Jennifer na direção com Yuri Marçal - Foto: Reprodução Instagram
A classe artística foi a mais afetada pela pandemia. Felizmente artistas pretos resistem e criam em tempos tão complexos. O isolamento social estimulou o casal Jeniffer Dias e Yuri Marçal a criarem juntos, mas precisamente lançando um filme.
“No início da quarentena Yuri teve a ideia de gravarmos algo em casa. Achei incrível, topei e falei que além de atuar eu gostaria de dirigir! Ele falou com um amigo que também ficou super animado e escreveu o roteiro. A partir daí, o que seria um projeto gravado pelo celular, virou um filme lindo, e muito significativo para nós!”, explicou Jeniffer ao site Mundo Negro.
A história do filme é sobre um casal em crise e sua convivência durante o isolamento social, uma realidade de muitos casamentos e namoros desafiados durante a pandemia.
“Como produtora, pensei em cada detalhe com muito cuidado e carinho, tive o prazer de fechar com uma equipe toda preta, majoritariamente feminina e super competente, que eu já admirava o trabalho.Ainda não temos a data de lançamento, estamos na fase de montagem, mas estamos ansiosos pra mostrar pra todo mundo”, finalizou Jeniffer.
Além dela e Yuri, Késia Estácio, Nathália Cruz, Lílis Soares, Mayara Aguiar e Jhonatan Marques também fazem parte do projeto.
Como é sempre muito discutido por aqui, representatividade importa! E a época de criança negra crescer sem se sentir representada nos conteúdos que consomem acabou.
Hoje em dia crianças pretas encontram algumas variedades de referências tanto na TV quanto na internet, e uma boa nova opção são os amiguinhos da animação “Somos os quatro”.
A animação que tem dicas para criação de crianças pretas, brincadeiras e muitos ensinamentos com músicas é formada por 4 personagens “Gaya, Ayo, Loyé, Anaya”, e ao longo dos vídeos suas personalidades serão exploradas.
“Evite o não e reforce o positivo”, “Tente evitar situações de crise”, “Entenda as expressões corporais da criança” são ensinamentos passados pelos personagens que ajudam os pais na criação e atraem a atenção das crianças, que aprendem se divertindo.
Todos os personagens são crianças pretas, que vivem uma linda relação com os amigos e com a natureza, juntos eles exploram o mundo e nos convidam para ir com eles.
E a animação não fica só no entretenimento, com um formato muito didático a parceira do projeto pedagoga @vanvan.vaninha dá dicas aos pais de formas saudáveis de ensinamentos, como construir uma boa relação com o filho entre outros assuntos…
Tem uma música do Chico Buarque que diz “tem dias que a gente se sente, como quem partiu ou morreu, a gente estancou de repente, ou foi o mundo então que cresceu …”
As vezes o mundo fica tão grande que as pernas se sentem incapazes de caminhar por ele. Outras vezes os passos se tornam largos e tão ansiosos que os pés tropeçam nas próprias expectativas antes do final da jornada. Há aqueles que se esforçam tanto para fazer a paisagem perfeita que deixam de apreciar a viagem pelo cansaço da busca.
Cada ser humano é feito de uma história e nela um cheiro, uma memória, uma história. Cada pedaço da carne que nos compõe tem uma marca e nelas um substrato de felicidade e de dor. Para alguns a dor suplanta a possibilidade de continuar e a trajetória se encerra, quando os olhos se fecham diante da possibilidade de no desconhecido encontrar as respostas para a lancinante duvida de viver.
Suicidar-se, para alguns o crime perfeito em busca de soluções, para outros o fim das angustias que se avolumam dentro do peito. Certo é que nunca saberemos os motivos que levam uma pessoa a encerrar o jogo antes do tempo determinado. Angustia. Depressão. Excesso de expectativas. Medo. Tudo suposição de quem fica.
Nos últimos anos os dados demonstram que o número de pessoas que encerram a jornada, tirando a própria vida vem crescendo assustadoramente, concomitante a isso as violências estruturais impostas a transgêneros, lésbicas, gays, bissexuais (LGBTQI+) e jovens negros afetam sobremaneira as condições de segurança para sua sobrevivência, colocando-os como os sujeitos mais vulneráveis a pratica suicida.
Um dos entraves para a ampla discussão dessa questão é o tabu com que ela é tratada, ou melhor, não é tratada. A pandemia e toda pressão que esse momento vem exercendo sobre as emoções das pessoas exige de nós que falemos sobre o assunto, porque o suicídio não é uma inadequação do indivíduo ao sistema, envolve muito mais que questões pessoais, morais e religiosas, é um problema de saúde pública, principalmente se olharmos os números com a devida acuidade racial.
Os desdobramentos da covid-19 no que tange as desigualdades sociais expôs de forma contundente o racismo estrutural que a sociedade brasileira está mergulhada e o quanto a população negra está à margem das políticas públicas de assistência e inclusão. O alto índice de suicídio dessa população está relacionado a violência que se desdobrou da escravidão como as políticas de branqueamento, a miséria, o subemprego e o encarceramento em massa são exemplos das violações de direitos a que estas pessoas foram expostas no decorrer da sua trajetória.
A subvalorização do caráter histórico e cultural da população negra pela hegemonia branca coloca esses indivíduos em um “não lugar”, porque tendo sua identidade negada e sem possibilidades de resgate da sua ancestralidade, essa população fica à mercê de um referencial que desconsidera sua origem causando uma serie de desencontros internos e externos.
O sofrimento mental e psicológico causado pela realidade imposta pelo racismo estrutural e pela branquitude, determina para as pessoas negras uma existência permeada de extremos entre a fragilidades do ser e as necessidades do cotidiano. Como sobreviver diante de tantas violações, com feridas tão abertas?
É preciso pensar o suicídio como uma questão de Estado, ou seja, de saúde pública, porque envolve a saúde mental da população, em especial das populações vulneráveis e com isso elaborar políticas públicas interligadas de prevenção e monitoramento como previsto na Lei Federal nº 13.819/2019, que institui a Política Nacional de Prevenção da Automutilação e do Suicídio.
Para que isso aconteça é preciso que haja investimento na ampliação, estruturação e valorização do SUAS (Sistema Único de Assistência Social) e dos equipamentos de proteção social de básica e média complexidade, são eles Cras (Centro de Referência de Assistência Social) Atenção Psicossocial) e o Creas (Centro de Referência Especializado de Assistência Social) são equipamentos públicos que tem por finalidade a proteger o indivíduo e a comunidade garantindo os meios para o enfrentamento de suas dificuldades cotidianas quando essas são violadas.
No ordenamento jurídico brasileiro há lei, cuja previsão legal consiste na orientação e organização das formas cabíveis de combate ao suicídio, desta forma, porque o Brasil é o 8° pais do mundo em números de suicídios?
Talvez se pudéssemos responder essa pergunta, muitas vidas teriam sido poupadas porque teriam suas necessidades atendidas através das ações de proteção social que capazes de se articular com as demais políticas setoriais de assistência, educação e trabalho, garantindo a população segurança, atenção e cuidado.
“É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã” porque é no hoje que o acolhimento e a escuta podem impedir que se abra uma porta sem retorno,
Maria Teresa Ferreira
Se você estiver precisando conversar, ligue 188 ou mande um e-mail para cvv.org.br.
O programa Black Ads Academy que tem o objetivo de capacitar estudantes, profissionais e empreendedores negros já ajudou dezenas de pessoas a encontrar oportunidades de emprego e até mesmo a gerenciar seus próprios negócios.
Devido a pandemia de COVID-19 após 5 anos de programa em 2020 teremos a versão 100% digital que contará com as parcerias das instituições Diver.SSA, FA.VELA e Instituto GUETTO que estão responsáveis pelas apresentações de workshops sobre empreendedorismo e desenvolvimento de carreira.
Desde a divulgação do projeto há uma semana, mais de 4 mil pessoas já se inscreveram. Os interessados ainda podem se inscrever até 8 de setembro clicando aqui
O programa será realizado por meio de aulas ao vivo (via livestream), que incluirão exercícios teóricos e práticos sobre desenvolvimento e gerenciamento de anúncios no Google Ads – Rede de Pesquisa.
Ao final do curso o currículo profissional dos alunos serão compartilhados com empresas e agências parceiras do projeto, de forma que aumenta as chances da colocação no mercado de trabalho.
Outras iniciativas do Google
As ondas de manifestações e debates antirracistas que movimentaram o ano de 2020 levaram as grandes empresas a repensarem seus lugares na luta contra o racismo. Com isso, em comprometimento com a causa o Google lançou o site de compromissos com a igualdade racial, onde é divulgado os esforços da empresa ao redor do mundo na luta contra o racismo estrutural. No site é anunciado as medidas tomadas para mudar essa realidade dentro da companhia e fora dela. Algumas delas foram:
O apoio de R$ 2,5 milhões destinados a organizações não governamentais brasileiras focadas em projetos relacionados à justiça racial e em garantir um ambiente seguro para pessoas negras no país
E o fundo de R$ 5 milhões para startups fundadas e lideradas por empreendedores negros no Brasil
Nessa quarta-feira (2), foi anunciado a próxima refeição colaborativa do McDonald’s com Travis Scott que parece ter sido divulgada por funcionários do Mc que filmaram os novos Itens do menu, que irá ter uma refeição colaborativa com La Flame.
O novo hambúrguer se chamará Travis Scott Sandwich, será um hambúrguer Quarteirão com bacon defumado, tomate, mostarda, ketchup, cebolas fatiada, picles, alface e duas fatias de queijo. O lanche também irá contar com um molho de churrasco, batatas fritas e uma bebida média.
A parceria entre Travis e Mc Donalds chegou por meio de um memorando que vazou no final do mês passado, quando o McDonald’s aparentemente confirmou que uma colaboração com o rapper estava em andamento. O rapper de “Astroworld” é apenas um dos muitos artistas que a rede de fast-food colaborou como parte de sua série de promoções e parcerias com “grandes celebridades”. “Travis é o primeiro em um conjunto de grandes celebridades que ressoam em todos os segmentos e são os verdadeiros fãs de nossa comida e nossa marca”, escreveu Morgan Flatley, executivo-chefe de marketing do McDonald’s nos Estados Unidos, no memorando.
A colaboração será lançada, apenas nos EUA, na próxima semana, no dia 9 de setembro e pode vir acompanhada de um boneco do rapper no melhor estilo Mc lanche feliz.
A ativista Body Positive Juliana Santana - Foto: Reprodução Instagram
Dia 6 de Setembro é Dia do Sexo e apesar da fama que o Brasil tem de ser um país sexualmente aberto, imagem reforçada pelo carnaval, a real é que na intimidade a maioria ainda é bem careta.
Quando trazemos a reflexão sobre sexualidade para comunidade negra a questão é ainda mais complexa, sobretudo para as mulheres. O corpo da mulher negra foi e ainda é vítima de várias violências e isso às vezes começa na infância.
Esse cenário da mentalidade reprimida por questões sociais e históricas vem mudando graças a uma nova geração que tem uma mente mais livre e isso se reflete na sua relação com seu corpo, no se permitir se amar e se curtir sexualmente (só ou não).
Se você está procurando inspiração ou um conteúdo feito por mulheres negras sobre sexo, selecionamos perfis legais para você seguir.
A Juliana Santana faz um trabalho incrível inspirando e empoderando o grupo menos amado: as mulheres negras e gordas. É literalmente uma delícia vê-la super confortável em lingeries falando sobre tudo que a gente quer saber, mas nossa mãe não ensinou. Ah, e às segundas ela faz a “Live da Safada”.
Foto: Reprodução Instagram (clique na foto para ir ao perfil)
Com uma pegada ancestral e com enfoque no ciclo menstrual da mulher negra, a Caroline Amanda comanda o perfil Yoni das Pretas. Sexo também está na cabeça e ela têm muito conteúdo que incentiva a autodescoberta, incluindo todas as gerações na conversa.
Foto: Reprodução Instagram (clique na foto para ir ao perfil)
Preta Kiran é educadora sexual somática e ensina técnicas para levar o seu prazer para um outro patamar. Além do conteúdo no Instagram ela também promove eventos, como o Festival da Libido que aconteceu em Agosto.
Foto: Reprodução Instagram (clique na foto para ir ao perfil)
Que tal aproveitar esse tempo mais em casa para aprender mais sobre você?
Nesta segunda-feira (7), o filme “SEMENTES: MULHERES PRETAS NO PODER”, dirigido por Éthel Oliveira e Júlia Mariano, terá sua estreia online e poderá ser visto gratuitamente. A princípio, a obra acompanha, escuta e revela quem são algumas das mulheres pretas na política do Brasil. Elas emergiram após o brutal assassinato de Marielle Franco.
O Brasil tem a menor representação parlamentar feminina na América do Sul com menos de 10% de cadeiras existentes na câmara dos deputados ocupadas por mulheres. Dessa forma, para elas, responder politicamente ao assassinato de Marielle Franco significou candidatar-se a cargos de deputadas federal e estadual nas eleições de 2018, ou seja, disputar o espaço da política institucional do qual Marielle foi brutalmente arrancada.
“SEMENTES: MULHERES PRETAS NO PODER” é o primeiro longa da co-diretora Éthel Oliveira, da fotógrafa Marina Alves e da roteirista Lumena Aleluia. Uma escolha da produtora executiva e co-diretora Júlia Mariano, que coloca em perspectiva o próprio cinema brasileiro e toda a produção de memória e história que vem com ele. Pois temos um cinema fundado no fazer de pessoas brancas, que desconsidera outras perspectivas e olhares de mundo. Sendo assim, esse mono-olhar branco, que constrói nosso imaginário coletivo, é redutor e empobrecedor. Mas, para além disso, é também constitutivo do racismo estrutural brasileiro. É perceber como o corpo feminino negro é trabalhado no cinema nacional para se ter o tamanho do problema.
O documentário é distribuído pela Embaúba Filmes e tem a campanha de impacto feita pela Taturana e poderá ser visto gratuitamente na embaubafilmes.com.br.
Créditos da imagem: Fotografa Dee Dwyer, Washingto D.C
No dia 2 de setembro, ultima quarta-feira, foi comemorado o dia do fotojornalista. Esse profissional, tem como função ilustrar a narração de fatos, de maneira fiel a realidade dos acontecimentos, com o intuito de comprovar e complementar as informações contidas no texto. Esses acontecimentos, podem ser esportivos, culturais, políticos, históricos, sociais ou de qualquer natureza.
O primeiro registro de fotojornalismo, é de 1880, no jornal Nova Iorquino Daily Herald. Com o passar dos anos, a fotografia foi ganhando um papel ainda maior, passando de coadjuvante para protagonista em textos jornalísticos, a medida em que a tecnologia também evoluía e tudo ficava mais visual, a necessidade da imagem foi ficando ainda maior. O que antes era só jornal impresso, se transformou em telejornal, e por fim em sites como o nosso. Escrevendo dia-a-dia para vocês, sabemos o quão crucial é uso das fotografias nas matérias, sejam elas sobre música, cinema, denúncias ou qualquer outra coisa. E mais do que isso: boas imagens.
A fotografia vêm ajudando a comunidade negra a mostrar sua cultura, seu cotidiano, e a se expressar de maneira artística, mas sobretudo vêm testemunhando a nossa luta ao passar dos anos, seja com os protestos pelos direitos civis nos anos 60, nos EUA ou em 2020 nas manifestações em apoio ao Black Lives Matter. Manifestações essas que inclusive aconteceram pois alguém documentou com imagens o assassinato de George Floyd, provando assim o que e como tudo aconteceu. O mesmo podemos dizer do caso de Jacob Blake, algumas semanas atrás. O poder do registro se tornou uma arma de defesa essencial da população negra, graças a democratização da fotografia.
Considerando isso, selecionamos alguns fotojornalistas (ou repórteres fotográficos, como preferir) negros que você pode não conhecer, mas que precisam ter seus trabalhos propagados pois são ótimos.
Lázaro Roberto
O fotografo (desde os anos 90) e arte-educador baiano, tem um acervo de mais de 30.000 imagens. Ele já lecionou em diversas instituições como Escola de Belas Artes da UFBA, Senac, Fundação Casa de Jorge Amado e Museu Eugênio Teixeira Leal. Além disso, fundou o Zumvi Arquivo Fotográfico, uma associação de fotógrafos negros que visa registrar a cultura, política e arte afro-brasileira.
Em clique de Lázaro Roberto, Nelson Mandela discursa para milhões de pessoas na Praça Castro Alves, Salvador,1991
Stephanie Mei-Ling
No registro abaixo, Stephanie estava em Eastern Parkway, no Brooklyn, NY. O evento, é uma celebração de cultura negra, feita pelo povo negro, para celebrar as heranças e tradições levadas aos EUA pelos imigrantes caribenhos. NY, tem, ao lado de Flórida, a maior população caribenha do EUA. A fotografa também participou dos protestos do Black Lives Matter em maio.
Fotografia: Stephanie Mei-Ling, The Parkway
Lynsey Weatherspoon
A profissional de Atlanta, Georgia, trata dos mais diversos temas da comunidade negra através de suas lentes. Em seu site oficial, lynseyweatherspoon.com ,é possível ver celebrações culturais de Nova Orleans, cerimônias de formatura de alunos negros, protestos, e até um especial com uma liga de jogadores negros de baseball.
Clique de Lynsey Weatherspoon, durante o primeiro protesto da Black Lives Matter, em 29 de maio, Atlanta.
Mark Clennon
O profissional Nova Iorquino, também participou do Black Lives Matter. Sobre a experiência, Mark disse que foi diferente de todos os protestos que ele já foi, pois ele via a dor a raiva nos olhos da população. Sua meta, é capturar a experiencia negra em todos os sentidos: dor, alegria, e triunfo. Ele é especialista em fotografia documental, editorial e comercial.
Protesto em frente ao Trump Tower, clique de Mark Clennon
O Clube Negrita, clube de literário que incentiva a leitura de obras de escritoras e escritores negros, inicia em setembro o ciclo de encontros online de leitura. Com o objetivo de fomentar a leitura e o letramento através da leitura em coletivo, o Clube Negrita realizará quatro encontros até o fim de 2020, aos sábados e por meio da plataforma Zoom. Para proporcionar um ambiente mais intimista, serão selecionadas seis pessoas para participar dos encontros a partir de um sorteio na postagem oficial sobre o evento no Instagram do Clube Negrita. Todos os selecionados irão receber o livro escolhido para o encontro.
O primeiro encontro será sobre o conto “Qual é o seu nome?” de Esmeralda Ribeiro, que compõe a antologia Cadernos Negros Volume 42, e contará com a particpação da escritora para discutir sobre os temas acerca do livro.
Esmeralda Ribeiro é jornalista, escritora e pesquisadora da literatura afro-brasileira. Membra dos coletivos Quilombhoje Literatura e Flores de Baobá – Escritoras Negras. Tem trabalhos publicados em 35 antologias no Brasil e no exterior. Há mais de trinta e cinco anos organiza e edita juntamente com o Márcio Barbosa, a série Cadernos Negros. Idealiza e organiza os seguintes projetos, o “Sarau Afro Mix” e o “Xirê de Palavra & Poesia Afro”. Obra individual: Malungos e Milongas. São Paulo: Ed. da Autora, 1988 (conto); Gostando mais de nós mesmos (co-autoria). São Paulo, Ed. Gente, 1999. Livro e DVD Bailes – Identidade Negra de São Paulo, financiado pela Fundação Cultural Palmares; e Orukomi – Meu nome (infanto-juvenil).
O tema de discussão do primeiro clube será a relação de trabalho e racismo. “ Nos próximos clubes vamos conversar sobre produção de quadrinhos, história e relações raciais. Também vamos ler e trocar sobre poesia e poética na escrita de mulheres negras e sobre a situação do povo preto no Brasil”, complementa Bruna Tamires, idealizadora do Clube Negrita
A atividade visa conectar através da literatura, leitores e escritores durante este período de isolamento social e faz parte das ações que estão sendo produzidas pelo Clube Negrita durante o ano de 2020 com o apoio do PROAC, programa que incentiva a produção artística e cultural no Estado de São Paulo.
Com a repentina morte de Chadwick Boseman e toda a discussão em torno da representatividade de Pantera Negra muito tem se falado sobre a importância da existência desses personagens representativos para a juventude negra. É por esse motivo que trago uma lista com outros heróis e heroínas negros/as para conhecermos. O racismo é infelizmente uma realidade na vida de pessoas negras e muitas vezes este chega na vida de nossas crianças antes mesmo de saberem quem eles são ou serão. É importante que o empoderamento e a representatividade chegue aos nossos jovens antes que o racismo apareça para tentar faze-los sentir-se menores.
SUPER CHOQUE
Virgil Hawkins é um jovem inteligente e bem humorado que vive com seu pai e sua irmã. Após ser exposto acidentalmente a um gás desconhecido ele ganha poderes eletrostáticos e passa a utiliza-los para combater o crime. O personagem é extremamente popular entre os brasileiros em função de sua animação. Os episódios são muito bem humorados e repletos de ação e também abordam o racismo na juventude de diversas formas.
HOMEM ARANHA – MILES MORALES
Após ser atingido por uma teia radiativa, Miles Morales se torna o Homem Aranha. Miles é um jovem negro filho de um policial e vive com fervor a cultura Hip-Hop. Diferente de Peter Parker, Miles é extremamente popular em sua escola. Além dos poderes já conhecidos do Homem Aranha, Miles possui outras habilidades como a bio-eletrocinese que permite dar choque que varia muito da potencia podendo atordoar ou ate mesmo incapacitar pessoas. O personagem tornou-se um grande sucesso na Marvel ganhando uma animação no final de 2018 que acabou rendendo aos criadores o Oscar de melhor animação.
CORAÇÃO DE FERRO – RIRI WILLIAMS
Riri Williams entrou ao MIT (maior universidade de tecnologia do mundo) aos 15 anos de idade, demonstrando ser um verdadeiro gênio. Ela construiu a sua própria versão da armadura do Homem de Ferro com peças encontradas pelo campus da universidade e por isso vou chamada para assumir o manto do herói (que na época estava desaparecido). Com isso ela ganhou a armadura mais avançada do herói até então e assumiu com seu próprio pseudônimo, a CORAÇÃO DE FERRO.
VIXEN
Na Africa antiga existe uma lenda que o artefacto sobrenatural Tantu Totem foi dado aos povos antigos pelo deus africano Anansi. Esse objeto mágico da ao portador a capacidade de utilizar as habilidades de qualquer animal existente. Mari McCabe adquire esse objeto e consegue invocar a velocidade de um leopardo, a força de um urso, ou voar como uma águia. O reino animal e a sua imaginação são tudo o que precisa para se transformar na feroz Vixen. Em 2015 a personagem ganhou uma série animada pelo canal americano CW onde ela foi capaz de lidar com o Arqueiro Verde e Flash sem grandes dificuldades.
DORA MILAJ – ANEKA E AOY
Sentenciada à morte uma das Dora Milaje, guarda real de Wakanda, se revolta e decide livrar Wakanda das mãos dos déspotas líderes de tribos que aflige as mulheres. É extremamente interessante acompanhar o arco das personagens (Aneka e Aoy) que ganham cada vez mais apoio de outras mulheres e juntas lutam em territórios Wakandanos contra a opressão instituindo inclusive tribunais públicos e dando muita dor de cabeça ao reinado de T’Challa. Aneka e Aoy vivem um relacionamento lésbico, então além da grande representatividade feminina temos também uma forte representatividade LGBT. A personagem Aoy é vivida pela atriz Florence Kassumba no filme Pantera Negra. Já Aneka ainda não teve sua aparição no universo cinematográfico da Marvel.
Okoye (Danai Gurira) pede para Ayo (Florence Kassumba) ajudar o rei na batalha enquanto ela lida com Killmonger (Michael B. Jordan)
MISTY KNIGHT
Mercedes é uma policial Nova Iorquina que sempre teve como principal característica sua determinação e senso de justiça. Após uma explosão a policial perde seu braço e ganha uma prótese mecanica de Tony Stark onde acaba adquirindo super-força e uma nova força de vontade na luta contra o crime. Seu visual reflete o estilo dos anos 70 americano com um belíssimo Black Power, além disso Misty tem uma personalidade forte e muito bem destacada. Teve aparição nas séries da Marvel da Netflix como Luke Cage, Punho de Ferro e Defensores.
LUKE FOX – BATWING
Luke Fox é o filho de Lucius Fox (interpretado no cinema pelo ator Morgan Freeman), responsável por grande parte das tecnologias utilizadas pelo Batman. Luke herdou de seu pai as habilidades tecnológicas, mas tem uma mentalidade completamente diferente da de seu pai. Luke tem um longo histórico nas histórias do Batman. Já foi salvo pelo herói, um grande lutador de MMA e já namorou a Batgirl (Barbara Gordon). Atualmente assumiu o manto de Batwing, mas muito se especula sobre ele ser o próximo Batman, uma vez que durante a DC FANDOME (evento da DC Comics) foi confirmado que o próximo Batman será um homem negro.
Eu poderia trazer muitos outros personagens, mas a intenção dessa públicação e trazer alguns pouco conhecidos pelo público, embora Miles Morales e Super Choque sejam extremamente populares (estes eu trouxe pelo apelo com o público jovem).
Não podemos nos esquecer de tantos outros como Pantera Negra, Raio Negro, Luke Cage, Lanterna Verde, Falcão, Tempestade, Manto, Blade…Enfim, diversos personagens negros que merecem nossa atenção e esperamos que tenham ainda mais importância no futuro da Cultura Pop.
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