“O céu é o limite”, diz Dan Sousa, criador da Xeidiarte, marca que valoriza a cultura negra na moda, arte e papelaria

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“O céu é o limite”, diz Dan Sousa, criador da Xeidiarte, marca que valoriza a cultura negra na moda, arte e papelaria
Naira Pires e Dan Sousa, criadores da Xeidiarte, Foto: Divulgação.

Nascida como uma página de charges e caricaturas no Facebook, a Xeidiarte deu largos passos desde que se tornou uma marca de moda, arte e papelaria, em 2017. Com estampas e desenhos que passam mensagens de valorização e empoderamento através da cultura negra, a marca tem se expandido e alcançado cada vez mais pessoas nas redes sociais e nas ruas.

Por trás da Xeidi, como é chamada carinhosamente, está o casal Dan Sousa e Naira Pires, que se mudaram de Salvador para São Paulo, cidade que testemunhou o nascimento do negócio. “A Xeidiarte nasceu como uma válvula de escape, eu precisava de um espaço onde eu pudesse publicar as minhas ilustrações, charges e falar de assuntos que eu não tinha espaço dentro das agências”, relembra Dan, que é designer gráfico de formação.

Depois de um tempo se equilibrando entre o sonho da Xeidiarte e os trabalhos formais em agências, a empresa foi criando corpo e sendo cada vez mais reconhecida pelo público, o que deu a Dan a oportunidade de se dedicar exclusivamente ao seu sonho em julho deste ano. “Com o crescimento da Xeidiarte, que começou a exigir mais de mim, eu acreditando cada vez mais na marca, decidi pedir demissão”, conta ele.

O catálogo da marca vai de camisetas a cadernos, agendas, passando também por calendários, mas para Dan a marca pode realizar tudo que a criatividade e a necessidade do cliente permitir. “Hoje a gente tem esses materiais de moda, arte e papelaria, mas o céu é o limite.Tudo o que você pensar que possa aplicar alguma arte, alguma ilustração, a gente vai ter na Xeidiarte com o tempo”, projeta.

A procura por produtos que carreguem mensagens de valorização da ancestralidade e cultura negra só cresce. De acordo com Dan, o aumento ficou ainda mais perceptível em 2020. “Eu tenho percebido esse aumento, principalmente após a “onda antirracista”, depois do assassinato de George Floyd. As pessoas passaram a seguir mais a página, a adquirir mais os produtos e os nossos conteúdos” diz o designer.

O processo criativo da marca tem início na observação dos temas que estão em alta, sendo discutido nas redes sociais. “Partindo do pilar da cultura negra, eu olho muito o que está rolando nas redes sociais, de quem as pessoas estão falando, quais conteúdos estão sendo mais vistos e procurados, e como fazer isso dentro do nosso perfil, dentro da nossa essência”, conta.

Um dos exemplos dados pelo dono da Xeidiarte é a estampa do continente africano. “As pessoas sempre pediam uma camiseta com essa estama, mas existem muitas possibilidades e eu não fiz até que eu encontrasse um diferencial. Quando eu encontrei o provérbio africano estampamos na camiseta, foi o gatilho para a criação, que me levou a buscar referências diferenciadas de etnias no continente, que eu quis mostrar toda a diversidade desse continente que tem mais de 54 países com 1,3 bilhão de pessoas/”, revela.

Atualmente, Dan trabalha exclusivamente para a marca, a esposa dele e sua irmã completam a equipe e trabalham em tempo parcial no empreendimento, que também impacta outras famílias financeiramente, por meio da contratação de fornecedores, gráficas, confecções e papelarias. Quer saber mais sobre a Xeidiarte? Acesse: https://www.xeidiarte.com.br/.

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