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O Globo e Folha de S. Paulo repudiaram a Lei de Cotas, conclui pesquisa

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O Observatório da Branquitude (Odb) lançou no último dia 24, o boletim “Quem são os anticotas no Brasil?”, um especial para os 10 anos da Lei de Cotas completos nesta segunda-feira (29). Este primeiro material de uma série que será produzida pelo Observatório é um mapeamento que reúne discursos, argumentos e perfis de importantes atores brasileiros que se declararam publicamente avessos à política de cotas em 2012.

Com estudo focado em três eixos principais – poder legislativo, intelectuais e imprensa – o boletim é uma importante ferramenta de consulta, um medidor do comportamento da branquitude em relação às cotas durante a década e, por isso, serve de bússola à sociedade civil organizada, colocando no radar preocupações à vista e linhas de articulação que possam contribuir com o fortalecimento da pauta e da política de cotas em geral.

Junto do movimento dos intelectuais, em sua maioria brancos, a grande mídia como o jornal O Globo e a Folha de São Paulo, primeiro e segundo maiores no país respectivamente, revela o repúdio às cotas, a insuficiência de espaço nos veículos para a manifestação de vozes favoráveis, como também a redução do conceito de ações afirmativas ao componente raça.

A Folha publicou seu primeiro editorial a respeito de políticas afirmativas raciais em 1996. O texto reivindicava serem essas políticas uma espécie de “discriminação às avessas (…) na contramão da história”. O jornal teria seguido avesso a quaisquer ações afirmativas, classificadas de “benevolência demagógica”, “mérito substituído pela cor da pele”. De forma radicalmente contrária, a Folha passou a admitir políticas de cunho universalista na primeira metade dos anos 2000, com ênfase na reforma da educação pública e no investimento em cursos pré-vestibular. As reportagens e editoriais admitiram ainda políticas públicas com critérios socioeconômicos para o ingresso à universidade.

O levantamento identificou os cinco principais argumentos definidos pelo jornal para tratar as cotas: 1 – é arriscado utilizar categorias raciais, pois criam novas injustiças; 2 – o racismo e a desigualdade existem, mas não podem ser combatidos à revelia; 3 – não se pode identificar quem é negro no Brasil, uma vez que se trata de uma nação de mestiços; 4 – políticas públicas educacionais com base em critérios socioeconômicos abarcam negros, a maioria dentre os pobres; 5 – cotas raciais provocam segregação racial, já que ferem princípios republicanos e, por conseguinte, aumentam o racismo.

No caso do jornal O Globo de 2001 a 2009, foram examinados cerca de 940 textos entre cartas de leitores, artigos, editoriais, reportagens, notas, colunas. Segundo o levantamento, a leitura de O Globo concentrou, inicialmente, o foco nas experiências pioneiras da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e da Universidade de Brasília (UNB). Tomadas como modelo, o jornal desconsiderou diferentes ações afirmativas implementadas em demais unidades do ensino superior à época.

Diferente da maiores das universidades que aceitam o critério de autodeclaração na seleção de estudantes cotistas, a UNB entrou em uma polêmica pela instauração da comissão de verificação racial por meio de análise de fotografias dos candidatos – foram mais de 80% no total de matérias no jornal em 2011. A universidade foi objeto de vários textos publicados em O Globo e as comissões de verificação depreciadas, denominadas “tribunais raciais”.

A pesquisa pontuou os três principais argumentos contrários às ações afirmativas raciais mais recorrentes em O Globo no recorte temporal em destaque, nesta ordem: investir no ensino básico como alternativa; cotas raciais desconsideram o valor do mérito individual; e desigualdade socioeconômica entre classes é mais expressiva do que a desigualdade socioeconômica entre grupos raciais.

Para Thales Vieira, coordenador executivo do Observatório, “nossa intenção com a produção desses materiais é mais do que só afirmar a já conhecida resistência da branquitude em ceder a políticas afirmativas de reparação histórica e social. A missão do Observatório é lançar luz sobre essa problemática, questionando o paradigma da branquitude, que ainda é pouco explorado, e trazer para o debate público contribuições que possam sedimentar novos caminhos”.

O boletim está disponível neste link, no site da iniciativa.

Dez anos depois: as mudanças necessárias na Lei de Cotas

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Principal dispositivo de acesso ao ensino superior de grupos anteriormente excluídos cumpre papel e é apoiado pela metade da população no ano em que completa uma década de existência

Texto: Ítalo Cosme e Patrick Freitas

A Lei de Cotas completa uma década hoje e tem de passar por revisão este ano. Bem-sucedida, a política teve impacto na inclusão de grupos historicamente excluídos no ensino superior e, hoje, é apoiada pela metade dos brasileiros, conforme o Datafolha. Mas, após o primeiro decênio, já é possível identificar o que pode ser aprimorado. Neste especial de 10 anos, cotistas, especialistas e universidades apontam um rumo para avançarmos.

Na visão de especialistas e universidades, entre os pontos a melhorar estão as políticas de permanência, mecanismos de monitoramento, a fim de acompanhar a trajetória universitária dos cotistas, e a garantia de recursos para a legislação. Enquanto para os beneficiados, o enegrecimento do currículo, a expansão das cotas para pós-graduação e postos de trabalho, a inclusão de vestibulares indígenas, e a equivalência percentual étnico-racial de acordo com cada estado estão como metas a serem alcançadas. 

Sob cenário de sucessivos ataques e redução de verbas, as instituições federais de ensino superior têm como maior desafio a permanência do universitário de baixa, que precisa de dinheiro para arcar com os gastos na universitário: material acadêmico, alimentação, transportes e moradia, por exemplo. Relatório Brasil com Baixa Imunidade – Balanço do orçamento geral da União 2019, publicado em 2020 pelo Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc), o ensino superior brasileiro perdeu 3,76 bilhões de reais nos cinco anos anteriores. Enquanto isso, houve aumento de 10% no aumento de matrículas no mesmo intervalo de tempo. 

A exemplo de comparação, considerando os valores da  Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2019 corrigidos pelo Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) – a Universidade Federal de Viçosa (UFV) teve uma redução de 42,14% em seu orçamento. 

Além disso, a instituição sofreu um bloqueio adicional de 14,5% no final de maio deste ano, comprometendo ainda mais o recurso, já insuficiente, do Pnaes. “Para atender a todos os estudantes em vulnerabilidade socioeconômica necessitaríamos do dobro de recursos aportados pelo Pnaes”, informou a UFV em nota.

Como sugestão de revisão, a UFV considera importante que a legislação garanta fontes orçamentárias para viabilizar a permanência do cotista. De forma “que permitam às instituições atuarem na manutenção das condições essenciais de sobrevivência e de acesso a materiais, equipamentos e recursos didáticos.” Para que, com isso, o aluno se dedique integralmente ao processo de ensino e aprendizagem, não se evadindo ao longo de sua trajetória acadêmica. 

Pioneira na adoção de cotas entre as universidades federais, o bloqueio na Universidade de Brasília (UnB) representa mais de R$ 18 milhões do orçamento discricionário (aquele que o gestor tem a liberdade de decidir o que fazer). “Isso deve impactar o pagamento de despesas básicas como energia e água e garantir serviços como segurança e limpeza, além de comprar livros, equipamentos de laboratórios e garantir a permanência de estudantes em situação de vulnerabilidade socioeconômica”, destacou a instituição em nota.

“Universidades, que antes deixavam um salário mínimo e meio como teto da renda para receber benefícios, agora baixaram para um salário mínimo, justamente para atender os estudantes em maior dificuldade. Com isso excluímos quem ainda precisa da gente, mas não temos para onde correr”, lamenta a reitora da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB) , Joana Angélica, e representante da Andifes.

Acácio Sidinei Almeida Santos, coordenador do Observatório de Políticas Afirmativas do Fórum Nacional de Pró-Reitores de Assuntos Comunitários e Estudantis (Fonaprace) e pró-reitor da Universidade Federal do ABC, acrescenta: “podemos afirmar que a Universidade é mais diversa no que diz respeito à presença étnico-racial tratando-se especificamente da população negra e a representação de gênero. Mas, ainda falta a instituição atingir a população indígena e também a população quilombola.” 

Continuidade x aprimoramento

Ex-titular do Ministério das Mulheres, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos, Nilma Lino Gomes destaca que a avaliação do texto deve ser de continuidade.  “A Lei de Cotas 12.711, de 2012, diferente da 12.990, de 2014, que são as cotas para concursos públicos, não estabelece um prazo de vigência, mas sim um prazo de avaliação. Avaliação não implica revisão. Tampouco, a descontinuidade”, ressaltou em audiência na Câmara dos Deputados.

A casa legislativa tem cerca de 40 projetos sobre o tema. Alguns pedem a revogação, como a proposta do presidente da Comissão de Educação na Câmara, o deputado Kim Kataguiri (DEM-SP). O projeto de lei propõe que as cotas sejam destinadas exclusivamente aos estudantes de baixa renda, proibindo a “discriminação positiva para o ingresso nas instituições de ensino com base em cor, raça ou origem”, segundo o deputado.

No entanto, há uma passividade tanto dos partidos de oposição quanto de situação em discutir o tema, seja pelo ano eleitoral, seja pela falta de dados. No estudo “Balanço dos dez anos da política federal de cotas na educação superior (Lei nº 12.711/2012)”, publicado pelo Inep, Ursula Mello e Adriano Souza Senkevics indicam a necessidade de, em primeiro lugar, quantificar, de forma mais definida, quem são os reais beneficiários das vagas reservadas para estudantes de escola pública. 

“Uma alternativa para tornar o critério de procedência escolar mais inclusivo seria a ampliação da reserva para alunos que frequentaram, também, pelo menos os anos finais do ensino fundamental em escola pública. “

Para os autores, a reserva de vagas para estudantes de baixa renda é um critério de  complexa  administração,  uma  vez  que  exige  múltiplas  documentações  sobre  os  rendimentos  familiares,  tornando  mais  fácil  a  omissão  de  informações  relevantes.  A sugestão, segundo eles, é aproveitar estruturas já consolidadas como as informações do Cadastro Único.  

Em relação às vagas para PPI, a dupla de pesquisadores levanta dois pontos para discussão. O primeiro diz respeito à atualização do critério racial por meio da utilização de dados demográficos mais recentes para garantir a equidade racial nas unidades da Federação. Nas universidades de 10 estados, o porcentual de alunos PPI matriculados é superior ao registrado na UF.

“No cenário  de  idas e vindas no planejamento do Censo 2020, a adoção de alternativas para ancorar o  critério  étnico-racial  é  fundamental,  evitando  que  a  referência  demográfica  para  ingresso de PPI nas instituições federais fique tão defasada quanto está se tornando na atualidade”, analisam os autores. 

Outro caminho a ser discutido, para Mello e Senkevics, é o de evitar que um candidato dispute a vaga apenas no critério que ele assinalou. Hoje, por exemplo, quando o concorrente indica que quer disputar a vaga que considera renda, raça e onde cursou ensino médio, ele vai concorrer apenas nesta modalidade. Possibilidade com menores distorções, segundo eles, pode ser o de considerar também a concorrência de outras

Para Adriano Senkevics, é necessário entender um panorama macro: como tem mudado o perfil discente de quem frequenta, do ponto de vista de rendimento domiciliar per capita, escolaridade parental, a procedência escolar do aluno tanto no ensino médio quanto no fundamental, por exemplo. Estes pontos estão ausentes no censo do ensino superior. 

As bancas de heteroidentificação, adotadas pelas universidades nos últimos anos para evitar fraudes nas vagas reservadas, também podem ser tomadas como parâmetro em caso de revisão. “A questão é como a gente pode, nos próximos 10 anos de vigência da lei, partir da experiência acumulada na última década, para instruir melhor a atuação das comissões em como atuar com mais celeridade”, indica Senkevics.  

Ele ressalta a importância de evitar o mau uso da política no ato da matrícula, em vez de arrastar por anos um processo judicial, que às vezes culmina na expulsão de um aluno nos últimos semestres, o que é extremamente ineficaz.

Acompanhamento 

Segundo Luiz Augusto Campos, coordenador do Consórcio de Acompanhamento das Ações Afirmativas 2022, parceria entre o Grupo de estudos Multidisciplinares de Ação Afirmativa (Gemaa), da Uerj, e o Núcleo de Pesquisa e Formação em Raça, Gênero e Justiça Racial (Afro), ligado ao Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap), a falta de dados parte de dois princípios. 

“A gente sabe quem fez o Enem. Mas não sabemos se quem fez foi realmente para a faculdade ou entrou no SISU. O próprio SISU tem uma base muito boa, mas não permite entender quem se formou efetivamente”, analisa. Apesar da boa base de dados que o Brasil construiu ao longo dos últimos anos, pondera, há falta de integração entre elas.

Já o segundo aspecto apontado pode ser o político. Campos analisa que os últimos governos estacionaram e até regrediram em relação à integração da base de dados. Além disso, muitos órgãos utilizam de forma errônea a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) para negar o acesso a essas informações, mesmo com pedidos através da Lei de Acesso à Informação (LAI). 

Adriano Senkevics indica que a evolução da discussão deve girar em torno de como integrar e compartilhar melhor as bases de dados, além de permitir que as universidades tenham acesso aos dados do Sisu, para permitir o cruzamento e acompanhamento longitudinal dos mesmos indivíduos. 

Assim como o coordenador da Geema, Adriano considera a LGPD como maior entrave para o avanço das discussões. “A interpretação tem impedido articulação maior entre as diferentes bases de dados. Acho que a gente vai precisar rever o entendimento, eventualmente até fazer uma emenda à legislação”. 

Ele reitera a necessidade de resguardar o sigilo. “A segurança da informação é fundamental, é um pressuposto das estatísticas oficiais. Mas isso não pode acontecer à custa da transparência e da realização de pesquisas com finalidades públicas. A gente precisa permitir o entendimento da legislação que seja mais propositiva do ponto de vista de produção de conhecimento”, recomenda.

O Gemaa lançou em 2021 a pesquisa “Políticas de Ação Afirmativa nas Universidades Federais e Estaduais (2013-2019)” que afirma que em 2019, as universidades federais ofereceram 263.286 vagas, sendo que 137.934 delas (52%) foram destinadas aos diferentes arranjos de ação afirmativa, com destaque para as cotas raciais (27%), que corresponde a cerca de 37,2 mil oportunidades.  Em 2012, ano em que a legislação entrou em vigor, foram ofertadas 30.264 vagas para cotistas de modo geral, incluindo deficientes, por exemplo.

Na reportagem de amanhã, o Site Mundo Negro apresenta as mudanças necessárias indicadas pelos cotistas, que contam suas histórias de luta e resistência dentro do ambiente universitário. 

Esta pauta foi selecionada pelo 3.º Edital de Jornalismo de Educação, iniciativa do Itaú Social e da Associação de Jornalistas de Educação (Jeduca).

Militância da UP vai à porta da TV Band para exigir a presença de Leo Pericles nos debates

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Foto: Reprodução / Instagram

A falta de candidatos e jornalistas negros chamou a atenção de telespectadores durante o debate com parte dos presidenciáveis

No último domingo, 28 de agosto, a TV Band transmitiu a primeira rodada de debates entre os candidatos à presidência da República. Porém, a falta de candidatos e entrevistadores negros entre os participantes chamou a atenção. Em protesto, militantes da Unidade Popular pelo Socialismo (UP) estiveram na porta da emissora para exigir a presença de Leo Pericles nos debates e por eleições democráticas.

“Tendo em vista que a questão racial/social precisa ser considerada, pois dados do IBGE apontam que 56% da população brasileira se autodeclara negra e que em contraponto a isso percebemos que ainda há muito o que fazer para que o racismo estrutural e institucional se encerre”, afirma Leo Pericles.

Nas redes sociais, Leo Pericles compartilhou registros da manifestação.

O embasamento do partido está em dados como: apenas 24,4% dos deputados federais eleitos em 2018 são negros/ as, entre os deputados estaduais eleitos em 2016/ 2018, os negros/ as são 28,9%, no universo de vereadores eleitos em 2016/ 2018 são 42,1% dos eleitos, a receita de campanhas negras foram as que menos verba tiveram. Com mais de R$ 1 milhão (16,2%), de R$ 100 mil a R$ 1 milhão (32,7%) e com menos de R$ 100 mil (43,9%).

A manifestação é a primeira de uma série que deve ser realizada pela Unidade Popular pelo Socialismo (UP) para pedir que seu candidato tenha a mesma oportunidade de apresentar suas propostas e programa que os candidatos brancos dos partidos hegemônicos.

A ausência do candidato da UP foi notada por pessoas na internet, que chamaram a atenção para a necessidade de oportunidade a candidatos negros nos debates da televisão:

Outra usuária ainda destacou a falta de discursos que contrapõem temas ligados à privatização e agronegócio:

https://twitter.com/Chima_gaaby/status/1564201183417438209

Debate só com jornalistas e presidenciáveis brancos ignora combate ao racismo no Brasil

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Foto: Reprodução/TV Banda

Nenhum candidato ou jornalista negro participou do Debate na Band com os presidenciáveis nesta noite (28). Estiveram presidentes os candidatos Lula (PT), Jair Bolsonaro (PL), Ciro Gomes (PDT), Soraya Thronicke (União Brasil), Simone Tebet (MDB), Felipe D’Ávila (NOVO). Entre as jornalistas presentes para levantar os questionamentos aos candidatos, estavam Vera Magalhães da TV Cultura e da Folha de São Paulo as jornalistas Patricia Campos Mello da Folha de São Paulo, Mônica Bergamo e Ana Estela.

Com tantos temas polêmicos sobre o futuro do Brasil, não houve nenhuma pergunta sobre o combate ao racismo. Na internet, jornalistas e intelectuais criticaram esta ausência em um momento importante, cujo o país tem 56% dos brasileiros declarados negros.

“Um total de 0 pessoas negras no debate presidencial. E até agora nenhuma pergunta sobre o racismo”, tweetou a jornalista e escritora Bianca Santana enquanto assistia o debate.

A jornalista Natália Silva, também falou sobre as expectativas como mulher negra com o debate e deixou também uma crítica às jornalistas presentes. “Eu gostaria muito de ter ouvido uma pergunta sobre políticas de combate ao racismo nesse debate. E não são só jornalistas negros que poderiam ter feito, né? Acho que qualquer jornalista brasileiro sério precisa ter esse assunto entre suas prioridades”.

“Um dia veremos no debate um candidato negro, que se parece com 56% dos brasileiros, com potencial para ser eleito. Neste dia, falar de RACISMO não será um constrangimento. Tema fundamental para uma real democracia”, publicou esperançosa a jornalista Luciana Barreto.

Anielle Franco, diretora executiva do Instituto Marielle Franco, também reforçou a importância de temas urgentes para os próximos debates com presidenciáveis. “Espero nos próximos debates tenham jornalistas negros e que possamos falar sobre racismo, genocídio da população negra e favelada”.

Iniciativa quer fortalecer ‘bancada negra’ no poder legislativo

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Foto: Mayara Nunes

Quilombo nos Parlamentos reúne 120 candidaturas ligadas a organizações do movimento negro

Às vésperas das eleições, no mês de junho, a Coalizão Negra por Direitos anunciou a criação de uma iniciativa que pretende difundir o voto antirracista, reduzindo o hiato de representatividade no poder legislativo. Chamada de Quilombo nos Parlamentos, ela reúne 120 candidaturas ligadas ao movimento negro de diferentes partidos mas que têm um objetivo em comum, avançar com a agenda contra o racismo na esfera política.

Em entrevista para o Mundo Negro, Sheila de Carvalho, advogada, diretora do Instituto de Referência Negra Peregum e integrante da Coalizão Negra por Direitos deu detalhes sobre como as articulações realizadas pela Coalizão nos anos de 2020 e 2021 acerca do debate da reforma eleitoral, através da campanha “Reforma Racista Não”, com a intenção de pautar a agenda da representatividade de maneira efetiva colaborou para que a reforma eleitoral considerasse o peso dobrado para as candidaturas de mulheres e negros, o que culminou na criação do Quilombo dos Parlamentos.

Como surgiu a ideia de criar o Quilombo nos Parlamentos?

O Quilombo nos Parlamentos é uma iniciativa da Coalizão Negra por Direitos, que é essa articulação nacional do movimento negro brasileiro com mais 250 entidades por todo o país. A Coalizão tem, nos últimos anos, desde 2019 atuado no campo da política institucional dentro dessa agenda da representatividade e dentro de outras questões.

Então em 2020 a gente atuou frente ao Tribunal Superior Eleitoral em parceria com a deputada Benedita da Silva para que fossem criadas políticas de ações afirmativas para a participação negra dentro do legislativo. Foi quando a gente conseguiu aquela decisão acerca do acesso ao fundo partidário e tempo de TV, que eram questões muito importantes para conseguir dar condições estruturais para que essas candidaturas tenham uma vida, para que consigam ser candidaturas disputáveis dentro do processo eleitoral. Então foi muito importante que a gente conseguiu via TSE essa medida que foi depois ratificada pelo Supremo Tribunal Federal.

No ano de 2021, a gente também atuou no âmbito do Congresso Nacional no debate acerca da reforma da legislação eleitoral. A Coalizão até fez uma campanha, “Reforma Racista Não”, com intuito de pautar essa agenda de representatividade e de a gente criar mecanismos efetivos de fazer com que essas ações afirmativas vingassem dentro do curso eleitoral. Então uma dessas medidas que saiu é o peso dois para voto em negros e voto em mulheres. O que significa o peso dois? Não significa que essas candidaturas vão valer dois votos, mas que para o cálculo do acesso dos partidos ao fundo partidário, essas candidaturas têm um peso dois. Então quanto mais votos em candidaturas de mulheres e negros um partido receber mais fundo partidário ele vai obter no ano seguinte. E isso faz com que a gente não faça com que a política de ações afirmativas não caiam em candidaturas laranjas.

Desde o final do ano passado a gente tem, enquanto Coalizão Negra, pensado em como colocar de fato essas lideranças para serem os alvos prediletados dessas políticas. Lideranças que venham do movimento negro, que tem um compromisso com a luta negra. A gente não está falando simplesmente de candidaturas negras, a gente tá falando de candidaturas negras que tenham compromisso com a luta histórica do movimento Negro. Que defenda uma agenda de direitos para a população negra. Aí surgiu a ideia de fazer o Quilombo nos Parlamento, essa iniciativa que aposta hoje mais mais de 120 candidaturas espalhadas por todo Brasil, que são candidaturas indicadas por organizações e entidades do movimento negro que tem esse compromisso e que estão se colocando com coragem para disputar a política institucional que a gente sabe que não é fácil.

Você acha que com essa iniciativa o Quilombo nos Parlamentos pode se tornar uma bancada negra no Congresso?

A nossa ideia é exatamente essa. A gente precisa ampliar a bancada do movimento negro no Congresso. Se a gente for pensar, hoje a bancada ruralista tem 257 deputados, a bancada da bala tem 308 deputados, a bancada da Bíblia tem 105 deputados. Sabe quantos deputados têm a bancada do movimento negro? Oito. Então o descompasso que a gente está de representatividade das nossas agendas dentro desse espaço do Congresso Nacional que é tão importante. E não estou dizendo que tem oito pessoas negras no Congresso Nacional, não, tem oito pessoas que fizeram o compromisso de apoiar as agendas do movimento negro. Que se colocam como uma bancada de movimento negra, como nosso Black Caucus aqui, porque nos Estados Unidos tem isso, tem uma bancada do movimento negro também que tem muito mais parlamentares do que a nossa, mesmo lá população negra sendo 13% da população geral.

Acredita que essa seja uma forma de diferenciar as reais candidaturas negras daquelas figuras políticas que se declararam negras apenas por ocasião?

O Quilombo nos Parlamentos tenta demonstrar as candidaturas negras reais, que tem esse compromisso, que não estão fazendo o jogo político, os jogos de ocasião, como a gente vê de pessoas que estão tentando agora se beneficiar de uma política, mas que antes nunca se declararam enquanto pessoas negras. Aqui a gente está falando de pessoas que têm essa trajetória de luta negra dentro do seu campo de atuação. É importante que a gente dê destaque e valorize essas candidaturas que normalmente são invisibilizadas, são boicotadas pelos próprios partidos, porque a gente sabe que os partidos são racistas, são atores praticantes do racismo institucional, são candidaturas que muitas vezes não têm o nível de estrutura que tem uma candidatura de um ACM, desses coronéis da política, desses herdeiros da política, que disputam contra uma máquina muito maior. A gente enquanto movimento negro nunca teve alcance, a gente sabe que a batalha é dura. Por isso é tão importante a gente se reorganizar enquanto sociedade, especialmente dentro de um campo progressista, de um campo que tem olhado a questão racial com atenção, um campo que tem se colocado a favor da agenda de “vidas negras importam”. A gente quer que essas pessoas demonstrem que para elas, vidas negras importam tanto que elas vão centralizar as vidas negras no seu processo de escolha política. As urnas são um momento também para fazer com que esse apoio seja de fato concreto. Que essas pessoas de fato demonstrem que vidas negras importam sim e que elas de fato escolhem como agenda prioritária para ocupar os parlamentos nos próximos anos.

Existe algum tipo de apoio na divulgação das candidaturas ligadas ao Quilombo nos Parlamentos? Como isso vai acontecer?

Organizações da sociedade civil não podem dar apoio de recursos materiais para essas candidaturas, não é isso que se propõe o projeto. Mas a gente é um projeto de fortalecimento político. Então através das nossas redes, das nossas conexões, vamos projetar essas candidaturas, fazer com que essas vozes, dessas lideranças, cheguem ao maior número possível de pessoas.

Desde 2018, com aquele assassinato brutal da Marielle Franco, a gente tem visto que temos ampliado o número de candidaturas que estão se colocando para disputar esses espaços. A gente sabe que não é uma escolha fácil para as pessoas, a gente sabe que isso requer para muitas delas muito sacrifício, de estar se colocando aí nesse pleito, mas são todos, para mim, todas, em especial as mulheres negras, sementes do que Marielle Franco significou para nós e a gente precisa ajudar essas sementes a florescer. O Quilombo nos Parlamentos intenta um pouco isso, de transformar essas sementes numa grande primavera e que a gente, finalmente, conseguir garantir espaço para que nossas agendas relacionadas às vidas negras ocupem os espaços da política institucional. Acho que é isso, a gente tem um número imenso de candidaturas negras que podem se dar a esse fator que você mostrou ali do ACM, mas pode se dar também ao fato de que as pessoas estão se colocando em condições para desfazer essa disputa. Estão indo para frente. Estão aí querendo ocupar esses espaços também. Apesar dos transtornos que isso implica. Então é a primeira vez que o número de candidaturas negras ultrapassou o número de candidaturas brancas, a gente espera que isso também reflita em um resultado eleitoral favorável e que a gente consiga ampliar as nossas bancadas por todo Brasil.

Dia do Psicólogo: profissionais consideram questões raciais na terapia

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Os efeitos do racismo na saúde mental da população negra são questões fundamentais para serem tratadas em terapia, já que causam grande sofrimento psíquico. Em conversa com a psicóloga Shenia Karlsson, ela explicou sobre a importância de olhar para a saúde mental da população negra, considerando o racismo como uma das questões centrais que atingem especificamente esse grupo.

A psicóloga clínica afirma que por muito tempo a psicologia ignorou que as questões raciais pudessem ter consequências para a saúde mental dos negros: “Questões raciais nunca foram um “recorte” e sim uma questão central para nós negros. Em países estruturalmente racistas como o Brasil, devemos considerar as dificuldades que pessoas negras enfrentam em seu cotidiano, visto que o racismo se impõe a todo momento atingindo assim todas as dimensões da vida. Historicamente, a psicologia têm negligenciado questões étnico-raciais, seja pela ideia de sujeito universal (branco, cis, heteronormativo e burguês), seja pela negação do racismo como estratégia de nos excluir também de lugares de cuidado. No entanto, graças aos esforços de muitos profissionais negros em propagar informações sobre a importância de se olhar para a saúde mental da comunidade negra, esse cenário mudou sua roupagem para a nossa sorte”, explica.

Para Shenia, os profissionais devem acompanhar as mudanças sociais e colaborar para a construção de uma psicologia que esteja alinhada com questões sensíveis da sociedade, que no Brasil é formada em sua maioria por pessoas negras. “Qualquer profissional da área de saúde deve estar em consonância com as mudanças sociais, sendo assim, é necessário atualizar-se e instrumentalizar-se. Num país em que mais de 55% da população é negra e racializada, torna-se urgente a construção de uma psicologia mais parecida com a sociedade real, em que todos aqueles que procuram profissionais de psicologia possam ser representados e acolhidos. Vale lembrar que a representatividade é importante mas não sustenta tudo, o psicólogo que se propõe a receber pessoas negras deve estar comprometido com uma pesquisa séria e uma prática antirracista”, detalha Shenia. 

Ela ainda explica que existem particularidades no sofrimento causado pelo racismo que devem ser consideradas durante a terapia. “Falando do lugar da Psicologia Clínica afirmo que existem peculiaridades no atendimento ao sujeito negro ainda que na maioria das vezes exista uma insistência em relativizar as diferenças e a enfatizar discursos prontos tais como “somos todos iguais”, “insconsciente não tem cor”, “não devemos segregar a psicologia”. A experiência de ser negro no mundo é algo único mesmo que tenhamos uma imensa diversidade entre nós”. Para Shenia, a terapia que considera as questões étnico-raciais reconhece as “experiências de silenciamento, invizibilização, deslegitimização e desumanização”.

”Uma terapia voltada para a comunidade negra reúne elementos fundamentais: lugar seguro, representatividade, humanização, liberdade de existência, construção de estratégias contra o racismo, descolonização do pensamento e dos afetos”, complementa a especialista.

Quando falamos sobre buscar o apoio psicológico de profissionais negros, Shenia enfatiza que a terapia também é quilombo. “A terapia com um profissional negro tem várias vantagens: identificação com alguém que parece com a gente, poder falar de racismo sem se preocupar se o profissional (branco) vai se ofender ou não, gozar de um serviço especializado  feito para nós e o mais importante, a segurança. O consultório de psicologia para mim é um quilombo, um lugar de fortalecimento, de resistência. Uma frase que eu sempre repito “Se o corpo é político, a saúde mental também é”, finaliza.

Lellê anuncia ‘TRI ÂNGULOS’, novo projeto que explora seu trabalho multifacetado

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Lellê. Foto: Dona Isa.

Alessandra Aires Landim, conhecida como Lellê está com novidades. A artista recebeu alcance nacional como vocalista do grupo Dream Team do Passinho em 2013. No ano seguinte, em 2014, ela fez sua estreia na atuação após passar em um teste para participar da novela ‘Malhação’, da TV Globo. Depois, participou da novela ‘Totalmente Demais’ e atuou em uma série de outros trabalhos no mundo do entretinimento. Agora, a jovem Lellê anuncia ao público seu novo projeto, ‘TRI ÂNGULOS’. Através do trabalho, a artista pretende falar e mostrar um pouco de seus talentos, seja como atriz, cantora, apresentadora ou bailarina.

Ao longo da última semana, Lellê até apareceu dançando Michael Jackson, utilizando um vestidinho vermelho. Ao ser questionada sobre a utilização do Rei do Pop como referência, Lelê diz: “Ele é um ícone, precursor. Inclusive, existe o universo musical antes e depois dele. É como você colocou na própria pergunta, ele é uma referência. Na minha carreira mesmo já fiz um projeto, cantando e dançando “Jackson 5”. Na minha vida ele ainda me dá muitos caminhos, quando quero ouvir algo que toca a minha alma é ele que eu escuto. A obra dele é incrível e, por isso, eterna“.

Foto: Dona Isa.

O novo trabalho focado na dança terá uma sequência com mais dois vídeos, fazendo parte de um storytelling que a artista quer contar, até chegar em uma segunda parte. “Lido com 3 personalidades que quando identifiquei mudou todos os meus planos pro futuro”, finaliza Lellê.

Globo nega rixa entre Patrícia Poeta e Manoel Soares

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Foto: Reprodução/TV Globo

Em vídeo que circula na internet, colunista afirma que jornalistas discutiram durante uma reunião de pauta do programa ‘Encontro’

Em abril deste ano, a Globo anunciou que faria mudanças no comando do programa ‘Encontro’. Inicialmente, o anúncio dava a entender que Manoel Soares dividiria o comando da atração com a jornalista Patrícia Poeta, como apresentadores principais, mas durante a estreia, no dia 4 de julho, a chamada mostrava o novo logo apenas com o nome da nova apresentadora oficial “Encontro com Patrícia Poeta” e Manoel foi apresentado como um parceiro do programa.

Desde então, circulam na internet rumores recorrentes de desentendimentos entre os dois. Patrícia tem sido alvo de crítica dos telespectadores por interromper constantemente o colega e, na semana passada, circulou um vídeo em que a apresentadora muda completamente o semblante ao passar a vez de falar para Manoel.

No dia 24 de agosto, o colunista do programa A Tarde é Sua, Alessandro Lo-Bianco, contou que recebeu de uma fonte a informação de que Manoel Soares e Patrícia Poeta haviam se desentendido durante uma reunião de pauta com a equipe do programa. O colunista afirma que Patrícia se irritou porque a produção buscava a aprovação de Manoel sobre os assuntos debatidos e teria afirmado que a função do colega era apenas “repercutir os temas”, que ideias deveriam passar por ela. O texto ainda dizia que uma discussão generalizada se formou e que Patrícia Poeta teria acusado o colega de machismo e que Manoel Soares teria alegado estar sofrendo assédio moral.

Silvia Nascimento, diretora de conteúdo do Mundo Negro procurou a assessoria da TV Globo para comentar o assunto. Em resposta, a comunicação da emissora afirmou que o relato da briga não é real. Em nota, a Globo disse que “essas informações não procedem, são fake news”.

Bruno Gagliasso se encontra com Lula para discutir o combate ao racismo na infância

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Foto: Ricardo Stuckert

Nesta sexta-feira (26), o ator Bruno Gagliasso se encontrou com o candidato à presidência Lula (PT), para discutir a importância do combate ao racismo na infância, junto a esposa do candidato Janja, e a jornalista Lais Gomes

“É fundamental oferecer letramento racial nas escolas públicas e privadas. Restaurar políticas públicas e trabalhar pelas populações mais vulneráveis, em especial negros, indígenas e quilombolas”, publicou o ator nas redes sociais. “Eu e Giovanna Ewbank nos colocamos à disposição para atuar no front da luta antirracista. E saio deste encontro com as esperanças renovadas e com a certeza de que outro Brasil, mais justo e solidário, é possível”, completa.

Em outra publicação, Bruno publicou um vídeo em conjunto com Lula, onde eles se abraçam e o candidato relembrou o caso de racismo em que Titi e Bless sofreram em um restaurante de Portugal. “Vocês [Bruno e Giovanna] foram heróis. O que vocês fizeram foi uma coisa que muita gente precisaria ter a mesma coragem de vocês para fazer porque, se tiver mais gente como vocês, a gente acaba com o preconceito racial nesse país”.

A convite do Bruno Gagliasso, a jornalista Lais Gomes, que também participou deste encontro, compartilhou a emoção desse encontro com o Lula. “Sou cria de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. E hoje sentei na mesa com um presidenciável pra debater a pauta racial, falar sobre letramento racial na infância e conversar sobre como podemos fazer pra aumentar a luta antirracista no Brasil e punir criminosos que ainda se sentem a vontade pra praticar tal ato”.

Ainda sem acreditar neste momento, Lais completa: “É sobre sentar na mesa e não servir a mesa. É sobre mim (vou ter que levar pra terapia) e os meus, onde a gente pode chegar e o que a gente pode fazer se tiver OPORTUNIDADE”.

Vanessa Bryant decide doar R$ 81 milhões da indenização à fundação que apoia jovens e atletas

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Foto: Stefanie Keenan/Getty Images

Vanessa Bryant, viúva do astro Kobe Bryant, anunciou através de seu advogado que vai doar os US$ 16 milhões (R$ 81 milhões) recebidos de indenização na última quarta-feira (24) para a Fundação Mamba & Mambacita, entidade sem fins criativos que oferece suporte para jovens e atletas no esporte, criada pelo jogador de basquete. A organização antes tinha o nome de “Mamba Sports Foundation”, foi renomeada para homenagear também a filha do casal.

Em entrevista ao site TMZ, seu advogado Luis Li disse que a Vanessa planeja doar o dinheiro para que: “iluminem o legado de Kobe e Gigi”, apelido de Gianna. “Desde o início, Vanessa Bryant buscou apenas responsabilização [dos culpados], mas nosso sistema legal não permite que ela force melhores políticas, mais treinamento ou disciplina policial”, afirmou Li sobre os primeiros policiais e bombeiros que chegaram ao local do acidente tiraram fotos dos corpos e repassaram em grupos de família, amigos, em bares e até uma festa.

Kobe, Vanessa e Gianna Bryant (Foto: Reprodução/Instagram)

Kobe e a filha Gianna, de 13 anos, morreram em 2020, na queda de um helicóptero na Califórnia, que fez outras sete vítimas. Dois anos e meio depois, Vanessa acionou a Justiça por temer que essas fotografias vazassem publicamente e acusou a atitude dos profissionais. 

O jogador de basquete Chris Chester, perdeu sua esposa e filha neste mesmo acidente e também foi indenizado no valor de R$ 77 milhões.

Na terça-feira (23), Kobe completaria 44 anos. Na data do aniversário, Vanessa fez uma homenagem nas redes sociais. “Tudo para você! Eu te amo! JUSTIÇA para Kobe e Gigi!”.

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