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Com músicas duplas, Alicia Keys lança ‘KEYS’, seu oitavo álbum de estúdio

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Foto: Alicia Keys / RCA Records

Projeto chega com 26 músicas, incluindo produção de Kendrick Lamar e Mike WiLL Made-It

Entregando uma belíssima produção, que se estende por mais de 90 minutos de duração, Alicia Keys retorna ao mundo da música com seu oitavo álbum de estúdio, o ‘KEYS’. Projeto chega ao público em duas versões: ‘Originals (Originais)’ e ‘Unlocked (Desbloqueadas)’.

As Originais vêm desse meu lado clássico! É essa Alicia Keys que queremos. É uma honra volta ao lar”, escreveu Keys. “Na versão desbloqueada, eu queria experimentar as originais criando uma experiência sonora totalmente diferente. Então, [Mike Wil Made-It] e eu nos conectamos e fizemos mágica”.

Capa do álbum ‘KEYS’, de Alicia Keys / RCA Records

‘KEYS’ chega com produção da própria Alicia, Mike Wil Made-It e Kendrick Lamar. Obra, apresenta versões duplas para cada uma das músicas, dando ao ouvinte diferentes sensações em cada reprodução. Juntas, 26 canções criam uma fusão imersiva e apaixonante, com o R&B delicioso que apenas Alicia consegue criar.

Abaixo, você confere as duas versões de ‘Best Of Me’, música presente no ‘KEYS’ e previamente lançada por Alicia.

Ancestralidade negra feminina e suas potências: Iansã e Oxum em nós

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Ilustrações: Carybé.

Debora Simões

Nos dias 4 e 8 de dezembro nas ruas de Salvador comemoram-se, nesta ordem, Santa Bárbara e Conceição da Praia (a padroeira da Bahia, pelos menos oficialmente). Nesse período a rua fica repleta de filhas de Iansã (vestidas de vermelho e/ou branco) e de Oxum (vestidas de amarelo), que fazem suas homenagens às divindades. Nesses dias tem espaço para celebrar as figuras sagradas do catolicismo e das religiões de matrizes afro-brasileiras.

Na cidade mais negra fora da África as divindades africanas imperam. O que pode se confirmar pela elevada quantidade de terreiros de candomblé se comparada às demais cidades brasileiras. Mas também pela expressividade das práticas religiosas que extrapolam os terreiros. Nos costumes citadinos há forte presença dos orixás e inquices, assim como nas conversas informais, nas músicas (nas artes, de maneira geral), nos corpos, nos ensinamentos e na culinária. Nesse território negro, toda sexta-feira toda roupa é branca, toda pele é preta, para citar a música e lembrar que no dia de Oxalá se usa a sua cor.  

Alerto ao leitor que este texto apresenta um tom e teor quase autobiográfico. Mas posso justificar, preciso contar como foi meu encontro com as santas.

Conheci Iansã por intermédio de Santa Bárbara. Não por uma aproximação com o catolicismo, mas por suposto interesse de pesquisa. Na época, morava no Rio de Janeiro e estudava o Ofício das Baianas de Acarajé, em Salvador. Santa Bárbara é padroeira das baianas de acarajé e Iansã é a dona do tabuleiro. Por causa da pesquisa de mestrado, ou trazida pelos ventos de Oiá (outro nome da divindade), em 2012 desembarquei em São Salvador. Como uma chuva que sempre volta, eu ia e vinha, entre as antigas capitais federais. No doutorado continuei seguindo os ventos e me dediquei às festividades dedicadas a Santa Bárbara e Iansã também em Salvador. Durante esses quase 10 anos muitas devotas, filhas de Iansã, babalorixás e ialorixás me falaram que eu tenho enredo com Iansã.

Iansã, Oiá, Matamba (ou Bamburucema para os adeptos de candomblé das nações angola e congo) usa vermelho, seu dia é a quarta-feira, come acarajé (gosta muito de dendê) é guerreira, forte, valente. Casou-se com Ogum. Mas Xangô se apaixonou por Oiá. Por isso Ogum e Xangô lutaram pelo amor dela. Xangô, rei de Oió ganhou e Iansã transformou na mais querida esposa do rei, com quem teve filhos gêmeos, os Ibejis. Teve muitos maridos e filhos. Iansã é e controla os raios, os ventos, as tempestades e trovoadas. Consegue, na sua complexidade, ser um búfalo e uma borboleta. Está sempre ao lado de mulheres fortes, valentes, trabalhadoras da rua e guerreiras. A divindade mora nos bambuzais.

Oxum, mais conhecida como rainha das águas doces, comanda os rios e as cachoeiras, onde ela faz morada. Gosta de amarelo, o dourado a encanta, dizem que por isso suas filhas gostam tanto de ouro. Formosa, bela, elegante e vaidosa, não tem quem não se encante. Também foi esposa de Xangô. É conhecida como orixá do amor, da fertilidade e da prosperidade. Na cidade que todo mundo é d’Oxum, conforme canta Gerônimo, a maioria é negra, mais de 80% da população.  Na Meca Negra, ou Roma Negra, a força da ancestralidade faz-se sempre presente.

Iansã e Oxum representam a força do feminino com características marcantes presentes, de forma específicas, em cada uma de nós, mulheres negras. Nossas avós, mães, tias, irmãs, companheiras, amigas, etc., apresentam um pouco dessas divindades. Pela diáspora negra levamos nos nossos femininos parte dessas divindades. Cada uma de nós é ora tempestade e ventania, ora água calma de rio e rebentação de cachoeira.

Letitia Wright prefere abandonar Marvel a ter que tomar vacina contra COVID-19, diz tabloide

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Foto: Divulgação / Marvel

Publicação exclusiva do Giant Freakin Robot revelou que atriz, estrela de ‘Pantera Negra’, está decidida a não se vacinar

A atriz Letitia Wright vem enfrentando grandes obstáculos em 2021. De acordo com publicação exclusiva do site Giant Freakin Robot, com obrigatoriedade da imunização contra a COVID-19, Letitia não deseja retornar ao Universo Cinematográfico Marvel.

Segundo publicação, embora Letitia não tenha divulgado publicamente seu status de vacinação, tanto o The Hollywood Reporter quanto a Newsweek informaram que ela não foi vacinada. No início de 2021, a intérprete de Shuri (Pantera Negra), chegou a fazer postagens antivacina nas redes sociais, mas excluiu em seguida, após críticas. Em agosto de 2021, Letitia sofreu um ferimento no set de ‘Pantera Negra 2’, o que fez com que a produção do filme entrasse em pausa.

No final de 2020, foi revelado que Shuri teria um maior papel de destaque na sequência cinematográfica do herói de Wakanda. Ryan Coogler, diretor do filme, chegou a comentar que todas as gravações possíveis sem Letitia já tinham sido feitas. A paralisação de ‘Pantera Negra 2’ está agendada para retornar no início de 2022. Os representantes de Letitia Wright compartilharam a seguinte declaração sobre sua recuperação:

Letitia está se recuperando em Londres desde setembro de ferimentos sofridos no set de ‘Pantera Negra 2’ e está ansiosa para retornar ao trabalho no início de 2022. Letitia gentilmente pede orem por ela”.

Até o momento, nenhuma informação sobre possível desistência de Letitia dentro do Universo Cinematográfico da Marvel não foi confirmada pelo estúdio ou pela Disney.

Lázaro Ramos e Ludmilla celebram indicação ao Prêmio Mundo Negro 2021

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Lázaro Ramos e Ludmilla.
Lázaro Ramos e Ludmilla. Foto: Reprodução.

Uma premiação feita por e para a comunidade negra. A ausência do reconhecimento de pessoas negras nas grandes premiações de cultura, jornalismo e esporte fizeram com que o Mundo Negro, maior portal de notícias sobre a comunidade negra da América Latina, criasse seu próprio prêmio, sendo o único do Brasil onde os candidatos são indicados pelo público, que vota nos finalistas. Este é o segundo ano da edição do Prêmio Mundo Negro que acontece mais uma vez de forma online devido à pandemia.

“Agradeço a indicação que vem de um veículo de muita relevância e que dia após dia se torna uma fonte de informação necessária para todos nós”, afirma o ator Lázaro Ramos, um dos indicados ao prêmio na categoria de melhor ator.

“O prêmio Mundo Negro é o prêmio mais preto do Brasil e o mais importante da nossa categoria”, comenta Ludmilla que concorre como Melhor Cantora e Melhor Inspiração. Ao todo são 11 categorias, com 5 finalistas em cada.

Confira:

Melhor Jornalista

Diego Moraes

Flávia Oliveira

Glória Maria

Maju Coutinho

Marcos Luca Valentim

Melhor Atleta:

Diego Moraes

Formiga

Hebert Conceição

Neymar

Rebeca Andrade

Melhor Ator:

Christian Malheiros

Ícaro Silva

Lázaro Ramos

Rafael Zulu

Seu Jorge

Melhor Atriz:

Érika Januza

Hesleiane Vieira

Jéssica Ellen

Lidi Lisboa

Taís Araújo

Melhor Cantor:

Djonga

Thiaguinho

Leo Santana

Péricles

Emicida

Melhor Cantora:

IZA

Karol Conká

Liniker

Ludmilla

Tereza Cristina

Melhor Influência:

AD Junior

Camila de Lucas

Fayda Belo

Thelminha

Tio Má

Melhor Podcast:

Angu de Grilos

História Preta

Mano a Mano

Ubuntu Esporte Clube

Vidas Negras

Melhor Revelação Musical:

Izrra

Maria Nalah

Tasha e Tracie

Tiago Pantaleão

WD

Melhor Inspiração:

Gabi de Pretas

Gil do Vigor

Ludmilla

Rebecca Andrade

Thelminha

Melhor Creator no Tik Tok:

Camila de Lucas

Fayda Belo

Pedro Bonvivant

Phellyx

Raphael Vicente

Serviço:

Prêmio Mundo Negro
Dia 10/12, sexta-feira,  19h

TikTok do Mundo Negro e, na sequência, no canal do Youtube.

“O céu é o limite”, diz Dan Sousa, criador da Xeidiarte, marca que valoriza a cultura negra na moda, arte e papelaria

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Naira Pires e Dan Sousa, criadores da Xeidiarte, Foto: Divulgação.

Nascida como uma página de charges e caricaturas no Facebook, a Xeidiarte deu largos passos desde que se tornou uma marca de moda, arte e papelaria, em 2017. Com estampas e desenhos que passam mensagens de valorização e empoderamento através da cultura negra, a marca tem se expandido e alcançado cada vez mais pessoas nas redes sociais e nas ruas.

Por trás da Xeidi, como é chamada carinhosamente, está o casal Dan Sousa e Naira Pires, que se mudaram de Salvador para São Paulo, cidade que testemunhou o nascimento do negócio. “A Xeidiarte nasceu como uma válvula de escape, eu precisava de um espaço onde eu pudesse publicar as minhas ilustrações, charges e falar de assuntos que eu não tinha espaço dentro das agências”, relembra Dan, que é designer gráfico de formação.

Depois de um tempo se equilibrando entre o sonho da Xeidiarte e os trabalhos formais em agências, a empresa foi criando corpo e sendo cada vez mais reconhecida pelo público, o que deu a Dan a oportunidade de se dedicar exclusivamente ao seu sonho em julho deste ano. “Com o crescimento da Xeidiarte, que começou a exigir mais de mim, eu acreditando cada vez mais na marca, decidi pedir demissão”, conta ele.

O catálogo da marca vai de camisetas a cadernos, agendas, passando também por calendários, mas para Dan a marca pode realizar tudo que a criatividade e a necessidade do cliente permitir. “Hoje a gente tem esses materiais de moda, arte e papelaria, mas o céu é o limite.Tudo o que você pensar que possa aplicar alguma arte, alguma ilustração, a gente vai ter na Xeidiarte com o tempo”, projeta.

A procura por produtos que carreguem mensagens de valorização da ancestralidade e cultura negra só cresce. De acordo com Dan, o aumento ficou ainda mais perceptível em 2020. “Eu tenho percebido esse aumento, principalmente após a “onda antirracista”, depois do assassinato de George Floyd. As pessoas passaram a seguir mais a página, a adquirir mais os produtos e os nossos conteúdos” diz o designer.

O processo criativo da marca tem início na observação dos temas que estão em alta, sendo discutido nas redes sociais. “Partindo do pilar da cultura negra, eu olho muito o que está rolando nas redes sociais, de quem as pessoas estão falando, quais conteúdos estão sendo mais vistos e procurados, e como fazer isso dentro do nosso perfil, dentro da nossa essência”, conta.

Um dos exemplos dados pelo dono da Xeidiarte é a estampa do continente africano. “As pessoas sempre pediam uma camiseta com essa estama, mas existem muitas possibilidades e eu não fiz até que eu encontrasse um diferencial. Quando eu encontrei o provérbio africano estampamos na camiseta, foi o gatilho para a criação, que me levou a buscar referências diferenciadas de etnias no continente, que eu quis mostrar toda a diversidade desse continente que tem mais de 54 países com 1,3 bilhão de pessoas/”, revela.

Atualmente, Dan trabalha exclusivamente para a marca, a esposa dele e sua irmã completam a equipe e trabalham em tempo parcial no empreendimento, que também impacta outras famílias financeiramente, por meio da contratação de fornecedores, gráficas, confecções e papelarias. Quer saber mais sobre a Xeidiarte? Acesse: https://www.xeidiarte.com.br/.

Após quatro meses de namoro, Jojo Todynho é pedida em casamento

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Foto: Reprodução Instagram.

Funkeira postou fotos nas redes sociais celebrando noivado com Lucas Souza.

Jojo Todynho anunciou nas redes sociais, nesta sexta-feira (10) que foi pedida em casamento por Lucas Souza, com quem namora há quatro meses. No post, a funkeira revelou que o pedido foi uma surpresa e contou um pouco da história de como os dois se tornaram um casal.

“Desço as escadas e dou de cara com o meu branquinho me pedindo em casamento😱Oiii? Como assim Deus 🤯😍 são 4 meses de muita história, quando conheci Lucas em Tulum fiquei maluca pois pensei que era gringo😂😂😂 até ele vim e falar comigo oi te acompanhei na fazenda posso tirar uma foto com você?!” , escreveu.

“Obviamente eu disse sim, com toda certeza que é ele o homem que eu quero compartilhar todos os momentos, sonho e etc. Te amo”, disse Jojo.

O namoro de Jojo e Lucas era mantido em segredo e foi vazado por revistas de fofoca no último mês. Agora, o casal é mais do que oficial.

Astro de ‘Empire’ é condenado por mentir sobre ataque racista e homofóbico

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Foto: Reprodução.

Jussie Smollett, ex-astro de “Empire” que iniciou uma tempestade em 2019 quando alegou ser vítima de um ataque homofóbico e racista, foi condenado na quinta-feira por cinco acusações de mentir para a polícia sobre o incidente. De acordo com a Variety, as acusações acarretam uma potencial sentença máxima de três anos de prisão, mas é mais provável que resultem em uma sentença de liberdade condicional.

Dan Webb, o promotor especial que atuou no caso, disse que a falsa acusação de Smollett prejudicou a cidade e argumentou que Smollett havia agravado sua má conduta mentindo no banco das testemunhas.

O advogado de Smollett, Nenye Uche, disse à Associated Press que Smollett apelaria da condenação e está empenhado em limpar seu nome. “Infelizmente, estávamos enfrentando uma batalha difícil em que Jussie já havia sido julgado e condenado pela mídia e, então, tínhamos que fazer com que o júri esquecesse ou revelasse todas as notícias negativas que eles ouviram nos últimos três anos”. Uche disse a repórteres.

Nenhuma data de sentença foi definida e Smollett permanece em liberdade sob fiança. O júri começou a deliberar na quarta-feira e levou nove horas no total.

Em janeiro de 2019, Jussie disse que sofreu um ataque em Chicago após sair do hotel onde estava hospedado para comer um lanche. Aproximadamente as 2h da manhã, dois homens, usando máscaras de ski o teriam rendido. “Você que é o gay de Empire?“. Jussie alegou que tentou revidar, mas foi agredido e quebrou uma costela. Os homens tentaram enforcá-lo com um cordão enquanto jogavam alvejante em cima dele gritando: “Este é o país do Make America Great Again“, slogan do presidente Donald Trump.

A polícia investigou o caso e, três semanas depois, anunciou que se tratava de uma farsa e que Smollett pagou US $ 3.500 a dois irmãos, Abimbola e Olabinjo Osundairo, para encenar o ataque.

Os dois irmãos testemunharam no julgamento, dizendo aos jurados que Jussie Smollett os havia levado para uma “simulação”, dado dinheiro e pedido a eles para bater nele, “não com muita força”. Jussie também testemunhou e continua defendendo sua inocência. Ele diz que os irmãos Osundairo são mentirosos e que ele foi realmente agredido.

“Quem me leva para passear”: Elisa Lucinda lança novo livro

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Foto: Lucas Leffa.

Recém-chegada da Bienal de Portugal, a escritora e multiartista lança seu 19º livro enquanto estreia dois filmes no Festival do Rio, duas séries na Amazon Prime e outros projetos sociais pela Casa Poema.

Elisa Lucinda possui uma dinâmica de alto movimento – e a atual fase da poetisa, atriz, escritora e multiartista pode comprovar isso. No próximo dia 13 de dezembro na Blooks Livraria de Botafogo ela dá início a mais um passo lançando pela Editora Malê seu 19º livro, a autoficção Quem Me Leva para Passear retornando a personagem Edite, do “Livro do Avesso” (2019) que já está em vias da quarta edição. Fazendo uso da técnica literária fluxo de consciência, a escritora vai nos permitindo conhecer o pensamento de Edite que, em seu monólogo interior, com amor e humor, nos conduz a aprimorar o olhar para a vida e nos provoca na liberdade íntima do pensar.

“No primeiro volume da série ‘O pensamento de Edite / Livro do Avesso’, ainda não sabíamos que Edite era uma cozinheira e acompanhávamos seu pensamento diário como se estivéssemos lendo alguém que anota tudo que pensa. Neste segundo, não. Ela não escreve, mas nós temos acesso ao que ela pensa. Estamos dentro da cabeça de Edite vivendo com ela os seus sonhos, sua geografia, suas incongruências, contradições, falhas e epifanias, para o que der e vier. Na cabeça de Edite cabe tudo. É um bairro, uma praça imensa, um palácio, um quarteirão, um país. Seu nome próprio, que é também um verbo, já diz a que veio: Edite”, sintetiza a autora.

Em seu processo de escrita, Elisa costuma pedir a amigos que leiam seus originais em voz alta “para que ela possa ter a noção da força oral daqueles arranjos de palavras e fazer assim os ajustes rítmicos do tecido em prosa coloquial e poética ao mesmo tempo”, reforça a capixaba. O ritual se repetirá no dia do lançamento, com presenças a serem confirmadas. Dentre os eleitos esteve Lázaro Ramos, que depõe na quarta capa do livro suas impressões da história: “Me transportei imediatamente para o universo de Edite que sim, em muitos momentos parecia ser algo particular, do exercício da liberdade dessa mulher preta cheia de desejos, uma querente por excelência e em outros momentos ela era muitas. Percebi pensamentos íntimos de avós, primas, tias, mãe ou até de desconhecidas. Edite é isso…. Uma ótima companhia para o nosso existir”, resume o ator, escritor e diretor.

A parceria dos dois, aliás, vai além. A conexão criada com a personagem foi tanta que Lázaro está produzindo o podcast dos pensamentos de Edite, que serão gravados na voz da autora. E a dobradinha do ator com Elisa poderá ser vista ainda em “Papai é Pop”, filme de Caíto Ortiz que estreia no Festival do Rio e onde Elisa interpreta a mãe de Lázaro que, na trama, é casado com a personagem de Paola Oliveira. No mesmo festival, Lucinda também integra o elenco de outro lançamento, O Pai da Rita”, de Joel Zito, onde faz par romântico com Ailton Graça.

Recém-chegada de Portugal, onde representou o Brasil na Bienal Internacional de Poesias de Oeiras, a poetisa segue gravando a segunda temporada de “Manhãs de Setembro”, do Amazon Prime, onde interpreta Vanusa, a voz na consciência de Cassandra (Liniker) uma mulher trans que trabalha como motogirl. Na mesma plataforma, Elisa integra a série “Desjuntados”, dando vida à mãe do personagem Marcinho, interpretado pelo ator e comediante Yuri Marçal, enquanto aguarda o lançamento, pela Fox Disney, da série “Não foi minha culpa”, sobre violência feminina, dirigida por Susana Lira.

E não para por aí: a atriz ganhou o Prêmio Especial do Júri no Festival de Gramado (2020) e, neste dezembro, tomou posse na Academia Brasileira de Cultura, ocupando a cadeira de Olavo Bilac e figurando entre nomes como Zeca Pagodinho, Elza Soares, Christiane Torloni, Ana Botafogo, Carlinhos de Jesus, entre outros. Ainda este mês filma sua participação como uma diretora de escola no filme “Meninas não choram”, produzido pela Morena Filmes. Neste começo de abertura pós pandemia, Lucinda segue numa frenética agenda em que viaja várias capitais do país com suas palestras nos projetos Diálogos Contemporâneos e Histórias Brilhantes.

A profunda relação de Elisa com Adélia Prado aparece em alguns pontos nesta fase profissional. Além de ter escolhido o dia do aniversário da renomada poetisa para o lançamento de “Quem me leva para passear”, Elisa foi convidada pela Editora Record para apresentar a edição especial e limitada de quatro livros de Adélia (A faca no peito / Coração Disparado / Bagagem / Oráculos de maio), onde versa sobre a obra da autora mineira num livreto de 45 páginas.

Pela sua produtora junto à atriz e diretora Geovana Pires, Casa Poema, em parceria com MPT e OIT, Lucinda realiza dois projetos: “Sankofa”, que apresenta poesia falada nos quilombos, e “Catadoras de Poesia”, projeto em parceria com a Flup – Festa Literária das Periferias onde ministra aulas de poesia falada para mulheres de uma cooperativa de catadoras de papel.

“Enquanto Edite cozinha, refoga devagarinho o alho para o seu arroz soltinho, ela vai cozinhando o mundo ao seu redor. Bota no fogo os culpados, fatia e descasca hipocrisias, cheira mentiras e deixa de molho a injustiça. (…) Eu chamo Elisa Lucinda de furacão”, declara a escritora e chefe de cozinha Paola Carosella na orelha do novo livro.

Título: Quem me leva para passear

Autora: Elisa Lucinda

Assunto: Ficção brasileira

ISBN: 978-65-87746-64-7            

Páginas: 196

Sinopse: Em “Quem me leva para passear” Elisa Lucinda retorna a personagem Edite, do “Livro do avesso”. Fazendo uso da técnica literária fluxo de consciência, Elisa vai nos permitindo conhecer o pensamento de Edite, que em seu monólogo interior com amor e humor nos conduz a aprimorar o olhar para a vida.

Gil do vigor na Califórnia: Série estreia na Globoplay

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Gil do Vigor chamou a atenção dos brasileiros ao participar do “Big Brother Brasil 21″, e sair demonstrando muita felicidade e espontaneidade ao conhecer o reality show da Globo.

O rapaz não saiu como vencedor da temporada, mas ganhou fama com suas expressões, como “vigoroso” e “regozijo” e, agora, é estreia, nesta quinta-feira (09), um documentário sobre sua vida no Globoplay.

Pretendendo mostrar o caminho que ele percorreu na Califórnia, onde ele está cursando seu PhD em economia. O documentário pensa em mostrar as dificuldades e vitórias que ele anda passando no local. 

Segundo a diretora Patricia Cupello, o projeto se estrutura em quatro pilares da vida de Gil: educação, família, religião e sexualidade. O documentário explora desde a vida de Gil no Brasil, em Pernambuco, antes do Big Brother, até o início da trajetória dele na Califórnia, Estados Unidos, onde foi fazer PhD em Economia. 

“Quando chego nos Estados Unidos, me deparo com tantas dificuldades, aquilo me deixa um pouco em choque. Vocês vão ver eu me quebrando um pouquinho pra um mundo novo, medos que eu nem sabia que eu tinha, desafios diferentes. Vocês vão ver minha história, minha família”, explica ele.

Gil do Vigor falou sobre os primeiros dias na Califórnia e como é viver longe da família e disse que a série mostra um pouco disso. “Teve altos e baixos, como tudo na vida. Fui me adaptando com a cultura, a alimentação, a língua, a comunicação mais lenta, a falta do abraço. O Ph.D. em si não está difícil. São assuntos que já vi no Brasil. E, assim, sou vigoroso. Sento a bunda na cadeira e estudo”.

Após selarem paz, Kanye West e Drake anunciam show beneficente em Los Angeles, saiba como assistir

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Foto: Associated Press

O concerto beneficente ‘Free Larry Hoover’ tem por objetivo promover a conscientização da reforma carcerária e do sistema penal norte americano; show será transmitido ao vivo no Amazon Music e no Prime Video na sexta, 10 de dezembro.

Kanye West e Drake selaram a paz. Rappers, que nos últimos anos se envolveram numa série de polêmicas e troca de ofensas, confirmaram o compromisso de amizade ao anunciarem o show ‘Free Larry Hoover’ (Libertem Larry Hoover, em tradução livre). Título do evento faz referência a Larry Hoover, condenado a seis sentenças de prisão perpétua, decisão que foi considerada injusta por muitos. Em entrevista para a NME, Kanye comentou sobre o evento: “Acredito que este show não apenas trará consciência para a nossa causa, mas também provará para as pessoas em todos os lugares o quanto mais podemos realizar quando colocamos nosso orgulho de lado e nos unimos”.

O Amazon Music e o Prime Video anunciaram nesta quinta-feira (9) que irão transmitir em tempo real, e de forma exclusiva, o primeiro show ao vivo de Kanye West em cinco anos, com o convidado especial Drake. O show, que acontece no Los Angeles Memorial Coliseum, será transmitido globalmente no Prime Video em mais de 240 países e territórios na sexta-feira, 10 de dezembro à 01h (horário de Brasília), bem como no aplicativo Amazon Music e no canal do Amazon Music na Twitch. O show beneficente gratuito ‘Free Larry Hoover‘ também estará disponível no Prime Video após a transmissão ao vivo.

Kanye dedicou o concerto beneficente a aumentar a conscientização sobre a necessidade da reforma carcerária e do sistema penal americano, e apoiar reformas legais e os defensores da comunidade, incluindo os grupos Ex-Cons for Community and Social Change, Hustle 2.0 Uptown People’s Law Center.

“Estamos extremamente orgulhosos de trabalhar com Kanye e Drake neste concerto histórico em apoio a uma causa pela qual eles são tão apaixonados, e de colaborar em toda a Amazon para este evento de entretenimento épico”, disse Jennifer Salke, head do Amazon Studios. Steve Boom, vice-presidente do Amazon Music, afirma: “Nós construímos um lar para os eventos de transmissão ao vivo mais importantes e ver essas estrelas globais no palco juntos será imperdível para os fãs de todo o mundo”.

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