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Naomi sobre negros assassinados: “Achei que ficaríamos todos juntos, mas parece que o coronavírus aumentou o racismo”.

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Muitas celebridades negras ao redor do mundo lamentaram e cobraram justiça no caso da assassinato de George Floyd., durante uma violenta abordagem policial nos EUA, no dia 26 de maio.

A modelo Naomi Campbel que completou 50 anos no última dia 23, usou sua conta no Instagram para se manifestar sobre o assassinato de Floyd e o outras mortes envolvendo pessoas da comunidade negra durante o tempo de isolamento. (Lembrando que isso também tem acontecido no Brasil, como foi o caso do estudante João Pedro.)

“Eu não tenho palavras. Eu estou doente e cansada de tudo isso, cansada de estar triste em ver nosso povo morrendo desnecessariamente. Assediado, humilhado nesses tempos de desafios. Eu pensei que nós pudéssemos ficar juntos, mas parece que o Coronavírus trouxe mais racismo, em uma forma maior, onde isso acaba? Eu sou negra e tenho orgulho”, disse a modelo.

Em outra postagem ela escreveu: “Homens negros não são seus inimigos.” #JustiçaParaFloyd”.

https://www.instagram.com/p/CAs6TwDnQX4/

“Pele negra: Segredos revelados”. Livro quer ajudar esteticistas a entender a pela negra

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Silvana Fontoura, Carla Nunes e Arina Gabriela - Foto: Divulgação

“Pele negra: Segredos revelados” O primeiro livro digital que aborda exclusivamente a fisiologia da pele negra e tratamentos estéticos com resultados de excelência.

Esteticistas idealizaram projeto que pode mudar o atendimento de serviços estéticos à pessoas negras no país.

“A autoestima do negro é muito abalada, então as pessoas procuram este tipo de serviço porque elas querem resolver seus problemas e suas dores. Nós, como profissionais de estética temos o potencial e capacidade para isto, basta que se estude”,  Carla Nunes, uma das idealizadoras do projeto.

Muitos de nós já passamos pelo constrangimento de não poder realizar um procedimento estético pois o profissional “não trabalha com a pele negra” muitas das vezes por falta de estudo.

Pensando em evitar essas situações e no bem-estar da população negra, Carla Nunes, Arina Gabriela e Silvana Fontoura estudaram e uniram artigos científicos em um livro, que ensinam os cuidados necessários no tratamento de pele negra aos profissionais de estética.

https://www.instagram.com/p/CAsds78g48c/?utm_source=ig_web_copy_link

“A grande queixa dos profissionais é a falta de material para se estudar. Então, esse material é voltado exclusivamente para profissionais da área da estética que queiram trabalhar com pele negra.” Carla Nunes, uma das idealizadoras do projeto.

Inicialmente o livro será disponibilizado somente no modo digital, devido ao surto do COVID-19, mas com a carência deste tipo de informação no mercado, a intenção é transformá-lo em livro físico o quanto antes.

“Quando estudamos e entendemos a história do nosso povo, conseguimos entender a necessidade das clínicas de estética em começarem a nichar os seus serviços para este público, que não tem esse tipo de serviço tão acessível”.

O livro será vendido e acompanhará a consultoria das esteticistas, onde irão ensinar e ajudar os profissionais a desenvolverem seus tratamentos dentro das suas clínicas junto com a supervisão das idealizadoras.

Procedimentos estéticos estão muito presentes em nossa vida, contribuem e afetam diretamente em nossa aceitação e autoestima.

Ao ouvir, que um profissional “não trabalha com nossa pele” somos diminuídos mais uma vez pelo racismo, que neste caso há anos limitou os estudos da pele negra, deixando os profissionais despreparados tecnicamente para nos atender.

A intenção do livro é atender todos os profissionais de estética que querem estudar e entender a particularidade da pele negra para atender seus clientes com excelência e sem o medo de prejudicá-los por falta de informação.

O lançamento será realizado no dia 27/05 às 21hrs no perfil do Instagram da @esteticacarlanunes.

Quatro mulheres negras vencem prêmios na 14° edição do Troféu Mulher Imprensa

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A Revista Imprensa promoveu a 14° edição do Troféu Mulher Imprensa. Dentre as categorias, algumas comunicadoras negras foram indicadas e quatro delas ganharam. Confira!

A jornalista Maria Júlia Coutinho ganhou a categoria “ÂNCORA OU COMENTARISTA/COLUNISTA DE TV” como âncora do Jornal Hoje, da rede de televisão Globo. Maju Coutinho competia nessa categoria com as jornalistas Adriana Araújo (Record), Daniela Lima (CNN Brasil), Renata Lo Prete (Globo/Globo News) e Sandra Annenberg (Globo).

A filósofa, escritora e colunista Djamila Ribeiro ganhou na categoria “COLUNISTA DE JORNAL OU REVISTA”, como colunista da Folha de S. Paulo. Djamila competia nessa categoria com a também negra Flávia Oliveira (Globo); Eliane Castanheira (Estadão), Maria Cristina Fernandes (Valor Econômico) e Vera Magalhães (Estadão).

Na categoria “ASSESSORA DE COMUNICAÇÃO – CORPORATIVA” a vencedora foi Isabel Clavelin, jornalista, doutora em comunicação e assessora de imprensa, pelo seu trabalho como assessora de comunicação na ONU Mulheres Brasil. A jornalista competia com Claudia Buzzette Calais (Fundação Bunge), Cristiane Santos (Pfizer), Kátia Gianone (Microsoft) e Leandra Peres (B3).

Já na categoria “REPÓRTER DE RÁDIO” quem levou o troféu foi a Basilia Rodrigues, jornalista da CNN Brasil. Basilia, que é ex-repórter da rádio CBN e atua na CNN Brasil, competia na categoria com Camila Carelli (CBN/Globo), Helen Braun (BandNews FM), Marilu Cabañas (Rádio Brasil Atual) e Renata Carvalho (CBN).

O 14° Troféu Mulher Imprensa contava com 16 categorias e em 4 delas houve uma mulher negra vitoriosa.

Colégio Franco-Brasileiro vai afastar alunos envolvidos em caso de racismo

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Em nota, o Colégio Franco-Brasileiro informou que os estudantes identificados foram informados pela direção do afastamento das aulas virtuais e que o login de acesso deles foi bloqueado a partir desta quarta-feira (27). A escola também afirmou estar “em contato com a advogada da família para dar toda a atenção e, fazer o que for possível, para que a aluna permaneça na escola”.

A decisão veio após a polícia identificar quatro alunos como autores das mensagens racistas escritas em um grupo de WhatsApp e que faziam referência a uma colega negra, a jovem Ndeye Fatou Ndiaye, de 15 anos. Eles não poderão participar das aulas on-line que são ministradas pela escola durante a pandemia do coronavírus.

O professor Mamour Sop Ndiaye, pai de Fatou, contou que a filha retornou às aulas na manhã desta quarta-feira assim que a família foi informada da decisão da escola, mas encontrou os colegas envolvidos na ocorrência também presentes na aula virtual.
“Quando ela entrou na sala (on-line), estavam todos lá. Enquanto eu não encontrar outro colégio, não tenho saída porque minhas filhas precisam estudar. Mas afastar não é suficiente. O que eu exijo é que eles sejam retirados da escola definitivamente. Nesse momento, estou à procura de outra escola e de acompanhamento psicológico para a minha filha, porque a escola só entrou em contato comigo uma única vez, pedindo para ela voltar, mas nunca ofereceu esse serviço. É uma situação extremamente tensa e estressante para ela”.

Morte de homem negro durante abordagem policial causa indignação nos EUA

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Quatro policiais de Minneapolis foram demitidos na terça-feira (26) após a morte de um cidadão americano negro durante uma abordagem policial violenta, o que provocou indignação nesta cidade do norte dos EUA e comoção entre famosos e anônimos que estão cansados de “ficar triste por nosso povo morrer desnecessariamente”, como escreveu a modelo Naomi, em seu Instagram. Viola Davis, Michael B Jordan e Lupita Nyong’o também prestaram homenagens e solidariedade a George Floyd e sua familia.

https://www.instagram.com/p/CArR3ReH5EQ/

“Todos os quatro policiais de Minneapolis envolvidos na morte de George Floyd foram demitidos”. Ser negro nos Estados Unidos não deveria ser uma sentença de morte”, escreveu no Twitter o prefeito, Jacob Frey. Pouco antes, durante uma coletiva de imprensa o prefeito concordou que era normal as pessoas ficarem com raiva.

Alguém que passava no local do ocorrido com Floyd filmou por 10 minutos a prisão que ocorreu na última segunda-feira (25) à noite e a transmitiu ao vivo no Facebook Live. Nas filmagens, um policial branco mantém o homem negro, de bruços no chão, enquanto aperta o seu pescoço com o joelho.

Na filmagem é possível ver George Floyd pedindo ajuda por minutos por não conseguir respirar e estar sentindo dor, enquanto o policial diz para ele permanecer calmo. Floyd foi levado a um hospital, onde morreu pouco depois; Confira:

Um porta-voz da polícia disse que o George parecia bêbado ou drogado, resistiu ao ser preso por policiais por um crime de falsificação. Daniela Gomes, brasileira que vive nos Estados Unidos publicou que descobriu que George Floyd morreu “por que o dono do comércio achou q ele ia passar um cheque sem fundo. Ele não passou o cheque, o cara só viu o talão, achou que o cheque não teria fundo e chamou a polícia, que sufocou um homem preto até a morte”.

Depois de algemá-lo, o policial teria “percebido que o suspeito tinha um problema médico” e chamou a ambulância, segundo o porta-voz.

O advogado da família de Floyd, Benjamin Crump, denunciou “uso abusivo, excessivo e desumano da força” por um delito “não violento”. O chefe da polícia local indicou que o FBI investigará o ocorrido.

Lula diz que foi o “‘único peão de senzala a chegar na casa grande” e ataca elite branca

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A gente aprendeu na escola que a senzala era onde negros escravizados viviam nas fazendas e terras dos seus donos. Porém hoje no Twitter, o ex presidente Lula disse que ele também veio de lá, e foi o único a sair desse espaço e chegar na casa grande.

“Eu fui o único peão da senzala a chegar na casa grande. E o que nós fizemos foi estabelecer direitos para quem não tinha. Eu quando vejo um filho de pedreiro entrando na universidade penso que valeu a pena.”

Ela ainda seguiu atacando um grupo, que ele acredita não pertencer: a elite branca.

Parece que Lula confundiu senzala com alguma outra coisa, o que é muito desonesto com quem descende de pessoas que realmente viveram lá e sofrem com as consequências até hoje. E aí que criamos a confusão de quem ser pobre branco e negro é tudo a mesma coisa.

Pessoas  essas, com uma aparência bem diferente a do Lula, que se fosse negro, talvez nem tivesse sido eleito presidente do Brasil.

 

 

 

 

Pocket Show da Lizzo gravado no Brasil é disponibilizado no Youtube

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No início deste ano, a cantora Lizzo veio ao Brasil para um pocket show fechado no YouTube Space do Rio de Janeiro, no dia 6 de fevereiro. Nessa quarta-feira (27), o YouTube disponibilizou toda a apresentação na plataforma de vídeos como parte do projeto YouTube Music Night.

O YouTube Space Rio, é um espaço para gravação de vídeos exclusivo aos criadores com mais de 10 mil inscritos. Lizzo tem cerca de 1,88 milhão de inscritos no seu canal oficial e 22,6 milhões de visualizações em canções só no último mês. Durante o pocket show, a artista, que foi uma das protagonistas do pop mundial em 2019, cantou alguns de seus maiores sucessos, como “Truth Hurts”, “Good as Hell” e “Juice”.

Confira:

“Você não é racista”: Fundação Palmares lança selo para proteger reputação de brancos acusados “injustamente”

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O presidente da Fundação Palmares Sérgio Camargo, tem mostrado quando preocupação com pessoas brancas vítimas de “racismo” durante a pandemia do coronavírus.

Em sua conta no Twitter, ele diariamente se posiciona contra os negros de esquerda que para ele são tão racistas quando os brancos. “O racismo do branco precisa ser denunciado e punido. O do preto também, mas a esquerda não deixa. Pretos racistas formam seu mais aguerrido exército. São vitimistas e ressentidos. Massa de manobra”, disse Camargo.

E para proteger os brancos que sofreram ataques e resgatar sua dignidade pública, a Fundação Palmares lançou o selo “Palmares garante que você não é racista”. 

“O selo da Fundação Cultural Palmares pretende restaurar a reputação de pessoas que injusta e criminosamente foram tachadas de RACISTAS em campanhas de difamação e de execração pública promovidas especialmente pela esquerda. Ou seja, limpar a imagem pública das pessoas atingidas”, detalha o presidente da Palmares.

Em uma entrevista à Carta Capital a filósofa Djamila Ribeiro, corrige o conceito de racismo reverso.  “Racismo é um sistema de opressão e, para haver racismo, deve haver relações de poder. Negros não possuem poder institucional para serem racistas. A população negra sofre um histórico de opressão e violência que a exclui”, explica a intelectual.

Ajuda aos Quilombolas 

Dentro de alguns dias, a Fundação Cultural Palmares lançará um edital para selecionar 200 projetos de artistas afro-brasileiros, residentes em comunidades quilombolas ou autodeclarados pretos ou pardos.

Os projetos, cujos os vencedores serão premiados em dinheiro, devem ser nas categorias de: Música, Dança, Teatro, Leitura, Escrita e Oralidade, Narrativas Folclóricas, Culinária Tradicional e Artesanato.

Com informação do site Fundação Palmares

“Eu tenho sofrido racismo em todas as minhas lives”, diz Thelma Assis, vencedora do BBB20

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Revoltante! Para quem acha que racismo acaba quando negros acendem socialmente, vejam esse caso. Na noite de terça, 26, a jornalista Luanda Vieira da revista Glamour, recebeu a médica e vencedora do BBB20 Thelma Assis para uma live no perfil da revista no Instagram.

Luanda, que também é negra, estava conversando com Thelminha sobre questões raciais, quando a ex-BBB20 teve que fazer uma pausa na resposta para alertar para uma grande quantidade de comentários racistas que apareciam nos comentários e pedir para que as pessoas denunciassem.

“Antes de responder sua pergunta gostaria de pedir para as pessoas que estão nos assistindo para denunciarem os comentários racistas. A gente está aqui falando de racismo estrutural e ainda tem gente que tem coragem de colocar comentários racistas numa live tão importante como a nossa”, disse a médica que ainda acrescentou “Isso tem acontecido em todas as minhas lives e mostra que vivemos num país infelizmente racista e isso se pronuncia em todos os sentidos, seja nas redes sociais, seja de forma velada, seja de forma explícita e o que a gente tem que fazer é isso, denunciar”.

Em uma live com o outro ex-BBB, o ator e produtor Rodrigo França , ambos sofreram ataques racistas.

As mulheres negras são as maiores vítimas de crime de ódio na Internet. De acordo com uma reportagem da Agência Brasil, um estudo  feito entre 2012 e 2016 pelo pesquisador brasileiro e PHD em Sociologia Luiz Valério na Universidade de Southampton, na Inglaterra, mostrou que 81% das vítimas de discurso depreciativo nas redes sociais são mulheres negras entre 20 e 35 anos.

Após a Live , Thelma se posicionou com uma postagem:

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Estamos com você Thelminha!

 

Branco Salvador, Oprah tem uma dica para você: “Não podemos desumanizar as crianças”

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Em um live para o site afro-americano The Grio a jornalista e empresária Oprah  Winfrey teve falas filosóficas sobre o atual momento que o planeta vive por conta da pandemia do coronavírus.

A jornalista Natasha Alford perguntou a Oprah como fazer pessoas que estão fora do grupo de risco se sensibilizarem em relação as que têm grandes chances de contrair o vírus, no caso, a comunidade negra.

Para ilustrar sua resposta, a apresentadora usou uma experiência que ela viveu quando participou de uma ação de caridade na África do Sul. Ela acredita que as pessoas são impactadas quando elas se enxergam no outro.

“Nessa ação de natal na África do Sul, um dos meus produtores apareceu com um vídeo de uma criança comendo dentro de uma tina, mas era a mesma tina que um porco estava comendo. Eu disse que a gente não colocaria isso no ar porque aquilo desumanizava a criança e nos faz olhar a criança como ‘o outro'”, respondeu Winfrey.

Ela continuou a entrevista dizendo que em uma outra ação, em um orfanato , ela filmou uma festa de aniversário de algumas crianças as quais ela deu muitos presentes. “Essas crianças no orfanato, sorrindo, abrindo presentes, você podia sentir a alegria delas de forma palpável. Me lembro que depois, em 2002 uma mulher do Alabama nos ligou dizendo que ao assistir aquela festa, ela sentiu como se fosse uma festa de aniversário das crianças dela. E isso me fez pensar pelo motivo que não coloquei a criança comendo na tina do porco no meu programa, porque quando você vê outras crianças vivendo como suas próprias crianças, com festas, sorrisos, abrindo presentes você vê suas crianças naqueles rostos”, finalizou Oprah.

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