Mesmo quem aderiu ao cabelo sem química, tem os secadores e modeladores de fios um grande aliado para dar volume, definição ou apenas secar os fios. Todo mundo sabe que o calor prejudica os fios crespos que tendem a reter menos água, mas sabendo usar dá sim ter esses aparelhos como parceiros na hora de deixar seu black impecável.
Pensando em esclarecer dúvidas sobre cabelo e calor dos secadores , a médica dermatologista consultora de Philips, Dra. Judith Cavalcante listou os principais mitos e verdades ouvidos no consultório a respeito dos fios de cabelo e do uso de secador, prancha alisadora e modelador de cachos. Confira!
• Aparelhos muito quentes prejudicam os fios. VERDADE
Aparelhos antigos, de má qualidade ou sem manutenção podem aquecer a temperaturas que queimam os fios, podendo gerar até tonsura (quebra) imediata. Escolha dispositivos com controle de temperatura, de preferência de maneira personalizada, e esteja atenta à sua manutenção.
• Dormir de cabelo molhado faz mal para os fios! VERDADE
Ao dormir com os cabelos molhados, nós contribuímos para a proliferação de fungos e bactérias através da umidade e do calor. Além disso, os fios molhados ficam mais frágeis e são mais suscetíveis à quebra pelo atrito com fronhas e lençóis durante o sono. Opte pela secagem natural dos fios sempre que possível ou use secador após remover o excesso de água com uma toalha.
• Usar o secador próximo ao cabelo não faz mal!MITO
A proximidade do aparelho com os fios intensifica o dano térmico prejudicando a saúde dos cabelos. A recomendação é usar o secador moderadamente e sempre com um distanciamento de cerca de 20 cm entre o bocal do secador e a superfície do cabelo. E, sempre que puder, opte pelo uso de aparelhos que tenham controle de temperatura para evitar prejudicar a saúde e hidratação do cabelo.
• Cabelo oleoso não precisa fazer hidratação! MITO
A oleosidade provém do couro cabeludo e não propriamente dos fios, por isso é preciso adequar a frequência de limpeza e os produtos utilizados para lavagem e hidratação de acordo com a necessidade de cada cabelo. Isso varia com as características do couro cabeludo, fibra capilar, uso de química e até mesmo dos hábitos diários como atividade física, rotina profissional, entre outros.
• A prancha alisadora ajuda na secagem do cabelo! MITO
Como o nome do produto já diz, a prancha alisadora tem como objetivo alisar os fios e não secá-los. Por isso, só utilize o aparelho após o cabelo estar seco. Além disso, evite passá-la várias vezes na mesma mecha, opte por passar uma única vez para evitar o superaquecimento da haste capilar, devagar, porém sem deixar muito tempo na mesma área,.
• É preciso usar protetor térmico antes do modelador de cachos! VERDADE
É muito importante aplicar protetor térmico no cabelo, em mechas, antes do uso do modelador de cachos, assim como da prancha e do secador. O produto agirá como uma barreira de proteção evitando o comprometimento da saúde dos fios e sua hidratação natural.
• Usar o cabelo preso por muito tempo quebra os fios! VERDADE
Usar os cabelos presos de maneira muito apertada, com elásticos, fivelas e grampos inapropriados e por muito tempo pode arrancar ou quebrar os fios. Essa tração repetida pode inclusive gerar um tipo de queda de cabelo, chamada alopecia de tração. Dê preferência a elásticos envoltos por tecido (“scrunchies”), evite peças metálicas, e prenda os fios de maneira mais frouxa. Tranças também são uma excelente opção.
Estou muito feliz de poder compartilhar com vocês algumas páginas da história de Victor Hugo. Um homem, preto, nascido na periferia de São Paulo, foi criado com simplicidade e acima de tudo, muita coragem!
Victor estudou a vida toda em escola pública, e tem uma mãe que desde sua infância já lutava contra o racismo ao reafirmar todos os dias que ele não precisava abaixar a cabeça para ninguém. Filho de uma mulher que levantava fortemente a bandeira do racismo, ele entendeu desde muito novo que carregava junto a sua cor uma responsabilidade muito maior.
Os pequenos gestos de racismo sempre fizeram parte de sua vida, desde ser parado pela polícia muitas vezes de forma truculenta enquanto os brancos ao seu lado eram tratados normalmente até comentários como “Você é negro, mas é bonito”.
Em toda sua trajetória viveu o racismo nos pequenos detalhes, mas ao entrar no mercado de trabalho teve o prazer de ser entrevistado e contratado por líderes pretos, o que contribuiu para que não se sentisse inferiorizado por sua cor.
Victor acredita que o seu papel é fazer a diferença no mundo. E ainda que não seja fácil, e que tenha que se dedicar mais que os outros, fazendo diariamente as escolhas certas, e principalmente advogando todos os dias pela sua raça, se expondo e carregando a bandeira consigo para que mais homens e mulheres pretas ocupem seus espaços de direito, e consigam chegar aonde quiserem.
Atualmente, Victor é EMEA Ads Quality Manager do Tik Tok e ByteDance. Há 9 anos ele resolveu começar uma nova vida em Dublin, na Irlanda e conta que lá tem a vida que qualquer preto merece ter, sendo tratado igual a todos os outros e ocupando cadeiras executivas, o que no Brasil seria muito mais difícil.
“É preciso ir além da inclusão, entendendo e aceitando que os pretos não são inferiores, menos bonitos, menos inteligentes. Nós, pretos, sentimos como todos os outros, e nossa cor de pele não muda isso.”
Há 5 anos, em Ribeirão Preto, interior de São Paulo, a jovem Luana Barbosados Reis de 34 anos, mulher negra, lésbica e periférica foi espancada por policiais após pedir direito de ser revistada por uma policial, mas os agentes André Donizete Camilo, Douglas Luiz de Paula e Fábio Donizete Pultz responderam ao apelo de forma brutal. As agressões ocorreram na frente de seu filho, então com 14 anos. Luana tentou se defender enquanto sua família e moradores do bairro tentaram intervir, mas a sessão de espancamento continuou, tendo como resultado a morte de Luana cinco dias depois (13 de abril), tendo como causas isquemia cerebral e traumatismo craniano decorrentes do espancamento.
Luana trabalhava como ajudante de um buffet (Imagem: Acervo da família)
A morte de Luana foi mais um capítulo do ciclo de violência perpetuado pelo racismo insitucional que abriga a corporação policial. Quando chegou à delegacia, a delegada julgou que Luana não estava machucada a ponto de precisar de socorro médico, apesar do rosto desfigurado pelos chutes, golpes de cassetetes e socos que levou. A demora na prestação de apoio médico foi decisiva para a morte da jovem.
Após a morte de Luana iniciou-se uma narrativa contada pela polícia, culpando a vítima pelo próprio óbito, mas o caso, enfim, será levado a júri popular.
Em 2020 saiu a decisão para que o caso Luana fosse à júri popular, e em um relato emocionante, a advogada do caso, Dina Alves, desabafou sobre sua luta por justiça, e das formas de como o Estado racializa os suspeitos do crime, homens brancos, héteros, casados e como em algumas audiências foram chamados de cidadão de bem.
São 5 anos sem justiça e a ONU cobrou das autoridades brasileiras parecer sobre o caso, já que desde 2016 a organização tem acompanhado as investigações do que classificou como um “caso emblemático da prevalência e gravidade da violência racista, de gênero e lesbofóbica no Brasil”. A defesa dos policiais recorreu e o julgamento ainda não tem data para acontecer.
O absurdo deste caso me deixa, enquanto mulher negra, com medo. O simples fato de existir pode fazer com que eu seja alvo, mesmo sendo inocente. É inadmissível viver numa sociedade que estruturalmente está doente, é preciso que todos entendam ser necessário quebrar essa lógica, todas as vidas importam.
O racismo reside nas instituições, sendo assim, além de estrutural, institucional. Os agentes armados do Estado agridem, matam, investigam e se inocentam. Quando o caso chega ao judiciário não há punição porque não é reconhecida as motivações raciais de violência contra mulheres e homens pretos. Se os responsáveis por torturar Luana forem condenados, teremos, ainda que tarde, um pouco de justiça.
Artigo escrito pela professora Jéssica Machado e o jornalista Aquiles Marchel Argolo.
No mês de junho o álbum Songs In A Minor, da cantora Alicia Keys completa 20 anos. O disco marcou o lançamento da carreira vitoriosa da artista e levou um Grammy – dos quinze que a cantora tem na coleção. Para comemorar, Alicia lançou a edição especial de 20º aniversário desse álbum que marcou época. Songs in A Minor (20th Anniversary Edition) apresenta duas faixas bônus inéditas, Foolish Heart e Crazy (Mi Corazon), das sessões originais de gravação do álbum.
Keys deu início à celebração do 20º aniversário na semana passada no Billboard Music Awards com uma apresentação incrível de músicas do álbum, incluindo “Piano & I”, “How Come You Don’t Call Me”, “A Woman’s Worth” e culminou com uma versão dinâmica e dramática de seu single de sucesso, “Fallin’”. Veja a apresentação aqui.
Como parte da celebração do aniversário, a Modern English colaborou com a Sony Music, em nome de Keys, em um site personalizado onde os fãs são convidados a escrever cartas sobre suas boas lembranças do álbum, do lançamento até a turnê e de sua música em geral. Os fãs podem interagir com o conteúdo (que também permite fotos) gerado pelos usuários enquanto navegam por um globo em movimento. Visite o site aqui.
Junto com o Songs In A Minor (20th Anniversary Edition), a TIDAL também está participando da celebração com um relançamento digital especial de todo o catálogo icônico de Keys, a partir de 5 de junho. O relançamento de Songs In A Minor contará com comentários exclusivos em vídeo, ao lado dos colaboradores de seu álbum, oferecendo aos fãs uma nova maneira de descobrir mais sobre a música de Keys.
Lançado em 5 de junho de 2001, Songs In A Minor quebrou recordes mundialmente. O álbum estreou em primeiro lugar na Billboard 200 e é certificado como diamante em todo o mundo. O primeiro single do álbum, “Fallin’”, impulsionou Keys para o sucesso global. A música passou seis semanas no primeiro lugar da Billboard Hot 100 e ganhou um lugar na super cobiçada lista das 100 melhores músicas da década da Billboard. Pitchfork, em seu programa ‘Sunday Review’, recentemente, revisitou o álbum dando a ele 8,5 e declarando, “hoje revisitamos a excelente estreia de Alicia Keys em 2001, um álbum R&B auto-produzido e inspirado em Chopin que abriu um caminho único para o estrelato mainstream”.
Desde o lançamento de Songs In A Minor, Keys vendeu mais de 65 milhões de discos e construiu um repertório incomparável de sucessos e realizações. Alicia se tornou a artista feminina de R&B nº 1 do milênio, com 27,5 milhões de vendas digitais certificadas em todo o mundo (EUA) e 20 milhões de vendas de álbuns (EUA). Seu sétimo álbum de estúdio, ALICIA, foi lançado com ótimas críticas em setembro de 2020 e rendeu a Keys seu 8º álbum em primeiro lugar na parada de álbuns de R&B da Billboard. Os singles do álbum, “Show Me Love” e “So Done” renderam a Keys um recorde em primeiro lugar por onze e doze vezes seguidas, respectivamente, na parada da Billboard Adult R&B Songs.
O cantor Péricles inovou nesta sexta-feira, ao entrar no universo do rap e trap com a música Traje de Verão, num feat promovido pelo produtor Papatinho. Na música, Papatinho reúne Péricles, Dfideliz e MC Hariel. Nos versos a música traz claras referências a sucessos do ExaltaSamba, como Gamei e Azul Sem Fim. O single e o clipe da música foram lançados nesta sexta-feira (4).
Assista ao clipe:
Para esta música, Papatinho mistura elementos do trap, funk e drill e traz Péricles rimando pela primeira vez em uma batida nesse estilo. No refrão chiclete, o astro do pagode canta: “Ela me beija com traje de verão, gamei / Dançou diferente, chamou minha atenção, gamei / Então tira ouvindo esse som / Mexe com o meu coração / É o papo do Péricão / Gamei, gamei, gamei”.
Em outros trechos, Péricles traz versos reconhecidos por qualquer admirador do Pagode 90. “Quando eu vi / Me amarrei”. Outros versos de pagode imortalizados pelo ExaltaSamba aparecem no single, na voz de MC Hariel: “Vou confessar / Que era eu / Aquele azul sem fim / Que você mergulhou”.
A música promete trazer pro mesmo bonde quem ama o Pagode 90 e quem não fica parado com as levadas de trap e funk.
Chef Maristella entre suas receitas - Foto: Arquivo pessoal
Em um momento que se discute meio ambiente e fome é fundamental refletirmos sobre como evitar o desperdício de alimentos. Conversamos com a Chef Maristella Sodré sobre como aproveitar o que a gente come e como de forma prática, podemos aplicar ideias da gastronomia sustentável na nossa cozinha.
Maristella é Formada em Gastronomia Social em vários projetos de gastronomia sustentável, empresária e apresentadora da série “Comida Que Transforma” exibida pelo YouTube da Gastromotiva e pelo NHACGNT. Ela também foi vencedora na Categoria Celebridades/ Influenciadores do Prêmio Lixo Zero Brasil 2020.
Mundo Negro – O que é por definição, uma gastronomia sustentável? Ela se aplica a todas as classes sociais?
Chef Maristella – É a Gastronomia que utiliza técnicas de Aproveitamento Integral dos Alimentos, reduzindo o desperdício e valorizando uma alimentação mais natural e nutritiva. Infelizmente não é aplicada a todas as classes sociais. Na realidade, as pessoas, independente da sua posição social, são muito cruas em relação a essas informações. Normalmente por preconceito ou por total desconhecimento. Mas claro que esses conhecimentos são muito menos integrados a realidade da população mais vulnerável.
Foto: Arquivo pessoal
De que forma as questões de sustentabilidade estão ligadas aos cuidados com o meio ambiente?
A Sustentabilidade Ambiental está diretamente ligada a preservação do Meio Ambiente. Nós, seres humanos, devemos utilizar e cuidar dos recursos naturais para que não falte para as gerações futuras, formando assim uma cadeia solidária e consciente. Devemos ser responsáveis ao lixo que produzimos todos os dias. Pois o planeta é um só. Preservar o planeta e cuidar dos recursos naturais é uma questão de urgência em relação ao futuro da humanidade.
Como essa pauta de gastronomia sustentável pode ser discutida dentro da comunidade negra que faz parte dos índices de fome que voltaram a aumentar por conta da pandemia?
Através de uma linguagem mais simples e acessível a todos. Trabalho em comunidades há mais de 3 anos. No início, observava uma grande dificuldade na aceitação desse assunto nos alunos e a repulsão pela mudança desses hábitos. Trabalhei muito e adaptei todo o planejamento e linguagem das aulas, trazendo ingredientes e realidades que aproximasse mais do seu dia a dia, mas com adaptações mais sustentáveis e saudáveis. Hoje, graças a Deus, meus alunos vão as aulas com mais entusiasmo e curiosidade. Animados em criar e reproduzir dentro das suas próprias casas. Pessoas socialmente vulneráveis e que geralmente recebem doações de alimentos todos os meses como ajuda e que hoje tratam o alimento de maneira diferente. Respeitando cada cocção e cada finalização. Com uma visão mais sustentável. Sem desperdício. O preconceito se transforma em admiração. O que me deixa muito feliz , pois aproveitam melhor o alimento absorvendo todos os nutrientes existentes e consequentemente obtendo mais comida em cima da mesa para sua família. O que não se pode consumir, aprendem outras formas de devolver os nutrientes ao solo, como por exemplo, técnicas de compostagem. Vivenciando e trazendo aos poucos essa nova realidade as suas vidas. Mas infelizmente é um índice muito baixo da população negra que possui esse privilégio de aprendizado. Meu sonho é mudar esse quadro o mais rápido possível, pois é uma questão de urgência, em relação a fome e ao futuro do planeta.
Foto: Arquivo pessoal
DICAS PRÁTICAS SOBRE COMO TER UMA ALIMENTAÇÃO SUSTENTÁVEL
PLANEJAR AS COMPRAS DE MANEIRA CONSCIENTE
RESGATAR A ANCESTRALIDADE ATRAVÉS DA COMIDA, POIS NOSSOS AVÓS E BISAVÓS JÁ EXERCIAM ESSA PRÁTICA DO APROVEITAMENTO INTEGRAL DOS ALIMENTOS. COM A INDUSTRIALIZAÇÃO DOS PRODUTOS, DEIXAMOS DE LADO ESSE PRAZER DE CONSUMIRMOS O QUE VEM DA TERRA E OPTAMOS PELO MAIS PRÁTICO.
UTILIZAR O ALIMENTO NA SUA TOTALIDADE, INGERINDO TODOS OS NUTRIENTES EXISTENTES (POIS A MAIOR CONCENTRAÇÃO DE NUTRIENTES ESTÁ PRINCIPALMENTE NAS PARTES QUE NORMALMENTE DESCARTAMOS)
FAZENDO UMA HORTA
SEPARANDO O LIXO E DANDO O DESCARTE DE MANEIRA ADEQUADA
CONSUMIR MAIS PRODUTOS NATURAIS E MENOS INDUSTRIALIZADOS
A Wolo TV continua lançando material original com foco no público negro. Essa semana em especial, a plataforma de streaming contará com quatro lançamentos exclusivos, todos disponíveis a partir do dia 5 de junho, sábado.
“Sujeito Objeto” de Djalma Calmon acompanha Pedro e Renata, mais um casal em meio à multidão de sujeitos. Ele é um artista de rua, estátua viva que se tornou seu próprio personagem: calado e duro. Ela é viva, mas está morrendo por dentro.
Imagem: Divulgação
Em “Aquém das Nuvens”, de Renata Martins (colaborou em “Malhação – Viva a Diferença“) vamos poder ver a história de Nenê, casado com Geralda há 30 anos. Em uma tarde de domingo, como de costume, ele vai à roda de samba encontrar os amigos. Ao voltar para casa, surpreende-se com uma notícia sobre Geralda. Sem deixar que o ritmo do samba caia, Nenê encontra uma solução para ficar ao lado de sua eterna namorada.
Imagem: Divulgação
“5 Fitas” nos apresentará os dois garotos fofos, Pedro e Gabriel que no dia da Lavagem do Bonfim, decidem fugir de casa e se aventurar entre a multidão, para tentar pedir por uma bola de futebol, deixando toda família desesperada. A produção é de Heraldo de Deus e Vilma Martins.
Imagem: Divulgação
Por fim temos o multi-indicado em várias premiações, incluindo melhor ator de média-metragem paraHeraldo de Deus, Melhor Fotografia e Melhor Roteiro, “Facão”. Um jovem reservado e solitário, passando por um momento de dificuldade, se arrisca em pequenos delitos para sobreviver. Ao assaltar Pietra, uma jovem apaixonada por cinema, tem sua vida transformada pelos filmes que encontrou na mochila roubada. O longa dirigido por Camila Hepplin foi exibido no Fade To Black Festival.
Imagem: Divulgação
Prontos para um fim de semana recheado de boas obras nacionais? A Wolo TV não exige assinatura mensal e cnta com programas totalmente gratuitos e outros sob aluguel a um preço acessível.
O livro “Menina Nicinha” tem forte inspiração nas conversas de Evelyn Sacramento, que é co-fundadora do projeto literário Lendo Mulheres Negras e escritora da obra, com sua avó, onde eram contadas lembranças da infância, com direito a molecagem, trabalho e memórias do recôncavo baiano.
Voltado para o público infantil, o livro é informativo e reflexivo, sem deixar de despertar a curiosidade e a inteligência dos pequenos leitores. A publicação tem 36 páginas e ilustrações da mineira Bárbara Quintino.
O livro Menina Nicinha foi contemplado no Prêmio das Artes Jorge Portugal, e tem apoio financeiro do Estado da Bahia através da Secretaria de Cultura e da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Programa Aldir Blanc Bahia) via Lei Aldir Blanc, direcionada pela Secretaria Especial da Cultura do Ministério do Turismo, Governo Federal.
A venda do livro começou no dia 2 de junho e os pedidos podem ser feitos no site (https://www.lendomulheresnegras.com.br/menina-nicinha). Os 50 primeiros livros vendidos até o dia 3 serão autografados pela autora e todos os pedidos feitos até dia 20 de junho terão frete incluso, no valor de R$35,00 por livro. Além disso, os materiais didáticos estão disponíveis para download gratuito no site do projeto.
Serginho Groisman recebe neste sábado, dia 5,vários convidados em seu programa. Entre eles, o ator Lázaro Ramos, o intelectual Silvio de Almeida e a cantora Iza, que falam sobre seus projetos a seguir. O programa vai ao ar aos sábados, depois do ‘Vai que Cola’.
Lázaro Ramos aproveitou para falar um pouco sobre seu lado escritor e apresentar os detalhes dos seus novos livros infantis ‘O Pulo do Gato’ e ‘Edith e a velha secreta’. “Eu nunca imaginei isso, mas virou um lugar que é quase terapêutico para mim. Inclusive foi o que me salvou no ano passado, durante a pandemia”, conta ele sobre as publicações.
Lázaro, fala ainda sobre a experiência como diretor do filme ‘Medida Provisória’ e aproveita o bate-papo de sábado para contar um pouco sobre como anda a sua vida familiar durante a pandemia, ao lado de Taís Araujo e os dois filhos do casal.
Continuando com os convidados, o programa traz ainda a cantora Iza, que adianta as suas últimas novidades profissionais: “Eu estou preparando o lançamento do meu segundo álbum e acho que esse processo de tentar me encontrar foi muito decisivo para construir o que eu vou mostrar. Neste momento eu estou mais madura, o meu som está mais maduro”.
Na atração, Iza apresenta a sua nova música, ‘Gueto’. Também no ‘Altas Horas’, a voz de Johnny Hooker invade o estúdio ao cantar ‘Flutua’ e ‘Crise de Carência’.
O filósofo e professor Silvio de Almeida também estará no ‘Altas Horas’ e fala a respeito do livro ‘Racismo Estrutural’, levantando reflexões sobre o assunto. Silvio Almeida ainda revela uma parte de suas lembranças, em especial as que guardou do pai e a influência paterna em sua criação.
O ‘Altas Horas’ ainda recebe a microbiologista Natalia Pasternak, que analisa a vacinação no Brasil.
Com a propriedade de ter se tornado dona de mais de 1.6 bilhão de streamings, indicada a Grammy Latino, apontada Mulher do Ano (GQ Magazine), Iza acaba de lançar, em todas as plataformas digitais, o single de estreia do seu segundo álbum, previsto para o próximo semestre. “Gueto é uma forma de celebrar da onde eu vim. Não é sobre ostentação,mas sobre ocupação. Ser a mina preta da zona norte estando em vários comerciais onde eu nunca tinha visto uma mina preta antes”. Essas são as primeiras falas da cantoracarioca sobre seu mais recente lançamento: o clipe do single ‘Gueto’. A letra inicia com um aviso que se reflete na força da canção e da fala da artista: `Olha quem chegou/ É fogo na babilônia/Trajada de amor/ Só pra te causar insônia”. Iza é uma das poucas cantoras no país que consegue causar frisson antes de um novo lançamento, como uma Rihanna brasileira.
Imagem:Rodolfo Magalhães
O clipe de ‘Gueto’ não economiza nas cores, na celebração da cultura urbana e das lembranças da cantora. “Eu queria muito desenhar esse gueto colorido que existia na minha cabeça e que existe, sabe? Eu sou de Olaria, Zona Norte do Rio de Janeiro e eu lembro de um gueto colorido, bem cuidado, um gueto onde a gente não tinha medo de andar na rua, que é de lei a gente fechar a rua no domingo, a gente nem precisava avisar a prefeitura, era só passar a cordinha que não passava nem caminhão. Era uma vontade grande de mostrar esse lugar, tornar esse lugar lúdico”, explica a cantora que busca com a produção do clipe evocar lembranças de bairros onde as pessoas viveram.
Iza tem alçado vôos altos desde que lançou o álbum “Dona de Mim” (2018), mas sem perder de vista a origem que lhe catapulta para o salto. “Esse sentimento de pertencimento das pessoas significa ter orgulho de onde eu vim, significa que sim, brota ouro da onde eu vim, significa mostrar que o que mais faz sucesso nesse país veio do gueto, sim. A gente pode não se ver na TV, mas o que as pessoas têm consumido veio desses lugares. Então é sobre isso, né? A gente faz parte de tudo e deveríamos ocupar mais”, diz, também lembrando que celebrar as origens é colocá-la em espaços antes negados.
Imagem: Rodolfo Magalhães
Na semana passada, a Revista Time publicou um artigo em que elegia Iza como um dos ícones da nova geração. A publicação rasgou elogios à postura da cantora sobre temas importantes como representatividade e posicionamento frente ao racismo no Brasil. “Sou formada em Comunicação e a cabeça explode quando você ganha uma indicação como essa. Eu me sinto muito feliz. A gente costuma dizer que não trabalha para ganhar prêmio, nem nada, mas é óbvio que quando a gente recebe um tapinha nas costas desse, dizendo que a gente está no caminho certo, tudo muda e é dessa forma que vejo. É muito lindo e me sinto abençoada por receber esse reconhecimento. Principalmente num momento que é tão difícil fazer arte, sabe?”, diz a cantora que continua: “Eu queria muito que as pessoas entendessem que não é legal ser exceção. Eu não quero que as coisas sejam assim. É a primeira vez que fico falando de mim na música, mas não é sobre essa coisa do primeiro lugar, de ser eu. É sobre a questão mesmo de abrir as portas para tanta gente incrível que faz diferença na arte do país, que é vetor, sim, de mudança na arte do país e não tem lugar, não tem visibilidade. Então é muito legal quando a gente recebe uma nomeação como essa porque tudo quanto é dúvida que a gente tenha na cabeça acaba sendo sanada, principalmente quando não temos contato com público que é quem abraça a gente quando a gente está precisando”, termina.
Iza é articulada e firme como nem sempre se vê entre artistas de longo alcance na música brasileira. Fala de forma clara, concisa, mas sem esvaziar discursos e explicações. É de se esperar que o jeito de se expressar na fala esteja também na nova canção e nas poses confiantes da superprodução do novo clipe. Para o novo álbum, que ainda não teve todas as faixas decididas, a cantora promete dancehall, R&B, Rap e trap, formando a caldeira musical que já estava presente no debut de 2018. O próprio single lançado é uma pontinha do que virá e a julgar pela produção, não será menos impactante para a cena musical que o disco anterior.
Imagem: Rodolfo Magalhães
A entrevista ocorreu dias antes de polêmicas sobre a obrigação ou não de haver posicionamento político de pessoas públicas. Como uma profecia, houve resposta a uma questão sobre levantar pautas. “Eu sou a bandeira. Eu estar ali sentada no horário nobre. Eu já estou falando muita coisa só de estar ali ocupando, sabe? Eu acabo falando de racismo e essas coisas porque são coisas que eu vivi e faz parte da vida de todos os brasileiros, então não tem como fugir disso. Seria muita hipocrisia da minha parte. Não é proposital. É o que eu sei falar de verdade. Eu vou trazer as minhas vivências e infelizmente estaremos sofrendo racismo até lá e a gente vai continuar falando sobre isso até isso mudar”, reflete a cantora que entende que sendo suas músicas feitas para um recorte específico da população já está enviando uma mensagem.
Na condição de artista enclausurada por conta da pandemia, a cantora diz ter lidado com questões que havia protelado, tornando esse novo registro algo mais pessoal e biográfico que os trabalhos anteriores. De encontro às suas raízes e ciente de exaltar a ancestralidade negra, Iza reflete: “Não tem muito como eu falar para onde estou indo se eu não souber da onde vim. A gente se perde pelo caminho se não soubermos da onde a gente veio. Por isso é muito importante fincar muito o pé no chão, nas suas raízes e deixar claro para as pessoas que nossa trança tem muita história para contar. Isso é muito mais que um estilo”.
Imagem: Rodolfo Magalhães
Já chamada de Beyoncé brasileira, Iza não esconde a inspiração na cantora norte-americana soltando um “amém” ao citar o nome da diva pop. “Ela me inspirou muito a falar de onde eu vim, me encorajou muito a falar de onde eu vim e eu acho que isso é mágico, sabe? A libertação de você querer falar quem é, de querer falar para o mundo quem você é. Isso é mágico. Espero que meu trabalho tenha o impacto assim na vida de alguma pessoa porque com certeza o trabalho dela me impactou bastante, me inspirou a continuar procurando uma voz minha”, afirma a intérprete de “Pesadão”.
Iza fala com sorriso aberto ao lembrar que nos shows a faixa etária abrange desde crianças até idosos. A cantora também mostra consciência de que sua visibilidade sendo mulher negra de pele escura ainda não significa que os padrões de representatividade sejam os ideais. Iza lembra que faltam mulheres negras gordas com visibilidade. “Muitos que vieram antes da gente estão trabalhando para abrir as portas e agora a gente tem que trabalhar para ‘arregaçar’ as portas e deixar aberta. A gente precisa trazer as pessoas para onde a gente está”, discursa com assertividade. “Uma vez que você é exceção, eu falo isso para os artistas. Uma vez que você conseguiu furar o bloqueio, você tem obrigação de trazer gente com você. A gente precisa ser vetor de mudança”, aponta.
“ Eu canto a minha vida inteira que nem uma louca. Desde criança em casa. Por que eu só tive coragem de me expor com 25? Muito provavelmente porque eu nunca me vi na TV. Porque quem eu via era completamente diferente de mim. Porque eu achava que não dava. Tem uma hora que você acha que não dá mesmo. Se você não se vê nos lugares, você vai achar que não dá! Isso precisa mudar. Quando lancei ‘Pesadão’ as pessoas comentavam que só tinha negro no clipe e eu vou colocar só negro até as pessoas pararem de cometar e acharem normal isso. A gente tem obrigação de trabalhar essa ocupação!”. crava Iza em palavras que soam ainda mais forte olhando para os olhos determinados da cantora.
Imagem: Rodolfo Magalhães
Nas últimas semanas surgiu um boato sobre uma possível parceria com Sam Smith, já que ambos colocaram o mesmo tema da foto ao mesmo tempo em suas redes sociais, mas Iza diz que foi apenas um delírio coletivo, embora tenha gostado da ideia. “O homem vai pensar que eu estou stalkeando ele. Todo mundo marcando o homem porque brasileiro não tem limite. Foi uma grande coincidência, que eu amei, mas foi só uma grande especulação. Ainda sobre possíveis parcerias, Iza diz que está conversando com Ludmilla, que na sua opinião é a maior cantora negra do país.
O clipe foi gravado em São Paulo e no Rio de Janeiro. A rua que aparece no vídeo de ”Gueto” foi construída em uma antiga fábrica de São Paulo para evitar aglomerações possíveis de se usar em uma rua de verdade, enquanto a parte da Igreja da Penha utilizou a locação real. Com a pandemia, Iza estuda soluções audiovisuais para entregar conteúdo aos fãs já que não fará shows em 2021 por conta da pandemia. Na última quinta-feira, Iza realizou a maior live de sua carreira, como exemplo de alternativas para divulgar o trabalho.
Ao se despedir da equipe de jornalistas presentes na coletiva, a cantora agradeceu nome por nome,dizendo que sabe o quanto o trabalho da imprensa é importante nessa ponte com os fãs, ainda mais em tempos de reclusão e expôs o coração deixando cair lágrimas. “Muito obrigada pelo carinho gente. É TPM, meu deus”, brincou.
Se o próximo disco vier com toda a alma que a cantora demonstra, toda a ansiedade se justifica. Confira o clipe:
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