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“O público pode esperar se ver representado na tela”, diz Cleissa Regina Martins roteirista do especial de Natal da Globo

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Crédito: Globo / Estevam Avellar

Ao Mundo Negro, Cleissa fala com exclusividade sobre a importância do protagonismo negro na televisão, os destaques em ‘Juntos A Magia Acontece 2’ e novidades em sua carreira

Neste ano de 2021, a TV Globo apresenta o especial ‘Juntos A Magia Acontece 2’, obra criada e desenvolvida por Cleissa Regina Martins, primeira roteirista negra a ter um projeto autoral dentro da emissora. Especial apresenta a continuação da história que foi contada em 2019. Com grande aceitação do público e crítica, Cleissa chegou a ganhar um Leão de Ouro, no Festival Cannes, pela produção do primeiro ‘Juntos A Magia Acontece’. A segunda edição do especial vai ao ar na TV Globo no dia 19 de dezembro, logo após ‘Zig Zag Arena’.

Às vésperas do Natal, celebrando o espírito desta época e mirando novos tempos, ‘Juntos A Magia Acontece 2’ promete novos momentos de emoção, conduzido pelos desejos, sonhos e surpresas que inspiram cada um dos seus personagens. Com um novo desenho artístico, a segunda edição do especial traz novidades em relação à trama, ao elenco e aos personagens. Desta vez, ganha destaque o desafio do menino Caio, interpretado pelo ator Pedro Guilherme, que fez sucesso em ‘Amor de Mãe’. Vizinho da família Santos, que emocionou o público em 2019, Caio deposita na magia do Natal a esperança de poder, finalmente, conhecer o pai com quem nunca conviveu. Filho da artesã Solange (Jéssica Ellen), mãe solo, o menino é amigo de Letícia (Gabriely Mota), que também vai ajudá-lo a realizar seu sonho.

Ao MUNDO NEGRO, Cleissa contou detalhes sobre o protagonismo negro em torno de ‘Juntos A Magia Acontece 2’, os detalhes em torno da obra e novidades em sua carreira. Confira!

MUNDO NEGRO: Como você define esta segunda edição do especial?

Cleissa: Acho que é um episódio mais para cima, com uma cara diferente do anterior, que foi mais dramático. Mas esse também é emocionante e toca em pontos que geram uma empatia universal e que também são bem importantes para a sociedade brasileira.

Qual a importância para o nosso país acompanhar, mais uma vez, o Natal da Família Santos? É um Natal para o Brasil se ver? O que o público pode esperar?

Com certeza é um Natal para o Brasil se ver, ainda precisamos acompanhar muito mais vezes o Natal de uma família negra com esse protagonismo e com problemas cotidianos. O público pode esperar se ver representado na tela, muita emoção e uma boa história de Natal.

Crédito: Globo / Estevam Avellar

Quem são os protagonistas desta edição?

A Família Santos sempre tem protagonismo, mas dessa vez a gente acompanha a saga de Caio (Pedro Guilherme), um amigo da Letícia (Gabriely Mota), que vai em busca de conhecer o pai. E aí o André (Fabrício Boliveira) ajuda ele nesse caminho, então acaba tendo um pouco mais de protagonismo também.

Destaque uma ou mais de uma cena pela qual você tem um carinho especial, orgulho mesmo de ter colocado no papel.

Eu gosto sempre de escrever as cenas das crianças, mas dessa vez tivemos que ter menos delas por conta das restrições de tempo e da pandemia. Então eu diria que duas cenas foram bem legais de escrever: uma que tem mais comédia, é uma ligação de familiares para a Vera (Heloisa Jorge) e ela percebe que esses familiares estão meio querendo fazer fofoca e acho que isso é algo bem real nas famílias brasileiras, espero que tenha ficado divertida e leve. A outra cena é uma que dois homens negros discutem paternidade e acho que isso é algo bem importante. Muitas vezes, crianças negras são retratadas sem os pais e, em especial, sem a figura paterna, mas também existem pais negros presentes e acho importante representar isso e como os homens lidam com o cuidar de uma criança.

O que significou o Natal para a menina Cleissa? E o que é hoje para a Cleissa que escreve também sobre Natal? Resumindo: o que foi/é a magia do Natal para ti?

O Natal em família sempre foi muito em torno do meu avô materno e das crianças. A gente tinha todo o ritual de fazer a ceia, esperar dar meia noite e aí começar a comer e abrir os presentes, todas as crianças animadas com os presentes – que os adultos diziam ser do Papai Noel – e os adultos fazendo amigo oculto entre si. E meu avô sempre parava para ver a Missa do Galo. Era o momento do ano em que toda a família se encontrava. Depois que meu avô morreu o Natal ficou mais dividido, cada família na sua casa, mas guardo essas lembranças e elas me alimentam bastante.

Jorge ( Luciano Quirino ) Solange ( Jessica Ellen ), Caio ( Pedro Guilherme Rodrigues ), Vera ( Heloisa Jorge ), André ( Fabricio Boliveira ) e Letícia ( Gabriely Mota ). Crédito: Globo / Estevam Avellar

Como tem sido a parceria com o elenco?

Muito boa. O elenco todo chegou muito animado para fazer o especial e isso é bem importante, saber que o texto vai ser bem recebido. Sei que eles colocaram muito deles nos personagens e é interessante ver cada personagem tomando vida através de atores que chegam com muita vontade de somar, sem falar que são todos muitos bons. A parceria com o Fabrício Boliveira e com o Luciano Quirino já vem do outro especial e continua agora, com o Fabrício com mais tempo de tela. O Fabrício é um ator muito generoso e um dos melhores dessa geração. A Heloisa Jorge entrou num papel que já existia e está maravilhosa, trouxe um novo ar para a Vera e ficou muito próxima de quem já estava presente, acho que ela fez um ótimo par com o Luciano.

Quem te inspira na escrita? Em especial, quais mulheres te inspiram?

Para citar pessoas contemporâneas, fora dos clássicos, diria Irmãos Carvalho, André Novais Oliveira e Grace Passô, que tem feitos trabalhos que gosto muito. Falando especialmente de mulheres, além da Grace, citaria Issa Rae e Michaela Coel. Issa não é exatamente roteirista, mas ela levanta projetos que são muito interessantes e esse lugar de produção executiva me interessa também. E Michaela fez uma das melhores séries dos últimos tempos, “I May Destroy”, não gosto de tudo que ela faz, mas é tudo muito autêntico e provocador, o que não é nada fácil de fazer.

A Cleissa autora tem algum ritual na hora de escrever? Como é sua rotina de escrita?

Acho que não dá para dizer que é um ritual, mas eu penso muito antes de escrever e preciso sempre pensar em muitos caminhos possíveis, entendendo por onde os personagens podem ir. Então quando tenho uma ideia, tem um tempo grande entre pensar e realmente colocar no papel, um tempo que até deveria ser menor. No caso desse especial, revisitei o outro e reli tudo que eu já tinha escrito para esses personagens para entender o que seria interessante contar agora, pensando muito no que a gente tem vivido com essa pandemia e no que seria legal que as pessoas vissem na noite de Natal. Escrevendo para televisão, acho que a gente precisa sempre pensar no público também.

Fale um pouco sobre sua trajetória.

Eu sou uma filha única, nascida e criada na periferia do Rio e que teve acesso à educação pública de qualidade num momento em que o Brasil investiu nisso. Meus pais sempre preencheram meu tempo através de cursos e atividades artísticas gratuitas ou bem baratas que tinham no bairro e estudei no Colégio Pedro II a partir do 6° ano, o que fez muita diferença na minha trajetória. Desde a escola, eu já gostava de cinema, fui uma criança de alugar muito VHS e depois DVD e até cogitei ir fazer Comunicação na faculdade, mas acabei indo para as Ciências Sociais na UFRJ, porque achei que seria um curso que me ajudaria a entender melhor a sociedade e talvez até mudar algumas coisas também, mas não consegui ficar longe do cinema por muito tempo. Desde o início da faculdade fazia cursos de cinema, como no Centro Afrocarioca, e num dado momento comecei a pesquisar desigualdade de raça e gênero no cinema brasileiro na Uerj. Trabalhar nessa pesquisa me deu um conhecimento bom sobre o que era mais assistido e produzido no Brasil. Depois fui para o Canadá pesquisar e voltei decidida a trabalhar com cinema mesmo. Trabalhei como diretora de arte em alguns curtas, comecei a escrever e entrei na Flup, onde meu argumento foi comprado pela Globo. Cheguei a começar alguns projetos fora, mas logo fui fazer o especial e continuo na Globo até hoje. Não pensava em escrever para televisão, mas hoje gosto bastante, é um alcance muito grande, mas sempre tento fazer coisas no cinema também, até para ter novas ideias para trazer para a TV.

Já tem em mente novos projetos? Quais seus desejos como autora?

Tenho uma série documental sobre moda para ser lançada em 2022 e tenho pegado alguns trabalhos de roteiro para cinema, mas nada relacionado a Globo. Não sei se pode divulgar, mas estou na sala de roteiro da terceira temporada de ‘As Five’. Como autora, quero continuar contando histórias que façam sentido para mim e que acredito que não foram contadas ainda, tenho alguns projetos para o cinema, mas gostaria de adaptar um livro também, acho que deve ser um exercício bem legal de criação partir de uma obra já feita.

Há algo a mais que você queira destacar?

Digo sempre que, para mim, é bem difícil falar de família negra na TV aberta. Acho que “família” é um conceito que hoje se expandiu muito e que tinha e tem que mudar mesmo, ser mais amplo, abarcar todas as formações possíveis. Ao mesmo tempo, a gente não viu uma “família margarina” negra, então tento sempre encontrar um equilíbrio para fazer uma família que ainda faça sentido, que seja legal de acompanhar, que represente as pessoas, mas que não seja irreal.

Falando sobre adolescência e outros temas, Duda Pimenta lança sua primeira obra literária

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Com apenas 15 anos, Duda Pimenta anuncia a sua primeira obra literária,  almanaque ‘Eu sou Duda Pimenta’, que será lançado no próximo dia 12, na Bienal do Livro do Rio, com uma sessão de autógrafos, marcando uma virada de chave na vida da estrela que acabou de entrar na adolescência. 

“É uma fase muito significativa na vida de uma pessoa. Quis compartilhar um pouco a minha rotina, dúvidas e essa minha fase com outras meninas da minha idade”, explica Duda.

O projeto é o primeiro nesse formato que traz a representatividade para o segmento editorial teen, abordando temas que permeiam esse universo. O leitor vai conhecer não apenas o dia a dia da atriz, como aprender sobre e cuidados com as madeixas, assunto que a Duda conhece bem. 

“Tenho uma música, chamada ‘Seu Cabelo’ que fala da dessa parte do nosso corpo tão importante. Ela fez muito sucesso, com mais de 20 milhões de visualizações no YouTube. Dou dicas de como cuidar dos crespos e cacheados para que mais meninas possam exibir sem medo seus cabelos. Eles têm uma força incrível, transmitem muita personalidade”, conta Duda, que também é cantora.

A obra apresenta um pouco da trajetória da artista, mostra sua família, looks favoritos, o que toca no seu fone de ouvido, segredos, além de dicas e testes. E não para por aí! Ela fez questão de escrever um “Guia de Sobreviência da Adolescência”.

Eu sou Duda Pimenta tem participações especiais. Amigos da atriz contaram da experiência do primeiro beijo e Mc Sofia responde, ao lado da autora, sobre empoderamento feminino, trabalho, relacionamento e bullying. 

Para 2022, a pequena diva tem muitos planos. Além de ter renovado contrato com o SBT para a continuação de “As Aventuras de Pollyana”, ela vai estar com a agenda cheia. Série, filme, música nova… Haja fôlego! “Tenho muita novidade pra vocês! Aguardem”, celebra a jovem.

Serviço – Lançamento Bienal do Livro

Eu sou Duda Pimenta (Ed. Mostarda, 48 p. R$ 20)

12 de dezembro de 2021

Rio Centro – Pavilhão Laranja

Sessão de autógrafos – 14h

Senhas: distribuídas no local a partir das 12

“Ninguém me enquadra”, diz Glória Maria, última convidada da temporada de Mano a Mano

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Glória Maria e Mano Brown
Glória Maria e Mano Brown. Foto: Jef Delgado.

Mano Brown encerra nesta quinta-feira (9) a temporada de 16 episódios do podcast Mano a Mano. Neste último episódio, Mano Brown recebe a primeira jornalista negra da televisão brasileira, Glória Maria.

Saúde, jornalismo, família, história e outros muitos assuntos estão na pauta desta conversa sincera. Glória Maria dá detalhes sobre sua experiência no jornalismo, e comenta sobre sua experiência de vida. “Quando eu te falei que fui educada para ser livre, é livre em todos os sentidos. Todos, a qualquer preço, e é um preço caro, porque as pessoas te cobram e porque você tem que se enquadrar no modelo que as pessoas querem, e ninguém me enquadra”, explica Glória.

Glória falou sobre a pressão estética que sofreu, por parte da militância, sobre o uso de seu cabelo, por exemplo. “No começo da minha carreira, eu usava o cabelo black power porque eu queria usar. Não porque ninguém me falou que era um movimento negro. Usei anos, de várias maneiras. Depois, deu, não quero mais. Porque eu faço da minha vida e do meu corpo o que eu quero, e não o que as pessoas querem que eu faça”.

Trocando os papéis por um instante, Glória Maria pergunta ao MC o que mudou desde a estreia do podcast. “O que mudou é que na minha mente abriu uma perspectiva. Eu saí da minha zona de conforto. Porque música é o que eu gosto de fazer, no meu tempo, na minha casa, nos lugares que eu gosto. E aqui eu estou me expondo a errar, a ser ridículo…”, responde Mano Brown. “Entrevista é uma coisa de mão dupla porque ou você abre a sua alma, ou você não abre”, complementa a jornalista.

Brown diz também que o universo da música, às vezes, limita os pontos de vista, e que com este podcast teve a oportunidade de expandir os horizontes. “Eu tô me surpreendendo a cada dia. E o lance é que eu gosto de falar bastante, tenho muitas ideias, mas eu também sei ouvir, então, eu tô aprendendo muito. No meu universo, a gente se informa de muita coisa para poder fazer o que a gente faz, porém, de alguma maneira, a gente também se aliena. Tudo é poético, romantizado. Aqui, entrevistando pessoas. Nem tudo é poético, nem tudo eu concordo”, afirma.

Desde sua estreia em 26 de agosto, o MC recebeu personalidades do esporte à política, da música à religião, para um encontro ‘mano a mano’. Confira todos os convidados desta temporada de 16 episódios:

1.Mano Brown recebe Karol Conká
2.Mano Brown recebe Dr. Drauzio Varella
3.Mano Brown recebe Lula
4.Mano Brown recebe ex-jogadores dos Santos
5.Mano Brown recebe o Pastor Henrique Vieira
6.Mano Brown recebe Fernando Holiday
7.Mano Brown recebe Vanderlei Luxemburgo
8.Mano Brown recebe Leci Brandão
9.Mano Brown recebe Djonga
10.Mano Brown recebe Ludmilla
11.Mano Brown recebe Taís Araújo e Lázaro Ramos
12.Mano Brown recebe Rodrigo Silva
13.Mano Brown recebe Gloria Groove
14.Mano Brown recebe Djamila Ribeiro
15.Mano Brown recebe Wagner Moura
16.Mano Brown recebe Glória Maria

Emicida emociona público com performance de ‘Pequena Memória de Um Tempo Sem Memória’ no Prêmio Multishow

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Foto: Reprodução.

O rapper Emicida emocionou os espectadores do Prêmio Multishow com sua performance audiovusual de Pequena Memória de Um Tempo Sem Memória, de Gonzaguinha. No vídeo, o cantor interpreta um homem prestes a ser enforcado diante de uma audiência de pessoas brancas. Antes da execução, ele canta um trecho da música.

As cenas de Emicida cantando se alternam com outras cenas dentro de um museu, onde o quadro histórico é exatamente a cena do homem sendo enforcado diante da plateia, que aguarda pelo desfecho fatal. As pessoas que olham para a cena no museu são as mesmas que estavam no momento do enforcamento, de anos atrás. Deixando subliminar a interpretação de que são os ancestrais de quem hoje assiste essas histórias a partir dos museus que participaram ativamente da morte de quem lutou contra os desmandos e as injustiças sociais no mundo.

A apresentação deu o tom político da noite, demarcando, novamente, a posição do artista e do uso da arte conta as opressões sociais, o racismo e das desigualdades.

A canção, cantada originalmente 1981, durante turnê de Gonzaguinha e seu pai, Luiz Gonzaga, falava dos desaparecimentos da Ditadura, mas traz um contexto que infelizmente ainda é muito atual e real, mesmo 40 anos depois.

Na internet, as reações foram de muito impacto pelo significado dessa apresentação para os dias de hoje. “Muitoooo obrigada Emicida pela sua arte ❤ não tem como descrever o que tô sentindo agora”, disse uma internauta na caixa de comentários do Youtube. “Você é incrível, que perfeição, que necessário”, disse outra seguidora.

Confira, abaixo, o trecho da canção interpretada por Emicida no vídeo.

Memória de um tempo onde lutar
Por seu direito
É um defeito que mata
São tantas lutas inglórias
São histórias que a história
Qualquer dia contará
De obscuros personagens
As passagens, as coragens
São sementes espalhadas nesse chão
De Juvenais e de Raimundos
Tantos Júlios de Santana
Uma crença num enorme coração
Dos humilhados e ofendidos
Explorados e oprimidos

Que tentaram encontrar a solução
São cruzes sem nomes, sem corpos, sem datas
Memória de um tempo onde lutar por seu direito
É um defeito que mata
E tantos são os homens por debaixo das manchetes
São braços esquecidos que fizeram os herois
São forças, são suores que levantam as vedetes
Do teatro de revistas, que é o país de todos nós
São vozes que negaram liberdade concedida
Pois ela é bem mais sangue
Ela é bem mais vida
São vidas que alimentam nosso fogo da esperança
O grito da batalha

Quem espera nunca alcança

Polícia Civil do Rio de Janeiro realiza operação para encerrar inquérito sobre a morte dos meninos de Belford Roxo

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Foto: Reprodução.

Caso completa um ano no próximo dia 27. Até hoje, as famílias não têm respostas concretas sobre o que aconteceu com as crianças.

A Polícia Civil do RJ iniciou nesta quinta-feira (9), uma operação na comunidade do Castelar, em Belford Roxo, a fim de encerrar o inquérito da morte e do desaparecimento dos corpos dos meninos Lucas MatheusAlexandre da Silva e Fernando Henrique.

O crime aconteceu em dezembro do ano passado. Investigadores da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense acreditam que os garotos foram mortos por traficantes do Castelar por causa do furto de passarinhos.

Ao todo, foram emitidos 56 mandados de prisão, a serem cumpridos nesta ação. Até a manhã de quinta-feira (9), eram pelo menos 25 presos: 15 pessoas já estavam encarceradas, e outras 10 foram detidas nesta quinta, segundo o G1.

Cinco mandados são pelo triplo homicídio com ocultação de cadáver das crianças. Os outros são por associação para o tráfico.

Histórico

Lucas Matheus, de 9 anos, e Alexandre Silva, 11, e Fernando Henrique, 12, sumiram no dia 27 de dezembro depois que saíram de casa para brincar. Foram vistos pela última vez a caminho da Feira de Areia Branca.

Quase nove meses depois, o secretário de Polícia Civil, Allan Turnowski, afirmou que traficantes do Castelar foram os autores do assassinato das crianças.

“Quem matou os meninos da Baixada foram os traficantes da favela Castelar. Desde o início, a gente tinha esse linha como mais forte, mas também a gente tinha outras linhas que, durante a investigação, foram sendo descartadas”, explicou o secretário.https://tpc.googlesyndication.com/safeframe/1-0-38/html/container.html

Em 11 meses de investigação, 70 pessoas foram presas.

Com informações do G1.

Mariah Carey volta para as músicas mais tocadas do mundo com ‘All I Want For Christmas is You’

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Na lista divulgada nesta segunda-feira (6), Mariah Carey mostrou que continua com todo o poder natalino na canção ‘All I Want For Christmas Is You’ e que abre, todos os anos, a temporada oficial de Natal. A cantora entrou, mais uma vez, com sua canção ao Billboard Hot 100, como a terceira faixa mais popular dos EUA.

Além disso, a música natalina, lançada há 27 anos, ficou em segundo lugar na Global 200 e em sétimo na Global 200 (excluindo os Estados Unidos). 

Outros sucessos natalinos também disputam o pódio da colocação e o top 10 está sendo ocupado por 40% dele está formado por músicas de natal. Além de “All I Want for Christmas Is You“, tem também “Rockin’ Around the Christmas Tree“, “Jingle Bell Rock” e “A Holly Jolly Christmas“.

Todos os anos, com a chegada do Natal, a música ‘All I Want for Christmas is You’ – o equivalente à ‘Então é Natal’, de Simone, para os brasileiros – lançada por Mariah Carey em 1994, volta ao topo das paradas musicais.

Rodrigo França assina linha de roupas e acessórios da marca NEGREI

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Foto: Gabriela Maria.

Nesta coleção, a NEGREI trouxe toda a intersecção que existe no universo NEGREI e na personalidade Rodrigo França: o empoderamento, o antirracismo.

Cineasta, ator, diretor teatral, roteirista, dramaturgo, filósofo, escritor, professor de Direitos Humanos, artista e empresário. É impossível definir Rodrigo França em poucas palavras. Ativista pelos direitos civis, sociais e políticos da população negra no Brasil, o carioca tem uma extensa trajetória marcada por conquistas e lutas. No meio artístico, ele já era conhecido por suas obras e ideias marcantes. No teatro, já são mais de 40 peças em que trabalhou como ator e 8 como diretor. 

“A NEGREI é um artefato de empoderamento e representatividade contra o racismo. A materialização disso são produtos personalizados que expressam ideais sem que você precise abrir sua boca.  Nosso dia a dia onde tratamos de autoamor, o respeito pelas nossas crenças e mostrar a força que é quando pessoas pretas se unem. Que pessoas negras sejam vistas como mais do que apenas pessoas que sofrem racismo, mas como potências que têm suas individualidades e se destacam naquilo em que se propõem, que desde crianças já saibam que são príncipes e princesas” – destaca Rodrigo França.

Foto: Gabriela Maria.

Com mais de 30 anos de carreira, Rodrigo é, atualmente, um dos escritores que mais vende livros no país. Com uma narrativa que tem o objetivo de agregar e ampliar sua voz, ele não dá indícios de que irá parar tão cedo. Rodrigo segue inserido em novas ideias e projetos inéditos que têm um objetivo em comum: provocar reflexões.

Com conteúdo potente, Rodrigo França é sucesso no teatro, cinema, literatura e no ambiente digital

Apesar da pouca idade, Rodrigo França já acumula mais de 30 anos de carreira e é, atualmente, uma das principais vozes e referências de ativismo pelos direitos civis, sociais e políticos da população negra no Brasil. Com o objetivo de ampliar ainda mais sua voz e de fazer com que seu conteúdo alcance mais pessoas, o artista está sempre disposto a furar a bolha e a provocar profundas reflexões. 

Foto: Gabriela Maria.

Sucesso em números

A rede na qual Rodrigo agrupa o maior número de seguidores é o Instagram, passando dos 600 mil. Na plataforma, ele compartilha seus projetos, suas ideias, viagens, fotos da família, além de promover importantes debates e reflexões. No Twitter, o número de seguidores não para de crescer. Já são mais de 140 mil fãs que acompanham o que Rodrigo tem a dizer e que não cabe em 140 caracteres.

“Eu não preciso ficar publicando sobre as minhas bandeiras porque eu vivo elas”, diz Ludmilla

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Foto: Reprodução.

A cantora Ludmilla falou sobre o porque de não publicar muitos “textões” na internet sobre bandeiras como a questão LGBTQIA+, por exemplo, em entrevista exclusiva para o portal Metrópoles. “Essa é uma necessidade que eu não sinto, de ficar fazendo textão, porque essa já é uma vivência minha”, disse Lud.

“Acho que é por isso que muita gente não entende eu não estar fazendo textões e manifestações, porque eu já tô vivendo aquilo ali. O meu instagram é a minha vida e eu já sou casada com uma mulher, então naturalmente eu vou postar ela ali no instagram”. Lud também falou sobre os preconceitos como racismo e homofobia que sofre na internet.

“Hoje isso não me abala tanto mais porque a gente se aprofunda no assunto, faz terapia, mas já sofri muito com comentários assim, tanto é que uma vez eu saí do instagram”, relembrou, dizendo que evita ler esses comentários para preservar a saude mental.

PRÊMIO MULTISHOW

Durante a conversa com Leo Dias, Ludmilla também comentou o episódio deste ano, quando ela recusou se apresentar no Prêmio Multishow. De acordo com a artista, ela aguardou o momento de ter evidências concretas de que era, de fato, uma das maiores cantoras do Brasil, e que deveria estar concorrendo na premiação, e não apenas se apresentando.

“O Spotify, que é uma das maiores plataformas digitais de música divulgou os nomes das cantoras mais ouvidas do Brasil este ano e o meu nome está lá, então não é coerente”, disse Ludmilla.

Ludmilla disse que tem certeza que daqui pra frente a atuação do prêmio em próximas edições serão diferentes. “Faltava alguém ter coragem de dizer para eles que aquilo ali não tava certo. Eu tive medo, mas eu também tinha que dar uma satisfação para os meus fãs que votam muito e entregam tudo de si naquele prêmio”, disse ela.

Ludmilla é uma das finalistas da segunda edição do PRÊMIO MUNDO NEGRO.

SAÚDE MENTAL

A cantora também falou sobre os efeitos da psicoterapia em sua vida. “É maravilhoso porque é um momento que eu vou lá e boto tudo pra fora. Levo coisas que eu não converso com ninguém”, confidenciou a cantora, que disse que precisa fazer a terapia de forma presencial para evitar dispersões.

Confira a íntegra da entrevista:

“Realizando um sonho”: homem viraliza ao narrar engarrafamento causado por ele na Avenida Brasil

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Foto: Reprodução.

Um homem do Rio de Janeiro viralizou nas redes sociais ao narrar um engarrafamento que ele mesmo provocou na Avenida Brasil. O carioca Wallace Santos e seu cunhado teveram um problema com o carro no meio da avenida. Então, ele pegou o celular e filmou a situação.

No vídeo, Wallace diz que estava “realizando um sonho” ao causar o engarrafamento. “Estamos aqui na Avenida Brasil, altura de Guadalupe, causando um engarrafamento enorme aqui, ó! Estávamos indo trabalhar e o carro, ali ao fundo, enguiçou e esse engarrafamento nesse momento na Avenida Brasil a culpa é nossa! Estou realizando um sonho!”, disse ele na postagem.

Com ares de jornalista de trânsito, o homem dá dicas aos “telespectadores” para evitar o trecho engarrafado. “Você que está saindo agora para o trabalho, vindo de Bangu, Campo Grande, o engarrafamento foi causado por mim nesse momento… Meu cunhado controlando o trânsito… Isso é Rio de Janeiro! As pessoas passando e mexendo. Bom dia para você também!”, diz ele.

Veja o vídeo:

Salve Orixás: Festival exalta diversidade da música brasileira

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Edivan Fulni-ô e Nanãn Matos. Foto: Reprodução.

Realizado de maneira virtual e gratuita, evento reúne debates e apresentações artísticas

De 13 a 17 de dezembro acontece, de maneira online, o Festival Salve Orixás, iniciativa que tem por objetivo fomentar o diálogo entre a arte e a educação, promovendo a cultura negra e difundindo conhecimento por meio da música. O evento conta com apresentações musicais e debates sobre a cultura afro-brasileira e indígena pelo viés da educação e da promoção de direitos. Dentro da programação, estão confirmadas as apresentações de cinco artistas da cena cultural afro-brasileira e indígena: o mineiro Moisés Pescador e a mineira Elisa de Sena; a brasiliense Nãnan Matos; o baiano de ascendência pernambucana Edivan Fulni-ô; e o senegalês Mamour Ba, atualmente radicado em Belo Horizonte (MG).

Viabilizado pela Lei Emergencial Aldir Blanc por meio da Secretaria de Cultura e Turismo de Minas Gerais, o festival deriva de uma proposta inicialmente executada pelo seu idealizador, o cantor e compositor Moisés Pescador, que fez um show de mesmo nome em 2017. A concepção visual do evento está nas mãos da baiana Ester Barros, artista do campo da produção audiovisual, de artes visuais e de performance art. É graduanda do curso de Licenciatura Interdisciplinar em Artes pela Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB) – campus Sosígenes Costa, em Porto Seguro. Tem relações intensas com a ancestralidade afro-brasileira e expressa esse sentimento por meio da sua obra e também pela sua fé, participando do terreiro Aramefá Odé Ilê, em Teixeira de Freitas.

O evento, direcionado para crianças, jovens e adultos que se interessam por música popular brasileira e novos artistas, tem cunho artístico e cultural, mas não somente. O Salve Orixás se propõe a fomentar discussões entre artistas e comunidade de forma a gerar uma discussão de como os artistas podem atuar em parceria com as escolas e com o poder público para minimizar os impactos gerados pela racismo remanescente dos tempos da escravidão. Além das apresentações artísticas, o festival conta também com debates com os/as artistas convidados/as, que serão exibidos antes de suas respectivas apresentações, dialogando com temas de interesse de professores/as, pesquisadores/as e educadores/as, principalmente os/as que se interessam pela temática da cultura afro-brasileira e indígena. 

A programação do festival será exibida pelo canal do YouTube de Moisés Pescador, neste link: https://bit.ly/CanalYouTubeMoisesPescador.

Para mais informações, como o dia de cada apresentação e dos debates, acesse o Instagram @festivalsalveorixas.

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