Durante os quatro dias de evento serão exibidos filmes e videoclipes produzidos em todo o Brasil, além de pocket showse masterclasses que trarão a produção cinematográfica de realizadores negros e negras para o centro da discussão sobre representação e representatividade no campo da sétima arte.
Com o tema “Nossas vidas na tela”, a mostra apresenta 13 títulos que concorrem na categoria “Mostra Competitiva Nacional” com premiação concedida através do júri oficial e júri popular. Outras quatro produções concorrem entre si na categoria “Mostra Competitiva Infanto-Juvenil” e haverá ainda a “Mostra de Videoclipes”, ambas com votação realizada pelo júri popular.
A II Mostra de Cinema Negro de São Félix ocorrerá entre os dias 25 e 28 de fevereiro de 2021 e será realizada de forma totalmente online.
A primeira edição da Mostra de Cinema Negro do município Bahiano aconteceu em novembro de 2019 como parte da programação proposta pela Prefeitura Municipal de São Félix (BA) em homenagem ao Dia da Consciência Negra. Em uma noite, cerca de 200 pessoas foram prestigiar os filmes exibidos. Por conta da pandemia de Covid-19, toda a programação da segunda edição acontece no formato online, através de site desenvolvido exclusivamente com esta finalidade.
O projeto tem apoio financeiro do Estado da Bahia através da Secretaria de Cultura e da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Programa Aldir Blanc Bahia) via Lei Aldir Blanc, direcionada pela Secretaria Especial da Cultura do Ministério do Turismo, Governo Federal.
“Meu fandom já me avisou que vai votar para ela sair e fazer de tudo para ela ser eliminada” comentou a atriz em entrevista a TV Gazeta
Após receber postagens dos fãs em que a blogueira Camilla de Lucas criticava a participação da atriz no reality ‘A Fazenda’, Luiza Ambiel decidiu pedir a ajuda de seus fãs para eliminar a blogueira do ‘Big Brother Brasil’
“Me mandaram posts dela me chamando de fofoqueira e falando mal de mim, dizendo que não acreditaria nas coisas que eu falava”, Luiza Ambiel ainda disse que não conhecia Camilla de Lucas e que achava que a blogueira fazia parte do time da Pipoca no “BBB”. “Eu nem conhecia ela.”
Embora a atriz não conheça Camilla de Lucas, já declarou sua torcida contra, mas lembrou da tensão que é estar em um reality show “Agora que ela está confinada ela vai sentir na pele o que eu passei” afirmou Luiza.
O BBB21 começa nesta segunda-feira, mas os preferidos do público já estão sendo evidenciados, antes do programa começar já rolou votação para os telespectadores votarem em quem gostariam de imunizar, e os mais votados foram: Projota, Fiuk, Viih tube, Lumena, Julliete e Arthur
*Por Michelle Serra, mãe solo, preta e periférica, produtora cultural na agência Iyabá
A inquietação de estar sempre no meio da galera branca, filhos de herdeiros e muitas vezes como a única pessoa negra nessa bolha, me trouxe muitas inquietações nos últimos cinco anos. E não foi fácil sair da minha zona de conforto e, começar tudo de novo! Estou tendo o privilégio, me dando o direito de nos últimos anos me permitir caminhar, e me unir com mulheres que tivessem a mesma visão que eu, como Raiany Fernandes e Marta Carvalho. Ambas mulheres pretas e muito batalhadoras, duas pessoas de extrema importância para o meu crescimento pessoal e profissional. Quando tinha desistido da produção cultural e estava na Namíbia prospectando novas formas de trabalhar, Raiany me deu uma “injeção de ânimo” para lutar e deixar um mundo um pouco melhor para as próximas pretas que virão.
E como mãe solo, sempre tive a inquietação de saber “como será o futuro das próximas gerações?”. Até quando perderemos os nossos jovens para o crime ou até quando morrerão a cada 23 minutos nas garras da polícia pelo simples fato de serem pretos e da quebrada? Como falar? E como ser ouvida? Essas são as perguntas eu faço quase sempre que círculo na quebrada, e vejo a molecada sentada na esquina, ouvindo seu funk e tomando seu drink, como se não houvesse o amanhã.
E desde então, tenho virado as madrugadas escrevendo projetos e conversando com diversos parceiros afroempreendedores. E assim se deu esse encontro com Diogo Terra e M.IA., que decidiram somar comigo no projeto “Quebrada Viva”, que tem o intuito de levar às periferias, no Aniversário de São Paulo, mensagens por meio de projeções em laser incentivando que sigam em casa, na medida do possível.
E como diz o artista visual M.I.A: “Olhai por nós”, expressão que intitulada uma de suas intervenções de pixo. Assim sigo minha árdua correria como mãe solo, preta e periférica, produtora cultural e sonhadora. Uma mulher que tem aprendido muito com outras mulheres. E sendo bem sincera, cansei de ser a única preta andando nas maiores casas de shows e não ver muitos pretos nesses espaços. Quero arte e cultura sendo fomentada e patrocinada no meio dos meus. Quero vida melhor para a galera da quebrada. Sonho em um dia ver o meu povo nos lugares mais altos. Assim como eu pude sair um dia da quebrada e aprender com outras culturas e costumes, e ter a experiência de desenvolver a escuta. Dizem que sou nômade (risos) por viajar por mais de 10 países. Ir para França, Espanha, Holanda, Alemanha, Bélgica, Argentina, São Tomé e Príncipe, Angola, África do Sul e Namíbia me trouxe a sensibilidade e a força para motivar as próximas gerações.
Durante muitos anos na minha vida ouvi sobre liberdade financeira e qualidade de vida. Sempre fui muito ambiciosa nos meus sonhos e nas minhas vontades. E sempre pensei em como motivar pessoas para que isso fosse possível. ‘São Tomé e Príncipe’ e ‘Namíbia’ foram países importantíssimos na minha caminhada para viver e trabalhar como produtora cultural. Tenho observado que cada vez mais empreendedoras da periferia estão assumindo papéis de liderança e se tornando protagonistas das suas próprias histórias. E através dos diferentes meios de Comunicação, como o vídeo mapping, a projeção a laser, a música, os saraus, e o teatro, estamos conseguindo dialogar com a nova geração. Ainda temos um grande caminho pela frente, e uma grande necessidade em descentralizar a arte, uma das questões de extrema urgência para nosso convívio em sociedade. Sempre ficamos com as migalhas, espaços sucateados e falta de incentivo e patrocínio. Enquanto isso, a elite goza dos melhores espaços e orçamentos.
Aqui é nóis por nóis. Então com grana ou sem grana, seremos sempre resistência e não deixaremos a cultura morrer. E foi assim que nasceu o “Quebrada Viva”! Como diz Conceição Evaristo, “Eles podem tentar nos matar, mas nós combinamos de não morrer”.
Localizado no centro-leste da África, entre a República Democrática do Congo, Tanzânia, Burundi e Uganda, Ruanda é um país com pouco mais de 13,1 milhões de habitantes (menos de 7% da população brasileira) e que ficou conhecido pelo brutal genocídio de 1994 que deu origem ao filme Hotel Ruanda. Quase 26 anos após este brutal episódio que levou 800 mil pessoas a óbito, Ruanda tem mostrado que merece ser reconhecido por suas ações positivas.
Em tempos de COVID, para minimizar o contágio dentre profissionais de saúde e potencializar o atendimento aos pacientes hospitalares, o governo adotou o uso de robôs de tamanho humano programados para verificar temperatura, fazer leituras de sinais vitais, entregar mensagens de vídeo e detectar pessoas que não usam máscaras dando instruções de usar de maneira adequada.
Enquanto cidadão de nenhum país das Américas tem autorização para entrar na Europa, Ruanda é o único do continente africano que foi considerado desde a 1ª lista publicada em junho de 2020 e se manteve durante as 5 alterações que excluíram nações como Uruguai, Canadá, Montenegro e Sérvia.
Mas, antes mesmo da pandemia, o país já vinha se destacando por ser um país altamente seguro: em 2019, Ruanda ocupou a 35ª posição no ranking mundial de segurança, estando à frente da Suécia (38º), Chile (40º), França (47º), Alemanha (48º), Inglaterra (54º), Grécia (60º), Itália (63º), Estados Unidos (64º), Argentina (94º) países estes altamente considerados para turismo sem que segurança seja uma questão. O Brasil ficou em 132ª posição.
Não há como desconsiderar a atuação deste país em questões ambientais, já que, em 2008, proibiu em todo o país a produção, uso, importação e venda de sacolas plásticas não biodegradáveis, estando as pessoas responsáveis por negócios sujeitas à prisão de até 1 ano e pessoas físicas devem pagar multas. Nem mesmo turista pode entrar com sacolas plásticas na mala! Tais medidas, associadas ao dia do serviço comunitário onde cada cidadão ruandense deve contribuir na limpeza do seu bairro no último sábado de cada mês, fazem de Ruanda o país mais limpo da África e um dos mais limpos do mundo!
No índice global de diferenças de gênero, onde foram considerados os pilares de participação econômica e oportunidade, desempenho educacional, saúde e sobrevivência, e empoderamento político, dentre 153 nações, Ruanda ocupa a 9ª posição.
O país também vem ganhando destaque como hub de inovação e tecnologia: recentemente, após anúncio das novas políticas de segurança do WhatsApp, a empresa de tecnologia QT Software, desenvolveu o QT Connect: uma plataforma de comunicação segura para empresas com níveis incomparáveis de segurança de dados. A plataforma fornece criptografia de ponta a ponta com três camadas de segurança para voz, mensagens em smartphones e tablets do dia a dia e mensagens instantâneas, bem como um aplicativo de telefonia de áudio que permite aos usuários de smartphones trocar mensagens de texto, arquivos de mídia e fazer chamadas de voz. QTConnect foi customizado para fornecer experiências de usuário superiores em diferentes contextos. Por exemplo, funciona até em redes 2G ou sem internet, caso os usuários estejam na mesma rede.
Isso tudo nos faz compreender o fato de Paul Kagame, presidente do país há 20 anos, ser considerado uma das lideranças mais influentes e inspiradoras do continente africano. Tem mostrado que Ruanda tem muito mais que um genocídio, que ficou no passado, e vem ensinando ao mundo sobre a nova economia trazendo exemplos de liderança, política, sustentabilidade e desenvolvimento tecnológico.
Eu tive que cortar uns 15 cm do cabelo da minha filha mais velha e foi como se estivesse cortando o meu próprio.
Ela tem cabelo 4c, o mais crespo e com um volume que nunca vi na vida. Nós tínhamos uma periodicidade para cuidar desses fios por conta da escola e que se perdeu durante o caos dos pais que trabalham e cuidam da casa ao mesmo tempo durante a quarentena . O resultado foi que os twists dela, viraram dreads e ficou impossível de desembaraçar por conta do diversos nós bem próximos à raiz.
Eu tentei de tudo, por dois dias. Meus braços e mãos doíam, assim como o couro cabeludo dela. Sentei, suspirei, lamentei, conversei com meu parceiro, com uma amiga que é cabeleireira. Minha filha no entanto, estava muito animada com a possibilidade de ter um cabelo mais curto, menos quente na cabeça e mais fácil de cuidar. Já eu….
Fizemos o procedimento. Nas primeiras horas fingi um discurso da boca para fora que no dia seguinte incorporei de coração. Se apegar ao comprimento do cabelo é uma forma de prisão. Ele cresce, muitas vezes até texturas diferentes. E essa seria uma jornada nova para ela e para mim. O cabelo dela mais próximo a raiz já era uma textura ainda 4c, mais macia e mais receptiva aos creminhos e óleos. Ela ficou tão feliz e no final, não é isso que importa?
Tenho mais duas filhas. A mais nova com cabelo igual ao da mais velha, a do meio com 4c que forma mais cachinhos. Eu definiria meu cabelo como um misto de 4e 4b ( daquele que parecemos um poodle molhado quando lavamos).
Eu não gosto de salão ( sempre demora e raramente saio do jeito que eu queria) e não levo as meninas também ( levei para cortes, poucas vezes). Sempre acreditei na energia que colocam na nossa cabeça quando tocam meus cabelos e sinto que ninguém tem a intenção que eu tenho ao cuidar dos cabelos das minhas filhas.
Essa minha escolha tem um preço que é o tempo. Para cuidar dos crespos das crianças , temos que fazer disso uma experiência prazerosa, porque senão isso se torna um ódio ao cabelo.
Levo em média umas 5 horas cuidando do cabelo de cada uma individualmente. Não quero que a relação delas com o cabelo seja algo traumático, uma experiência atrelada à dor.
Minha mãe sempre teve muito carinho para cuidar do meu cabelo. E uma das minhas maiores alegrias era quando perguntavam das minhas tranças longas e brilhantes e eu dizia: foi minha mãe quem fez.
É hora do sobremesa! Quem aí me diz nome de 5 sobremesas africanas? Difícil, né? Então hoje trago receitas de sobremesas que você precisa conhecer e se tornará sinônimo de afeto. Todas elas tem sabores que já conhecemos, porém trazem toques especiais de sabores ancestrais africanos.
Segundo a pesquisa, publicada no “Journal of Personality and Social Psychology”, pessoas que gostam e consomem doces são mais propensas a ajudar outras em necessidade e a serem mais amáveis do que aquelas que não costumam comer guloseimas. A conclusão foi alcançada após cinco experiências.
Depois desta pesquisa pessoas “formigas” como eu se esbaldarão ainda mais.
MELKTERT
A Melktert, que significa ‘torta de leite’ na língua africâner, é uma sobremesa clássica sul-africana. Consiste em uma torta com crosta de massa doce, preenchida com um creme leve e cremoso à base de leite, farinha, açúcar e ovos. É servida polvilhada com canela em pó, gelada ou em temperatura ambiente.
Ingredientes Massa: • 1/4 xícara de manteiga • 1/4 xícara de açúcar • 1 xícara de farinha • 1 colher (chá) de fermento • 1 pitada de sal • 2 colheres (sopa) de água gelada Recheio: • 4 xícaras de leite • 2 colheres (sopa) de farinha de trigo • 2 colheres (sopa) de amido de milho • 1/2 xícara de açúcar • 1 colher (chá) de canela em pó • 1 colher (sopa) de manteiga • 1 colher (chá) de essência ou extrato de baunilha • 2 ovos • canela em pó para polvilhar Modo de preparo Massa: • Bata a manteiga e o açúcar. • Junte a farinha, o fermento e o sal e misture somente até a massa ficar homogênea. • Embrulhe em plástico filme e leve à geladeira por 30 minutos. • Forre o fundo e os lados de uma forma de torta de aproximadamente 23cm de diâmetro com a massa. • Asse em forno pré-aquecido a 180ºC por 10 minutos. Recheio: • Junte a farinha, o amido de milho, o açúcar e a canela ao leite. • Leve ao fogo e cozinhe em fogo baixo, mexendo sempre. • Quando levantar fervura, continue mexendo por mais 3 minutos e retire do fogo. • Ainda quente, adicione a manteiga e a baunilha e misture. Deixe esfriar. • Com a mistura de morna a fria, acrescente os ovos, um de cada vez, batendo bem. • Espalhe o creme por cima da massa e volte ao forno a 200ºC por mais 20 minutos. • Depois de assada polvilhe canela em pó por cima. • Sirva quente ou leve à geladeira.
Cocada Angolana
Cocada é um doce à base de coco, tradicional em várias regiões do mundo, especialmente na América Latina e em Angola. Receita típica de Angola leva especiarias
INGREDIENTES 500 gramas açucar 1litro de água 1 casca de limão 1 pau de canela 3 unidades de cravo da Índia 1 unidade de anis estrelado 350 gemas coco ralado 2 1⁄2 litros de leite de coco 1 colher de café canela em pó
Preparo: Leve o açúcar, a água, a casca de limão, o pau de canela, anis e os cravos ao lume e deixe ferver até obter o ponto pérola. Adicione o coco ralado e deixe cozinhar cerca 2 minutos, mexendo de vez em quando. Junte o leite de coco e deixe ferver em lume brando, mexendo de vez em quanto até engrossar. Retire os cravos, a casca de limão, pau de canela e anis. Deite num recipiente e deixe arrefecer. Polvilhe com canela em pó.
Pérola Negra (docinho africano)
doce autoral da Chermoula Cultura Culinária, inspirado no doce de coco Qumbe. Qumbe é uma palavra do quibundo que significa dengo é reconhecido como alimento sagrado do Orixá Oxum. Existe um docinho feito de massa farinha de amêndoas ou farinha de arroz, leite de coco e açúcar, Originario da Somália, bastante semelhante ao Qumbe, sigo com minhas pesquisas investigativas.
Mas o docinho africano da Chermoula não é o Qumbe, ele é um doce autoral que eu @alinechermoulaoficial criei para meu menu de pratos da Diaspora Africana pelas Américas.
Trazendo ingredientes da Diáspora tais como, cravo, coco, amendoim, canela, e também ingredientes de nossa vida cotidiana, nesta América recriada a partir da colonização, seu formato redondinho remete ao brigadeiro e o criei com intuito de trazer mais sabor e referência de África às festas e comemorações, visto que nestes passamos a consumir doces europeus até deixando os doces brasileiros de lado.
Uma forma de trazer mais cultura culinária à nossa mesa.
Ingredientes: • 1 lata de leite condensado • 3 colheres (sopa) de manteiga • 1 xícara de cacau em pó • 250 gramas de chocolate meio amargo picado • 100 gramas de amendoim ou amêndoa picada • 26 cubos pequenos de doce de leite • 250 gramas de coco ralado
Preparo: Em uma panela média, misture o leite condensado, a manteiga, o cacau em pó, o chocolate meio amargo e o amendoim. Leve ao fogo baixo mexendo sempre por cerca de 20 minutos ou até que desgrude da panela. Transfira para um prato untado com manteiga e deixe esfriar. Retire porções da massa, recheie com os cubos de doce de leite e enrole formando os docinhos. Passe-os no coco ralado e sirva em forminhas de brigadeiro.
Receita de Hertzoggies (Doce Holandês e Tortinhas de Merengue de Côco)
Esses deliciosos doces sul-africanos (alguns chamam de tortas, enquanto outros insistem que são biscoitos) serão mais conhecidos como Hertzoggies para alguns leitores sul-africanos. Este tratamento único à hora do chá Afrikaner é como a criança das tortas tradicionais holandesas, uma vez importadas exóticas das antigas colônias holandesas, como geléia de damasco, coco desidratado e açúcar.
Ingredientes • 1 caixa de massa folhada • 6 colheres de chá de geléia de damasco • 5 colheres de sopa de açúcar refinado • 1/2 colher de chá de fermento em pó • 2 claras de ovos • 3/4 de xícara de coco ralado Preparo: 1. Pré-aqueça o forno a 400 F (200 C). 2. Unte uma bandeja com 12 buracos ou uma bandeja para muffins. 3. Corte 12 rodelas de massa pronta para caber nas cavidades e forre as cavidades com as rodelas de massa. 4. Colher 1/2 colheres de chá de geléia de damasco em cada cavidade. 5. Combine o açúcar refinado e o fermento em pó e reserve. 6. Bata as claras até ficarem firmes e dobre na mistura de açúcar. Em seguida, dobre o coco. 7. Colher uma colher de sopa da mistura de merengue em cima de cada rodada de pastelaria cheia de geleia. 8. Asse por 10 a 15 minutos, ou até dourar por cima. 9. Retire do forno e deixe esfriar em um rack de resfriamento de arame. Sirva com café ou chá.
Brinholas (bolinhos de chuva de banana)
Receita moçambicana, muito praticada em Cabo Verde também.
• 3 bananas maduras
• 2 ovos
• 1 colher de café de canela em pó
• 1 colher de café de cravo em pó
• 1/2 xícara de leite
• 1/2 xícara de farinha de trigo
• 1/2 xícara de açúcar refinado
• açúcar com canela para polvilhar
• óleo para fritura
1. Amasse bem as bananas
2. Bata os ovos com o leite e misture com as bananas
3. Adicione o açúcar e a farinha, cravo , canela e misture bem
4. Aqueça o óleo em uma panela, para a fritura
5. Utilize uma colher de sobremesa para ir colocando a massa no óleo bem quente
6. A massa começará a boiar no óleo e fritar
7. Vire a brinhola, quando estiver dourada de um lado e frite até ficar totalmente dourada
8. Vá retirando as brinholas e colocando sobre um papel, para retirar o excesso de óleo
9. Polvilhe as brinholas com açúcar e canela
Toda semelhança com algum doce afro-brasileiro não é mera coincidência!
Quem foi criança na década de 80, 90 e no início dos anos 2000, vai se lembrar com exatidão das mulheres que dominavam as programações infantis nas manhãs semanais, entre brincadeiras e desenhos, lá estavam elas, loiras, cabelos lisos, olhos claros e a pele bastante branca. Parecia um consenso de que esse tipo de estética cairia no gosto dos adultos e representaria todas as crianças do Brasil.
Ligar a TV nas manhãs de sábado e acompanhar o concurso da paquita mais bonita , mais loira e mais parecida com a rainha era comum. Que nenhuma era negra, todo mundo já sabe, a questão são os danos que essa não representação causou na subjetividade das crianças negras, que encaravam com acomodação o seu não lugar, “ se não estou ali é por que não mereço estar”.
E seguia-se o baile, do lado de cá da telinha meninos e meninas com a pele escura, cabelos crespos e olhos negros entediam o recado.
Passa-se a rejeitar quem são. Atrelados a essa não presença na tv, existiam os desenhos animados, os livros de literatura, os brinquedos, as bonecas, as roupas que não faziam sequer menção a esse sujeito negro ainda em formação.
Com o adjvento da internet e de questões relacionadas a publicidade, tais programas entraram em declínio e saíram da grade de programação das grandes emisssoras abertas, dividindo-se entre canais fechados e plataformas virtuais. Porém não são todas as famílias que podem pagar por isso.
Atualmente estou apresentando na TV aberta, TV Kirimurê o programa infantil Afroinfância, aos domingos. Da minha própria casa, sem grandes produções, mas comunicando para crianças com nossas referências e representação.
Na minha infância jamais poderia imaginar que um dia ocuparia esse lugar que, para mim, tem um peso enorme. Principalmente vindo de uma infância tão afetada pelo racismo que solapava a minha identidade e me fazia acreditar que era inferior a determinados padrões.
Através da programação que envolve desenho animado, oficinas e brincadeiras muitas crianças terão as suas infâncias celebradas de forma justa.
A criança negra poderá se enxergar através de um espelho autêntico, afinal existe o respeito a sua identidade e cuidado com a sua autoestima.
Reflexões de autores negros sobre racismo, feminismo, estética, religião, empoderamento e encarceramento estão disponíveis gratuitamente na vitrine da plataforma “Eu Faço Cultura”. A coleção, que foi coordenada pela filósofa e escritora Djamila Ribeiro, reúne oito volumes e 500 exemplares impressos, sendo composta por oito volumes e cerca de 500 exemplares impressos.
Podem realizar o resgate alunos de escolas públicas, beneficiários de programas sociais do governo federal, população de baixa renda, jovens de 15 a 29 anos portadores da Identidade Jovem, idosos, portadores de necessidades especiais e seus acompanhantes e microempreendedores individuais e representantes de organizações não-governamentais.
“Lugar de Fala”, de Djamila Ribeiro, é o primeiro volume da coleção. O livro faz uma reflexão sobre quem tem direito à voz numa sociedade estruturada e machista, em que os brancos estão no topo da pirâmide e as mulheres negras na base. “Lugar de fala não é impedir alguém de falar, é dizer que outra voz precisa falar”, explica a autora.
A questão racial é tratada em dois volumes: “Racismo Recreativo”, de Adilson Moreira, e “Racismo Estrutural”, de Silvio Almeida. Adilson Moreira cita o ambiente de trabalho e programas de televisão em que há casos de discriminação racial, mas não são tratados dessa forma. Silvio Almeida analisa o sistema de organização da sociedade que cria condições desiguais para o negro.
História e religião estão no foco de dois babalorixás: Sidnei Nogueira, autor de “Intolerância Religiosa”, e Rodney William, autor de “Apropriação Cultural”. Nogueira apresenta um histórico da intolerância religiosa no Brasil, desde a chegada dos portugueses e dos jesuítas até a ascensão das religiões evangélicas. William escreve sobre a aculturação dos costumes dos povos escravizados e defende um debate amplo, saindo do comum.
O olhar feminino está presente em mais três obras: “Interseccionalidade”, de Carla Akoterine, “Encarceramento em massa”, de Juliana Borges, e “Empoderamento”, de Joice Berth. Carla Akoterine e Juliana Braga analisam a condição negra e a opressão da sociedade, desde o período colonial, quando escravos eram oprimidos pelos proprietários, com a permissão da Justiça. Joice Berth escreve sobre o empoderamento coletivo e individual, e como a estética negra é desvalorizada.
Carioca do subúrbio de Madureira, o pianista Jonathan Ferr é tido atualmente como um dos principais nomes do jazz brasileiro. É sob esta chancela que ele recentemente assinou contrato com a Som Livre e lança nesta sexta-feira (22) seu primeiro single, “Saturno“, pelo selo slap. A faixa é carregada de swing, força e camadas que têm o intuito de conduzir a uma viagem cósmica sem volta para o referido planeta e chega ainda com um clipe/filme. O produto audiovisual mescla a linguagem cinematográfica do curta-metragem com as colagens de um videoclipe em um hibridismo cheio de poesia e imagens sobre amor, afeto, ancestralidade e o tempo.
No novo single – que conta também com sua banda, formada por Caio Oica na bateria, Facundo Estefanell no contrabaixo e Alex Sá no saxofone – Ferr assina ainda como compositor, produtor musical e é o responsável pelos arranjos de cordas e regência. Já no filme, Jonathan atua e divide a direção com Phillipe Rios, enquanto a produção executiva fica por conta de Tânia Artur, que também é empresária do artista.
Apontado pelo jornal EL País como o “garoto-estandarte do jazz carioca” -, Ferr juntou de tudo para trilhar caminhos musicais que desconstroem a erudição como algo inerente a estilos mais complexos. Usando elementos de outros ritmos – como funk e hip-hop – para fazer um jazz mais urbano e popular, o pianista é um representante brasileiro do afrofuturismo – movimento que mescla tradições africanas com ficção científica e fantasia para rever o passado negro e criar novas narrativas -, explorando as fronteiras do jazz com o broken beat e outros eletrônicos, além de utilizar recursos como o vocoder, instrumento que faz com que os timbres de voz soem robóticos.
O nome da faixa, inclusive, foi inspirado por Sun Ra, considerado o pai do afrofuturismo, que também era pianista de jazz e criador de seus próprios filmes. Ele abandonou seu nome de nascença e adotou o nome e a personalidade de Sun Ra – sendo Ra um deus da mitologia egípcia -, alegando ser o “Anjo da Raça” de Saturno.
O projeto “iluMINA!”, realizado pela Dimenti Produções Culturais, abre inscrições para oficina de luz para cena, coordenada pelas iluminadoras Milena Pitombo, Maria Carla e Larissa Lacerda.
Na oficina, serão abordados conteúdos como a história da iluminação (dando enfoque à participação de mulheres importantes para a área), os fundamentos básicos para luz, como cor, intensidade, ângulo, direção, qualidade etc., e noções técnicas que envolvem reconhecer equipamentos, lâmpadas e lentes, além de noções de eletricidade básica.
60 vagas gratuitas são oferecidas para mulheres da Bahia que desejem se instrumentalizar nesta área, desenvolver um olhar sensível para a arte de iluminar e construir seus projetos de luz em diversas circunstâncias: em casa, para uma câmera ou dentro de um teatro.
Interessadas devem preencher o formulário online disponível em https://tinyurl.com/oficinailumina, até o dia 29 de janeiro. A lista de inscritas será divulgada no dia 1º de fevereiro e as aulas se realizarão, em formato online, de 2 a 20 de fevereiro, às terças e quintas, das 18h30 às 21h, e aos sábados, das 9h30 às 12h, totalizando uma carga horária de 20 horas.
Neste percurso, será proposto que cada participante escreva um miniprojeto artístico, com foco na conceituação de um projeto de luz de sua autoria, para ser avaliado pelas instrutoras. A partir disso, 12 alunas serão selecionadas para uma segunda etapa de orientação individualizada, com 8 horas de acompanhamento de seus processos criativos, com oferta de uma bolsa-auxílio de criação no valor de R$ 800. Os resultados artísticos desta etapa serão apresentados ao público no final do mês de março.
O projeto “ilumina!” tem apoio financeiro do Estado da Bahia através da Secretaria de Cultura e da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Programa Aldir Blanc Bahia) via Lei Aldir Blanc, direcionada pela Secretaria Especial da Cultura do Ministério do Turismo, Governo Federal.
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