a 35 anos (33.89%).

– Cidades que mais ouvem: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba e Salvador

– Países que mais ouvem: Brasil, Portugal, Irã, França e EUA.

04. Flora Matos
A música “Pretin, desse jeito cê me deixa louca” fez com que Flora Matos estourasse em 2014 e, desde então, ela emplacou vários sucessos. ‘Paradoxo Mítico’, ‘Preta da Quebrada’, ‘Pretin’, ‘Como Faz’ e ‘Piloto’ são suas músicas mais ouvidas. As pessoas que mais ouvem têm entre 18 e 25 anos (57.42%) e 26 e 35 anos (33.9%).

– Cidades que mais ouvem: São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Belo Horizonte Salvador.

– Países que mais ouvem: Brasil, França, Irã, EUA e Portugal.

03. Karol Conka
A Rapper mais famosa no Instagram (tem 1,4M de seguidores), se lançou pro espaço em 2014 com ‘Tombei’, que é a quinta música da cantora mais ouvida no mundo. ‘Nossa Que Isso’, ‘Saudade’, ‘Todos os Olhos em Nóiz’ e ‘Kaça’ são as músicas mais ouvidas e seus maiores fãs têm entre 18 a 25 anos (50.72%) e 26 a 35 anos (37.52%).

– Cidades que mais ouvem: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba e Recife.

– Países que mais ouvem: Brasil, França, Irã, EUA e Portugal.

02. Negra Li
Negra Li já fez feat. com Chorão na saudosa ‘Não é Sério’, sua terceira música mais ouvida mundialmente na plataforma, sendo que a versão acústica ocupa a quinta posição. No primeiro e segundo lugares, respectivamente, estão ‘Favela Vive 3’ e ‘Poesia Acústica #7: Céu Azul’. Já a quarta faixa de maior audiência é ‘Uma Dança’. Seu público majoritário se divide nas idades de 18-25 anos (51.36%) e 26-35 anos (33.02%).

– Cidades que mais ouvem: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba e Salvador.

– Países que mais ouvem: Brasil, EUA, Irã, França e Portugal.

1. Cynthia Luz
É artista Deezer Next, projeto da plataforma que busca destacar artistas em início de carreira. Após o lançamento do seu primeiro álbum “Do Caos ao Nirvana”, no final de 2017, Cynthia se mantém ativa e lança singles frequentemente. ‘Me Negaram Amor’, ‘Praia do Rosa (Acústico)’, ‘Ela Tá Que Tá’, ‘Eu Não Valho Nada (feat. Cynthia Luz)’ e ‘Olhares’ são as músicas mais ouvidas da mineira na plataforma. A maioria de seu público (60.53%) tem entre 18 e 25 anos.

– Cidades que mais ouvem: São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Belo Horizonte e Salvador.

– Países que mais ouvem: Brasil, Irã, EUA, Portugal e França.

Ellen Oléria interpreta canções de Beyoncé em show no SESC Belenzinho

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Foto: Reprodução / Internet

A cantora Ellen Oléria, que ganhou reconhecimento nacional após vencer a primeira temporada do reality show “The Voice Brasil”, nesta sexta-feira (9) sobe ao palco do SESC Belenzinho, às 21h30, na Comedoria da unidade, em um show onde interpreta clássicos da cantora Beyoncé.

Com 15 anos de carreira e uma voz potente, durante o show Ellen apresenta novas versões para músicas clássicas da Bey, como “Say My Name”, “Survivor”, “Who Run the World”, Crazy in Love” e “Love on Top”.

A artista é acompanhada do vocal de Luana Jones e de Helô Ramos, além da banda, formada por Kauan Barbosa (piano), Vinícius Sampaio (guitarra), Léo Carvalho (bateria), Lana Ferreira (baixo), Diogo Duarte (trompete) e Cássio Ferreira (saxofone).

Ellen acumula prêmios em festivais e cinco discos lançados, dentre eles, Peça (2009), Ellen Oléria (2013) e Afrofuturista (2016). Com sua última turnê, alcançou cidades de norte a sul do Brasil e também o público de Espanha, França, Angola, Estados Unidos, Inglaterra, Rússia, Japão e Taiwan. A versatilidade de Ellen estende-se também ao seu ativismo político: a artista faz parte do programa Estação Plural, talk show criado pela TV Brasil para tratar de pautas de comportamento e temas do universo LGBTQIA+.

Os ingressos custam R$ 20 (inteira), R$ 10 (aposentado, pessoa com mais de 60 anos, pessoa com deficiência, estudante e servidor da escola pública com comprovante) e R$ 6 (credencial plena do Sesc – trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo credenciado no Sesc e dependentes. Ingressos disponíveis pelo portal Sesc SP (www.sescsp.org.br) e nas bilheterias das unidades do Sesc.

Com apoio de Iza canal de garota vítima de racismo passa de 100 mil inscritos em poucas horas

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Temos uma enorme carência de canais para crianças a adolescentes negros dentro do Youtube, maior plataforma de vídeos do planeta. Considerando que as crianças de hoje passam mais tempo assistindo vídeos na Internet do que vendo TV, a representatividade faz falta.

Amanda é uma adolescente que estuda e já se define como influencer, usando seu canal no Youtube para falar sobre sua vida. Infelizmente o racismo não diz onde e quando vai aparecer e um dos comentários do vídeo da jovem foi cruelmente racista.

“As pessoas têm mais o que fazer do que ficar vendo de uma garota preta igual a você. Tenho nojo de pessoas como vc”. Esse é o trecho do comentário de Julia Dias atacando Amanda.

Por meio do Twitter o ato racista no canal de Amanda virou um assunto e foi compartilhado milhares de vezes até que chegou no perfil da cantora Iza, que não esconde sua paixão pelas pretinhas e as atende sempre com carinho. A nossa Nala, da versão brasileira de O Rei Leão, convocou seus seguidores para postarem mensagens de amor e carinho para Amanda.

https://twitter.com/IzaReal/status/1157777120518660099

Além do acolhimento, a iniciativa fez com que o canal de Amanda, que tem poucos vídeos ainda, passasse a casa dos 100 mil inscritos. A jovem estudante logo receberá em casa uma placa prata do Youtube que presenteia canais com mais de 100 mil pessoas inscritos.

https://www.youtube.com/watch?v=tAp_1_aAHig

A Internet tem gente muito cruel, mas tem muita gente semeando o amor.

 

 

 

 

 

 

 

Nina Silva, Fundadora do Movimento Black Money, debate sobre carreira em happy hour

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A fundadora do Movimento Black Money (MBM), Nina Silva, escritora, mentora e gestora de negócios em tecnologia, participa da “StartBlackUp Pocket 01 – Conectando a Comunidade ao Mercado“, para conversar sobre transformação digital. O evento acontece no dia 24 de agosto, das 16h às 22h, no bairro de Pinheiros, em São Paulo.

O encontro será aberto por da Nina, que vai falar sobre investimentos e transformação digital sobre a perspectiva do Black Money. “Meu objetivo é provocar uma reflexão sobre o poder que temos em nossas mãos para inovação e desenvolvimento enquanto comunidade negra, usando as novas ferramentas digitais para empreender e criar conexões profissionais“, explica.

Em seguida Alan Soares, cofundador do Movimento Black Money, irá falar sobre a diferença entre poupar e investir, profissões no mercado financeiro e veículos de investimentos, entre outros assuntos.

O evento será realizado no Velho45, hamburgueria de empreendedores pretos, e contará com as seguintes atrações musicais: Dj Gugu Reis, Dj Alex Black, Thais Ferreira e Mark MP & Banda. Os ingressos têm valores a partir de R$40 e todos os participantes terão 15% de desconto no cardápio da casa.

Os interessados podem se inscrever em: www.sympla.com.br/startblackup-pocket-01-conectando-a-comunidade-ao-mercado__594600.

Amor interrompido: Ava Duvernay revela o fim trágico da namorada de Korey Wise

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Com 11 indicações ao Emmy, Olhos que condenam é um divisor de águas na história dos seriados de temática negra. Ele foi um dos programas mais assistidos da Netflix.

A série resultou em muitos desdobramentos na vida real  depois de sua exibição como o pedido de demissão da ex-promotora do caso Linda Fairstein.

Porém um fato que ninguém sabia, aconteceu no passado e  foi revelado pela diretora do seriado Ava Durvernay ao responder a um seguidor no Twitter que questionou sobre o destino Lisa , namorada de Korey Wise, um dos acusados injustamente pela morte e assassinato  de Trisha Meili em  1989.

“Korey nunca se reconectou com sua namorada desde o momento de sua prisão. Infelizmente, ela faleceu antes de ser libertado da prisão 13 anos depois. Sempre que Korey menciona Lisa até hoje, ele sempre acrescenta ‘Descanse em paz’. Eu realmente espero que ela esteja”, disse Ava em sua conta do Twitter sem revelar a causa da morte.

Lisa foi interpretada pela atriz Storm Reid que também trabalhou com Ava no belíssimo filme Uma Dobra no Tempo Jharrel Jerome que que faz Korey no seriado, está concorrendo ao Emmy de melhor atuação.

Desde que saiu da prisão Wise se tornou em um palestrante e ativista pela reforma do sistema criminal.

Nathalie Emmanuel, destaque em Game of Thrones, ganha espaço em grandes produções

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A série Game of Thrones chegou ao fim após quase 10 anos com bons números de audiência e sucesso entre os fãs. Porém, um dos principais destaques da produção foi a atriz Nathalie Emmanuel, que interpretou a personagem Missandei. Com 30 anos e um futuro promissor, ela já começou a ganhar espaço em outras grandes produções de Hollywood e deve aparecer em breve nos cinemas.

Emmanuel participou de 38 episódios na série e ganhou algum protagonismo apenas nas três últimas temporadas. Porém, sempre como uma fiel escudeira de Daenerys Targaryen, que era interpretada pela atriz Emilia Clarke. Missandei apareceu pela primeira vez na história em 2013, mais especificamente no primeiro episódio da terceira temporada. Antes disso, o universo de Game of Thrones ainda pecava pela falta de personagens negros na história.

Mesmo com o final trágico, o papel de Nathalie Emmanuel foi marcante na história de Westeros. Os momentos em que dividia cena com Peter Dinklage e Jacob Anderson eram sempre elogiados pelos fãs de GoT. A atriz aproveitou todo esse destaque e se despediu da série com diferentes projetos para o futuro. O objetivo dela é conseguir cada vez mais papéis importantes e protagonistas nas produções.

Nathalie Emmanuel já foi confirmada em dois grandes lançamentos no futuro, um no cinema e outro na TV. Ela vai participar da franquia Velozes e Furiosos, que já conseguiu arrecadar mais de US$ 5 bilhões no cinema e vai ganhar o 9º filme em 2020. Além disso, Emmanuel também vai dublar uma das personagens principais da animação The Dark Crystal: Age of Resistance, que deve estrear ainda este ano na Netflix e terá 10 episódios.

Fora do Spin-off

Apesar de todo o sucesso que teve como Missandei, a atriz dá a entender que a participação dela no universo de Game of Thrones já acabou. Por isso, ela dificilmente deve participar de algumas das futuras produções da HBO envolvendo Westeros. Desde o início do ano, o primeiro spin-off da série foi anunciado. Ele vai se passar antes da história principal, e deve ter um custo de US$ 15 milhões por episódio. Naomi Ackie já foi confirmada no elenco. Com lucros que ultrapassam os US$ 5 bilhões, segundo consulta da revista IstoÉ Dinheiro, Game of Thrones sonha em conquistar cada vez mais espaço fora da TV. A expansão deste universo criado por George R. R. Martin se mostra cada vez mais fácil, principalmente pelo tema. É possível utilizar os personagens e a história de GoT em, praticamente, qualquer situação ou cenário. O apelo emocional que a produção conseguiu é algo raro e que deve ser bem aproveitado. É por isso que o seriado ganhou HQs, livros, desenhos, jogos de carta e outros diferentes tipos de produtos. Até mesmo um Banco Imobiliário, com Winterfell e tudo mais, Game of Thrones possui. Um exemplo diferente do alcance de mercado é no portal da Betway de caça-níqueis online. Uma das máquinas virtuais é temática de Jon Snow, Daenerys Targaryen e outros importantes personagens da história. Ou seja, é todo tipo de entretenimento. Todas essas oportunidades são méritos da série, já que ela possui números de audiência que nenhum programa de TV conseguiu. O jornal O Globo mostrou em reportagem que a 8ª temporada de GoT teve uma média de 44 milhões de espectadores. O último episódio, por exemplo, foi acompanhando por quase 20 milhões de pessoas. Números que devem ficar marcados por algum tempo.

O seriado também foi histórico para a HBO, que viu até mesmo o premiado Família Soprano ficar para trás. Game of Thrones quase que dobrou os números de audiência e se transformou no maior sucesso do canal. Além disso, as 32 indicações ao Emmy 2019 foram um registro único para todo o mundo do entretenimento, segundo reportagem feita pela revista Veja. É uma série que vai ficar para sempre na história, e sorte de quem teve a oportunidade de acompanhar.

A atriz Nathalie Emmanuel soube aproveitar, assim como os produtores da HBO, o sucesso de audiência de Game of Thrones. Afinal, ela ganhou uma projeção que chama a atenção de grandes produções. O reconhecimento do excelente trabalho como Missandei será recompensado pelos próximos anos, enquanto ela busca cada vez mais oportunidades e personagens fortes nos filmes e séries de Hollywood.

Foto: Revista Elle

Primeiro curso de yoga com base africana será realizado no RJ, SP e BA

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O Projeto Kasa de Maat realiza entre os dias 7 e 16 de agosto, em Paraty (RJ), o primeiro curso para formação de instrutores em yoga com base africana do método Yoga Skills da Escola Kemetic Yoga | Chicago-EUA, do Mestre Yirser Ra Rotep. Serão formados 17 instrutores, o curso já está com as vagas esgotadas e a próxima turma será em dezembro de 2019 e lista de espera para agosto de 2020.

Para quem tem interesse de conhecer melhor essa modalidade de yoga, workshops acontecem em São Paulo, 6 de agosto, das 18h às 21h, e em Salvador, 24 de agosto, das 8h às 14h.

O Kemetic ressurge na década de 70, desenvolvida pelo Dr. Asar Hapi e, posteriormente, por seu discípulo Yirser Ra Hotep, hoje responsável pela única certificação em Kemetic Yoga reconhecida pela organização internacional Yoga Alliance.

A fundadora do Kasa de Maat, Rosa Natalino, comenta a importância de trazer o curso para o Brasil, país com a maioria da população afro descendente. “Tudo que é originário da África foi renomeado por outras etnias”.

Yirser explica que o Kemetic Yoga foi redescoberto na tentativa de definir uma prática que descendentes africanos de todo mundo pudessem se identificar: “Os europeus tentaram negar que o Antigo Egito é uma civilização africana porque contradiz as ideias da supremacia branca”.

As inscrições para as atividades em Salvador e São Paulo variam de R$ 30 a R$ 80 e podem ser realizadas através do número: Telefone: + 55 51 98118- 3955.

Thaíde lança videoclipe de “Segura a Nega” em parceria com DJ Max nos Beatz

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Para homenagear as mulheres, com uma letra que reforça a garra, a força e a determinação feminina, e ainda apresenta a mensagem de que elas podem ser tudo o que quiserem, o rapper Thaíde acaba de lançar o videoclipe de “Segura a Nega“, assinado pela Kave Audio Visual.

A melodia conta com o sample do clássico homônimo de Bebeto e Luis Vagner. A música é em parceria com DJ Max nos Beatz, que garantiu mais ritmo e batida com referência de música eletrônica em cima do sample que embalou e embala até hoje.

O clipe já está disponível na programação da MTV Brasil e pode ser pedido pelos telespectadores pela hashtag #seguraanega nas redes sociais da emissora.

Assista:

Escola de Porto Alegre atua com projeto para combater racismo e empoderar alunas negras: “Movimento Meninas Crespas”

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O Movimento Meninas Crespas, criado pela professora Perla Santos, surge na EMEF Senador Alberto Pasqualini, após uma das alunas ser vítima de racismo. Em decorrência disso, Perla passou a conversar com as crianças no intervalo sobre cabelo crespo e negritude. Apesar de atualmente lecionar em outra escola, a EMEF Mário Quintana, os encontros acontecem na Casa Emancipa do bairro Restinga .

As alunas decidiram tomar uma atitude para combater as inúmeras “brincadeiras” racistas baseadas na textura do cabelo ou na cor da pele, e sentiram a necessidade de conhecer a história negra para além da escravidão.

Esse processo levou à constituição de um grupo, do qual se aproximaram pais, mães e outros familiares para a promoção de atividades dentro e fora da escola. Tal processo coletivo nos permite trocar experiências, valorizar a nossa estética, nossos crespos, celebrar nossa ancestralidade e elaborar ações e atividades culturais e pedagógicas”, explica Perla.

As principais bases utilizadas pela professora são a estética, a dança negra e o resgate da História Africana e Afro-Brasileira. O projeto visa valorizar o cabelo crespo, resgatar a identidade negra e o poder do feminino.

A partir dos encontros no recreio, foi solicitado à direção da escola uma sala para realizar as reuniões. “Os alunos inscritos no projeto, cerca de 40, entre meninas e meninos, foram divididos em duas turmas: turma Dandara e Malcolm X. Os encontros, que se iniciam sempre por uma roda de conversa, contextualizam situações, analisam fatos e debatem assuntos relacionados à população negra”, conta.

Para as crianças é ensinada dança afro e são criadas as performances que o grupo apresenta em eventos. Também a partir dos encontros, as famílias passaram a se aproximar e participar das oficinas e rodas de conversa.

Os encontros acontecem aos sábados, na Casa Emancipa, onde outras famílias da região são acolhidas. Para atender a comunidade em geral, na qual país e mães fazem parte da diretoria, estão criando o Instituto Meninas Crespas.

Nas rodas de conversa, de forma coletiva, escolhemos que ações faremos. Estamos com uma biblioteca afrocentrada e comunitária para que as pessoas do bairro tenham acesso à história negra. Também estamos escrevendo cartas de empoderamento para mulheres da Casa Mirabal, um local que acolhe mulheres vítimas de violência doméstica, pois acreditamos na ideia de empoderar-se e empoderar outras, ou seja, só estou bem se estamos bem”.

Para espalhar informações sobre a África e poesia negra, foram confeccionados cartazes para serem fixados no bairro e, assim, multiplicar o aprendizado, além da gravação de um documentário para registro de todo e projeto e histórias.

Temos aulas de Iorubá, pois defendemos uma educação bilíngue (Português/Iorubá), com um mestre/Griô, aproximando os saberes da educação formal com a informal e valorizando os conhecimentos dos mais velhos (Princípio Africano). As mães também têm aulas de dança, partindo da ideia da dança como autocuidado”, diz a professora.

Tanto os alunos, quanto os pais e parceiros, têm responsabilidades. Um grupo é responsável pela divulgação (Faceboook, email e Instagram), outro grupo é responsável por receber os visitantes e explicar como o projeto se organiza. Nas rodas de conversa, surgem as novas ações do grupo, que se organiza dividindo tarefas.

Após cada ação, de forma coletiva, avaliamos a atividade, anotamos o que poderia melhorar e cada um faz uma autoavaliação. Também criamos as regras, que por ter sido construída de forma coletiva, faz com que cada aluno se sinta convocado a seguir“.

O projeto é conhecido fora do Brasil. Em 2018, a professora Perla esteve em Portugal, na Escola da Ponte, para um intercâmbio. “Nessa experiência pude apresentar como é nosso trabalho no Movimento Meninas Crespas. Este ano, fui reconhecida pela Marca Boticário, como uma das cinco mulheres que fazem a diferença no Brasil, devido ao trabalho no projeto”, finaliza.

Para saber mais, acesse: https://www.facebook.com/MeninasCrespasRestinga.

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