Nesta terça-feira, 20, é o dia dos 50 anos de um dos jornais mais conhecidos pela população brasileira. Com cinco décadas de informação sobre os principais fatos do Brasil e do mundo, o jornal está sendo conduzido pela apresentadora Maju Coutinho, mas já teve diversos outros nomes em sua bancada.
É na sua data de aniversário que também vai ao ar os dois últimos episódios da série sobre “grandes coberturas feitas pelo JH nos últimos 50 anos”. O atentado de 11 de setembro, a morte do papa João Paulo II e a eleição de Bento XVI, as tragédias do furacão Katrina e a queda do avião da Air France estão entre os assuntos lembrados no especial.
A página especial do Jornal Hoje no G1, segue disponibilizando conteúdo diário e especial por conta do aniversário do jornal, como mensagens de parabéns de apresentadores como William Bonner e Renata Vasconcellos, do ‘Jornal Nacional’; Sandra Annemberg, do ‘Globo Repórter’; Ana Paula Araújo, do ‘Bom Dia Brasil’; Caco Barcellos, do ‘Profissão Repórter’ e a própria Maju Coutinho.
Em entrevista para a própria globo, Maria Julia Coutinho falou:
Qual a importância de estar à frente do ‘Jornal Hoje’ no momento em que o jornal celebra 50 anos?
É uma dupla realização estar à frente do JH. Primeiro pela importância desse telejornal, sua história, por fazer parte desse time incrível de apresentadores que deixaram sua marca. E ancorar este telejornal no seu cinquentenário, que ocorre no mesmo período de uma pandemia e de uma epidemia de notícias falsas, é marcante na trajetória de qualquer profissional. É clichê, mas é real: estamos vivendo a história em toda sua fúria. Ainda levará tempo para desvendarmos tudo que o está acontecendo.
O JH é reconhecido por muitos profissionais como o ‘jornal do gerúndio’, por ser exibido no momento em que as notícias acontecem. Como você se prepara para muitas vezes lidar com notícias que não estavam previstas?
O JH tem a característica de trazer o calor do momento, a notícia que chega naquele instante. Muitas vezes, o apresentador vai descobrindo o fato juntamente com o telespectador. Ninguém está preparado para o um rompimento de barragem, a queda de um avião, mas temos que estar a postos para o imprevisível, o imponderável e o improvável.
O que veremos na série especial em comemoração aos 50 anos do Jornal Hoje?
A série é costurada por fatos importantes que aconteceram no Brasil e no mundo durante ou pouco antes do horário do ‘Jornal Hoje’. As reportagens especiais de aniversário deixam claro o DNA do JH: estar de olho no lance, captar o momento e apresentar as primeiras informações. O JH é um jornal companheiro, ele se entrelaça com a rotina do telespectador. É o companheiro da hora do almoço, do intervalo do trabalho, no qual o espectador vai desvendando, com o apresentador e com as equipes de reportagens, os acontecimentos em tempo real. A série mostra também os pontos nos quais o Brasil avançou e o caminho que ainda precisa ser trilhado. Conta com depoimentos de apresentadores que já passaram pelo telejornal, fatos históricos. Está muito emocionante.
No último domingo, 18, iniciou-se um incêndio próximo ao Memorial Cecil Rhodes, na Cidade do Cabo, que foi controlado apenas na manhã desta terça-feira.
Com o vento forte, o fogo se alastrou atingindo mais de 400 hectares de terra e áreas residenciais foram evacuadas. Um restaurante, a famosa Table Mountain além da biblioteca da Universidade da Cidade do Cabo também foram atingidos.
Biblioteca Jagger – Universidade da Cidade do Cabo (Foto: Nic Bothma / EPA-EFE / Shutterstock)
A Universidade da Cidade do Cabo estava em funcionamento, com mais de 4.000 alunos, foi desocupada e teve uma de suas bibliotecas totalmente destruída, já registrando a perda de cerca de 3500 coleções. De acordo com a universidade, no local há materiais impressos e audiovisuais sobre estudos africanos; 1.300 sub-coleções de manuscritos exclusivos e papéis pessoais e mais de 85.000 livros e panfletos sobre estudos africanos, incluindo materiais atualizados e trabalhos sobre a África e a África do Sul impressos antes de 1925.
Além das mais extensas coleções de filmes africanos do mundo, a biblioteca abrigava os arquivos do Congresso Nacional Africano e publicações de seus anos como um movimento clandestino de luta contra o governo do apartheid. Ainda não se sabe se tais acervos foram destruídos.
Há suspeitas de que o incêndio tenha sido provocado intencionalmente, por conta dos protestos nos últimos anos contra o legado colonial de Rhodes, um magnata da mineração do século 19 que fundou a multinacional de diamantes De Beers e é uma figura controversa na história da África do Sul.
Todo mundo quer ser um pouco como uma estrela de cinema, não é mesmo? Mas mesmo não estando nos holofotes de Hollywood, a gente consegue (e merece) ter nossos momentos de luxo sim! E pode ser mais fácil do que você imagina. Em uma entrevista recente para a GQ, o premiado ator Sterling K Brown listou 10 produtos que ele não pode ficar sem, desde artigos tecnológicos até produtos de beleza. Como o astro é norte-americano, muitos desses produtos a gente não acha no Brasil. Então, selecionamos artigos semelhantes que você acha por aqui com mais facilidade. Além disso, também tem algumas coisas que você até consegue achar por aqui, porém com o dólar nas alturas separamos umas alternativas mais acessíveis. Sem mais de delongas, vamos pra lista?
1.Óculos de Sol.
O Ator conta que a cerca de 10 ou 12 anos atrás, fez a LASIK (uma cirurgia feita a laser, no olho, que corrige ametropias esferocilíndricas). Ele conta que estava cansado de usar óculos de grau ou lentes de contato, e por isso vê a operação como um ”presente” e um investimento que precisa ser protegido. Protegido como? Com um estiloso óculos de sol da Carrera que protege seus olhos dos raios UV. Fomos a caça e conseguimos achar um modelo aviador relativamente parecido -e mais barato- aqui no Brasil. Olha só: De um lado, temos os óculos originais do K Brown (que você não acha por um valor menor de 3 dígitos). Do outro, temos um modelo aviador grafite, que custa apenas R$39,00 nas Lojas Americanas.
Imagem: reprodução GQ
Imagem: Lojas Americanas
2. Relógio
Premiação em Los Angeles, compromisso em NYC. Quando se é um astro do cinema, a cada momento você está em um lugar. Já pensou no tormento que é ficar a toda hora atualizando os fuso-horários no relógio? Esse modelo do K Brown foi feito justamente pensando em pessoas com essa rotina maluca, e ele troca os fusos de uma maneira bem mais pratica. Como isso vai ser útil pra você? Bom, sabe aquela reunião de trabalho com equipes de outro país? Quer falar com aquele parente ou amigo que está fora do Brasil, mas não sabe se a hora é oportuna pra ele? Ou simplesmente para fazer um charme mesmo. Dado isso, encontramos no Mercado Livre esse modelo (que embora visualmente diferente), segue a mesma proposta de mostrar dois fusos. Ele custa 165 reais. Certamente o K Brown compraria, se tivesse visto primeiro.
Imagem: Reprodução GQ
Imagem: Mercado Livre
3. Bloqueador de Ruído
Sabe quando você precisa dormir, mas o mundo ao seu redor não parou? Uma sugestão boa são os bloqueadores de ruído. O modelo que o Sterling usa, é esse Bose Sleepbud II. Ele é realmente muito bom, mas também é muito caro. Custa entre 2K e 2.8K. Importante dizer que ele não só bloqueia o ruído ,mas também vem com apps que executam sons relaxantes para você ouvir enquanto dorme ou medita. Mas sabe de uma coisa? Com fones de ouvido sem fio e um áudio no Youtube você consegue o mesmo resultado gastando BEM menos. Esse modelo que encontramos de fone sem fio da Phillips, custa em média R$169,00. Afinal a ideia é dormir e descansar, e não ter pesadelos com a fatura do cartão de crédito.
Imagem: divulgação Amazon
Imagem: divulgação Philips
4. Colar David Yurman
No video para a GQ, ele revelou que quase nunca tira esse colar, apenas quando realmente é necessário. (O que é compreensível, eu também não tiraria se tivesse um) Mas para ele, o motivo é diferente. O colar tem um símbolo que significa Deus. Ele usa o colar como uma forma de amuleto, e uma maneira de sentir que Deus está sempre com ele. Se você gostou da idéia, saiba que um colar com placa lisa bastante parecido custa R$28,00 no Mercado Livre. Ele não tem o mesmo símbolo, então a dica é a seguinte: Salva essa foto, e mostra o símbolo pra alguém especializado gravar. Com certeza vai sair por bem menos que no site do David Yurman, onde as peças chegam a custar vinte e oito mil dólares.
Imagem: Divulgação, Mercado Livre
Imagem: reprodução GQ
5. Hidratante Labial
Essa dica é boa, custa pouco e vale MUITO. Manter os lábios hidratados é uma preocupação do Sterling, e deveria ser de todo mundo. Você encontra hidratantes labiais com facilidade em lojas de cosméticos, e até em farmácias. Esse aqui da foto por exemplo, custa cerca de R$8,40.
Imagem: Divulgação GQ
Imagem: Divulgação
6. Garrafa de Água
A do Sterling, o ganhou por manter a temperatura da bebida até três dias. Entretanto, como (esperamos) que você não vai ficar três dias tomando o mesmo café, encontramos um modelo bem parecido e que mantém a temperatura por até 24 horas (fria) e 12h (quente). O suficiente, né? Você pode encomendar a sua pelo site da Kouda, e custa R$125,00.
Imagem: divulgação Kouda
Imagem: reprodução GQ
7. iPad
O tablet da famosa maçãzinha, ganhou o coração de Sterling. Mas como já citamos aqui, com a alta do dólar alguns produtos se tornam inviáveis para a maioria dos brasileiros, e o iPad é um deles. No site oficial da Apple, os preços do aparelho vão de R$4.799,00 até mais de R$10.000,00. Porém, é possível ter um aparelho bom e pagar menos por isso. Uma sugestão são os aparelhos da Samsung. No site oficial, o tablet mais barato custa R$944,00 e o mais caro R$6.599. Uma diferença gritante da concorrente, não acham? Esse modelo da foto está no meio termo, custando R$1.439,00
Imagem: Divulgação
Imagem: Divulgação, Samsung
8. Ricola
K Brown, é um adepto das pastilhas para tosse e balas para respiração. A marca que ele usa, é a Ricola, da Suiça. Todavia, aqui no Brasil nos temos as famosas pastilhas Valda no mesmo segmento. Inclusive, elas estão no mercado a mais tempo que a Ricola! Custam baratinho, entre 8 e 15 reais dependendo da embalagem. E o melhor: fácil de achar. Normalmente eles ficam nas farmácias, perto de outro item dessa lista: a manteiga de cacau.
Imagem: Reprodução GQ
Imagem: Divulgação
9. Enxaguante bucal
Realmente K Brown, isso é ESSENCIAL. O ator explica que não fica sem, pois está o dia todo conversando ou atuando com outras pessoas e precisa manter um bom hálito, além é claro de ser um habito de higiene bucal. Esse Listerine é exatamente igual ao modelo que K Brown apresenta no vídeo, e seu preço médio é por volta de R$14,00. Mais um item para você pegar na próxima ida á farmácia.
Imagem: GQ
Imagem: Divulgação
10. Skincare
Por último mas não menos importante, nosso astro vêm abrindo os olhos de muitos homens sobre algo importante: A rotina de skincare é algo que deveria ser levada mais a sério, principalmente entre os homens negros. Vivendo em uma sociedade machista, em pleno 2021 há quem ache isso uma besteira ou desnecessário pois a nossa pele é ”mais resistente” e tudo mais. Todavia uma cultura de cuidados é sempre bem-vinda sim. Sterling, usa uma linha de produtos franceses para isso. Entretanto, nos achamos produtos que você pode comprar aqui no Brasil para tratar as cútis. Procure um profissional especializado para que ele te oriente sobre quais produtos são mais adequados para a sua pele, aqui, nós vamos deixar dois coringas: Protetor solar e gel de limpeza. Eles custam em média R$58,00. Para ter a pele do Sterling, vale a pena!
Nesta sexta-feira (23) ocorre gratuita e virtualmente o “Black Spring” do Afropunk a maior plataforma de cultura negra do mundo e já teve edições anuais em Nova Iorque, Atlanta, Paris, Londres e Joanesburgo neste ano terá a presença de artistas Seu Jorge, Jup do Bairro, Black Pantera e Luedji Luna;
Após as apresentações do Black Spring, acontece o evento Tiny Desk meets AFROPUNK, primeira parceria do festival com a plataforma NPR Music’s Tiny Desk
Neste ano, assim como em 2020, as edições acontecerão com uma estreia virtual no dia 23 de abril celebrando o “Black Spring” inspirado em novos começos e na mudança de estação nos EUA.
“À medida que o mundo e as comunidades Negras em todo o globo começam a se recuperar de um ano de revolta massiva, estamos avançando para criar espaços de libertação e celebração Negra. Os eventos do ano passado trouxeram conversas sobre experiências negras diferenciadas e variadas em toda a diáspora. Olhando em direção ao sol, esperamos que este festival seja uma releitura da unidade negra e aproveite a oportunidade para celebrar nossos muitos parentes afro-latinos, afro-caribenhos e afro-descendentes”, explica Tina Ferris, produtora artística do AFROPUNK.
Na programação de shows que se inicia às 13h (horário de Brasília), estão o cantor Seu Jorge, a cantora Jup do Bairro e a banda Black Pantera representando o Brasil e marcando, definitivamente, a incorporação do Brasil no evento global.
Completam o lineup a rapper Rico Nasty e a banda Seafoam Walls dos Estados Unidos; o grupo ChocQuibTown e o duo Dawer x Damper da Colômbia; e o artista jamaicano Projexx. A chef e atriz da série ‘She’s Gotta Have It’, Santana Caress Benitez será a apresentadora da noite.
Outra novidade é que o Brasil marcará presença também na segunda edição do Planet AFROPUNK, a edição de 2020 contou com a curadoria de Larissa Luz e direção criativa de Bruno Zambelli.
Em breve o festival anunciará as novas datas.
O AFROPUNK Black Spring acontecerá nos canais do AFROPUNK no Facebook e Youtube e na plataforma Afropunk (acesso gratuito).
Confira Afropunk para mais informações e atualizações sobre esse evento único, nele também o público poderá fazer a inscrição 100% gratuita.
O AFROPUNK é uma celebração de diversas expressões negras da diáspora africana imersa em atitude e ativismo de resistência. Trata-se de um ethos punk fundamental para a libertação negra — nossa liberdade de existência e igualdade global.
Nossa missão é construir comunidade, diálogo e consciência. Nós inundamos nossa comunidade de jovens afro das gerações Y e Z que se sentem oprimidos, marginalizados e excluídos por sistemas, estruturas e ideologia social de supremacia branca, patriarcado heteronormativo e colonização com criatividade,
Ana Cristina e Nicole Cristina : Papo reto sobre a força do cabelo crespo de natural - Imagem - Reprodução Twitter
O cabelo lindo, crespo e natural de Nicole Cristina de 15 anos fez com que a adolescente sofresse ataques racistas nas redes sociais. Infelizmente isso é algo comum, sobretudo para mulheres negras que são as maiores vítimas de ataques online. As pessoas que acham que cabelo cacheado é lindo, mas crespo nem tanto, resolveram destilar falas que sugeriam que garota, estudante e faixa verde em karatê, não cuidava dos fios. Tudo isso no perfil dela no TikTok.
O ódio se dissipou com a onda de amor que Nicole recebeu da comunidade negra nas redes sociais, mas nada disso se compara ao vídeo que a própria mãe da adolescente, dona Ana Cristina, gravou ao lado da filha, falando sobre cabelo crespo e processo de transição capilar. Além de Nicole, ela tem outros seis filhos.
https://www.instagram.com/p/CNyetKLlM3I/
“Tem gente que fala que o cabelo dela vai cair na comida, porque as vezes grudas coisinhas do cobertor no cabelo dela. Ela ficou muito triste, muito mal. Eu disse a ela: ‘Nicole não mude o seu cabelo. Deixa do jeito que está. Você lava, penteia, passa creme…tem que mudar o quê?’”, comentou Ana.
No restante do vídeo a mãe diz a filha que o cabelo natural da adolescente é melhor por ser natural. “Meu cabelo passou por processos químico, então é mais fácil cair o meu cabelo na comida do que o seu”, descreve que ainda ressaltou “Nunca vi seu cabelo ficar grudado na escova ou no pente”.
Ana Cristina ainda fala dos planos para o seu cabelo quando as coisas melhorarem para família e confessa que quer desfazer da química e ficar com o cabelo curto e natural igual ao de Nicole. “Eu vou cortar o cabelo igual ao teu. Vou cortar baixinho para sair essa química toda que coloquei no cabelo”.
Em uma sociedade que ensinou nossas crianças a odiarem seu cabelo e sua pele é obrigatório que pais e responsáveis destaque nesses jovens a sua beleza. Em seus vídeos Nicole chega a explicar que seu cabelo encolhe depois que ela penteia e é isso que faz o cabelo crespo tão especial. Não é um defeito é uma característica que todas pessoas negras como ela têm.
Que alegria ver que uma mãe que mesmo com diversas carências e sobrecargas de que tem muitos filhos fez da Nicola uma menina linda e que sabe que não há nada de errado com seu cabelo.
Nesta segunda-feira (19) os administradores do perfil da cantora Pocah, que está confinada no Big Brother Brasil 21, denunciaram diversos ataques racistas que foram direcionados a filha de 5 anos da cantora.
O motivo seria pelo desentendimento que a cantora teve no reality show com a maquiadora Juliette, alguns perfis que se dizem fazer parte da torcida de Juliette criticaram as atitudes da cantora Pocah com a maquiadora e alguns perfis aproveitaram para fazer ofensas racistas direcionadas a Vitória, uma criança negra de 5 anos de idade.
“O que está acontecendo no mundo? O que está acontecendo com as pessoas?” publicou os administradores da página de Pocah
Nas últimas semanas, após o caso envolvendo o cabelo do brother João, Pocah chegou a falar sobre o receio de que a filha estivesse exposta ao racismo, em um episódio, a cantora chegou a contar que a filha já disse não gostar dos cabelos crespos
“O cabelo dela é crespo. Com 3 aninhos, estava dando banho nela, penteando o cabelinho dela e ela começou a falar que o cabelo dela era feio. ‘Queria que meu cabelo fosse igual ao seu’. “Eu fiquei muito mal. Minha filha é linda, ela é uma princesa, o cabelo dela é lindo. Ela é uma boneca, perfeita. E ver uma criança linda dizer que o cabelo dela era feio, dói a alma…” desabafou Pocah
Os administradores da página já se posicionaram sobre o ocorrido e anunciaram que o caso será resolvido na justiça
O documentário “Origens – Quem não sabe de onde veio não sabe pra onde vai?”, que estreia nesta terça (20), investiga através desses testes a ancestralidade de quatro personalidades brasileiras: o sambista Péricles, a funkeira MC Carol, o comediante Yuri Marçal e a escritora Eliana Alves Cruz.
A história oral, memórias afetivas e alguma intuição são na maioria das vezes os únicos indícios que negros e negras no Brasil têm como material de pesquisa para investigar suas origens. Hoje, porém, a ciência evoluiu, e essa população ganhou uma nova ferramenta: os testes de DNA. Esse material, que agora pode ser encomendado via correio, tem sido usado como alternativa para preencher buracos na história familiar de milhões de brasileiros.
Criada em conjunto por “MOV”, selo de documentários do UOL, e Tilt, o canal de tecnologia e ciência da mesma, a produção audiovisual faz parte de uma série de reportagens especiais.
Para conduzi-las, Tilt distribuiu os exames para 20 personalidades brasileiras. Toparam participar da experiência figuras únicas em suas áreas, como Maju Coutinho, Conceição Evaristo, Fernando Holiday, Daiane dos Santos e Babu Santana, Péricles e outras.
O resultado da funkeira MC Carol indicou que ela tem mais de 70% de origem no continente africano, sendo 29,9% na Angola. Ela destaca que a identificação com o local de onde vem interfere diretamente na autoestima:
“A gente acaba recebendo só informação negativa sobre a África, mas eu fiquei muito feliz com o teste e quero ir lá ver como é. Se eu for pra um lugar em que eu chego nos restaurantes e eu só vejo uma galera preta, eu acho que nem volto mais pra cá”.
Para o diretor do documentário, Ismael dos Anjos, o filme faz parte de uma conversa ampla sobre direito à memória da população negra brasileira:
” Eu entendo que os meus passos começam onde os passos de quem veio antes de mim nos levaram. Espero que as histórias que a gente conta no documentário ajudem outras pessoas em suas buscas sobre suas raízes”.
“Origens – Quem não sabe de onde veio não sabe pra onde vai?” tem direção de Ismael dos Anjos e reportagem de Helton Simões. O documentário foi produzido em parceria com a Pujança Filmes e estreia nesta terça-feira (20) no Youtube de MOV.Doc ( youtube.com/movdoc).
A artista ilheense Eloah Monteiro lançou, na última sexta-feira, dia 16 de abril, seu álbum de estreia, intitulado “Em Primeiro Lugar”. No dia mundial pelo cuidado com a voz, o projeto vem para celebrar o encontro da artista com sua principal ferramenta transformação, o canto.
Com 12 faixas, o disco chegou as plataformas no dia 16 e aborda de uma forma leve, e, muitas vezes descontraída, os dilemas amorosos, posições políticas e experiências que contribuem na construção da visão de mundo da artista.
Dona de uma musicalidade que vai da cantoria ao afoxé, passando pelo samba, blues e batidas eletrônicas, Eloah Monteiro dá a volta por cima dos sentimentos de inferioridade e impotência provocados pelo preconceito e exalta a música da mulher negra sul-baiana. O nome do disco carrega o sentido de auto conhecimento, amor próprio e autoconfiança
“Ao longo da minha carreira, muitas vezes, me deixei levar pelos casos de preconceito e invisibilização que me atingiam, subestimando o poder e a repercussão que o meu trabalho tinha na vida das pessoas. Hoje tenho outra visão de sucesso, tenho o ‘melhor trabalho do mundo’ nas mãos e sinto que ganhei até mesmo de mim nessa luta contra o autoboicote. Estou ao lado das pessoas que acreditam na minha música, me coloquei ‘Em Primeiro Lugar’ e tudo se transformou”, diz a artista.
Com direção musical da também percussionista Ticiana Belmonte, baixo de Vanessa Chalup, e participações como a de Laís Marques, premiada como melhor intérprete do Festival Nacional da Canção em 2019, entre outros músicos de peso do Litoral Sul da Bahia. A captação foi realizada nos estúdios Canoa Sonora, Lukas Horus e Mr. Lagos, este último sendo responsável também pelos processos de mixagem e masterização do álbum.
“O disco tem canções atemporais, que precisam ser entregues também em outros momentos, em apresentações ao vivo, mesmo que online, e vai acontecer ainda este semestre. Participações em festivais, programas de TV, rádio também estão previstas. Vamos difundir este trabalho ao máximo, além de lançar um clipe inédito, previsto para o segundo semestre de 2021”, finaliza.
Abordando muitas experiências pessoais, desde decepções diante do machismo, altos e baixos do amor para uma mulher preta, Eloah espera que o trabalho possa ser bem explorado.
“Em Primeiro Lugar” tem apoio financeiro do Estado da Bahia através da Secretaria de Cultura e da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Programa Aldir Blanc Bahia) via Lei Aldir Blanc, direcionada pela Secretaria Especial da Cultura do Ministério do Turismo.
No dia 2 de abril se comemora o Dia Mundial do Autismo e muito foi falado sobre as vivências de pessoas negras autistas e as dificuldades que cercam a trajetória dessas pessoas.
https://www.instagram.com/tv/CNLLNuTnMA7/
Ainda falando sobre o assunto, no último domingo (18) a atriz Isabel Fillardis compartilhou em suas redes sociais fotos com o Mikael, seu afilhado, que é autista.
“Quando foi diagnosticado foi difícil pra minha irmã e pra nós tb conhecer essa condição de vida e se adaptar. Eu chamo de “condição” porque todos somos únicos e especiais, e sobretudo com limitações. Difícil lidar com os possíveis surtos em público, a dificuldade de uma vida social e o aprendizado escolar sendo monitorado com outras profissionais para suprir as necessidades que uma criança nessa condição requer. “
Isabel falou sobre a dificuldade que é criar um filho fora do “padrão” da sociedade no Brasil e o quanto as mães são julgadas de forma intensa e desgastante
“Pra vc que lê esse post eu chamo atenção para acolher essas mães, essas mulheres incríveis pois já vi tanta gente criticar, por exemplo, em público uma cena de uma possível “mal criação“ do filho com a mãe e apontar o dedo dizendo:“ A lá ! Não sabe educar”!!!! Olhemos com os olhos do coração minha gente”
Capa da "Legítima Defesa - Uma Revista de Teatro Negro - Nº 3 – Foto: Isabela Borghese
Após um hiato de cinco anos, a terceira edição da “Legítima Defesa – Uma Revista de Teatro Negro” é lançada. Além de sua versão impressa – que será distribuída de maneira escalonada por conta da pandemia da covid19 – a Revista já está disponível em ambiente digital, de forma gratuita no nosso site. A última edição da revista havia sido publicada em 2016.
A publicação conta com uma matéria de intercâmbio com a África do Sul, escrita por Napo Masheane, poeta e dramaturga. A artista multilíngue nos convida a conhecer o teatro sulafricano feito por mulheres, discutindo as complexidades deste teatro e nos apresentando uma cena contemporânea construída a partir de literaturas orais e das teatralidades das culturas locais.
“O Teatro Africano faz parte da nossa identidade, espiritualidade e modo de vida. É uma forma de arte que se sintetizou por meio da recitação, ritmo e dança, vocalizações e música, contação de histórias e cerimônias tradicionais. Todos esses elementos carregam a teatralidade de nossa existência. E é justamente por esse motivo que devemos encontrar significado e definições de elementos do Teatro Africano a partir de várias expressões africanas plantadas em sua linguagem repetitiva, os batuques ritmados dos tambores”, escreveu Napo Masheane.
Inserida no projeto “De Mãos Dadas: Afetos Políticos, Contornos Poéticos”, viabilizado pelo Programa Municipal de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo, o conteúdo da revista é distribuído em 12 editorias, com textos sobre.
Para marcar o lançamento deste terceiro número, três encontros proporcionam uma aproximação dos temas abordados nesta publicação. Além das mesas e conversas, durante os três dias, a revista trará “Pílulas Poéticas” com a multiartista Aretha Sadick, as mesas serão compostas e com temas por:
Memória e Ativismo – Celebrando Chica Xavier, Ruth de Souza e Zenaide Zen Terça-feira, 27/04/21, às 20h
Em tempos de apagamentos históricos, a mesa propõe a celebração de grandes artistas negras. Um encontro de gerações para refletir e conhecer as trajetórias destas mulheres que influenciaram e abriram caminhos nas artes cênicas.
Mediação: Sidney Santiago Kuanza
Convidados: Léa Garcia (RJ), Cyda Moreno (RJ) e Filó Filho (RJ)
Pílula Poética: Aretha Sadick
Teatro Negro Infantil
Quarta-feira, 28/04/21, às 20h
Encontro com artistas de diferentes regiões do Brasil, para reflexão sobre os caminhos do teatro negro infantil, que vem ganhando força e representatividade no cenário cultural.
Mediação: Lucelia Sergio
Convidades: Cássia Valle (BA), Michelle Sá (MG), Ícaro Rodrigues (SP)
Pílula Poética: Aretha Sadick
Panorama Artes Negras Brasileiras
Quinta-feira, 29/04/21, às 20h
Apresentando alguns dos temas discutidos no terceiro número da Revista Legítima Defesa, passando pelos desafios das experiências digitais, o bate papo com três dos colaboradores da publicação, vai traçar um panorama das experiências e expectativas das artes negras neste início de século.
Mediação: Nabor Jr.
Convidades: Elizandra Souza (SP), Altemar Di Monteiro (CE) e Denilson Tourinho (MG)
Pílula Poética: Aretha Sadick
As mesas serão transmitidas pelo Youtube da unidade –https://www.youtube.com/user/sescpompeia, de terça a quinta-feira, sempre às 20h. O evento é gratuito e livre para todas as idades.
“Se por um lado as perspectivas que se apresentam ainda são nebulosas, especialmente para o povo preto e periférico, por outro, aqui estamos novamente para nos reaproximarmos, por meio dessa publicação edificada pelo afeto, diante deste penoso distanciamento social que nos afeta”, destaca Nabor Jr., Editor da Revista Legítima Defesa.
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