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“Nu” em seu quinto disco, o rapper Djonga expõe as próprias contradições

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Foto: Jef Delgado

No último dia 13 de março, como de costume, o rapper mineiro Djonga lançou seu álbum musical. Escrito durante o período de isolamento social no álbum “Nu” Djonga expõe suas contradições, falhas e medos.

“Todo artista está sempre pelado, mostrando todas as suas contradições”. Essa é uma das explicações que Djonga dá para o título do seu quinto disco, Nu.

O nome dado ao álbum tem duplo sentido, e o artista explicou a escolha 

“A cada música que eu terminava, eu soltava um  ‘nuuuu’, como uma forma de alívio, mas também pela sensação de ter achado o resultado muito foda”, diz o artista. 

O álbum completo já está disponível em todas as plataformas de streaming Ouça aqui

Em “Nu” o rapper depositou tudo o que viveu em um ano, em período de isolamento social e digital (o artista optou por sair das redes sociais).

“Queria falar do que estava sentindo. Mas acredito que o ser humano é muito parecido na essência, então, talvez, as pessoas se identifiquem também”, afirma.

Confira informações sobre as faixas de “Nu”:

“Nós” é o ponto de partida de Nu, com beats de Nagalli e Coyote Beatz. A faixa funciona como um último grito do disco Histórias da Minha Área, lançado em março de 2020. “Ó Quem Chega” é um recado pros vacilões, enquanto “Xapralá” surgiu da necessidade que o artista sentiu de fugir de si para se encontrar. “Essa é uma das minhas favoritas, era tanto sentimento que eu nem fiquei pensando em punchline”, comenta o  rapper sobre a faixa que traz beats do MDN Beatz.

“Me Dá a Mão” é um pedido de socorro sonorizado em formato de lovesong. Mostra os muitos Djongas vivos e possíveis dentro do corpo de Gustavo Pereira Marques – alguns serão aclamados, outros nem tanto. “Vírgula” marca o meio do percurso de Nu, além de ser um ponto de virada do álbum. “O sentimento é de que graças a Deus num teve ponto final pra mim e pros meus. Nós respiramos”, fala o artista.

“Ricô” é uma interrupção no processo de Djonga. A música traz a participação de Doug Now. “Ele é o melhor MC de BH. Pode dar print aí, ele tá vindo… Vamos lançar coisas dele em breve”, promete Djonga. 

Com Thiago Braga e Budah, “Dá pra Ser” é um hitzinho que resulta do discurso de “Me Dá a Mão”. O pedido de socorro atendido abre possibilidades incontáveis e mais leves: “a vida é uma folha branca,  a história nós monta”.

“Eu” encerra Nu e trata-se da faixa que resume o trabalho inteiro. Não à toa, foi a primeira que Djonga compôs. A música em que o menino que queria ser Deus se revela humano e complexo demais em sua completude, algo que ele compreendeu, mas um assunto que, talvez, a turma do dedo apontado não esteja disposta  a  conversar.

Aos 9 anos Blue Ivy leva Grammy de “Melhor Clipe” por “Brown Skin Girl”

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Foto: Reprodução/Brown Skin Girl

Com apenas 9 anos Blue Ivy, filha de Beyoncé e do rapper Jay-z se torna a 2º artista mais jovem a ganhar a premiação mais importante da música.

Blue levou o Grammy de “Melhor Clipe” pela sua participação mais que especial em “Brown Skin Girl” de Beyoncé, pertencente ao aclamado “Black Is King” álbum visual de Beyoncé inspirado no remake de “O Rei Leão”

A artista mais jovem a levar um Grammy foi Leah Peasall, das Irmãs Peasall, que foi premiada aos 8 anos pela trilha de “E aí, Meu Irmão, Cadê Você?”.

Não só Blue Ivy fez história, nessa mesma noite Beyoncé se tornou a artista feminina mais premiada da história do Grammy, ao todo são 28 estatuetas.

Confira o clipe que deu a Blue Ivy a premiação mais importante da música:

Beyoncé quebra recorde, Blue Ivy leva prêmio, e mais: os destaques do Grammy Awards 2021

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Beyoncé e Megan aceitam prêmio por Savage

Aconteceu ontem(domingo,14) a noite mais importante do mundo da música, que esse ano teve como apresentador Trevor Noah. A entrega do gramofone de ouro gera todo ano muita polêmica desde o momento dos anúncios dos indicados, até a entrega do ultimo prêmio na cerimônia. Esse ano, uma das maiores polêmicas a respeito da premiação, foi com o cantor The Weeknd que após não receber nenhuma indicação com seu álbum After Hours, proibiu sua gravadora de submeter seus próximos trabalhos para concorrer ao Grammy.

Entretanto por outro lado, tivemos Beyoncé quebrando recordes e se tornando a artista mais premiada da história do Grammy Awards, com 28 troféus na prateleira. E os Carter estão com motivo de sobra para comemorar. Como se não bastasse isso, Blue Ivy se tornou a 2º artista mais jovem a vencer um Grammy, com apenas 9 anos de idade.

Confira abaixo todos os vencedores negros da noite de ontem, que felizmente e finalmente não foram poucos.

Música do ano
“I Can’t Breathe” – H.E.R.

Revelação
Megan Thee Stallion

Melhor performance de R&B
“Black Parade” — Beyoncé

Melhor performance de rap melódico
“Lockdown” — Anderson .Paak

Melhor música de rap
“Savage” — Megan Thee Stallion Featuring Beyoncé

Melhor música de rock
Brittany Howard – “Stay High,”

Melhor canção r&b:
“Better Than I Imagine” – (Robert Glasper featuring H.E.R. and Meshell Ndegeocello)

Melhor performance de rap
“Savage” – Megan Thee Stallion featuring Beyoncé

Melhor álbum de música cristã contemporânea
“Jesus Is King” — Kanye West

Melhor álbum de jazz instrumental
Trilogy 2 – Chick Corea, Christian McBride & Brian Blade

Melhor álbum latino de jazz
“Four Questions” – Arturo O’Farrill & The Afro Latin Jazz Orchestra

Melhor clipe
“Brown Skin Girl” — Beyoncé

Disco de música global
“Twice As Tall” – Burna Boy

Melhor faixa dance
“10%” — Kaytranada Featuring Kali Uchis

Melhor álbum de dance/eletrônica
“Bubba” — Kaytranada

Melhor performance de R&B tradicional
Ledisi

Melhor álbum de R&B progressivo
“It Is What It Is” — Thundercat

Melhor álbum de R&B
“Bigger Love” — John Legend

Melhor álbum de rap
“King’s Disease” — Nas

Melhor álbum de comédia
BLACK MITZVAH -Tiffany Haddish

Melhor álbum de Reggae

GOT TO BE TOUGH -Toots & The Maytals

Melhor álbum de Blues Contemporâneo-

HAVE YOU LOST YOUR MIND YET? – Fantastic Negrito

Melhor álbum de blues tradicional

RAWER THAN RAW – Bobby Rush

Melhor álbum de gospel raíz

CELEBRATING FISK! (THE 150TH ANNIVERSARY ALBUM) – Fisk Jubilee Singers

Melhor álbum gospel
PJ Morton

Melhor canção ou performance gospel
MOVIN’ ON – Jonathan McReynolds & Mali Music; Darryl L. Howell, Jonathan Caleb McReynolds, Kortney Jamaal Pollard & Terrell Demetrius Wilson, songwriters

Lifetime Achievement Award
Grandmaster Flash & The Furious Five, Lionel Hampton, Salt-N-Peppa

Trustees Award
Kenny “Babyface” Edmonds

Music Educator Award

Jeffrey Murdock

Aproveite confira também algumas das melhores apresentações da noite:

Black Pumas, indicados ao álbum do ano, apresentaram Colors.
Cardi B, apresentou UP e Wap ao lado de Megan Thee Stallion- com direito a uma surpresa para os brasileiros
Brittany Howard foi uma das artistas que participaram do tributo para aqueles que se foram no último ano

Além dessas, outra performance extremamente marcante da noite foi a do rapper Lil Baby. Em tom de protesto, ele lembrou de George Floyd, falou sobre a violência policial e cobrou ações do governo a respeito das mortes de pessoas negras. Em seu canal no Youtube, Lil Baby mostrou o making off da apresentação e o público comentou que era como se estivessem assistindo a um making off de documentário. Confira aqui:

Páscoa: Com ovos personalizados Aline Chermoula oferece autonomia e segurança em tempos de pandemia

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Foto: Aline Chermoula

A páscoa está se aproximando, e assim como no último ano as comemorações precisaram ser adaptadas ao atual cenário de pandemia. A troca de chocolates é uma tradição muito presente no Brasil, e a chef Aline Chermoula está cuidando para que a data não perca uma de suas grandes essenciais, presentear e surpreender o próximo.

“Receber ovo de páscoa como presente é um carinho muito especial. Que expressa  sentimentos de amor, carinho, cuidados que remetem a felicidade e traz a presença mesmo que a pessoa esteja distante” diz a chefe especializada em culinária afrodiapórica Aline Chermoula.

Foto: Aline Chermoula

Além dos seus produtos terem toques de africanidades, devido toda a trajetória de Aline na culinária, a chef tem inovado na forma de surpreender os clientes e incentivar as compras, ainda que em tempos de pandemia. 

 “O principal diferencial é o cliente montar seu próprio ovo. Escolhe o chocolate e o  recheio de cada metade do ovo”

Foto: Aline Chermoula

Para o cliente, poder montar o seu próprio ovo com os produtos de preferência é um grande conforto, pois permite que o ovo seja exclusivo aos seus gostos e ao gosto de alguém especial. Com a produção artesanal de Aline Chermoula nenhum ovo de páscoa é igual.

A chef falou sobre como aplica os ingredientes afrodiapóricos nos produtos pascoais, a produção sempre preza pela preferência do cliente, mas a chef também tem complementos afrodiapóricos que dão um sabor único aos ovos de páscoa

“No ovo de páscoa é opcional! Mas se o cliente permite adiciona canela e/ou cravo ao chocolate aromatizando. E com este chocolate monto a estrutura do ovo.”

O cliente pode escolher o tipo de chocolate, os complementos que compõe o ovo de páscoa e ter o ovo montado a seu gosto, as opções de chocolate são: 

Meio amargo 

Ao leite

Blend (meio amargo e ao leite)

Ou branc

Foto: Aline Chermoula

A chef adora o preparo de todos os tipos, mas os ovos trufados estão sendo os mais pedidos atualmente, Aline contou um pouco de como a produção dos ovos foi afetada na pandemia

“Preparo os ovos com toda segurança necessária. Uso máscara, a qual troco a cada hora, uso luvas e as troco com frequência. Segurança é o primordial tem tempos de pandemia.

A produção é artesanal e desde que a pandemia iniciou trabalho sozinha. Opção para garantir a segurança.”

Confira os sabores disponíveis e as condições de entrega:

Encomendas especiais Ovos de Páscoa da Chermoula 

Ovos crocantes ou trufados
Ovos de colher
Ovos personalizados (escolha cada item que irá em seu ovo de colher)

Escolha o Tipo de chocolate:

Meio amargo 
Ao leite
Blend (meio amargo meio ao leite)
Branco 

Se for crocante escolha:

Amendoim
Avelã 
Nozes 

Escolha recheio (trufado ou de colher)

Brigadeiro tradicional 
Doce de leite
Frutas vermelhas
Maracujá
Ninho
Oreo 

Tamanho e valores

Trufado ou crocante 

250g 50 reais 
500g 90 reais

De colher

250g 70 reais
500g 120 reais

Formas de pagamento

 – Depósito bancário/PIX no ato da encomenda

 – Cartão de crédito via PicPay

Pedidos e prazo para encomenda

Através do e-mail aline@chermoula.com.br ou do WhatsApp (11) 951444845

Obs: sujeito à disponibilidade de estoque.

Entregas

Serão Agendadas por região

Feitas entre 25 a 31/03 
Frete para centro expandido, alguns bairros da zona oeste, zona norte, zona leste  alguns bairros da zona sul: R$ 10 Para outras localidades, consulte nossa equipe.

Ficou curioso para provar ovos exclusivos da Aline Chermoula? Os pedidos podem ser feitos pelo WhatsApp e as encomendas já estão abertas e devem ser feitas com antecedência.

Conheça Jaque Barroso e seu “Banho de Quilombo” na música brasileira

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Em ‘Banho de Quilombo’, Jaque Barroso apresenta a cultura da Mussuca para o Brasil. Foto: MAVI.

Cantora lançou o primeiro single de 2021 em homenagem a quilombo sergipano

A cantora sergipana Jaque Barroso, dona de uma das vozes mais autênticas da música brasileira atual, acaba de lançar seu primeiro single de 2021. Batizada de “Banho de Quilombo”, a música traz fortes elementos da cultura do quilombo da Mussuca, em Laranjeiras, Sergipe, misturado com as batidas eletrônicas do dub e do Drum N’ Bass, entre outras referências.

“Samba de Coco, Samba de Pareia, São Gonçalo, Cacumbi, Taieiras, Reisado, Chegança, Lambe-Sujo, Caboclinhos”. É enumerando as muitas expressões da música e cultura popular da Mussuca e de Laranjeiras, que Jaque nos introduz ao no mundo multicolorido da cultura negra sergipana, que é a sua origem.

“Minha família é de Laranjeiras, e eu cresci participando dos encontros de cultura e das tradições da Mussuca. Quando eu comecei a compor, esse repertório cultural e esse legado ancestral já estava na minha mente”, relembra. 

“Banho de Quilombo” tem também um videoclipe a ser lançado no próximo dia 30 de março, todo ambientado no quilombo da Mussuca. “Não vou contar mais detalhes para não perder a graça, mas quero todo mundo de olho no dia 30”, ri. 

O single faz parte do disco ‘Descalça Entre Mundos’, com lançamento previsto para junho deste ano. “Esses mundos são o mundo da minha ancestralidade e esse mundo que a gente vive aqui. O mundo da cultura popular e da música eletrônica, estes mundos nos quais eu transito e que fazem parte de mim”, explica a cantora. 

Ouça “Banho de Quilombo”:

Um circuito gastronômico no Rio de Janeiro temperado com arte, afeto e ancestralidade

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No Rio, atualmente, não falta opção gastronômica para um rolê de preto. Na última década, no eixo Centro e Zona Norte da cidade, surgiram restaurantes especializados na culinária africana e afro-brasileira que oferecem um cardápio com significados que vão além dos pratos, com iguarias coloridas e saborosas.

Mais do que restaurante, esses espaços são centros culturais que possibilitam encontros de pessoas pretas na cidade. Em condições sociais normais para aglomeração, oferecem roda de samba, jazz, chorinho, workshops e rodas de conversa sobre variados temas, e tudo mais que reforce a sociabilidade e propague a cultura negra. Devido à pandemia do novo coronavírus, parte da atuação desses espaços se estendeu para as suas redes sociais.

Embora não sejam exclusivos para pessoas pretas, são “ambientes de segurança”, como definiu uma amiga, dizendo que neles pessoas brancas ficariam inibidas de serem racistas. Os valores que orientam esses restaurantes são afeto, ancestralidade, comunhão, vivência, saberes e artes afrocentradas, com a gastronomia como abre-alas.

A cidade do Rio de Janeiro vem se africanizando ainda mais agora, pela boca, com esses restaurantes. E, na maioria deles, além de comida você encontra outros artigos atrelados à cultura e à arte preta, como moda, livraria e artesanatos, agregando outras marcas ao local. Recorrem a um modelo de negócio colaborativo, compartilhado e comunitário, que talvez seja uma alternativa interessante de sustentação para essa conjuntura de recessão econômica que se prolonga há anos.

Listei alguns desses espaços que vêm formando um circuito gastronômico africano e afro-brasileiro na cidade.

Quilombo Cultural Casa do Nando

Após sofrer um incêndio em agosto de 2020 que destruiu o antigo casarão localizado no Largo de São Francisco da Prainha, na Pequena África, região portuária, o Quilombo Cultural Casa do Nando foi reconstruído em um novo endereço, agora na Rua Camerino 176, na mesma região. A reconstrução do espaço foi feita com ampla solidariedade, com crowdfunding, doações de materiais e com pessoas que, de maneira voluntária, literalmente colocaram a mão na massa.

A Casa do Nando há 7 anos vem se referenciando na cidade como um local de pretos para pretos, como um espaço de acolhimento; desenvolvendo atividades artísticas, culturais e ação social. Tudo isso temperado com afeto, alegria e amor, valores propagados pela Casa.

A cozinha é do chef Nando, o anfitrião, que oferece no seu cardápio uma das melhores feijoadas do Rio. Além do feijão, Nando prepara uma boa rabada com agrião e batata, aquele frango com quiabo e outros pratos representativos da gastronomia quilombola.

Kaza 123

            A Kaza 123 é recém-nascida, inaugurou no ano passado, na rua Visconde de Abaeté 123, em Vila Isabel, Zona Norte. O espaço é gerido por Lica Oliveira, Rodrigo França e Maria Júlia Ferreira, que agrega um mix de marcas pretas. Mesmo com pouco tempo, já tem conquistado fama pelo ambiente aconchegante, cheio de referências negras na decoração e na livraria Kitabu, que divide o espaço com as marcas de moda Idunu África e ComplexoB. A gastronomia da Kaza fica por conta da Angurmê Culinária Afro-Brasil.

            O carro-chefe da cozinha é o angu, servido como uma referência de comida ancestral, que tem várias opções, do angu à baiana ao angu com rabada. Mas no seu cardápio de comida afro-brasileira tem feijoada, bobó de camarão e alguns caldos servidos em charmosas tigelas de barro.

            Vila Isabel, berço de Noel Rosa e Martinho da Vila, além da própria escola de samba, é historicamente um bairro boêmio, onde se concentram muitos bares e restaurantes. Agora a Kaza 123, que se destaca pela decoração e como importante espaço de sociabilidade preta, mesmo tão jovem, já chegou protagonizando e inovando a cena.

Imagem/Google fotos: Kasa123, tempos não pandêmicos

Afro Gourmet

O restaurante Afro Gourmet fica a menos de 3 km da Kaza 123, na rua Barão de Bom Retiro 2316, Grajaú, Zona Norte. Seu espaço aconchegante funciona desde agosto de 2018. Antes de fixar esse ponto, o Afro Gourmet era um projeto gastronômico itinerante que ocupava eventos pela cidade.

O empreendimento é gerido pela chef Dandara Batista, que abriu o restaurante para oferecer sabores africanos em pratos como Arroz de Hauçá, Ndolé, Arroz Jollof, Tagine, Amalá com rabada, Moamba de Galinha, Mufete, entre outros.

A cozinha do Afro Gourmet alia afeto e resistência, valores que orientam a chef Dandara a oferecer comida africana como uma forma de conexão ancestral.

Imagem/Google: Dandara Batista; Afro Goumert

Dida Bar e Restaurante

            O Dida Bar e Restaurante fica na Praça da Bandeira, também na Zona Norte da cidade. Talvez seja o mais conhecido e frequentado. É administrado por Dilma Nascimento e seus filhos, que através da gastronomia e da arte compartilham saberes e valores africanos. No Dida, afeto, acolhimento e ancestralidade são ingredientes fundamentais na organização do espaço e nas preparações da cozinha.

            As atrações no Dida, em condições normais, tem na programação roda de samba, jazz e até bloco de carnaval; rodas de conversa, workshops e lançamento de livros relacionados à cultura negra também ocupam o espaço. Por tudo que representa para comunidade negra carioca, Dilma Nascimento, dona Dida, foi homenageada pela vereadora Marielle Franco com a medalha Chiquinha Gonzaga em 2018, que é entregue pela Câmara de Vereadores do Rio a personalidades femininas de destaque no Brasil.

            No Dida, os pratos africanos são divididos entre Angola (mufete e calulu de carne seca), Nigéria (Arroz de Hauçá e Galinha de Piri Piri), África do Sul (Joanesburgo), Senegal (Mafé Boeuf) e Moçambique (Tocossado com camarão seco e Caril de Camarão). O restaurante ainda oferece outras opções, como o Camarão no Coco, Feijoada, Bobó de Camarão e Baião de Dois.

Imagem/Instagram: Dida Bar e restaurante

Casa Omolokum

             A Casa Omolokum fica na Pedra do Sal, espaço na região portuária que é um lugar de memória africana e que tem uma roda de samba de renome internacional. A Casa conta com a coquetelaria do Bar Odara e com a Livraria Casa da Árvore, especializada em literatura brasileira, cultura carioca, política e religiosidade de matriz africana. A cozinha, comandada pela chef Leila Leão, traz à mesa a culinária afro-brasileira marcada pela religiosidade de matriz africana. O conceito já vem dito no nome do espaço. A Casa Omolokum vem oferecendo, também, oficinas sobre literatura africana, empreendedorismo feminino e etnogastronomia.

Imagem/Instagram: Casa Omolokum

Os pratos são servidos nos finais de semana e acompanham entrada, prato principal e sobremesa. A Casa já serviu bobó de siri catado com camarão, feijão a João da Baiana, xinxim de galinha, caruru de costela, acarajé, sempre inovando o seu cardápio. Com a pandemia de covid-19 e a necessidade de seguir os protocolos da OMS (Organização Mundial da Saúde), esses espaços vêm adotando medidas de segurança sanitária e funcionando de acordo com os decretos municipais. Alguns oferecem a opção de delivery e pedidos por aplicativos. De qualquer forma, fica como dica para aproveitar o melhor da culinária africana e afro-brasileira no Rio de Janeiro. Vale fazer o circuito!

Festival “A cena tá preta” vai trazer palestras, oficinas e espetáculos totalmente online e gratuito

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Foto: Alonso Natureza/Divulgação

Entre os dias 06 e 10 de abril, irá acontecer a 11ª edição do “Festival de Arte Negra A Cena Tá Preta”, em formato totalmente onlinee gratuito.

O Festival integra as comemorações pelos 30 anos de trajetória da companhia e apresentará sete espetáculos do repertório do grupo, entre montagem infantil e adulto, além de leitura dramática, mesa redonda e oficinas.

Os espetáculos serão transmitidos pela internet e contam com a direção ou atuação de artistas do Bando de Teatro Olodum. A leitura dramática e as ações formativas também serão realizadas no ambiente virtual por meio de videoconferência.

Na abertura do Festival, dia 06/04, 18h, acontece a palestra “A história do Teatro Negro no Brasil e sua dramaturgia”, com a doutora em Difusão do Conhecimento pela UFBA, Mabel Freitas. Logo depois, Mabel Freitas participa de mesa redonda, juntamente com o ator, diretor e dramaturgo Ângelo Flávio e mediação do ator Fábio Santana, sobre a temática da Performance Negra, com interação do público, que poderá enviar comentários e perguntas online.

Com vagas limitadas, as inscrições para as oficinas estão abertas de 8 a 28 de março, e podem ser feitas através do linkhttps://cutt.ly/oficinasperformancenegra.

Já os espetáculos, eles podem ser assistidos pelo youtube do festival (https://www.youtube.com/user/bandodeteatro),  de forma gratuita.

Entre os grandes sucessos da companhia que marcaram a história do teatro baiano estão: “Ó Paí, ó”, a revista musical “Cabaré daRrrraça”, a premiada versão afro-baiana para o clássico de “Shakespeare Sonho de Uma Noite de Verão” e outros 20 títulos.

O projeto tem apoio financeiro do Estado da Bahia através da Secretaria de Cultura e da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Programa Aldir Blanc Bahia) via Lei Aldir Blanc, direcionada pela Secretaria Especial da Cultura do Ministério do Turismo, Governo Federal e é realizado pelo Bando de Teatro Olodum e Mil Produções.

“Them”: Amazon Prime Vídeo divulga trailer de sua nova série de terror

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Imagem/Reprodução: Amazon Prime

Do criador de ‘Little Marvin’ e da produtora executiva Lena Waithe, a nova série de terror da Amazon estreia ainda este ano na plataforma.  A primeira temporada de Them é ambientada nos anos 1950 e conta a história de uma família negra que se muda da Carolina do Norte para um bairro totalmente branco de Los Angeles, durante o período conhecido como A Grande Migração.

 A casa da família se torna o ponto inicial, onde forças malignas, tanto reais quanto sobrenaturais, ameaçam provocá-los e destruí-los.

As presenças malignas podem, inclusive, não ser tão assustadoras quanto a vida real. Com a chegada dos Emory, os vizinhos brancos começam a aterrorizar as suas vidas e tentam expulsá-los do bairro, ameaçando a família caso eles não voltem para a Carolina do Norte.

Dessa forma, a série vai tratar temas importantes, como o racismo e preconceito, traçando paralelos entre os anos 50 e nosso período atual.

Foram quase três anos até que as primeiras notícias oficiais sobre o seriado começassem a sair e a previsão da série é ser passada em abril.

Them é estrelado por Deborah Ayorinde, Ashley Thomas, Alison Pill, Shahadi Wright Joseph, Melody Hurd e Ryan Kwanten.

Djamilla Ribeiro e Leandro Karnal debatem sobre racismo no café filosófico, na Tv Cultura

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Foto: Reprodução/Internet

Neste domingo (14/3), o Café Filosófico tem a participação da filósofa Djamila Ribeiro, que fala sobre Amor e Ódio – Racismo em Debate. A edição é parte da série A Consciência Mascarada: Larvatus Prodeo, com curadoria do historiador Leandro Karnal. Vai ao ar às 19h, na TV Cultura.

No programa, serão debatidas questões como a forma que pandemia ressaltou a desigualdade e o racismo estrutural. A crise trouxe para a cena da Internet pessoas maravilhadas com a capacidade de fazer pão em casa, ao lado de outras sem recursos para comprar comida para a família.

Perguntas como de que forma lidar com a vida real em meio ao racismo e à misoginia? Qual o papel da mulher negra na sociedade brasileira? Qual amor e qual ódio estão presentes no nosso imaginário e nas nossas práticas sociais de exclusão e de luta? Serão levantadas durante o programa.

Doutora Carolina Maria de Jesus é tema de curso online

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Foto: Reprodução/Internet

Reconhecida com o título de doutora honoris causa pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Carolina Maria de Jesus e sua contribuição intelectual pela literatura são temas do novo curso Uma Revolução Chamada Carolina, promovido pelo biógrafo da escritora, Tom Farias. 

O curso online celebra o legado da escritora mineira que completaria 107 anos no próximo dia 14 de março. Serão quatro encontros diários, entre os dias 23 e 26 de março, conduzidos pelo jornalista e escritor Tom Farias, autor da biografia Carolina, indicada ao Prêmio Jabuti em 2018.  As inscrições para o curso estão abertas na plataforma Diaspora.black

Reconhecida internacionalmente pela obra Quarto de Despejo, Carolina tem ganhado mais visibilidade pela sua ampla obra que abrange também peças de teatro, músicas, além de romances ainda inéditos. O material inédito está sendo revisado por uma equipe de pesquisadores, que inclui a escritora Conceição Evaristo, e deve ser publicado em breve, segundo a editora Companhia das Letras. 

“A proposta é destacar aspectos pouco conhecidos da obra e da personalidade de Carolina, e principalmente valorizar a sua intelectualidade. Ela promoveu uma revolução não apenas na literatura, mas na sociedade como um todo, ao expor uma leitura profunda sobre a desigualdade e exclusão latentes no País”, avalia o professor e biógrafo, Tom Farias. 

Catadora de material reciclado, moradora da favela do Canindé, na zona norte de São Paulo, Carolina escrevia em pedaços de papel encontrados no lixo as reflexões sobre sua condição social como mulher negra, favelada e mãe solteira de dois filhos. Antes de morar em São Paulo, foi doméstica, babá e cozinheira em fazendas e casas de família em Minas Gerais, onde nasceu.

O curso abordará aspectos da formação e família de Carolina Maria de Jesus, antes da chegada a São Paulo, em 1937, levada pela família para quem trabalhava como doméstica. Também serão abordados elementos da escrita e sua peregrinação para publicar os primeiros textos, e também Quarto de Despejo, e o sucesso que mudou a sua trajetória. 

Autor da biografia e professor do curso, Tom Farias é jornalista e crítico literário, sempre dedicado à pesquisa sobre personalidades negras na literatura brasileira, para destacar a relevância histórica de figuras como Cruz e Souza, Lima Barreto, entre outros. 

Os encontros acontecem sempre às 19h, ao vivo, e os participantes recebem declaração de participação. O curso online integra a programação de experiências online promovidas pela Diaspora.black, que realiza a curadoria e oferece mais de 80 atividades online para o público vivenciar os legados da cultura negra de todo o mundo.   

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