As pesquisadoras Ester Sabino e Jaqueline Goes de Jesus lideraram uma equipe que conseguiu em tempo recorde, 48 horas, sequenciar o genoma do coronavírus após o registro do primeiro caso da doença no Brasil. Em outros países o mesmo estudo levou uma média de 15 dias.
Nessa última sexta-feira, 6, a Maurício de Souza Produções divulgou uma linda homenagem as cientistas brasileiras, um desenho do projeto “As Donas da Rua” que promove o empoderamento e reconhecimento de mulheres importantes para história do Brasil e do mundo nas mais diversas áreas.
Crédito: Maurício de Souza Produções
À Agencia Fapesp, Ester Sabino diretora do Instituto de Medicina Tropical (IMT) da USP explica a importância do estudo sobre o vírus mais temido do momento: “Ao sequencia-lo, ficamos mais perto de saber a origem da epidemia. Sabemos que o único caso confirmado no Brasil veio da Itália, contudo, os italianos ainda não sabem a origem do surto, pois ainda não fizeram o sequenciamento de suas amostras. Não têm ideia de quem é o paciente zero e não sabem se ele veio diretamente da China ou passou por outro país antes”.
Há dois anos , especificamente no dia 14 de março, a vereadora eleita do Rio de Janeiro Marielle Franco foi morta a tiros ao sair de um evento de mulheres negras no centro do Rio de Janeiro. O motorista do carro dela, Anderson Pedro Gomes, também morreu. O crime, cuja hipótese da polícia é execução chocou o mundo.
A história da ativista é tema de uma série em forma de documentário do Globoplay, plataforma de streaming da Rede Globo. “Marielle – O Documentário” será exibida dia 12 de março na Globo, após os BBB20. A estreia no Globoplay é no dia seguinte, com todos os seis episódios disponíveis, que variam entre 40 a 65 minutos. A história de Marielle Franco também será tema de seriado dirigido por José Padilha com previsão de estreia para 2021.
O G1 informa que foram cinco meses de produção do documentário, que contém conteúdo audiovisual inédito. A série registra momentos da adolescência da vereadora e de quando o motorista descobriu que seria pai. Conta com entrevistas com os familiares das vítimas, policiais, jornalistas que cobriram o caso, procuradores e autoridades políticas.
“Quando decidimos contar histórias em documentário no Globoplay, nós decidimos ‘qual a história que a gente quer contar?’ E não existe história mais urgente no Brasil hoje do que a história da Marielle Franco. Em nenhum momento a gente tenta investigar quem matou Marielle. Não é uma investigação que nós entendamos que seja uma responsabilidade nossa, mas acho que o documentário responde à pergunta: por que até hoje ninguém disse quem matou e quem mandou matar Marielle?”, diz Erick Brêtas, diretor de produtos e serviços digitais da Globo durante a coletiva de imprensa.
Obra integrante do acervo: MIGUELZINHO DUTRA: Os quatro continentes / África
Realizada por meio do Museu Afro Brasil, instituição da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo, o SISEM (Sistema Estadual de Museus de São Paulo) e a Prefeitura do Município de Botucatu, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e com curadoria de Emanoel Araujo, diretor do Museu Afro Brasil, “Luso Afro Brasil – Encontros: Arte, História e Memória” é a maior exposição itinerante já promovida pela instituição paulistana dentro do estado de São Paulo, e reúne aproximadamente 400 obras de artistas brasileiros, portugueses e africanos entre pinturas, fotografias, esculturas, gravuras, documentos históricos e outros objetos do século XVIII até os dias atuais.
“Rever a questão da memória é o que se propõe nesta exposição. A memória negra no Brasil, negras memorias das três culturas desse encontro entre portugueses, africanos e afro-brasileiros. Essa exposição é mais que um relato, é uma procura por revirar a nossa história, a nossa arte, a nossa memória. Ela é uma homenagem aos os homens e mulheres negras desse país, mesmo a despeito das marcas indeléveis da escravidão”, afirma Araujo.
Maior instituição do país dedicada a documentar, preservar e exibir a produção artística do negro brasileiro, o Museu Afro Brasil é conhecido por reunir em seu acervo memórias, lembranças, imagens de orgulho, sofrimento, conquista e competência dessa população que formou a nação brasileira, e é este o recorte que poderá ser visto em Botucatu, a partir da produção de um seleto grupo de artistas.
“Se o Brasil conseguiu ser indiferente aos danos causados a seus filhos negros, os próprios negros desse país – os que vieram da África e os que aqui nasceram de pais e avós brasileiros – deram a mais generosa contribuição para a construção da América, alimentando o poder e o luxo dos escravocratas locais, que extraíram o ouro e o diamante e fizeram a riqueza do Velho Mundo. O mesmo ouro que expandia a prosperidade e o luxo que reluzia nos tempos de Dom João V e do Marques de Pombal, foi que reconstruiu Lisboa do terremoto de 1755. Daqui, do período Colonial saiu o açúcar dos poderosos engenhos do Nordeste, assim como o gado, o fumo, a madeira e o café”, enfatiza Araujo.
SERVIÇO
Luso Afro Brasil – Encontros: Arte, História e Memória
Abertura: Dia 07 de Fevereiro, sábado, às 19h
Local: Pinacoteca Fórum das Artes de Botucatu
Período: De 07 de Fevereiro a 13 de Setembro de 2020
Jovem mostra foto da época em que era criança na esperança de que alguém se recorde dela. (Foto: Divulgação/Iracema Rosa Filmes)
A série “Adotados” estreia segunda-feira (9), a partir das 19h20, no Investigação Discovery e deve emocionar bastante os telespectadores. Gravada em Israel, a série aborda a adoção de crianças brasileiras por famílias israelenses nas décadas de 1980 e 1990 que, atualmente, com idades entre 30 e 40 anos, tentam descobrir quem são seus pais biológicos.
Esta é a primeira temporada da série e tem 7 episódios. Cada um deles tem 25 minutos de duração e conta duas histórias diferentes. Todas as histórias foram relatadas pelos próprios personagens e contam com o apoio complementar de especialistas e autoridades que estão envolvidas com o tema, como o então tenente-coronel de Santa Catarina Marcos Roberto (In Memoriam) que era coordenador do programa ‘SOS Desaparecidos’. Além disso, cada programa conta, ainda, com dramatizações realizadas por atores profissionais e figurantes para reproduzir fielmente os fatos narrados.
O diretor, Anderson Jesus, destacou o ineditismo do tema em uma série documental. “‘Adotados’ é a primeira série no Brasil que fala especificamente sobre essa temática. Apesar da produção de várias reportagens especiais, nunca produziram uma série inteira sobre esse tema.”, afirma.
De acordo com a produtora executiva, Nídia Gabrielle, a ideia de produzir “Adotados” surgiu durante a produção de outro documentário. Em 2017, a equipe viajou até Israel para gravar com o personagem Lior Vilk para “Desaparecidos”, série documental que fala sobre o desaparecimento de pessoas. Após chegarem em Tel Aviv, capital de Israel, souberam da existência desses brasileiros que desejavam conhecer seus pais biológicos.
“Decidimos gravar com essas pessoas. Eu pedi ao Lior que anunciasse o dia da gravação em um grupo que eles têm em uma rede social. Imaginei que apareceriam poucas pessoas mas, no dia marcado, não parava de chegar brasileiros. Nós trabalhamos por dois dias seguidos. Veio gente até de outras cidades para gravar conosco.”, afirma Nídia Gabrielle.
Com vários casos gravados, o diretor do projeto, Anderson Jesus, começou, então, a estudar a viabilidade da série contando somente casos de brasileiros que foram adotados por famílias de Israel. Vale destacar que nem todas as pessoas do documentário foram adotadas ilegalmente, assim como muitas dessas pessoas já sabiam que eram adotadas. O que une estas pessoas é a vontade de conhecer suas famílias biológicas.
“Nós, de certa forma, somos a única opção que muitos deles tem hoje para encontrar suas famílias. A esperança que eles têm é que alguém assista o programa e identifique semelhanças entre alguns deles com pessoas aqui no Brasil ou que alguém que tenha vendido ou doado seu filho tenha se arrependido e entre em contato”, finaliza Anderson Jesus.
Confira a sinopse dos episódios que estão na ordem que serão exibidos:
EP 01 – MORAN / DANA
Um casal israelense decide adotar uma criança. Mas a burocracia de seu
país os encoraja a buscar a adoção no Brasil. E ainda: ao assistir um
programa de TV, uma jovem descobre que o mistério de sua adoção é
idêntico a história de outros adotados de seu país.
EP 02 – LUCIANA / DANIELA
Uma jovem em busca de seus pais biológicos decide gravar um vídeo
contando seu caso e a história viraliza nas redes sociais. E também: no Rio
de Janeiro, um recém-nascido ainda com o cordão umbilical preso ao corpo é
entregue a um casal estrangeiro em um porta-malas.
EP 03 – HADAS / DHANA
Uma ligação no meio da noite muda para sempre a vida de um casal e dá
início a uma jornada misteriosa entre Brasil e Paraguai. E também: uma
jovem viaja de Israel para o Brasil em busca da verdade sobre seu nascimento.
EP 04 – MAYA / OZ
Em São Paulo, um casal israelense recebe uma criança com a saúde debilitada. Eles correm contra o tempo para salvá-la. E também: um homem de 30 anos começa a investigar seu passado para tentar entender as informações nebulosas que envolvem sua adoção.
EP 05 – ADI / CHEN
Em Israel, uma mulher quer adotar uma criança, mas não consegue por ser
solteira. Ela parte para o Brasil em uma arriscada viagem para realizar seu
sonho. E também: em Tel Aviv, um casal lida com a crise de sua filha de 10
anos ao questionar sua adoção.
EP 06 – LIMOR / EFRAT
Uma mulher israelense chega ao Rio de Janeiro para adotar uma criança e
se envolve em uma perseguição policial. E ainda: um casal israelense
consegue realizar o sonho de adotar dois bebês brasileiros. Mas eles
desconfiam de que há algo errado no processo de adoção.
EP 07 – OSHRI / FABIANA
Um adolescente de 15 anos descobre por acaso que é brasileiro e adotado
ao ter em mãos um documento de sua escola. E ainda: uma jovem de 18
anos começa a investigar suas origens e percebe que sua adoção esconde
muitos segredos.
Serviço:
Estreia: 9 de março de 2020 às 19h20
Onde: Canal Instigação Discovery, disponível nas operadoras Oi TV (canais 70 e 71), Claro TV (canais 139 e 639), Algar TV (canal 549), TV Alphaville (canal 52), NET (canais 139 e 639), Vivo TV (canais 96, 361, 658 e 825) e SKY (canais 149 e 549).
Episódios: 7
Duração: 25 minutos cada
Cantora e compositora Larissa Luz é a única artista brasileira confirmada na programação da décima edição do Afropunk Paris
A cantora e compositora Larissa Luz é a única artista brasileira confirmada na programação da décima edição do Afropunk Paris, que acontece nos 11 e 12 de julho, na França. Além da baiana, participam do evento ainda nomes como Lauryn Hill, Coldlink, Ari Lennox, Nissi e G More.
Nesta, que é sua primeira turnê pela Europa, Larissa tem em sua agenda também eventos como o Festival Pé na Terra, em Fuseta e na Casa da Música, em Porto, ambos em Portugal. No repertório, as canções autorais da artista, que em 2019 lançou seu terceiro álbum solo, intitulado “Trovão”.
O AFROPUNK é um festival de dois dias, que faz parte da série de festivais do AFROPUNK, e traz consigo artistas incríveis do mundo da música, arte, filme e moda. Ainda compõem a programação nomes como Jill Scott, Santi, G More entre outros.
“Uma narrativa politicamente coletiva, uma pessoa que se inscreve mas ele irá fazer uma narrativa, uma construção politica de que aquela candidatura não é individual. É exatamente isso que somos”, explica Douglas Belchior, educador e uma liderança social brasileira sobre as eleições da ouvidoria da Defensoria Pública em que junto ao Coletiva do movimento negro, de mulheres negras, quilombolas, familiares de vítimas do estado e da luta anti-cárcere.
Esta candidatura terá como candidata ao posto de Ouvidora Geral da Defensoria Pública do Estado de SP, a advogada Beatriz Lourenço do Nascimento, da coordenação da Uneafro Brasil, devidamente acompanhada por Maria Sylvia Aparecida de Oliveira, presidente do Instituto da Mulher Negra Geledés, Oriel Rodrigues de Moraes, Advogado quilombola da CONAQ, e por Gabrielle Nascimento, ativista anti-cárcere representante da Amparar.
“O individuo vai representar os nomes das pessoas que vão compor a equipe quando ela se eleger. O que configura uma construção coletiva explicita presente nessa narrativa e o mandato da ouvidoria seria compartilhado por essas quatro organizações a principio junto com todo conjunto do movimento negro mas tendo apenas uma pessoa no cargo, seguindo a regra”.
Para que a candidatura coletiva seja eleita é preciso que entidades votem. Podem votar as organizações compostas por pessoas jurídicas de direito privado, sem fins lucrativos, legalmente constituídas há, no mínimo, 5 (cinco) anos, cujos objetivos estejam diretamente relacionados à promoção dos direitos humanos, à erradicação da pobreza e da marginalidade ou à redução das desigualdades sociais e regionais, com atuação em ao menos 1 (um) município do Estado de São Paulo. Para isso, é preciso que se inscrevam até o próximo dia 11 de Março. Você conhece ou faz parte de alguma organização da sociedade civil que se encaixe na descrição acima? Converse com eles nos coloque em contato. Pode ser por email: uneafrobrasil@gmail.com ou por Whatsapp 11963527364
Taianara Rosa fundadora da Keep Travel ( Crédito : Arquivo pessoal)
Ter um consultor ou consultora que se parece com você pode fazer uma grande diferença na hora de investir em uma viagem. Com 2 anos de existência, a Keep Travel , empresa da consultora internacional Tainara Rosa, já virou uma referência como agência de turismo. Ela fez cursos com o departamento de turismo Sul Africano para se tornar uma especialista na região.
A empresa mineira, que cobre o país por meio de um atendimento online, oferece opções cursos de idioma no exterior, inclusive na África do Sul, pacotes turísticos, câmbio, passagens aéreas, seguro viagem prezando por um atendimento personalizado.
Nessa entrevista para o Mundo Negro, Tainara conta sua experiência no turismo como mulher negra e como isso reflete na hora de atender seus clientes negros.
“Qual negro que nunca entrou em uma agência com um destino em mente e quando se dá conta o agente está oferecendo um especial para Aparecida do Norte?! Problema nenhum em viajar para Aparecida do Norte desde que a pessoa queira, não porque simplesmente imaginam que não podemos ir para Cartagena, Zanzibar ou Salvador.”
Além de falar sobre o trabalho e racismo no turismo, Tainara dá dicas preciosas para quem quer conhecer o continente africano.
Mundo Negro – A experiência de viajar e explorar outros destinos pode ser diferente para quem tem a pele mais escura. Mesmo assim você sente que há um aumento de pessoas negras viajando? Como você lidou com questões raciais nas suas experiências pessoais com turismo.
Tainara Rosa: Nos Estados Unidos vemos que os negros são mais ativos no quesito viagem. No Brasil os negros estão descobrindo agora que viajar não é perda de tempo e sim investimento. E a cada dia vemos mais dos nossos desbravando fronteiras. Eu particularmente acredito que sofremos ou passamos muito mais por situações racistas no Brasil que em outros países. Essa é a minha experiência. Eu tive 2 situações que me impactaram mais, foi de um ex chefe da Romênia que declaradamente dizia não gostar de negros e com um rapaz brasileiro em um voo Canadá x Brasil, que achou que eu fosse americana e por eu não aceitar trocar de lugar com ele, disse para o amigo “Eu irei batendo nessa vaca preta até chegar no Brasil”. Se referindo a cotoveladas que iria dar durante todo o trajeto. Não nego que na hora causa um momento de congelamento, de pensar o que está acontecendo aqui? E logo em seguida eu tive que me impor para ele. Ser negro não é fácil em nenhum lugar do mundo. Mas independente de qualquer coisa eu sempre fui muito destemida e não deixo o racismo me impedir de conhecer novos lugares que eu tenha vontade.
Crédito : Arquivo Pessoal
Como a Keep Travel nasceu na sua vida. Ser empreendedora foi algo que veio por paixão ou necessidade?
R: A Keep com certeza é minha paixão, literalmente. É interessante porque vejo muitas empreendedoras que começaram por necessidade e foram crescendo com seus negócios. Eu fiz o caminho contrário. Criar a Keep Travel veio da vontade de fazer diferente. Eu queria fazer algo diferente, não queria mais aqueles atendimentos com pacotes engessados. Queria o atendimento com conexão. Eu queria vender intercambio para a África do Sul, vender um Intercâmbio de trabalho acessível ou montar um pacote personalizado para uma família de viajantes. E principalmente eu queria ver mais negros viajando e que quando me vissem saberiam que eles nunca seriam julgados pelo tom da pele antes de qualquer coisa. Qual negro que nunca entrou em uma agência com um destino em mente e quando se dá conta o agente está oferecendo um especial para Aparecida do Norte?! Problema nenhum em viajar para Aparecida do Norte desde que a pessoa queira, não porque simplesmente imaginam que não podemos ir para Cartagena, Zanzibar ou Salvador. Hoje da minha carteira de clientes em torno de 10% é composto por clientes da raça negra. Sonho com o dia que será no mínimo 50% a 50%. Ver mais dos meus viajando será lindo.
Crédito : Arquivo Pessoal
Você ama África do Sul. Como esse país mudou sua trajetória profissional e pessoal?
R: Eu realmente amo a África do Sul. Simplesmente porque é um país multicultural. Que agrada a todos os perfis de viajantes. Que transforma a todos que passam por aquele lugar. E para o viajante negro é uma sensação de pertencimento. Quando eu decidi que a África do Sul seria o meu foco principal de trabalho, eu fui me especializar. Fiz cursos com o departamento de turismo Sul Africano ,firmei parcerias com instituições com um histórico de trabalho impecável. Isso para que o viajante tivesse os melhores sempre. Hoje quando vejo a Keep Travel ser indicada quando o quesito é África do Sul ou o continente Africano enche meu coração de alegria. Pois quer dizer que estamos no caminho certo. São tantos planos e projetos, mas acredito que no primeiro semestre de 2021 estarei rumo a esse país que tanto amo e respeito, mas ainda não conheço pessoalmente. É um grande sonho!
Ainda sobre a África quais os maiores equívocos que se fala sobre esse continente, e qual país para você todo negro deveria conhecer e por quê?
R: Creio que o maior equívoco que sempre ouço é dizer África, como se tudo fosse um só país. Mas quando explico que são 54 países em todo o continente muitos se espantam. Quando falamos em África, é um continente onde a mídia focou em mostrar apenas a pobreza. Mas que tem países tão bem estruturados quanto na Europa. Se você me perguntasse hoje quais países eu indico para os negros conhecerem, são vários e eu poderia falar disso por horas. O primeiro país é Cabo Verde, a língua oficial é o português misturado com criolo. Para quem não domina o Inglês e quer se virar bem sozinho esse é o destino ideal. O custo para se conhecer o país é ótimo. O arquipélago é formado por 10 ilhas, sendo a principal a Ilha do Sal. Com praias maravilhosas de águas cristalinas. Tem o carnaval Caboverdiano super animado e que já foi comparado ao do Brasil. E claro provar o prato típico da região chamado Catchupa (carne,feijão e milho). O segundo país que recomendo é África do Sul. Além do histórico de luta dos negros contra o Apartheid, Terra de Nelson Mandela. A África do Sul é realmente muitos mundos em um. Tem atividades para todos os perfis de viajantes. Vai desde tribos africanas, atividades de aventura, as melhores praias, cachoeiras, canyon, berço da Humanidade, bung jumping, vinícolas,museus, barzinhos e baladas. A “Rainbow Nation” é formada por diversas culturas de uma recepção calorosa para os viajantes. Vale a pena conhecer.
Você ganhou o Troféu evidência no final do ano passado. Reconhecimento é algo motivador, não é mesmo? De que forma esse prêmio te motivou profissionalmente ?
Eu realmente não acreditei quando recebi o contato da organizadora do evento. Fiquei extremamente lisonjeada. A minha caminhada apenas começou e receber um reconhecimento desse porte é motivador. É motivação para fazer um trabalho ainda melhor. Buscar inovar e superar as expectativas dos clientes. Trabalhar em prol de construir um histórico de confiabilidade e credibilidade. E claro, buscar ser uma agência de viagens que é referência em todo Brasil.
https://www.instagram.com/p/B6Egs3spaeZ/
Você sabe dizer se a maioria dos seus clientes são brancos ou negros? Qual é o feedback que vc tem dos clientes negros, e quais os destinos preferidos da nossa comunidade?
Hoje em torno de 10 a 15% dos meus clientes são negros, a grande maioria dos clientes são brancos, mas o número de negros viajantes tem aumentado em 2020. Um feedback que eu recebi de um casal de clientes negros que me marcou muito foi : “Nós nunca tínhamos sido tão bem tratados por uma agência. Quando te pedimos o orçamento você simplesmente perguntou a data, qual o destino e enviou a proposta sem pestanejar. E realmente não estava no nosso orçamento e você foi alinhando até chegar no valor que conseguíamos pagar. Foi exatamente isso que nós fez fechar com você Tai. Você nos enxergou.” Isso eu (Tainara) estava na rua, li um depoimento desse, abri a boca a chorar. E eles ainda não foram viajar. Só viajam em outubro/2020. Eu realmente só tenho que agradecer aos meus clientes, é um retorno melhor que o outro. Eu recebi uma carta de uma mãe de uma intercambista, que as palavras dela foram tocantes demais. Falando sobre o carinho e cuidado que eu tive com a filha dela. Eu só choro nessas horas. Porque eu sinto por vezes que como empreendedora negra na área de intercâmbio e viagens, eu costumo ser preterida. Meu profissionalismo é colocado em cheque todo o tempo e não é fácil. Tenho que me mostrar altiva e destemida a todo o momento, ser “2x melhor” sempre. Não é fácil.
O destino mais procurado pela nossa comunidade é disparado África do Sul e depois Salvador. Mas África do Sul entra no quesito turismo e Intercâmbio.
Crédito : Arquivo Pessoal
Sobre o seu negócio, o que ele representa hoje para você.
A Keep Travel foi a decisão mais acertada da minha vida. Ser parte dos sonhos e de momentos tão importantes na vida dos meus viajantes não tem preço. Saber que de alguma forma estou fazendo a diferença na vida das pessoas é engrandecedor. Não é sobre ser a melhor a agência, é sobre saber que fiz o meu melhor, que dei o meu melhor sempre.
Se você assiste a novela das 21h, Amor de Mãe, por conta da representatividade, você tem mais um motivo para gostar do folhetim escrito pela Manuela Dias . Nos próximos dias o ator Raphael Loram integra o elenco da novela para uma participação muito especial.
O ator que foi indicado ao Emmy Internacional por sua atuação como Evandro do Dendê na série “Impuros”, será o professor Felipe que substituirá a professora Camila (Jéssica Ellen) durante a licença maternidade da esposa de Danilo (Chay Suede).
A turma de alunos da Camila é muito apegada à professora e haverá uma certa resistência em aceitar o novo professor. A filha da Dona Lurdes ajudará o colega nessa transição.
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“Rapha, meu amigo, meu parceiro, meu farpela, que alegria te reencontrar no set e trabalharmos juntos de novo. Não é todo dia que se tem um amigo que foi indicado ao Emmy, né minha gente? Tu é brabo, só orgulho!”, celebrou a atriz Jéssica Ellen em seu perfil do Instagram.
Amor de Mãe tem um enredo cheio de surpresas, será que Felipe será apenas um professor substituto na trama?
O Programa Anual de Bolsa para afrodescendentes é parte das comemorações pela Década Internacional de Afrodescendentes. O objetivo da ONU é oferecer uma oportunidade de aprendizagem intensiva a pessoas de ascendência africana em questões de direitos humanos. Os tópicos de estudo do curso incluem direitos humanos, formas de discriminação racial, acesso à justiça, perfilamento racial, entre outros.
O período de inscrições vai até o dia 22 de março. O curso acontece de 23 de novembro a 11 de dezembro de 2020. As bolsas incluem a passagem aérea de ida e volta, seguro-saúde e um subsídio para cobrir despesas com acomodação, alimentação e outras.
Entre os requisitos para participar do programa de bolsas para afrodescendentes da ONU, estão: Ter ascendência africana;
Ser fluente em inglês ou francês;
Ter no mínimo quatro anos de experiência profissional na promoção dos direitos afrodescendentes;
Fazer parte de uma organização que trabalha em questões relacionadas com pessoas de ascendência africana ou direitos das minorias.
Gabz, Malía e Lellê abrem temporada do novo programa musical da Globo
Com entrada gratuita o projeto promove encontro de nomes da música brasileira e a primeira edição da temporada do Jovens Tardes vai ao ar no mesmo mês que é celebrado o Dia Internacional da Mulher (8 de março) em forma de celebração Gabz, Malía e Lelle serão as primeiras convidadas do projeto, três mulheres negras que ocupam a nova cena musical.
A apresentação acontece no sábado (7), na Praça dos Três Podere em São João de Meriti no Rio de Janeiro.
No ar como a Jaqueline de ‘Malhação – Toda Forma de Amar’, Gabz é autora de “Noite de Verão”, seu novo single, “Do Batuque ao Bass”, “O Baile é Nosso”, “Bota a Cara” e “Nada Vai nos Parar”, com participação de Baco Exu do Blues. Em suas canções, a artista, nascida em Irajá, fala de empoderamento, amor contemporâneo e desejos das garotas da periferia, como ela.
Com voz e presença marcantes, Malía começou a carreira no coletivo criativo Duto, de Madureira, ao lado de outros jovens talentos do R&B e do hip hop. Aos 20 anos, é autora de “Fashion”, “A Tal da Paz”, “Dilema”, parceria com Jão que está na trilha sonora de ‘Malhação’, e “Zumzumzum”, todas presentes em “Escuta”, primeiro álbum da cantora.
Aos 11 anos, Lellê ficou conhecida do grande público ao integrar o Dream Team do Passinho. O quinteto, que conquistou o público com uma nova forma de dançar, se apresentou ao lado de nomes como Alicia Keys e Rick Martin. Em carreira solo, Lellê apresenta um repertório eclético no Jovens Tardes misturando canções de sua autoria, como “Nega Braba” com clássicos do funk e do Dream Team do Passinho.
Com produção da Globo e parceria da Som Livre, os álbuns de todas as temporadas do Jovens Tardes estão disponíveis digitalmente no iTunes, Spotify e Google Play.
Serviço:
Data: 7 de março. sábado
Atração: Gabz / Malía / Lellê
Local: Praça dos Três Poderes – São João de Meriti
Horário: A partir das 18h
Entrada gratuita
Classificação livre