O Programa Anual de Bolsa para afrodescendentes é parte das comemorações pela Década Internacional de Afrodescendentes. O objetivo da ONU é oferecer uma oportunidade de aprendizagem intensiva a pessoas de ascendência africana em questões de direitos humanos. Os tópicos de estudo do curso incluem direitos humanos, formas de discriminação racial, acesso à justiça, perfilamento racial, entre outros.
O período de inscrições vai até o dia 22 de março. O curso acontece de 23 de novembro a 11 de dezembro de 2020. As bolsas incluem a passagem aérea de ida e volta, seguro-saúde e um subsídio para cobrir despesas com acomodação, alimentação e outras.
Entre os requisitos para participar do programa de bolsas para afrodescendentes da ONU, estão: Ter ascendência africana;
Ser fluente em inglês ou francês;
Ter no mínimo quatro anos de experiência profissional na promoção dos direitos afrodescendentes;
Fazer parte de uma organização que trabalha em questões relacionadas com pessoas de ascendência africana ou direitos das minorias.
Gabz, Malía e Lellê abrem temporada do novo programa musical da Globo
Com entrada gratuita o projeto promove encontro de nomes da música brasileira e a primeira edição da temporada do Jovens Tardes vai ao ar no mesmo mês que é celebrado o Dia Internacional da Mulher (8 de março) em forma de celebração Gabz, Malía e Lelle serão as primeiras convidadas do projeto, três mulheres negras que ocupam a nova cena musical.
A apresentação acontece no sábado (7), na Praça dos Três Podere em São João de Meriti no Rio de Janeiro.
No ar como a Jaqueline de ‘Malhação – Toda Forma de Amar’, Gabz é autora de “Noite de Verão”, seu novo single, “Do Batuque ao Bass”, “O Baile é Nosso”, “Bota a Cara” e “Nada Vai nos Parar”, com participação de Baco Exu do Blues. Em suas canções, a artista, nascida em Irajá, fala de empoderamento, amor contemporâneo e desejos das garotas da periferia, como ela.
Com voz e presença marcantes, Malía começou a carreira no coletivo criativo Duto, de Madureira, ao lado de outros jovens talentos do R&B e do hip hop. Aos 20 anos, é autora de “Fashion”, “A Tal da Paz”, “Dilema”, parceria com Jão que está na trilha sonora de ‘Malhação’, e “Zumzumzum”, todas presentes em “Escuta”, primeiro álbum da cantora.
Aos 11 anos, Lellê ficou conhecida do grande público ao integrar o Dream Team do Passinho. O quinteto, que conquistou o público com uma nova forma de dançar, se apresentou ao lado de nomes como Alicia Keys e Rick Martin. Em carreira solo, Lellê apresenta um repertório eclético no Jovens Tardes misturando canções de sua autoria, como “Nega Braba” com clássicos do funk e do Dream Team do Passinho.
Com produção da Globo e parceria da Som Livre, os álbuns de todas as temporadas do Jovens Tardes estão disponíveis digitalmente no iTunes, Spotify e Google Play.
Serviço:
Data: 7 de março. sábado
Atração: Gabz / Malía / Lellê
Local: Praça dos Três Poderes – São João de Meriti
Horário: A partir das 18h
Entrada gratuita
Classificação livre
“Aprendi muito no curto espaço de tempo que estivemos aqui e fiquei emocionado por estar rodeado por alguns dos criadores mais criativos e bem-sucedidos do mundo aqui na Nigéria, contando suas histórias para o mundo ”. Essa fala é do Chefe de Conteúdo da Netflix, Ted Sarandos ,após uma temporada no continente africano promovendo Queen Sono, primeira série da plataforma feita na África.
Durante sua viagem , de acordo com a revista Variety, Sarandos foi recebido por um caloroso público ao som tambores locais e além de ter ficado impressionado com o talento audiovisual da região, reforçou o compromisso da Netflix em trazer histórias africanas para a audiência global da empresa.
Dorothy Ghettuba, chefe do African Originals, projeto responsável pelas produções da Netflix na África, comemorou os avanços na negociação de séries e filmes. “Foi uma semana emocionante cruzar o continente e reafirmar que realmente temos histórias para contar”, disse a executiva à revista americana.
Entre os projetos já anunciados está o próximo drama adolescente sul-africano “Blood & Water” e a série animada “Mama K’s Team 4”.
A Netflix também manifestou interesse no Quênia, onde Ghettuba disse que vê ” algumas promessas”, embora haja discussões nos estágios iniciais.
Esse é o mundo globalizado que a gente gosta de ver.
Além dos acontecidos expostos no último post, sobre a exclusão dos negros no reality, nesta semana houve mais um caso de racismo no BBB que mais uma vez passou despercebido.
Babu, que há muito tempo não consegue se encaixar no grupinho da casa essa semana foi novamente retratado como “bruto e medonho” pelos participantes no “jogo da discórdia”.
E em uma conversa com amigos, Daniel afirmou que não associa a imagem de Babu no grupo VIP e sim na Xepa (e seus amigos riem de seu comentário)
Embora muitos seguidores tentem justificar a atitude dos outros participantes em relação a Babu, com a desculpa de que ele é arrogante e mal humorado uma análise mais profunda deve ser feita sobre a situação.
Pois alguns participantes que tem a mesma postura que o Babu (ou até piores) que atrapalham a convivência do coletivo não são punidos com a indiferença e exclusão.
Essa situação que Babu está passando no reality só nos mostra o quão despercebido o racismo pode passar.
Em anos de Big brother Brasil se conta nos dedos o número de participantes negros, e quando em minoria entram, a falta de identificação é tanta, que o programa que é uma grande experiência para muitos pode se tornar um pesadelo, para quem é negro. Que além de sofrer com a rejeição da casa, sofre também com a do público.
Mas eles garantem que é por afinidade.
Babu foi pego chorando no quarto momentos após o “jogo da discórdia” sozinho.
Quando um branco erra na casa, eles dizem que é por ingenuidade, sem intenção enquanto um negro é completamente excluído e vira motivo de chacota.
Em um outro episódio, enquanto o grupo desfruta de um lanchinho da madrugada, Babu passa desejando “boa noite” e Marcela fala que se ele merecesse o tiraria da xepa. Porém, em seguida diz: “Ou a gente põe no Paredão e daí sai e pode comer o que quiser”.
Muitos de nossos seguidores dizem que precisamos marcar presença negra nesses lugares. enquanto alguns defendem o boicote ao programa por parte dos negros.
Fica o questionamento, vale a pena se sentir excluído, ser afastado e até adoecer mentalmente na tentativa de ocupar esses espaços?
Vencedor dos Prêmios Pulitzer, Grammy, Tony e com 11 indicações ao Oscar, o musical A Cor Púrpura, reestreia no teatro Riachuelo com versão musical inédita no Brasil, dirigido por Tadeu Aguiar e versão brasileira de Artur Xexéo o musical é apresentado pelo Ministério da Cidadania e pela Bradesco Seguros.
Alice Walker foi a primeira escritora negra a ganhar o Pulitzer pelo seu livro A Cor Púrpura, lançado em 1982, o espetáculo continua contemporâneo ao retratar relações humanas, de amor, poder, ódio, em um mundo pontuado por estruturais diferenças econômicas, sociais, étnicas e de gênero. Com direção de Steven Spielberg, a obra foi adaptada para o cinema em 85, recebendo 11 indicações ao Oscar. A transposição para musical aconteceu em 2005, na Broadway. Em 2016, houve uma nova montagem, rendendo à produção 2 Tony e o Grammy de melhor álbum de teatro musical.
A Cor Púrpura é “um grande grito de liberdade”, detalha o diretor e idealizador Tadeu Aguiar: “Reforcei o caráter epistolar do romance, valorizei o ponto de vista da protagonista, tendo a figura do ator como o principal instrumento condutor da história. A palavra é a grande força do espetáculo”, afirma o diretor.
Tanto no livro como no musical, as mudanças de vida da protagonista estão relacionadas ao ambiente no qual ela vive. A cenógrafa Natália Lana criou uma casa giratória como elemento central, representando as diferentes facetas da trajetória da vida da personagem. São 17 atores, 8 músicos, 90 figurinos em um palco giratório de 6 metros de diâmetro e uma escada curva com sistema de travelling em volta do cenário. A história é universal: fala do ser humano, em especial das mulheres. É imediata a identificação com o momento do país, onde há tantas histórias de opressão às mulheres.
Serviço
Data: 14 de Março
Local: Teatro Riachuelo, Rua do Passeio 38/40 – Centro, Rio de Janeiro
A nova novela da faixa das 18h da Globo, que deve estrear no dia 30 de março, trata do Brasil nos anos 1800 e sua política monárquica, dando continuidade à novela “Novo Mundo”, exibida em 2017. Escrita por Thereza Falcão e Alessandro Marson, a nova produção é protagonizada por Selton Mello, e conta com Dani Ornellas e Hoji Fortuna no elenco.
Dani Ornellas e Hoji Fortuna viverão os personagens Cândida e Dom Olu. Na trama, Olu faz o Rei da região de Pequena África. Casado com Cândida (Dani Ornellas) e pai de Zayla (Alana Cabral/ Heslaine Vieira), ele protege os negros alforriados ou que conquistaram sua própria liberdade, oferecendo abrigo. Em seu Instagram o ator Hoji Fortuna compartilhou a noticia e escreveu: “Sou representada por essa família cheia de nobreza, amor e acolhimento”.
Toda a história, que começa em 1856, remonta a um Brasil ainda jovem, 30 anos após a Independência, que busca sua identidade. Entre vitórias e derrotas de diversas batalhas, o enredo promete abordar escolhas e sacrifícios, baseados em uma história de amor e esperança, sem deixar os elementos históricos de lado.
A campanha 21 Dias de Ativismo Contra o Racismo, ocorre desde 2017 e engloba uma série de eventos organizados de forma coletiva pela passagem do dia 21 de março — Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial, instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU) em memória ao Massacre de Sharpeville.
Há 60 anos, a população negra da África do Sul lutava contra o Regime do Apartheid, o regime de segregação racial que perdurou por 46 anos. Durante uma manifestação pacífica contra a Lei do Passe, que ditava por onde pessoas negras poderiam circular pela cidade, policiais do Regime do Apartheid reagiram de forma agressiva matando 69 manifestantes e ferindo outros 186. Esse ataque, em 21 de março de 1960, ficou conhecido como o Massacre de Sharpeville.
Em memória aos manifestantes e para reforçar a luta contra o racismo, contra a discriminação racial e contra qualquer tipo de intolerância, a campanha ’21 Dia de Ativismo Contra o Racismo’ propõe ocupar os espaços sociais e culturais do Brasil para incentivar a sociedade, através de centenas de atividades, a realizar reflexões sobre o enfrentamento constante do racismo em todos os âmbitos sociais, sobre a luta contra a opressão militar e policial às periferias, sobre as desigualdades raciais e para enaltecer a cultura negra e Africana no Brasil.
A Campanha encontra-se em sua 4ª edição e, em 2020. O movimento negro brasileiro e a luta antirracista tem se colocado na vanguarda no combate às desigualdades sociais e de construção de outros modelos de sociedade. Portanto, assim como nos outros anos, a Campanha pretende convocar e provocar a sociedade brasileira para reflexão de que o enfrentamento e eliminação do racismo é uma luta diária de todos contra privilégios e opressões presentes em nosso cotidiano e em todos os espaços da vida social.
Em 2020, serão cinco atividades coletivas, além das cadastradas pelos participantes; Confira:
· 01 de março — Abertura da Campanha com Aula Pública pela Pequena África, culminando na inauguração do Instituto Marielle Franco;
· 09 de março — Marcha do Dia Internacional da Mulher*;
· 14 de março — Celebração à Marielle Franco;
· 16 de março — Homenagem Claudia Silva no centro do Rio de Janeiro;
· 21 de março — Marcha dos 21 dias e Encerramento da Campanha 21 Dias de Ativismo Contra o Racismo: concentração no Cais do Valongo com homenagens à Tia Maria do Jongo e outras matriarcas da Comunidade Negra. Encerramento no Samba Moça Prosa, no Largo da Prainha
*O Dia Internacional da Mulher é comemorado no dia 08 de março, porém a Marcha acontecerá no dia 09 de março, uma segunda-feira.
Comissão de comunicação 2020 dos 21 Dias de Ativismo Contra o Racismo
Os brothers e sisters Babu, Daniel, Thelma e Marcela
- Reprodução Instagram-
A casa é cheia de fadas sensatas e militantes defensores da Amazônia aclamados por seu suposto ativismo. Mas é o “escroto” da edição, o Prior, que diz o que precisa ser dito para um desatento (e nas palavras de Manu Gavassi, bem intencionado) Daniel. Ninguém se manifesta.
Eu acho curiosa a forma com que Daniel, Manu e Marcela demonizam a “grosseria” e “agressividade” do Babu; é muito parecida com a reação de gente privilegiada quando pessoas negras fazem apontamentos mais incisivos sobre racismo ou qualquer outra coisa.
Não entendem o jeito do Babu de reagir mas aceitam a “postura” do Daniel de passar por cima de regras e princípios básicos de convivência sem se desculpar. Causa mais incomodo a reação de um homem negro e periférico. É o tal do estereótipo do “negro raivoso”.
Se engana também quem acha que Thelma não sofre com a tal da “receptividade”.
Se um discurso coerente de Marcela é amplificado e divulgado aos ventos, os de Thelma são apagados e considerados pouco expressivos. ‘Ela fala pouco’, dizem, mas será que alguém escuta?
Os números das primeiras semanas não mentem, Manu e Marcela foram catapultadas ao status de donas da verdade absoluta, o engajamento nas redes explodiu, quem não quer aplaudir as rainhas sensatas? A Thelma restou o papel de amiga fiel e leal escudeira das fadinhas, coincidência ou não, outro estereótipo racista.
O fato é que numa temporada de fadas e monstros os mesmos personagens de sempre ainda são direcionados aos poucos participantes negros. Racismo? Que nada. Descansa militante. São só diferentes receptividades.
O Centro Afro Carioca de Cinema Zózimo Bulbul e a Odun Produções em parceria com CTAV – Centro Técnico Audiovisual através do Edital 13 / linha de formação audiovisual, apresentam o Cinema e Pensamento: Narrativas Negras – Qualificação Audiovisual.
O Cinema e Pensamento: Narrativas Negras, é uma qualificação em audiovisual para pessoas que já tenham experiência e ou atuação no mercado audiovisual e precisam atualizar o conhecimento e/ou se especializar em cinema negro. A formação se realizará em dois módulos de roteiro e realização em audiovisual. A qualificação propõe uma formação teórica e prática, com objetivo de aperfeiçoamento profissionais de cinema e suas inúmeras vertentes na linguagem do cinema negro. Além disso, o ato de revisitar o legado deixado por Zózimo bem como a história do cinema negro.
O conteúdo do curso será dividido entre aulas Magnas, Marter Classes, curso e prática com profissionais que compartilharão seus saberes e práticas no campo do cinema negro e suas especificidades.
Para esta edição, está programado oficinas de: roteiro, direção, filmagem, som direto, trilha sonora, arte, figurino, produção e edição.
Serviço
Período de inscrição: 27 de fevereiro a 27 de março de 2020
Investimento em cota única para as vagas pagantes:
Módulo de roteiro: R$400,00 à vista (R$480,00 parcelado em até 4 vezes no cartão de crédito)
Módulo de realização: R$ 800,00 à vista (R$ 880,00 parcelado em até 4 vezes no cartão de crédito)
A seleção das pessoas para as vagas gratuitas se darão de acordo como critério da organização, sendo o público preferencial: Pessoas pretas; Moradores de periferia; Mulheres; Pessoas trans; Jovens; Baixa renda.
É com muita alegria que anunciamos que as inscrições para o "Encontro de Cinema Negro Zózimo Bulbul – 13 anos" estão…
O curso é ministrado pelo professor Carlos Machado (Foto: Arquivo Ação Educativa)
A partir do dia 7 de março, o Ação Educativa oferece o curso “História da Ciência, Tecnologia e Inovação Africana e Afrodescendente” que propõe promover o conhecimento da produção tecnológica dos povos africanos e descendentes na diáspora que por séculos foi ocultada, contribuições científicas, tecnológicas e inovadoras que mulheres e homens de origem africana e da diáspora legaram e têm dado à humanidade ao longo da história.
É impossível saber realmente história da ciência sem também aprender sobre o legado dos inventores de origem africana.
Durante séculos criou-se uma imagem negativa a respeito da inteligência da população negra como inexistente e uma gama de intelectuais brancos como Hegel, Montesquieu, Hume, Kant, Lineu, Weber, Marx, Darwin, Victor Hugo e Voltaire desenvolveram teses afirmando que mulheres e homens negros não são humanos nem dotados de inteligência, não criaram impérios, civilizações e ciência, sendo isto uma prerrogativa do homem branco e base do racismo científico.
Quantos/as professores/as e graduados/as poderiam nomear um cientista negro? Quantos/as alunos/as poderiam descrever quaisquer realizações científicas que ocorreram no continente africano? Essa ignorância tem sérias implicações para a autoestima de uma parcela muito importante da população brasileira, daí a urgência deste curso. Quem ministra o curso é o professor Mestre Carlos Machado, graduado e licenciado em História pela Universidade de São Paulo (USP) Escritor do livro Gênios da Humanidade – Ciência, Tecnologia e Inovação Africana e Afrodescendente (DBA Editora)
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