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Mulher sofre racismo em shopping de Santos e fica em estado de choque

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Foto: Reprodução.

Uma mulher de 55 anos que não quis ser identificada foi vítima de racismo dentro de um shopping na cidade de Santos, no litoral de São Paulo, e está em choque com o ocorrido. Quem fez a denúncia foi a filha, Laila dos Santos, de 35 anos, que estava com a mãe no momento do crime.

Segundo relato, uma mulher de 34 anos apontou o dedo e disse em voz alta que “preto tem que morrer”. Laila chamou a Polícia Militar e a racista foi presa em flagrante.

“Essa menina entrou na loja, cutucou a minha mãe e apontou o dedo na cara da minha mãe e falou que ‘preto tem que morrer’. Ela falou em alto tom, e uma funcionária da loja e outras pessoas ouviram”, contou Laila ao G1.

O caso ocorreu dentro da loja Riachuelo, no Shopping Praiamar, e teria sido testemunhado por dezenas de clientes que faziam compras pelo local. O caso repercutiu após ter sido compartilhado nas redes sociais.

“Essa menina entrou na loja, cutucou a minha mãe e apontou o dedo na cara da minha mãe e falou que ‘preto tem que morrer’. Ela falou em alto tom, e uma funcionária da loja e outras pessoas ouviram”, contou Laila.

De acordo com a filha da vítima, a mulher tentou reverter a situação dizendo que precisava ir embora e chamou a mãe dela. A senhora teria afirmado que a filha estava fora de si, pois tem problemas mentais e possui um laudo psiquiátrico.

Laila ainda contou que foi desencorajada por seguranças da loja e por algumas testemunhas a fazer a denúncia. “Todo mundo falava que isso não ia dar em nada. Mas, eu afirmei que iria até o final e ia registrar um boletim de ocorrência. Estão ofendendo e matando pessoas utilizando como pretexto laudos para fazer o que querem, e isso tem que ser impedido”. Laila diz que, por conta das falas racistas, a mãe dela “está em estado de choque até agora”.

“Quando pais negros ascendem socialmente, desenvolve uma paternidade participativa”, diz diretor adjunto da ONG Promundo

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Luciano Ramos, diretor adjunto da ONG Promundo (Foto: Divulgação)

Luciano Ramos, morador do Rio de Janeiro, é pai de uma menina de 2 anos, diretor adjunto da ONG Promundo, consultor em Masculinidades e Paternidades e autor do livro infantil “Quinzinho“. Em 2021, Luciano coordenou o Primeiro Relatório Sobre as Paternidades Negras no Brasil pela ONG, que obteve um resultado alarmante: “95% dos pais negros têm dificuldade de falar sobre racismo com os filhos”.

Em entrevista ao MUNDO NEGRO, Luciano falou sobre esse resultado. “Está muito ligado a forma como nós fomos educados, socializados. O racismo sempre existiu, mas ele sempre foi um tabu. Ao mesmo tempo em que ele existe e a gente sofre isso no cotidiano, enquanto homens e mulheres pessoas negras, ele fica ali numa penumbra, como se não existisse. Isso faz com que pouco se aborda nos espaços de políticas públicas, na escola, nos espaços oficiais e dentro de casa. O que a gente não aprende a falar, a gente também não fala. O que a gente não aprofunda tanto o entendimento, a gente também fica sem ferramentas pra poder falar sobre, é um grande problema dentro da sociedade brasileira”. 

“Nós fomos um país escravagista, mas fomos o último país a abolir a escravidão, ou seja, nós fomos fundados a partir do racismo, organizados a partir do racismo e pouco se fala sobre racismo. E aí a gente tem um problema dentro disso, que é: os pais não trazem isso pra dentro de casa, não dialogam sobre isso com seus filhos e a gente tem que criar ferramentas para que esses debates cheguem dentro de casa para que eles ocupem os espaços familiares, instrumentalizar os pais para que consigam falar sobre isso, para que tenham ferramentas para dialogar sobre isso com os seus filhos”, explica o diretor adjunto do Promundo.

Luciano também reflete nas principais dificuldades de ser um pai negro atualmente. “Na pós-pandemia está muito relacionado a falta de emprego, a própria miséria, a fome porque a gente sabe que essas mazelas caíram sobre famílias negras no Brasil”. Segundo pesquisa da Rede Penssan divulgada em 2020, 55,2% dos brasileiros vivem com insegurança alimentar. 

Por outro lado, o Primeiro Relatório Sobre as Paternidades Negras no Brasil aponta como os pais conseguem ser participativos. “Quando pais negros conseguem ascender socialmente, academicamente, financeiramente, eles têm muito mais instrumentos pra paternar”, diz Luciano.

Ele explica: “Isso ficou evidente quando mais de 270 homens negros responderam a pesquisa e a maioria são homens com o terceiro grau completo, ensino superior. Alguns com pós-graduação, outros com mestrado. E eles falam que isso criou muita possibilidade para que eles pudessem paternar com mais tranquilidade porque eles não estão preocupados se terão dinheiro no mês seguinte porque eles já estão empregados. Existe muita estabilidade para esses homens conseguirem paternar. Então esses elementos externos também são e serão muito importantes para o desenvolvimento de uma paternidade participativa”.

O livro ‘Quinzinho’ é o segundo mais vendido da editora Caqui (Foto: Reprodução/Instagram)

Em 2019, Luciano estava em um projeto do Promundo para dar aulas sobre Masculinidades e Paternidades Negras. Foi quando se deu conta que encontrou pouquíssimos livros infantis sobre o tema. E quando se tornou pai, em 2020, Luciano diz que teve essa preocupação em como dialogar com a filha sobre paternidades negras. Foi a partir disso, que ele escreveu o livro infantil “Quinzinho”, o segundo mais vendido da editora Caqui.

O livro conta a história do menino Quinzinho e sua família, que trazem a reflexão da importância do orgulho de ser preto e preta, o empoderamento das crianças pretas para enfrentar o racismo e a relação da criança com o seu pai mostra, que apresenta uma dimensão de uma masculinidade alternativa e afetuosa.

Segundo Luciano, o livro teve um retorno positivo dos pequenos leitores: “Muitos meninos negros dizendo o quanto se percebiam no personagem e alguns até diziam: ‘o pai do Quinzinho parece com o meu pai’. Era muito bonito ouvir isso”.

Luciano e filha de 2 anos e 6 mesess (Foto: Arquivo pessoal)

O homem negro e a ausência paterna

“Eu não tive presença paterna. Assim que eu nasci com a minha irmã gêmea, a Luciana, meu pai foi embora. Eu passei por todos os estágios relacionados à questão da ausência paterna. Desde o fato de buscar referências que pudessem ocupar este lugar da paternidade em pessoas externas, até negar a importância da figura paterna na vida do indivíduo em desenvolvimento. Até o momento em que eu consegui vivenciar esse luto da ausência da paternidade e trabalhar isso. Mas foram muitos anos trabalhando isso, inclusive até decidi que eu queria ter de fato um filho porque o não ter uma referência também nos leva a refletir muito como é exercitar um modelo de algo que você não conhece na prática”, relata Luciano. 

O consultor de Masculinidades e Paternidades tem aprendido na prática o que é ser pai com a filha de dois anos e meio. “Quando você exerce paternidade participativa, tem todos os elementos de cuidado, de estar juntos, de acompanhar e de promover o processo de desenvolvimento. Isso demanda também disposição em fazer e entender que toda vez que eu faço isso, eu também estou abrindo porta para outros entenderem que é possível e que deverão fazer porque paternidade e maternidade devem caminhar juntos, no mesmo grau de importância”, afirma.

Para Luciano, a forma de pensar e agir a paternidade ainda tem resquícios da escravidão e por isso, afeta nas relações e nas memóras, ou a falta delas. “Somente em 2020, 80 mil crianças não tiveram no registro de nascimento o nome do pai e a maioria dessas crianças são negras. A ausência da paternidade negra ela não é um elemento isolado ou que se dá apenas por um ato voluntário, isso está ligado também a história, ao fato de que homens negros não foram sequestrados pro Brasil para paternar. Eles foram sequestrados para serem forças brutas de trabalho, para serem animalizados. E isso fala muito, historicamente em nós”. 

E continua com a reflexão: “Que memória de paternidade nós temos? O que existe agora é uma tomada de consciência de que esse lugar da paternidade também é do homem negro, que isso também é um direito do homem negro, que são fatos extremamente distintos, da leitura que em geral é feita no Brasil e nos países do ocidente”.

Marcos Luca Valentim e Diego Moraes mostram que paternidade começa bem antes do parto

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Foto: Arquivo Pessoal.

A paternidade não é tão construída como um sonho para os meninos como a maternidade é incutida na mentalidade de meninas desde a infância, mas, ainda assim, uma nova geração de pais pretos que sonham em construir uma família e levar adiante seu legado está a todo vapor. Dois desses exemplos são os jornalistas e colegas Marcos Luca Valentim e Diego Moraes.

Além do cotidiano no Esporte da Globo, os dois também têm agora mais uma coisa em comum, estão esperando o nascimento de seus filhos ao mesmo tempo e dois deles serão xarás. Marcos Luca Valentim e Elis Regina esperam pelos gêmeos Akin e Malik, enquanto Diego Moraes e Aline Silva esperam também por um Malik.

Marcos Luca e Elis esperam pelos gêmeos Akin e Malik.

Diego já pensava em ter filhos antes mesmo de estar com Aline, e lembra que a gestação de Malik foi planejada. “Depois das Olimpíadas de Tóquio, a gente decidiu começar as tentativas e em abril veio a notícia. No começo eu não soube nem reagir, mas conforme a ficha foi caindo, aquele desejo que já existia veio junto com a alegria e a expectativa”, relembra.

“Acompanhar a gestação, os exames, a rotina eu sempre quis fazer isso. O meu trabalho é uma loucura e eu tento estar em todos os lugares sempre, eu dou um jeito, eu vou a todos exames, eu tô com ela vou a tudo. Onde ela vai eu estou com ela. Porque eu acho importante não só pra mim enquanto pai, mas pra ela enquanto mãe e pra nós enquanto família”, explica Marcos sobre o papel do pai enquanto as crianças não nasceram.

É comum ouvir, na sociedade, que o pai só se torna pai depois que a criança nasce, enquanto a mãe já vivencia o processo da gestação de uma maneira mais intensa. Mas essa não é a realidade destes dois pais de primeira viagem. Para Marcos, o sentimento de paternidade já é totalmente presente. “Eu me sinto pai, sim. Me sinto porque eu cuido deles. Ao cuidar da Elis eu estou cuidando dela e deles também. Vou vou sentir pela primeira vez agora o que é ser pai no dia dos pais e no ano que vem o que é ser pai já com meus filho comigo”, define.

Diego Moraes e Aline Silva aguardam o primogênito Malik.

Para Diego, o sentimento vem junto com a vontade de mostrar para o filho o seu trabalho como atleta. “Eu nunca tinha pedido para amigos gravarem competições minhas, mas no Pan-Americano de Karatê, eu pedi para um amigo gravar, para que o meu filho pudesse me ver lutando”, relembra o atleta jornalista, que ficou em segundo lugar na competição e ganhou uma medalha defendendo o Brasil, e que dedicou a vitória ao filho.

“Acompanhar a rotina dos exames, as sensações, os desejos, as vontades e as necessidades é importante também nesse dia-a-dia. Estar juntos nesses momentos é importante e faz parte do se sentir pai e ser companheiro”, explica Diego.

Nascido numa família com mais três irmãos, além de tios e a presença do próprio pai, a masculinidade e a relação com homens da família é muito presente na vida de Marcos. Mesmo crescendo com os pais separados desde a infância, Marcos sempre contou com a presença do pai em sua vida. “A relação que eu tenho com ele com os outros homens da minha família é muito pautada no respeito. Pautada no afeto, no amor. Os homens da minha família sempre foram afetuosos cada um com sua maneira de mostrar”, revela.

Para o futuro, Diego idealiza uma relação de parceria com Malik. “Espero que ele possa contar comigo e dividir suas dificuldades sem medo de retaliações ou de ser julgado por suas escolhas”, projeta.

Sucesso de público, Ludmilla esgota ingressos do ‘Numanice’ em Belo Horizonte

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Ludmilla durante show do Numanice. Foto: Divulgação.

Neste próximo domingo (14), a cantora Ludmilla faz show do seu projeto de pagode ‘Numanice’ na capital mineira, Belo Horizonte. Verdadeiro fenômeno, todos os ingressos para o evento já estão esgotados antes mesmo do dia show. “Quero pedir pra todas as pessoas que não conseguiram comprar ingresso para não irem para a porta do evento, porque não tem mais ingresso, acabou”, destacou Ludmilla através do Instagram Stories. “Fico muito feliz com o carinho que vocês tem pelo Numanice. Muito obrigada galera, vamos nos divertir muito”.

Ludmilla durante show do ‘Numanice’. Foto: Ygor Maques.

Numanice‘ é o nome do projeto de pagode que a cantora tem em paralelo à sua carreira pop. O primeiro EP, fruto de uma promessa que a cantora cumpriu após dizer ao público que, se ela ganhasse o Prêmio Multishow, na categoria melhor cantora, em 2019, presentearia os fãs cantando no popular ritmo. Assim que Ludmilla pegou seu prêmio, reafirmou o compromisso e entregou aos fãs o bem-sucedido projeto. O sucesso foi tanto que o projeto ganhou uma segunda parte, o ‘Numanice #2’.

Em Belo Horizonte, o evento será totalmente open bar, sem diferenciação entre os setores. O projeto de pagode da cantora vem lotando shows pelo Brasil. Edições do espetáculo já foram realizadas no Rio de Janeiro, São Paulo e Salvador.

Lucy Alves e Agnes Nunes são protagonistas em ‘Só Se For Por Amor’, nova série brasileira de drama

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Foto: Netflix.

As atrizes Lucy Alves e Agnes Nunes são as protagonistas da nova série brasileira ‘Só Se For Por Amor’, produção da Netflix. A trama, que estreia dia 21 de setembro na plataforma, é inspirada no jeitinho brasileiro de amar e de sofrer, trazendo ainda tópicos ligados à ambição e aos sonhos. “Do que vale a pena abrir mão para conseguir aquilo que você sempre quis?”, questiona a descrição da obra.

Embalada por muita música, com canções originais e outras já conhecidas pelo público, ‘Só Se For Por Amor‘ se passa em Goiás e conta a história do casal de músicos Deusa (Lucy Alves) e Tadeu (Filipe Bragança), ela da Paraíba e ele goiano. Super apaixonados e sonhando alto com a carreira musical, decidem criar uma banda, a Só Se For Por Amor, mas, assim que começam a fazer sucesso, Deusa recebe uma proposta de carreira solo do poderoso empresário César Marcolo (Gustavo Vaz). Ao seguirem rumos diferentes, a relação deles vai sofrer abalos, ao passo em que o grupo sairá em busca de uma nova vocalista. É quando surge Eva (Agnes Nunes), que carrega consigo um segredo.

Foto: Netflix.

Realizada pela empresa Coração da Selva para a Netflix, ‘Só Se For Por Amor‘ é dirigida por Ana Luiza Azevedo, Gisele Barroco e Joana Mariani, com direção musical de Ricco Viana e Ruben Feffer. A produção é de Geórgia Costa Araújo e do showrunner Luciano Patrick, que é também roteirista e criador da série.

5 filmes que enaltecem a representatividade da paternidade preta

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Filme 'Papai é Pop' com Lázaro Ramos estreia nos cinemas no dia 11 de agosto (Foto: Divulgação)

Com a chegada do Dia dos Pais neste domingo 14 de agosto, o MUNDO NEGRO selecionou cinco filme incríveis para curtir com o seu pai ou filho (a). A lista mostra a representatividade de bons exemplos de pais negros no audiovisual. Como primeiro da lista, tem o filme “Papai é Pop“, que estreou nos cinemas nesta semana e já pode ser uma ótima sugestão de passeio para comemorar a data.

Em entrevista ao MUNDO NEGRO sobre o lançamento do filme, Lázaro Ramos, disse que sonhava em fazer um filme sobre paternidade e ficou muito feliz quando surgiu o convite. “Apesar de ser vendido como comédia, o filme vai além disso, ele vai para um lugar de sensibilização, identificação e faz várias provocações”.

Estusiasmado para fazer outros filmes nessa temática, Lázaro fala sobre a visão dele sobre a paternidade: “Estamos atrasados nessa discussão. As semelhanças do abandono, do modelo de homem, do modelo da masculinidade e como expressar sua masculinidade vem muitas vezes pela violência e pela não permissão de você revelar um pouco de sua sensibilidade, isso é gravíssimo”, destaca Lázaro.

1 – Papai é Pop

Em exibição nos cinemas, Tom (Lázaro Ramos) e Elisa (Paolla Oliveira) veem sua rotina se transformar com o nascimento de sua filha Laura. A adaptação de Tom à nova vida interfere no vínculo do casal, além de mexer com a relação com sua mãe, Gladys (Elisa Lucinda), que o criou sozinha.

2 – King Richard: Criando Campeãs

O filme é uma obra biográfica sobre a vida de Richard Williams (Will Smith), um pai dedicado e determinado a tornar suas filhas, Venus (Saniyya Sidney) e Serena (Demi Singleton), em lendas do tênis. O pai treina as meninas – faça sol ou faça chuva – nas quadras de Comptom, com métodos pouco tradicionais, as tornando duas maiores atletas de todos os tempos. O filme rendeu o Oscar de Melhor Ator para Will Smith. Disponível na HBO Max.

3 – Paternidade

O filme estrelado por Kevin Hart, relata a história do Matthew Logelin, um recente viúvo que luta para tentar criar sua filha sozinha, com medos e críticas da capacidade dele exercer o seu papel de pai. O ator Kevin Hart surpreende os fãs sensibilidade de atuar um drama, com um personagem que enfrenta dúvidas, medos e muitas dores de cabeça. Disponível na Netflix.

4 – O Mordomo da Casa Branca

Baseado em uma história real, Cecil (Forest Whitaker) viveu a dureza da escravidão. Depois, trabalhou como mordomo na Casa Branca e testemunhou acontecimentos que mudaram o rumo da nação durante oito mandatos presidenciais. Enquanto ele lidava com a turbulência da luta pelos direitos civis da população negra, ele vivia o conflito de evitar entrar em qualquer assunto político para manter o seu emprego e sustentar a esposa Gloria (Oprah Wnfrey) e o filho Louis (David Oyelowo), que se envolve nas manifestações ao ingressar na faculdade e fica em conflito com o pai sobre os ideiais de um homem negro. Disponível na HBO Max e Apple TV.

5 – A Creche do Papai

Um clássico das comédias! Enquanto sua esposa, Kim (Regina King), sustenta a casa, o desempregado Charlie (Eddie Murphy) passa os dias cuidando do filho. Com a ajuda de um amigo, Charlie decide abrir uma creche. A ideia dá certo e logo contratam mais um empregado para dar conta de todas as crianças e Charlie precisa lidar com muitas burocracias.

Contratações de estagiários negros aumentam 235%, em 3 anos; O que isso quer dizer?

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Foto: Reprodução.

Por Alexon Fernandes

O estudo feito pela Central de Estágios que mostra um aumento de 235% nas contratações de estagiários negros, entre 2018 e 2021, é sem dúvida uma notícia muito boa. Principalmente, se considerarmos que, segundo o levantamento, as áreas que mais contrataram foram finanças, engenharia, atendimento ao cliente, marketing e vendas. Áreas que historicamente têm baixíssima participação de negros. Entretanto, precisamos considerar alguns fatores.

O primeiro deles é que, apesar do percentual ser expressivo, a base de comparação ainda é muito pequena. Estamos falando de um total de um pouco mais de 2.000 estagiários negros em atividade em 2021, mostrando em números absolutos que a quantidade de estudantes ou recém-graduados negros que têm acesso às vagas de estágio ainda é bem distante do razoável.

O levantamento também aponta que entre os pontos positivos estão a flexibilização de pré-requisitos como inglês e Excel, a criação de programas de capacitação, o estabelecimento de metas de diversidade e a sensibilização da liderança. O que explicita que projetos de diversidade são frutos de decisões estratégicas. Ao optar por captar talentos e treiná-los, ao invés de buscá-los “prontos”, empresas aumentam as oportunidades para que pessoas de grupos minorizados ingressem e progridam em suas trajetórias profissionais.

Fica evidente que a liderança tem papel fundamental. Afinal, a decisão de adotar modelos de recrutamento e seleção que valorizem características que são inatas aos candidatos – e não somente os conhecimentos de línguas estrangeiras ou de ferramentas de informática – é uma de uma ação estratégica. Da mesma forma, ter políticas internas bem definidas que permitam o treinamento de profissionais negros, potencializando suas habilidades, possibilita que os ambientes corporativos sejam mais diversos, dinâmicos e inovadores.

Por último, é necessário atenção especial ao modelo de divulgação de vagas. A comunicação deve ser atrativa e gerar conexão. Muitos RHs e áreas de comunicação insistem em modelos que não conversam com os profissionais negros. E aqui vai uma dica: contratar profissionais negros. Quanto mais diversidade nessas áreas, melhor.

Ebony English: aulas remotas impulsionam matrículas em curso de idiomas

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Escola de inglês, Ebony English teve crescimento de mais de 50% no número de alunos entre 2020 e 2021

Um dos impactos do distanciamento social durante a pandemia da covid-19 foi o estabelecimento do ensino à distância. Estudar remotamente em plataformas de ensino online fez com que a procura para um curso de idiomas crescesse significativamente. A escola premium Ebony English, instituição de ensino de línguas com base na cultura afro-diaspórica registrou um crescimento exponencial de mais de 50% de alunos que se matricularam durante o ano de 2020 para 2021, o que possibilitou a expansão da operação da escola  para o Brasil todo, através do segmento online. 

Com a possibilidade de se trabalhar home office e mais tempo para realizar determinadas atividades, muitas pessoas têm procurado alternativas de qualificação profissional, seja em curso na área de atuação ou em curso de idiomas. Uma pesquisa realizada  pela British Council afirmou que 10,36% das pessoas têm desejo de aprender inglês, mas que falta tempo para estudar e sempre prolonga para o meio do ano, ou como objetivos dos próximos anos. 

A Ebony English abriu matrículas para o segundo semestre para alunos de todas as idades e todas as regiões do Brasil e do mundo, de forma remota pela plataforma exclusiva da instituição com encontros em salas de aulas virtuais. Marta Celestino, CEO da escola de inglês conta que: “Os cursos da Ebony foram feitos para quem precisa e quer falar inglês rapidamente com segurança e objetividade a partir da cultura afro-diáspora. Divididos em 4 módulos de ensino com a cultura negra aplicada, a escola oferece evolução na comunicação, a partir do primeiro módulo, além de formação específica para certificação de proficiência”, detalha.

As matrículas podem ser feitas pela internet diretamente pelo e-mail: atendimento@ebonyenglish.com.br com o título “QUERO ME MATRICULAR” e a equipe entrará em contato para mais informações e para dar andamento no processo de matrícula. 

Cardi B revela que utiliza água com cebola para manter o cabelo saudável: “Não tem cheiro”

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Foto: Dia Dipasupil/Getty Images.

A rapper Cardi B utilizou as redes sociais para compartilhar seus segredos de beleza relacionados à saúde capilar. Exibindo os longos fios naturais, a artista contou que utiliza uma mistura de água com cebola para manter os fios fortes e brilhosos. Anteriormente, a rapper já tinha comentado que utilizava diversas misturas naturais com azeite de oliva para a manutenção pessoal do cabelo.

“Nas minhas últimas 2 lavagens, fervi cebolas em água para lavar o cabelo“, revelou Cardi. “Costumava fazer isto há 6 anos quando comecei a minha jornada saudável de crescimento do cabelo. Parei porque fiquei com muita preguiça. Não tem cheiro e noto que tem dado um brilho ao meu cabelo”.

@iamcardib

I beem using secret vegetable water on my hair….can you guess which vegetable is it? …heres a clue,I did a tutorial on it about 6 years ago

♬ 3 Little Pigs and The Big Bad Wolf – Jools TV

No passado, ela também já tinha compartilhado a utilização de óleos de mamona, coco, azeitona, rícino e argan para seus tratamentos capilares. “Desde criança, tenho problemas com o gerenciamento do meu cabelo e, há alguns anos, encontrei métodos diferentes que funcionam para mim e olho para o meu comprimento agora”, comentou Cardi em 2021. “Eu quero que as mulheres negras saibam que vocês não possuem “cabelo ruim”. Cabelo ruim não existe. Todo cabelo é bom”.

Nas redes, milhares de comentários surgiram pedindo para Cardi realizar um tutorial sobre a utilização das cebolas em água fervendo. Por hora, nos resta acompanhar a artista.

Spike Lee vem ao Brasil para evento de tecnologia e inovação

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Spike Lee vem ao Brasil em novembro
Foto: divulgação

Cineasta Spike Lee vai participar da segunda edição do Rio Innovation Week em novembro

Spike Lee vem ao Brasil em novembro para participar da segunda edição do Rio Innovation Week, que acontece de 8 a 11 de novembro. O cineasta está entre os palestrantes convidados para o evento que é considerado o maior da América Latina na área de tecnologia e inovação.

Além de Spike Lee, personalidades como a ginasta Rebeca Andrade e o canoísta Izaquias Queiroz e Bruce Dinkinson, vocalista do Iron Maiden também estão entre os convidados que devem falar no evento.

Neste ano, o Rio Innovation Week deve inaugurar uma nova área dentro do evento dedicada à Música, Cultura & Arte.

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