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Em turnê com o novo livro, Michelle Obama fala sobre amor próprio em mulheres negras: “sou uma obra inacabada”

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Reprodução/Redes sociais

Michelle Obama falou, na turnê de seu novo livro “A luz que nos ilumina”, sobre a relação que mantém com sua aparência e como vem tentando mudar o que o mundo sempre fez com que ela pensasse sobre si mesmo.

“Ainda sou uma obra inacabada e me encarar toda manhã com algo gentil ainda é um desafio”, segundo Michelle. “Tento todos os dias me cumprimentar com uma mensagem positiva, como disse no livro”, revelando que nunca conseguiu se sentir bem com a aparência.

Em turnê com a obra ela agradeceu aos fãs – que esgotaram em poucas horas a produção do novo livro – e pediu para que principalmente as mulheres tentassem ‘se amar e se enxergar de maneira mais gentil’.

“E é realmente uma pena que tantos de nós, particularmente as mulheres, tenhamos tanta dificuldade apenas para olhar para a nossa própria imagem sem esquadrinhá-la para descobrir o que há de errado.”

Kamala Harris é a mulher negra mais poderosa do mundo, segundo a Forbes

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Foto: Nareshkumar Shaganti/Alamy

A “Lista Forbes: 100 mulheres mais poderosas do mundo” de 2022, foi divulgada nesta terça-feira (6). A mulher negra mais poderosa de acordo com a revista, é a Kamala Harris, vice-presidente dos Estados Unidos, que ocupa a terceira posição da lista. Ela se tornou a primeira mulher negra a ser eleita a este cargo.

Em 2010, Harris também se tornou a primeira mulher e pessoa negra a ser procuradora-geral da Califórnia e, em 2016, Harris foi a primeira mulher de ascendência indígena a ser eleita para o Senado norte-americano.

Outras mulheres negras também ficaram em destaque na lista. Na posição 24 da lista aparece a super apresentadora Oprah Winfrey. Depois de 25 anos apresentando seu famoso programa de entrevistas, se tornou dona de um império de mídias e negócios. Segundo a Forbes, os lucros de seu programa, além daqueles de filmes como A Cor Púrpura e Selma, o qual foi coproduzido pela sua produtora Harpo Productions, somam mais de US$ 2 bilhões.

Rihanna e Beyoncé também aparecem na posição 73 e 80, respectivamente. A Riri já havia entrado na lista da Forbes de novos bilionários neste ano, sendo a única mulher com menos de 40 anos. A marca de lingerie Savage x Fenty, e principalmente, a linha de maquiagem Fenty Beauty, lhe garantiram um patrimônio de 1,7 bilhão (R$ 7,92 bilhões).

Já Beyoncé, tem feito história neste ano com o novo álbum “Renaissance“. Em novembro, ela conquistou nove novas indicações ao Grammy, chegando a um total de 88 e empatando com o marido Jay-Z o recorde de mais indicações na história da premiação. A turnê On The Run II, realizada em 2018 com o marido, arrecadou cerca de US$ 5 milhões (R$ 26,22 milhões) por noite, totalizando mais de US$ 250 milhões (R$ 1,3 bilhões).

Segundo a Forbes, algumas das que foram selecionadas foi de acordo com os critérios de dinheiro, mídia, impacto e esferas de influência.

MOVER lança game de letramento racial para 1,3 milhão de colaboradores das empresas do grupo

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Foto: Freepik

Lançado no início de dezembro, o “Desafio MOVER“, um game para levar letramento racial, de forma lúdica e inovadora, visa aumentar engajamento de 1,3 milhão de colaboradores das empresas associadas ao MOVER (Movimento pela Equidade Racial) na temática racial.

A organização reúne 47 empresas associadas a esta jornada coletiva de combate ao racismo. “Nosso objetivo foi usar o design conversacional para criar conexão emocional e trazer leveza à experiência, sem perder a seriedade do conteúdo”, diz Fernando Tchê Gouvêa, fundador da Joco, plataforma usada no desafio.

O “Desafio Mover” é uma trilha de aprendizado acessível em qualquer plataforma via link ou QR Code, dividida em 5 fases para os colaboradores em geral e em 10 fases para gestores e líderes. A mistura de formatos dá o tom da gamificação, com podcast interativo, vídeos imersivos e situacionais, mosaicos com imagens de personalidades e charadas com palavras. 

Na elaboração do game, o MOVER contou também com a consultoria da Indique. “O objetivo da Indique como curadora do conteúdo foi trazer uma perspectiva nova e moderna sobre a negritude brasileira, seja ela representada em música, cinema, filme, mercado de trabalho, entre outros. Dessa maneira, conseguimos atrair o público a pensar sobre a diversidade e inclusão de uma maneira mais leve e contemporânea, fomentando e relembrando a potência de pensadores e indivíduos negros brasileiros que constroem a intelectualidade do país em suas diversas estruturas”, destaca Amanda Abreu, sócia cofundadora.

Para incentivar os participantes, os 200 primeiros que completarem suas jornadas na semana de lançamento do game receberão brindes exclusivos. Os colaboradores que concluírem todas as fases até o fim de  fevereiro de 2023 concorrerão ao sorteio de mais 100 brindes. Todos os que finalizarem a trilha receberão certificados digitais. As empresas que conseguirem que mais de 70% de seus colaboradores cheguem ao fim da jornada receberão uma placa de reconhecimento. 

“Nossa proposta é que o ‘Desafio MOVER’ possa ser acessado durante 12 meses, mas que seus conteúdos se tornem um legado permanente para as empresas após esse período. Com as jornadas de letramento racial já estruturadas, as empresas poderão criar novas ações para continuar periodicamente gerando conhecimento e engajamento, seja no onboarding de novos colaboradores ou na reciclagem de seus quadros atuais”, destaca Marina Peixoto, diretora-executiva do MOVER.

O “Desafio MOVER” é a segunda grande ação de letramento promovida pelo Movimento, que em seu primeiro ano de atividades, em 2021, mobilizou todos os colaboradores das associadas durante uma hora para participar de uma live. A programação teve rodas de conversa, palestras, entrevistas e vídeos de artistas e personalidades negras representativas de vários setores. 

Além dessas grandes ações, o MOVER já promoveu dois ciclos de letramento, em alinhamento a um de seus três pilares de atuação, o de Conscientização. Ambos foram realizados em parceria com o Instituto Identidades do Brasil (ID_BR). No primeiro ciclo, em 2021, foram capacitadas 200 lideranças da área de Diversidade, Equidade e Inclusão das empresas associadas. Este ano, foram capacitados outros 500 profissionais, incluindo os das áreas de RH e Marketing.

Trazendo Djonga e outros convidados, Leo Péricles vai realizar live social ‘Natal sem Fome’ nesta terça-feira (6)

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Leo Pericles

Político, ativista social e ex-candidato à presidência do Brasil, Leo Péricles vai realizar uma live nesta terça-feira (06) em prol das famílias das ocupações, vilas e favelas do Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB), que anualmente organizam a atividade ‘Natal Sem Fome e Sem Miséria‘.

O Natal Sem Fome e Sem Miséria denuncia a questão da fome e ao mesmo tempo o super lucro das redes de supermercado. Além disso, organiza uma grande rede de distribuição de alimentos e brinquedos no natal para milhares de famílias de baixa renda em todo Brasil.

A transmissão da live que vai ser realizada no instagram do político começa às 18h30 nesta terça-feira e vai contar com convidados como Djonga, Chavoso da USP, FBC, AD Junior e outros.

Última frase de George Floyd vira pergunta de quizz do Domingão com Huck e vira alvo de críticas

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Foto: Reprodução/Redes Sociais

“Qual destas frases foi dita por George Floyd antes de ser assassinado em 2020 e virou grito de protesto contra o racismo?”, essa foi a pergunta feita no quadro “Quem Quer Ser um Milionário?” do Domingão com Huck, programa de entretenimento da TV Globo, exibido no dia 4, valendo R$ 5 mil com a resposta correta.

“Utilizar o racismo e a morte de um homem negro que foi violentado daquela maneira covarde para gerar entretenimento não teve graça nenhuma Luciano Huck“, criticou a advogada Fayda Belo, marcando o apresentador no Twitter. “Talvez seja o momento de rever que tipo de profissionais estão compondo sua equipe”, completa.

https://twitter.com/faydabelo/status/1599839511076184064

O sociólogo Wescrey Portes relembrou que esta não é a primeira vez que o apresentador Luciano Huck se envolve em polêmica sobre “explorar o racismo para fins comerciais”. “Em 2014, após um episódio de Racismo com Daniel Alves no futebol espanhol, ele lançou uma camisa com a tag #SomosTodosMacacos”, postou no Twitter.

Com ironia, o internauta do perfil @afrorevolt refaz a pergunta para: “Qual a cor e a profissão do racista que matou George Floyd nos EUA em 2020?”. Até o fechamento desta matéria, Luciano Huck ainda não havia se manifestado sobre o caso.

Em maio de 2020, o ex-segurança George Floyd foi assassinado pelo policial Derek Chauvin. O funcionário de uma loja chamou a polícia alegando que Floyd usou uma nota falsa para pagamento e o que veio em seguida foi o pescoço do policial branco por mais de nove minutos contra o pescoço do homem negro de 46 anos que, apesar dos apelos por ar, só teve sua agonia interrompida pela morte.

Rapha Vicente viraliza com ‘Waka Waka na Maré’ e Shakira faz um convite: “Vai ter que dançar comigo no Brasil”

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Foto: Reprodução/Redes Sociais

De volta ao topo das paradas nas plataformas digitais, a música ‘Waka Waka‘ da Shakira continua sendo considerada, por muitos brasileiros, a música oficial da Copa do Mundo, desde a edição de 2010, realizada na África do Sul. No ritmo da Copa, o influencer Raphael Vicente desenvolveu uma coreografia especial para a música e gravou um clipe com a comunidade do Complexo da Maré, no RJ.

O vídeo lançado no dia 27 de novembro já alcançou 2,7 milhões de visualizações no Twitter do influencer e chamou atenção da Shakira, que compartilhou o vídeo nas redes sociais e elogiou em português. “Isso é muito booom. Adorei. Muito legal.”

https://twitter.com/shakira/status/1599926161999826944

Emocionado, Rapha fez vídeos chorando de alegria e respondeu a cantora. “MEU DEUS COMO VOU RESPONDER A SHAKIRA?????? A MARÉ TE AMAAA MUITO MULHER. MUITO OBRIGADOOOOOO. COME O BRAZIL”.

https://twitter.com/raphaelviicente/status/1599933639374299137

Nesta tarde (6), a Shakira respondeu o Rapha da melhor forma possível. “E eu também estou muito feliz de te ver tão emocionado! Você vai ter que dançar com migo na minha próxima apresentação no Brazil!!!!!”.

O jornalista José Norberto Flesch, famoso por antecipar a vinda de artistas internacionais para o Brasil, já havia anunciado que a cantora estava em negociações para trazer sua próxima turnê mundial para o Brasil em 2023.

MC Carol diz que sua voz foi usada sem autorização na música ‘Tubarão Te Amo’: “Não estou recebendo nem 1 real”

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Foto: Daniel Clemente / Reprodução / Instagram.

Através das redes sociais, nesta última noite de segunda-feira (5), a cantora MC Carol disse que sua voz foi utilizada sem autorização na música ‘Tubarão Te Amo’, sucesso viral do momento, lançada por DJ LK da Escócia. “Usar minha voz sem autorização nas músicas tá virando um hábito! A última foi essa ‘TUBARÃO TE AMO’ que tá bombando nas redes e eu não estou recebendo nem 1 real”, revelou a rapper.

A canção de DJ LK, em parceria com Tchakabum, MC Ryan SP, MC Jhenny e MC RF, está fazendo grande sucesso no Brasil e nos Estados Unidos. Nesta última segunda-feira (5), o registro chegou a ocupar a 3ª posição das músicas mais compartilhadas dos EUA no Spotify. “Minha equipe tá tentando contado no tel da equipe do DJ Lk e eles simplesmente não atendem ou não respondem“, destacou Carol.

Até o momento, nenhum dos envolvidos em ‘Tubarão Te Amo’ se manifestou sobre as declarações de MC Carol. Canção já ultrapassa a casa dos 40 milhões de streams acumulados nas plataformas de música.

Após dancinha da vitória, Vini JR, Neymar e jogadores da Seleção são criticados novamente na Europa: “desrespeitoso”

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Neymar, Vini JR, Richarlison, Raphinha e Paquetá, além dos outros jogadores da seleção que dançaram após marcarem os gols contra a Coreia do Sul nessa segunda-feira (06) foram criticados pelo ex-jogador do Manchester United, Roy Keane.

Atualmente comentarista na TV britânica, o irlandês reclamou até da participação de Tite numa das comemorações, que fez a ‘dança do pombo’ após um gol de Richarlison.

“Eu não consigo acreditar no que vejo. Nunca vi tanta dança. É como assistir ao Strictly [Come Dancing, espécie de Dança dos Famosos]. (…) Eu sei que tem o ponto da cultura, mas acho realmente desrespeitoso com o adversário.” Começou ele, afirmando que “não achava bom”.

Contra a Coreia do Sul, Vinicius Junior marcou seu primeiro gol na Copa do Mundo e fez a coreografia de “Pagodão do Birimbola”, um dos sucessos do TikTok no Brasil, na companhia de Raphinha, Lucas Paquetá e Neymar.

“São quatro (gols) e eles fazem toda vez. A primeira dancinha ou seja lá o que façam, tudo bem. E então o técnico se envolve. Não fico feliz com isso. Não acho isso nada bom – opinou Roy Keane no intervalo da partida.”

Com Ludmilla, Fat Family e diversas atrações, Batekoo Festival acontece em São Paulo neste sábado (10)

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Reprodução/Ludmilla em um show de Sorocaba

Muito comentado por alguns influencers pretos, no próximo sábado (10) acontece em São Paulo o Batekoo Festival. O projeto chega para ser o maior evento de música proposto por e para a comunidade negra, afro-diaspórica e LGBTQIAP+ do Brasil. Entre as atrações, ícones como Ludmilla, Fat Family, Karol Conká, ÀTTØØXXÁ, Kannalha e DJ Cleiton Rasta.

“Essa programação foi pensada para ser uma experiência ancestral tendo como referência as musicalidades periféricas que não necessariamente estão nos topos das paradas, mas que não saem da boca e das rádios de pessoas negras ao redor do país. Nossa curadoria vai para um lugar totalmente diferente dos milhares de festivais que aconteceram esse ano no Brasil, pensando na nossa comunidade como um todo e contemplando as mais diversas particularidades do que é ser negro hoje, resgatando história, identificação, afeto e, de novo, ancestralidade”, comenta Mauricio Sacramento, CEO, fundador e diretor criativo da BATEKOO.

Como um todo, a proposta, quentíssima, promete mais de 20 atrações em aproximadamente 16 horas – o dobro de duração das já famosas festas que acontecem em Salvador, Rio de Janeiro, São Paulo e Santos.

Presente em diferentes cidades como Salvador, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Recife e Santos, os produtores já circularam pelo lineup de diferentes festivais a fim de construir um radar cultural atento, com um olhar mais amplo sobre a produção artística negra. Pensando nisso, o BATEKOO Festival vai contemplar diferentes linguagens, para além da música, como as intervenções artísticas de poesia, dança e outras performances.

O objetivo  dos organizadores, a longo prazo, é que a iniciativa se torne itinerante e que esteja presente em diferentes cidades, apesar das dificuldades de captação de recursos para algumas regiões do país. Além disso, um dos principais planos da BATEKOO é tornar o festival uma celebração de culturas afrodiaspóricas a nível global, principalmente por serem uma das primeiras plataformas negras que buscam exportar a música afro-brasileira para o mundo.

“Esse é o nosso maior projeto nesses quase 10 anos de história e vai ser o nosso principal produto para os próximos anos. A nossa expectativa é que essa seja a primeira de muitas edições e que possamos continuar fomentando a produção cultural e artística negra no Brasil e fora”, finaliza Artur Santoro, CEO e head de projetos da BATEKOO.

Serviço:
A venda dos ingressos segue aberta exclusivamente pela plataforma Shotgun, com valores que variam entre R$ 120 e R$ 240.

70% dos professores não contam com autores negros na grade curricular em que lecionam, aponta pesquisa

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Foto: Freepik

Realizada pela Nova Escola, estudo sobre Educação Antirracista revela ainda que 98% dos educadores acreditam ser importante debater a questão, mas apenas 3, em cada 10, reconhecem algum autor preto que está sendo trabalhado na grade curricular

Apenas 2, em cada 10 professores, citaram referências de autores negros usados em sala de aula. Entre os nomes aparecem Machado de Assis Carolina Maria de Jesus, Conceição Evaristo, Milton Santos e Djamila Ribeiro. Somente 10% dos profissionais citaram referências pedagógicas africanas ou afro-brasileiras na sua prática escolar e, dessa vez, surgem nomes como, a norte-americana Bell Hooks, a nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie, o sul-africano Nelson Mandela.

Esses dados foram levantados pela pesquisa realizada no último mês de novembro pela Nova Escola, organização de impacto social. A pesquisa revela que os professores têm pouco contato com autores negros e conteúdos focados em educação afro-brasileira.

Embora a maioria dos entrevistados (85%) alegarem ter conhecimento da existência de uma lei que exige a inclusão do ensino de história e cultura afro-brasileira, 6 em cada 10 não sabem ou afirmam que não há investimento em ações para esse tema nas escolas onde trabalham. O mesmo índice alega que não há referência da pedagogia africana ou afro-brasileira em sua prática escolar.

De acordo com Simone Reis, Gerente de Gente & Gestão e Diversidade da Nova Escola, os autores negros e a história africana e afro-brasileira precisam ser trabalhados nas escolas para reforçar a representatividade e auxiliar no combate ao racismo.

“A escola pode ser um dos piores lugares para as crianças negras, que aprendem sobre história vendo os negros chegando ao Brasil infelizes, como escravos, apenas para servir aos brancos. Mas essa não é a história completa dos povos negros, a representatividade precisa ser contada também de forma positiva para que as crianças se sintam confortáveis com a sua identidade, valorizando as nuances, especificidades e potências dos negros”, completa.

O levantamento conta com respostas de 1.847 educadores de todo o Brasil via formulário online. Dos respondentes, 945 se identificaram como brancos, 608 como pardos, 268 como pretos, 25 como amarelos e 11 como indígenas. 78,37% dos educadores que responderam ao estudo são do sexo feminino; 21,2% masculino. O estudo ouviu, majoritariamente, profissionais da Rede Pública de ensino, que corresponde a mais de 85% dos respondentes. Os outros 20,96% são da rede privada. A maioria são professores/as (71%), em seguida coordenadores/as (11%) e diretores/as (4%).

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