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Camila Pitanga substitui Giovanna Ewbank e Karol Conka na próxima temporada do Superbonita

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De volta ao seu antigo formato, com entrevistas no sofá, a nova temporada do Superbonita, que deve estrear em agosto, na GNT, terá Camila Pitanga como apresentadora, substituindo Giovanna Ewbank e Karol Conka.

Camila, que tem mais de 30 anos de carreira como atriz, está fora das novelas desde 2016 e ainda não tem nada programado. Em 2018, gravou megaprodução “Aruanas“, exclusivo para a plataforma Globoplay e que deve ir ao ar ainda em 2019.

De acordo com Patricia Kogut, de O Globo, a GNT volta a apostar no formato original porque foi o que levou a atração ao sucesso. Depois da primeira reformulação, em 2017, o programa virou um reality de maquiagem artística. O maquiador das estrelas Renner Souza e a drag queen Lorelay Fox contribuíram com a parte de aconselhamento e avaliação dos participantes.

Também apresentaram o programa sobre beleza, Daniela Escobar (2000-2005), Taís Araújo (2006-2009), Alice Braga (2010), Luana Piovani (2011-2013), Grazi Massafera (2014) e Ivete Sangalo (2015-2016).

Milton Gonçalves processa Paulo Betti por racismo

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Em disputa pela presidência do Sindicato de Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversões do Estado do Rio de Janeiro, os atores Milton Gonçalves, 85 anos, e Jorge Coutinho, 85, estão processando o também ator Paulo Betti, 66, por racismo. Segundo o jornal Folha de S. Paulo, Paulo é membro de uma chapa concorrente a de Milton (atual presidente) e Jorge (diretor geral).

Os três atores fazem parte de um grupo no Whatsapp chamado “Profissão Artistas”. No dia 16 de abril, Betti postou a seguinte mensagem: “A atual diretoria do sindicato está lá há muito tempo e tem uma forte representação negra com Jorge Coutinho e o grande Milton Gonçalves, além do querido Cosme, isso complica bastante a luta, pois pode confundir as coisas”.

Para a defesa de Milton e Jorge, publicada nos autos do processo que a Folha teve acesso, as falas de Betti possuem “ambiguidade e dubiedade”, denotam interpretação imprópria e infeliz, fazendo distinção entre negros e brancos, e são “insinuações evidentemente maledicentes.”

A Folha teve acesso aos autos do processo e, de acordo com a defesa de Milton e Jorge, as falas de Betti possuem “ambiguidade e dubiedade”, denotam interpretação imprópria e infeliz, fazendo distinção entre negros e brancos, e são “insinuações evidentemente maledicentes”. Ambos cobram que Betti responda: que complicador seria o levantado por ele, diante o fato de Milton e Jorge terem forte representação negra? O que poderia “confundir as coisas”? Que coisas seriam essas? Que luta seria essa?

Embora não reste dúvidas quanto à hostilidade das palavras prolatadas por Betti, há real possibilidade de se aferir a prática de crime de injúria preconceituosa, dependendo do que declarar o interpelado”, diz a petição inicial, de acordo com a publicação. Daniel Werneck Cotta, juiz do caso, determinou que Betti apresente sua defesa em até 15 dias. Se condenado, ele pode pegar de um a três anos de prisão, mais multa.

Exposição Ounje apresenta um panorama das comidas de Orixás e das influências africanas na arte brasileira

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Foto: Maria Lago

O Sesc Ipiranga recebe a Exposição Ounje – Alimento dos Orixás, de 18 de junho a 25 de agosto. A mostra faz uma imersão artística na cultura africana a partir da culinária dos terreiros das religiões afro-brasileiras, em especial do candomblé. A entrada é gratuita.

A curadoria foi realizada de forma coletiva por Adriana Aragão, Ana Celia Santos, Ayrson Heráclito, Beatriz Coelho, Bel Coelho, Maria Lago e Patrícia Durães, e propõe um percurso estético sensorial, elaborado a partir das comidas de orixás e do encontro de linguagens artísticas.

O espectador é convidado a conhecer e reconhecer memórias e ancestralidades inspiradas pelo Candomblé durante a visita. O percurso artístico é construído de forma simbólica a partir do alimento que integra a comunidade em torno do ato de comer e possibilita o movimento ritual.

Nas religiões de matriz africana, especificamente no candomblé, cada Orixá representa um fenômeno da natureza, refletindo assim um sistema cosmológico, que entende a existência das coisas e a integra à experiência humana, constituída de modo que as relações entre o homem e o meio ambiente encontre equilíbrio.

Tudo come

As instalações artísticas, estruturadas a partir da montagem cênica de uma cozinha de terreiro, trazem elementos de alguns dos Orixás e criam um percurso de visitação que integra diferentes linguagens artísticas – artes visuais, música, performance, dança e literatura à culinária.

Segundo Bia Coelho: “Com a integralidade dos sentidos, Ounje abarca a influência do candomblé na arte afro-brasileira começando pelo alimento – envolvendo o corpo dançante, as visualidades dos adornos e as musicalidades constantes“.

Foto: Beatriz Campos

A expografia

O projeto expositivo é dividido em três blocos: terreiro artístico, salas expositivas e área externa. O terreiro artístico, localizado no galpão, é formado pelas instalações dos artistas Rodrigo Bueno e Dalton Paula ao redor de uma cozinha. Bueno propõe a realização do Mural das Oferendas, no qual plantas, flores, sementes e frutos, pintura e raízes ficarão suspensos no forro do espaço junto a uma das paredes. Dalton Paula, artista que discute em seus trabalhos os problemas oriundos da escravidão, apresenta a obra Cozinha Sagrada.

As salas expositivas estão divididas em outros três espaços. O primeiro deles recebe a exibição de cinco vídeo instalações de Ayrson Heráclito e a obra Amalá: territórios de justiça, proteção e poesia, de Luiz Marcelo.

Com 1.400 quiabos em cerâmica e chamote, o trabalho de Luiz Marcelo forma um portal de proteção e ligação entre o sagrado e os deuses ancestrais. Um segundo espaço das galerias expõe a instalação Abre Caminhos da artista Nádia Taquary. A obra é composta por vídeo e um balangandã agigantado em cima de uma mesa.

O terceiro espaço é dividido em duas salas. A primeira exibe vídeos de Dalton Paula e Thiago Sant´Ana, cujos trabalhos imergem nas tensões e representações das identidades afro-brasileiras, a segunda traz o curta-metragem Ifá, de Léo França realizado com a comunidade Ilê Axé Opô Aganju em Salvador.

A área externa recebe as propostas dos artistas Davi Rodrigues, com o trabalho de folhas em xilogravura no piso como referência ao chão dos terreiros, e lambe-lambes de J. Cunha, no muro do deck da piscina, trabalho caracterizado pelo mergulho no imaginário da cultura afro-indígena e da cultura popular nordestina brasileira.

Programação Integrada

A exposição conta ainda com uma programação integrada que reúne cozinheiras, artistas visuais, atores, músicos e dançarinos. Apresentações de dança, música, teatro, performances, oficinas, bate-papos e atividades para o público infantil abordam as questões que atravessam a temática da exposição.

As propostas artísticas buscam apresentar ao público elementos da cultura e das religiões afro-brasileiras numa perspectiva contemporânea da arte, possibilitando a compreensão das influências culturais africanas na constituição da sociedade brasileira com objetivo de diminuir a intolerância e a violência contra essas manifestações.

O Sesc fica na Rua Bom Pastor, n° 822 – Ipiranga. Mais informações: (11) 3340-2000.

Terry Crews ilustra livro-aplicativo para crianças escrito pelo ex-colega de time (e tem versão em português)

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Terry Crews,  que ficou famoso como o pai pão duro, Julius, em Todo Mundo Odeia o Chris, além de atuar, ser ex-atleta e  muso fitness também desenha, e muito. O seu trabalho de ilustrador pode ser visto no livro Come find me (Venha me encontrar), relançado em uma versão digital 20 anos após sua primeira publicação.

“A ideia do livro na época já era inovadora. Dois meninos negros que se imaginam como pilotos de avião, capitães, pilotos de corrida ainda era legal essa noção ideológica que uma pessoa tem que cuidar outra, mesmo sendo apenas um jogo”, explica Terry.

Seu amigo de time, Ken Harvey (Crews jogava futebol americano no Washington Redskins) escreveu o livro e o ator fez as ilustrações.

A nova versão da obra interage juntamente com um aplicativo para ser baixado no celular ou tablet, ou seja, você soma a diversão da leitura com a de um jogo online.

Felizmente o livre tem uma versão em português e custa U$ 17 no site oficial do livro. Clique aqui para acessar. 

 

 

“Me sinto honrada”: Serena Williams celebra tranças e tradição africana ao cuidar do cabelos da filha

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Uma das maiores atletas do mundo deu aos seguidores do Instagram uma pequena lição sobre as origens das tranças feitas na África.  Serena Williams postou uma foto dela mesma trançando o cabelo da sua filha.

A pequena Olympia, de um ano de idade, sorria entre as pernas da mãe que sorria de volta trançando os cachinhos da filha com muito carinho.

“O trançar começou em África com os Himbas, da Namíbia”, explicou Serena.

“Em muitas tribos africanas as tranças são o único jeito de identificar cada uma dessas tribos. Devido ao tempo que se levava para fazer as pessoas costumavam aproveitar também para socializar. Começou com os anciãos trançando seus filhos, depois os filhos assistiram e aprenderam com eles. A tradição de trançar os cabelos foi levada adiante por gerações e rapidamente cruzou o mundo”, celebrou a tenista.

Dividir essa tradição com sua filha, parece ter sido a motivação principal da postagem da atleta que tem mais de 11 milhões de seguidores no Instagram. “Tenho a honra de compartilhar essa experiência de união com minha própria filha e adicionar outra geração de tradições históricas”, finalizou Serena.

 

Alinne Prado é confirmada na quinta edição do Dancing Brasil

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A jornalista Alinne Prado foi anunciada pela Rede Record como uma das 13 participantes da próxima edição do Dancing Brasil, que será apresentado por Xuxa Meneghel e Junno Andrade, responsável por interagir com os participantes antes e depois das apresentações no palco. O programa estreia no dia 3 de julho.

Alinne comentou no instagram sobre sua participação:

Bendita seja a dança e sua entrada em minha vida. Tô tão feliz com essa nova fase. Com esse pulsar. Da menina de perna torta fazendo plié. Minha professora de Power Dance Ballet linda, obrigada pela dedicação e carinho. A vida é bela e tem muita coisa linda a ser vivida. […] Tudo o que tiver de ser, será”, afirmou ela no Instagram ao compartilhar uma foto de sua aula.

 

Ver essa foto no Instagram

 

Retornando a Máquina de Narciso, para onde muitas vezes cogitei não mais voltar. Mas um convite de tamanha leveza, vindo de uma coordenadora de elenco negra. Sim, fez meu coração bailar na esperança do despertar, do olhar para dentro do outro sem ver cor e ali se aninhar… A minha criança reprimida se levantou dança no ritmo do ilariê de uma afropaquita sonhadora. Então vou lá, riscar o chão, me divertir, me jogar, vivenciar vaias, aplausos, frustrações e vitórias. Vou lá crescer. Sentindo você. Sendo eu. Sendo a menina Alinne Prado. Chegando do meu jeito nada neutro. Sorridente. De cabelo armado. De alma dançante e pele abaçanada. Acompanhada de um elenco estrelar, formado de gente muito bacana. De ego tratado. E de equipe tão acolhedora. Pessoas finas, elegantes e sinceras. … À vênus, rogo que cuide bem dos seres que te habitam, pois é bom lembrar que plutão já foi planeta. … Foto: Antonio Chahestian/Record TV … Jóias: @valtinhos.joias … #dancingbrasil #dwts #dançando #paquitapreta #voupiraremveraxuxa #nãotenhomaturidade

Uma publicação compartilhada por Alinne Prado (@alinnepradooficial) em 14 de Jun, 2019 às 4:01 PDT

Dancing Brasil segue o formato da BBC Studios, com produção da Endemol Shine Brasil, e tem direção de Marcelo Amiky e direção do núcleo de realities de Rodrigo Carelli, será exibido, ao vivo, todas as quartas-feiras, logo após o Jornal da Record.

Ludmila: “Se fosse para desistir no primeiro resultado negativo não estaríamos aqui”

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Acompanhar nossas mulheres da Seleção Brasileira de Futebol Feminino é testemunhar um grupo de atletas que estão fazendo o seu melhor, apesar das adiversidades.

O número de ações publicitárias e patrocínios é ridiculamente menor do que os jogadores de futebol da seleção masculina. Não tem folga no trabalho para os brasileiros que querer torcer em casa ou com os amigos e que como disse a jovem jornalista Mirella Archangelo, até para achar álbuns de figurinhas com as jogadoras é uma luta.

Ludmila Silva atacante da seleção brasileira, usou seu Instagram para repercutir sobre a derrota do Brasil para a Austrália nessa quinta-feira. Perdemos os jogo por 3×2.

“Hoje tentamos brilhar. Não conseguimos. Fizemos o possível, mas não obtivemos sucesso”, disse a jogadora.

“Lutamos desde pequenas para estarmos representando o país que tanto amamos e somente agora temos os olhares de vocês. Por isso queremos que fiquem cientes que as pessoas que mais queriam vencer na partida de hoje eramos nós mesmas.
Errar é um fato comum. Somos pessoas iguais a vocês. E, no momento, o que mais precisamos é de apoio”, pediu Ludmila, que nasceu em Guarulhos, SP e tem 24 anos.

“Durante nossa vida aprendemos que vitórias e derrotas sempre estarão em nosso caminho. E se fosse para desistir no primeiro resultado negativo não estaríamos aqui. Agora levantar a cabeça porque terça-feira temos mais um jogo. Contamos com a torcida de vocês”, finalizou a atleta.

Dr. Otávio Ribeiro traz a excelência negra para a Odontologia

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Fruto de uma família de classe média negra que valorizou a educação dos filhos, o dentista Dr. Otávio Ribeiro se encontra em uma excelente fase profissional. Ele é sócio de uma clínica de odontologia na Zona Sul da cidade de São Paulo, mas isso nunca impediu que ele tivesse um olhar racial durante sua trajetória.

“Durante a faculdade (Universidade de Santo Amaro) fiz muitos amigos, que tenho amizade até hoje, sempre fui muito querido e respeitado por meus colegas e professores. Na minha turma iniciamos o curso com 100 alunos no matutino e 100 no vespertino, aproximadamente, 5% eram negros, um número muito pequeno”, detalha Ribeiro.

Hoje em sua bela clínica na Vila Clementino, o dentista gostaria de atender mais pacientes negros.

“Fiz um levantamento referente ao ano de 2018 e conclui que somente 15% dos meus pacientes são negros, creio que isso acontece por vários motivos, o primeiro é o fator econômico, a população negra ainda não atingiu uma posição econômica favorável na qual consiga ter acesso à tratamentos de ponta”, reflete o dentista.

O segundo fator que ele levanta, vem da estrutura social brasileira que faz com que negros ainda sejam a minoria dos rostos em profissões clássicas.

“Outro fator que eu acredito que possa ocorrer é que alguns pacientes negros não confiam em profissionais negros que exercem cargos como médicos e dentistas, por não conhecerem muitos profissionais nessa área”,  pondera Ribeiro.

Dr Otávio em sua clínica (Foto Arquivo pessoal)

Otávio que é irmão da jornalista Joyce Ribeiro da TV Cultura, e tem outro irmão formado em Relações Internacionais Luis Gustavo Ribeiro, conta exemplos que reforçam sua ideia sobre essa insegurança em relação aos profissionais negros:

“Uma paciente  que realizei um tratamento longo, após criarmos uma amizade, me relatou  que no começo estava meio insegura em fazer o tratamento comigo pois pensava ‘O que esse negão vai fazer’, as palavras dela me deixaram espantado, levamos na brincadeira mas foi uma história que me marcou muito”, relembra Ribeiro.

Outro caso, foi de uma paciente que quis fotos com ele para mostrar aos amigos, que o dentista negro, não era invenção. “A  paciente tirou uma foto minha enquanto fazia uma prescrição de medicamentos para ela, ao perceber eu perguntei porque ela tirou uma foto minha, e ela me respondeu que era para mostrar para os amigos dela que o dentista dela era negro, pois eles não acreditavam”.

Felizmente a cada dia as pessoas parecem estar aceitando que a excelência negra, veio para ficar. “Hoje em dia independente da raça, os pacientes que eu atendo me admiram, me respeitam e sempre me elogiam pela minha história, por minha dedicação aos estudos e à profissão, me sinto muito honrado por isso, os pacientes negros se identificam e se sentem orgulhosos por verem um negro sendo dentista deles, me sinto muito honrado também por atender pacientes estrangeiros e brasileiros que moram em outros países e vem para o Brasil para tratar comigo, já atendi pacientes dos EUA, Angola, França, Líbano e Paquistão”, finaliza Otávio.

Para quem quiser conhecer mais o trabalho do Dr. Otávio, é só anotar os contatos abaixo.

RG Odontologia

Tel: (11) 5083-1122
Cel: (11) 95426-7200
Insta: @dr.otavio.augusto.ribeiro
Face: @odontologiarg

Com almoço afro, feirinha e muita música Festival AMOBANTU celebra a representatividade afro-brasileira

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A primeira edição do Festival AMOBANTU – Festival de Música e Cultura Bantu será realizada em São Paulo, nos dias 20, 21 e 22 de junho, com programação gratuita no Centro de Culturas Negras do Jabaquara – Mãe Sylvia de Oxalá, evidenciando a importância ancestral dos bantus. Com shows, oficinas e outra atrações com foco na cultura bantu.

Com artistas, pensadores e coletivos que vão discutir e compartilhar conhecimentos sobre a sua contribuição e influência na formação da nossa identidade nacional, o festival destaca as práticas e ancestralidade na modernidade contemporânea.

Um dos focos do festival é a música e ainda as atrações que dialogam com a cultura afro-bantu e afro-futurista, nove grupos se dividem em três shows por dia: Batucada Tamarindo, Jéssica Areias, Negu Edmundo, Coco de Oyá, Laylah Arruda, Senzala Hi Tech, Djanguru Sound System, Buena Onda Reggae Club e Nega Duda.

A programação se desdobra nas artes em geral, no artesanato, na culinária e na dança com exposição Mukangues (máscaras), feira de artesanato afro-brasileira, almoço afro com pratos tradicionais da culinária africana, com referências à cozinha de Angola.

As oficinas serão divididas em temas variados, onde o participante poderá aprender e se sentir em uma legítima viagem cultural pela etnia bantu. Os músicos Toca Ogan (percussionista da Nação Zumbi) e Eder “O” Rocha (ex-integrante do Mestre Ambrósio) apresentam suas pesquisas sobre a musicalidade bantu. Toca aborda suas vivências com o berimbau, instrumento de origem angolana e Eder põe em pauta as origens do maracatu de baque-virado.

O professor e líder religioso Tata Ananguê, autoridade do tema, faz uma reflexão profunda margeada pelo contexto da religiosidade na sociedade, no minicurso “Patrimônio e Candomblé Bantu”, única atividade que precisa de inscrições prévia dos interessados. Já na abertura do evento, o público poderá acompanhar a palestra estendida para um bate papo “Os bantus na formação do Brasil”, ministrada por Tata Ananguê, Jéssica Areias e Luciano Mendes de Jesus.

Os bantus têm um papel significativo na formação cultural brasileira e na identidade nacional, seja pelo legado linguístico, pela cultura popular como as artes manuais e culinária, nas práticas agrícolas ou na origem de ritmos e expressões musicais como o samba, o maracatu, a congada, o jongo e a capoeira. A contribuição na nossa formação linguística é expressiva, são inúmeras as palavras presentes em nosso vocabulário que influenciaram nossa língua, entre estas angu, caçula, fubá, miçanga e quitute.

Como primeiros negros vindos da África para o Brasil, há mais de 400 anos, trouxeram consigo uma tradição cultural e religiosa muito forte. Assim, sua importância também está na construção da religiosidade do país, responsáveis pelas primeiras práticas de sincretismo afro-religioso e pioneiros nas religiões de matrizes africanas, principalmente a Umbanda e o Candomblé.

O Centro de Culturas Negras do Jabaquara foi escolhido para abrigar o evento por conta do peso histórico da região do Jabaquara para os negros – na região localiza-se um dos primeiros terreiros tombados pela Secretaria de Cultura do Governo do Estado de São Paulo, o Axé Ilê Obá, da saudosa Mãe Sylvia de Oxalá, homenageada pelo espaço com seu nome.

As inscrições antecipadas apenas para o minicurso com Tata Ananguê (dias 21 e 22/06) devem ser feitas pelo link: https://forms.gle/UuKYr2FMRJherFrj8.

Confira a programação completa:

Quinta-feira- Dia 20/06

10h – 19h – Exposição Mukangues (hall de entrada)
10h – 12h – Palestra “Os bantus na formação do Brasil”, com Tata Ananguê, Jéssica Areias e Luciano Mendes de Jesus (biblioteca)
12h – 18h – Feira de artesanato (rua Arsênio Tavolieri)
12h – Aula Intervenção de Dança Afro com Tainara Cerqueira (área externa)
12h – 14h – Almoço Afro – Afro Buffet Kitanda das Minas (área externa)
14h – 15h – Show Jéssica Areias (auditório)
16h – 17h – Show Batucada Tamarindo (auditório)
18h – 19h30h – Show Negu Edmundo (auditório)

Sexta-feira- Dia 21/06

10h – 19h – Exposição Mukangues (hall de entrada)
10h – 12h – Minicurso (parte 1) “Patrimônio e Candomblé Bantu”, com Tata Ananguê – professor e sacerdote presidente das CNCCACTBB/CRBNDM* (biblioteca)
12h – 14h – Almoço Afro – Afro Buffet Kitanda das Minas (área externa)
12h – 18h – Feira de artesanato (rua Arsênio Tavolieri)
14h – 15h – Show Coco de Oyá (auditório)
15h – Oficina de Berimbau com Tata Mutakauatana (Toca Ogan/Nação Zumbi)
16h – 17h – Show Laylah Arruda (auditório)
18h – 19h30h – Show Senzala Hi Tech (auditório)

* Confederação Nacional dos Candomblés de Angola e dos Costumes e Tradições Bantu no Brasil/Casa Raiz do Benge Ngola Djanga ria Matamba.

Sábado- Dia 22/06

10h – 19h – Exposição Mukangues (hall de entrada)
10h – 12h – Minicurso (parte 2) “Patrimônio e Candomblé Bantu”, com Tata Ananguê – professor e sacerdote presidente das CNCCACTBB/CRBNDM (biblioteca)
12h – 14h – Almoço Afro – Afro Buffet Kitanda das Minas (área externa)
12h – 18h – Feira de artesanato (rua Arsênio Tavolieri)
12h – 16h – Djanguru Sound System (área externa)
15h – Oficina de Maracatu com Eder o Rocha
16h – 17h – Show Buena Onda Reggae Club (auditório)
18h – 19h30h – Show Nega Duda (auditório)

Atrações:

Jéssica Areias
Nascida em Angola e residente no Brasil, Jéssica Areias cursou música a fim de aprofundar seus conhecimentos na MPB, uma de suas grandes referências. Dona de uma bagagem musical bastante eclética, a cantora reúne um misto de influências, que vão das suas fortes raízes africanas ao fado, do jazz à MPB, samba e bossa nova.

Batucada Tamarindo
A Batucada Tamarindo já conquistou o público, num encontro de ritmos, arranjos e melodias das mais variadas origens. Os sambas do recôncavo baiano, afoxés e sambas de roda pernambucanos são o ponto de partida para essa mescla da sonoridade brasileira aos tambores da África.

Negu Edmundo
Vindo de Natal (RN) e conhecido da cena reggae-dub, Negu Edmundo é um estudioso das tradições africanas de origem Bantu. Sua pluralidade sonora se revela num verdadeiro “caldeirão de ritmos”, onde a fusão dos sons afro-brasileiros e jamaicanos acontecem.

Coco de Oyá
O encontro de mulheres que somam a força da percussão com a energia do sagrado feminino, assim é o Coco de Oyá. Rafaella Nepomuceno (percussionista, alfaia, pandeiro e voz), Kelli Garcia (ganzá, maracas, tamancos e voz) e Sthe Araújo (caixa, atabaque e voz) mantêm viva a cultura do coco de roda, maior influência rítmica de origem nordestina.

Laylah Arruda
Cantora, MC de sound system, professora de canto, geógrafa e um dos ícones da conscientização sobre a discriminação racial e religiosa, Laylah Arruda une a essência da mulher ao resgate da cultura afro. Nessa apresentação, ela traz o som do toca-disco de fundo com remix da batida de reggae, traços do rap e dos ritmos jamaicanos.

Senzala Hi-Tech
O coletivo Senzala Hi-Tech faz uma aproximação entre o afrofuturismo e brasilidades. O grupo faz uma fusão de repertórios e inspirações, abraça hip hop, funk, rap, samba e influências culturais. Suas composições falam sobre desigualdades e preconceitos, retratam a herança cultural e trafegam pelas tecnologias do cotidiano, numa sonoridade que une o orgânico ao sintético.

Djanguru Sound System
Como uma espécie de rádio ambulante, o Djanguru Sound System promove transmissões de reggae, direto do seu acervo de discos de vinil. Inspirados nos soundsystems jamaicanos – pilhas de alto-falantes instalados nas ruas de Kingston, Jamaica, tocando blues e músicas vindas dos Estados Unidos – o coletivo promove um resgate aos maiores nomes da música jamaicana.

Buena Onda Reggae Club
Conexão entre a cidade de São Paulo e a região do Grande ABC, a banda instrumental realiza uma fusão musical, misturando e combinando os ritmos jamaicanos – ska, reggae, rocksteady e dub – com outras tendências – salsa, jazz e afrobeat, além da música brasileira e caribenha. A banda é formada por Kiko Bonato nos teclados, Eduardo Marmo no baixo, Marcos Mossi na guitarra, Felipe Guedes na bateria, Cauê Vieira no saxofone e na flauta, Rodrigo Coelho no trompete, e Victor Fão no trombone.

Nega Duda

Nega Duda
Dulcineia Cardoso, a Nega Duda, é referência do samba de roda baiano em São Paulo. Na cidade, Nega criou o Samba de Roda Nega Duda, onde desenvolve o Ekan de Axé. O samba de roda traz referências do culto aos orixás e caboclos, à capoeira e à comida de azeite.

Oficinas, palestra e curso:

Oficina de Berimbau com Toca Ogan
O percussionista Toca Ogan, integrante da banda Nação Zumbi, compartilha seus conhecimentos sobre a música afro-brasileira, em especial sobre o berimbau, instrumento de corda de origem angolana, levado ao Brasil pelos escravos bantus e muito disseminado pela prática da capoeira. Toca explora as raízes musicais de origem bantu e sua influência nos ritmos brasileiros.

Oficina de Maracatu com Eder “O” Rocha
O pernambucano Eder “O” Rocha irá desenvolver o aprendizado dos ritmos de maracatus nordestinos. O Maracatu de Baque Virado e o Maracatu de Baque Solto são os destaques na oficina. As toadas e suas formas, orquestração, arranjo e composição. O músico também apresenta parte de sua pesquisa acerca dos instrumentos de percussão na cultura musical brasileira: tipos, qualidades, contextos onde estão inseridos, diferentes técnicas, características acústicas e modos de tocá-los.

Aula de Dança Afro com Tainara Cerqueira
A Dança Afro contemporânea brasileira é baseada nos movimentos de heranças de matrizes Africana juntamente com a contemporaneidade brasileira em uma união de cultura, tradição, atualidade, ritmo, muita energia e alegria. Tainara conduzirá uma aula intervenção, ocupando o espaço com a essência da dança afro-brasileira diaspórica de Salvador. A professora de dança afro-brasileira da Bahia é diretora e coreógrafa da Cia de Dança AfroOyá, além de bailarina e coreógrafa do atual trabalho Trovão, da cantora Larissa Luz.

Minicurso “Patrimônio e Candomblé Bantu” com Tata Ananguê
O minicurso pretende refletir sobre a importância da difusão e preservação dos valores patrimoniais e identitários do Candomblé Bantu, a partir da pesquisa realizada no território de Nova Iguaçu/RJ.

O ministrante Tata Ananguê (Jeusamir Alves da silva) é professor e especialista em história e cultura afro-brasileira, ensino de história e ciências da religião pela UCAN e graduado em história pela UNOPAR. Além de presidente da Casa Raiz do Benge Ngola Djanga ria Matamba (CRBNDM) e Confederação Nacional dos Candomblés de Angola e dos costumes e Tradições Bantu no Brasil (CNCACTBB).

Palestra “Os bantus na formação do Brasil” com Tata Ananguê, Jéssica Areias e Luciano Mendes de Jesus.
Tata, Jéssica e Luciano, três convidados que trazem suas diferentes relações com a cultura bantu, fazem uma explanação e a mediação do bate papo com o público sobre o importante legado para a cultura brasileira nos âmbitos social, cultural e religioso. O papel preponderante do negro bantu na formação do Brasil e na construção da nossa língua, desde a sua introdução pela escravidão até aos dias atuais.

Nielsen Brasil abre Programa de Estágio em parceria com a EmpregueAfro, saiba como se inscrever

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Em parceria com a EmpregueAfro, o Programa de Estágio Nielsen Brasil 2019 busca universitários(as) que tem interesse em desenvolver seus talentos e estar em contato com diferentes mercados e culturas. As inscrições vão até o dia 29/06, no link: http://nielsen.empregueafro.com.br

Referência na área mercadológica e consagrada no ambiente de negócios, a Nielsen é uma empresa multinacional que prioriza o bem-estar de seus funcionários. Para eles, “pessoas felizes e engajadas vão mais longe”. O resultado desse compromisso veio como forma de reconhecimento da Great Place to Work (GPTW), que classificou a Nielsen como uma das melhores empresa para se trabalhar no ano de 2017.

As oportunidades do programa de estágio são para estudantes dos cursos de Matemática, Estatística, Ciências Contábeis, Ciências Atuariais, Engenharias, Administração, Economia, Marketing, Publicidade e Propaganda, Relações Internacionais, Sistemas de Informação, Ciência da Computação, Análise e Desenvolvimento de Sistemas, Comércio Exterior, Sociologia e Tecnólogos, com formação prevista entre entre Julho/2020 e Julho/2021.

A EmpregueAfro trabalha para aprimorar a empregabilidade, identificar e enriquecer o conjunto de competências. Para saber mais, acompanhe nas redes sociais: FacebookLinkedIn e Instagram.

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