Home Blog Page 1332

Concurso Garoto e Garota a Favela tem data de participação prorrogada até 25 de janeiro

0
Foto: Jacque Fernandes

O concurso, idealizado pelo “Voz da Comunidade“, volta em busca de representantes do Complexo da Penha. Os vencedores vão ganhar um ensaio fotográfico para mostrar toda beleza e estilo. Para participar, envie a foto até o dia 25 de janeiro, às 17h. A data foi prorrogada devido a grande procura. Confira as regras do concurso abaixo.

Obs : Não é permitido fotos sem camisa e de biquíni.

1) Apenas moradores do Complexo da Penha podem participar
2) A partir de 13 anos (Se a pessoa for menor de idade e vencer, só poderá fazer as fotos com a autorização dos responsáveis.)
3) Nenhuma foto pode ter montagem.
4) Os votos só serão válidos se a pessoa curtir a página no Facebook do Voz Das Comunidades e a foto.
5) O ensaio será realizado dentro da comunidade que é feito o concurso.
6) Se o participante vencedor não estiver disponível para fazer o ensaio na data marcada, segundo lugar ganhará o ensaio.
7) As fotos só serão contabilizadas se estiverem publicadas na linha do tempo ou no comentário da postagem.
8) Após todas as fotos serem enviadas, será criado um grupo no whatsapp e depois será iniciada a votação.

A votação começa às 17h30 e vai até dia 25 de janeiro, às 17h. Em caso de dúvidas, entre em contato através do WhatsApp: (21) 99535-9185.

Os esnobados pelo Oscar de acordo com a crítica afro-americana

0

O movimento #OscarSoWhite, de 2016, parece ser coisa do passado. Em 2017, pela primeira vez na história, haviam pessoas negras nas principais categorias do Oscar, a mais badalada premiação do cinema do mundo. Foi o ano que Moonlight foi considerado o filme do ano pela Academia.

Chegamos em 2019, e nessa terça-feira (22) as indicações saíra. Só o histórico e simbólico Pantera Negra concorre à SETE categorias: Melhor Filme, Melhor Canção original “All The Star”,  Melhor design de produção,  Melhor edição de som, Melhor mixagem de som,  Melhor trilha sonora e
Melhor figurino.

Fato histórico para o cinema afro-americano é a indicação de cinco diretores negros ao Oscar no mesmo ano, incluindo a lenda viva Spike Lee ( Infiltrado na Klan ) que  disputa a estatueta dourada, pela primeira vez em seus 42 anos de carreira. Faça A Coisa Certa (1989), Malcolm X (1992), são suas obras mais conhecidas.  Lee ainda concorre  ao Oscar de melhor filme e roteiro adaptado.

Os demais são Jordan Peele (Infiltrado na Klan), Barry Jenkins ( Se a Rua Beale Pudesse Falar ) , Peter Ramsey (Homem-Aranha no Aranhaverso ) e Ramell Ross ( Hale County This Morning, This Evening ).

Mahershala Ali tem grandes chances de levar mais um Oscar para casa como ator coadjuvante por sua atuação em Green Book. Vai formar um par lindo com o que já tem na estante,  por  Moonlinght.

Regina King, que tem sido aclamada por sua atuação em Se Beatle Street pudesse falar, tem grandes chances voltar para casa com um Oscar na mão. Que James Baldwin mande um axé especial para ela, que interpreta uma mãe em um filme baseado na novela do autor e ativista.

https://www.youtube.com/watch?v=s_Cz7vyecv0

Mesmo com todos esses nomes, para crítica afro-americana, alguns filmes foram esnobados pela academia. Eu contava que algum ator de Pantera Negra entraria para corrida do Oscar e não estou sozinha. Vamos ver alguns dos nomes que deveriam, de acordo com os críticos negros americanos, terem sido nominados ao prêmio.

  – MELHOR FILME – 
O ódio que você semeia

Homem-Aranha no Aranhaverso

 – MELHOR ATRIZ – 

Viola Davis – Viúvas 

Resultado de imagem para viola davis viuvas
Foto: Century Fox

Amandla Stenberg – O ódio que você semeia 

Imagem relacionada
Foto: Century Fox

– MELHOR ATOR – 

John David Washington – Infiltrados na Klan 

Focus Features
Foto: Focus Features

Stephan James – Se a rua Beatle Street pudesse falar 

Annapurna Pictures – ATOR COADJUVANTE –

Michael B. Jordan – Pantera Negra 

Resultado de imagem para michael b jordan BLACK PANTHER
Foto: Heroic Hollywood

-MELHOR DIRETOR – 

Ryan Coogler – Pantera Negra 

Photo: Marvel Studios
Foto: Marvel Studios

E para você, qual nome negro  faltou na lista dos indicados?

Carol Romero se prepara para lançar livro “Dicas Maquiagem para Pele Negra”

0

Prestes a lançar o livro “Dicas de Maquiagem para Pele Negra”, a beauty artist paulistana e especialista em pele negra, Carol Romero, que está há 10 anos na profissão, une sua arte ao ativismo e empoderamento negro.

Segundo Carol, o principal motivo que a fez escrever o livro foi ausência de representatividade das mulheres negras no mercado da beleza. “Quando vamos buscar na literatura sobre maquiagem para pele negra, encontramos pouca coisa, principalmente aqui no Brasil e isso me mostrou que era um viés que deveria ser abordado de forma didática, pois somente dessa forma conseguiria, de fato, nos colocar no ‘jogo’“, afirmou.

Após um longo período de pesquisa, reúne no livro uma introdução à história da maquiagem, do período paleolítico, passando pelo Antigo Egito, cujo povo era negro, trazendo também uma explicação sobre as diferentes tonalidades de pele negra e técnicas específicas de preparo para cada uma delas.

De acordo com a beauty artist, o objetivo da publicação é democratizar esse tipo de informação tanto para aspirantes quanto para maquiadores profissionais, uma vez que o mercado da beleza demorou a despertar para o público negro, mesmo sendo ele mais da metade da população brasileira.

Para ela, a maquiagem e o cuidado com os cabelos são para ela, acima de tudo, formas genuínas e ancestrais de valorizar a beleza e a estética negra, e de transformar sua arte em pautas importantes para discutir a afrodescendência no Brasil. “Quando comecei no mercado da maquiagem, não se falava em pele negra. Na época, trabalhando em editoriais, eram só mulheres brancas à frente das câmeras”, conta.

Formada em maquiagem cênica e peles negras pelo SENAC, Carol tem experiência em educação profissional, criou workshops especializados e ministrou aulas para Liceu de Maquiagem, Muene Cosméticos e, mais recentemente, MAC Cosmetics, onde realizou três workshops sobre makeup para pele negra. Ainda se destaca pela parceria com a rapper Ana P. e com a cantora e MC Drik Barbosa, artista da LAB, selo musical de Emicida.

De quatro anos para cá, muito se fala sobre maquiagem para pele negra ou “beleza Negra”, mas pouco se faz efetivamente para que 54% de pessoas negras sejam representadas e,  por esse motivo essa obra é importante e relevante dentro do mercado“, finaliza.

O livro será lançado pela Soul Editora, em fevereiro.

Pantera Negra se torna primeira produção de super-heróis a ser indicada a melhor filme no Oscar

0

Um filme que trouxe representatividade e empoderamento para o povo preto, mostrando o universo de Wakanda, além de como a união do nosso povo pode nos fortalecer, Pantera Negra conquistou sete indicações ao Oscar, incluindo Melhor Canção Original (All of The Stars – Pantera Negra), Melhor Design de Produção, Melhor Figurino, Melhor Mixagem de Som, Melhor Edição de Som e Melhor Trilha Sonora, sendo a primeira produção de super-heróis a ser indicada como melhor filme.

Na categoria Melhor Filme, Pantera Negra concorre com Infiltrado na Klan, Bohemian Rhapsody, A Favorita, Green Book: O Guia, Roma, Nasce Uma Estrela e Vice. O Pantera Negra retornará em Vingadores: Ultimato. A continuação de Vingadores: Guerra Infinita deve mostrar o embate final entre Thanos e os Vingadores. A Capitã Marvel e o Homem-Formiga devem se unir à super-equipe na história.

A próxima edição do Oscar será realizada no dia 24 de fevereiro.

Livro Conto dos Orixás, do baiano Hugo Canuto, retrata divindades africanas como super-heróis

0

O artista baiano, Hugo Canuto, após meses de campanha, lança hoje, oficialmente, o livro “Conto dos Orixás“, no Teatro Sesi Rio Vermelho, às 19h, em Salvador. O evento contará ainda com bate-papo e sessão de autógrafos. As histórias, inspiradas nas divindades africanas, foram criadas pelo quadrinista com o intuito de reforçar o empoderamento preto e a representatividade.

Em entrevista ao G1 Bahia, Hugo afirma que, a jornada para criar os Contos dos Orixás teve uma inspiração: “O legado das civilizações africanas que moldaram minha terra de origem, a Bahia e sua ancestralidade, representadas aqui pelos Itan, conjunto de narrativas ligadas aos Orixás, arquétipos milenares de força, coragem e sabedoria”.

O projeto foi construído em dois anos e meio, junto a sacerdotes, acadêmicos e outros autores conhecedores do assunto. Além de estudo detalhado, Hugo também fez cursos de língua e cultura Yorubá e usou como referência obras de Pierre Verger, Edson Carneiro e Lydia Cabrera.

Mesmo com as referências aos elementos ligados aos Orixás, os Contos não se tratam diretamente de uma obra religiosa. “Os contos não falam sobre o Candomblé, a Umbanda, Santeria ou Ifá, seus ritos, fundamentos iniciações e segredos, mas buscam fazer um recorte respeitoso com foco na cultura Yorubá, assim como os mitos e histórias dos Orixás”, explica.

A publicação dos Contos dos Orixás foi viabilizada a partir de um financiamento coletivo. O projeto foi disponibilizado na plataforma Cartase e, com o apoio e iniciativa do público, até a publicação desta reportagem, já havia arrecadado 784% da meta que era de R$ 20 mil [a campanha já arrecadou R$ 144.867 ]. Quem deseja apoiar o quadrinista pode fazer contribuições a partir de R$20. As recompensas vão desde revistas impressas e exemplares autografados a ilustrações e outros itens.

Durante a primeira campanha, em 2017, o quadrinista subsidiou, em R$25, o preço de 500 exemplares para os apoiadores. O valor do quadrinho atualmente é de R$45. Clique aqui para saber mais: https://www.catarse.me/contos_dos_orixas_pre_venda.

“Wakanda é na Europa” : Daniela Mercury mostra que homenageia, mas não escuta os negros

0

Nobre vagabundo é uma das músicas que mais gosto de cantar no Karaokê. “Respirar o amor, aspirando liberdade.”  Daniela Mercury canta muito e dança impecavelmente. Também tenho acompanhado com muito entusiamo seus posicionamentos políticos, defendendo sem medo seus ideais como representante da comunidade LGBTQ+. No entanto, quando eu ouço as canções em homenagem à minha etnia, aí, eu já não gosto muito.

Eu já tinha uma certa antipatia com a música o Canto da Cidade por motivos óbvios, mas depois do blackface em homenagem a Elza Soares, aí virou ranço mesmo (com a arte, não com a pessoa, visto que não a conheço).

Foto: Reprodução – Correio Nagô

É preciso entender o impacto das músicas populares na perpetuação do racismo estrutural ( O seu cabelo não nega, mulata) , da apropriação cultural (NegaLora da Cláudia Leitte) e no caso da Mercury, de colocar em suas letras absurdos como em sua última canção Pantera Negra Deusa, em homenagem à Wakanda (minha nossa senhora do Vibranium!) e ao Ilê Ayê.

Em uma leitura semiótica rápida, dá a entender que a deusa de Wakanda…. é ela mesma. 

Veja alguns trechos que mostram pelo teor das letras, uma gritante ignorância sobre comunidade negra, do ponto de vista político e social. 

E o Brasil nasceu da África,
Tua mama

Não nasceu. E os indígenas que estavam aqui?  Valorizar uma cultura invisibilizando a outra?

E o Brasil é preto
E o branco é preto
É negão!

Branco é preto? Really? Vocês sabem o quão perigoso é para crianças negras sairem cantarolando essa poesia da democracia racial poética da Daniela Mercury? Branco é branco e preto é preto. O que é feio é o racismo.  As diferenças, a diversidade, a pluralidade são riquezas da humanidade.

E vamos para parte que faria T’chala sair de Wakanda  e ir a Salvador para perguntar “qual é?” para “Rainha do Axé”.

Diga diga diga onde é wakanda

(…) 

Wakanda é Bahia
Portugal sul e norte
Da América

Wakanda é na Europa, na Ásia
Na índia, na Portela

Cara gente branca, bem intencionada e de bom coração, não fale sobre Wakanda em sua arte. Wakanda foi feito dos pretos para os pretos. Eu fiquei ofendida com essa ideia de Wakanda é na Europa. (mesmo que ela esteja falando da diáspora, ainda assim é ruim)  Ou a Daniela não viu o filme, ou não entendeu. Se ama tanto a cultura negra, deveria ter estudado o projeto do filme que foi mais que uma obra do cinema, foi um movimento cultural negro e revolucionário com intensa valorização da África e da negritude.  E não sou eu quem estou dizendo, é o próprio diretor Ryan Kyle Coogler, em entrevista à IndieWire:

“Porque, na minha cabeça, passei a maior parte da minha vida me perguntando sobre minha ascendência e de onde eu venho, de onde tudo isso vem. Não há registros. Eu não posso simplesmente pular em algo e ir todo o caminho de volta e descobrir minha ascendência, então é muito importante para mim que Wakanda sempre tenha esses registros. Não há um africano em Wakanda que não possa descobrir quem eles eram, de onde eles vieram, por milhares de anos. E eu dei a eles a única coisa que nunca tive”. Wakanda é sobre onde viemos, não sobre onde fomos  parar de forma involuntária e violenta.

A “Rainha do Axé” não leu sobre ou apenas não se importou com o processo de criação do filme Pantera Negra. A culpa é daqueles que validam a voz de uma mulher branca descendentes de italianos, como a voz da negra cidade de Salvador. Ela pode ajudar a dar visibilidade, mas não pode sair cantando e dançando como se fosse preta. Ela não é.

Sou paulista, não posso falar sobre os negros baianos. Há amigos no clipe da música e não tenho nada contra os negros que participam do processo ( e eles estão lindos), mas Daniela Mercury é a rainha do clipe sobre Wakanda. Daniela dança de dreasds, roupas afro, entra da água, sai da água como se fosse Iemanjá, reverencia os fundadores do Ilê, mas ela é o centro das atenções.

Ainda sobre as letras, ela ainda fez uma versão da música Pantera Negra, com a dupla italiana I Koko, que fez um versão da canção Swing da Cor para novela…..Segundo Sol (da Bahia branca que revoltou a comunidade negra).

https://www.instagram.com/p/Bs28ImnHECr/?utm_source=ig_share_sheet&igshid=1xed666kpgp1f

Quer homenagear Wakanda?  Entenda o porquê do filme, sua concepção a simbologia do filme para os negros e negras do planeta.  Mostre como  protagonistas dos seus trabalhos audiovisuais pessoas negras. Reveja a posição de ser a branca de dreads na imensidão dos “negros maravilhosos”. Quer valorizar a negritude do povo baiano, que tal mostrá-los sem ter você aparece dançando com roupa africana entre eles?

Estudar sobre a nossa beleza e não sobre as nossas dores, mostra que você convive com negros, mas não ouve o que eles dizem. Mulheres negras escrevem críticas, mas o importante é beleza negra, certo?

Wakanda também é Bahia, é o Ile Ayê ( que inclusive significa Mundo Negro em iorubá). Essa é única mensagem da música que faz sentido para mim.

 

 

 

“Minha História”, de Michelle Obama, quebra recorde de “Cinquenta Tons de Cinza”

0

Após quase dois meses de lançamento de “Minha História“, o livro de Michelle Obama quebrou o recorde ao ocupar a primeira posição de livro mais vendido da Amazon em todos os formatos, há 47 dias consecutivos no topo da lista, fortalecendo o sucesso da ex-primeira dama dos Estados Unidos.

O recordista era o livro “Cinquenta Tons de Cinza“, escrito por E. L. James, publicado em 2012. O grande sucesso transformou os livros em filme.

Em Minha História, Michelle traz memórias e reflexões sobre sua trajetória, desde a infância em Chicago, até o tempo em que viveu na Casa Branca.

Evento “Diálogos Sobre Tolerância” será realizado dia 25 de janeiro em São Paulo

0
Créditos: Yalodê Fotografia

O Coletivo Okàn Dìmó anualmente realiza uma marcha em prol do Combate à Intolerância Religiosa. Contudo, neste ano, não será realizada. Foi criada a campanha virtual “Todxs por 21“, onde o povo de Àse grava um vídeo de até um minuto contando o motivo de ser contra a intolerância religiosa e ao final, convoca três amigos (as) para fazer o mesmo e disseminar a campanha através das redes sociais. O intuito é criar uma rede de conscientização e cultura de paz.

O evento “Diálogos Sobre Tolerância” surgiu através da parceria entre Bruno Nascimento, que faz parte da comissão do coletivo, juntamente com o babalorixá Diego de Airá, ex membro, e será realizado na próxima sexta-feira (25), às 19h, no ILé Iná Asé Ofá Odé – Axé Pq da Mooca (Casa de Airá), na Rua Sapucaia, n° 36, próximo ao metrô Belém, em São Paulo.

Segundo Bruno, hoje a noite sairão mais vídeos da campanha Todxs por 21 e no dia 25, durante o evento, será proposto um diálogo sobre como criar mecanismos contra a intolerância religiosa para brigarmos a favor das religiões de Matriz Africana. “Estamos passando por um processo truculento, a Polícia Militar está vindo pra cima de pessoas que saem pra se manifestar. Ficamos com medo de colocar o povo na rua, então decidimos nesse primeiro momento não fazer isso. Estamos nas redes sociais com o nome de Todos por 21 e colocamos imagens pra mostrar o que a intolerância gera, como ela afeta o nosso povo, principalmente seguidores de religiões de matriz africana“.

A Lei n° 11.635 foi sancionada pelo ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva no dia 27 de dezembro de 2007,como forma de homenagear mãe Gilda, falecida em 2000, em decorrência dos diversos ataques que sofreu. Dessa forma, surgiu o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa (21 de janeiro).

Para mais informações, acompanhe o coletivo no facebook: https://www.facebook.com/okandimo.

Com ataques crescentes a terreiros de candomblé, Dia do Combate à Intolerância Religiosa completa 12 anos

0

Devido a um dos casos mais famosos e também trágicos de desrespeito religioso no Brasil, realizado pela Igreja Universal do Reino de Deus e direcionado a Mãe Gilda de Ogum, yalorixá fundadora do Terreiro Abassá de Ogum, em Itapuã, bairro Soteropolitano, o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva, sancionou a Lei n° 11.635, de 27 de dezembro de 2007, criando o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa (21 de janeiro).

A lei foi sancionada como forma de homenagear mãe Gilda, falecida em 2000, em decorrência dos diversos ataques que sofreu. No mesmo ano, ela havia sido atacada por membros da igreja Assembléia de Deus e em seguida, teve sua imagem estampada no jornal “Folha Universal“, da IURD, acusada de ser charlatã e roubar dinheiro de clientes. Segundo membros da casa, após ver a manchete, a yalorixá sofreu um ataque fulminante e morreu.

No dia 28 de novembro de 2014, durante as comemorações do mês da Consciência Negra, foi inaugurado um busto de bronze que homenageia à memória de mãe Gilda. A estátua fica no parque do Abaeté, em Itapuã. Em maio de 2016, a obra foi alvo de vandalismo, mas restaurada e reinaugurada em novembro de 2016.

Desde 2011 o Disque 100, número do governo que funciona 24 horas por dia e recebe denúncias de violações de direitos humanos, passou a contabilizar os casos de intolerância religiosa. Ao longo dos anos, a taxa de crescimento aos casos de intolerância é altíssima. No primeiro ano foram 15 casos, em 2012 foram 109, 201 em 2013 e em 2014 chegou a 149. Entre 2015 e o primeiro semestre de 2018, foram 1.729 casos registrados.

Recentemente, em Salvador, o Terreiro Ilê Axé Ojisé Olodumare (Casa do Mensageiro), de Barra do Pojuca, na cidade de Camaçari, Região Metropolitana de Salvador, do babalorixá Rychelmy Imbiriba, foi alvo de invasão por assaltantes, que além de afrontar as vítimas com palavras de cunho desrespeitoso, levaram diversos itens. O terreiro emitiu uma nota de pesar relatando o ocorrido e afirmando ter sido um ato de intolerância religiosa.

A Polícia Civil, apesar das testemunhas, descarta o indicativo de intolerância religiosa cometida pelos bandidos. A invasão ocorreu no sábado (12). O babalorixá e o fotógrafo que registrava a festa foram levados para a emergência e tiveram que levar pontos no rosto por causa das coronhadas que levaram. O nome do fotógrafo não foi divulgado.

Especialista em cozinha baiana, Deisy Anunciação apresenta receitas e dicas em canal no Youtube

0

A jornalista e especialista em gastronomia e cultura da Bahia, Deisy Anunciação, é a responsável pelo canal no Youtube “Sabor do Dendê”, que apresenta receitas, dicas e ainda mostra como fazer reeducação alimentar. Os vídeos também estão no canal Chef TV, da TV a cabo em São Paulo e exibido para todo o Brasil.

No último video apresentado no canal, ao lado de Gilberto Lopaka, a jornalista mostra como fazer as comidas consagradas a yabá Yemanjá, a iyà orì. A receita é de peixe regado a camarão. Confira o vídeo!

https://www.youtube.com/watch?v=FZyua7QpDbM&app=desktop

A endêmica gastronomia baiana, salvaguardou toda historicidade e cultura dessa terra de encantos e axé, da comida sagrada aos mitos e lendas que os baianos preservam nos quatro cantos dessa cidade“, explica, em nota no canal.

 

error: Content is protected !!