Home Blog Page 770

Cidade de Deus é exibido este final de semana na Globo; filme completou 20 anos em 2022

0

O clássico do cinema nacional Cidade de Deus, que completou 20 anos desde sua estreia em 2002, vai ser exibido na programação do final de semana da TV Globo. O filme conta a história de Dadinho/Zé Pequeno e da comunidade da CDD sob o olhar de Buscapé, um jovem que cresceu na Cidade de Deus e se tornou fotógrafo.

Em 2004, o filme, que foi responsável por revelar talentos como os atores Douglas Silva e Leandro Firmino, representou o Brasil no Oscar sendo indicado a Melhor Diretor, Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Edição e Melhor Fotografia. Hoje, Cidade de Deus é o segundo filme estrangeiro mais assistido do mundo, segundo levantamento da plataforma online Preply, que analisou os filmes e as séries em língua estrangeira mais populares através do IMDb.

Apesar do sucesso estrondoso e dos recordes de bilheteria, um triste aspecto do racismo estrutural do mundo das produções cinematográficas e do audiovisual de maneira geral, é a falta de reconhecimento dos atores e atrizes que fizeram o filme ser o sucesso que é, muitos deles tendo que lutar para conseguir pequenos papeis em trabalhos e outros seguindo no completo anonimato nos dias de hoje.

O filme vai ao ar na madrugada de domingo para segunda, às 2h da manhã, no Cinemaço.

Jovens negros protestam contra a motociata de Bolsonaro e são revistados pela PM

0
Foto: Lola Ferreira/UOL

Oito jovens negros não identificados protestaram dentro do ônibus da linha 474 (Jacaré x Copacabana) contra a motociata de apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL), ontem (7), em Copacabana (RJ). Eles foram obrigados a sair do veículo e revistados por três policiais militares do Batalhão de Choque logo em seguida. O presidente chegava à orla da praia da zona sul.

A foto dos jovens contra os bolsonaristas foi tirada por uma repórter do UOL que acompanhou o momento e viralizou nas redes sociais.

Uma testemunha filmou toda a ação. Nas imagens, é possível ver os jovens apoiados com as mãos no ônibus, enquanto os outros passageiros aguardavam dentro do veículo. A PM revistou roupas, bolsas e alimentos que os jovens portavam. Um dos policiais chegou a desbloquear o celular de um deles e mexeu em aplicativos e mensagens privadas. Outro jovem mostrou a carteira de trabalho.

Foto: Reprodução/UOL

Em nota ao UOL, a Polícia Militar afirma que o motivo da revista por devido a um roubo de celular em Copacabana, mas sem detalhes sobre a autoria do roubo e a relação com os jovens. 

Minutos antes da abordagem, os mesmos policiais fecharam o trânsito para facilitar o ato pró-Bolsonaro. Os jovens revistados, tinham se descubraçado na janela do ônibus, fizeram um “L” com a mão em referência ao candidato a presidente Lula (PT) e xingaram a motociata.

Segundo a reportagem, durante o trajeto, a motociata continuou a atrair a reprovação e o protestos nas ruas, mas também recebeu apoio de outros bolsonaristas.

Elenco de ‘Senhor dos Anéis’ se pronuncia e diz que ‘não irá tolerar’ ataques racistas

0
Foto: Amazon Studios.

Desde que foi anunciado o elenco de ‘Senhor dos Anéis: Os Anéis de Poder’, uma enxurrada de ataques direcionadas á série e aos atores negros ganharam força nas redes sociais. Um grupo substancial de fãs da obra de JRR Tolkien não aceita o fato da nova série incluir elfos e anãos negros, personagens ficcionais. O elenco da produção emitiu nesta última noite de quarta-feira (7) um comunicado repudiando os ataques racistas. “Nós estamos juntos em absoluta solidariedade e contra o racismo implacável, ameaças, assédio e abuso que alguns de nossos colegas negros estão sendo submetidos diariamente”, disse o comunicado.

“Nos recusamos a ignorar ou tolerar. Nosso mundo nunca foi todo branco, a fantasia nunca foi toda branca, a Terra-média não é toda branca. JRR Tolkien criou um mundo que, por definição, é multicultural”, completou a nota. “Um mundo em que povos livres de diferentes raças e culturas se unem, em comunhão, para derrotar as forças do mal. Anéis de Poder reflete isso”.

O elenco destacou ainda a forma como os fãs negros de ‘Senhor dos Anéis’ estão sendo atacados por grupos racistas na internet.Todo nosso amor e companheirismo aos fãs que nos apoiam, especialmente os fãs negros que estão sendo atacados simplesmente por existirem neste fandom. Vemos você, sua bravura e criatividade sem fim. Seus cosplays, fancams, fanarts e insights tornam esta comunidade um lugar mais rico e nos lembram do nosso propósito. Você é válido, você é amado e você pertence. Você é parte integrante da família Senhor dos Anéis, obrigado por nos apoiar”, informou.

Não é apenas ‘Senhor dos Anéis’ que vem enfrentando ofensas racistas na internet. Recentemente, o ator Steve Toussaint, também comentou sobre os ataques que ‘House Of The Dragon’, obra da HBO, recebeu por inserir atores negros em papéis de destaque. “Eles estão felizes aceitando dragões voando. Eles estão felizes com cabelos brancos e olhos violeta, mas não aceitam um negro? Aceitam dragões, mas não aceitam um negro rico. Isso está além dos limites”, disse Toussaint.

Ludmilla celebra estreia como atriz em Arcanjo Renegado: ‘Teve muita dedicação’

0
Foto: Reprodução

A série Arcanjo Renegado, que estreia hoje no Globoplay, revelou a participação da cantora Ludmilla que viverá a policial Diana

Hoje Ludmilla estreia como atriz na segunda temporada da série Arcanjo Renegado, transmitida pelo Globoplay e protagonizada por Marcelo Mello Júnior. A cantora vai viver a policial Diana, que integra uma equipe especializada em resolver conflitos em áreas de UPP.

A participação de Ludmilla tem gerado bastante expectativa do público, que agora pode conferir os resultados do primeiro trabalho de Ludmilla como atriz. A plataforma de stream responsável pela produção da série liberou o episódio em que Diana, personagem da artista, começa a sua história na trama.

“Estava ansiosa para ver o resultado junto com o público. É um lançamento muito diferente. Tomara que o publico curta, teve muita dedicação minha ali”, contou a cantora e agora atriz.

Ludmilla que também está se preparando para participar do Rock in Rio no próximo domingo, em que será um dos principais nomes do Palco Sunset.

Em celebração ao dia da Consciência Negra, IZA anuncia show na cidade de Salvador

0
IZA no Rock In Rio 2022. Foto: Fernando Schlaepfer.

A cantora IZA, que recentemente fez um espetáculo histórico no Rock In Rio, anunciou nesta quinta-feira (8) a realização de um show exclusivo em Salvador. Celebrando o dia da Consciência Negra, o evento acontecerá dia 20 de Novembro, na Concha Acústica do Teatro Castro Alves. “Tenho a chance de ser referência para muitas meninas negras como eu, posso oferecer representatividade e dizer a elas que podem ser quem quiserem”, diz IZA. “Será um encontro cheio de significados e beleza”.

Recentemente, a cantora lançou o projeto ‘Três’, acompanhado de um curta-metragem com grande produção visual. “Foi muito legal porque eu sempre quis misturar isso de cantar e atuar, junto com a dança. É um projeto que eu fiquei apaixonada antes de ficar pronto, por isso foi o processo de criação que eu mais gostei de fazer”, comemora IZA. Com forte presença em rádios, programas de televisão, festivais de música e capas de revista, rapidamente ela se tornou um dos rostos mais conhecidos da cena pop brasileira.

IZA no Rock In Rio 2022. Foto: Fernando Schlaepfer.

O show de IZA em Salvador será repleto de sucessos. Além das canções já conhecidas pelo público como ‘Pesadão’, ‘Dona de Mim’, ‘Ginga’ e ‘Brisa’, os registros lançados recentemente, como ‘Gueto‘, ‘Sem Filtro‘ e ‘‘ também irão compor a setlist do novo espetáculo.

Serviço:
IZA – Show Consciência Negra
Quando: 20 de novembro às 18h
Onde: Concha Acústica do Teatro Castro Alves
Quanto: Lote 01: R$ 120 (inteira)/ R$ 60 (meia). Lote 02: R$ 140 (inteira)/ R$ 70 (meia).
Vendas: Bilheteria do Teatro Castro Alves e página de venda.
Classificação indicativa: Livre

“Não existe monarquia sem racismo”, diz Ale Santos sobre Elizabeth II

0
Foto: Reprodução.

Nesta tarde de quinta-feira (8), o mundo recebeu a notícia do falecimento de Elizabeth II, a rainha do Reino Unido. Em entrevista ao Mundo Negro, o autor, roteirista e ativista Ale Santos comentou sobre a perpetuação do racismo e das violências contra pessoas negras e de países africanos, promovidos pelo reinado a monarca.

“A rainha Elizabeth II nunca se posicionou contra. É como se toda a coroa do passado não tivesse ligada à colonização e a a escravidão, ela finge que a coroa não não tem nada a ver com isso”, conta Ale. “Eu acho que ela queria realmente silenciar as pessoas que lembram da história, que lembram das consequências de toda a escravidão, as consequências que impactam a população negra. Talvez a forma de ignorar isso seja uma forma de não ter que lidar, não ter que compensar todo esse trauma que ela causou na sociedade”.

Elizabeth II. Foto: Reprodução.

Ale Santos também destaca a forma como a coroa britânica se manteve e se mantém insensível aos tópicos ligados ao racismo sistêmico na sociedade contemporânea. “Enquanto o mundo todo está discutindo, por exemplo, a questão de George Floyd, que foi uma ação que mobilizou todos os países do Ocidente, praticamente todos os países tiveram uma grande mobilização, tiveram manifestações no Brasil, vários líderes mundiais fizeram declarações sobre isso mas a Elizabeth fingiu que não, ela fingiu que dividia o outro mundo, vivendo ali num universo de fantasia branco onde está tudo bem, está tudo resolvido”, destacou o autor.  “E esse é o é um problema que é extremamente sombrio porque isso mostra que enquanto eles silenciam as discussões que são importantes para o povo negro eles também estão ainda afastando o próprio povo negro e ter a sua cidadania e se reconhecer dentro da sua própria sociedade”.

Ale conta ainda sobre como o racismo é uma característica diretamente ligada às monarquias europeias. O autor relembra que foram os monarcas europeus que incentivaram e ajudaram a propagar os ideais de supremacia branca. “Afirmo também que foram os monarcas que incentivaram e patrocinaram a escravidão. E sendo a monarquia uma linha de sucessão, só pode acontecer dentro da própria família, ou seja, é uma sucessão, é uma herança que vai sendo carregada por gerações e gerações e essas gerações futuras elas ainda estão ligadas com todos os privilégios criados da escravidão no passado”, destaca ele. “Não tem como eles não estarem conectados diretamente com aquele antepassado que era dono de não sei quantos escravos e que construiu todo o reino com base no sangue e no suor de pessoas negras africanas”.

Elizabeth II. Foto: Reprodução.

O autor do livro ‘O Último Ancestral’ também critica a forma como a imprensa brasileira lida com a morte da monarca britânica. “O tamanho da repercussão que a imprensa brasileira dá para a monarquia britânica mostra que uma parte do país ainda deseja ser mais europeu do que brasileiro“, enfatiza ele. “Rainha Elizabeth não é relevante pro povo que tá nas periferias de São Paulo ou Rio de Janeiro, não é símbolo da nossa Amazônia, dos nossos intelectuais cearenses. Mas a imprensa insiste em massificar as notícias da Coroa enquanto nosso povo ainda precisa aprender o básico da nossa própria história”.

Kanye West acusa Adidas de roubar suas criações e pede U$ 2 bilhões por danos contra sua marca

0
Foto: Ronald Martinez/Getty Images

O rapper Ye (Kanye West) voltou ao Instagram na semana passada com muitas publicações polêmicas envolvendo a marca Adidas. Segundo Kanye, a marca estava mudando as cores dos tênis feito em colaboração com ele.

“O fato da Adidas sentir que poderia colorir meus sapatos e nomeá-los sem minha aprovação é realmente louco. Eu realmente me importo em construir algo que mude o mundo e algo que eu possa deixar para meus filhos. Eles tentaram me comprar por 1 bilhão de dólares. Meus royalties no próximo ano são de 500 milhões de dólares sozinhos”, postou o rapper.

Para ele, o principal responsável pelas mudanças nos tênis Yeezy sem a sua aprovação é o Daniel Cherry, o novo vice-presidente sênior e gerente geral da Adidas.

Todos os posts já foram apagados do perfil e a Adidas não respondeu nenhuma publicação ou divulgou uma nota de esclarecimento publicamente. Mas agora o rapper afirma que já está em negociação com a marca. Ele divulgou parte das suas propostas para um novo contrato e pede, em uma das cláusulas, U$ 2 bilhões por danos contra sua marca, saúde mental, posição social, família, abuso emocional, por não abrir lojas físicas e mentir sobre a capacidade das fábricas.

“Pude ouvir a alegria na voz da minha equipe hoje. Adidas não quer mais confusão, os créditos do filme estão rolando. Essa guerra não era sobre dinheiro, era sobre o controle das nossas famílias, negócios, história e voz. Eu dei a oportunidade a eles de resolvermos de forma privada”, afirma.

Depois de expôr o problema com a Adidas, outros rappers importantes como Diddy promoveram um boicote contra a marca nas redes sociais, caso eles não se resolvessem com o Kanye West. “Desde a era do Run-DMC, a Adidas sempre usou o Hip Hop para construir sua marca e ganhar bilhões com nossa cultura. MAS SOMOS MAIS DO QUE APENAS CONSUMIDORES AGORA, SOMOS OS DONOS. Kanye West e YEEZY são a razão pela qual a Adidas é relevante para a cultura. SABEMOS O NOSSO VALOR! Cansei de usar produtos da Adidas até que eles façam isso direito!! Temos que nos apoiar”, publicou há dois dias.

Kanye West garantiu que agora o próximo alvo do “exposed” será a marca Gap, seguido de uma mensagem de sua equipe que dizia: “Prezado Ye, sua equipe jurídica recomenda que nos abstenhamos de postar qualquer coisa na Gap por mais 10 dias”.

Em resposta às denúncias feitas contra as marcas, Ye deixou apenas uma foto no Instagram abraçado com os filhos. “Algumas coisas são maiores que dinheiro. Meus filhos não têm ideia do que papai passou nos últimos dias sozinho para garantir a marca que um dia será entregue a eles. Se Deus quiser Esses futuros líderes nunca recuarão, serão roubados e forçados a se comprometer quem são para o cheque”.

Morre vice-campeão do “Bake Off Brasil”, aos 27 anos

0
Foto: Divulgação

Nathan Santos, vice-campeão da sétima edição do reality show “Bake Off Brasil“, morreu nesta quarta-feira (7), após sofrer uma parada cardiorrespiratória, em Maceió (AL). A informação foi confirmada em nota publicada pelo perfil do Instagram. “É com grande pesar que comunicamos o falecimento do inesquecível Nathan Santos. Em breve passaremos maiores informações”, publicou.

Durante sua participação no programa, o confeiteiro chegou a se afastar devido a um problema emocional. Em vídeo, ele desabafou sobre a pressão psicológica para competir no reality e ser bem-sucedido em sua confeitaria. No ateliê, sua especialidade era bolos de casamento e realizava cursos de doces.

A família dele pediu ajuda nas redes sociais para custear o velório e o enterro. “Estamos aqui na casa do Nathan tentando resolver, tentando solucionar, para proporcionar ao nosso amigo, o mais digno velório possível. A gente está aqui com a irmã dele, está todo mundo muito abatido e abalado”, relatou uma amiga próxima à Nathan no perfil dele. “Peço que vocês ajudem pelo menos compartilhando”, completou.  

Depois das gravações na quarta-feira (7), a apresentadora Nadja Haddad publicou um vídeo nas redes sociais para lamentar a morte de Nathan. “Estou sem acreditar até agora. Sabe aquela coisa que não caiu a ficha ainda?”. E completou: “É muito difícil pensar, me certificar de que a gente perdeu alguém tão brilhante, tão incrível”.

O velório será hoje, a partir das 13h e o sepultamento às 18h, no Memorial Parque Maceió.

Setembro Amarelo: Saúde mental da população negra é tema de livro

0
Foto: Divulgação.

A psicóloga Amanda de Moraes está ao lado de outros 22 escritores no livro ‘Saúde Mental da População Preta Importa’, da Editora Conquista, que será lançado dia 16 de setembro na Livraria Travessa, no Rio de Janeiro. A obra é formada por vários artigos curtos sobre aspectos relacionados ao racismo e como ele impacta na subjetividade de pessoas negras. As pessoas que compõem esse título são majoritariamente escritoras e psicólogas negras que estudam e se especializam em questões de saúde mental.

Amanda faz parte do Programa Firminas, que tem como proposta resgatar a autoestima e a autoconfiança das mulheres negras, potencializando sua percepção de que são lideranças transformadoras de realidades e de inspirar pessoas, além de prepará-las
através de uma metodologia diferente, criada por mulheres negras e para mulheres negras viverem experiências únicas e se destacarem no mercado de trabalho.

Amanda decidiu focar o seu artigo em cima da temática da Jornada de Liderança do Firminas e sobre a experiência da primeira turma do programa abordando o desafio das mulheres negras e como a saúde mental e o racismo interferem e marcam as pessoas. “A
Jornada Firminas e o apoio psicológico oferecido conseguiram trazer de maneira concreta essa rede localizada de pessoas que entendem suas dores para participar desse processo sem precisar ficar explicando momentos de violência sofridos, e revivendo assim tais
agressões, porque todas essas mulheres, em maior ou menor medida já passaram pelas mesmas vivências. Isso se tornou um dos grandes ativos da formação, permitindo que as participantes pudessem explorar e acessar toda sua potência”, disse Amanda.

Um dos objetivos era justamente o de conexão das participantes com conteúdos pessoais, sob o pilar da autoconfiança, onde foram promovidas discussões para que essas mulheres se apropriassem da sua própria narrativa pessoal, questionando estereótipos, vivências e emoções relacionadas a cada momento. Em um segundo momento, sob o pilar de cidadania, elas refletiram sobre como elas enquanto lideranças poderiam transformar a realidade do mundo, e se focou em influência em um terceiro momento, dialogando sobre o
poder de sua influência e o desenvolvimento de projetos a partir de redes comunitárias.

Da comunidade para a Diretoria

Uma dessas mulheres é Débora Fernando da Silva, que nasceu em uma comunidade do Rio de Janeiro em situação de vulnerabilidade e hoje, aos 38 anos, reside no bairro da Tijuca.

Bolsista do ensino fundamental até a faculdade, Débora lutou para transformar a sua realidade, e foi feirante junto com o pai. Chegou a trancar o curso de Direito até que se formou como Assistente Social- e se tornou especialista em Responsabilidade Social na
área de Empregabilidade e Gestão de Pessoas -, mas trabalhava em lugares onde recebia pouco e não tinha reconhecimento. Foi nesse momento que teve uma inquietação e entendeu que precisava se movimentar, buscar por outras mulheres negras e se conhecer e
se reconhecer como pessoa de impacto. “O Firminas foi um divisor de águas na minha vida.

Você aprende a equilibrar o emocional e impactar uma sociedade sozinha e em conjunto. O Firminas mostra que você já está pronta, mas que ninguém te dá esse acesso por diversos motivos e principalmente por pertencer a grupos minorizados, e o programa te prepara para você entrar no mercado com muito mais segurança”, afirma.

Hoje, Débora é Head de Gente & Gestão, do Grupo Anga. “A minha dica para outras mulheres negras é que tenham essa inquietação, faça uma rede de contatos, procure outras mulheres e se conheça! Entenda das suas vulnerabilidades, além de trabalhar para ter
propósito, causar impacto e poder fazer dinheiro com isso também! Saber onde quer chegar e o que você quer é um grande passo para traçar todo o caminho do seu objetivo. Entender no que você precisa se aprimorar para melhorar ainda mais nesses pontos”, concluiu.

Serviço
Livro: Saúde mental da população preta importa
Data: 16/09/2022
Horário: 19h às 21h30
Local: Livraria da Travessa – Segundo Piso
Endereço: Av. das Américas, 4666 – Loja 220 – Barra da Tijuca – Barra Shopping – RJ

Programa de desenvolvimento em profissões digitais abre inscrições para jovens em vulnerabilidade

0
Foto: iStock.

Nova edição do programa Womby tem foco em adolescentes de 15 a 18 anos em vulnerabilidade social e as inscrições estão abertas até 14/9.

A B2Mamy, SocialTech especialista em tornar mães e mulheres líderes e livres economicamente, gerando impacto por meio de comunidade, educação e empregabilidade, anuncia a primeira turma do programa Womby para adolescentes em vulnerabilidade social entre 15 a 18 anos.

O programa tem o objetivo de preparar adolescentes para uma futura vida profissional, oferecendo complementação ao ensino regular, visando o seu desenvolvimento pessoal, pedagógico e psicossocial, na perspectiva do fortalecimento de suas potencialidades e visão de futuro. As inscrições para o programa estarão abertas até 14 de setembro via link.

O Womby para adolescentes terá um conteúdo de mais de 20 horas de duração, divididas em módulos, que passam por temas e etapas fundamentais para a capacitação, como: desenvolvimento profissional, habilidades para criação de conteúdo online, desenvolvimento estratégico, noções de empresa e gestão financeira. 

A capacitação contará com 3 módulos, o primeiro sendo ao vivo e contendo: Aula inaugural, formas de comunicação + comunicação na era digital, produção de conteúdo + plataformas de trabalho, introdução ao conceito de design, precificação e marketing. O segundo  módulo contém: O que são hard skills e soft skills, dicionário de social media, táticas de crescimento, comunidades, métricas e relatórios, como montar propostas comerciais, gestão de projetos e por último, o terceiro módulo conta com: A síndrome da impostora com Rafa Brites, como engajar nas redes sociais com Verônica Oliveira e a nova economia como oportunidade de desenvolvimento para negócios com Dani Junco. 

Além destas, o programa contará com conteúdos voltados para planejamento reprodutivo pela Dra. Ana Teresa Derraik.  Serão mais de 4 horas de conteúdo sobre sexualidade, relacionamento e autocuidado na adolescência. Levantamento recente da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) apontou uma queda de 37,2% de casos de gravidez na adolescência no país entre 2000 e 2019. Mesmo assim, os casos ainda são mais frequentes entre adolescentes negras de 10 a 17 anos. Enquanto a queda foi de  10% entre meninas brancas, entre as negras a queda foi de apenas 3,5%.

“Nós, na Organon, somos movidos pelo bem-estar das mulheres nas mais diferentes etapas da sua vida. Queremos contribuir para que todas tenham um dia a dia melhor e mais saudável. Esse é um compromisso que a gente assumiu, visando fortalecer a autonomia feminina. Por isso, apoiar o Womby está inteiramente alinhado aos nossos objetivos”, disse Elissa Paiva, Gerente de Marketing para Contracepção da Organon. 

O projeto acontece em um cenário em que, segundo relatório publicado pela Comissão de Educação e UNICEF,  em 92 países ,  aproximadamente três quartos dos jovens entre 15 e 24 anos não possuem a educação adequada para adquirir as habilidades necessárias para o mercado de trabalho. 

A iniciativa se originou do programa Womby, que capacita mulheres e mães em profissões digitais, e tem como objetivo ajudá-las a superar as dificuldades intensificadas pela pandemia. Em suas três edições anteriores, este programa já capacitou mais de 400 mulheres, possibilitando que cerca de 50% delas se recolocassem no mercado de trabalho ou começassem a empreender. 

“Quando falamos sobre tornar mães e mulheres líderes e livres economicamente, é essencial olharmos para meninas  também,  para que essas próximas gerações possam estar mais fortalecidas na busca do que desejam pessoal e profissionalmente.  E o impacto desse trabalho segue em busca da diminuição dos gaps de gênero e suas intersecções sociais, de raça e etnia”, diz Marina Franciulli, Head de Sustentabilidade Financeira e Projetos de Impacto da B2Mamy. 

 

error: Content is protected !!