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“Vivi uma linda história de amor com uma mulher”, ex-Rouge Aline Wirley fala sobre bissexualidade em entrevista

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Foto: Reprodução.

Aline Wirley, ex-integrante do grupo Rouge, falou em entrevista ao Quinta Pod, de Kelly Key, sobre um relacionamento que ela já viveu com outra mulher.

“Um dia eu olhei pra uma pessoa, uma mulher, e falei: ‘O que está acontecendo?’ E na verdade foi um amor por aquela pessoa que brotou. E eu vivi uma história de amor muito linda com ela. Cheguei a me relacionar com ela, há muitos anos atrás.”

Questionada por Kelly Key sobre por que ela levou tanto tempo para falar sobre o assunto, ela disse: “porque ninguém nunca me perguntou”, e completou: “A gente está em um momento de desconstrução de um monte de paradigmas, hoje a gente pode ter esse tipo de conversa e isso é muito legal”.

A cantora revelou que espera que poder falar abertamente sobre esse tema ajude outras pessoas que de repente se identifiquem como bissexuais a perceberem que também podem falar sobre isso.

“Eu espero que de alguma maneira isso toque o coração das pessoas para que elas sejam mais felizes. A gente é mais feliz quando a gente está em paz com a gente mesmo. Mas a gente vive em uma sociedade muito nociva, é muito difícil ser o que a gente é dentro das caixinhas que a sociedade quer colocar a gente”, avaliou.

Colin Powell, primeiro negro secretário de Estado nos EUA, morre aos 84 anos de covid-19

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Colin Powell, primeiro negro a ser secretário de Estado dos Estados Unidos morreu devido a complicações decorrentes da covid-19, segundo postagem de sua família nas redes sociais.

“O general Colin L. Powell, ex-secretário de Estado dos EUA e presidente do Estado-Maior Conjunto, faleceu esta manhã devido a complicações da Covid 19”, escreveu a família Powell no Facebook. “Perdemos um marido, pai, avô notável e amoroso e um grande americano”, disseram eles, destacando que ele estava totalmente vacinado.

Colin Powell foi soldado do exército dos Estados Unidos, combatente na guerra do Vietnã e ingressou na administração americana quando se tornou conselheiro de segurança no governo de Ronald Reagan. Ele também se tornou o mais jovem e o primeiro negro a ser chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas e mais tarde se tornou chefe da diplomacia do governo de George W. Bush.

Embora nunca tenha apresentado uma candidatura à Casa Branca, quando Powell foi empossado secretário de Estado de Bush em 2001, ele se tornou o funcionário público negro de mais alto escalão no país até o momento, ficando em quarto lugar na linha de sucessão presidencial.

“Acho que isso mostra ao mundo o que é possível neste país”, disse Powell sobre sua nomeação que fez história durante a audiência de confirmação do Senado. “Isso mostra ao mundo que: Siga nosso modelo, e durante um período de tempo desde o nosso início, se você acredita nos valores que defendem, você pode ver coisas tão milagrosas quanto eu sentado diante de você para receber sua aprovação.”

Com informações da CNN.

Um edifício em Copacabana: uma crônica sobre não ser visto como morador por conta da cor da pele

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Foto: iStock

 Camila de Araujo*

Há trinta anos moro no mesmo prédio, na Zona Sul do Rio de Janeiro, onde minha mãe é trabalhadora doméstica. Apadrinhada pelos patrões dela, para quem sou como se fosse da família, por volta dos dez anos de idade, migrei do quartinho de empregada para o quarto que a filha do casal havia deixado ao sair de casa. O edifício é composto por dez apartamentos, um por andar.

Os quartos não são pequenos, mas também não são grandes. Há funcionários – porteiros, vigias, zeladores, manobristas que se desdobram nas funções anteriores -, vinte e quatro horas por dia. Também há câmeras de vigilância e garagens aberta e subterrânea. Ao contrário dos condomínios modernos que oferecem sauna, piscina, churrasqueira e área de lazer para os pequenos brincarem atrás das grades, a majestosa sala-de-estar, com vista para a praia de Copacabana e arejada pela brisa do mar que percorre a Avenida Atlântica, compensa os defeitos. Como os dois elevadores que enguiçam com frequência e embalam os moradores numa balada ruidosa até que o porteiro apareça – alguns moradores permanecem dentro do cubículo suspenso até que o homem de uniforme realize o simplório gesto de estender e recolher o bíceps e o antebraço.

Há três décadas estou acostumada com a sinfonia de correntes da caixa de metal. Ontem ao sair para encontrar minha namorada apertei o botão diversas vezes até que as portas pantográficas decidissem se fechar. Ali, pertinho, admirei a mulher negra de cabelos cacheados e devolvi seu olhar porque gostei do que vi ao me reconhecer através do espelho, sozinha.

Quando cheguei à portaria e sai do elevador, o tímido Wallace, como um soldado, estava atrás da porta. Antes que ela se fechasse o homem a segurou. Então, recebi na cara como um soco aquele olhar que gente como eu repara ao entrar em lojas antes de ser seguido ou em bancos quando a porta giratória trava, misteriosamente. No trajeto entre o elevador e a porta de vidro que levava a grade do prédio e à rua, me senti sob a mira da velha de cabelos tão brancos que a brancura era uma extensão da pele.

 – Pode entrar, dona – disse o porteiro.

– Vou depois que ela sair – disse a velha.

Wallace murmurou um ruído indecifrável, porém, constrangedor.

É racismo, minha senhora. Eu moro aqui também, eu poderia dizer, mas apenas atravessei a mesma porta que atravesso há trinta anos, ao contrário de gerações de trabalhadoras domésticas que saem pela porta de serviço ao final do dia. Na rua, ainda olhei para trás. A velha continuava parada ao me encarar. Havia um abismo entre nós; metros de distância, grades de segurança, uma escadaria. Contudo, seu olhar alertava que o melhor que eu podia fazer era não retornar, não invadir mais ainda um dos trechos mais caros da cidade. Só falta isso me render uma confusão, disse a mim mesma.

Olhei para frente. Pensei em minha mãe, andares acima, com vista para a máquina de lavar e o cheiro de sabão em pó na porta.

*Camila de Araujo está entre os vencedores do concurso literário Prêmio Rio de Contos e é uma das selecionadas para compor o próximo livro da Flup Cartas para Esperança. 

Casal negro doa $5 milhões para Howard University, a principal universidade afro-americana dos EUA

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O casal filantropo de ex-alunos da Howard University Eddie C. Brown e C. Sylvia Brown fez a maior doação de ex-alunos que universidade recebeu, no valor de US $5 milhões. O casal inclusive se conheceu e se apaixonou na época que eram estudantes nessa universidade.

“Somos extremamente gratos a Eddie e Sylvia por terem feito este presente histórico para a Howard University”, disse o presidente da Howard University, Dr. Wayne A. I. Frederick, em uma declaração por escrito onde destacou que a doação foi feita para um programa específico que ajuda estudantes carentes, o GRACE. “O subsídio GRACE ajudou a eliminar as barreiras financeiras para a educação dos alunos de Howard, e estou emocionado que os Browns foram inspirados a doar uma doação tão generosa a este importante fundo. Minha esperança é que os alunos sejam inspirados por sua história e generosidade e que outros em nossa comunidade de ex-alunos considerem as muitas maneiras como eles também podem impactar as gerações atuais e futuras de alunos Howard.”

O casal Eddie C. Brown e C. Sylvia Brown

Desde o início da bolsa, a Universidade viu um aumento médio de 17% na retenção e uma taxa média de graduação em quatro anos de 78%, o que equivale a um aumento de 32% em comparação com alunos da mesma categoria financeira que não receberam os fundos GRACE.

“Melhor corpo da minha vida”: Will Smith compartilha resultados de sua jornada pela boa forma

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Foto: Reprodução Instagram

A família Smith não tem mede de expor suas vulnerabilidades. Will Smith, 53 anos, usou sua conta no Instagram em meados de abril para compartilhar com seus fãs sua insatisfação com o seu corpo. “Este é o corpo que me carregou por toda uma pandemia e incontáveis ​​dias pastando na despensa. Eu amo esse corpo, mas quero me sentir melhor. Chega de muffins da meia-noite. É isso”, dizia a legenda postada pelo ator.

Neste domingo, 17, Will voltou as redes para compartilhar os resultados de uma mudança de estilo de vida que inclui acordar muito cedo para malhar além da reeducação alimentar. Smith disse que finalmente alcançou o melhor corpo da sua vida.

Além do treinos na academia e corrida, o vídeo compartilhado pelo nosso eterno Fresh-Prince inclui meditação e Yoga.

Vale lembrar que a mudança de estilo de vida de Will Smith inspirou muitas pessoas ao redor do mundo, incluindo celebridades Marlon Wayans (‘Todo Mundo Em Pânico‘) e Anthony Anderson ( Black-Ish)

Feira Preta celebra 20 anos em parceria com Facebook e anuncia sua próxima edição

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Pretahub e Facebook acabam de selar mais uma parceria e dessa vez para celebrar um marco: juntos promovem a 20ª edição da Feira Preta, maior evento de cultura e empreendedorismo negro da América Latina. 

Sob o tema ‘Existe um futuro preto e ele não se constrói sozinho’, a celebração dos 20 anos do festival terá 20 dias de programação 100% online, com transmissões via Facebook e Instagram de shows, palestras, videomapping, workshops e a tradicional feira de empreendedorismo. Além disso, a parceria expande o alcance da Feira Preta nas redes sociais com uma agenda repleta de atividades antes e durante o evento, abrindo espaço para criadores de conteúdo, influenciadores e Grupos do Facebook. 

“Nesses 20 anos a Feira Preta vem sendo construída a muitas mãos, em conjunto com pessoas e instituições privadas e públicas que nos ajudam a contar essa história e chegar a cada vez mais pessoas. A parceria com o Facebook já vem de alguns anos e, agora, se estende ainda mais com a co-realização desta edição. Afinal, existe sim um futuro preto, porém ele não se constrói sozinho. Celebrar as duas décadas da Feira Preta junto a uma empresa como o Facebook  é revolucionário!”, comemora Adriana Barbosa, fundadora da Feira Preta e CEO da PretaHub.

A Feira Preta 2021 acontece de 20/11 a 10/12 e entre as atrações confirmadas até o momento estão os shows de Péricles, Liniker, Tasha & Tracie e Afrocidade, além de uma parceria com o British Council para celebrar a luta pelos direitos das comunidades LGBTQIA+ por meio de artes, música, dança e moda do Brasil e do Reino Unido. A edição conta, ainda, com milhares de produtos de empreendedores de todo o país que estarão à venda no Marketplace Feira Preta. 

Para conferir a programação completa, acesse www.feirapreta.com.br.

Um banco digital resolveu dar uma assinatura da Wolo.Tv, canal de conteúdo 100% negro, como benefício para os seus funcionários

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Em passos lentíssimos, as empresas brasileiras estão começando a entender o espectro da diversidade que vai muito além de contratar o influenciador negro como cara da marca. A diversidade que faz a diferença é aquela que reconhece que reparação histórica passa também pelo investimento em empreendimentos negros.

O banco digital will bank além de investir na Wolo.TV Wolo , primeira plataforma de streaming da América Latina com conteúdo exclusivamente negro, está oferecendo a assinatura do streaming para os seus funcionários dentro do pacote de benefícios .

Para o ator, diretor e cofundador da Wolo, Licinio Januário esse apoio é fundamental. “Não basta as empresas incluírem as pessoas negras em propagandas ou ter cotas de funcionários negros, é preciso que elas visem parcerias horizontais com empresas fundadas por pessoas pretas que beneficiem o crescimento de ambas e que trabalhem para uma mudança da mentalidade de consumo do povo”, diz ele.

A Wolo oferece um catálogo focado em narrativas negras e tem como propósito descentralizar a produção audiovisual no Brasil e oferecer oportunidades de trabalho para profissionais negros do setor.
Com essa parceria os mais de mil Willers – como são chamados os colaboradores do banco – terão acesso a documentários, filmes, séries, talk-show, desenhos, entre outros conteúdos que estão disponíveis, exclusivamente, na plataforma de streamings, já que os canais abertos só apresentam histórias negras em situação de extrema vulnerabilidade ou de violência.

“Grande parte do nosso público potencial, a população desbancarizada, é negra. Para que possamos entender as necessidades dessas pessoas e oferecer produtos e serviços que realmente façam sentido, buscamos trazê-las também para dentro do will bank. Por isso, 42% dos nossos colaboradores são negros e mais de 50% das nossas contratações são de pessoas negras”, afirma Felipe Félix, CEO do will bank.

“Não é só um preto apresentador, é um preto apresentador num canal elegante”, diz Paulo Vieira sobre seu programa no GNT

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Foto: Guilherme Lemos

Paulo Vieira estreia dia 21 de outubro, às 21h30 no GNT como apresentador do reality show culinário Rolling Kitchen Brasil e o fato dele ser negro foi um dos principais fatores pelo qual ele disse sim ao convite do canal do grupo Globo. “Gostaria muito que as pessoas nos vissem, enquanto o povo preto no nosso melhor. Não só pelo que eu entreguei de trabalho, mas o que eu entreguei como imagem. Eu queria realmente que as pessoas me vissem como queremos ser vistos. Prósperos, ricos, elegantes, bonitos”. O tema é de grande estima para o ator que cresceu admirando a química dos seus pais na cozinha. “Eu cresci vendo isso, a música tocando, cerveja no copo e os dois cozinhando juntos. Culinária pra mim é amor”, descreve o ator e apresentador que conversou com o site Mundo Negro sobre esse novo desafio em sua carreira.

“Rolling Kitchen Brasil” é um reality show gastronômico feito por casais famosos que gostam de cozinhar. No programa essas duplas devem preparar duas receitas complementares e de um mesmo tema. No entanto, cada um deles estará em uma cozinha separada. Para animar a competição, a cada quinze minutos, o palco gira 180 graus e um assume a cozinha do outro, preparando o prato de comida do ponto em que seu par parou. O melhor prato, vence a competição. “O programa também usa esse game para falar de relacionamento, de amor, de todas as formas de amor, enaltecer o amor. Que é o ingrediente principal do relacionamento”, detalha Paulo.

Nessa entrevista exclusiva, ele conta mais detalhes sobre o impacto desse novo desafio na sua vida profissional, como o fato de ser negro impactou nas suas escolhas e ainda nos conta quem manda bem na cozinha da casa dele.

Mundo Negro – Pela primeira vez você vai assumir um programa sozinho e em realities o apresentador têm uma grande responsabilidade pela dinâmica da apresentação. O que te ajudou a conduzir o The Rolling Kitchen? Foi seu lado ator, coisas que você assistiu e pegou como referência , a curiosidade  sobre a harmonia entre os casais na cozinha ou nada disso?

Paulo Vieira:O que me ajudou a conduzir o programa foram os meus anos de talk show. Passei quase três anos ao lado do (Fábio) Porchat e ele me confiava bastante responsabilidade. Tanto que no final, a gente quase que dividia todo o programa. E também porque o Fábio é uma pessoa muito generosa, a ponto de eu assumir o programa. Uma vez ele tava viajando e eu fiz um ao vivo, com o Gugu. Esse tempo de show, de programa diário foi o que mais me ajudou. Até falei para ele o quanto aquilo tinha sido importante pra mim.

2) Um homem negro conduzindo um reality com uma pauta tão levre e divertida é raro de se ver na TV. A questão da representatividade é algo que você reflete sobre ao abraçar os seus projetos? Você pensa na audiência negra que se sente contemplada pelo o que você representa e num canal tão relevante? Do outro lado como audiência, como é essa questão para você?

Não dá pra você ser artista negro no Brasil e não pensar na pauta racial. Isso tá sempre comigo. Inclusive, foi um dos motivos que me fizeram aceitar estar nesse programa. Aos poucos, a gente tem deixado para trás a falta de pretos apresentadores na televisão. Tem de ter mais! Me vi com esse convite na minha mesa e o fato desse combate estar tão quente, foi o motivo de aceitar o desafio. Assumi essa responsabilidade e não queria fugir dessa luta, não só apresentar um programa no Grupo Globo, como de estar a frente de um programa no canal mais chique do grupo, que é o GNT. Não é só um preto apresentador, é um preto apresentador num canal elegante. E eu quis fazer por onde. Caprichei nos looks, na apresentação. Gostaria muito que as pessoas nos vissem, enquanto o povo preto no nosso melhor. Não só pelo que eu entreguei de trabalho, mas o que eu entreguei como imagem. Eu queria realmente que as pessoas me vissem como queremos ser vistos. Prósperos, ricos, elegantes, bonitos…

Foto: Guilherme Lemos

3) Na vida real, cozinhar juntos pode ser tão legal quanto sair para jantar.  Pelo o que você tem visto no seu programa ou que pode dar mais certo e o que pode dar mais errado quando um casal decide cozinhar junto. 

 “A questão é que tudo isso cai por terra quando você coloca o fator competição. Porque, a partir do momento em que a pessoa errar uma receita, não é um problema. Mas, a partir do momento que você está competindo com um outro casal, aí que a coisa apimenta. A competição é o que mais movimenta esse programa. Principalmente quando você tem casais extremamente competitivos, que é o caso dos nossos. O programa também usa esse game para falar de relacionamento, de amor, de todas as formas de amor, enaltecer o amor. Que é o ingrediente principal do relacionamento.

4) Como é a sua relação com a cozinha? Gosta mais de doce ou salgado? Você e sua esposa têm o hábito de cozinhar juntos e quais são os pratos que você acha que feitos em casa ficam mais gostosos do que comer fora ou pedir pelo aplicativo?

Cozinha pra mim é afeto. Então, tem tudo a ver falar de amor e usar a cozinha como cenário pra isso. A minha vida foi ver meus pais cozinhando juntos. Inclusive competindo. Porque meus pais têm uma briga de quem faz o melhor tutu, o melhor macarrão. A gente precisa ficar dando postos quase como orda culinária. Eu cresci vendo isso, a música tocando, cerveja no copo e os dois cozinhando juntos. Culinária pra mim é amor. Eu gosto muito de cozinhar. Adoro cozinhar para as pessoas que eu amo. Não sei escolher entre doce e salgado. É a mesma coisa que pedir para uma mãe escolher um filho pra morrer.  Eu não consigo escolher, todos têm espaço no meu coração. Cozinho para a Ilana, porque ela não sabe fazer nada na cozinha. Minha vida é alimentar aquela garota. Nunca pediria no aplicativo uma comida de casa: arroz, ovo frito, feijão. O aplicativo nunca vai conseguir trazer um ovo frito igual ao da sua mãe. O dia que isso acontecer é porque o mundo tá acabando e tá acontecendo alguma coisa muito errada. Então comida de casa é em casa.

Dia mundial da alimentação será marcado por distribuição de alimentos em dez estados brasileiros

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O Dia Mundial da Alimentação será celebrado no próximo sábado, 16 de outubro. No Brasil, um dos maiores produtores de alimentos do planeta, os números da fome estão em crescimento.

A Campanha #TemGenteComFome, nascida no seio de organizações do movimento negro, foi lançada em março de 2021 para enfrentar a fome e auxiliar famílias brasileiras naquilo que é um direito humano básico: a alimentação. 

Com os R$ 18 milhões captados nos primeiros seis meses, 130 mil famílias receberam ajuda e foram distribuídos mais de 54 mil cartões de alimentação, 29 mil cestas básicas e 55 mil cestas com produtos orgânicos nos 27 estados. Os recursos também ajudaram a garantir empregos e renda para armazéns e mercadinhos locais e para agricultores familiares.

Para marcar a data internacional do dia 16/10 e lembrar a todos que a fome ainda está no horizonte diário de quase metade da nossa população, a campanha fará uma grande ação de distribuição de cestas básicas em 10 territórios simultaneamente: Rio Branco (AC), Maceió (AL), Salvador (BA), Cariacica (ES), Cuiabá (MG), Altamira (PA), Picos (PI), Porto Alegre (RS), Baixada Fluminense (RJ) e Zonas Sul e Leste de São Paulo (SP).

Um dos porta-vozes da campanha, o historiador Douglas Belchior afirma: “Não é possível não se revoltar com essa realidade de pessoas pegando ossos para comer num país que produz tanto alimento. O papel da sociedade civil é continuar se mobilizando e exercitando a solidariedade ativa ao mesmo tempo em que cobra o governo, cobra responsabilidade daqueles que dirigem os cofres públicos e que deveria estar investindo agora, neste minuto, para enfrentar a fome.”

A campanha, que ganhou a adesão de nomes como Gilberto Gil, Emicida, Camila Pitanga, Antônio Pitanga, Zeca Pagodinho, Sueli Carneiro, Elza Soares, entre outros, foi inspirada pelos versos do poeta Solano Trindade: “Se tem gente com fome, dá de comer”.

A ação do dia 16/10 será também o lançamento da segunda etapa deste grande movimento liderado pela Coalizão Negra por Direitos e por parceiros como Anistia Internacional, Oxfam Brasil, Redes da Maré, Ação Brasileira de Combate às Desigualdades, @342Artes, Nossas-Rede de Ativismo, Instituto Ethos Orgânico Solidário, Grupo Prerrogativas e Fundo Brasil. A campanha#TemGenteComFome é auditada pela empresa PP&C, que integra a holding Nexia.

Dois policiais civis são denunciados por uma das mortes na operação do Jacarezinho

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O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) denunciou na noite desta quinta-feira (14) dois policiais civis por uma das 28 mortes da operação no Jacarezinho, em 6 de maio, considerada a mais letal da história do estado.

Os dois agentes responderão pelo óbito de Omar Pereira da Silva, no Beco da Síria. Um dos denunciados responderá pelos crimes de homicídio doloso e fraude processual. Outro agente é acusado pelo crime de fraude processual.

Os policiais denunciados são Douglas de Lucena Peixoto Siqueira e Anderson Silveira. De acordo com a denúncia, Douglas cometeu homicídio e fraude e Anderson Silveira cometeu fraude.

As fraudes que teriam sido cometidas foram:

  • remoção de cadáver
  • apresentação falsa de uma pistola glock .40 e um carregador
  • inserção de uma granada que, segundo os policiais, estaria em posse de Omar

Na comunicação da ocorrência, os policiais afirmaram que a vítima, antes de morrer, atirou uma granada contra eles. Douglas admite no registro de ocorrência do caso que foi ele que atirou em Omar.

A denúncia aponta crime de homicídio qualificado por dificultar a defesa da vítima (que já estava encurralada, desarmada e com um tiro no pé) e fraudes na lei 13869, de2019, artigos 23 e 25 (abuso de autoridade).

Informações são do G1.

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