Um vídeo que viralizou nas redes sociais nesta terça-feira (30) chocou a internet. As imagens mostram um homem negro algemado, correndo atrás de uma moto conduzida por um policial militar. A Polícia Militar de São Paulo informou que abriu um inquérito para apurar o caso.
A tortura ocorreu por volta das 15h desta terça na Avenida Professor Luiz Ignácio de Anhaia Mello, na região da Vila Prudente, Zona Leste de São Paulo. No vídeo, é possível ver que o homem corre para conseguir acompanhar a moto do PM.
De acordo com o G1, o ouvidor das Polícias do estado, Elizeu Soares Lopes, afirmou que irá pedir para a PM apurar a conduta do agente. “Isso é uma atrocidade. Vamos tomar as devidas providências. Amanhã, abriremos um procedimento.”
Em nota a Polícia Militar informou que “imediatamente após tomar ciência das imagens, determinou a instauração de um inquérito policial militar para apuração da conduta do referido policial e o seu afastamento do serviço operacional. A Polícia Militar repudia tal ato e reafirma o seu compromisso de proteger as pessoas, combater o crime e respeitar as leis, sendo implacável contra pontuais desvios de conduta.”
Produção audiovisual é assinada pelo Cultne, maior acervo digital de cultura afro do país.
Apresentar e difundir as origens do samba de roda brasileiro é o fio condutor do documentário “Awurê na Bahia – A Rota do Samba de Roda” que faz pré-estreia no cinema Estação Net Rio, em Botafogo, Zona Sul do Rio de Janeiro, no próximo dia 6 de Dezembro. A produção é o primeiro registro cinematográfico do Projeto Awurê (termo iorubá que significa um desejo de boa sorte), uma roda referência de cultura negra que busca exaltar e resgatar a influência africana na identidade e consciência ancestral, por meio de música, cânticos, poesia, gastronomia e dança, e acontece uma vez por mês em Madureira, na Zona Norte do Rio de Janeiro.
“O documentário traz memórias, legados e reconhecimentos importantes de uma cultura geradora de outras manifestações artísticas brasileiras, que é o valor cultural do samba de roda para o Brasil. E assim fomos beber na fonte reverenciando Seu João do Boi, dona Nicinha do samba, Cachoeira, Santo Amaro, São Felix, Quilombo Quixabeira, Kaonge, o samba de caboclo, o samba junino, a história do Ilê Aiyê. Foi emocionante e necessário. Viva o samba de roda!.”, festeja Anderson Quack, um dos diretores.
“Awurê na Bahia – A Rota do Samba de Roda” marca a estreia do primeiro audiovisual apresentando a Rota dos Tambores. A proposta é iniciar uma sequência que vai mostrar os caminhos do Tambor em outros estados do Brasil e em países da América Latina como Uruguai e Cuba, dentre outros. O documentário foi gravado em cinco cidades, dois quilombos e um distrito. Nas cidades capital e recôncavo: Salvador, Cachoeira, São Felix, Santo Amaro e Feira de Santana; nos Quilombos: Kaonge e Quixabeira. Distrito de São Braz.
“O objetivo era só lançar o documentário nas redes sociais, mas a ideia cresceu e tomou novos rumos. Assim, virou o primeiro projeto “Originais” da Cultne (maior acervo de cultura negra do Brasil), assim como já fazem Netflix, Amazon, Globoplay, etc. Mas a nossa ideia é contar a história a partir do nosso olhar preto, trazendo a luz uma produção especial, num trabalho com muita ousadia, qualidade e determinação.”, ressalta Filó Filho, coordenador executivo do Cultne, responsável pela produção audiovisual.
O lançamento de “Awurê na Bahia – A Rota do Samba de Roda” no cinema Estação Net Rio também contará com uma intervenção artística para protestar contra o fechamento do espaço proposto pelo proprietário, o Grupo Severiano Ribeiro (GSR).
“O lançamento desse importante documentário no Estação Net Rio além de celebrar a arte e a música negra também vem demonstrar apoio para que o local continue aberto, divulgando o cinema e arte para todos. É importante nesse momento a união de todos nós artistas contra qualquer forma de silenciamento da cultura no país.”, disse o cineasta Cavi Borges.
A cantora Rihanna foi declarada heroína nacional de Barbados, onde nasceu, após a ilha oficialmente se tornar uma república. A cantora participou, ao lado da primeira presidente da nação, Dame Sandra Mason, de uma cerimônia para receber o título. Porém, para além da honraria, o que tem mexido com o imaginário de quem compareceu ao evento e dos fãs da cantora foi a barriga de Rihanna.
Segundo apontam algumas publicações com fotografias de Rihanna em diversos ângulos, a barriga da cantora estava mais proeminente e com um “inchaço”, indicando uma possível gravidez. Além das suposições por imagens, duas fontes confirmaram a gravidez da cantora, que estaria esperando o primeiro filho com o atual namorado, A$AP Rocky. As informações são do site de entretenimento MTO News.
De acordo com o site, uma das fontes viu Rihanna desembarcar de seu jatinho, quando chegou em Barbados, e observou que a artista está mesmo grávida. “Ela está grávida, está com uma barriga bem grande e já está aparecendo. Estou tão animado”, teria dito a fonte.
Depois da repercussão e dos diversos comentários dos fãs da cantora, muitas pessoas foram para as redes sociais e afirmaram que o vestido apenas estava com vento e que uma mulher teria outros motivos para ficar com ‘inchaço’ na barriga.
Menor Nico, uma das maiores revelações da internet com suas músicas e bordões divertidos, vem sendo alvo constante de racismo nas redes sociais. Na segunda-feira (29), ele compartilhou algumas mensagens com insultos raciais, que recebeu.
O adolescente, que ficou famoso com o hit “Amor ou Litrão”, já foi ouvido mais de 84,5 milhões de vezes em uma plataforma de streaming de música. O clipe da música foi assistido mais de 184 milhões em uma página na internet.
Reprodução/Instagram
Menor Nico tem 5,1 milhões de seguidores nas redes sociais. Na publicação em que denunciou o racismo que sofre, o garoto desabafou e mostrou seu sofrimento com o que vem recebendo.
“Eu sempre gosto compartilhar com vocês a minha alegria, a minha diversão, mas é muito ruim ler esses comentários, meu povo. Eu nem queria postar isso com vocês, porque aqui vocês vão me ver sorrindo! Eu só tenho 15 anos e as vezes é pesado ler esses comentários. A todos vocês que estão comigo, vocês me motivam a cada dia mais”, escreveu ele, mostrando diversas mensagens de cunho racial em que o chamavam de ‘macaco’ e outos situações.
Diretora do filme, Mariana Jaspe. Foto: Divulgação.
O cinema brasileiro vai contar a história de uma mulher negra que sofreu, como muitas outras pessoas negras, com o apagamento de sua trajetória na história oficial.
Maria Odília Teixeira, neta de uma ex-escravizada e filha de um homem branco oriundo de uma tradicional família baiana e bon-vivant, nasceu antes da abolição, enfrentou um sistema social forjado na escravidão e uma medicina racista para se tornar uma das médicas mais importantes do Recôncavo Baiano. Mas, no auge do sucesso, fez o inesperado ao abandonar a carreira para se dedicar à família, ocupando um lugar como importante membro da alta sociedade – que sempre rejeitou pessoas como ela.
“O filme nasce de um encontro muito representativo sobre o que é o Brasil. Mayara dos Santos, hoje historiadora, era estagiária da biblioteca da Faculdade de Medicina da Bahia. Lá, ela se deparou com uma exposição sobre as proeminentes ex-alunas da casa. Exposto ao lado de pomposas mulheres brancas, estava o retrato desbotado de Maria Odília, no alto dos seus 20 anos. A foto datava 1904, mas, 110 anos depois, ninguém na escola de medicina mais antiga do Brasil sabia ao certo quem era aquela mulher.”, conta a diretora.
“Desafiada pelo mistério, e estupefata com o descaso, Mayara partiu rumo ao passado em uma profunda pesquisa que – pela primeira vez – jogou luz sobre Odília, uma mulher que não seguia os padrões sócio-raciais do século passado, nem os de hoje, uma mulher que a história tentou apagar. Nosso filme é sobre essa busca e esse encontro. Em tempos paralelos, Mayara vai descortinar a história de Maria Odília, que surpreende a cada descoberta”, detalha Mariana.
No filme que tem título provisório de “Maria Odília: quem é essa mulher?”, com roteiro e direção de Mariana Jaspe e produção executiva de Fernanda Bezerra da Maré Produções Culturais, passado e presente se misturam na busca por Maria Odília, uma mulher ambígua, pioneira e que rompeu barreiras. A pesquisa é da historiadora Mayara Santos e conta com a consultoria da jornalista Luana Assiz e da gestora cultural Beth Ponte.
O filme tem previsão de lançamento para o segundo semestre de 2022.
A família de Ezra Blount, menino de 9 anos de idade que morreu após tumulto generalizado no Festival Astroworld, rejeitou a oferta feita pelo rapper Travis Scott, que pretendia pagar os custos com o funeral da criança.
Em resposta à carta que Scott enviou demonstrando remorso pela morte de Ezra e fazendo uma oferta para cobrir as despesas do funeral do menino, o advogado da família Blount, Bob Hilliard, escreveu que “A oferta de seu cliente foi recusada. Não tenho dúvidas de que o Sr. Scott sente remorso. Sua jornada à frente será dolorosa. Ele deve enfrentar e, com sorte, ver que tem parte da responsabilidade por esta tragédia”.
A família Blount disse que perder Ezra foi como “uma torneira de dor inimaginável que não sai do controle”. “Perder uma criança da maneira como Treston perdeu Ezra aumenta a dor”, disse Billiard, acrescentando: “Como pai, Treston não consegue evitar de angustiar-se com a terrível ideia de que os últimos minutos de Ezra foram cheios de terror, sofrimento, sufocamento e o pior de tudo, cercado por estranhos, seu pai inconsciente sob a multidão descontrolada. “
Hillard também disse à Rolling Stone que rejeitou a oferta da equipe de Scott para que a família Blount conhecesse o rapper pessoalmente. Ele disse que “não é uma história para fotos”. Travis Scott enfrenta bilhões de dólares em ações judiciais relacionadas à tragédia que tirou a vida de 10 pessoas.
Ezra foi uma das vítimas que morreu após ser pisoteada em tumulto no festival Astroworld, durante o show do rapper, que também era o organizador do evento. Mais de 50 mil pessoas estavam presentes no show quando a situação saiu de controle.
Honraria acontece na noite em que o país rompe com a monarquia britânica e se torna uma República.
A cantora Rihanna tem agora o status de heroína nacional da República de Barbados. A estrela internacional recebeu a honraria durante a cerimônia de proclamação da república do País, na madrugada desta terça-feira (30).
“Em nome de uma nação grata, mas um povo ainda mais orgulhoso, apresentamos a você como heroína nacional de Barbados, a embaixadora Robyn Rihanna Fenty, que continue a brilhar como um diamante”, disse a primeira-ministra do país, Mia Mottley.
Nova presidente de Barbados, Sandra Mason. Foto: Tim Rooke / Rex / Shutterstock
Barbados cortou os laços com a monarquia britânica após 396 anos e a rainha Elizabeth II não é mais chefe de estado daquela nação. Agora, o país será comandado pela presidente Dame Sandra Mason. “Eu, Sandra Prunella Mason, juro ser fiel e manter verdadeira lealdade a Barbados de acordo com a lei, com a ajuda de Deus”, jurou a nova presidente
Sandra, de 72 anos, foi a primeira mulher admitida na ordem dos advogados de Barbados. Ela começou sua carreira como professora, secretária e então advogada, até finalmente se tornar governadora geral, em 2018.
Barbados passa por uma forte crise econômica motivada pela pandemia de covid-19, por ser um país cuja economia gira essencialmente em torno do turismo e este deve ser um dos grandes desafios a serem enfrentados pela nova monarquia no próximo período.
B3, empresa que coordena a bolsa de valores brasileira, anunciou um programa de capacitação no mercado financeiro, com foco em educação financeira e empregabilidade, gratuito e online, será voltado para pessoas negras.
O curso foi desenvolvimento e dividido por módulos que contemplam conteúdos sobre como organizar as próprias finanças e realizar investimentos, como voltados à teoria sobre os mercados financeiro e de capitais. Não há limite de vagas, mas é necessário ter mais de 18 anos.
Quem concluir essa etapa com bom aproveitamento estará habilitado para passar para a segunda fase, em que serão localizadas as pessoas que se identificam e têm interesse em atuar profissionalmente no mercado financeiro.
As 200 pessoas selecionadas passarão, então, por um desenvolvimento de competências comportamentais, plano de carreira e preparação para entrevistas de emprego.
Depois disso, cerca de 60 alunos que se destacarem receberão uma bolsa para cursos preparatórios voltados para certificações do mercado financeiro, que permitem atuar na área. Há chances, ainda, de contratação pela B3.
O mundo se surpreendeu neste domingo (28) após o anuncio do falecimento do grande estilista Virgil Abloh, um dos grandes nomes da moda e um pioneiro no segmento, que morreu aos 41 anos de idade.
Depois da revelação de sua partida, muitas pessoas se pronunciaram sobre seu trabalho, talento e inserção no moda, relembrando quantas barreiras ele quebrou para ser reconhecido como homem negro na categoria. Além do mundo da moda propriamente dito, Virgil também ficou bastante conhecido por seu trabalho com Kanye West. O rapper, aliás, foi sua porta de entrada e colaborou com Abloh em trabalhos como Watch the Throne, álbum colaborativo com Jay-Z que teve a direção de arte assinada por ele.
Virgil abraça Kanye após desfile de suas criações
Eventualmente, ele contou também com o apoio de Kanye para popularizar a sua grande criação em vida: a Off-White, marca que se tornou referência mundial e objeto de desejo de muita gente. Além de West, outros grandes nomes como Rihanna, Justin Bieber e Kim Kardashian foram apoiadores importantes para o seu sucesso.
Depois do anuncio da Luis Vitton do falecimento do estilista, Kanye, atual YE, apagou todas as fotos de suas redes sociais e colocou uma imagem preta como foto do seu perfil. Além do cantor, outras celebridades pretas e importantes do mundo fashion falou sobre sua partida:
O ator ícaro Dias relembrou a morte de outro grande ícone ao falar sobre o estilista: “Ontem mesmo eu estava vestindo peças que você criou/dirigiu/supervisionou e brilhando tanto! Sua visão de mundo futurista, transgressora e extremamente sofisticada também permitiu que um rapaz preto aqui do Brasil usasse looks com os quais nem sonhava.”
O ator Dan Ferreira relembrou um pouco do legado que o estilista deixou e disse que o mundo da morte perde um ícone: “Triste pra moda, pro design, pra arte, pra cultura hip hip. Foi água, alcançando lugares gigantescos, realizando os sonhos do menino de Chicago e inspirando tantos outros, mas mantendo sempre em suas criações a essência do que o fez chegar tão longe.”
O presidente da Fundação Cultural Palmares, Sérgio Camargo, utilizou sua conta no Twitter para dizer que está há dois anos à frente da Fundação sem receber nenhum representante do Movimento Negro.
“Fiz, ontem, dois anos de Palmares. Dois anos sem receber NENHUMA liderança do assim chamado movimento negro. Sou um negro livre! Não tenho que dialogar com escravos”, diz a publicação.
Sérgio Camargo chegou ao governo Bolsonaro em novembro de 2020. O órgão que ele preside tem a função de preservar os valores culturais, históricos, sociais e econômicos decorrentes da influência negra na formação da sociedade brasileira.
Recentemente, Camargo utilizou suas redes sociais para criticar a existência do Dia da Consciência Negra e já é conhecido por desvalorizar todas as pautas tidas como importantes para o povo negro brasileiro pelo Movimento Negro, sugerindo, por exemplo, o nome de Princesa Isabel para substituir o nome de Zumbi dos Palmares na Fundação.
Nos últimos meses, Camargo esteve afastado da gestão da Fundação Palmares por promover assédio moral e perseguição ideológica contra funcionários da Instituição.
Fiz, ontem, dois anos de Palmares. Dois anos sem receber NENHUMA liderança do assim chamado movimento negro. Sou um negro livre! Não tenho que dialogar com escravos.