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Snipes, Smith, Murphy e Lawrence: Os cinquentões que a gente ama estarão em remakes muito esperados em 2020

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A Internet parou para vibrar com uma foto compartilhada por Will Smith em sua conta no Instagram. O clique foi feito no estúdio do ator e produtor milionário Tyler Perry e além de Smith, Wesley Snipes, Martin Lawrence e Eddie Murphy estavam na foto.

https://www.instagram.com/p/B4N61hTl0kM/

Will Smith está com 51 anos, Martin Lawrence com 54, Wesley Snipes com 57 e Eddie Murphy com 58 anos e mais saúde que muito jovenzinho de 20 e poucos.

Se estavam lá gravando algum filme ninguém sabe, mas fato é que os quatro poderão ser vistos em dois remakes milionários que chegarão às telas ano que vem: Bad Boys for Life e Um Príncipe em Nova York 2. Lawrence e Smith voltam a ser a divertida dupla de policiais de Miami no longa que com estreia em 30 de janeiro.

Snipes e Murphy estão no elenco da sequencia de Um Príncipe em Nova York.

Eddie retorna na pele de Akeem e Wesley faz o papel do General Eazie, o comandante de um reino vizinho, que será o grande vilão do filme. O filme deve chegar aos cinemas no mês de agosto.

 

Criada em 2016, Redes vivas ganha novas funcionalidades e inicia parceria com ZenKlub

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Criada em 2016, através do Desabafo Social, a Redes Vivas – Saúde da População NEGRA e LGBT, tem o proposito de promover a saúde das populações negra e LGBTQI+ através das tecnologias de saúde. Este ano, o projeto ganha outro formato, com base nos dados de desemprego no Brasil. A plataforma será lançada nesta sexta-feira (1).

55,8% da população brasileira é negra e, de acordo com o IBGE, 63,7% dos desempregados no Brasil são pretos ou pardos. Dos trabalhadores, os brancos recebem 75% a mais que pretos e pardos. Com essa observação, a instituição aposta na supervisão e atendimento psicológico online com profissionais negros e LGBQI+, gerando renda e democratizando o acesso a terapia.

A plataforma do Redes Vivas não foi criada apenas atendimento. Optamos também pela supervisão para os profissionais nos modelos multidisciplinar e psicológica, com o intuito de proporcionar o aprimoramento profissional e pessoal, experiência interdisciplinar e educação continuada. A proposta é ter algo que extrapole o que temos no mercado, o convencional. E escolhemos a ZenKlub como parceiro principal, porque eles nos disponibilizam uma tecnologia segura e é credenciado pelo Conselho Federal de Psicologia (CFP) para atendimento online e juntos vamos disponibilizar para cada profissional negro e LGBTQI+, uma plataforma que potencialize o bem-estar por meio de conteúdos, palestras, ações que promovam a saúde mental e emocional” , diz Gabriel Leal, fundador do Redes Vivas

A plataforma é bastante simples. Os clientes acessam o site, escolhem o psicólogo ou psicóloga e agenda a consulta. Todos psicólogos possuem descrição do currículo. Acesse: www.redesvivas.com.br.

Rincon Sapiência te convida a dançar em novo single, confira o videoclipe “Meu Ritmo”

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Foto: Andreh Santos

A semana continua agitada para Rincon Sapiência, que te convida a dançar com o lançamento do single “Meu Ritmo“, com videoclipe liberado nesta segunda-feira (27). A faixa faz parte do seu segundo álbum do artista, “Mundo Manicongo: Dramas, danças e afroreps”, com previsão de lançamento para novembro.

Cheio de efeitos visuais e referências futuristas, o clipe foi produzido pelo duo de diretores Kill The Buddha e mantém a mesma linha dançante da música, que conta com uma super produção. Para marcar essa nova fase artística, ele traz a sonoridade do ritmo dundunba e mescla influências musicais contemporâneas, como o funk e o trap, que se unem a instrumentais dançantes e divertidos.

Rincon usou um sample de Famoudou Konatè, célebre mestre djembefolá guineense, referência mundial da cultura malinkè. Originária do oeste africano, tal cultura foi difundida pela orquestra do percussionista octogenário. Virtuoso no toque do instrumento djembe, os solos de Famoudou embalaram as coreografias do Balé Africano da República de Guiné.

AMCHAM recebe fórum de diversidade e inclusão, Empodera SP 2019

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A quinta edição da Conferência Diversidade Empodera SP 2019 será realizada amanhã (30), na AMCHAM. O evento é o maior em recrutamento de jovens talentos e fórum de debate sobre aceleração de programas de diversidade e inclusão do Brasil, terá mesas de relacionamento entre jovens e empresas, dinâmicas, entre outras atividades.

Aproximadamente 300 jovens com diversidade de gênero, etnia, classe social, LGBTI+ e PCD, com alto potencial profissional, serão selecionados para participar do fórum. O intuito é conectar jovens talentos com as maiores empresas do país através de debates, sessões de dinâmicas, compartilhamento de conhecimento com gestores e especialistas sobre estratégias de gestão de diversidade e inclusão, além de promover muito networking.

Leizer Pereira

O diretor executivo do evento, Leizer Pereira, acredita que quanto mais diversa a organização, melhor. “Já existem pesquisas que indicam que quanto mais diversidade, mais ganhos há entre indivíduos e as organizações. A sociedade vive em transformação, seja de comportamento ou consumo e entender os jovens, incluí-los desde cedo no mercado de trabalho em toda sua diversidade ajuda a desenvolver lideranças, acelera transformações sociais e o desenvolvimento do país”, afirma.

Este ano será apresentada “Mari”, desenhada para sensibilizar e engajar gestores e recrutadores na promoção de mais diversidade. A assistente virtual com inteligência artificial responde a mais de quinhentas perguntas relacionadas à diversidade. A intenção é aumentar ainda mais o potencial por meio da busca de parceiros para enriquecer a inteligência da Mari.

Durante o fórum serão realizados debates com o objetivo de acelerar a curva de aprendizagem sobre as estratégias e melhores práticas para implementar programas de diversidade e inclusão nas empresas.

Primeiro Casamento Afro Comunitário é realizado em São Paulo

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Fotos: Iya Ana Carolina - Odara Produções

O primeiro Casamento Afro Comunitário da cidade de São Paulo, para casais negros, interraciais e LGBTS, realizado no último sábado (26), atraiu centenas de pessoas para a Quadra do Bloco da Mocidade Independente da Zona Leste.

Débora Justino, Presidente do Bloco de Carnaval Mocidade Independente da Zona Leste e Adriano Neres, da ONG Educafro, são os idealizadores da ação e contaram com Bàbá Bruno Nascimento e Iya Ana Carolina, da Produtora Odara, na organização, que teve apoio da Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal de Direitos Humanos de São Paulo, Subprefeitura de São Miguel Paulista, Subprefeitura do Itaim Paulista e OAB – SP.

Um dos momentos mais emocionantes do evento foi quando Jullyana Carmo cantou o hino nacional, ao som dos atabaques conduzidos por Pejigan Lucas e sua equipe, e quando chegou o balaio de Òsún, cantado por Bàbá Bruno, um dos organizadores.

“Resistir para re-existir, o evento foi lindo, foi fantástico, ver tantos casais pretos realizando esse sonho, fazer parte disso, organizar, cantar, festejar junto a cada casal não tem preço, nós por nós sempre, e assim sempre será”, conta Bruno.

Nessa primeira edição, 15 casais participaram da cerimonia, celebrada pelo Babalorixá Francisco de Oxum. Um dos participantes comentou: “Quando vi a quadra da Mocidade Independente da zona Leste lotada pelo povo preto e de àse, não me contive. Este evento me representou do início ao fim. Sou um homem negro, gay, que nasceu na periferia, que era evangélico e hoje é candomblecista. Senti e sinto no dia a dia, na pele, as dores que tudo isso traz. E como disse a organizadora Débora Justino, na abertura do evento; ‘sim, vai ter povo preto e de àse se fazendo visto na sociedade da forma que nossos ancestrais querem, como reis e rainhas, pois Orixá veio nos devolver a coroa que nos foi tomada”, diz Anderson Barbosa.

“Um passageiro não teve o que queria e jogou uma banana na comissária negra”:  “Voo Negro” quer dar visibilidade aos tripulantes negros

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Texto: Gabrielly Ferraz
Edição: Silvia Nascimento

As barreiras a serem enfrentadas por um negro que decide se tornar comissário de bordo no Brasil, não se limitam ao investimento financeiro, se estendem a árdua resistência e se encaminham para adoecimento mental causado pelo racismo velado.

O racismo que ocorre a bordo ainda não é motivo de pauta para as grandes companhias aéreas, ocasionando então em um ensurdecedor silêncio dos negros comissários, que infelizmente são submetidos à naturalização de tais situações.

Conversamos com Kenia Aquino, comissária com mais de 10 anos de atuação, fundadora do ‘Voo Negro’ projeto que auxilia, incentiva e contempla milhares de tripulantes negros pelo Brasil. E ao ouvir seus relatos em todos esses anos de experiência foi possível notar que o racismo no Brasil, segue sendo alimentado e cresce incessantemente.

Além desse racismo ‘sutil’ que os comissários sofrem pelos passageiros, recrutadores e até mesmo pela própria equipe, existem outras questões que tornam a profissão ainda mais desestimulante para os negros. Exigências de um comportamento superior aos demais, subestimação de sua capacidade e as limitações que só decaem aos corpos negros são uma delas.

“Eu percebo sim, que existe uma diferença de avaliação e de cobrança. Porque uma coisa está diretamente ligada a outra, a partir do momento que eu sou uma comissária de voo negra eu preciso manter as cobranças que são feitas a bordo da mesma maneira para todos os nossos clientes, mas eu não sou igual a todos os outros comissários.” Diz Kenia que ainda lembra de uma ocasião em que um passageiro recusou a água que ela estava oferecendo para logo em seguida solicitar um copo d’agua a outra comissária, que por uma inesperada coincidência, era branca.

Kenia Aquino, comissária com mais de 10 anos de atuação (Foto: Arquivo pessoal)

 

“Em geral, eu sou a única negra do rolê, raramente nós temos duas pessoas negras numa mesma tripulação. Quando eu, enquanto corpo negro chego a um passageiro e preciso que ele faça algo que ele não quer fazer, em geral ele tem uma tendência muito maior a mandar uma reclamação para empresa, porque ele se sente ofendidíssimo com o meu ‘NÃO’,” desabafa Kenia sobre uma situação de tensão entre ela e um passageiro que se recusava a respeitar as regras padrões de voo que lhe foram passadas por ela.

Assim como em muitas outras áreas de atuação, os negros seguem sendo subestimados e resumidos a “inexperientes” nas companhias de aviação.

Enquanto há um negro se esforçando para alcançar a excelência em seus postos, há um branco realizando um trabalho mediano e recebendo muito mais méritos por isso. E esse ‘não’ reconhecimento pode gerar uma frustração que consequentemente desestimula muitos comissários negros a seguir na carreira.

“Tem comissários que estão adoecendo por está vivendo cenas de racismo institucional, não é a instituição da Companhia Aérea, mas o Brasil, as pessoas, os passageiros, os colaboradores, os prestadores de serviços,  todo o sistema brasileiro é racista.”

O assunto ‘Cotidiano dos comissários de bordo negros’ não é algo que ouvimos falar constantemente, afinal, com que frequência os vemos? E o que além do fato de vivermos em um país extremamente racista justificaria a falta desses profissionais negros nas companhias aéreas? Podemos apontar alguns fatores, como: a desigualdade social, que muitas vezes impede que uma pessoa negra, pobre, periférica tenha noção do que é necessário para se tornar um comissário de bordo, ou também a dificuldade financeira, que irá o impedir muito antes de conseguir se matricular em um curso, pelo fato da ausência de idiomas, mas muitas vezes sempre irá retornar para a cor da pele que irá tirar a sua merecida vaga e colocar no lugar uma pessoa branca, loira e provavelmente de  olhos azuis.

O que foi o caso da Kenia em seu primeiro processo seletivo para comissária de bordo.

“Eu tenho consciência de que nós não somos tantas assim, mas existimos”, diz Kenia ao relembrar conosco o motivo que a impulsionou a criar o “Voo negro”:  A falta de representatividade.

“Existem várias páginas e perfis nas redes sociais que falam sobre a profissão, que incentivam os comissários os alunos comissários, exaltam a beleza das comissárias brasileiras e dos comissários do mundo. E na época, eu não identifiquei nenhum perfil que contemplasse as comissárias negras. Eles são vários perfis distintos ali que tem 200, 300, 400 postagens e alguns deles não tinha nenhuma foto de comissárias negras e alguns tinham uma ou duas fotos.”

É viável pontuar que a sutilidade com que muitos casos de racismo acontecem a bordo, pode sim influenciar diretamente na carência de medidas de repúdio contra essa prática, partindo das companhias aéreas.  Porém, seria um pouco fantasioso acreditar em tamanha ingenuidade vindo de grandes empresas de aviação. O racismo precisa virar pauta entre essas companhias, informar aos passageiros sobre as consequências dessa prática e dar suporte aos comissários negros que frequentemente são expostos a essas situações é algo que já deveria estar sendo feito.

“Não há uma política anti-racista nas companhias aéreas brasileiras, não existe. Nunca teve, nunca foi uma questão para essas companhias nem para os órgãos que permeiam as companhias aéreas,  os sindicatos, nem associações. Há um despertar coletivo, e há uma necessidade enorme de se fazer mais.”

Com a iniciativa da Kenia, na criação do ‘Voo Negro’ hoje, os aspirantes à comissário de bordo negros do Brasil, tem em quem se inspirar, tirar suas dúvidas e descobrir mais sobre o cotidiano dos tripulantes negros.

Bons resultados estão sendo comprovados desde a criação do projeto, os comissários negros, que antes se viam sozinhos em uma luta diária, hoje já conseguem contar com o apoio de outros tripulantes que entendem suas dores. É sobre conforto, compreensão, representatividade e resistência.

“Estamos em contato com as companhias e com algumas entidades afro e escola de comissários com o objetivo de conseguir que as companhias aéreas abram seleção especificamente para as pessoas negras, porque aí não existiria a ‘desculpa’ de que não existem negros na aviação porque eles não fazem o curso, existem muitas pessoas negras que fizeram o curso e estão prontas para começar, elas só não tem as mesmas oportunidades.”

O ‘Voo negro’ não se limita a apenas um perfil em uma rede social, Kenia também nos contou sobre o novo projeto que já está em vigor em parceria com a escola de comissários ‘Palegre’.

“Essa seria a segunda parte do meu projeto,  pretendemos criar bolsas de estudo 100% para pessoas negras dentro de escolas de aviação, a gente precisa quebrar essa barreira financeira, e convencer as pessoas periféricas de que é possível seguir esse caminho, atualmente já realizo um trabalho de palestras com pessoas que tem aspiração para se tornar comissário, eu trabalho com pessoas de todas as etnias, mas sempre vou partir do princípio que os negros enfrentam mais dificuldades.”

Viola Davis recebe prêmio na Itália: “Hoje com 52 anos eu quero fazer a garotinha que eu fui, feliz”

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Viola Davis tem os discursos mais inspiradores. E ao receber o Prêmio pela Carreira no Festival de Cinema de Roma nesse final de semana, não foi diferente. A atriz que já ganhou Oscar, Emmy e Tony é sempre muito consciente sobre sua trajetória como mulher negra.

“Quando criança, quando eu sonhava grande, eu não tinha obstáculos. Eu queria ser uma grande dama do teatro, eu queria ser atriz. Eu não sabia que minha cor seria um obstáculo para o caminho dos meus sonhos, nem minha idade nem meu tamanho”, descreve Viola.

“Agora com 52 anos eu volto para aquela garotinha que eu fui e quero a fazer feliz dizendo, dizer que agora que eu não vejo limitações para quem eu deveria e posso ser. E isso tem sido a conquista da minha vida, levantar essas barreiras da minha mente”, detalha a atriz.

Para ela tocar o coração das pessoas é o que faz seu trabalho ter sentido:

“Eu estou feliz que o que eu faço significa algo para vocês.  Sem isso meu trabalho não seria nada. Se meu trabalho toca não só sua mente, mas o seu coração e te muda, eu sinto que cumpri a minha missão”.

Morador do Alemão cria impressora 3D com sucata e sonha em aproximar a favela da tecnologia

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Foto: Jorge Soares

O engenheiro mecânico, Lucas Lima, 24 anos, morador do Morro do Alemão, Zona Norte do Rio de Janeiro, quer trazer o acesso a tecnologia para a favela. Lucas criou uma impressora 3D com sucata e teve reconhecimento em premiações por causa da sua criação.

Em entrevista ao G1, o engenheiro conta que cultura e educação são indispensáveis para a formação de um cidadão, mas que para o desenvolvimento do indivíduo no mundo capitalista é necessário atrelar a tecnologia a estes dois pilares.

Eu quero ver jovens periféricos, que a sociedade não dá nada por eles e os tratam como uma simples estatística, serem desenvolvedores de tecnologia. […] Se ofereço tecnologia aos jovens de uma comunidade, aumento as chances de fazerem eles crescerem igualmente aos jovens da Zona Sul que têm acesso a tudo”, diz.

O primeiro contato de Lucas com uma impressora 3D foi há alguns anos, estava bem longe de sua realidade, custava cerca de R$ 15 mil e ele não tinha como pagar. Foi então que teve a ideia de ir em ferros-velhos em volta do Complexo do Alemão, do Morro do Adeus e assim conseguiu pegar motores e outras peças. Após dois meses de pesquisa ele conseguiu criar uma graber, um modelo aberto, simples e eficiente que faz impressão 3D com diversos polímeros.

Com sede de conhecimento, continuou estudando sobre programação e vasculhando nos lixos, até chegar a um modelo que imprime só com um tipo de polímero e tem potencial para produção em larga escala. A criação foi batizada de “Maria”, em homenagem à mãe. “A Maria é um modelo que eu imagino, no futuro, estar em todos os colégios públicos do Rio de Janeiro. A Maria é o meu xodó, pelo que dedico mais tempo“.

Desde criança ele já criava objetos diversos. Desmontava brinquedos para, a partir deles, construir novos. “O que me motivou a ter uma máquina dessas é poder criar o que eu quiser. É como se ela fosse o limite máximo da minha imaginação. E se eu dou uma impressora 3D a um jovem da comunidade, ele pode fazer tudo o que quiser”.

Atualmente, ele trabalha para aprimorar a impressora. “Eu quero que a Maria seja não apenas um produto, mas uma ferramenta de transformação. Eu quero que o jovem periférico que não tem condições de comprar uma impressora top de linha possa comprar a Maria e começar seus passos no mercado de tecnologia”, reitera. “Acho que até o final desse ano já tem as primeiras Marias nas ruas”, adianta.

No dia 7 de outubro ele recebeu o primeiro reconhecimento público do projeto. Foi vencedor do programa Shell Iniciativa Jovem, no qual concorreu com outros 55 empreendimentos. Ganhou o prêmio principal, de R$ 8 mil, além do Prêmio Popular, que é definido por votação do público presente no evento, um prêmio extra de R$ 2,5 mil. Após 13 dias, mais um reconhecimento, foi uma das 15 startups selecionadas do programa start da Ambev, ganhou R$ 50 mil para utilizar no negócio e três meses de aceleração em São Paulo.

Eu vejo, daqui 5 ou 6 anos, as comunidades do Rio virando praticamente Wakandas, tendo jovens negros fazendo aplicativos impressoras 3D, criando máquinas. É isso o que eu quero para minha empresa. Não é apenas fazer um produto. O que eu quero é transformação“, finaliza.

Plena e focada: Lições do caso Maju que podemos usar na nossa vida

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Trabalho novo com grande visibilidade, jornalistas fofoqueiros difamando sua imagem, colegas planejando maldades contra sua pessoa e mesmo assim, você continua plena.

Não dá para saber qual é o real estado emocional da jornalista Maju Coutinho desde que assumiu o comando do Jornal Hoje, da Globo. No entanto, podemos afirmar que ela só se fortaleceu mesmo durante todas as problemáticas envolvendo seu nome nos noticiários.

A jornalista com enorme número de seguidores nas redes sociais, jamais repercutiu ou respondeu sobre as notícias falsas que falavam de um suposto mal desempenho em frente às câmeras.

Além de ter melhorado a audiência no noticiário, Maju conseguiu ter uma declaração pública de admiração do chefe, além de ver três traíras serem demitidas da sua equipe.

Se levarmos alguns aspectos desses acontecimentos para nossa vida pessoa e profissional, podemos aprender muito com a maneira com que a jornalista lidou com esse climão baseados em fake news.

Vamos para algumas delas:

Se dê tempo para se adaptar aos novos desafios pessoais e profissionais. Maju assumiu sozinha a bancada de um dos mais tradicionais telejornais do Brasil. Algo muito diferente do que ela tinha feito eventualmente cobrindo algum colega âncora. Normal ficar nervosa, afinal ela não é um robô. Com o tempo e prática,  a ansiedade e nervosismo sempre passam.

Não dê ouvido às criticas que não sejam construtivas. Saiba quem você é e sustente sua essência. Dessa forma você saberá quando a crítica vem para te aprimorar ou para te destruir.

Nunca confie 100% na sua equipe. Mesmo todos querendo os mesmos resultados sempre há uma ou duas laranjas podres que não sabem reconhecer o sucesso de um colega. Olhos abertos sempre.

Fale só do que deu certo e abstraia a negatividade. Maju nunca repercutiu as notícias ruins sobre ela. Se olhar no Instagram da jornalista, parece que nada aconteceu além do impacto positivo da sua presença no noticiário, mostrando aos seus fãs que ela não se intima e está muito bem obrigada.

Foque no trabalho bem feito. A melhor resposta para quem duvida da sua capacidade é provar que essa pessoa está errada entregando um trabalho com excelência. Não perca tempo olhando para o lado para ver se está sendo observada ou dando ouvido à fofoca.

 

Influente e poderosa: Lisiane Lemos, Gerente do Google, tem 3 dicas precisas para a sua vida profissional

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Se o exemplo arrasta, Lisiane Lemos, 30, é o tipo de mulher que vale a pena acompanhar de perto.

Sua rápida e crescente trajetória profissional chamou atenção da revista Forbes que a incluiu na lista de uma dos jovens mais influentes abaixo de 30 anos, a famosa lista Forbes Under 30.

Formada em Direito pela Universidade Federal de Pelotas, Lemos tem atuado em empresas de tecnologia e recentemente saiu da Microsoft onde atuou por 5 anos na área de vendas, para assumir o cargo de Gerente de Negócios do Google.

Ela fale inglês, espanhol e até italiano, já  palestrou no TedX e a lista de conquistas nem está na metade.

Porém algo excepcional em uma executiva tão ocupada como Lisiane, que nasceu no Rio Grande do Sul, mas mora em São Paulo, é a generosidade em arrumar tempo para compartilhar seus conhecimentos em suas redes sociais. Ela é bem atuante no Linkedin e também no Instagram.

Perguntei a ela quais seriam os três fatores fundamentais para o desenvolvimento da sua carreira e as dicas foram incríveis. Confira:

Dica 1: Networking intencional

“Estar em eventos da sua especialidade e conectar genuinamente com as pessoas. Um bônus é estar atento as vagas na sua empresa que as pessoas podem estar interessadas e usar isso como forma de conexão. Eu visito o portal de carreiras diariamente para pensar em pessoas que conheço. É importante sempre estar atento a pessoas que trabalham na empresa que você quer entrar porque uma indicação pelos portais internos sempre tem mais força e normalmente uma compensação financeira pra quem indica”.

Dica 2:  O segundo é estudar pra construir um diferencial.

“Eu gosto muito do ensino formal e estou sempre atenta em tendências de mercado e procurando conhecimentos que ninguém tem.

Se tivesse que dar uma dica sobre o que focar seria: lei de proteção de dados, martechs e healthtechs. ”

 Dica 3: O terceiro é focar em construir uma imagem pessoal.

“Ter uma marca profissional forte. Isso só se faz compartilhando conhecimento com a comunidade seja através das suas redes sociais ou até palestras internas na empresa que trabalha.

Um exemplo é usar o que você aprendeu no ensino formal pra dar dicas pra recém-formados.”

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