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De Rodrigo França a Basília Rodrigues, conheça as 100 personalidades negras mais influentes da Lusofonia em 2022

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Foto: Amanda Cervantes e Divulgação/CNN

Hora de celebrar os talentos negros africanos e da diáspora. A Power List 100 2022 reúne as 100 Personalidades Negras Mais Influentes de Portugal, Brasil, Cabo Verde, Angola, São Tomé e Príncipe, Guiné-Bissau e Moçambique. Ela é uma iniciativa da BANTUMEN, plataforma online focada na cultura negra da Lusofonia. A lista foi revelada neste sábado, 3. Este ano, a lista acontece com o apoio de sete plataformas de comunicação de seis países lusófonos, incluindo o Site Mundo Negro, representando o Brasil.

Nomes como do cineasta Rodrigo França, a jornalista Basília Rodrigues, o escritor Ale Santos, a colunista do Mundo Negro Sauanne Bispo, e entre vários outros, compõem a lista de 2022 das 100 Personalidades Negras Mais Influentes da Lusofonia.

A lista de homenageados foi apurada através de um sistema de votação que incluiu das plataformas editoriais parceiras, com 74 jornalistas e produtores de conteúdo.

Foram celebradas personalidades de diversas áreas de atuação, desde artistas, acadêmicos, influenciadores digitais, desportistas, empreendedores e muito mais, que criam um impacto positivo e notável na sociedade.

“Na BANTUMEN criamos um espaço onde a cultura urbana afro é celebrada. A Power List 100 surge exatamente neste sentido, tendo como objetivo criar visibilidade e reconhecimento aos esforços incansáveis de quem, muitas vezes, nem sempre alcança o interesse dos meios de comunicação tradicionais”, diz Vanessa Sanches, fundadora da BANTUMEN. 

Lista final de homenageados:

NOMEPROFISSÃOPAÍS
C4 PedroArtista de MúsicaAO
Danilo CastroInfluenciador Digital e AutorAO
Eduardo CamavingaDesportistaAO
Fernanda René SamuelAtivista AmbientalAO
Fly SkuadArtista e EntertainerAO
Gilmário VembaHumoristaAO
Paula NascimentoArquiteta e Curadora ArtísticaAO
PongoArtista de MúsicaAO
Príncipe Ouro NegroArtista de MúsicaAO
ProdígioArtista de MúsicaAO
Renata TorresCineasta e Artista MultidisciplinarAO
Toty Sa’MedArtista de MúsicaAO
Vitor Hugo MendesJornalista, autorAO
Yolanda TatiEmpreendedora e Influenciadora DigitalAO
Ale SantosRoteirista e Autor AfrofuturistaBR
Ana MinutoEmpreendedora e Personal CoachBR
Basília RodriguesJornalistaBR
Bia SantosEmpresária e Empreendedora SocialBR
Ewerton CarvalhoAdvogado e AtivistaBR
Glaucia BatistaEconomista, Ativista e AutoraBR
Jarbas Vargas NascimentoAcadêmicoBR
Juliana SouzaAdvogada, Ativista e AutoraBR
Luiza BrasilJornalista e AutoraBR
Nina da HoraCientista da ComputaçãoBR
Raphaela MartinsPublicitáriaBR
Rodrigo FrançaCineasta, Autor e ArtistaBR
Sauane BispoEmpreendedora e Influenciadora DigitalBR
Carlos Andrade aka ArtolashHumoristaCV
Darlene Barreto (orlando pantera)Artista e EmpreendedoraCV
Dino D’SantiagoArtista de MúsicaCV
DjodjeArtista de MúsicaCV
Dominick DonkEmpreendedorCV
Edy TavaresDesportistaCV
Irlando Ferreiraex-Diretor CNADCV
Kathy MoedaInfluenciadora Digital e Apresentadora de TVCV
Marina CorreiaDesportistaCV
Mayra AndradeArtista de MúsicaCV
Nancy MoreiraDesportistaCV
Soraia RamosArtista de MúsicaCV
Zé Luís MartinsAtivistaCV
Armando CabralModelo e EmpreendedorGB
Babetida SadjoAtrizGB
Carlos LopesEconomistaGB
Ector Diógenes CassamáCoordenador CulturalGB
Isabel ZuaáAtrizGB
Karyna GomesJornalista e Artista de MúsicaGB
Lizidória MendesAtivistaGB
Mama BaldéDesportistaGB
Memu SunhuArtista de MúsicaGB
Patche di RimaArtista de MúsicaGB
Vensam LalaEmpreendedor SocialGB
Welket BunguéCineastaGB
Yasmira DiasDesportistaGB
Alcinda PanguanaDesportistaMOZ
Alcy CaluambaInfluenciador DigitalMOZ
Ell PutoArtista de MúsicaMOZ
Jónia PrezadoEmpreendedoraMOZ
Lizette ChirrimeArtistaMOZ
Marlene de SousaEspecialista em RHMOZ
Marta UetelaEmpreendedoraMOZ
Mel MatsinheArtista e Empreendedora SocialMOZ
Nivaldo ThierryEstilistaMOZ
Paulo ChibangaInvestidor CulturalMOZ
Quito TembeCurador e Promotor CulturalMOZ
Reinildo MandavaDesportistaMOZ
Sebastião CoanaArtistaMOZ
Abdel T CamaráEducador FinanceiroPT
AfroKillerzArtistas de MúsicaPT
Alice Neto SousaPoetaPT
António RochaEmpreendedorPT
Auriol DogmoDesportistaPT
DjeffArtista de MúsicaPT
Eduardo ManuelEmpreendedorPT
Grada KilombaArtistaPT
GsonArtista de MúsicaPT
IvandroArtista de MúsicaPT
Janice SilvaDesportistaPT
Jorge PinaEmpreendedorPT
José Lino NevesVice-Presidente Ass. Batoto Yetu PortugalPT
NunaArtista, Autora e AtivistaPT
Rafael LeãoDesportistaPT
RahizArtista de MúsicaPT
Sandra BaldéInfluenciadora DigitalPT
Sinho BaessaEmpreendedor Social e AtivistaPT
Toy Toy T RexArtista de MúsicaPT
YasminArtista de MúsicaPT
Zia SoaresArtista e EncenadoraPT
Zicky TéDesportistaPT
Mónica de MirandaArtista e Investigadora CulturalPT/AO
Mónica LafayetteDiretora ArtísticaPT/AO
Pany VarelaDesportistaPT/CV
Anastácia CarvalhoArtista de MúsicaSTP
Ângelo TorresAtorSTP
Azomé PintoHumoristaSTP
CalemaArtistas de MúsicaSTP
Carlos PereiraHumoristaSTP
João Carlos SilvaChef e Investidor CulturalSTP
Katya AragãoRealizadoraSTP
Miguel ParaísoYouTuberSTP
Olinda BejaAutoraSTP

Mesclando a cultura hip hop e rap, Bia Ferreira lança novo álbum duplo: “faminta”

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Indo na contramão dos lançamentos de singles, a cantora e compositora Bia Ferreira, estreia seu álbum duplo “Faminta”, que soma 21 faixas. Após lançar a primeira parte deste trabalho “MPSFN”, que explora a estética Love Songs, a cantora agora apresenta uma nova faceta com um discurso mais afiado nesta segunda parte do disco “Evangelho de Libertação da Igreja Lesbiteriana”.

Bia Ferreira traz ao longo das faixas uma mescla da cultura hip hop, passeando pelas várias vertentes do rap, como o Drill, grime, trap, funk, boombap, somado à referência estética da liturgia religiosa como corais, órgãos e oratória. “A ideia é trazer uma sonoridade muito mais dançante. Esse é o trabalho mais diferente que eu já produzi como artista. Esse disco é sobre legado e não sobre mercado”, contou.

O álbum traz a participação de nomes como Kae Guajajara, Luanda, Hiran, Edgar e Bixarte.

“Evangelho de Libertação da Igreja Lesbiteriana”, que conta com a direção musical da própria Bia Ferreira e produção musical do Dj Duh, faz parte do álbum duplo da cantora e grande pregadora da igreja lesbiteriana, “Faminta”, que junto com “MPSFN”, entregam ao público uma obra com 21 músicas. 

“O último disco de 21 faixas lançado no Brasil foi de Charlie Brown nos anos 2000. Sou uma mulher preta com muita coisa para falar, faminta para ser escutada. Eu quero que as pessoas saibam que eu fiz 21 faixas porque eu tenho muita coisa para dizer. E esse disco não é sobre mercado. É sobre legado que eu quero deixar como uma mulher preta intelectual”, contextualizou.

“Faminta” de Bia Ferreira foi selecionado pelo programa Natura Musical, através do Edital 2021, ao lado de nomes como Jup do Bairro, Kaê Guajajara, Elisa Maia e Mostra Pankararu de Música. Ao longo de 17 anos, Natura Musical já ofereceu recursos para mais de 150 projetos no âmbito nacional, como Lia de Itamaracá, Mariana Aydar, Jards Macalé e Elza Soares.

Funcionários do Carrefour, Campo Grande (MS), relatam casos de racismo e assédio moral

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Carrefour/Imagem Reprodução

*Informações do site G1

Funcionários do Carrefour relataram casos de assédio moral e ofensas raciais e contra pessoas com deficiência durante o trabalho em uma loja do hipermercado em Campo Grande, Mato Grosso do Sul. Informações são do site G1 e os relatos dos colaboradores constam em ação civil pública condenou a empresa a pagar R$ 400 mil em indenização por “assédio moral organizacional”.

Entre os depoimentos das testemunhas que constam na ação, ex-funcionários relataram situações constrangedoras durante o trabalho e a falta de ação por parte dos superiores da empresa.

Com base no que foi colhido pela ação coletiva, gestores e gerentes eram responsáveis pelo ambiente tóxico no hipermercado de Campo Grande.

Sobre a ação publicada nessa quinta-feira (1º), o Carrefour disse que irá recorrer na Justiça. Já sobre os casos de assédio moral e descriminação, a empresa afirmou que “repudia todo e qualquer comportamento indevido por parte de seus colaboradores e reitera que não corrobora com qualquer situação relacionada ao assédio moral e desrespeito”.

“[Uma gerente] começou a gritar com o depoente no meio do depósito; que situações semelhantes ocorreram com outras pessoas; que o tratamento em reuniões era ríspido, sendo que o depoente já foi chamado de ‘otário’ e de ‘besta’ na frente de outros colegas do setor de vendas”, detalha um dos depoentes.

Um outro caso envolvendo uma gerente do mercado apontou uma situação capacitista. Por meio do sistema de inclusão de Pessoas com Deficiência (PCD’s) ao quadro de funcionários do hipermercado, um novo colaborador passou a fazer parte do grupo. Em depoimento, a testemunha relembrou um caso onde a chefia do mercado xingou o funcionário PCD.

“Dizia ao depoente que ele tinha de ‘se virar’; que o tratamento dispensado era grosseiro e o depoente teve vários episódios como o narrado; que havia outro PCD com deficiência na perna e essa pessoa e o depoente já foram chamados de ‘retardado’ e ‘débil mental'”, pontua a fala da testemunha.

Carrefour se pronuncia

“O Grupo Carrefour Brasil repudia todo e qualquer comportamento indevido por parte de seus colaboradores e reitera que não corrobora com qualquer situação relacionada ao assédio moral e desrespeito. Contamos, ainda, com o Conexão Ética – https://conexaoeticacarrefour.com.br/, um canal de denúncias para que qualquer situação que vá contra nossos princípios e valores organizacionais seja reportada. A rede informa, também, que tomou conhecimento da ação do MP e recorrerá da decisão”.

Com câncer, Pelé não responde mais à quimioterapia e está em cuidados paliativos

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Pelé segue internado em um hospital de São Paulo (29). Segundo a Folha de S. Paulo, o ex-atleta Edson Arantes do Nascimento, o Pelé, não responde mais ao tratamento de quimioterapia e está recebendo tratamentos paliativos.

Aos 82 anos, Pelé voltou ao hospital nesta semana com um quadro de anasarca (inchaço generalizado), uma síndrome edemigêmica (edema generalizado) e uma insuficiência cardíaca descompensada.

O atleta estava em tratamento desde 2021 após fazer uma cirurgia para retirada de um câncer de intestino. No início foram diagnosticados metástase no intestino, pulmão e fígado. A infecção está sendo tratada com antibióticos, para um maior conforto do ex-jogador, segundo a nota. Ainda de acordo com o hospital, o ex-jogador continuará internado ao longo dos próximos dias.

Keke Palmer ganha destaque por ‘Não! Não Olhe’ e aparece em alta nesta temporada de premiações

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Foto: Reprodução.

Se você assistiu o filme ‘Não! Não Olhe’, de Jordan Peele, deve ter se surpreendido com a atuação de Keke Palmer. No longa, que foi considerado um dos melhores do ano, ela interpreta a personagem Emerald Haywood. Nesta última tarde de sexta-feira (2) foram revelados os vencedores do New York Film Critics Circle 2022 (NYFCC), premiação tradicional dos Estados Unidos, fundada em 1935, que costuma ‘prever’ os indicados e vencedores do Oscar.

Dentro do NYFCC, Palmer foi a grande vencedora da categoria de ‘Melhor Atriz Coadjuvante’ pelo papel em ‘Não! Não Olhe’. “Emerald existe na vida real. Eu acho que é tão importante mostrar diversas personagens femininas negras“, disse Palmer ao jornal Washington Post. “Na minha vida, também sou o tipo de mulher que oscila tanto na energia masculina quanto na feminina. Eu puxo de ambas as pontas, e acho que a maioria de nós é assim na vida, não importa o gênero que tenhamos. Isso também é muito importante para mostrar no cinema e na televisão. Eu realmente amo ter um personagem que redefine o que as pessoas pensam sobre as mulheres“.

Daniel Kaluuya e Keke Palmer em ‘Não! Não Olhe’. Foto: Reprodução.

Nos Estados Unidos, ‘Não! Não Olhe’ bateu recordes de bilheteria, arrecadou mais de US$ 100 milhões durante as primeiras semanas. A obra chega com grandes possibilidades de indicação e vitória no Oscar 2023. A premiação, que celebra os maiores atos do cinema, acontece em 12 de março. Até lá, uma série de eventos devem esquentar essa temporada de premiações. Ao lado de Keke Palmer, a estrela de ‘Pantera Negra: Wakanda Para Sempre, Angela Basset, também aparece como forte candidata à estatueta.

Por que negros têm mais chances de ter câncer de próstata e morrer da doença?

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Foto: Freepik

A chance de desenvolver o câncer de próstata está diretamente relacionada aos fatores de risco da doença. Entre eles está a questão da raça: homens negros têm uma probabilidade maior de apresentar o tumor e morrer dele. Mas o que faz com que haja essa diferença de cenário? Segundo o urologista do Hospital Edmundo Vasconcelos, Sandro Nassar, a resposta está na genética.

Um estudo publicado na revista científica International Brazilian Journal of Urology reafirmou a prevalência de homens negros apresentarem tumores de alto risco. No trabalho, foram analisados resultados de exames de 9.692 brasileiros com mais de 40 anos da região metropolitana. “Sabemos que o fator genético torna essa população mais suscetível ao câncer de próstata, por isso, é importante ressaltarmos a importância da realização dos exames”, conta o médico.

Nassar lembra que, no Brasil, pessoas que têm próstata e apresentam algum fator de risco, como a questão da raça, devem realizar as avaliações preventivas com idade anterior a quem não tem nenhum fator que eleve o risco de desenvolver o tumor. “Para este grupo, indicamos que os exames preventivos sejam iniciados a partir dos 45 anos, ou seja, cinco anos antes do restante da população”, explica.

Para seguir com o cuidado citado pelo urologista e conquistar o diagnóstico precoce são realizados, anualmente, os exames de PSA e toque. Em casos de dúvidas, entram em cena a ressonância e a biopsia. Nassar explica que, possivelmente, daqui alguns anos, o exame de toque não será mais necessário pela maior precisão oferecida pela ressonância magnética. Mas enquanto isso não é possível, deixa seu conselho: “é preciso que os homens priorizem a saúde.”

“Muito mais que um alerta somente para a prevenção do câncer de próstata, é necessário ressaltarmos a importância desta parcela da população praticar o autocuidado e reduzir os riscos de diversas doenças, como o infarto do miocárdio que, hoje, é a principal causa de morte entre homens de 40 e 50 anos”, alerta.

Manoel Soares compõe canção em parceria com Tunico e faz sua estreia na música

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Créditos: Pino Gomes

O apresentador Manoel Soares mostrou mais um talento no lançamento de um novo trabalho nesta sexta-feira (2) com a participação no single “Pretinho Falador”, música que dá o nome ao novo EP do sambista Tunico. Na parceria especial com o sambista, além da voz, Manoel contribuiu na composição do single.

Com lançamento no Dia Nacional do Samba, celebrado 02 de dezembro, a música estará disponível nos principais streamings de áudio do país.

“Sempre fui apaixonado por cantar, tocar e compor, então, estou muito feliz por ter a minha estreia na música ao lado de um artista que admiro tanto, como o Tunico. Espero que a canção possa inspirar o povo preto a enfrentar a cruz do racismo estrutural, que infelizmente precisamos carregar durante a nossa trajetória. Foi um prazer contribuir na composição da música, citei parte do hino da África do Sul em homenagem aos nossos ancestrais, além de reverenciar os Orixás que me abençoaram e me guiaram para chegar até aqui. Foi um samba composto e produzido com muito carinho e espero que gostem!”, celebra Manoel. 

A canção traz reflexões sobre a realidade da maioria dos pretos e pretas do Brasil que precisam enfrentar diariamente o racismo estrutural enraizado na nossa sociedade, nos versos da canção, Manoel compartilha detalhes sobre sua trajetória, além de citar trechos do hino da África do Sul como forma de homenagear suas origens. 

Ministério Público de Madrid arquiva denúncia de racismo contra o jogador Vini Jr

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Foto: CBF Futebol

O Ministério Público de Madrid, na Espanha, decidiu arquivar o caso de racismo contra o jogador Vinícius Júnior nesta sexta-feira (2). O atacante do Real Madrid foi alvo de cânticos racistas durante um clássico disputado em setembro deste ano, no Campeonato Espanhol, contra o Atlético de Madrid.

Segundo o órgão, os cantos são “nojentos”, “inadequados” e “desrespeitosos”, mas entendeu que houve “máxima rivalidade” para celebrar a partida de futebol. Então, decidiu que os atos “não constituiriam crime contra a alavancagem da pessoa segurada”, no caso, o Vini Jr. O representante do Ministério Público também argumentou que os cantos não foram repetidos mais de duas vezes “e que duraram alguns segundos”.

“Quem mata passa duas horas esfaqueando? Ou dois minutos? Isso é incrível”, reclamou Esteban Ibarra, presidente do Movimento contra a Intolerância, o Racismo e a Xenofobia, que realizou a denúncia, em entrevista ao jornal El País.

“É perturbador que eles tenham tomado essa decisão e que ela não tenha sido suficientemente investigada. Isso abre as portas para a impunidade nesse tipo de evento em campos de futebol”, acrescentou. A Polícia não forneceu dados e imagens do ocorrido e Estaban dispara para que “os responsáveis ​​possam ser identificados”.

No dia do clássico, o brasileiro Rodrygo fez 1 a 0 contra o rival e sambou diante dos torcedores junto com o Vini Jr. Os insultos racistas iniciaram com as críticas da comemoração de Vini. Hoje, Vini e Rodrygo devem estar em campo pela Copa do Mundo do Catar, contra Camarões, às 16h. 

Dia do Samba: Celebremos os nomes fortes da cultura preta, como a “Tia Ciata”

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*Escrito por Calazans

Hoje, 2 de dezembro, comemoramos o dia do samba, uma das expressões artísticas mais importantes e populares do Brasil.

Falar do samba e não citar Tia Ciata é algo que não pode acontecer. Ela é uma das mulheres mais influentes e pode se dizer que foi a percursora do estilo musical.

Era quituteira, mas suas habilidades na cultura foram fundamentais para a nossa história. Contribuiu com a música e na religião afro-brasileira, Ciata era filha de Oxum. Apesar de ter nascido no Recôncavo baiano (Santo Amaro), foi nas comunidades do Rio de Janeiro que fez história. Sua casa era frequentada por nomes como Pixinguinha, Tia Amelia (mãe do Donga), Heitor dos Prazeres e outros.

Uma mulher a frente do seu tempo, fez história e nos deixou um legado e tanto. Para quem quiser conhecer um pouco mais a fundo a história dessa mulher tão importante para a cultura brasileira, recomendamos o multi-premiado documentário ‘Tia Ciata’, de 2017.

Disponível online e gratuitamente no YouTube, a produção correu festivais pelo Brasil e mundo, vencendo troféus como o London Feminist Film Festival, da Inglaterra.

Salve Tia Ciata!

Salve o samba!

“Onde estão as campanhas brasileiras do novembro negro?”, questiona Ricardo Silvestre

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Foto: Marcus Steinmeyer.

Em novo artigo de opinião para o site Meio e Mensagem, o publicitário Ricardo Silvestre, CEO e fundador da ‘Black Influence’, questionou a presença efetiva de marcas e empresas neste último mês de novembro, tradicionalmente marcado por celebrações da cultura negra. De acordo com o profissional, apesar das pessoas pretas movimentarem quase 2 trilhões de reais anualmente, esse público ainda segue sendo ignorado pela publicidade. “Temos muito o que caminhar no que diz respeito à participação de marcas e empresas no novembro negro – mês em que celebramos a Consciência Negra no Brasil“, escreveu ele.

Neste ano de 2022, muitos profissionais observaram uma queda considerável de campanhas publicitárias voltadas ao público negro. “Às vezes sobra boa vontade, mas falta efetividade e isso acontece por alguns motivos: um deles é o baixo entendimento sobre o poder que essa data tem, já que está associada de forma positiva à maior parte da população e dos consumidores do país mais negro fora da África no planeta”, continuou Silvestre. “É preciso assumir de uma vez por todas o posicionamento antirracista, já que pessoas pretas consomem produtos e serviços diariamente”.

O publicitário e fundador da Black Influence , Ricardo Silvestre – Foto: Bruno Gomes

“O Dia da Consciência Negra, assim como o Dia dos Pais, das Mães e das Crianças, precisa constar como data de oportunidade comercial para absolutamente todas as empresas do território nacional. Essa é uma pauta mandatória e que precisa ser vista com seriedade“, destacou o profissional. “O que também não quer dizer que as comunicações sobre o tema precisam ser necessariamente concentradas apenas em novembro. É preciso criar uma conexão consistente com o público e mantê-la ativa durante 12 meses do ano”.

Ricardo, que este ano concorre ao Prêmio Caboré, destacou: “Até quando estaremos inertes a pautas tão importantes como essa? E quando as marcas entenderão o papel poderoso que possuem para formação de opinião e imaginário na sociedade?”.

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