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Hilton Cobra retorna aos palcos com o espetáculo “Traga-me a cabeça de Lima Barreto!”

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Foto: Adeloyá Magnoni.

Monólogo teatral reflete a contemporaneidade ao discutir racismo e eugenia, ao mesmo tempo em que celebra os 140 anos de nascimento e centenário de morte do escritor Lima Barreto

O espetáculo Traga-me a cabeça de Lima Barreto!, com interpretação de Hilton Cobra, dramaturgia de Luiz Marfuz e direção de Onisajé, está de volta aos palcos em formato presencial. De 02 a 12 de dezembro, o ator e fundador da Cia dos Comuns realiza curta temporada de apresentações no Teatro Firjan SESI Centro, com sessões de quinta e sexta às 19h, sábado e domingo às 17h.  Ingressos: R$ 30,00 (inteira), R$ 15,00 (meia) e Lista Amiga: R$ 10,00.

Escrita pelo diretor e dramaturgo Luiz Marfuz, em 2017, especialmente para comemorar os 40 anos de carreira do ator Hilton Cobra, a peça mostra uma imaginária sessão de autópsia na cabeça do escritor Lima Barreto, conduzida por um Congresso de Eugenistas no Brasil, início do século XX.  Após a morte de Lima Barreto, os médicos eugenistas determinam a exumação do corpo, a fim de responder à seguinte pergunta: “Como um cérebro, considerado inferior pelos eugenistas da época, poderia ter produzido e publicado obras literárias de qualidade, se a arte nobre e da boa escrita deveria ser um privilégio das raças consideradas superiores?”. A partir desse embate, a peça mostra as várias facetas da personalidade e da genialidade de Lima Barreto, refletindo sobre loucura, racismo e eugenia, a obra não reconhecida e os enfrentamentos políticos e literários de sua época.     

O monólogo conta com trechos dos filmes “Homo sapiens 1900” e “Arquitetura da destruição”, ambos cedidos pelo cineasta sueco Peter Cohen – que mostram fortes imagens da eugenia racial e da arte censurada pelo regime hitlerista. Lázaro Ramos, Caco Monteiro, Frank Menezes, Harildo Deda, Hebe Alves, Rui Manthur e Stephane Bourgade emprestam a voz para a leitura em off de textos de apoio à cena.

A atualidade da obra de Lima Barreto

Afonso Henriques de Lima Barreto (1881-1922) foi jornalista, escritor e crítico agudo na época da República Velha no Brasil. Nascido na cidade do Rio de Janeiro, no dia 13 de maio de 1881, sete anos antes da abolição da escravatura, teve a vida recheada de acontecimentos polêmicos, controversos e trágicos. Em sua obra, de temática social, privilegiou os pobres e os arruinados. Foi criticado por escritores contemporâneos por seu estilo despojado e coloquial, que acabou influenciando os escritores modernistas. Traduziu o Brasil por meio de obras com grande consciência crítica, pautadas na temática social, expressando injustiças como o preconceito e o racismo.

“É importante e providencial discutir eugenia e racismo a partir de Lima Barreto nestes tempos de pandemia, em que a população negra e pobre é a mais atingida”, fala Hilton Cobra. “A covid-19 nos convida a dilatar as lentes do racismo, da injustiça, do não reconhecimento, das desigualdades e da violência.”

Hilton Cobra e a Cia dos Comuns

Criada em 2001, no Rio de Janeiro, pelo ator, diretor, produtor e gestor cultural Hilton Cobra, a Cia dos Comuns é um grupo de teatro formado por atrizes e atores negros com a missão artística e política de desenvolver uma pesquisa teatral negra que possibilite um maior conhecimento da nossa cultura, além de estimular o apuro técnico e a ampliação do espaço de atuação profissional de artistas e técnicos negros no mundo das artes cênicas. Na companhia, Hilton Cobra produziu os espetáculos “A roda do mundo”, “Candaces – a reconstrução do fogo” e “Bakulo – os bem lembrados”, além de produzir e dirigir “Silêncio”. Idealizou e realizou a mostra “Olonadé – a cena negra brasileira” e o Fórum Nacional de Performance Negra.

Reconhecimento do público e crítica especializada

Com uma trajetória de grande sucesso, interrompida pela Covid-19 no início de 2020, “Traga-me a cabeça de Lima Barreto!”, estava há 3 anos em cartaz, com 170 apresentações para cerca de 20.000 espectadores, em 72 cidades, de 19 Estados (Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Bahia, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Paraíba, Ceará, Maranhão, Piauí, Brasília, Mato Grosso, Goiás, Amazonas, Rondônia, Tocantins), de todas as regiões do País, onde colheu diversos elogios do público e crítica. O espetáculo foi encenado também na Flip – Festa Literária Internacional de Paraty/RJ/2017, onde o escritor Lima Barreto foi o homenageado

Ficha Técnica:

Hilton Cobra – Ator | Luiz Marfuz – Dramaturgia | Onisajé (Fernanda Júlia) – Direção | Cenário: Vila de Taipa (Erick Saboya, Igor Liberato e Márcio Meireles) | Desenho de Luz: Jorginho de Carvalho e Valmyr Ferreira | Figurino: Biza Vianna | Direção de Movimentos: Zebrinha | Direção Musical: Jarbas Bittencourt |Direção de vídeo: David Aynan | Produção executiva: Ruth Almeida | Assessoria de imprensa: Target Comunicações  Fotos: Adeloyá Magnoni, Leandro Lima, Kaian Alves, Valmyr Ferreira e Vinicius César | Operação de Áudio e Vídeo: Duda Fonseca | Operação de Luz: Lucas Barbalho | Participações especiais (voz em off): Lázaro Ramos, Caco Monteiro, Frank Menezes, Harildo Deda, Hebe Alves, Rui Manthur e Stephane Bourgade 

SERVIÇO

Espetáculo “Traga-me a cabeça de Lima Barreto!”

Temporada: de 02 a 12 de dezembro de 2021

Quinta e Sexta, às 19h | Sábado e Domingo, às 17h

Ingressos: R$ 30,00 (inteira) e R$ 15,00 (meia) | Lista Amiga: R$ 10,00 (cadastro através do celular 21 99949-6962)

Duração: 60 minutos | Recomendação: 14 anos | Capacidade: 300 lugares

Local: Teatro Firjan SESI Centro – Av. Graça Aranha, nº 1, Centro, Rio de Janeiro, RJ

Informações: 21 2563 4163

Virgil Abloh, primeiro designer negro da Louis Vuitton, morre aos 41 anos

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Foto: Reprodução.

Abloh estava em tratamento contra um tumor cardíaco maligno desde 2019.

O designer de moda Virgil Abloh, primeiro diretor criativo negro a ser contratado pela Louis Vuitton, morreu neste domingo (28), aos 41 anos, em decorrência de angiossarcoma cardíaco. A informação foi dada pelas redes sociais do estilista e da LVHM, conglomerado do qual a Louis Vuitton faz parte.

“Nós estamos devastados em anunciar o falecimento do nosso amado Virgil Abloh, um pai, marido, filho, irmão e amigo fortemente dedicado”, diz a mensagem postada na conta do estilista no Instagram.

Um comunicado família de Abloh na conta do designer no Instagram contou sobre a luta contra o câncer “Ele optou por enfrentar sua batalha em particular desde seu diagnóstico em 2019, passando por vários tratamentos desafiadores, ao mesmo tempo em que dirigia várias instituições importantes que abrangem moda, arte e cultura”, diz o comunicado.

Nascido em Illinois, nos EUA, filho de pais ganeses, Virgil Abloh se tornou um dos mais influentes nomes da moda nos últimos anos. Chamou a atenção da LVHM depois do destaque que alcançou com a Off White, marca que criou em 2013.

Abloh deixa sua esposa Shannon Abloh e seus filhos, Lowe e Gray.

‘Encontros Tropicais’, da Devassa, celebra a cultura preta com performances emocionantes 

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Foto: Ricardo Cardoso

Espetáculo “Encontros Tropicais: Frequências do Gueto” celebrou os ritmos musicais originários das periferias que inspiraram a música “Na atividade”, composta pela IZA e talentos dos guetos do Brasil na série de Devassa “Criatividade Tropical: Abre as Portas para o Gueto”

Quem esteve ontem na Concha Acústica do Teatro Castro Alves pode conferir de perto um dos momentos mais bonitos da retomada dos eventos presenciais no Brasil. 

Cerca de 1.600 pessoas lotaram o espaço que foi tomado de muita música e um sentimento de celebração à cultura afro-brasileira por meio dos ritmos criados pelo povo preto. 

Com uma estrutura de palco que remete as antenas parabólicas das periferias brasileiras, iluminação e dançarinos, o espetáculo foi pensado do início ao fim para contar a história dos ritmos que nasceram nos guetos do país. 

A atriz Nara Gil que deu vida à apresentadora de rádio DJ Afroblack, em alusão à sua famosa personagem DJ Black Boy na novela “Armação Ilimitada” (1985-1988), foi um show à parte. Conduziu com maestria os intervalos dos três blocos temáticos do espetáculo, com releituras de hinos nacionais.

Foto: Ricardo Cardoso

O show começou revisitando o gênero musical que originou vários outros, o samba, ritmo que nasceu marginalizado, já foi proibido e desde sempre retrata a realidade das periferias trazendo em suas letras cheias de suingue e malemolência a mensagem de resistência – que segue fazendo escola no rap e no funk atuais. 

Os sambas clássicos de Dona Ivone Lara e Leci Brandão marcaram esse bloco e colocaram todos os presentes pra cantar. Carlinhos, Larissa e Rafa, trouxeram uma nova roupagem para os clássicos com a batucada que balança o gueto desde o início do século.

Larissa Luz, visivelmente emocionada, fez uma das performances mais lindas da noite (confira nossa cobertura nos stories do Instagram). 

Foto: Ricardo Cardoso

Num segundo momento, o show abriu espaço para a Black Music dos anos 1970 e 1980, mostrando como o soul, à disco e a tecnologia eletrônica invalidam as pistas de dança no Brasil.

Foto: Ricardo Cardoso

Os bailarinos embarcaram no momento baile, com o protagonismo da dança, refletindo sobre como num momento de grande repressão e autoritarismo a criatividade tropical consegue se reinventar no gueto, e um movimento de orgulho e exaltação da cultura negra ganha forma. 

Outro ponto alto da noite foi quando os convidados WD e Jéssica Ellen se uniram aos anfitriões Carlinhos, Larissa e Rafa para revisitar sucessos de Cassiano, Tim Maia e Jorge Ben Jor.

Foi também nesse bloco que Jessica Ellen entregou uma performance cheia de poesia. Já Carlinhos embalou o hit Tem Namorada para celebrar todas as formas de amar. 

Para encerrar o último bloco do espetáculo chega aos anos 1990, quando a herança rítmica da música de pista tropicaliza a raiz ancestral para criar novas sonoridades.

Um momento onde tudo que é atual ganha destaque. O funk carioca, pagodão, rap,trap e afrobeats que explode atualmente nas periferias.

O último ato do espetáculo celebrou com toda riqueza de cenografia, iluminação e dançarinos a nova história da música popular brasileira que continua nascendo e resistindo nos guetos. Criolo, WD e Banda Didá e os anfitriões Carlinhos, Larissa e Rafa dividiram os vocais com talentos de periferias brasileiras descobertos por Devassa na série “Criatividade Tropical: Abre as Portas para o Gueto”.

Foi também quando a Didá Banda Feminina, emocionou o público trazendo o que há de mais belo na cultura afro-brasileira. 

Foto: Ricardo Cardoso 

Um momento de celebração e reencontro do público com os artistas que ficará guardado na memória de quem esteve presente. 

Confira a cobertura completa em nosso perfil do Instagram @sitemundonegro.

Kimpa Vita: a mulher que lutou pela descolonização do seu povo guiada pelos espíritos ancestrais

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Arte: Tony Guerra

Revolucionária e política, Dona Beatriz Kimpa Vita combateu a escravidão e buscou continuamente a valorização de seu povo por meio da sua fé 

O Google Brasil nos convidou para contar histórias pretas ancestrais. A partir do tema “Oralidade ancestral para Consciência Negra em 2021” abrimos nosso espaço para apresentar a interessante trajetória de Kimpa Vita. Quanto mais a gente busca, mais a gente se encontra, e a busca pela ancestralidade é um sinal de novos tempos, de novas e significativas descobertas.

Reconhecida como um dos nomes revolucionários mais importantes do Congo, Dona Beatriz Kimpa Vita usou a religião como ferramenta política de seu tempo, defendeu e lutou pela preservação de seu povo e ensinou que, ao contrário do que os colonizadores diziam, o céu também pertencia aos africanos. Quebrando paradigmas impostos pela comunidade europeia, Kimpa Vita se firmou, ao longo do tempo, como uma das maiores lideranças africanas da história. 

A vida e a missão da profetisa

De maneira global, para compreender um pouco da trajetória de Dona Beatriz, é necessário analisar o contexto histórico, político e social em que ela estava inserida. Voltando centenas de anos na história, em meados de 1660 o reino do Congo vivia uma imensa instabilidade política. Segundo a obra ‘Catolização e poder no tempo do tráfico: o reino do Congo da conversão coroada ao movimento antoniano, séculos XV-XVIII’, dos pesquisadores Ronaldo Vainfas e Marina de Mello e Souza, no final dos anos seiscentos o Congo vivia um ambiente de fragmentação, crise e guerras internas constantes entre a corte portuguesa e os congoleses. 

Nesse cenário de crise e guerra civil, em 1684 nasce Beatriz Kimpa Vita. Desde muito cedo Beatriz foi considerada especial, ela era inteligente e manifestava sua espiritualidade através de visões. Assim, durante sua juventude, Beatriz passou a ser treinada para ser uma nganga marinda,  ou seja, uma pessoa que consulta o mundo sobrenatural para resolver problemas dentro da sua comunidade. 

Com o passar do tempo e com forte apego em sua espiritualidade, Beatriz declarou ter ressuscitado como Santo Antônio, possuindo, dessa forma, um relacionamento especial com Deus. Com a figura de Santo Antônio sendo sua maior representação, Kimpa Vita pregava às multidões do reino congolês com uma visão própria do catolicismo, firmando suas bases religiosas na história e na própria geografia do Congo. Tal movimento passou a ser conhecido como ‘antonianismo’ e as pregações da profeta vinham carregadas de conotação política. De acordo com essa visão, Jesus era negro e congolês, além disso, os santos ligados à religião eram africanos. Uma série de alterações ao cristianismo europeu foram feitas, Dona Beatriz divulgou ao povo novas versões da ‘Ave Maria’ e da ‘Salve Rainha’, com tons mais relevantes para o pensamento do Congo. Levando mensagens para multidões, a profetisa declarava que o céu também pertencia aos africanos e que no reino divino brancos e pretos se encontravam em alegria.

Embora o movimento antoniano reconhecesse a autoridade papal, era tido como hostil aos missionários europeus. Criticando a colonização portuguesa e o cenário de crise, Kimpa Vita preconizava a reunificação do reino e o bem do povo congolês.  Chegando a se envolver em batalhas perigosas – e políticas da época – por busca de territórios, ao longo dos anos, a líder religiosa passou a atrair uma enorme quantidade de seguidores, aliados e fiéis. Influenciando dezenas de comunidades, Kimpa Vita e seus seguidores eram vistos como uma verdadeira ameaça aos interesses portugueses no Congo. Em 1706, Dona Beatriz Kimpa Vita foi capturada pelo rei europeu D. Pedro II.  Julgada pelos monges do catolicismo europeu, a profetisa foi acusada de heresia e acabou sendo queimada viva.

O legado ao longo da história

Kimpa Vita  foi uma das primeiras mulheres africanas registradas a lutar contra o imperialismo europeu na era colonial. Seu conhecimento e compreensão da espiritualidade congolesa, história, cultura e cristianismo permitiu-lhe ver como a religião europeia estava sendo usada de forma opressora no Congo. O movimento profético do antonianismo sobreviveu à morte de Kimpa. Após 1706, utilizando as próprias bases da religião, seus seguidores continuaram a acreditar e a difundir as mensagens de unificação e espiritualidade. O movimento antoniano, iniciado por Kimpa, sobreviveu a ela. O rei do Congo, Pedro IV, utilizou-o para unificar e renovar seu reino. O ensino antoniano seguiu vivo através das artes e da cultura daquele período. Muitas obras históricas datadas da época mostram Jesus como um congolês, revelando, dessa forma, o enraizamento do cristianismo em sua forma africana, mesmo que ele já tivesse sido observado em momentos anteriores da história. Alguns estudiosos também vêem o atual kimbanguismo, prática religiosa de grande força no Congo, como sucessor do antonianismo.

Texto: Arthur Anthunes Ribeiro

Referências

Biografias de Mulheres Africanas. Beatriz Kimpa Vita (1684-1706). <https://www.ufrgs.br/africanas/beatriz-kimpa-vita-1684-1706/>, acessado em 20 de Novembro de 2021;

FILESI, Teobaldo. Nazionalismo e religião no Congo all’inizio del 1700: la seta degli antoniani. Roma: Istittuto Italiano per l’Africa, 1972.

RICH, Jeremy. “Dona Beatriz Kimpa Vita”. In: AKYEAMPONG, Emmanuel K .; GATES JR., Henry Louis (dir). Dicionário de biografia africana. Oxford University Press, 2012, v. 3, p. 381-383.

THORTON, John. O Santo Antônio kongolês: Dona Beatriz Kimpa Vita e o movimento antônio, 1684-1706. Cambridge: Cambridge University Press, 1998.

VAINFAS, Ronaldo; SOUZA, Marina de Mello e. Catolização e poder no tempo do tráfico: o reino do Congo da conversão coroada ao movimento antoniano. Tempo (UFF), n. 6, pág. 1998: https://www.historia.uff.br/tempo/artigos_dossie/artg6-7.pdf, , acessado em 20 de Novembro de 2021. 

Este é um conteúdo pago feito em parceria com o Google Brasil.

Devassa retoma as celebrações presenciais da Consciência Negra em Salvador com o show Encontros Tropicais

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Foto: Gleidistone Silva.

Acontece nesta sexta-feira (16), o show “Encontros Tropicais: Frequências do Gueto”, promovido por Devassa. Abrindo a coletiva de imprensa realizada na tarde dessa sexta-feira, Vanessa Brandão,  Diretora de Marketing da empresa, destacou que a principal mensagem do projeto envolve o propósito da marca de contextualizar que a música e a cultura preta são fios condutores criativos da Devassa. Segundo ela, “o projeto tem como maior objetivo reunir talentos dos guetos do Brasil com grandes artistas pretos da música nacional”.

Também participaram da coletiva os cantores e produtores do show Rafa Dias, Larissa Luz e Carlinhos Brown. Para eles, o espetáculo vai contar a história dos ritmos que fazem parte da cultura preta e que estão espalhadas por todos os cantos no país. 

“Vamos homenagear Dona Ivone Lara, a Black Music, o Beat e no momento final vamos celebrar os novos ritmos que estão sendo feitos atualmente”, contou Rafa Dias, do grupo Àttøøxxá. 

“Esse show traz a periferia para o centro. A história do gueto para o centro. Esse espetáculo é um retorno a nossa ancestralidade de forma profunda”, complementou a cantora Larissa Luz. 

O line-up do espetáculo conta com Criolo, Jessica Ellen, WD, Rafa Porrada, Lukinhas, Stephanie, Nara Gil, atriz convidada e Mestre de Cerimônias do evento.  

“Ha três anos reunimos Gilberto Gil e Baiana System no nosso primeiro Encontros Tropicais. Depois em 2020, foi a vez de Iza e Orkestra Rumpilezz receberem Margareth Menezes, BNegão, Mateus Aleluia e Lazzo Matumbi. Nós pesamos o que fazer depois disso? Foi aí que decidimos navegar no computador do Rafa Dias para trazer novidade para o que é ancestral”, contou Elísio Lopes, responsável pela concepção geral do espetáculo.

O evento acontece a partir das 19h, na Concha Acústica do Teatro Castro Alves em Salvador, com público presencial e transmissão ao vivo no canais do YouTube da Devassa e Multishow . O evento também será transmitido pelo canal de TV por assinatura BIS e terá reprises no Multishow (TV): 28/11, às 19h; 29/11, às 00h15; e 30/11, às 14h. 

O evento seguirá todos os protocolos de segurança do município, do Estado da Bahia e da Organização Mundial da Saúde: fluxo de 1.600 pessoas sentadas na plateia ao ar livre e com distanciamento. O espetáculo também exigirá apresentação do comprovante vacinal e a aferição de temperatura do público, além de oferecer infraestrutura para sanitização.

Acompanhe a cobertura do evento em nosso perfil no Instagram @sitemundonegro.

“Existe um futuro preto e não se constrói sozinho”: Adriana Barbosa, criadora da Feira Preta, fala sobre a programação deste ano

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Foto: Reprodução.

Está acontecendo até o próximo dia 10/12 mais uma edição da Feira Preta, celebrando os 20 anos de existência do Festival com uma programação incrível. Além das tradicionais vendas de produtos criados por empreendedoras e empreendedores negros, a programação traz mais de cem conteúdos produzidos, com mais de 200 profissionais negros envolvidos na cadeia de produção.

Ao todo, foram investidos mais de R$ 3 milhões em injeção de recursos financeiros para em contratação de profissionais para a entrega do Festival.

Além de shows online, a programação completa também traz bate-papos, chamados de Preta Talks, sobre temas relevantes para a comunidade negra, como a relação com dinheiro, feminismos plurais e o que é o amor. Confira a programação completa aqui.

O MUNDO NEGRO conversou com Adriana Barbosa, idealizadora da Feira Preta, para saber mais detalhes sobre os bastidores do Festival este ano. Confira:

Chegar a esta edição da Feira Preta, este enorme festival de cultura negra, depois dos tempos mais duros que passamos em relação à pandemia traz um ar de renovação e esperança. Como foi para você e as pessoas que constroem a Feira Preta passar por este momento?

Momento difícil, de dor, de incertezas e inseguranças, mas foi o momento também que mais nos juntamos para pensar em estratégias coletivas, e traçar um plano de afeto e acolhimento mutuo.

Qual é a principal mensagem do Festival este ano?
Existe um futuro preto e não se constrói sozinho. Traçar os próximos 20 anos, não esquecendo de quais são as histórias que nos trazem até aqui, e esse movimento de luta, é um movimento coletivo e não individual.

A Feira Preta se readaptou e entrou de vez no mercado digital, tendo agora grandes parcerias que trazem mais visibilidade para os lojistas parceiros. Qual é o impacto dessa modernização para o ecossistema de produtores pretos que integram a feira?
Eu vejo três grandes impactos: Acesso e democratização digital, permitir que os empreendedores possam se digitalizar. Circulação monetária e geração de renda para os empreendedores e humanizar o consumo, ao apresentar aos consumidores, quem são os empreendedores

Este ano o Festival firmou grandes parcerias com empresas com o Facebook, por exemplo. Qual é a importância de empresas privadas na viabilização de grandes eventos como a Feira Preta?
A participação das empresas é fundamental para a continuidade desse futuro preto, na Feira Preta. E não só do ponto de vista do aporte de recursos, mas sobretudo na corresponsabilidade de realizar o festival, com apoio na co-criação dos conteúdos produzidos.

Pra você, qual é o destaque da programação deste ano, o que não dá pra gente perder?
Ai fica até difícil de dizer, são mais de 100 conteúdos, mas destaco os shows: Liniker, Emicida, Pericles, Walmir Borges homenageando o Djavan. Um papo maravilhoso da Tais Araújo com o filosofo Renato Nogueira, além da programação de gastronomia Preta Degusta Week, que destacam seis restaurantes pretos na cidade.

A Feira Preta sempre teve um pé no afrofuturismo e nessa pegada visionária. Qual é a próxima barreira a ser rompida para o povo preto no mundo do empreendedorismo?
Acesso a produção em escala industrial e a tecnologia.

Este texto é um conteúdo pago fruto da parceria entre a Feira Preta e Site Mundo Negro.

Mateus Aleluia lança álbum como resultado de pesquisa musical no Benin e no Brasil

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Foto: Vinícius Xavier.

“Nações do Candomblé” é um projeto de autoria do cantor e compositor Mateus Aleluia onde ele apresenta suas pesquisas mais recentes no âmbito da ancestralidade ritualística musical pan-africana. O projeto surgiu do desejo de registrar e reatar a herança afro musical do Brasil com o continente africano, comparando os toques e cantos praticados aqui no Brasil com os toques e cantos dos Orixás, Nkises e Voduns em suas terras de origem.

O Museu Virtual, homônimo ao projeto, conta com registro do percurso da pesquisa e o álbum inédito “Afrocanto das Nações – Jêje” serão lançados no dia 30 de novembro, às 18h, no site do projeto (www.nacoesdocandomble.com.br) e nas plataformas digitais.

Em uma primeira etapa realizada de forma remota, o projeto se debruçou sobre as contribuições poético-musicais dos povos africanos das etnias Fon/Ewe /Ashanti do antigo Reino de Daomé, atual Benin. Apesar destas etnias também terem as suas raízes em outros Estados – Países do continente Africano, os trabalhos foram iniciados nas cidades de Ouidá, Porto Novo, Dassa Zoumé e Savalu, no Benin e pelas casas de Candomblé Jêje em Salvador e Cachoeira, na Bahia. “Abrindo a bússola às compreensões que vão além do poder das fronteiras, navegamos por mares antigos com olhos de nascente. Nessa primeira edição miramos o Benin, Cachoeira e Salvador para registrar e conhecer os cantos para os Voduns, divindades da nação de candomblé conhecida como Jêje aqui no Brasil”, ressalta Tenille Bezerra, que assina a direção artística do projeto com o idealizador Mateus Aleluia.

O registro dos cantos para os voduns bem como as entrevistas com sacerdotes e líderes de culto são parte do material que integram o Museu Virtual que será lançado no próximo dia 30 de novembro.

As conexões entre esses cantos, práticas e modos de vida advindas dos cultos pesquisados foram alvo da escuta atenta do cantor Mateus Aleluia que criou um álbum de canções inéditas com a sua leitura das relações entre esses cantos e a relação do homem com o sagrado. Nas palavras dele: “Estou me impondo e me dando vida com o início do desenrolar deste projeto que permitiu um processo de pesquisa etnomusical no Benin e no Brasil, para revelar os enlaces e conexões dos cantos dos Nkisis, Voduns e Orixás, em sua terra de origem no continente africano e na Bahia. São essas conexões, que me permito reatar em um processo que resultou em músicas inéditas, mas também em um museu virtual com conteúdo em diversas linguagens que traduzem o que foi vivenciado”.

Após o período de pesquisa e registro, Mateus Aleluia estabeleceu com esses cantos um diálogo sensível traduzido em canções inéditas. O álbum é composto dos cantos e das canções e será acompanhado de um Museu Virtual que apresenta através de fotografias, vídeos e textos, o material de pesquisa e todo o processo de composição da obra.

O Afrocanto das Nações é uma obra de formato inédito que afirma com ênfase a fronteira entre a arte e a etnomusicologia, onde situa-se a obra de Mateus Aleluia desde a época dos Tincoãs. Cruzando as diversas linguagens artísticas: música, fotografia, audiovisual, com procedimentos etnográficos, a obra contribui de forma significativa para o entendimento dos contornos identitários do povo brasileiro a partir das culturas advindas da diáspora africana.

Serviço

Lançamento do Museu Virtual Nações do Candomblé” e do álbum inédito “Afrocanto das Nações – Jêje”, de Mateus Aleluia

Data – 30 de novembro (terça-feira)

Horário – 18h

Site – www.nacoesdocandomble.com.br

Mostra ‘Vivedores de Ganho Ontem e Hoje!’ chega aos últimos dias no Centro Histórico de Salvador

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Foto: Acervo Sérgio Amorim.

Com mais de 50 obras expostas e 27 artistas participantes, exposição resgata a história do povo negro

Acontece até o dia 30 de novembro a mostra ‘Vivedores de Ganho, Ontem e Hoje!’, como parte do projeto Arte e Ancestralidade, uma parceria entre a arte e a história. A exposição está aberta ao público de segunda a sexta-feira, das 9h às 11h30 e das 14h às 16h30, e aos sábados das 9h às 11h30 na Associação Protetora dos Desvalidos (SPD) – Largo do Cruzeiro de São Francisco, 17, Centro Histórico de Salvador.

Idealizada pelo Ateliê Sérgio Amorim Artes, a mostra apresenta por meio das artes visuais, da poesia e da literatura, a ancestralidade e a contemporaneidade de sobrevivência do povo brasileiro e do trabalhador, em sua maioria descendentes de negras e negros escravizados, em paralelo com as profundas consequências sociais e econômicas que assolam nosso país.

Também contribui com a SPD, nos seus quase 200 anos de existência de trabalho em prol das causas para a comunidade, e promove a reflexão sobre a importância e reconhecimento dos descendentes de africanos na construção da sociedade brasileira, suscitando questões sobre igualdade social, inclusão e importância da cultura afro-brasileira. A curadoria está a cargo de Sérgio AmorimLuzimar AzevedoAdinelson Filho e Yara Guedes.

Os curadores Luzimar e Sérgio falam que a escolha da SPD para receber a exposição ‘Vivedores de Ganho Ontem e Hoje!’ se deu pela sua importância histórica para o povo negro brasileiro.

Na mostra, o público pode conferir mais de 50 obras, dos 27 artistas participantes, expostas nos dois andares do casarão. De acordo com a curadora Luzimar Azevedo, no primeiro piso é possível ver e sentir a história da SPD. “Logo ao entrar no primeiro andar a mostra é anunciada e é onde existe a composição entre a arte e a ancestralidade, como vida e história da SPD”, explica.

Luzimar acrescenta que na exposição os visitantes podem apreciar as artes expostas ao caminhar pelo espaço. “No segundo piso estão as pinturas, esculturas, fotografias, mosaico, aquarelas, poesias e textos, todos idealizados e pensados pelos artistas, que pesquisaram e estudaram aprofundando o conhecimento sobre o tema e criação de suas obras”, revela.

Os artistas expositores são: Sérgio Amorim (pintura a óleo sobre tela); Rosalvo Santana (santeria em cerâmica); Edvaldo Assis (pintura a óleo sobre tela); Camila Carrera (fotografia); Yara Guedes (mosaico); Adinelson Filho (aquarela e nanquim); Luzimar Azevedo (pintura a óleo sobre tela); Samuel Cruz (trançado e papietagem); Advany Figueredo (pintura a óleo sobre tela).

Além desses, ainda estão; Josmara Fregoneze (escultura em argila e resina); Magali Abreu (fotografia); Ary Bastos (pintura a óleo sobre tela); André Fernandes (fotografia);  Osmar Barreto (pintura a óleo sobre tela); Thais Gabarron (pintura a óleo sobre tela); Tânia Amorim (pintura a óleo sobre tela); Gustavo Maciel (pintura acrílico sobre tela); Tati Viana (escultura); Lira Gomes (poesia); Mabell Fontes (aquarela s/papel); Edmundo Reis (nanquim); Edna Caldas (fotografia); Ludmilla Castro (feltro bordado); Adrião Filho (artes visuais); Aless (escultura em metal); Izabel Andion (pintura a óleo sobre tela); Margarita Arize (pintura a óleo sobre tela).

Além da exposição, dentro do projeto Arte e Ancestralidade, o jornalista e poeta Fernando Coelho irá publicar um livro-reportagem para contar a história da SPD e do seu fundador, Manoel Victor Serra.

Seguindo o “Protocolo Setorial” da Prefeitura de Salvador, a mostra funciona com 75% da capacidade máxima para visitações simultâneas. Após a aferição de temperatura, o visitante pode explorar o vernissage, mantendo o distanciamento social de 1,5m, com a permanência de até 1h sob utilização de máscara protetora durante toda a exposição. A higienização do local é feita antes e após o encerramento do horário de visita.

SERVIÇO

Mostra ‘Vivedores de Ganho Ontem e Hoje!’ acontece durante o mês de novembro no Centro Histórico

Quando – De 1 a 30 de novembro, de segunda a sexta-feira, das 09h às 11h30 e das 14h às 16h30, e aos sábados das 9h às 11h30.

Onde – Associação Protetora dos Desvalidos (SPD) – Largo do Cruzeiro de São Francisco, 17, Centro Histórico de Salvador.

Gratuito.

Instituto Afrolatinas apresenta programação especial com foco no aniversário de 15 anos do Festival Latinidades

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Foto: Juliana Uepa.

Concurso para a escolha da nova  identidade visual e o logotipo comemorativo do festival, capacitação e práticas em empreendedorismo, parceria com a Preta Hub e o British Council para empreendedoras e financiamento coletivo para a manutenção da Casa Afrolatinas são algumas das iniciativas

Inaugurada em junho de 2020, a Casa Afrolatinas é uma realização do Instituto Afrolatinas em ter um espaço para ser uma central criativa, um espaço de trocas, intercâmbios culturais e experimentação de tecnologias. Localizada no Varjão, periferia do Distrito Federal, o espaço recebe uma programação especial e dará início aos preparativos para a 15º edição do Festival Latinidades. 

O objetivo da Casa Afrolatinas é proporcionar à comunidade negra um espaço para aprendizados e trocas ao longo de todo o ano, e para que isso se torne possível, desde o dia 11 de novembro, através do site da Benfeitoria, o Instituto Afrolatinas abriu um financiamento coletivo com o objetivo de  arrecadar o valor de R$ 90 mil. A cada R$1,00 doado, o Instituto recebe R$3,00.

“Assim como o Festival Latinidades, a Casa Afrolatinas nasceu para ser um espaço ativador de encontros, encantos, formações e oportunidades.  Uma casa de mulheres negras latino-americanas e caribenhas. Uma casa de afetos. Uma mostra de nossas cores, sabores, saberes e fazeres. Nosso sonho de ter uma casa coletiva ao longo de todo o ano encontrou lugar no Varjão, comunidade periférica, no Distrito Federal, com população de 80% de pessoas negras. Nossa história é coletiva, e a construção desse sonho não poderia ser de outra maneira. Assim nos movemos.” explica Jaqueline Fernandes, co-fundadora da Afrolatinas.

Lab Cultura Varjão

Uma das primeiras atividades presenciais na Casa Afrolatinas, O Lab Cultura Varjão, será voltada para a comunidade do bairro em que recebeu a casa. Entre os dias 15 de novembro e 15 de dezembro, as moradoras e moradores do Varjão participam de um laboratório com o objetivo de apoiar jovens  empreendedores a desenvolver projetos, ideias, ações e negócios criativos, oferecendo aos mesmos capacitação e práticas em empreendedorismo, finanças, gestão, elaboração de projetos, comunicação e produção cultural. Capacitação para o desenvolvimento de habilidades empreendedoras e de execução e para a formação de jovens líderes que atuem no campo da cultura e da economia criativa no futuro. Toda a programação está no link.

Afrolab Digital Música

Entre os dias 3 e 11 de dezembro, acontece o Afrolab Digital Música, com sessões de materiais, conteúdos exclusivos on-line e práticas monitoradas. Uma co-criação entre Preta Hub, Instituto Feira e Instituto Afrolatinas, com o objetivo promover e impulsionar ideias empreendedoras no mercado da música. Aberto para empreendedores negros, indígenas e LGBTQIA+ maiores de 18 anos.

Será o quarto ciclo de Afrolab Digital 2021 desenvolvidos pelo Instituto Feira Preta e, pela primeira vez, o foco será na área do empreendedorismo na música, uma arte que cura, com oferta de 100 vagas. O programa de mentoria Afrolab é responsável por apoiar, promover e impulsionar o afroempreendedorismo no Brasil.  

A  metodologia  do  Afrolab   inclui   conteúdos  digitais   para   assistir  no   Google  Classroom, acompanhamento na realização de atividades no WhatsApp e facilitação ao vivo no Zoom. As atividades acontecem durante 7 dias e desenvolvem diferentes temáticas para o fortalecimento das capacidades empreendedoras na criação, produção, distribuição e consumo de produtos e serviços de empreendedores do bem-estar, cuidado e auto cuidado.Afrolab Digital Música  tem apoio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa e da NIVEA, com o tema O Toque que Transforma e Inspira Conexões.

Concurso para a edição de 15 anos  

Em 2022, o Festival Latinidades, organizado pelo Instituto Afrolatinas, completa 15 anos. E, para comemorar este aniversário de forma coletiva, o Instituto faz uma chamada aberta para a construção de várias etapas da próxima edição. Estão abertas as inscrições para o concurso que definirá a Identidade visual e o logotipo comemorativo do 15º Festival Latinidades.

Este concurso será voltado a todos que tenham formação completa ou a concluir nos cursos de Design, Publicidade, Artes Visuais, Jornalismo ou profissionais que tenham experiência de criação em Branding Design. Até o dia 8 de dezembro, os projetos devem ser enviados para o e-mail do Instituto Afrolatinas, que define o vencedor até dezembro de 2021.

“Durante estes 15 anos formamos e fomos formadas por muitas mulheres negras que vieram junto, antes e ainda virão depois de nós. Nosso sonho é coletivo e a construção da próxima edição também será”, comemora Jaqueline Fernandes,co-fundadora do Instituto Afrolatinas.

As regras e o edital deste concurso estão neste link.

Festival Latinidades

Criado em 2008, o Festival da Mulher Afro Latino Americana e Caribenha, Latinidades, consolidou-se como o maior festival de mulheres negras da América Latina. Tem sido um grande encontro da cultura negra produzida em África e diáspora, e também uma plataforma de impulsionamento de trajetórias de mulheres negras nos mais diversos campos de atuação.  O projeto forma e consolida públicos para valorizar fazeres e saberes de mulheres negras.

O festival acontece  anualmente na semana de 25 de julho, data em que, em 1992, foi realizado o I Encontro de Mulheres Negras da América Latina e Caribe, na República Dominicana. No Brasil, no dia 02 de junho de 2014, foi sancionada a Lei que institui o Dia da Mulher Negra, em homenagem à grande líder quilombola Tereza Benguela –  fruto de intensa mobilização dos movimentos de mulheres negras brasileiras, na qual o Festival Latinidades também teve importante participação.

As mulheres negras somam mais de 80 milhões na América Latina e Caribe. O  legado do Instituto Afrolatinas para a humanidade é inquestionável enquanto sujeitas históricas, com produção de memória e patrimônio científico, artístico, material e imaterial incomparáveis. A realização do festival também é sobre reivindicar o direito ao usufruto das riquezas produzidas por mãos negras. 

Afrolatinas

Site: http://afrolatinas.com.br/

Instagram: https://www.instagram.com/afrolatinas/

Youtube: https://www.youtube.com/afrolatinas

MOOC se une ao TikToK para campanha que exalta a comunidade negra na plataforma

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Coletivo MOOC / Crédito: Hick Duarte

A agência é responsável pelo planejamento estratégico e conceito criativo da campanha que reafirma o potencial dos criadores pretos da plataforma.

O Movimento Observador Criativo (MOOC) foi convidado pelo Tik Tok para ajudar no desafio de conectar a plataforma à comunidade negra de forma autêntica, relevante e constante, com ações e pautas que impactem a comunidade o ano todo e não só no mês de novembro. Em um trabalho conjunto, o coletivo e a rede social chegaram ao conceito criativo da campanha com a hashtag #NaMinhaPelePreta, que compreende a importância da comunidade negra para a cultura brasileira.

Ao longo de quatro dias de sprints, com sessões focadas em imergir na realidade da marca, as empresas estudaram e mapearam como a plataforma se relaciona com a comunidade negra. Em conjunto, o coletivo e a rede social chegaram ao conceito “A pluralidade negra cabe aqui”, compreendendo toda a variedade de conteúdos dos creators negros e a identidade democrática do TikTok.

E, com o objetivo de contar, paralelamente, sobre o individual e o plural em ser negro, além de reafirmar o potencial dos criadores pretos da plataforma, as marcas criaram a hashtag #NaMinhaPelePreta para incentivar postagens com dicas de leitura, música, educação, comédia, gaming, esportes, beleza, entre outros assuntos, que incentivam a comunidade negra na cultura brasileira.

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