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Michael B. Jordan confronta repórter que fez bullying com ele na escola: “eu era o garoto cafona, lembra?”

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Foto: Reprodução / Redes Sociais.

Durante o recente tapete vermelho do filme ‘Creed III’, em Los Angeles, o ator Michael B. Jordan, 36, encontrou uma antiga colega de escola. A mulher, chamada de Lore’l, fazia bullying com o consagrado ator e, segundo a própria, ela costumava criticar a forma como B. Jordan conduzia a carreira. “Eu era o garoto cafona, lembra?”, disparou o ator, que mesmo em frente às câmeras, mostrou insatisfação ao reencontrar a mulher.

A repórter negou a crítica, dizendo que tinha sido mal entendida. “Eu não disse isso. Me entenderam errado, certamente”, contou ela, tecendo em seguida uma série de elogios ao ator.

Michael B Jordan. Foto: Reprodução / Youtube

Em 2021, Lore’l chegou a criticar o relacionamento de B. Jordan com Lori Harvey, 26. A repórter declarou num podcast que até achava ele legal, mas ele era ‘cafona’. “Para ser honesta com você, nós o provocávamos o tempo todo por conta do seu nome, Michael Jordan [como o jogador de basquete]. Vamos começar por aí, ele não era nenhum Michael Jordan. E ele também vinha para a escola com um portfólio de fotos dele para agências de atuação. Morávamos em Newark. Nós zombávamos dele, tipo: ‘O que você vai fazer com esse portfólio idiota!?’ E agora olhe para ele!”, tentou contornar a repórter. “Sabem, a gente se conhece lá da Chad Science em Newark”.

Ao final da entrevista, o astro de ‘Creed III’ virou as costas e seguiu com o evento. Apesar do climão instaurado, Lore’l declarou: “Bem, você não é mais cafona”. Porém, Michael já estava de costas e preferiu não continuar com a conversa.

Oscar: Em 95 anos de premiação, apenas uma mulher negra venceu o título de ‘Melhor Atriz’

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Foto: Getty Images.

O Oscar 2023 acontece no próximo dia 12 de março e, mais uma vez, a categoria de ‘Melhor Atriz’ não possui mulheres negras entre as indicadas. Os números são chocantes. Mais de 3100 estatuetas foram entregues ao longo dos 95 anos da premiação. Desse total, apenas 18 estatuetas, entre as mais diversas categorias, foram entregues para mulheres negras. Num recorte maior, trazendo para a categoria de atuação principal, apenas Halle Berry, 56, em 2002 venceu a estatueta mais importante do cinema.

Halle Berry com o Oscar 2002 de ‘Melhor Atriz’. Foto: Getty Images.

À época, Berry recebeu o prêmio por seu papel no filme “A Última Ceia” (Monster’s Ball), dirigido por Marc Forster, 54. Matematicamente, o número de mulheres negras premiadas em toda história do Oscar equivale a menos de 1%. Este ano, nem mesmo as atuações brilhantes de Viola Davis, 57, em ‘A Mulher Rei’, Danielle Deadwyler, 40, em ‘Till – A Busca por Justiça’ ou ainda Keke Palmer, 29, em ‘Não! Não Olhe!’ foram suficientes para a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood.

A primeira mulher negra a ganhar um Oscar foi Hattie McDaniel, em 1940, pela sua atuação em “E O Vento Levou”. No entanto, ela foi impedida de sentar na mesma mesa que os colegas brancos durante a cerimônia de premiação devido à segregação racial. Foi preciso esperar mais de 30 anos para que outra mulher negra, a atriz e cantora Diana Ross, 78, fosse indicada ao prêmio, em 1972. De lá pra cá, nomes pontuais como Whoopi Goldberg, 67, Viola Davis e Lupita Nyong’o, 39, também venceram a honraria.

Viola Davis em ‘A Mulher Rei’. Foto: Divulgação / Sony Pictures.

A última mulher negra a conquistar o Oscar foi Ariana DeBose, 32, em 2022, pelo filme “Amor, Sublime Amor”. Ela foi reconhecida com o prêmio de ‘Melhor Atriz Coadjuvante’. Durante o discurso, DeBose celebrou o momento histórico em sua carreira. “Olho pro passado e vejo vê uma mulher negra abertamente queer e afro-latina que encontrou sua força na vida por meio da arte. E é isso que acredito que estamos aqui para celebrar”, disse ela.

Em 2023, Angela Bassett, 64, concorre ao prêmio de ‘Coadjuvante’ pela atuação no filme ‘Pantera Negra: Wakanda Para Sempre’. Além disso, a figurinista do aclamado filme da Marvel, Ruth Carter também concorre ao prêmio de ‘Melhor Figurino’, assim como Rihanna, 34, busca pela estatueta de ‘Melhor Canção Original’.

Leilah Moreno será protagonista de “O Guarda-Costas – O Musical”, clássico do cinema protagonizado por Whitney Houston

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Foto: Felipe Quintin

Foram divulgadas as primeiras fotos da atriz e cantora Leilah Moreno como Rachel Marron, protagonista de “O Guarda-Costas – O Musical”, que estreia no dia 16 de março, no Teatro Claro SP, em São Paulo. O espetáculo é uma adaptação do filme de mesmo nome, que se tornou um clássico com a cantora Whitney Houston como protagonista ao lado de Kevin Costner, que interpretou o segurança Frank Farmer. No musical brasileiro, Frank será vivido por Fabrizio Gorziza.

Foto: Felipe Quintin – Leilah Moreno e Fabrizio Gorziza viverão Rachel Marron e Frank Farmer

Nas redes sociais, Leilah Moreno comemorou a divulgação do primeiro ensaio fotográfico feito para divulgar a nova produção:

O elenco também é formado por Talita Cipriano que interpretará Nicki, irmã da protagonista. Já os atores-mirins Davi Martins e Pedro Galvão viverão Fletcher, o filho de Rachel. Marcelo Goes Alves será Bill, Vinicius Conrad interpretará o Stalker que persegue Rachel e faz ameaças à Rachel e sua família. Também farão parte da trama Nalin Junior como Tony, Victor Barreto como Sy Spector, Alvaro Real como Ray Court e Daiana Ribeiro como Back’n Vocal. Além de Mari Saraiva, Danilo Coelho, Felipe Tadeu, Leandro Naiss, Djeiko Henes, Lucas Maia, Raquel Gattermeier, Fernanda Salla, Josemara Macedo, Thaiane Chuvas, Vicky Maila e Thiago Alves.

Com direção de Ricardo Marques e Igor Pushinov, “O Guarda-Costas” conta a história do casal Rachel Marron e Frank Farmer. Rachel é uma cantora famosa que começa a receber ameaças de um stalker e para se proteger contrata Frank Farmer, que trabalhava como guarda-costas do presidente dos Estados Unidos e que agora tem a missão de proteger a artista. 

Em setembro de 2022, o filme completou 30 anos e foi reexibido por dois dias nos cinemas norte-americanos. O álbum que acompanhado filme, conta com o clássico I Will Always Love You e é a trilha sonora mais vendida de todos os tempos e empatada como o 13º disco mais vendido na história dos EUA.

Emancipation: Will Smith ganha primeiro prêmio pós-Oscar

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Foto: Divulgação

Will Smith venceu a categoria de “Melhor Ator em um Filme” pelo filme “Emancipation – uma história de liberdade” no NAACP Image Awards 2023, premiação nos Estados Unidos que celebra as pessoas pretas mais influentes do cinema, televisão e música, realizado no último sábado (25).

“Gostaria de agradecer a NAACP por honrar nosso filme! […] ser reconhecido por todos vocês – significa muito”, agradeceu Will Smith no Instagram.

Com o apoio da comunidade negra, este é o primeiro prêmio que o ator ganha desde agrediu Chris Rock com um tapa durante a cerimônia no Oscar 2022.

Apesar do Smith estar probido de frequentar qualquer evento da organização do Oscar, o aclamado “Emancipation”, disponível na Apple TV+, poderia receber indicações na maior premiação de cinema, mas foi um dos filmes negros esnobados nesta edição, embora o público já esperasse a rejeição devido a polêmica do ano passado.

“Emancipation” é inspirado na emocionante história real de um homem que faria qualquer coisa por sua família e pela liberdade. Quando Peter, um homem escravizado, arrisca sua vida para escapar e voltar para sua família, ele embarca em uma perigosa jornada de amor e resistência, onde é forçado a despistar caçadores implacáveis e os pântanos impiedosos da Louisiana numa tortuosa jornada em direção ao Norte.

“Pantera Negra – Wakanda Para Sempre” foi outro grande destaque da noite levando 11 prêmios, incluindo o prêmio de “Melhor Filme” e “Melhor Atriz Coadjuvante” com Angela Bassett.

A SAG Awards também foi realizada neste final de semana, no domingo (26) e premiou a série “Abbott Elementary” na categoria “Melhor Elenco de Série de Comédia“.

Veja o trailer do filme “Emancipation”:

“Negão de respeito”: Verônica Brito, do Casamento às Cegas, assume novo relacionamento

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Reprodução/Redes Sociais

Verônica Brito, participante da última temporada de Casamento às Cegas, série da Netflix, usou as redes sociais para revelar seu novo namorado. A moça já tinha dito durante o “encontro” do programa que estava em um novo relacionamento.

O casal postou um vídeo nas redes em que mostrava diversos momentos de suas vidas, entre eles, sambando e fazendo pequenas brincadeiras entre eles. O post animou o público e gerou comentários positivos sobre os dois, como o de Tia Má, que desejou paz ao casal: “Ai genteeeee….Orixá quando decide resolver, resolve da melhor forma possível! “

Verônica Brito ficou conhecida nas redes sociais após participar do reality e receber um “não” de seu par Will Domiêncio. O rapaz foi dito como “filhinho da mamãe” nas redes por não ter mudado de ideia sobre o casamento, principalmente por causa das opiniões de sua mãe.

Figurino de ‘Pantera Negra: Wakanda Para Sempre’ chega como favorito ao Oscar 2023

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Foto: Divulgação ; Frazer Harrison / Divulgação.

O filme ‘Pantera Negra: Wakanda Para Sempre’ é um fenômeno. Sucesso de crítica e público, a obra recebeu 5 indicações ao Oscar 2023, sendo: ‘Melhor Canção Original’, ‘Melhor Atriz Coadjuvante, ‘Melhores Efeitos Especiais’, Melhor Cabelo e Maquiagem’ e ‘Melhor Figurino’.

‘Pantera Negra: Wakanda Forever’. Foto: Reprodução / Youtube.

Dentro do figurino, vencedor do Critic’s Choice Awards 2023, Ruth Carter é a responsável pelos looks exuberantes e pelas roupas fascinantes de todo o longa. Ela venceu o Oscar 2019 pelo trabalho no primeiro ‘Pantera Negra’ e agora, mais uma vez, chega como favorita ao prêmio mais importante do cinema mundial. Na verdade, Ruth pode se tornar a primeira mulher negra a ganhar mais de uma estatueta em qualquer categoria da premiação. “A Marvel pode ter criado o primeiro super-herói negro, mas através do figurino, nós o transformamos em um rei africano”, disse Carter no Oscar 2019. “Tem sido a honra da minha vida criar fantasias. Obrigado à academia. Obrigado por honrar a realeza africana e a maneira poderosa como as mulheres podem parecer e liderar na tela.”

Em entrevista para a revista Entertainment Weekly, Ruth contou detalhes sobre os figurinos de ‘Wakanda Para Sempre’. “É um trabalho de amor. Centenas de artistas trabalharam nessas roupas. O trabalho em equipe faz o sonho funcionar, e isso não poderia ser mais verdadeiro neste caso“. A figurinista relatou que foi um desafio trabalhar com o luto no filme. “Foi bastante intimidador porque o tecido africano é muito colorido”, disse ela. “Muitos dos identificadores da região são baseados em estampas, tapeçarias ou miçangas. As paletas de cores reais são diferentes de um lugar para outro. Então, como você representa isso quando todo mundo tem que estar de branco?”.

Cena de ‘Pantera Negra: Wakanda Para Sempre. Foto: Divulgação / Marvel Studios.

Para as cenas dos funerais, Ruth e sua equipe experimentaram textura e tom, criando padrões por serigrafia com tinta esbranquiçada em tecido branco puro. Tudo tinha que ser branco, desde a saia de ráfia que M’Baku (Winston Duke) usa até as joias e anéis de pescoço. “Eu pintei muito”, diz ela com uma risada. “Espero que as pessoas possam fazer uma pausa e olhem todos os detalhes e o trabalho árduo que foi feito nesse filme”.

Criado por três mulheres negras, ‘Falas Femininas: Histórias Impossíveis’ é a nova minissérie da Tv Globo

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Reprodução/Divulgação

“Falas Femininas: Histórias Impossíveis”, criação de três mulheres pretas: Renata Martins, Grace Passô e Jaqueline Souza, vai chegar na TV Aberta. A série está marcada para ter sua estreia no dia 06 de março, dois dias antes do dia internacional da mulher.

Logo no primeiro episódio intitulado Mancha, Isabel Teixeira interpreta Laura. A personagem de Teixeira é uma ricaça com posicionamentos preconceituosos. O ponto de partida deste episódio será quando Mayara (Luellem de Castro) pede demissão à Laura. As duas atrizes são as protagonistas do conto.

O enredo conta a história das duas mulheres. Baseado em diversas histórias que acontecem na rotina de brasileiras, Mayara quer estudar e, para focar nesta nova fase da vida, precisará largar o trabalho como empregada doméstica.

Entretanto, Mayara é persuadida por Laura a voltar atrás com a ideia. Laura alega para Mayara que é uma mãe solo que não sabe lidar com o filho recém-nascido.

Ivi Pizzott revela que parou de amamentar a filha de 5 meses após estresse: “Mamães, evitem a culpa”

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Foto: Reprodução/Instagram

A bailarina Ivi Pizzott revelou no Instagram nesta sexta-feira (24), que parou de amamentar a filha mais nova Zuri, de cinco meses. Por conta do estresse, seu corpo não conseguiu mais produzir leite.

“Talvez esse seja a legenda mais difícil de escrever da minha vida. Quando Zuri tinha 4 meses, eu parei de amamentar. Passei por estresse tão grande, que minha produção de leite reduziu drasticamente e eu já não tinha mais forças pra continuar. Quem me conhece sabe o quanto eu sou a favor da amamentação, o quanto eu lutei pra que desse certo por mais tempo e o quanto isso doeu em mim. Mas eu não consegui continuar… Hoje, depois de muita terapia e vendo que Zuri está bem, consigo lidar melhor com a culpa e frustração”, iniciou o texto.

“Stress, ansiedade e dor secam leite materno. Família e rede de apoio, cuidem bem de suas lactantes. Mamães, evitem a culpa! Façam o melhor de vocês por vocês e por seus filhos. Nossos bebês só estarão bem se nós estivermos. Por aqui, seguimos com mamadeira e muito amor!”, finaliza aconselhando outras mamães que já passaram pela mesma situação.

Há um mês, a bailarina e o ator Luís Navarro anunciaram o término do casamento nas redes sociais. Mas o texto do artista gerou muita revolta nas redes sociais. “Eu me encontro confuso com a vida e tomei a decisão de reencontrar a minha essência e pra isso precisei dar um tempo no relacionamento. Não lembro a última vez que fiquei sozinho pra refletir, que li um livro (…)”, disse em um trecho.

Já a Ivi, publicou um texto bem diferente. “É com muita, muita dor e em respeito a todos vocês que sempre torceram por nossa família, que venho comunicar que eu o Luis não estamos mais juntos. Tá difícil e eu não tive escolha”, afirmou ela.

O término havia surpreendido os fãs que os acompanhavam, pois, Ivi Pizzott acabava de dar à luz Zuri, sua segunda filha, fruto do casamento com Luís Navarro. Durante toda a gestação até o início do pós-parto, eles compartilhavam a rotina de papais de recém-nascido.

Load Comics compra apartamento para o pai e faz homenagem emocionante nas redes sociais: “dia de mudar de vida”

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Reprodução/Redes Sociais Load Comics

Uma grande vitória aconteceu na vida do youtuber Givanildo Dias, mais conhecido como Load Comics, apresentador do “Omelete”. Ele começou a carreira no YouTube, falando sobre as conexões entre o universo dos quadrinhos e do Hip Hop. O jovem, que conquistou milhares de seguidores nas redes sociais, fez uma publicação informando que conseguiu retirar seu pai de “um barraco de madeira” e o colocou em um apartamento. “Consegui comprar um apartamento para o meu pai e retirar ele do barraco de madeira que ele mora a muitos anos”, iniciou em seu discurso emocionante.

Nas redes, Load relembrou o momento que pensou em desistir e incentivou as pessoas a viverem esse momento ao lado dele, persistindo no seu sonho: “é difícil demais você conseguir crescer e ter oportunidades nesse meio que a maioria é branca e classe média alta, que não entende sua opinião ou até mesmo suas dores.”

“Nunca precisei falar do meu pai ou da minha vida porque sabia que minha jornada era diferente desde o começo… Eu já cheguei a quase desistir várias vezes no mesmo dia, mas o apoio da minha esposa e outros amigos próximos sempre me lembrava o motivo de continuar e insistir. Se sem apoio [financeiro] eu cheguei até aqui, imagina se tivesse metade do que uma classe ai tem. OBRIGADO“, destacou o influenciador.

Apresentador, Load sempre enfatizou que era morador de Guaianazes, na Grande São Paulo. Atualmente, ele é criador de um dos maiores canais sobre HQs do Youtube brasileiro, “Load Comics”, plataforma em que fala sobre a ligação entre o mundo das histórias em quadrinhos e o hip hop.

Podcast Tereza, criado por Debora Simões, destaca a relevância das trajetórias negras na história brasileira

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Foto: Divulgação ; Julia Feital.

Conhecer histórias negras nos ajuda a compreender as estruturas do presente. Essa é a premissa do podcast Tereza, criado e apresentado por Debora Simões, historiadora e Doutora em Antropologia Social. O projeto, disponível no Spotify, possui uma temporada com 5 episódios. Em cada episódio, uma vida negra foi destaque. “O objetivo do podcast Tereza é celebrar a força e resistência das pessoas negras“, conta Débora em entrevista ao MUNDO NEGRO.

“Apresentar sujeitos negros, que lutaram, resistiram e protagonizaram em diversas áreas, como por exemplo, a Maria Firmina dos Reis, a primeira mulher negra a publicar um romance no Brasil”, diz a historiadora. Ela foi revolucionária na literatura, que é dominada por pessoas brancas e uma mulher negra e nordestina foi pioneira. Ou o próprio Luiz Gama e seu empenho nas causas da liberdade que provou nos tribunais que inúmeros negros estavam sendo escravizados ilegalmente, isso com base na própria legislação da época. Imagina um menino negro de periferia vendo e ouvindo a História de Luiz Gama, a potência em relação a representatividade e construção de identidade?“.

Foto: Divulgação.

Com o intuito de abarcar indivíduos de diferentes campos de atuação e momentos históricos diferentes, o projeto apresenta detalhes sobre Carolina Maria de Jesus, Milton Santos, Luiz Gama e Maria Firmina dos Reis. A partir da biografia desses sujeitos é possível debater temas como racismo, movimento negro, intelectualidade negra e história do Brasil. Em cada episódio Debora Simões recebe um convidado. No último episódio o convidado foi o jornalista Tiago Rogero. “Acredito na potência de compartilhar a história de negros e negras do Brasil, para que possamos nos ver, nos enxergar a partir dos nossos olhos e não de uma perspectiva branca”, destaca Débora. “Para além desse aspecto que comecei a minha resposta há também a responsabilidade dos professores de fazer valer a lei 10.639 essa que torna obrigatório o Ensino da história e cultura africana e afro-brasileira em todos os níveis de ensino e em todo território nacional. O que isso significa? Ao pé da letra, nenhum engenheiro pode se formar sem conhecer a trajetória dos irmãos Antônio e André Rebouças”.

Pesquisa, roteiro e apresentação: Debora Simões
Edição e Sonorização: Marché
Arte visual: Julia Feital
Musicas: Luan Sodré do álbum “Afrodiaspórico”