Nesta sexta-feira (22), o twitter da mais nova brother Lumena foi derrubado da rede social, por causa das diversas denuncias que foram feitas na plataforma. O motivo é que os fãs do casal Lucas e Hariany, da fazendo 11, sentiram-se incomodados por ela usar o mesmo emoji que, segundo eles, representam o casal.
O fandom defende que “flecha é Luriany” e insistem em querer que a assessoria da nova sister não utilize o emoji em nenhuma postagem ou rede social. Lumena, sempre usava uma flecha em suas postagens porque para ela, tinha um significado ancestral e profundo.
“O principal é o Ofá, um dos emojis mais usados por ela por ser a ferramenta de Odé (Oxóssi). 🏹 Lumena é filha do caçador, aquele que sai com uma flecha só e retorna com a fartura garantida para a comunidade. Certeiro, dinâmico, talentosíssimo, jamais deixaríamos de registrar a sua presença nos caminhos de Lumena.” Falou a assessoria.
Contudo, os fãs clubes do casal, intitulado “Luriany” derrubaram o twitter da psicóloga e subiram uma # na rede social, afirmando que “Flecha é Luriany”. A conta oficial de Lumena pediu para que o twitter reativasse a conta e, mesmo não sabendo que os fãs clubes utilizavam o emoji, vai deixar de usá-lo.
A participante da fazenda, Hariany, disse que chegou ao seu conhecimento a “briga pelo emoji”, que não compactuava com isso e pediu para que parassem de derrubar a conta oficial da nova sister.
A voz poderosa de Zezé Motta ecoa na história da música brasileira há muito tempo desde os antigos anos setenta, quando Zezé gravou seu primeiro disco solo em que compositores do porte de Rita Lee e Moraes Moreira entregaram canções inéditas para ela gravar. Além disso, sua voz imortalizou clássicos como Trocando em Miúdos de Chico Buarque e Francis Hime e Pecado Original de Caetano Veloso que nunca mais foram as mesmas depois de sua interpretação.
De 1975 a 79, lançou três LP’s, um deles foi o “Negritude“, disco lançado pela gravadora Warner Music que trouxe na voz de Zezé canções de João de Aquino, Aldir Blanc, João Bosco, Wilson Moreira e Ney Lopes, Rosinha de Valença e Maria Bethânia, Paulo Cesar Feital, Tunai e ouros compositores.
Pela primeira vez no digital, Negritude, originalmente lançado em 1979, chega às plataformas de streaming completamente remasterizado, trazendo muito mais qualidade de áudio e clareza à voz incomparável de Zezé Motta em faixas como “Aí de Mim”, “Manhã Brasileira”, “Senhora Liberdade” e muito mais.
“Desde o começo, a Warner queria que eu gravasse samba. Mas eu não queria ser rotulada de sambista. Nada contra, mas eu queria ser livre para cantar vários gêneros. E era também uma atitude política por perceber que queriam me pregar esse rótulo pelo fato de eu ser negra. Eu estava numa fase de militância mais radical e criei essa resistência. Mas para o segundo LP da minha carreira, o Negritude, realmente me convenceram de que eu estava vendendo abaixo do esperado e que seria interessante tentar o caminho sugerido por eles. Aí já era uma questão de mercado, e naquela época eu não podia botar a militante à frente da artista e topei fazer um disco de sambas. Então foi a vez da gravadora promover uma feijoada na casa do Sérgio Amaral para o pessoal do samba. Compareceram: Martinho da Vila, Monarco, Padeirinho, João Bosco, Manacéa, Wilson Moreira, Ney Lopes. Uma turma de bambas. E assim saiu o disco.” Afirmou Zezé Motta, que nos anos 80, lançou mais três trabalhos como cantora: “Dengo”, “Frágil força” e, com Paulo Moura, Djalma Correia e Jorge Degas, “Quarteto negro”. E não parou por aí. Apresentou-se, representando o Brasil, a convite do Itamaraty, em Hannover (Alemanha), no Carnegie Hall de Nova York (EUA), França, Venezuela, México, Chile, Argentina, Angola e Portugal.
Atuando com assiduidade na televisão, no cinema e nos shows, e saudada como a mais importante atriz-cantora do país, Zezé Motta durante seus mais de 50 anos de carreira, rompe barreiras e coloca no centro da cena artística nacional as múltiplas dimensões do protagonismo feminino e negro em tela. O seu imenso talento e carreira inspiram atuais e futuras gerações de mulheres que lutam por expressão, espaço e oportunidade.
Cantora, atriz, mãe de quatro filhos, ativista. Cinquenta e quatro anos de carreira. São 14 discos, 35 novelas e mais de 55 filmes. Impossível não se orgulhar. Não apenas pelos números. Mas também por sua história de luta contra o racismo. Esta é Zezé Motta.
“Já cantei com gente do melhor gabarito. Só pelo Projeto Pixinguinha, fiz dois shows maravilhosos. Um, dividindo o palco com Johnny Alf, outro com Marina e Luiz Melodia. Quando Marina e eu cantávamos Mania de Você (Meu bem / você me dá / água na boca), da Rita Lee, dávamos um selinho e o público vinha abaixo. Viajamos três 66 meses pelas principais capitais do País. Em Salvador, lotamos o Teatro Castro Alves, tivemos que fazer sessão extra. Em Paris, fiz no Olympia um recital com Paulo Moura, fruto do CD Quarteto Negro – Paulo, Jorge Degas, Djalma Corrêa e eu –, gravado pela Kuarup em homenagem aos 100 anos da Abolição. Neste trabalho, tem uma canção minha em parceria com o Degas chamada Semba.” Completou Zezé.
A cantora Nanah Damasceno acusou o seu ex-marido, Rodriguinho, de agressão. Rodriguinho foi integrante do grupo “travessos”, é cantor e produtor. Desabafando, nos stories do instagram, Nanah contou que foi agredida por ele em uma festa e que não foi a primeira vez, segundo a mesma, ele a agredia durante os nove anos que foram casados.
“Gente, eu estava na festa da Heloísa com meus filhos e eu cansei de esconder o filho da puta que o Rodrigo é! Ele é um desgraçado, foi um abusador, tive um relacionamento abusivo durante anos. Não sei o que deu nele, o que ele viu. Ele me bateu dentro da festa! Eu estava saindo e ele me bateu, como já me bateu várias vezes”, começou ela, chorando.
“Esse é o Rodriguinho de vocês. Fui mulher pra aguentar um cara desse durante anos. E quando me separei, me separei da melhor forma, pra ele ficar bem, não queimar ele no Brasil inteiro! Só que é essa bosta que ele é, esse lixo, um abusador!”, continuou Nanah, que apagou o vídeo horas depois.
Rodriguinho é pai dos dois filhos da cantora e se separaram em novembro de 2019. A assessoria do cantor foi procurada após a divulgação dos vídeos, mas não se pronunciou sobre o caso. O nome do cantor está viralizando nas redes por causa das acusações.
O Grupo Afrolaje apresenta a sua roda virtual de Jongo, dança afro-brasileira criada por africanos na diáspora, e o projeto Memória Ancestral, com participação do Mestre griô Sana Cissokho, de Senegal.
O evento acontece no dia 31 de janeiro, às 18h30 e traz muita música, dança, percussão e troca, numa roda ao vivo, que será transmitida pelo Facebook do grupo. Segundo a coreógrafa e atriz Flavia Souza que, com o professor Ivan Karu, coordena o Grupo Afrolaje., a roda contribui para a valorização da autoestima das crianças, jovens e adultos, desmistificando a visão sobre o corpo afro-negro e das culturas de matriz africana.
O projeto foi idealizado com o auxílio de pesquisas de campo, encontros e debates com mestres das culturas populares de matriz afro, o grupo desenvolve o movimento, a sororidade e traz ferramentas históricas para seus integrantes e consequentemente para a sociedade.
A roda é aberta á todos os públicos, o objetivo do projeto é resgatar, preservar e difundir a diversidade através da dança, música, percussão, apresentações e divulgação junto às escolas e espaços públicos e privados.
“A música percussiva e as danças de matriz africana são um dos principais símbolos culturais do país. Temos uma história rica, mas pouca difundida”, analisa Flavia.
A ASSOCIAÇÃO CULTURAL GRUPO AFROLAJE – dança música, percussão e pesquisa – foi fundada, em 2012, no Engenho de Dentro, região do Grande Méier, no Rio de Janeiro, pela coreógrafa, atriz e professora Flavia Souza, ativista cultural e pesquisadora, e pelo professor de capoeira Ivan Jr (Karu).
O projeto surgiu na laje da casa de Flavia, como uma releitura da ressignificação da laje das casas de comunidades carentes do Rio de Janeiro, lugar reconhecido como um espaço de encontro de guetos e foco de resistência cultural. Através do Jongo, capoeira angola e outras manifestações de patrimônio imaterial do Brasil, o Afrolaje reúne apresentações pelo Theatro Municipal do Rio, Teatro Carlos Gomes, Circo Voador, Engenhão, Festival Madalenas em Berlim, turnê pela Itália, cerimônia no consulado da Angola, participação nas Olimpíadas 2016 e diversos shows, oficinas e cerimoniais pelo Brasil e exterior.
Também recebeu variados prêmios como o Fazedores do Bem, em 2017, pelo recorde de inserções em mais de 300 escolas e Menção Honrosa Ubuntu, no teatro Carlos Gomes, em 2020. Memória Ancestral Criado pelo Grupo em maio de 2020, o projeto tem como objetivo dar visibilidade e voz aos Mestres e Mestras do Jongo e demais manifestações populares afro-culturais, que tanto se dedicaram a manter a cultura popular de matriz afro viva, não só na sua comunidade, mas em todos os espaços possíveis. E em tempos de pandemia através das redes sociais do Afrolaje foi possível dar continuidade ao conhecimento e proporcionar diálogos culturais à distância.
Sobre o Memória Ancestral:
Criado pelo Grupo em maio de 2020, o projeto visa dar visibilidade e voz aos Mestres e Mestras do Jongo e demais manifestações populares afro-culturais, que tanto se dedicaram a manter a cultura popular de matriz afro viva, não só na sua comunidade, mas em todos os espaços possíveis. Através das redes sociais do Afrolaje foi possível dar continuidade ao conhecimento e proporcionar diálogos culturais à distância.
Na última terça-feira (19) o Ministério Público do Trabalho (MPT), Madalena Gordiano e os investigados do caso firmaram um acordo judicial. De acordo com informações do site BHAZ, na audiência a proposta do acordo, propõe o pagamento de 14 anos de salários mínimos para Madalena, incluindo os benefícios trabalhistas. E como parte do acordo, os investigados Dalton e Valdirene Rigueira deverão pagar uma indenização por danos morais.
“O acordo também tem por finalidade coibir os empregadores de repetir a conduta de submissão de trabalhadores domésticos a condições análogas à de escravo. Com a assinatura do documento, os empregadores assumem 22 obrigações que resguardam direitos dos empregados domésticos, incluindo regras de anotação de carteira de trabalho, remuneração, jornada de trabalho, intervalos intra e interjornadas, descansos semanais remunerados e férias”, explicou o procurador do MPT.
O cálculo do valor a ser pago a Madalena por 14 anos, teve como base o valor de um salário mínimo mensal, de R$ 1.045. Os 14 anos de pagamento foram definidos considerando os anos que Madalena trabalhou na casa da família Rigueira, de 2006 a 2020.
Estão previstos para entrar no acordo os benefícios como 13° salários, férias, 1/3 de férias, aviso prévio, multa de FGTS e indenização por trabalho em finais de semana e feriados. Dalton Rigueira e Valdirene Rigueira deverão pagar uma indenização por danos morais causados à vítima.
Informações sobre outras possíveis penalidades a família Rigueira não foram divulgadas, mas por lei é prevista uma sanção criminal por manter um trabalhador em condições análogas à escravidão.
Nas últimas semanas milhares de “challenges” com a música “Foca na Preta” foram publicados nas redes sociais, muitas mulheres postaram o desafio para enaltecer mulheres negras e mostrar o antes e depois de uma make ou um novo penteado.
Mas o que poucas pessoas sabem é que a continuação da música é extremamente racista, diminui e humilha mulheres pretas. Confira o trecho da continuação da letra:
“Já que a branquinha não quer dar… Eu vou focar nas pretas!”
A frase problemática passa despercebida nos challenges do Instagram e TikTok, e a música ficou popular como um hit que enaltece mulheres negras, quando, na verdade é o oposto.
Nesta quinta-feira a rapper Stella Yeshua –que havia feito o challenge com a música- fez um IGTV detonando a letra e lembrou de épocas em que viveu situações parecidas com a da música, a época que mulheres negras eram preteridas nas festas:
“É tipo assim, vai no resto, né? (…) A gente fica sem ar, porque a gente tem a mente preparada pra ser 2º opção, Lembrando o tempo da pré adolescência quando vc ia pro ‘jet’, os caras só chegavam em você 3 da manhã, 4..” “Se a branquinha não quer 22h15, você tenta todas que tem aí se elas não quiserem, 3 da manhã, vocês focam na preta!” desabafou a rapper
“Minha missão maior é relembrar as minhas irmãs, as mulheres que se parecem comigo, quem nós somos! Por mais que a sociedade, os homens, sempre encararam a gente como segunda opção o que precisa ser alertado é como a gente enxerga a nossa beleza.” continuou a rapper
A música original não é mais divulgada pelo Mc MR Bim, no lugar, para o Youtube foi feito um clipe com a letra “Foca no Preto” com outro contexto, mas a versão “Foca na Preta” ainda está disponível em todas as plataformas e é atualmente a de maior sucesso.O grande sucesso do Mc Mr Bim, humilha, e desvaloriza a mulher preta, a colocando como segunda opção, como o resto, como fácil. Porque “Já que a branca não quer dar, eu vou focar na preta”. Em uma época em que tanto é falado da hipersexualização e solidão da mulher preta uma música como essa é escrita, faz enorme sucesso e ainda viraliza nas redes sociais
Kamala Harris tomou posse como vice-presidente na última quarta-feira (20) e além de toda representatividade que Kamala traz por si só, a vice-presidente chamou atenção por optar usar em um evento tão grande quanto a posse somente looks de estilistas negros.
Harris usou peças de Sergio Hudson (Vestido)e Christopher John Rogers (Sobretudo)
Michele Obama também optou por usar estilistas negros, o seu look foi um dos assuntos mais mencionados nas redes sociais, transbordando elegância, a ex-primeira-dama usou um casaco de inverno roxo ameixa e um macacão com um cinto dourado de Sergio Hudson, Michele Obama já havia usado outros looks do estilista
Sergio Hudson é um jovem negro da Carolina do Sul, muito conhecido por ter vencido o Bravo’s Styled to Rock – concurso de designer de moda produzido por Rihanna – e já vestiu celebridades como Pharrell Williams, e a diva Beyoncé.
Christopher John Rogers é um designer negro da Louisiana, ficou muito conhecido por ter levado o prêmio de designer revelação do ano pelo CFDA em 2020 e já vestiu celebridades como Zendaya, Cardi B e em outra ocasião a ex-primeira-dama Michele Obama.
https://www.instagram.com/p/CKRcwbcMVLm/
Os designers publicaram um agradecimento em suas redes sociais, pela confiança e a oportunidade de vestir a ex-primeira-dama e a vice-presidente na maior cerimônia do país.
Após fazer campanha para arrecadação de cilindros de oxigênio, a médica e vencedora da edição passada do BBB20, Thelma Assis, se deslocou para Manaus e está na linha de frente em combate ao novo corona vírus.
Mesmo sem fazer nenhuma divulgação ou postagem sobre o assunto, fotos com os funcionários dos hospitais circularam na rede, confirmando que a médica estava entre outros profissionais da saúde.
“Plantão de hoje com a doutora Thelminha. Toda a minha admiração a ela que está aqui para ajudar o Amazonas”, escreveu uma das fisioterapeutas do hospital, Ana, no Instagram.
Após ser procurados pelos veículos de imprensa, a assessoria da médica confirmou a informação: “A médica e comunicadora Thelma Assis já vinha se engajando na campanha ‘Respira Amazonas’ desde as primeiras notícias da situação da cidade. Após ajudar na campanha de arrecadação de cilindros de oxigênio e insumos, ela optou ir para Manaus, para dar todo o suporte necessário como médica nos hospitais”, diz a nota.
Muitos funcionários e fãs falaram o quanto Thelma Assis é uma profissional talentosa e excelente no que faz, a agradecendo nas redes sociais. A médica ainda não falou nada sobre o assunto.
Nada mais importante para o novo ano que se inicia do que uma mensagem de esperança. E é com essa pegada que o rapper Edi Rock lança nesta quinta-feira (21), pela Som Livre, o clipe de “Um Novo Amanhã” em seu canal no YouTube. O clipe traz um feat com Thiaguinho, um artista conhecido por exalar alto astral e positividade, potencializando ainda mais a proposta da canção. Para celebrar o lançamento, os dois marcaram ainda um bate-papo em uma live no Instagram do rapper na mesma data, às 21h.
Com direção de Mateus Rigola, o vídeo alterna cenas de Edi Rock e Thiaguinho cantando em estúdio com registros da vida cotidiana nas comunidades. Sob uma perspectiva positiva, mostrando que a felicidade mora nas coisas simples, as imagens são embaladas pelos versos da faixa, como “No bolso uma quirela, no coração mó fé / No esboço, um desenho imaginando o que cê quer / Família e axé, bom filho e uma mulher / Da sola do sapato rumo ao alto como é / E deve ser / Você merece muito mais que isso / Rajada de orgulho, de coragem e sacrifício / O irmão nasceu guerreiro, livre, forte, lutador / Com anticorpos pra racista, avalista do amor / Um dia de sol / Te anuncia um novo amanhã” .
O clipe de “Um Novo Amanhã” é a terceira peça audiovisual do álbum “Origens Parte 2”, que tem a proposta de narrar em diferentes perspectivas o “Ontem, Hoje e Amanhã”, subtítulo e conceito central do disco; Confira:
Criado por Thiago Consp, grafiteiro desde 1999 e ilustrador formado em design gráfico, a obra intitulado “O não lugar”, faz parte da série de ilustrações e murais de grafite “Estudos Sobre o Silêncio”, que ganhou destaque com a estreia da empena no Minhocão, feita para o Festival Estamos Vivos.
Com 27 metros de altura, o mural apresenta a imagem de um jovem negro parado diante da imensidão da cidade e retrata a relação do homem negro com a cidade de São Paulo. A obra está localizada entre a rua Apa e a Al. Nothmann ao lado do Elevado Pres. João Goulart.
O principal objetivo da série é desenvolver imagens que abordam a relação do corpo negro periférico com a sociedade brasileira e fazer com que as pessoas acostumem-se com um homem preto, parado e grande e não leve sua imagem para o “marginal”, como ocorre na sociedade, que produz milhares de mortes negras ao ano.
“O lance da empena é colocar uma pessoa preta, uma pessoa grande, parada no minhocão. Essa é uma região em que muita gente passa diariamente e elas vão ver uma pessoa preta lá parada”, explica o autor. O questionamento do artista é justamente sobre o quanto pode ser assustador a presença de uma pessoa negra, para a sociedade em geral.
“Essa série é justamente um processo de ressignificação dessas marcas na relação cotidiana, que traz a presença negra masculina para os espaços coletivos da cidade e, assim, gera um debate sobre essa presença para além de um lugar de afirmação de violências e silenciamento. O que apresento é o protagonismo negro influenciado visualmente pela cultura Afropunk, atuando no reforço da sua narrativa”, conclui Consp.
O festival ‘Estamos Vivo’ tem a proposta de dar ampla visibilidade para o trabalho de artistas pretos reforçando o quanto estão produzindo e criando narrativas durante seu tempo e foi criado pela ilustradora e artista visual Soberana Ziza.
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