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“Todo mundo é racista” , diz Djonga sobre o termo “fogo nos racistas”

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Nesta semana o rapper Djonga participou do “Poucas” com Cauê Moura, e antecedendo o programa respondeu algumas perguntas de seu público no “pouquíssimas”


Ao ser questionado pelo apresentador sobre o grito “fogo nos racistas” estar sendo reproduzido por brancos e ricos, o rapper explicou.

“Tô fazendo arte para todo mundo ouvir, meu objetivo com essa galera é que eles mudem a cabeça deles, entendam os privilégios deles e façam uma luta mais leve e real contra as injustiças que estão rolando no país, mas sem se apropriar e fazer a gente de bandeira ou escada.”

“O racismo é uma coisa estrutural no nosso país, todo mundo é racista, principalmente as pessoas brancas.” Complementou o rapper.

Djonga comparou a reprodução do racismo pelos brancos, com a reprodução do machismo pelos homens, e contou sua história sobre como foi ensinado a ser machista desde cedo, e ainda luta todos os dias para se livrar desse ensinamento. “Querendo ou não, toda galera branca é ensinada a ser racista.” Afirmou o cantor.

“FogoNosRacista não é fogo em todas as pessoas brancas, apesar de muitos serem.” Djonga publicou uma vez em postagem na sua conta do twitter.

A expressão presente em um trecho da sua música “Olho de tigre” tomou proporções inalcançáveis, se tornando um forte grito de denúncia diante dos casos de racismo.

Em entrevista, Dan Ferreira e Jéssica Ellen trocam declarações e contam como se conheceram

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Às vésperas do Dia dos Namorados os atores Dan Ferreira e Jéssica Ellen falaram ao Gshow sobre a relação, a admiração que sentem um pelo outro e como tem sido passar juntos por esse período de isolamento social.

“A atriz mais talentosa e a mulher mais bonita do mundo”. É assim que Dan Ferreira define Jéssica Ellen, sua namorada. Os atores se conheceram em 2012, quando trabalharam juntos em Malhação e, primeiro, construíram uma grande amizade. Com o tempo, no entanto, o sentimento foi se transformando em algo mais e decidiram dar uma chance ao amor.

“Cultivamos uma amizade muito bonita e, quando percebemos que esse sentimento estava mudando, tivemos a certeza de nos deixar viver. Quando os encontros acontecem, temos que nos permitir amar intensamente. Compartilhamos olhares, desejos e planos para o futuro”, diz Dan.

A troca de afetos se estendeu por toda gravação do especial Gshow, ao contar a impressão que teve ao ver a Jéssica pela primeira vez, há oito anos: “Foi numa dinâmica de grupo, primeiro encontro do elenco. Estava todo mundo se conhecendo e ela sozinha se alongando, fazendo os exercícios dela. Pensei: ‘Pô, essa menina é cheia de marra, não interage com ninguém'”, contou, aos risos. “Brinco com isso porque ela estava lá reservada, mas me identifico com essa característica também. Apesar dessa blindagem, foi inevitável notar a luz que sai dela, o quão potente e especial ela é”, completa.

Jéssica também não fica atrás nos elogios ao descrever o namorado: “Estava na minha, como ele bem falou, e, quando vi aquele sorriso largo e iluminado, pensei: ‘Nossa, que cara lindo’. Lembro de sentir uma grande alegria”, recorda ela, revelando que, naquele momento, já soube que os dois iriam construir algo juntos.

“O Dan tem um sorriso muito potente e acho que, através do sorriso, a gente consegue acessar a alma dele, que é muito bonita e muito profunda. Ele é um homem lindo por dentro e por fora, acho que é isso uma das coisas que mais me encanta nele”, contou Jéssica.

Em bate papo com o Mundo Negro, Kenia Maria, Érico Brás, Jeniffer Dias e Yuri Marçal falam sobre ‘Amor Negro’

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A jornalista e diretora de conteúdo do site Mundo Negro, Silvia Nascimento, promove uma série de lives com influencers, estudiosos e gente que faz o black money girar em várias áreas diferentes.
Kenia Maria, Érico Brás; Jeniffer Dias e Yuri Marçal participaram de duas lives no nosso Instagram.

Em celebração ao dia dos namorados e ao amor preto, ambas as lives estão disponíveis no Youtube do Mundo Negro.
Kenia Maria e Érico Brás bateram um papo muito especial sobre ancestralidade, axé, palmitagem, relação com os pais e outras formas de amor preto; Confira:

Amor preto em tempos de isolamento, esse foi o tema da conversa imperdível com Jeniffer Dias e Yuri Marçal, recheado de humor o casal também falou sobre cultura negra e saúde mental; Veja:

O Mundo Negro usará mais da ferramenta Youtube, então inscreva-se no nosso canal e fique por dentro das novidades.

Thomas Lane, um dos envolvidos no assassinato de George Floyd, é solto sob fiança

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O ex-policial Thomas Lane, um dos quatro oficiais acusados no caso de George Floyd, foi solto nesta quarta-feira (10), após pagar a fiança de US$ 750 mil – cerca de R$ 3,7 milhões.
De acordo com o E! News, Lane foi solto logo depois das 16h. Ele passou exatamente uma semana atrás das grades.

O advogado dele, Earl Gray, disse ao site: “Estamos felizes que ele está solto. É muito mais fácil defender um cliente que está fora da cadeia. Agora, nós podemos defender o caso como pretendemos fazer”.
Na filmagem, Lane e os demais policiais ajudaram Derek Chauvin a pressionar o corpo de George Floyd.

No dia 3 de junho, Lane foi acusado de cumplicidade nas duas acusações de assassinato que recaíram sobre Derek Chauvin, flagrado em vídeo ajoelhado sobre o pescoço de Floyd, que morreu por asfixia. A próxima audiência de Lane com um juiz está prevista para 29 de junho. Os demais policiais continuam presos.

Jogador do Flamengo Everton Ribeiro, cede suas redes sociais para influenciador negro.

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O capitão do time do Flamengo, deixou sua conta no instagram com 3 milhões de seguidores no comando de William Reis, ativista, colunista da veja e coordenador do grupo Afroreggae.

“Será uma oportunidade para todos entenderem mais sobre um assunto tão importante para o nosso país. Eu estarei assistindo, aprendendo também e convido a todos para essa reflexão. Vamos nessa?”


No total foram 4 lives no perfil do jogador, abordando diversos temas como: Escravidão no Brasil, Pós escravidão, Políticas afirmativas, e o racismo na atualidade.

Os convidados foram, Rodrigo França, diretor, filósofo, conhecido por sua participação no BBB19, Jonathan Raimundo, professor de história, Ad Junior, digital influencer e Marco Luca Valentin, que lidera o coletivo negro do grupo Globo.
As lives foram salvas e estão disponíveis no perfil do jogador.

Nas últimas semanas diversos jogadores de futebol se posicionaram na luta antirracista, sendo Everton Ribeiro o único a estender seu posicionamento para além das hashtags.

FGV Direito Rio promove debate virtual “Vidas negras importam”

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O Programa Diversidade da Escola de Direito da Fundação Getulio Vargas (FGV Direito Rio) promove na próxima segunda-feira (15), o webinar “Vidas negras importam: movimentos e reflexões”. O debate será realizado no canal do YouTube da FGV, às 17h, e contará com a participação de pesquisadores e ativistas para tratar das diferentes formas assumidas pelo racismo na sociedade brasileira e o papel da universidade em seu
combate.

Os participantes do encontro são: Adilson Moreira, professor, doutor em Direito pela Universidade de Harvard e pela UFMG, autor do livro “O que é racismo recreativo?”;
Mafoane Odara, psicóloga, mestra em Psicologia Social pela USP, gerente do Instituto Avon, integrante da Rede pela Diversidade da Avon e Maria Priscila S. de Jesus, pedagoga, mestra em Educação e Contemporaneidade pela UNEB e diretora da Associação Elas Existem – Mulheres Encarceradas.

As inscrições para o webinar são gratuitas e podem ser feitas através deste link: evento.fgv.br

Serviço:

Evento: Webinar “Vidas negras importam: movimentos e reflexões”
Data: 15/06/2020 (segunda-feira)
Horário: às 17h
Local: Canal do YouTube da FGV
Inscrições: https://evento.fgv.br/vidasnegrasimportam/

Série ‘Olhos Que Condenam’ vence o Peabody Awards 2020

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Nesta quarta-feira (10), foram revelados os vencedores do Peabody Awards 2020.
O prêmio George Foster Peabody, reconhece órgãos de mídia, associações e indivíduos que tenham prestado serviços públicos dignos de distinção e mérito, através de seus respectivos veículos de comunicação.

A organização premiou as 30 histórias mais poderosas e interessantes lançadas e transmitidas em mídia digital no ano de 2019. Mais de 1,3 mil produções, entre programas de TV, séries, documentários, podcasts, foram submetidas a análise do prêmio. Dentre elas, Watchmen, Olhos Que Condenam, Fleabag e o documentário brasileiro Democracia em Vertigem foram honradas.

Além disso, “Os Simpsons” recebeu um prêmio honorário por toda trajetória da série e pelas 31 temporadas já produzidas. A série documental “Frontline”, lançada em 1983 também recebeu uma medalha por todo trabalho jornalístico realizado.

Confira a lista dos 30 vencedores desta edição:

Entretenimento:
“Chernobyl”
“David Makes Man”
“Dickinson”
“Fleabag”
“Ramy”
“Stranger Things”
“Succession”
“Unbelievable”
“Watchmen”
“Olhos Que Condenam”

Documentários:
“Apollo 11”
“For Sama”
“Independent Lens: HALE COUNTY THIS MORNING, THIS EVENING”
“POV: Inventing Tomorrow”
“POV: Midnight Traveler”
“POV: The Distant Barking of Dogs”
“POV: The Silence of Others”
“Surviving R. Kelly”
“Democracia em Vertigem”
“True Justice: Bryan Stevenson’s Fight for Equality”

Podcast & Rádio:
“Dolly Parton’s America”
“Have You Heard George’s Podcast?”
“In the Dark: The Path Home”
“Threshold: The Refuge”

Notícias:
“A Different Kind of Force: Policing Mental Illness”
“American Betrayal”
“Long Island Divided”
“The Hidden Workforce: Undocumented in America”
“Unwarranted”

Infantojuvenil:
“Molly of Denali”

Vencedores Honorários:
“Frontline”
“Os Simpsons”

SumUp promove live com Monique Evelle e arrecadação de fundos para ‘Desabafo Social’

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A SumUp fintech, empresa que oferece soluções financeiras, especialmente máquinas de cartão, anunciou apoio à instituição Desabafo Social, que promove a educação nas comunidades periféricas. Além de suporte financeiro, a fintech disponibilizou um link de pagamento para que qualquer pessoa possa fazer sua doação à organização.

Nessa iniciativa, durante essa semana, para cada Real doado, a empresa contribuirá com mais um até o limite de 50 mil reais, aumentando o potencial de pessoas alcançadas pelo projeto.

No Brasil, a SumUp está presente desde 2013 com escritórios nas cidades de São Paulo e São José dos Campos, empregando 900 funcionários, sendo 24% LGBTI+. Foi reconhecida em 2018 como uma empresa Great Place to Work no País. Em abril de 2016, a SumUp uniu forças com a payleven e aumentou ainda mais sua presença de marca no mercado nacional.

Nesse contexto, na próxima sexta-feira (12), às 11h30, a SumUp promoverá uma live em seu perfil no Instagram com a ativista do movimento negro, Monique Evelle.
Monique é fundadora do laboratório de tecnologias sociais aplicadas à geração de renda, comunicação e educação, além de representante da Desabafo Social. O encontro digital debaterá a importância do momento para o contexto mundial, as ações que estão sendo realizadas e como as pessoas podem ajudar.

https://www.instagram.com/p/CBOkCdzDAEl/?igshid=1xn6lgydagm9z

“Só querem mostrar nossas dores” Tia Má fala sobre falta de diversidade em reality da MTV.

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Após 6 temporadas e 100 participantes a nova versão do reality show “De férias com o ex Brasil” estreou com o elenco inicial 99% branco.


O reality que foca na vida amorosa de jovens brasileiros, com muitas festas bebidas e diversões, incluiu ao longo de 6 temporadas pouquíssimos participantes negros, sendo uma em sua versão “De férias com o ex Celebs” em que a Mc Rebecca participou.


Com a edição histórica do BBB20 tivemos um exemplo de como reality’s show podem influenciar em nossas atitudes diariamente e intensificar debates sobre raças, aprendemos muito com a trajetória de Babu Santana, E Thelma assis na edição.


A postura da emissora, em invisibilizar e negar a necessidade de maior presença de participantes negros em suas edições, não condiz com a bandeira antirracista que foi levantada nas últimas semanas.


Nas redes sociais, alguns influenciadores e telespectadores se manifestaram sobre o assunto.


“Acham que mulheres e homens pretos não servem pra falar de amor, de relacionamentos (…) Eu percebo que existe um fetiche com o sofrimento da população negra. Gostam de mostrar nossas dores, nossos traumas, mas nunca a gente curtindo a vida, se divertindo e passando dias em cenários paradisíacos, gostam da gente tomando porrada no lombo.” Postou Tia Má, em seu perfil no instagram.


“São preconceituosos, assim como a sociedade em que vivemos…” “Eu já não assisto mesmo, mas sempre observei isso. no máximo uma pessoa negra pra não dizer que não teve, vergonha sabe!” Comentou Luane Dias, que participou da última edição do reality “A fazenda”.

A cobrança por representatividade nos reality’s tem se tornado frequente no perfil e site da emissora.

Refletindo sobre a Apropriação Cultural de elementos da cultura negra

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Muita gente, pra variar, não sabe exatamente o que a militância negra quer dizer com apropriação Cultural. Vejo, inclusive, muitos negros perdidos quando se trata desse assunto.

Uma coisa que tem que ser dita, quando falamos de apropriação Cultural, é que assim como o racismo, ela não é algo individual. Não se fala sobre indivíduo e sim sobre o coletivo, sobre a sociedade como um todo.

Ficando nítido isso, fica óbvio que a Apropriação Cultural não prega a caça às brancas de turbante ou os seguidores de Jah brancos famosinhos do Instagram.

A apropriação Cultural questiona o fato de como a sociedade enxerga esses elementos culturais quando aplicados em negros e quando aplicados em brancos.

Durante muito tempo turbante, Black Power, penteados e roupas características de origem africana foram vistas em negros como algo ruim, feio e condenável.

Já uma mulher branca usando um turbante, uma trança afro ou algo do tipo era visto como algo bonito, empoderador e estiloso.

Note a cor da pele das pessoas com Dread “bonito”

Note a cor da pele das pessoas com Dread “feio”

Além do esvaziamento na hora de se “apropriar” de elementos culturalmente ligados à negritude, que já é algo complexo por si só, a ideia do debate é questionar o que ganham os membros da cultura apropriada com essa apropriação. O que há em troca dessa interculturalidade?

No caso da apropriação Cultural de elementos da cultura negra há o apagamento de significados e a demonização do uso em sua cultura de origem e esse é o problema.

Se utilizar de elementos fortes e significantes de outras culturas apenas como peça de moda e ao mesmo tempo massacrar tal cultura e condená-la quando utilizada por um preto é o problema.

Muitos podem dizer que cultura não tem dono, mas na hora de criticar e estereotipar esses elementos tem dono sim.

 As religiões africanas foram demonizadas por séculos e são até hoje por terem origem negra.

Os elementos, músicas, ritos, roupas e diversas características negras são marginalizadas até hoje e na hora de se criticar reconhecemos os “donos” dessa cultura.

É curioso ler que cultura não tem dono quando se quer pincelar elementos que acham bacana para se utilizar esvaziando de significados.

A militância negra não é fiscal de uso de elementos de cultura negra por brancos, mas se coloca no direito de debater e questionar até que ponto tal tem trazido benefícios ou malefícios para a cultura negra e o resultado tem sido perceptível.

Uma negra de turbante ou cabelo afro é muito mais bem vista hoje do que ontem e é justamente porque existe esse debate, essa militância e esse empoderamento gerado por tal.

Pensem e reflitam sobre isso!!

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