A fundadora e diretora executiva do Instituto Identidades do Brasil (ID_BR), LuanaGénot, comemorou em seu instagram uma realização pessoal. Encontrou o ex-presidente dos Estados Unidos, Barack Obama durante a sua passagem pelo Brasil, no VTEX DAY, maior evento de inovação digital da América Latina.
Em 2012, ela passou meses atuando como voluntária de marketing na campanha de Obama e ainda não tinha tido a oportunidade de encontrá-lo ou trocar algumas palavras. Segundo Luana, Obama ainda estava usando o broche com o dizer: “once you vote black, you never go back” – uma vez que você vota negro, você não volta atrás.
“Que felicidade! E ainda dei o livro Sim à Igualdade Racial – Raça e mercado de trabalho para ele. Falamos brevemente sobre desigualdade racial no Brasil e a necessidade de unirmos forças globalmente sobre este assunto! Tô me sentindo Michelle Obama, gente! E agora o objetivo é conhecê-la de pertinho também! Nunca deixem de sonhar e de lutar pela realização destes sonhos! Sigamos! Com o oxigênio desta foto seguimos numa luta que não tem volta! #simaigualdaderacial pois sem igualdade racial o Brasil não cresce! Obrigada @scotthamilton pela conexão“, disse Luana em rede social.
O ID_BR é uma organização sem fins lucrativos, pioneira no Brasil e comprometida com a aceleração da promoção da igualdade racial. A partir da Campanha Sim à Igualdade Racial, o instituto desenvolve ações em diferentes formatos para conscientizar e engajar organizações e a sociedade e busca reduzir a desigualdade racial no mercado de trabalho.
Beyoncé, Morgan Freeman, Spike Lee e até nossa Taís Araujo, se reuniram em Los Angeles, na noite de ontem, 6 de junho, para homenagear o ator Denzel Washington.
A família Washington (Foto AFI/Instagram)
O evento foi promovido pelo American Film Institute deu ao ator afro-americano de 64 anos, o Live Achievement Award, que é um dos prêmios de maior honra para quem trabalha na indústria do cinema. Morgan Freeman e Sidney Portier já receberam esse prêmio.
O tapete vermelho em homenagem a Denzel Washington (Foto AFI/Instagram)
Muitos artistas negros de prestígio subiram ao palco para fazer discursos em homenagem a Denzel Washington, um deles foi Chadwick Boseman, a quem o premiado ajudou, quando o ator de Pantera Negra era estudante universitário, custeando parte de intercâmbio de Verão, em Oxford. “Não haveria Black Panther sem Denzel Washington, e não é só por minha causa. Você carregou nos ombros, toda uma geração”, disse Boseman.
Chadwick Boseman (Foto AFI/Instagram)
Depois de receber o prêmio pelas mãos do seu amigo e diretor premiado Spike Lee, Washington fez muitos agradecimentos, não se esquecendo de Deus e sua esposa Pauletta Washington, a quem ele pediu palmas e todos aplaudiram de pé.
O Rei da Noite, Denzel Washington (Foto AFI/Instagram)
Washington é um dos quatros atores negros e levar Oscars de melhor ator. Ele recebeu duas estatuetas por Tempos de Glória ( 1989) e Dia de Treinamento (2001).
Viola Davis é uma das artistas americanas mais engajadas nas questões políticas aqui no Brasil. Ela foi uma das primeiras celebridades estrangeiras a se manifestar sobre a morte de Marielle Franco, por exemplo. E hoje ela abriu as portas da sua casa para receber Taís Araújo, nossa tão querida atriz que tem cada vez mais se posicionado sobre questões raciais e feministas.
Tais está em Los Angeles para um evento do American Film Institute, que homenageará ninguém menos que Denzel Washington, mas o momento grande dessa viagem, foi o encontro com Viola. “Sim, foi maravilhoso. Talvez um dos momentos mais importantes da minha vida. Ter esse tempo com vocês e conversar sobre a vida de mãe, atriz, produtora, foi demais. Obrigada Viola e Julius por me receber na sua casa e nos seus corações e por serem tão gentis”, agradeceu a atriz brasileira.
“Minha irmã brasileira Taís Araújo veio para uma visita. Que grande conexão. Amo seu talento e autenticidade”, celebrou Viola Davis que fez questão de postar foto das suas em seu Instagram.
A Medalha Zumbi dos Palmares foi um dos presentes que o ator e ativista Antonio Pitanga ganhou hoje, 6 de julho, dia que completou 80 anos de idade. A homenagem ao pai dos atores Rocco Pitanga e Camila Pitanga, foi feita na Câmera Municipal de Salvador (foto em destaque) é atribuída à pessoas, grupos ou entidades que se destacam na luta em defesa dos afrodescendentes e no combate ao racismo e à intolerância religiosa.
Camila fez uma linda dedicação ao seu pai, que é sem dúvida, um dos homens negros mais respeitados do Brasil.
“80 anos ! Um homem que ama a vida. Um vencedor. Um ícone negro”. Confira a postagem original do Instagram da Camila:
O espetáculo “Cartas à Madame Satã ou Me Desespero Sem Notícias Suas”, que reflete afetividade de negros e negras, terá uma apresentação única nesta quinta-feira (6), às 16h, no SESC República, na Rua 24 de Maio, n° 189, em São Paulo. A entrada é gratuita.
O ator Sidney Santiago Kuanza interpreta um homem negro que se corresponde com a figura de Madame Satã. A peça faz parte de uma trilogia da Cia. Os Crespos. A montagem do texto tem a colaboração de diversas pessoas que enviaram cartas ao grupo, contando sobre suas experiências de vida.
Na peça, Sidney utiliza dessas cartas para se comunicar com Madame Satã, transformista emblemático do início do século XX.
A brasiliense, Gabriela Rocha, que residiu no Rio de Janeiro por 13 anos e mudou para a Noruega em 2016, de lá para cá, passou a resgatar suas memórias e estruturar um livro, “Gabyana Negra e Gorda“, que apresenta temas que são recorrentes de mulheres negras brasileiras. Este ano, ela vem ao Brasil, onde vai dar início a turnê por SãoPaulo, no dia 21 de julho, na Livraria Africanidades.
Gabriela Rocha (Foto/Divulgação)
O livro se tornou referência para mulheres negras de diversas partes do Brasil e do mundo, que o compram através de plataformas digitais como Amazon ou em livrarias físicas, e tem conquistado vendas em países como Canadá e Reino Unido.
Gabriela aborda a solidão afetiva da mulher negra. “Eu acho lindo o amor entre negros e apoio os relacionamentos inter-raciais. Quando era mais jovem, eu só queria namorar homens negros e nem olhava para brancos, nem gringos […] Conforme fui ficando mais velha comecei a observar que eu queria os homens negros, mas eles não me queriam. Ou às vezes me queriam só para sexo e no dia seguinte apareciam com uma branca de mão dada em público. Então, para o meu bem-estar mental, resolvi abrir os meus horizontes”, explica a autora.
O título tanto físico como digital pode ser adquirido no site da Amazon e está disponível pelo link: bit.ly/gabyanna. Mais informações pelo e-mail: livrogabyanna@gmail.com.
A cantora e atriz Heloísa Jorge, a Gilda, de “A Dona do Pedaço“, ao lado de Jarbas Bittencourt e Lázaro Ramos, lança no próximo dia 14, em São Paulo, o álbum musical do espetáculo “Viagens da Caixa Mágica”. Já no dia 15 de junho, as crianças estão convidadas para um encontro marcado com Lázaro, em São Paulo, ainda sem local definido, para divulgação dos videoclipes.
O projeto musical inclui também clipes animados e clipes em realidade virtual no YouTube, foi criado a partir dos livros infantis do Lazinho em homenagem a seus filhos João Vicente e Maria Antônia: Caderno de Rimas do João e Caderno Sem Rimas da Maria. As letras do álbum, feitas em parceria com Jarbas Bittencourt.
“Viagens da Caixa Mágica” surgiu a partir das histórias infantis criadas por Lázaro e abordam assuntos como autoestima, aceitação, identidade e, claro, brincadeiras.
A cantora Rihanna, ao longo dos seus 31 anos, possui uma fortuna de US$ 600 milhões (cerca de 2,3 bilhões de reais) e, segundo a revista Forbes, se tornou a artista feminina mais rica da música, ultrapassando Madonna (US$ 570 milhões), Céline Dion (US$ 450 milhões) e Beyoncé (US$ 400 milhões).
A publicação ainda ressalta que a maior parte desse dinheiro não vem da música e, sim, da sua parceria com a LVMH, a gigante marca de luxo francesa do bilionário Bernard Arnault. Ela e a LVMH são os donos da marca de maquiagens Fenty Beauty, que arrecadou 100 milhões de dólares em vendas nas primeiras semanas.
Só no ano passado, a Fenty Beauty gerou uma estimativa de 570 milhões de dólares de receita, com apenas 15 meses no mercado. De acordo com a Forbes, a marca vale mais de 3 bilhões de dólares.
Os negócios de Rihanna se beneficiaram, segundo a revista, do crescimento da indústria de cuidado pessoal nos Estados Unidos nos últimos anos, com recordes de faturamento em 2017. Este ano a cantora ainda confirmou a produção de um álbum de reggae para suceder “ANTI”, lançado em 2016.
Rafael Zulu foi não escondeu seu descontentamento com a contratação de William Waack para o time de âncoras da CCN Brasil. Waack e Evaristo Costa, ambos ex-Globo, serão âncoras de um programa em São Paulo e Londres, respectivamente, ainda sem dada de estreia.
“Acabei de ter uma péssima surpresa em saber que o William Waack é o novo contratado pela CNN”, disse o ator no seu perfil do Instagram. Ele destacou admiração e respeito por Evaristo, mas não poupou críticas à CCN Brasil e William.
“William Waack é aquele cidadão racista, que fique muito claro, ele que não gosta de gente de pele preta. Ele agiu de forma racista na TV onde ele trabalhava e foi afastado e antes que pareça que eu seja um mimizento chorão (sic), eu quero dizer para vocês de forma sarcástica e debochada que deu a lógica: um branco racista , que não gosta de quem tem a pele preta, age de forma racista e volta com a cara mais lavada do mundo”, protesta Zulu.
“Para mim o que mais me impressiona é quem admite ele. CNN você não merece meu respeito porque eu respeitava, era ouvinte, acabou, você não me tem mais para contribuir com sua audiência. Vocês mantém pessoas racistas dentro da sua malha profissional de vocês. Um abraço e quero que você se exploda”, finalizou o ator.
Depois do caso do motorista racista da Uber, no Rio Grande Sul, envolvendo o comedianteYuri Marçal, perguntei aos meu leitores por meio da nosso perfil no Instagram, se eles haviam sofrido algum tipo de racismo ou assédio ao usar serviços de carros particulares, como Uber e 99.
27% dos seguidores que responderam a pesquisa ( 1020 pessoas), afirmaram ter sofrido racismo ao usar esse tipo de transporte e alguns depoimentos seguem abaixo:
“Assim que entrei o motorista disse que era policial e estava armado”.
“O cara se recusou ir na minha quebrada, disse que iria assaltar ele e ou UBER nada fez”.
“O motorista sinalizou para uma blitz parar o carro”.
“Sofro assédio em quase todas corridas por usar roupas da minha religião”.
“Ao entrar no carro, o motorista foi logo perguntando se eu morava na favela”.
“Troquei minha foto para uma mais simpática, onde estou sorrindo para ver se os motoristas me aceitam”.
“Assim que o motorista em viu, ele cancelou a corrida”.
SE ISSO ACONTECER, O QUE FAZER?
A Uber me informou que a denúncia pelo aplicativo é o primeiro passo, mas a empresa não pode fazer nenhum encaminhamento legal, isso tem que ser feito pelo passageiro.
” Não podemos, por exemplo, registrar o B.O por ele, mas estamos à disposição das autoridades”, informou a assessoria de imprensa.
Logo após o incidente com Yuri, o Uber se posicionou rapidamente:
“A Uber tem uma política de tolerância zero a qualquer forma de discriminação nas viagens com o app. Assim que soubemos do caso, entramos em contato com o usuário para oferecer apoio e bloqueamos a conta do motorista”, disse o comunicado oficial da empresa.
PARA ADVOGADO “UBER TEM QUE SUPORTAR O ÔNUS DOS ATOS PRATICADOS”
Derik Roberto, do escritório DRD Advogados, que atende muitos casos ligados à racismo explica em detalhes quais são os procedimentos recomendados nesses casos.
“Do ponto de vista legal, a orientação de como agir em casos de racismo é limitada ao óbvio. Ou seja, a vítima deve produzir provas que possam comprovar a ocorrência do fato e a identificação do infrator. De posse dessas provas, deve buscar uma unidade da delegacia de polícia para registrar o ocorrido. Em relação as provas, se o crime foi cometido pela internet, prática que vem se tornando cada vez mais comum em virtude do anonimato, o ideal é salvar capturas de tela e o link das publicações. Porém, se o crime foi cometido de forma presencial, o mais comum é a comprovação da ocorrência dos fatos por meio de testemunhas.”, destaca Derik.
Para o advogado Derik Roberto, banir o motorista racista, não é o suficiente
Ele usa o que aconteceu de Yuri Marçal como exemplo para mostrar que a Uber tem responsabilidade sim. “Em relação ao caso de racismo sofrido pelo Yuri, é importante destacar que a Uber é uma empresa milionária e aufere consideráveis ganhos com a prestação do serviço oferecido no mercado. Portanto, deve também suportar os ônus dos atos praticados por seus prepostos. Exatamente com base nisso, a responsabilidade civil nesse caso é objetiva, isto é, a Uber responde ainda que a culpa seja exclusivamente do motorista. Isso significa que em eventual ação de indenização pelos danos morais experimentados, se reconhecido o dever de indenizar, é a Uber quem deverá ser responsabilizada a realizar o pagamento a título de compensação, nos termos do art. 932, III do Código Civil,Essa é também uma forma que o nosso Código Civil encontrou para mostrar que as atitudes dos representantes da empresa, via de regra, representam a filosofia adotada por ela. Com isso, discordo da Uber quando da a entender que já adotou todas as medidas cabíveis.”.
Para o advogado, fazer uma nota e desabilitar a conta do motorista, a meu ver, não é o bastante. ” A imagem da Uber deve ficar marcada com esse episódio. Em razão disso, se a a empresa tem condições de fazer campanhas até de “juntos e shallow now” quando é conveniente aos seus interesses econômicos. Com maior razão e necessidade deve se dignar a fazer campanha quando um dos seus prepostos impede uma pessoa negra de viajar no banco de trás e a ameaça dizendo que poderá dar um tiro nela”, finaliza Derik.