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Cerimônia do Oscar ignora Pelé em homenagem “in memorian” e web reclama

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Internautas chamaram a atenção para um detalhe na tradicional homenagem “in memorian” realizada durante a cerimônia do Oscar na noite do último domingo (12). O rei Pelé não foi incluído entre os nomes de personalidades do cinema que faleceram no último ano, sua foto aparece apenas no site criado pela Academia do Oscar. 

“Sem querer ser bairrista… mas faltou o Pelé no momento in memorian do #Oscar“, disse um jornalista no Twitter.

Para outro internauta o fato de Pelé não ter sido homenageado durante a cerimônia foi algo “imperdoável”:

A primeira aparição de Pelé nos cinemas aconteceu em 1962, aos 22 anos, quando o jogador fez uma aparição no filme “O Rei Pelé”, que contava detalhes de sua trajetória. O astro do futebol também teve uma participação no cinema em 1981 quando contracenou com Sylvester Stallone no filme “Fuga para a Vitória”. O rei do futebol também foi até o Festival de Cannes no período de divulgação do longa.

No site da Academia existe um espaço dedicado a homenagear artistas e cineastas que morreram em 2022 e 2023 e entre os nomes conhecidos do cinema, podemos ver a foto do Rei Pelé.

Pelé faleceu no dia 29 de dezembro de 2022 aos 82 anos em decorrência de um câncer de intestino. O rei do futebol passou quase um mês internado recebendo cuidados paliativos depois que seu organismo parou de responder aos tratamentos. 

Ruth Carter se torna a primeira mulher negra a vencer dois Oscars

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Foto: Getty Images

Ruth Carter, 62, se tornou a primeira mulher negra a ganhar dois Oscars em 95 anos de premiação, na noite deste domingo (12). Ela venceu a categoria “Melhor Figurino” pelo filme “Pantera Negra: Wakanda Para Sempre“. Em 2019, ela se tornou a primeira pessoa negra a vencer a mesma categoria pelo primeiro longa da franquia.

Obrigado à Academia por reconhecer a super-heroína que é uma mulher negra. Ela resiste, ela ama, ela supera. Ela é cada mulher neste filme. Ela é minha mãe. Na semana passada, Mabel Carter se tornou uma ancestral. Este filme me preparou para este momento. Chadwick, por favor, cuide da minha mãe”, disse Carter em seu discurso, em homenagem à sua mãe.

Ryan Coogler, Nate Moore, obrigado a ambos por sua visão. Juntos, estamos reformulando a forma como representamos a cultura. A família Marvel, Kevin Feige, Victoria Alonso, Louis D’Esposito e seu arsenal de gênios, obrigado. Eu compartilho isso com os muitos artistas dedicados cujas mãos você ajudou e seus corações se dedicam a mostrar a moda de Wakanda e Talocan. Isto é para a minha mãe. Ela tinha 101 anos”, encerra a grande vencedora.

Em entrevista para a revista Entertainment Weekly, Ruth contou detalhes sobre os figurinos de ‘Wakanda Para Sempre’. “É um trabalho de amor. Centenas de artistas trabalharam nessas roupas. O trabalho em equipe faz o sonho funcionar, e isso não poderia ser mais verdadeiro neste caso“. A figurinista relatou que foi um desafio trabalhar com o luto no filme. “Foi bastante intimidador porque o tecido africano é muito colorido”, disse ela. “Muitos dos identificadores da região são baseados em estampas, tapeçarias ou miçangas. As paletas de cores reais são diferentes de um lugar para outro. Então, como você representa isso quando todo mundo tem que estar de branco?”.

Para as cenas dos funerais, Ruth e sua equipe experimentaram textura e tom, criando padrões por serigrafia com tinta esbranquiçada em tecido branco puro. Tudo tinha que ser branco, desde a saia de ráfia que M’Baku (Winston Duke) usa até as joias e anéis de pescoço. “Eu pintei muito”, diz ela com uma risada. “Espero que as pessoas possam fazer uma pausa e olhem todos os detalhes e o trabalho árduo que foi feito nesse filme”.

Denzel Washington se tornou o primeiro ator a vencer o segundo Oscar pelo filme “Dia de Treinamento”, em 2002. A estrela levou a primeira estatueta em 1990 por “Tempo de Glória”.

Carter venceu Catherine Martin, por seu trabalho em “Elvis”, Mary Zophres por “Babilônia”, Jenny Beaven por “Sra. Harris Vai a Paris” e Shirley Kurata por “Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo”.

Angela Bassett perde o Oscar 2023; nenhum ator negro foi premiado na cerimônia

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O Oscar 2023 recebeu apenas dois atores negros indicados. O primeiro, Brian Tyree Henry, em ‘Melhor Ator Coadjuvante’ por ‘Passagem’ e a segunda, Angela Bassett, em Melhor Atriz Coadjuvante’ por ‘Pantera Negra: Wakanda Para Sempre’. Ambos os artistas perderam o prêmio, que este ano, também ignorou performances de Viola Davis, Keke Palmer, Danielle Deadwyler, Daniel Kaluuya e Thuso Mbedu.

Angela Bassett em ‘Pantera Negra: Wakanda Para Sempre’. Foto: Marvel Studios

Nem mesmo os destaques cinematográficos como ‘A Mulher Rei’ ou ‘Não! Não, Olhe’ foram suficientes para a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood, que apesar de possuir quase 10 mil membros votantes, ainda mantém em seu corpo uma ampla maioria branca. Mais de 3100 estatuetas foram entregues ao longo dos 96 anos da premiação. Desse total, apenas 19 estatuetas, entre as mais diversas categorias, foram entregues para mulheres negras. Em 2023, nenhuma mulher negra foi indicada ao prêmio máximo de ‘Melhor Atriz’.

Angela Bassett, que possui quase 40 anos de carreira, recebeu apenas duas indicações ao Oscar em toda trajetória, em 1994 por seu papel em ‘Tina’ e agora, em 2023′ pelo papel em ‘Wakanda Para Sempre’. Apesar dos diversos e consagrados papéis ao longo de décadas, a artista continua fora da lista de vencedores do Oscar.

O único troféu negro da noite foi dado à Ruth Carter, que venceu o prêmio de ‘Melhor Figurino’ por ‘Pantera Negra: Wakanda Para Sempre’. A figurinista se tornou a primeira mulher negra da história a conquistar dois prêmios Oscar.

Summit de Beleza Antirracista: evento ajuda empresas de beleza a entenderem o antirracismo

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Foto: Freepik

No dia 15 de março, quarta-feira, acontecerá o Summit de Beleza Antirracista, um evento online e gratuito voltado para empresas do setor de beleza que desejam entender e aplicar práticas antirracistas em suas estratégias de negócios. O objetivo é mostrar como o antirracismo pode ser um direcionamento para que as empresas se tornem mais competitivas e se diferenciem no mercado.

Durante o encontro, especialistas que lidam com as complexidades do racismo em seu dia a dia irão apresentar possibilidades de criar experiências de pertencimento e fomentar a autoestima para os consumidores, em especial, consumidores negros. O evento é uma oportunidade para que as empresas do setor de beleza possam levar mais conhecimento sobre práticas antirracistas para a rotina de seus negócios.

Com a presença de profissionais renomados e experientes, o Summit de Beleza Antirracista promete ser um momento enriquecedor para quem deseja ampliar sua visão sobre a diversidade e a inclusão no mercado de beleza. As empresas participantes poderão compartilhar suas experiências, debater e se inspirar para aplicar as melhores práticas antirracistas em seus negócios.

Entre os temas debatidos durante o evento, estão: “Por dentro da beleza da pele negra: Entendendo as principais necessidades desse mercado”, “Eficácia e Performance a favor da beleza negra” e “Beleza Antirracista como diferencial competitivo. Da estratégia à gondola”. 

Além disso, o Beleza Antirracista tem como convidados especialistas em beleza, negócios e marketing, como Ana Nascimento e Lívia Rodrigues, Fundadoras da Pretas na Ciência, Rosane Terragno, CEO da Divas Bllack e Luanna Teofillo, Fundadora do Painel BAP.

O Summit de Beleza Antirracista é coordenado pelo designer Raoni Cusma e uma iniciativa da Orolab, escritório especializado em design, e da ABC – Associação Brasileira de Cosmetologia. Para participar, os interessados devem se inscrever no site: https://www.orolab.com.br/belezaantirracista-summit


Oscar 2023: saiba como assistir a premiação e confira a lista de artistas negros confirmados

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Rihanna, Angela Bassett e Michael B. Jordan. Foto: AFP ; Getty Images / Globo de Ouro.

O Oscar 2023 acontece neste domingo, 12 de março. Nomes como Rihanna, Angela Bassett e Brian Tyree Henry concorrem ao prêmio máximo do cinema mundial. ‘Pantera Negra: Wakanda Para Sempre’ recebeu 5 indicações, incluindo ‘Melhores Efeitos Especiais’, ‘Melhor Cabelo e Maquiagem’ e ‘Melhor Canção Original’.

Além dos artistas negros indicados, a premiação também anunciou a lista oficial com todos os atores e músicos que confirmaram presença no evento. A expectativa é que eles façam parte da cerimônia. Recentemente, foi anunciado que o primeiro trailer do filme ‘A Pequena Sereia’ será exibido com exclusividade durante a premiação.

Até o momento, os seguintes nomes foram confirmados pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood: Rihanna, Angela Bassett, Ariana DeBose, Samuel L. Jackson, Dwayne Johson, Michael B. Jordan, Zoe Saldana, Jonathan Majors, Halle Bailey, Danani Gurira e Halle Berry.

Vale destacar ainda que, com apresentação musical confirmada no palco da premiação, Rihanna pode se tornar a 5ª mulher negra da história a conquistar o troféu mais importante do cinema dentro da categoria musical. Este ano, é possível assistir o Oscar através dos canais TNT e pelo serviço de streaming HBO Max. Pelo horário de Brasília, o tapete vermelho começa a partir das 20h e a cerimônia 21h.

Além da beleza: cabelo e maquiagem de ‘Wakanda Para Sempre’ enaltecem a história das comunidades negras

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Foto: Marvel Studios / Divulgação.

O cabelo e a maquiagem do filme ‘Pantera Negra: Wakanda Para Sempre’ são fabulosos e nos mostram um completo show visual em cada cena. Baseados em uma combinação das culturas maia e africana, sob a supervisão de Camille Friend e Joel Harlow, as seções foram indicadas ao Oscar 2023 de ‘Melhor Cabelo e Maquiagem‘.

De acordo com Camille, ela criou mais de 300 perucas para o filme da Marvel. “A representação de todos os tipos e texturas de cabelo é o mais importante na história capilar do filme”, conta a cabelereira em entrevista ao Yahoo. “Wakanda Para Sempre apresenta o estilo negro das tendências tradicionais às modernas“.

Pantera Negra: Wakanda Para Sempre. Foto: Divulgação / Marvel.

Um aspecto que chama atenção dentro dos personagens de ‘Wakada Para Sempre’ é o cabelo raspado. Rainha Ramonda, por exemplo, que antes possuía longas tranças, dessa vez, passa boa parte do filme sem elas. “Na cultura da África Ocidental, por conta do luto, Ramonda teria raspado a cabeça”, diz Camille. “Então, olhamos com cuidado para isso. Ela manteve a cor do cabelo platinado e o encurtou. Eu dei a ela um estilo de coroa, então o cabelo dela tinha que estar solto porque eu queria imitar a aparência do que a figurinista Ruth Carter estava criando com suas coroas”.

Quanto à Shuri, Camille Friend também quis mostrar uma evolução. Ela usava cabelo raspado nas laterais com mistura cacheada no centro. “No primeiro ato, Shuri era uma criança e uma cientista. Nisso, ela assumiu a responsabilidade pessoal pela morte de seu irmão. Ela se tornou uma mulher e uma líder de verdade, e essas foram as coisas que me deram a motivação de como queríamos que ela fosse“, destacou Camille, que explicou a lógica geral para os penteados dos personagens. “As aparências naturais com os personagens de Shuri e Riri refletem sua juventude. Okoye, Ayo, Aneka e Dora Milaje têm looks ousados ​​e fortes para refletir sua força e poder. Os pelos faciais espessos e as tatuagens de M’Baku são exemplos da tribo Jabari. Namor é uma variação de seu visual nos quadrinhos, mas incorpora sua cultura com o acréscimo de suas joias e figurinos”.

Shuri em ‘Pantera Negra: Wakanda Para Sempre’. Foto: Divulgação / Marvel Studios.

Joel Harlow foi o responsável pelo setor de maquiagem em ‘Wakanda Para Sempre’. O profissional diz que assim como o cabelo, a maquiagem dos personagens foi refletindo o estado atual e a idade de cada um, além de utilizar como referência comunidades e histórias africanas do oriente. “A inspiração foi nada mais nada menos que os olhares culturais das várias tribos da África. Pegar esses looks e explorar com a introdução do vibranium é o que resultou nos looks do filme”, contou Harlow em entrevista ao Yahoo.

‘Pantera Negra: Wakanda Para Sempre’. Foto: Divulgação / Marvel Studios.

As cores vívidas das maquiagens foram mantidas, assim como no primeiro filme. A ideia era destacar a beleza de cada personagem, através de um longo e precioso trabalho artístico. “A aparência da maquiagem em Wakanda Para Sempre é semelhante ao primeiro filme. Não queríamos nos desviar para looks muito diferentes porque os looks que já estabelecemos ressoaram fortemente com os fãs“, explica Joel. “No entanto, eles diferem do primeiro filme na metodologia técnica. A aparência também difere com a evolução do personagem e muda para refletir o estado atual e a idade de cada um. Além disso, também tivemos a oportunidade de expandir nosso trabalho com a introdução da nova civilização Talokan”.

Embaixadora Maria Laura da Rocha assume Ministério das Relações Exteriores durante viagem de Mauro Vieira

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Foto: Pedro França/Agência Senado

Texto: Ivair Augusto Alves dos Santos

Na semana passada, o Brasil viveu um momento histórico, de muita relevância para a comunidade negra brasileira. Pela primeira vez, tivemos na história do Itamaraty uma mulher negra ocupando o cargo de Ministra das Relações Exteriores do Brasil.

Na casa do Visconde do Rio Branco, nunca ele imaginou que uma mulher preta pudesse ocupar o cargo máximo da diplomacia brasileira.
O Ministro Mauro Vieira viajou para Nova Delhi, para participar de reunião dos chanceleres do G20. O Brasil sucederá a Índia na presidência do G20 e já iniciou o trabalho a tarefa de preparação para presidir os trabalhos ao longo de 2024. Por conta da viagem, a Embaixadora Maria Laura substituiu o Ministro Mauro Vieira, na condição de Ministra substituta do Brasil.

Rocha ingressou na carreira diplomática em 1978 e é a primeira mulher a assumir o cargo de Secretaria Geral do MRE, o segundo mais importante na hierarquia do órgão.

A embaixadora Maria Laura da Rocha nasceu, no Rio de Janeiro/RJ, em 26/09/1955. Filha de Arthur Verissimo da Rocha e Laura Martins da Rocha, é casada com Sandro Melaranci e tem duas filhas, Elisa Melaranci e Marina Melaranci.

Maria Laura da Rocha, que se identifica como mulher negra, anunciou que pretende recriar o Comitê de Raça e Gênero, extinto na gestão anterior. “Queremos que o fato de haver mulheres no comando seja algo tão normal quanto ter homens. Queremos ter profissionais no topo da carreira”, afirma.

Clássico nacional, ‘Cidade de Deus’ chega em março na Netflix

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Foto: Divulgação

Cidade de Deus‘, o clássico do cinema nacional, chega na plataforma da Netflix na próxima quarta-feira, 15 de março. O filme completou 20 anos em 2022.

Em 2004, o premiado ‘Cidade de Deus’ recebeu quatro indicações ao Oscar nas categorias Melhor Diretor, Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Edição e Melhor Fotografia. O clássico se mantém como o segundo filme estrangeiro mais assistido do mundo, segundo levantamento da plataforma online Preply.

Responsável pela revelação de grandes talentos como Douglas Silva e Leandro Firmino, o filme conta a história de Dadinho (Zé Pequeno) e da comunidade da Cidade de Deus na perspectiva de Buscapé, um jovem que cresceu na região e se tornou fotógrafo.

Para quem é fã da obra audiovisual, também pode assistir o original Netflix ‘Cidade de Deus – 10 Anos Depois‘, documentário que retrata tudo o ocorreu depois do lançamento do filme em 2002 de premiação e bastidores.

Museu Afro Brasil não tem diretores negros?

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Foto: Nelson Kon

Nesta semana, uma fonte que prefere não se identificar, denunciou ao Site Mundo Negro que o Museu Afro Brasil, em São Paulo, teve o último diretor negro destituído em fevereiro, da área financeira e revelou que a curadoria e o plano museológico dos próximos 5 anos está sendo feita por consultoria externa “branca”. “Tudo está embranquecendo bem rápido”, disse. 

Em nota, a comunicação do MAB lamentou a denúncia “diante do legado de Emanoel Araujo“. O Museu diz que o diretor citado da área financeira “solicitou sua saída por iniciativa própria (o que foi comunicado há 6 meses)” e garantiu que “o processo de recolocação desta vaga está em curso e sendo conduzido pelo Museu com transparência e governança usuais”. Já sobre a curadoria e plano museológico, a comunicação apenas informou que “não procede”.

A reportagem solicitou a relação de nomes dos profissionais negros nos cargos de diretoria, coordenação e curadoria do MAB, mas não foi nos enviado, com a alegação da LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais). Entretanto, no Art. 4º, há uma especificação de que a lei não se aplica a fins jornalísticos.

Além disso, os nomes dos profissionais já constam no MAB, só não tem a identificação com foto: http://www.museuafrobrasil.org.br/transparencia/institucional/ficha-tecnica

“A Associação Museu Afro Brasil prioriza a diversidade em seus quadros com respeito a etnia e raça, identidade de gênero e orientação sexual. A identificação pessoal de funcionários segue normas legais conforme critérios de LGPD”, diz um trecho da nota.

Eles garantem a presença de profissionais negros em diversos cargos, mas não cita os cargos de diretoria. “O Museu tem no Conselho e em seus quadros nomes de expressão em cargos como Coordenadoria, Educativo, Curadoria e Comunicação, pessoas de referência pública e diálogo na Academia, Instituições Negras e Imprensa.

Atualização 13/03 às 11h – O Museu Afro Brasil entrou em contato com o Site Mundo Negro novamente para uma nota à imprensa. Leia na íntegra:

Olá, sou Ale Pellegrini, negro e Coordenador de Comunicação do Museu Afro Brasil Emanoel Araujo. Sempre disponível ao diálogo, convidamos Mundo Negro e toda sociedade a esse despertar para as artes, a Mão Afro Brasileira nas artes (Araujo, 1988) e representatividade.

Como respondemos ao Mundo Negro essa semana, o diretor admin-financeiro Justino é homem negro e ao lado disso, profissional de grande competência. Com isso, após anos no MAB, foi convidado a outro projeto de grande expressão, o Instituto Bacarelli e está se desligando da instituição, por sua iniciativa.

Sua substituição demanda aliar identidade e competência, como ocorreu no caso de sua admissão. E é com esta finalidade que o Conselho de Administração do Museu está conduzindo este processo.

O Museu Afro Brasil Emanoel Araujo, referência em Artes e Cultura Negra, tem no Conselho e em seus quadros nomes de expressão como os ativistas negros e Conselheiros Wellington Souza, Luis Carlos Santos, Oswaldo Faustino e a artista negra Rosana Paulino, o Coordenador de Comunicação Ale Pellegrini, a Coordenadora de Programação Zélia Rodrigues, a Coordenadora de Educação Simeia Mello, o curador negro Claudinei Roberto com exposições agendadas no Museu para o ano de 2023, dentre outros curadores negros neste ano e outros nomes de referência pública e diálogo no movimento negro, na sociedade, na academia, instituições negras e imprensa”.

Atrizes negras dizem que foram intimidadas por ex-diretor da Globo em reunião: “testemunhamos episódios racistas”

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Diretor Vinícius Coimbra. Foto: TV Globo.

As atrizes Dani Ornellas e Roberta Rodrigues denunciaram o ex-diretor artístico da TV Globo, Vinicius Coimbra, por racismo. A ação aconteceu durante as gravações na novela ‘Nos Tempos do Imperador’, em 2021. À época, o folhetim sofria sérias acusações de promover a ideia de ‘racismo reverso’.

Ainda durante as gravações da obra, com a repercussão do caso, o diretor Vinicius Coimbra convocou uma reunião com o elenco negro da novela, o que causou incômodo entre os envolvidos. Num áudio que passou a circular nas redes em fevereiro deste ano, o profissional chega a utilizar o termo ‘tropa de choque do movimento branco’.

“Assim como você tem a tropa de choque do movimento negro, a [escritora] Djamila Ribeiro, o [comunicador] AD Júnior, você também tem a tropa de choque do movimento branco, entendeu? Que também vão, a qualquer deslize de vocês, vão deslegitimar as reivindicações, os discursos”, afirmou ele. “É normal, eu acho que tem que ter o AD Junior, tem que ter a Djamila, eu defendo mais esse tipo de discurso, mas eu acho que a gente tem que ir por uma via [em] que você não deixa contra-argumentos”, completou ainda. Em fevereiro de 2022, o diretor artístico foi afastado da TV Globo após as acusações de racismo.

Cena da novela ‘Nos Tempos do Imperador’. Foto: Paulo Belote / Tv Globo.

As atrizes Dani Ornellas e Roberta Rodrigues dizem que o trecho em que o diretor cita ‘tropa de choque do movimento branco’ foi utilizado dentro de um contexto de intimidação e racismo. Testemunhamos e vivemos situações muito difíceis, vivenciamos episódios que entendemos racistas, como a reunião solicitada pelo diretor apenas com os atores pretos. Nesta reunião, o diretor usou o termo ‘tropa de choque do movimento branco’, como pode-se ouvir no áudio”, afirmam as artistas em nota. “Incrivelmente, algumas pessoas entenderam de forma diferente. Entenderam que não foi um episódio de racismo, e, sim, uma simples ironia. Isso realmente é muito assustador. Assustador como o espaço do racismo vivenciado sempre é minimizado como algo irônico, como uma piada, como se não fosse racismo o que vivemos, nós que interpretamos errado, sempre nós”, completam elas.

O time jurídico das atrizes também informou que desde que tomaram ciência da questão, o Sr. Vinicius em diversas ocasiões buscou contato com as artistas, mandando mensagens de texto e áudio, algumas inclusive com teor de pedido de ajuda e até mesmo desculpa. “Desde as gravações da novela nossas clientes não mais falaram com o sr. Vinicius pois estão, ainda, em tratamento psicológico e psiquiátrico em razão de tudo que viveram”, destacou os representantes legais das atrizes. Os representantes de Vinicius, por sua vez, defendem que o termo ‘tropa de choque branca’ foi utilizada por ele como uma forma pejorativa, “em referência aos ‘movimentos brancos’ reacionários que reagiriam contra a luta legítima de pessoas negras”. A investigação envolvendo o caso segue em andamento pelo Ministério Público do Trabalho.

O time jurídico das atrizes reforça ainda que o Sr. Vinícius elaborou uma proposta de reparação. “Partiu do Sr. Vinicius Coimbra, através de seu advogado, uma proposta de reparação; que, de praxe, inclui cláusula de Confidencialidade para ambas as partes caso haja acordo. Em outras palavras: silêncio. A referida proposta foi repassada para nossas clientes na época como uma tentativa desastrosa e aviltante de reparação. Diante de todo o contexto vivenciado por Dani e Roberta, cujos efeitos nocivos à saúde emocional e mental ainda se perpetuam. A proposta, portanto, não foi aceita e não mais foram feitas tratativas. Em realidade a própria tentativa frustrada de acordo diante de tal proposta, tornou-se mais um episódio de dor“, disseram os representantes em nota. “O silêncio sobre a proposta foi um ato de respeito motivado pela consciência de que era importante aguardar a assimilação de mais esse episódio traumático vivenciado por nossas clientes que tiveram que reviver toda a dor sem vislumbrar um caminho justo e razoável de reparação”.

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