Após um ano e meio fora da Rede Globo por ter utilizado a expressão “coisa de preto”, ao se referir a um motorista que buzinava enquanto estava prestes a entrar ao vivo, durante a cobertura das eleições americanas em 2016, em Washington (EUA), William Waack foi anunciado na tarde desta terça-feira (4) como âncora da CNN Brasil, ao lado de Evaristo Costa, também ex funcionário da Globo.
O assunto repercutiu de forma negativa nas redes sociais. Vários famosos e intelectuais questionaram a contratação do jornalista, já que após a situação de racismo ter sido exposta em 2017, William seguiu em evidência como se nada tivesse acontecido. Na época, pediu “desculpas” pelo ocorrido, negando ter tido atitudes racistas.
WILLIAM WAACK foi esculachado pelo Twitter, ficando no topo
O dia inteiro, por ser racista, agora o povo batendo palmas por ele ter sido contratado pela
“CNN Brasil” a emissora já começou errada. E o povo é hipócrita. pic.twitter.com/GaW0duhrsB
A @CNNBrasil anunciou William Waack como seu primeiro âncora contratado. Sim, aquele que foi afastado da Globo depois de ser flagrado dizendo “É preto, é coisa de preto” ao ouvir uma buzina alta.
É bom que já sabemos qual será o perfil do canal e podemos evitar.
No Brasil, infelizmente, estamos acostumados a ver casos de racismo com frequência, mas sem nenhuma solução. Basta um pedido de desculpas para que tudo seja esquecido e foi o que aconteceu. Agora, Waack comandará um telejornal diário no horário nobre, com cobertura de política, economia e internacional e ainda fará análises sobre os principais assuntos do dia.
A CNN Brasil ainda não se pronunciou sobre os questionamentos dos internautas. Reveja o momento gravado nos bastidores da Globo.
Mãe, cantora, dançarina, produtora, esposa, mulher de muita fé e engajada em causas sociais. Ufa! Ciara é excelência negra para ninguém botar defeito e como se não bastasse, ela acaba de terminar um curso em Harvard, a universidade mais cobiçada do planeta.
Ela se formou no curso especial de Negócios de Entretenimento, Mídia e Esportes e usou sua conta no Instagram para celebrar seu feito com os fãs.
“Meu sonho de faculdade se tornou realidade e eu celebrarei esse momento para sempre. Que sensação surreal foi ir as aulas, interagir com meus colegas de classe, mergulhar nos estudos de caso e explorar os campos de Harvard e Cambridge. Nunca desista de sonhar, nunca desista de acreditar”, postou Ciara.
Todo mundo ama os negros, desde que eles não estejam muito próximos, por que aí, já é ameaça , não é mesmo? (Sim é sarcasmo)
Jota Jr, gari, rapper e Youtuber, que ficou famoso por viralizar um vídeo falando sobre sua profissão e as diferença sociais e racismo no país, estava no ponto de ônibus, na noite dessa segunda-feira, 3, no bairro Vista Alegre (RJ) quando notou a reação estranha de uma senhora que estava perto dele.
“Aí tá eu esperando ônibus no ponto, portando um dos meus excepcionais looks , mexendo no meu Samsung S8+, e a tia branca portando um J7 escondeu o telefone”, descreve o Youtuber.
Ao invés de ficar bravo ele tirou onda com a senhora racista. “Tia, fica suave que é mais fácil a senhora querer me assaltar, que eu assaltar a senhora, só meu telefone compra 2 aparelhos desse teu e tem troco”, brincou o rapper que descreveu o acontecimento em seu perfil no Facebook.
Veja o depoimento:
“Juro que a resposta dela foi:
“É que nem todo mundo IGUAL VC tem condições de ter telefone, a gente anda assustada mesmo HAHA”
“Nem todo mundo igual eu que a senhora quis dizer é preto né?”
“Não, não eu digo jovem”
RACISTA É COVARDE, NEM ASSUMIR QUE NÃO GOSTA DE PRETO A FDP TEM CORAGEM
É o Brasil mais do que nunca mostrando sua CARA. É fogo nos racistas mesmo mano!!!!! “.
Que emoção! Beyoncé tem uma das vozes mais lindas do planeta e não é só cantando é falando também.
Um dos teasers mais aguardados do filme Rei Leão, live-action da Disney que estreia dia 17 de julho, era onde poderíamos ouvir a Bey interpretando Nala.
“Simba, você tem que tomar seu posto como Rei. Nós precisamos de você. Venha para casa“, diz Nala. É de acelerar as batidas do coração sim.
O rapper, compositor e empresário, Jay-Z, acaba de se tornar o primeiro cantor de rap bilionário da história, de acordo com a revista “Forbes“. Aos 49 anos, ele tem investimentos bem diversificados, como o serviço de streaming musical Tidal, negócios de bebidas alcoólicas, arte, imóveis e participação em empresas (US$ 220 milhões em ações da Uber, por exemplo).
Um outro exemplo de investimento do rapper é na tradicional produtora de bebidas Armand de Brignac, comprada por ele em 2014, estima-se que a companhia valha cerca de US$ 310 milhões. Outra iniciativa nessa área é uma joint venture com a Bacardi que formou a D’Ussé, uma fabricante de conhaque.
Em 2018 ele se tornou o artista de rap mais rico do mundo. Casado com Beyoncé, o rapper morou nos projetos habitacionais do Brooklyn e traficou drogas na juventude antes de entrar para a música e começar sua própria gravadora em 1996.
A Forbes ainda cita investimentos em arte, que devem valer US$ 70 milhões de dólare, além de imóveis espalhados pelos EUA, que chegam a US$ 50 milhões.
A cantora Ludmilla surpreendeu a todos e assumiu o namoro com uma de suas bailarinas, BrunnaGonçalves. Lud, inclusive, teria escrito uma música para Brunna, “Espelho“, que integra seu novo DVD, intitulado “Hello Mundo”
“É que você me faz bem. Eu quero, muito, muito mais. E só você tem o beijo que me satisfaz. E um jeito de fazer gostoso demais, demais“, diz trecho da música.
Por meio das redes sociais, as duas sempre demonstraram bastante carinho, anteriormente tratando tudo apenas como uma amizade.
“Como uma menina de só 23 anos tem o poder de mudar e tocar na vida de tanta gente? Você foi responsável pelas realizações dos meus maiores sonhos. Coisas que eu nunca imaginei viver, e eu vivi contigo e ainda vivo! Cada dia é uma surpresa, um aprendizado ou até mesmo um puxão de orelha diferente“, escreveu a cantora na legenda de uma das fotos publicadas.
Uma publicação compartilhada por BRUNNA GONÇALVES (@brunnagoncalves) em 15 de Fev, 2019 às 8:12 PST
Em fevereiro deste ano, Brunna publicou algumas fotos se declarando para Ludmilla. Mesmo tratando Ludmilla como “amiga” no texto, a bailarina afirma que a ama e completou: “fico muito feliz em poder estar presente nesse dia, mas feliz ainda por estar ali no palco bem do seu ladinho o tempo inteiro, vivendo aquilo contigo, vendo bem de perto sua carinha de feliz“.
Racismo acaba quando o negro fica rico? Pense de novo. Não é raro o caso de pessoas negras, de classe social alta, sofrerem racismo em lojas de luxo, seja por seguranças ou vendedores.
A cantora Sza, que muitos conhecem por cantar “All the Star”, canção do filme Pantera Negra, estava em uma loja da Sephora na Califórnia no final de Abril procurando maquiagem da linha Fenty da Rihanna, quando ouviu uma vendedora chamar um segurança. Motivo? A funcionária achou que a artista estava roubando.
A repercussão do caso acabou envolvendo a própria Rihanna que um gift card e uma cartinha escrita a mão para Sza para amenizar seu sofrimento.
No site da Sephora uma comunicado diz que no dia 5 de junho, 400 lojas fecharão para treinar os funcionários para que casos como esse não se repitam. A loja diz respeitar a diversidade e que para marca todos são bem-vindos.
O treinamento, de acordo com o comunicado, inclui além da loja, os escritórios da marca.
A 24ª edição do Prêmio Claudia, maior premiação feminina da América Latina, traz a jornalista e humorista Maíra Azevedo (Tia Má) como única representante negra na categoria Influenciadoras Sociais. Ela concorre com Gabriela Manssur e Juliana Romano.
O prêmio visa valorizar histórias de mulheres atuantes na sociedade brasileira. Tia Má, como é conhecida, iniciou sua jornada nas redes sociais através de vídeos bem humanos publicados em seu facebook, sempre ativista, ressaltando o amor próprio, na luta e a favor do povo preto e das mulheres.
Ela ganhou mais proporção no que fazia ao receber o convite para integrar o time de consultores do “Encontro com Fátima Bernardes“, onde atua até hoje, dando suas opiniões fortes e sendo conselheira amorosa.
Em entrevista a Revista CLAUDIA, ela explica sua grande preocupação com a interseccionalidade em suas mensagens. Frequentemente defende e aborda em seus conteúdos a homofobia e direitos LGBT. Ela é a responsável pelo seu próprio conteúdo. “Não faço tipo. Antes de ser uma pessoa pública, sou um ser humano e tenho a minha individualidade”, afirma enfaticamente. “Respondo de igual para igual. A gente recebe o que oferece”.
Enquanto o pai, Barack Obama, nos encanta durante mais uma passagem pelo Brasil ( ele palestrou ontem – 31 de maio – durante a VTexDay, em São Paulo, Natasha (Sasha) Obama, a caçula do presidente, se torna uma dos assuntos mais comentados da Internet nos EUA durante a semana, por conta da suas fotos de formatura.
A filha de Michele Obama e irmã de Malia Obama, quase quebrou a Internet ao aparecer radiante durante sua festa de formatura, no dia 24.
Sasha tem 17 anos e escolheu um rapaz negro como seu acompanhante. Seu nome não foi revelado. Nos EUA o prom, ou baile de formatura, é um dos eventos mais importantes para os jovens americanos.
As mulheres Obama confraternizaram com a família do acompanhante sortudo da Sasha e é a coisa mais linda de se ver.
Michele Obama e a família do acompanhante de Sasha (que ainda é anônimo)Malia e Sasha (Foto Reprodução Instagram)
Parece que a Sasha vai ter o bom gosto da mãe na hora de escolher seus parceiros.
Artistas como Lázaro Ramos, Juliana Alves, Aza Njeri, Orlando Caldeiras, Benedita da Silva, Flavia Oliveira, Hilton Cobra entre outros, são alguns dos que estarão presentes no 1° Fórum de Performances Negra, que ocorrerá nos dias 8 e 9 de junho, no Museu de Arte do Rio (MAR). A entrada é gratuita.
A iniciativa começou em outubro de 2018, no Espaço Cultural Terreiro Contemporâneo, quando um grupo de oito artistas negros se reuniram para a estruturação e consolidação do primeiro Fórum Fluminense sobre performatividade negra. Atualmente são mais de 50 coletivos e cerca de 800 profissionais cadastrados no mapeamento e assim surgiu o Primeiro Fórum de Performance Negra do Rio.
A inspiração veio a partir do Fórum Nacional de Performance Negra, que surgiu em 2005 como proposta de interlocução entre artistas negros e o poder público. O 1º FEPEN RJ tem o intuito de implementar ações afirmativas em editais e processos artísticos para os segmentos de teatro, dança, circo, performance, contação de histórias e slam.
“Para além dessas proposições, também se abre a interlocução com áreas não- performáticas, como o audiovisual, em parceria com a Associação dos Produtores do Audiovisual Negro (APAN) e as artes visuais, entendendo nessas artes um meio indispensável para preservação de memória, divulgação dos trabalhos e promoção da visibilidade da produção do conjunto de artistas negros“, explica a organização.
Importantes profissionais de diversas áreas se colocaram à disposição para pensar e debater questões em torno de critérios, limites e horizontes de possibilidades para se qualificar uma realização performática como negra, levando em consideração aspectos como os meios de produção, estética, integrantes, representatividade e protagonismos qualificados, pontos importantes em torno da categoria “arte negra”.
O tema central é a discussão do papel e da responsabilidade dos profissionais das artes, dos que consomem arte, e, principalmente, dos incentivadores/patrocinadores que disponibilizam financiamento e investimento e dos agentes políticos que estruturam e condicionam a possibilidade de produção da cultura.
Confira a programação completa:
8h às 8h45min – Credenciamento
9h | ABERTURA: Caminhos abertos para respeito e diversidade nas artes: I Fórum Estadual de Performance Negra faz reverência
Babalorixá Adailton Moreira
Iyalorixá Rosana Helena Pastor Henrique Vieira
Sol Miranda – O fórum estadual de performance negra 2019: processos de organização e autodeterminação: A experiência e discussão da construção do Fórum Estadual de Performance Negra 2019 como via de resistência, organização e mobilização. Apresentação dos processos e dos caminhos que nos trouxeram a este Fórum.
Hilton Cobra – Sankofa: reavivando a memória e trajetória do fórum de performance negra: A partir da compreensão do princípio de Sankofa, que remete à circularidade e à necessidade de recuperarmos o passado e aprendermos com a sua experiência-memória, se discutirá sobre a memória e a trajetória do Fórum.
10h | MESA I – Arte negra refletora do mundo: organização e autodeterminação A arte, e em específico a arte negra, possui um papel político-social definidor de novos paradigmas que espelham e refletem a pluralidade dos tempos. Assim, se debaterá o papel da arte negra enquanto agente, cuja centralidade parte de nossos processos de organização e autodeterminação.
Aza Njeri – Organização pela arte: seu papel refletor Lázaro Ramos – O papel do artista enquanto mudança de paradigma Jurema Werneck – O artivismo e a cultura afrodiaspórica fomentando novos saberes emancipatórios Flávia Oliveira – Arte como impulsionadora de riqueza econômica, geração de trabalho e renda. Murilo Araújo – o público enquanto mantenedor da arte e cultura.
11h 30 | MESA II – Políticas públicas para equidade racial Pensar e pautar políticas públicas para profissionais negros das artes é uma das urgências diante da rigidez dos tempos e das agruras apresentadas pelo cenário político nacional. Assim, se discutirá sobre a existência destas políticas públicas e quais caminhos para acessá-las, apontando reflexões sobre autonomia e emancipação.
Lu Fortunato – Caminhos para equidade racial: lei municipal de cultura Elisiane Santos – O papel do Ministério Público do Trabalho na inserção de negros nas emissoras de TV Thais Ferreira – Papel do legislativo e do executivo na legitimação da arte negra Yuri Costa (Apan) – A Associação dos produtores do audiovisual negro e as políticas para inserção de lideranças negras no audiovisual. Quais os enfrentamentos atuais ?
14h 30 | Mesa III- Aqué: como pensar a rentabilidade das nossas produções Reflexão sobre caminhos de autonomia financeira para pensarmos a rentabilidade das nossas próprias produções artísticas, tanto no nível institucional, quanto na via da autonomia artístico-financeira
Julia Santos– Curadoria e estratégias Rodrigo França – Ubuntu e aqué Orlando Caldeira – Ações e visibilidades às produções e aos artistas negros Eduardo Nascimento – O orçamento e a Secretaria Municipal de Cultura Dêge Malungo – Torcendo o pescoço da galinha
16h 30 | Mesa IV – Território e Aquilombamento: Da favela para o quilombo, a perifa grita! Discussão sobre as demandas, críticas e movimentações dos diferentes territórios negros aquilombados em seus próprios processos. Mesa para ouvir, refletir e dialogar sobre caminhos de emancipação negra pela arte nas diferentes geografias.
Leandro Santana – BXD: Baixada fala Vitor Pires – Entre o sal e sol: processos artísticos negros na Região dos Lagos Reinaldo Santana – Zona Oeste ecoando sua voz Kelson Succi – A favela é!
DIA 9 DE JUNHO
9h | Abertura
Babalowo Ivanir dos Santos Luiza Loroza – O Fórum de Performance Negra reivindica a legitimidade dos agentes pretos contemporâneos na continuidade de uma arte negra diaspórica
9h 30 | Mesa V – Corpo-palavra : Os Desafios do Teatro Negro brasileiro nas atuais conjunturas. Discussão sobre o teatro negro e contação de estórias a partir da nossa própria centralidade. Quais caminhos da dramaturgia negra contemporânea? Dramaturgia, contação de estória e griotagem, trilhas de educação, conscientização e organização.
Sidney Santiago (mediação) Os Desafios do Teatro Negro brasileiro e com as atuais conjunturas.
Grace Passô – Palavra, corpo, gesto: materialização do universo Adriana Rolin – Processo mitológico na construção dramatúrgica: mito de Obá Fábio Batista – Dança, estética e política: o corpo negro em cena
11h | Mesa VI – Da contação ao circo: o corpo em cena O corpo negro em cena como agente pulsante de movimentações e consciências. Discussão sobre esse corpo enegrecido e político, centro mobilizador na na Contação de estórias e nas Artes Circenses.
Leop Duarte – A inadequação do corpo negro nas artes do movimento João Artigos – Onde está o palhaço negro? Nathália Grilo – Ayó Encontro Negro: a contação de estória como via de emancipação
13h | Mesa VII – Audiovisual – Performatividades & Memória. Discussão sobre os caminhos do audiovisual e da performatividade para pensar nossas narrativas e processos de emancipação. Como essas duas poderosas artes podem contribuir para a nossa autonomia?
Yasmin Thayná (mediação) – O cinema e a performatividade negra como agentes de mudança Bruno F. Duarte – Autobiografia, bixas pretas Janaína Oliveira – A trajetória do Cinema Negro no Brasil : artivismo no audiovisual Filó – Preservação da memória negra: a experiência do Cultne Elísio Lopes Jr. – escritos de narrativas negras Ad Junior – Um olhar sobre a arte como protesto audiovisual
15h | Mesa VIII – Pluriversalidades nas artes Lançando um olhar macro sobre as artes negras, se discutirá o papel dos agentes determinantes para o sucesso, em suas falas transversais, traçando o caminho da resistência e da permanência das produções e dos profissionais em suas diferentes áreas das artes.
Danielle Anatólio – Performances de mulheres negras Juliana Alves – Atriz negra e o audiovisual Jade Zimbra – A mulher trans e a artista: onde se encontram ? Spartakus Alves – olhares para o artivismo negro
16h 30 | Solenidade de Encerramento – Nas encruzilhadas das artes: Encerramento do I Fórum Estadual de Performance Negra