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A reprodução de um discurso preconceituoso: Karol Conká é acusada de Xenofobia no BBB

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Karol Conká e Juliette

A cantora Karol Conká, entrou nos assuntos mais falados do twitter nessa sexta-feira (29), após dizer que estava incomodada com a maneira da paraibana Juliette de falar, mas ter entendido que “na terra dessa pessoa é normal falar assim”.

Em conversa com Sarah e Thais, a cantora fez questão de dizer que era do Sul e Juliette do Nordeste, por isso que ela fala mais “recatado” e a advogada se comporta de forma mais expansiva.

“Aí as pessoas dizem: não, é o jeito, porque lá na terra dessa pessoa é normal falar assim. Eu sou de Curitiba, entendeu? É uma cidade muito reservadinha, por mais que eu seja artista e rode o mundo, eu tenho os meus costumes”, começou Karol.

“Tipo, eu tenho muita educação pra falar com as pessoas, eu tenho meu jeito brincalhão, eu brinco, mas reparem que eu não invado, eu não passo..eu não desrespeito, eu não falo nem pegando nas pessoas”, continuou.

Rapidamente, vários internautas reagiram a fala da cantora e muitos influencers que participaram de antigos BBB’S e, com certeza, já sentiram a dor de comentários xenofóbicos por nascerem na região Nordeste, se pronunciaram sobre o assunto.

Uma delas foi a ex-participante Flay: “Nojo desse papo de discriminação com a cultura do nordeste, me dá ânsia de tanto nojo, nós somos calorosos, gostamos do contato, somos expressivos, somos alegres e espalhafatosos sim, mas isso não significa que no nosso lugar a gente não aprende a ter educação e respeito.”

Outras pessoas afirmaram em seu Twitter que a própria Juliette pediu para ser avisada se estivesse falando em um tom mais alto na casa e que isso seria uma insegurança da Paraibana. O medo de causar incomodo nas outras regiões pela sua maneira de falar/expressar, mesmo em um país tão diverso como o Brasil, é a consequência de anos sendo taxados como ‘mal-educados’ apenas por nascermos na região Nordeste.

A cantora Karol Conká conseguiu reduzir as subjetividades das pessoas ao lugar onde elas nascem, colocando a forma expressiva da Juliette como invasiva e mal-educada, e a forma de falar da sua região, no Sul, de recatada e “muito bem educada”, como disse a mesma.

A questão colocada não é se Juliette foi invasiva ou não, muito menos se os costumes da Karol vieram por causa da sua região, mas sim, por ela ter associado algo que a mesma considerou como “falta de educação” de uma participante ao local em que ela mora.

Ao falar “Eu sou de Curitiba, entendeu? (…) eu tenho muita educação ao falar com as pessoas, mas na terra dessa pessoa é normal falar assim.” Ela repete um discurso xenofóbico e retrógrado que descredibiliza toda uma população.

Ludmilla lança versão ao vivo do seu EP “Numanice”

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Foto: Ygor Marques

O ano de 2021 começa com um importante lançamento na carreira de Ludmilla, o aguardado show “Numanice Ao Vivo” aterrissa, nesta sexta-feira (29), como álbum em todas as plataformas digitais e também como show completo em seu canal do Youtube. Gravado em novembro de 2020, sem plateia – como pedem os tempos atuais – o registro das 14 faixas do lançamento, no entanto, foi feito em cenário estonteante: o Pão de Açúcar, reservado exclusivamente para ela. Com o feito (que teve investimento superior a 1 milhão de reais) Ludmilla passa a ser a primeira cantora a se apresentar no Pão de Açúcar – tradicionalmente os shows artísticos no ponto turístico são gravados no Morro da Urca. “Quis mesclar os sucessos de “Numanice”, com músicas já consagradas e bastante conhecidas do público. Na falta do público não medi esforços para gravar num dos cenários mais incríveis da nossa cidade. Estou na maior expectativa para saber o que a galera vai achar. Fiz com muito carinho” – conta Ludmilla.

Derivado do aplaudido EP “Numanice”, lançado em abril de 2020 – com todas as faixas no Top 100 e o single “Amor Difícil”, no Top 40 – conta com muitas participações especiais do mesmo segmento, são elas: Thiaguinho, Bruno Cardoso, Vou Pro Sereno e Di Propósito, além do rapper Orochi. “É um ritmo que faz parte da minha história pessoal, pois foi a partir dele que comecei a querer cantar, a gostar e a querer me aperfeiçoar. O ritmo sempre esteve presente na minha vida familiar. Foi muito prazeroso e ao mesmo tempo uma responsabilidade. Gravar com essas feras não foi mole não, tenho muita admiração e respeito por todos e poder fazer isso com aval deles é demais” – completa a cantora.

Diferentemente do pop e do funk, ritmos que pautam a carreira musical da artista, a ideia do novo álbum surgiu da vontade da cantora em registrar um “pagodinho de respeito” com alguns convidados. Ao todo são 14 faixas incluindo sendo uma inédita a primeira música de trabalho: o single “Ela Não”, de autoria da própria cantora. O preciosismo de Ludmilla ao realizar o projeto está em cada detalhe e isso inclui um bem importante: a produção musical de fica a cargo de Rafael Castilhol, que desde os anos 1990 está em projetos de grandes artistas do pagode como a extinta banda Soweto, Sorriso Maroto, o cantor Belo, entre outros.

Uma das participações especiais, Bruno Cardoso, do grupo Sorriso Maroto, canta com Lud a faixa “Não é Por Maldade”. “A Lud é versátil, plural, talentosíssima. Quando escutei o álbum “Numanice”, pirei. Fiquei com a música “Não É Por Maldade” no repeat por semanas. Já nos conhecíamos, mas nunca tínhamos feito nada juntos. Cheguei até a convidá-la pra cantar antes. Mas não era pra ser naquele momento, porque algo muito legal estava sendo preparado e chegou o momento” – resume Cardoso.

Com Thiaguinho, cantor com quem já dividiu palco e estúdio em outras ocasiões, Ludmilla fez dueto em “Amor Difícil”: Cantar com a Lud é sempre uma delícia! E cantar pagode com ela é mais gostoso ainda! Sei o quanto ela curte e ela faz com propriedade” – finaliza o cantor.

1- Ela Não (Ludmilla)
2- Desse Jeito é Ruim Pra Mim / Perfume / Antes de Dizer Adeus (Arnaldo Saccomani, Rafael Brito, Thais Nascimento / Julio Borges, Umberto Tavares / Altay Veloso)
3- Não É Por Maldade part. Bruno Cardoso (Ludmilla)
4- Cheiro Bom do Seu Cabelo (Ludmilla)
5- Te Amar Demais / Best Part part. Di Proposito (Sodré / Ashton Simmonds, H.E.R, Jordan Evans, Matthew Burnett, Riley Bell)
6- Eu Te Uso e Sumo / Não Seria Justo / Nem Pensar (Mr. Dan, Thiaguinho / Thiaguinho / Andrea Amadeu, Helder Celso, Valtinho)
7- Amor Difícil part. Thiaguinho (Ludmilla)
8- Vai e Volta (faixa Hello Mundo) (Ludmilla, Umberto Tavares, Jefferson Junior)
9- Sintoma de Amor / Depois do Amor / Agenda (Rafa Brito, Davi Fernandes / Rick, Pete / Alexandre Lucas, Douglas Rafael, Umberto Tavares)
10- I Love You Too part. Orochi – Inédita (primeiro single) (Soraia Ramos, Gerson Costa)
11- Mande Um Sinal / Sinais (André Renato, Felipe / Bruno Cardoso, Sergio Silva, Thiago Silva)
12- Tô de Boa part. Vou Pro Sereno (Ludmilla)
13- Pôr do Sol na Praia – (Lucas Silva)
14- Lá Vai Lá / Que Mulher (Nega Danada) / Cadê Ioiô / Alguém Me Avisou part. Thiaguinho e Vou Pro Sereno (Alexandre Silva, André Rocha, Moisés Santiago / Ary Guarda, Chatin / Cesar Veneno / Dona Ivone Lara)

“Numanice Ao Vivo” pretende conquistar o Brasil com uma série de shows especiais, em algumas capitais brasileiras, com previsão de estreia a partir do segundo semestre deste ano, caso os shows possam voltar a acontecer com segurança devido à pandemia que o mundo atravessa.

“32 vozes negras por Marielle”: Escritoras negras lançam livro em homenagem a Marielle Franco

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Reprodução/Google

Será lançado na próxima segunda-feira, 1 de fevereiro, o livro  “32 vozes negras por Marielle Franco. Por tantas outras mulheres negras que foram assassinadas e principalmente por todas nós: nossas vidas importam!”.

O objetivo do projeto é fazer com que mulheres negras (cis ou trans) traduzam em palavras, poetizando e/ou narrando, mais um momento de dor e violência. O livro será disponibilizado gratuitamente em algumas plataformas digitais (que será divulgada na segunda-feira pelo Blogueiras negras).

A publicação, uma iniciativa do site Blogueiras Negras junto com a Livraria Africanidades, conta com a participação de 32 escritoras negras de todo o Brasil que responderam a uma chamada pública feita em 2018, semanas após o assassinato de Marielle Franco.

O prefácio é de Anielle Franco, irmã de Marielle, a arte da capa foi feita por Kaísa Santos e a diagramação por Ariane Cor. O livro também tem versão em inglês, a tradução ficou sob a responsabilidade de Jess Oliveira e Bruna Barros

“Que Marielle siga inspirando a luta e a construção política de muitas mulheres negras que estão pelo mundo, e que sua trajetória seja a maré que inunda o oceano de transformações que ainda veremos transbordar”, falou Anielle Franco no prefácio do livro.

Google lança central de insights especial para o Dia da Visibilidade Trans

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Cantora Urias, uma das personalidades trans brasileiras mais buscadas

O Google Trends lançou nesta sexta-feira (29), Dia Nacional da Visibilidade Trans, uma central de insights dedicada a data. A página destaca temas relevantes para o movimento, como a busca por direitos, o interesse por personalidades trans, e também o interesse de busca por desafios enfrentados pela comunidade trans no Brasil. 

A central busca ainda destacar o interesse por pessoas trans que romperam barreiras e conquistaram posições inéditas, como se observa no ranking de termos mais buscados associados à frase “Primeiro/a… trans”:

  1. Primeira modelo trans
  2. Primeira transexual brasileira
  3. Primeira miss trans
  4. Primeiro homem trans
  5. Primeira trans eleita
  6. Primeiro transexual brasileiro
  7. Primeira trans comissária
  8. Primeira mãe transexual
  9. Primeira doutora trans
  10. Primeira transexual mulher

Já as personalidades trans brasileiras mais buscadas, desde 2004, no Brasil, são:

  1. Thammy Miranda
  2. Laerte Coutinho
  3. Roberta Close
  4. Léo Áquilla
  5. Rogéria
  6. Urias
  7. Liniker
  8. Lea T
  9. Ariadna Arantes
  10. Luisa Marilac

Em 2020, as buscas por transexualidade dentro da vertical de política bateram recorde em novembro, mês das eleições municipais. Vereador em São Paulo, Thammy Miranda foi a pessoa trans eleita mais buscada em todo o país. Seu nome sozinho concentrou 53% das consultas realizadas pelas cinco pessoas trans eleitas mais buscadas desde novembro de 2020. Na sequência, aparecem Dandara (27%), Duda Salabert (11%), Maria Regina (5%) e Erika Hilton (4%).

Com o passar dos anos, o movimento trans conquistou cada vez mais espaço nas discussões dos brasileiros, em conjunto com a conquista de direitos como o nome social. Isso também se refletiu nas Buscas:

O direito ao nome social é um dos maiores em termos de interesse de busca dentro desse escopo. As perguntas mais buscadas sobre “nome social”, entre janeiro de 2020 e janeiro de 2021, são:

  1. O que é o nome social?
  2. Como usar o nome social na escola?
  3. Como funciona o nome social do Enem?
  4. Como funciona o nome social em órgãos públicos?
  5. É aceitável usar o nome social na identidade?

Vale ressaltar que com o avanço das discussões sobre gênero, os termos “Cisgeneridade”, “Genderqueer”, “Identidade de gênero” e “Gênero binário” ganharam força na Busca. O gráfico abaixo ilustra o crescimento desses termos desde meados de 2015.

Não podemos esquecer, no entanto, que o Brasil é o país que mais mata transexuais no mundo. Ele é, também, o país que demonstra maior interesse de busca pelo termo “transfobia” nos últimos 12 meses, sendo seguido por Reino Unido, Nova Zelândia, Chile e Austrália

União Africana planeja implantação do passaporte único para 2021

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União Africana; foto/reprodução: Google

Em 1º de janeiro de 2021, foi anunciada a Área de Livre Comércio Continental da África (AfCFTA). Esta área visa reunir 1,3 bilhão de pessoas em um bloco econômico de US$3,4 trilhões, criando um mercado único para bens e serviços, além de uma união aduaneira com livre circulação de capitais e viajantes a negócios.

Como um dos principais objetivos da Agenda 2063, a União Africana (UA) anunciou em 2016 que previa a implantação do passaporte único para todos os africanos até 2018, visando e otimizar o uso dos recursos de África para o benefício de todos os africanos e remover as restrições à capacidade dos africanos de viajar, trabalhar e viver no seu próprio continente.

Apesar de alguns empecilhos terem afetado o prazo estipulado anteriormente, os primeiros passaportes da já foram emitidos para líderes de governo, diplomatas e funcionários da UA e a retomada para atender a todo o continente está prevista para acontecer este ano, como parte da Área de Livre Comércio. Segundo a UA, países como Ilhas Maurícios e Ruanda assumiram a liderança na garantia de viagens mais fáceis dentro da África, flexibilizando as restrições de visto em alguns casos, adotando visto eletrônico.

Já Benin, Gana e Seychelles, retiraram totalmente os requisitos de visto para todas as pessoas africanas, tornando mais próximo o sonho de cidadãos africanos viajarem livremente dentro de seu próprio continente.

Espera-se que a livre circulação de africanos em África proporcione vários benefícios para os países participantes, dentre eles a promoção da identidade pan-africana, facilitação da mobilidade laboral, transferência de conhecimentos e habilidades, além de integração social, estímulo do comércio e do turismo.

Coala.Lab lança o EP que traz registro do encontro inédito entre Gilberto Gil e os Gilsons

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Coala Festival criou o Coala.Lab, braço que funciona como uma plataforma de lançamentos, selo e proposta de novos negócios. Que, nesta sexta-feira (29), lança o EP Coala.VRTL, que reúne cinco músicas registradas na edição 2020 do evento, realizado em meio à natureza e transmitido digitalmente. Mixado no Studio VIP pelos produtores Dudu Borges e Cláudio Abuchaim, o trabalho tem como um dos destaques a faixa “Estrela”, que eterniza o encontro inédito de Gilberto Gil com os Gilsons, composto pelo filho José Gil e pelos netos Francisco Gil e João Gil. O EP Coala.VRTL chega aos aplicativos de streaming pela Altafonte (ouça aqui). 

Além de Gilberto Gil e os Gilsons, o EP lista ainda: a performance do funkeiro Nego Bala para “Fumando do Verde”; a interpretação dos Novos Baianos para “Dê um Rolê”; o dueto de Mc Tha e Rico Dalasam para “Despedida”; e “Lamento Sertanejo”, de autoria de Gilberto Gil e Dominguinhos, mas aqui em uma versão feita por Mariana Aydar e Mestrinho. 

Realizado em setembro de 2020, o Coala.VRTL foi responsável por elevar o padrão das transmissões online e alcançou um amplo público. Pessoas de mais de 20 países acompanharam a programação do festival, somando mais de 660.000 espectadores e contabilizando um total de 25MM de impactos.

Em 2021, o Coala Festival se prepara para retomar o evento presencial, no Memorial da América Latina, em São Paulo. O reencontro com o público está marcado para os dias 11 e 12 de setembro e já tem Gal Costa, Maria Bethânia, Alceu Valença e Black Alien confirmados na programação.

Ouça o EP Coala.VRTL aqui

“Mama System”: Paraense Thais Badu lança seu primeiro álbum

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Imagem: Renato Reis

A cantora e compositora paraense Thais Badu lançou no dia 29 de janeiro o seu álbum de estreia, Mama System. A obra, que têm o patrocínio do Banco da Amazônia e da Natura Musical, traz o conceito de um sistema de som que não segrega ninguém, mas, segundo a artista, agrega a diversidade e tudo que o sistema opressor tenta destruir.

O álbum de estreia tem uma pegada pop e está repleto de participações especiais. A cantora fala, em suas músicas, sobre força, coragem e incentivo para realizar seus sonhos.

Thais Badu foi selecionada pelo edital Natura Musical, por meio da lei estadual de incentivo à cultura do Pará (Semear), ao lado de nomes como Lucas Estrela, Anna Suav & Bruna BG, Chico Malta e Liége, por exemplo. No Estado, a plataforma já ofereceu recursos para 59 projetos até 2019, como Manoel Cordeiro, Dona Onete, Pinduca, Felipe Cordeiro e Luê.

A cantora e compositora Thais Badu é natural do norte do Brasil. Já cantou reggae, rock, mpb e pop, até descobrir seu amor pelas rimas e principalmente a mensagem que a música urbana podia expressar em seu som. Hoje mescla em seu trabalho todas suas experiências e influências musicais em um som calcado pelas batidas eletrônicas, regionais e brasileiras.

Encontros gratuitos e online de Jongo, Coco e Maracatu abrem inscrições

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Facilitadores do projeto, Natalia Sant'Anna e Bruno Cezzá_foto Mariana Pires

O projeto Vivência s das danças populares, contemplado pela Lei Aldir Blanc, de apoio a cultura o que possibilitou a participação de forma gratuita dos inscritos em todas as atividades online. A cada módulo de 4 encontros as danças serão envolvidas por uma manifestação diferente: Jongo, Coco e Maracatu.

As dinâmicas vão acontecer orientadas por diálogos sobre referências e histórias que compõem as manifestações, valorizando a cultura popular pelo resgate da fala e visibilizando mestres, mestras e grupos tradicionais que as influenciaram.

Todos os encontros serão terças e quintas, às 19h30, pela plataforma online Zoom, os encontros serão com os facilitadores do projeto, Natalia Sant’Anna e Bruno Cezzá, e abordarão a poética dos ritmos populares através da dança, a começar pelo Jongo.

As vivências acontecem nos dias 09, 11, 16 e 18 de fevereiro, para participantes de todas as idades. No dia 18, a jongueira Jéssica Castro será a convidada especial.

Já nos dias 23 e 25 de fevereiro, e 02 e 04 de março, encontros com o Coco, recebendo no último dia o grupo dos Brincantes da Pedra Branca.

Nos dias 09, 11, 16 e dia 18 vivência com o Maracatu. O último dia terá Tambores de Olokun.

As inscrições do projeto estão lotadas, contudo, inscrições para a primeira turma estão esgotadas, os interessados devem se inscrever na lista de espera no link: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSf0faraY1em3_7XAQrqcVrxWwuOOH7ZDgGOoiunE0g9SatTag/viewform

Conheça os bailarinos que estrelam novo clipe de Selena Gomez, gravado no Ceará

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Imagem: reprodução, Fernando Nogari (instagram)

A Canção Baila Conmigo, da atriz e cantora norte americana de ascendência latina, saiu na madrugada dessa sexta feira já acompanhada de um vídeo clipe. Mas o que chamou a atenção dos brasileiros mesmo, foi o fato do vídeo ter sido filmado aqui, mais precisamente no nordeste.

A música, que é o segundo single do próximo EP da artista, conta com a parceria do rapper porto-riquenho Rauw Alejandro e foi dirigido pelo brasileiro Fernando Nogari. Os bailarinos que estrelam a produção, filmada em Icapuí- Ceará, também são brasileiros. Kibba, é um dançarino e cantor de São João do Meriti, no Rio de Janeiro. No clipe, ele aparece como um piloto de motocross.

A atriz e bailarina Ariane Aparecida, por sua vez, aparece dançando a música em vários lugares ao longo do clipe. Ela é de Brasilândia, em São Paulo, e estudante de arte-teatro na UNESP.

Além do litoral do Ceará, o video também teve cenas gravadas em Guadalajara, no México e em Los Angeles, Califórnia, visto que não foi possível todos os artistas envolvidos filmarem juntos. A produção foi filmada em setembro de 2020, e fará parte do EP de Selena ”Revelacion”. Esse é o primeiro trabalho da artista inteiramente em Espanhol, e será lançado em 12 de março.

Confira o vídeo:

BBB21: Episódio envolvendo Lucas Penteado gera debates sobre a autoestima do homem negro

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Foto: Reprodução

Com o BBB mais preto da história da emissora, muitos debates envolvendo negritude e vivências de pessoas pretas estão sendo pautados no reality, e dessa vez uma série de debates preencheram as redes sociais envolvendo o ator Lucas Penteado.

Ainda nos primeiros dias de reality, o brother já havia dito na casa algumas vezes sobre suas experiências em relacionamentos amorosos e também as dores que um jovem negro enfrenta derivadas do racismo da sociedade. Lucas revelou que não sabe se ficaria com alguém da casa, e quando questionado revelou o motivo: “Nunca fiquei com uma guria branca na minha vida. Não é porque eu não quis, é que nunca rolou, elas não olham muito pra mim”

Não é a primeira vez que o assunto é pautado no reality, na versão anterior do programa, a vencedora Thelminha falou das suas experiências enquanto mulher negra e o quanto foi difícil ser assumida em uma relação

Dessa vez, o assunto foi abordado por um homem, e só reforça o debate de que pessoas negras carregam diversas feridas quando o assunto é relacionamento.  Na festa da última quarta-feira Lucas Penteado e a sister Sarah se apresentaram como os cupidos da edição com a missão de fazer com que rolasse o primeiro beijo do programa. 

Lucas chegou em algumas meninas e meninos, perguntando suas preferências e quem mais os atraía na casa. Mas quando foi questionar a sister Kerline, a influencer disse “E se eu quiser pegar o cupido?” dando a entender ter interesse no Lucas, o que despertou emoções no ator.

Lucas então, decidiu investir e foi direto na sister dizendo ter interesse em ficar com ela, Kerline por sua vez, disse que tudo não passava de uma brincadeira para constranger o ator da mesma forma que a sua brincadeira de ‘cupido’ havia a constrangido.

A situação mexeu com a autoestima de Lucas, que já havia dito que se sentia preterido quando o assunto era relacionamentos. 

https://twitter.com/koka_lucas/status/1354812054159257612?s=20

Lucas e Kerline conversaram sobre o ocorrido que gerou desconforto mútuo, Lucas entendeu e pediu desculpas pelo constrangimento causado a ela, mas o ator disse a influenciadora que diferente dele, ela não quis ouvir sobre suas feridas.

Devido aos traumas deixados pelo racismo na nossa sociedade, muitos jovens negros crescem ouvindo de seus familiares sobre a necessidade de ‘embranquecer a família’ e dessa forma, jovens negros passam a enxergar mulheres brancas como um troféu, contribuindo para o preterimento de mulheres negras, e a história se repete também com mulheres negras preterindo homens negros.

Quando falamos sobre “palmitagem” e a importância das relações afrocentradas envolve muito mais que a questão “Negro só pode ficar com negro?” envolve o autoódio e autoestima. Algumas pessoas negras não aprendem a se amar, e se veem incapazes de amar alguém parecido consigo.

O episódio ocorrido no BBB21 além de mostrar a realidade de alguns homens negros em relacionamentos, deixa nítido também o descomunal interesse de homens negros em mulheres brancas e a necessidade de ser notado por elas, que os fazem se sujeitar a circunstâncias como essa em questão. A situação vivenciada pelo ator é retratada em produções brasileiras de grande sucesso como o filme “Era Uma Vez” a música “Patricinha do olho azul” e “Sou Favela” em todos essas produções artísticas, um homem negro passa por situações racistas humilhantes para conquistar o amor de mulheres brancas

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