Em recente entrevista para a Vogue Brasil, IZA contou detalhes sobre seu atual momento no mundo da música, suas inspirações e produções artísticas. Capa da revista, a cantora falou sobre o racismo e sobre as barreiras invisíveis que precisou vencer para se tornar uma das artistas mais influentes do país. “Depois que fiquei famosa, revisitei inseguranças, as formas como me comparava e achava que nada do que eu fazia estava bom o suficiente… Tudo isso é fruto do racismo“, disse IZA.

IZA para a Vogue Brasil. Foto:Lufré.

“O sentimento de que não se pode errar. Uma noia que você aplica em todos os trabalhos feitos. Existem barreiras invisíveis que o racismo cria”, continuou a artista. “Infelizmente no Brasil, a partir do momento em que você é uma pessoa negra bem-sucedida e famosa, você não deixa de sofrer racismo, mas as pessoas passam a te olhar de forma diferente, o que é lamentável. Todos merecemos respeito.”

A intérprete de ‘Fé’ também comentou sobre autoestima e a forma como encontrou beleza em sua própria existência, principalmente tratando sobre o cabelo. “Eu não queria lidar com o meu cabelo crespo. Comecei a alisar aos 12, era uma tentativa de fuga. Cresci achando que tinha dado azar na loteria genética e que o meu cabelo era ruim, um defeito que precisava ser consertado“, contou IZA. “Só com 21 anos, depois que vi uma menina negra ganhando um concurso de estilo na faculdade, fui mudando a percepção de beleza. Coloquei trança para ter uma transição capilar e poder ver como era o meu cabelo de verdade. Foi quando percebi a importância de poder me enxergar em um lugar de admiração”.

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