O depoimento de Sandra Mathias Correia de Sá, de 53 anos, estava marcado para esta quarta-feira (12), na 15ª DP da Gávea, mas teve que ser adiado porque a mulher, acusada de ter agredido e de ter feito ofensas racistas contra entregadores no último domingo (9), não compareceu à delegacia. A defesa da ex-jogadora de vôlei apresentou um atestado médico para justificar a ausência dela hoje.
De acordo com o advogado de defesa, Roberto Duarte Butter, Sandra Mathias “está com várias lesões”. Ele não revelou a origem das lesões, mas afirmou para a imprensa que “vocês vão se surpreender depois”, ao ser questionado sobre qual seria a linha que a defesa iria seguir. A mulher está sendo investigada pelos crimes de lesão corporal e injúria por preconceito.
O advogado do condomínio onde Sandra Mathias mora, Homero Pacheco Fernandes, também esteve na delegacia. Ele afirmou que existem relatos de que a mulher já agrediu e xingou moradores do condomínio. A administração do local pediu que ela deixe o apartamento onde mora. O imóvel é alugado.
No domingo de Páscoa, 9 de abril, Sandra Mathias Correia de Sá foi flagrada agredindo entregadores em São Contado, no Rio de Janeiro. Ela usou uma coleira como chicote para acertar um dos homens e também fez ofensas racistas. O vídeo das agressões viralizou nas redes sociais.
RACISMO EM SÃO CONRADO! O corpo negro é alvo de violência e ódio. Essa mulher branca, Sandra Correia de Sá, que já é investigada por injúria racial, agrediu rapaz, negro, da Rocinha, em plena luz do dia. E pior, ainda pegou uma coleira de cachorro pra agredi-lo. pic.twitter.com/KeyVYXF1EJ
A mulher teria ficado incomodada com os entregadores sentados descansando na porta de uma loja, próximos do local onde trabalhavam, que também fica perto da casa de Sandra. Segundo relato dos entregadores, ela estava passeando com o cachorro quando viu os entregadores perto de sua casa, olhou, cuspiu no chão e continuou andando. Na volta, a mulher foi para cima dos entregadores.
Viviane Maria de Souza, uma das entregadoras ofendidas pela mulher, contou que Sandra chegou a morder sua perna. Max Ângelo dos Santos, o outro entregador agredido também é visto nas imagens tentando se esquivar dos ataques de Sandra Mathias.
Segundo o entregador, essa não foi a primeira vez que Sandra Mathias Correia de Sá agrediu os entregadores. Na última terçam ela fez agressões verbais aos trabalhadores que também registraram boletim de ocorrência contra a mulher.
A nutricionista possui mais duas passagens pela polícia, a primeira é um furto de energia em Leblon, bairro onde está a escola de vôlei que ela é dona, e a segunda é por injúria e ameaça.
O ator Billy Porter, 53, foi anunciado como protagonista do novo filme biográfico sobre a vida e a carreira de James Baldwin. O longa será baseado no livro ‘James Baldwin: A Biography de David Leeming’, publicado em 1994. “Como um homem negro queer neste planeta com relativa consciência, eu me encontro, como James Baldwin disse, ‘com raiva o tempo todo'”, destacou Porter. “Estou sobre os ombros de James Baldwin e pretendo expandir seu legado para as próximas gerações”.
Billy Porter. Foto: John Salangsang.
James Baldwin foi um escritor, romancista e ensaísta afro-americano conhecido por sua influente obra literária e ativismo social. Nascido em 1924 no Harlem, Nova York, Baldwin cresceu em meio à segregação racial e à opressão enfrentada pela comunidade negra nos Estados Unidos. Ele também foi um crítico incisivo das injustiças raciais e da homofobia, e suas obras abordavam questões como raça, sexualidade, religião e identidade. Seus escritos eram conhecidos por sua eloquência, honestidade brutal e profundidade emocional, e ele foi aclamado por sua habilidade em retratar a experiência negra americana com uma voz autêntica.
James Baldwin. Foto: Reprodução.
Ainda não há data de estreia para o novo filme biográfico de Baldwin, mas é de consenso crítico que o trabalho do escritor influenciou uma geração inteira de escritores e ativistas, e ele se tornou uma figura proeminente na luta pelos direitos civis e pela igualdade social nos Estados Unidos. Além de sua carreira literária, Baldwin também foi um ativista ativo na luta pelos direitos civis, participando de protestos e discutindo abertamente as questões sociais e raciais de seu tempo.
James Baldwin faleceu de câncer estomacal em 1º de dezembro de 1987, na cidade de Saint-Paul-de-Vence, França.
A nova temporada, focada na Rainha do Egito, tem estreia marcada para o dia 10 de maio. “A mulher mais famosa, poderosa e incompreendida do mundo – uma rainha ousada cuja beleza e romances passaram a ofuscar seu verdadeiro trunfo: seu intelecto. A herança de Cleópatra tem sido objeto de muitos debates acadêmicos, muitas vezes ignorados por Hollywood. Agora nossa série reavalia esta parte fascinante de sua história“, destacou a sinopse oficial.
‘Rainha Cleópatra’. Foto: Divulgação/Netflix.
Em nota oficial, Jada Pinkett-Smith explicou que a intenção da série é apresentar a verdade sobre as rainhas negras para o mundo. “Não costumamos ver ou ouvir histórias sobre rainhas negras, e isso foi muito importante para mim, assim como para minha filha, e apenas para minha comunidade poder conhecer essas histórias, porque existem muitas! Cleópatra é uma rainha que muitos conhecem, mas não em sua verdade“, destacou Jada. “Ela foi exibida como abertamente sexual, excessiva e corrupta, mas ela era uma estrategista, um intelecto, uma força dominante da natureza, que lutou para proteger seu reino. . e sua herança é altamente debatida. Esta temporada vai mergulhar mais fundo em sua história e reavaliar esta parte fascinante de sua história”.
Em março de 2023, numa entrevista exclusiva para o MUNDO NEGRO, a roteirista de ‘Rainhas Africanas’, Peres Owino, revelou detalhes sobre a nova produção inspirada em Cleópatra. “Sempre quisemos fazer algo para celebrar nossos ancestrais, então tivemos essa ideia de colocar todas essas figuras juntas“, contou Peres. “A temporada 2 será sobre Cleópatra. Estamos criando histórias sobre nós mesmos, com pesquisadores de todos os lugares. Pesquisamos quem encontrou o material, quem está contando a história. Você quer contar a verdade e também contar o que a verdade foi. Queremos mostrar o que realmente somos enquanto africanos”, destacou ela.
‘Rainha Cleópatra’. Foto: Divulgação/Netflix.
“A segunda temporada está chegando. Geopoliticamente fomos divididos ao meio. Todos nós sabemos as fronteiras da África, sabemos o que a África é. O Egito é nosso. Se você está na África, governando um local africano, você é uma rainha africana. Estamos recuperando nossa herança, porque existe uma tentativa de colocar o Egito fora da África. Muitas pessoas pensam que não tem como um reino africano ter criado um império como esse. Então para nós, é tudo nosso”, pontuou Peres.
O astro do cinema e o super herói nasceram em Camden, Londres
Em uma entrevista para o Empire Magazine, Daniel Kaluuya falou sobre suas expectativas em participar do Homem-Aranha: Através do Aranhaverso e disse ter ficado “bastante animado” ao descobrir que ia dar voz ao Spider-Punk, que nasceu na mesma cidade que Kaluuya.
O astro de Get Out, disse que ficou muito animado quando descobriu que foi escolhido para dar voz ao Hobie Brown, o Spider-Punk. Spider-Punk é um homem-aranha do aranhaverso, ele é britânico, ligado ao movimento punk e nasceu em Camden, Londres. Por coincidência (ou não), Kaluuya também nasceu em Camden.
“Eu fiquei muito animado. Me virei para (Phill) Lord, (Chris) Miller e Kemp (Powers) e disse: ‘Obrigado por me deixar fazer parte disso, porque isso é legal pra c******.’ Eu sou uma voz no Aranhaverso com um personagem sombrio que soa exatamente como eu, de onde eu sou”, confessou Kaluuya.
Para o ator, essa semelhança entre ele e o personagem era exatamente o que os diretores procuravam, já que queriam alguém que pudesse passar esse sotaque britânico de Camden. “Nasci e cresci em Camden, e esse personagem é de Camden, que está muito associado ao movimento punk, então acho que eles queriam se apoiar no que têm de graça comigo”, disse.
Ainda não se sabe muito sobre a trama nem a participação do personagem, mas recentemente uma produtora do filme revelou que há um triângulo amoroso entre Miles Morales, Gwen Stacy e Hobie Brown, onde talvez possa surgir alguma trama.
Daniel Kaluuya tem um currículo extenso no cinema. Além dos filmes da Marvel, ele foi protagonista em Get Out e Nope do diretor Jordan Peele, Queen & Slim e Judas e o Messias Negro.
Homem-Aranha: Através do Aranhaverso tem estreia marcada para dia 1 de junho no cinema.
O “Big Black Brasil” ainda é um sonho! Em entrevista à Globo, Fred Nicácio, 36, eliminado pela terceira vez do BBB 23, afirmou que quer Domitila Barros é a sua favorita para ser a grande campeã do reality show. “Seria incrível ver um pódio preto, sim, porque isso é reparação histórica e quem não entendeu, que vá estudar. Se pudesse, gostaria, sim, de Domi, Sarah e Black na final. Seria uma realização pessoal ver um pódio desse”.
Com sensação de missão cumprida, o médico também avaliou o seu retorno ao programa. “Faltava eu colocar alguns pingos nos “is”, falar algumas coisas para algumas pessoas, inclusive na Casa do Reencontro. São pautas pouco faladas e que precisam ser escrachadas. Então, quando eu volto, eu volto com esse gás de finalizar a missão que eu havia começado na minha primeira temporada. Saio com a sensação de missão cumprida, de que fechei com chave de ouro aquilo que me propus a fazer. Talvez eu não tenha sido o melhor jogador, diante das expectativas que criaram sobre mim, mas com certeza fui o melhor missionário”, diz.
Na noite desta terça-feira (11), o Dr. Fred foi eliminado com 51,14% dos votos, enquanto Bruna Griphao, ficou com 47,53% e Sarah Aline, apenas 1,33%.
Foto: João Cotta/Globo
Leia abaixo a entrevista:
Você foi o único participante que teve duas chances de retornar ao jogo na mesma edição do ‘Big Brother Brasil’. Acha que fez o melhor uso das informações externas que tinha quando voltou mais recentemente à casa ou teria feito algo diferente?
Eu usei as informações para o meu conforto. Eu preferi esse lugar mais zeloso, sobretudo comigo mesmo. Usei as informações para motivar, incentivar e potencializar pessoas, alertar outras, e não para criar novos embates ou alfinetar ninguém; não era esse o meu objetivo. Então, acho que fiz um uso excelente diante daquilo que eu havia proposto para mim mesmo.
Você contou aos brothers que foi um protagonista da temporada até a sua eliminação. Acha que isso mudou na sua segunda fase no ‘BBB 23’?
Acho que é como o Tadeu falou ontem no meu discurso de eliminação: “O Fred é como o sol: mesmo sem fazer nada, tudo gira em torno dele”. Isso já diz muita coisa. Mesmo eu não buscando treta, ela chega até mim (risos). Acho que eu fiz o que eu tinha que fazer, que era continuar em um lugar de protagonista. Só que tudo tem que ter um começo, um meio e um final.
O que te impediu de chegar à final desta vez?
O que me impediu foi que as pessoas criaram uma expectativa em cima de mim que frustrou a elas mesmas. Foram expectativas frustradas, não a minha verdade, a minha realidade. Como quem vota é quem está aqui fora, essas expectativas frustradas podem ter me feito sair do jogo.
Foto: João Cotta/Globo
Ricardo e Bruna Griphao mencionaram que, depois do seu retorno, você passou a fazer um jogo confortável no BBB e até te chamaram de “planta”. Como enxerga esse apontamento?
Acho que eles estão certos porque se eles estavam esperando um Fred como o da minha segunda temporada, eles realmente não encontraram. Isso porque é uma outra casa, outras pessoas e também um outro Fred. Então, é um outro jogo. Eu não sou caça-treta. Não tenho como ter embates com pessoas com quem eu não tenho embates. É um jogo de relacionamentos, estava lá para me relacionar. Se dentro dessas relações acontecem algumas situações de estresse, que a gente precisa brigar, ok. Agora, se elas não acontecem naturalmente, forçar isso não é, para mim, uma boa estratégia, não.
A indicação do Ricardo ao paredão te pegou de surpresa? Como foi lidar com a berlinda depois de já ter sido eliminado uma vez?
Não me surpreendeu porque é uma pessoa que eu já não confiava no jogo. Mas eu decidi baixar a guarda porque a Domitila me pedia muito; ela solicitou que eu desse uma chance para a aproximação dele. Mesmo sentindo que não era para eu fazer isso, eu decidi ceder esse lugar, baixar a guarda e permitir que o Ricardo se aproximasse de mim. Mas, como eu sempre falo, informação é poder. Nesse momento em que eu baixo a guarda, ele começa a conseguir informações sobre mim que, antes, ele não conseguia. É como ele falava: “Eu tenho medo de você, Fred. Você aqui faz com que eu me veja cada vez mais longe do Top 3”. Então eu sei que a minha presença e a minha existência naquele lugar, por mais que eu fosse “planta”, incomodava ele e muito. Imagina se eu não fosse, né? (risos). E quanto a encarar o paredão, no dia da eliminação eu estava tranquilo. Mas, no dia anterior, eu me permiti ter medo, eu quis ter medo. Tem uma frase de uma música da Liniker que fala em “descascar o medo para caber coragem”. Eu sempre fiz isso, nesse jogo e na vida também. Mas, na segunda-feira, eu decidi não descascar o medo; decidi ter medo, ter a coragem de sentir medo, de acolher esse medo. Foi gostoso poder sentir medo dentro do BBB, uma coisa que eu não havia sentido lá dentro antes porque eu sempre fui o “Fredão, grandão e sem medo” (risos). Na segunda-feira vivi o lugar de acolher esse medo, chorar com medo, e depois eu fiz as pazes com outros sentimentos, como a gratidão e a tranquilidade de ter feito uma trajetória de que eu me orgulho e, não, que fosse bonita para os olhos dos outros.
Quando a berlinda se formou, você prometeu que as coisas iriam esquentar caso permanecesse na casa. O que teria feito, se tivesse a chance?
Ia começar o cão caçando o gato: eu tentando botar o Ricardo no paredão e ele tentando me colocar. Ele tinha acabado de ganhar um novo embate direto, então ia ser assim, e a Sarah no meio desse tiroteio (risos). As coisas iriam esquentar muito porque eu iria colocar esse cara para fora da casa; se ele não me colocasse, o próximo seria ele. Depois que saí, pelo que conversei com as pessoas, isso pegou supermal para ele. Eu sabia que essa indicação minha, caso eu não saísse, seria a queda dele. Ele tinha que ter dado um tiro certeiro, e que bom para ele que ele deu (risos).
Foto: João Cotta/Globo
Em contrapartida, o Ricardo permaneceu dizendo que jogava sozinho e, mesmo estando no quarto Fundo do Mar, votou em você. Como avalia o jogo dele?
Eu vejo o jogo do Ricardo como um jogo duplo. Ele diz que joga sozinho, mas se beneficia dos grupos e vai para o lado da canoa que não está afundando. Se afunda o Deserto, ele está no Fundo do Mar. Se afunda o Fundo do Mar, ele está no Deserto. Assim ele cria uma camada de proteção onde ele não é alvo de ninguém. E acho que isso é mérito dele. Não é um jogo que eu consigo jogar nem que acho bonito, mas é uma forma de jogar. Se ele se sente confortável e tem sucesso nesse lugar, que bom, né?
Nos últimos dias, você afirmou que não tinha como proteger mais o Cezar no jogo. De que forma definiu suas prioridades naquele momento?
O Cezar vinha demonstrando atitudes de não fechar com o grupo. Eu havia falado para ele algumas vezes que isso acabaria colocando-o em situações que a gente não conseguiria mais alcançar, que as pessoas deixariam de vê-lo como prioridade. Mas eu jamais iria soltar a mão dele, de maneira nenhuma, em questão de afeto, de estar ali para ele no que eu pudesse oferecer, como sempre ofereci. Agora, em questão de prioridade, todo mundo da casa sempre soube que a Domi [Domitila Barros] era meu pódio. Isso não era novidade para ninguém, não foi algo que eu defini depois. Foi uma história de amor que começou na minha primeira temporada; essa já era a terceira temporada do Doutor Fred no BBB (risos). Então, nada de novo em Paris.
Que balanço faz desses 20 dias em que permaneceu no programa após a repescagem?
Meu balanço é de missão cumprida. Faltava eu colocar alguns pingos nos “is”, falar algumas coisas para algumas pessoas, inclusive na Casa do Reencontro. São pautas pouco faladas e que precisam ser escrachadas. Então, quando eu volto, eu volto com esse gás de finalizar a missão que eu havia começado na minha primeira temporada. Saio com a sensação de missão cumprida, de que fechei com chave de ouro aquilo que me propus a fazer. Talvez eu não tenha sido o melhor jogador, diante das expectativas que criaram sobre mim, mas com certeza fui o melhor missionário, cumpri a minha missão.
Quem você acha que tem mais chances de vencer o ‘BBB 23’?
A Domitila porque ela é símbolo de coragem, resiliência, inteligência e jogo estratégico. E a Sarah Aline também. Acho que as duas são grandes potenciais para estar nesse Top 3 e eu estou torcendo por isso.
E quem você quer que ganhe a temporada?
Torço pela Domi, primeiramente, e depois pela Sarah. Mas as duas estando na final, eu já fico extremamente feliz. Ah, e o Black [Cezar]! Ele é incrível. E seria incrível ver um pódio preto, sim, porque isso é reparação histórica e quem não entendeu, que vá estudar. Se pudesse, gostaria, sim, de Domi, Sarah e Black na final. Seria uma realização pessoal ver um pódio desse.
Após uma série de ataques ocorridos, em escolas de São Paulo e Santa Catarina, uma onda de desinformação tem tirado o sossego de pais, alunos, professores e toda comunidade escolar. Em uma publicação nas redes sociais, a Deputada Federal do Rio de Janeiro, Talíria Petrone (PSOL-RJ), explica que está acontecendo “uma enxurrada de notícias falsas e supostas imagens de atentados estão rodando a internet”.
A parlamentar faz um alerta para a importância de “combater a desinformação” para não alimentar “pânico” nesse momento. “O objetivo dos grupos de ódio é causar pânico generalizado, portanto, ao compartilhar desinformação e até mesmo imagens e dados verdadeiros sobre os ataques, acabamos contribuindo para seu objetivo”, alerta a deputada.
Outro detalhe levantado por Talíria é o compartilhamento de conteúdos sensíveis que fazem com que familiares e vítimas revivam o trauma. “O segundo aspecto importante é a possível exposição de familiares de vítimas a conteúdo sensível, amplificando o trauma que essas pessoas já estão experimentando”, escreveu.
A deputada federal reforçou em sua publicação a necessidade de as autoridades monitorarem grupos de ódio, onde esses ataques costumam ser planejados.
Na semana passada, o Ministério da Justiça criou um canal de denúncia com objetivo de combater os massacres e ataques a escolas. As denúncias podem ser realizadas através do site: https://www.gov.br/mj/pt-br/escolasegura.
O governo federal também criou um grupo de trabalho que terá que desenvolver uma nova política nacional que incluir fortalecer o Programa Saúde na Escola, criar campanhas para desestimular atos violentos além de repasse de recursos para que as escolas realizem treinamentos para que diretores e professores estejam capacitados para mediar conflitos.
Os fãs dos integrantes iniciais do quarto Fundo do Mar ainda estão desolados com a eliminação de Fred Nicácio no BBB 23, na última terça (11). Mas o entretenimento do programa ainda pode ter um bom desfecho, se o Cezar Black voltar do novo paredão, que já foi formado logo após a saída do brother.
O enfermeiro está disputando o paredão contra as rivais do game, Aline Wirley e Amanda Meirelles. Devido ao favoritismo da médica na votação do público, que causou a eliminação da Marvvila na semana passada, a equipe de Black e de seus aliados, estão puxando o mutirão contra a ex-Rouge.
Sendo Amanda e Aline, as consideradas ‘plantas’ pelo público e pelos brothers da casa atualmente, selecionamos quatro situações em que Cezar Black mostrou que o entretenimento é garantido com ele no reality show. Confira:
1 – A Guerra dos Carecas
O VT da Guerra dos Carecas é um dos mais aguardados pelo público do BBB 23. “Entre tapas e beijos” com o Ricardo Alface, é diversão garantida com memes na internet. Um dia eles brincam, no outro discutem, mas sempre dentro dos bons limites para continuar convivendo no dia a dia na mesma casa. A edição está marcada com a relação dos dois, que agora estão dividindo o VIP com a líder Sarah Aline, que venceu a prova ontem (11).
O plot twist que Black causou nos últimos dias, deixou a web animada. Após uma discussão sobre prioridades de alianças com o Fundo do Mar, Black se mudou para o Deserto. Apesar de em nenhum momento, afirmar que isso significaria uma aliança com as ‘desérticas’, elas se sentiram ofendidas quando ele indicou Aline e Amanda no paredão, como castigo do Monstro. O que levou a mais momentos de micro violências por parte delas contra um homem negro. No último Jogo da Discórdia, Cezar trouxe isso à tona, se tratando especialmente em relação a Bruna, considerada a mais grossa pelos brothers da casa e pelo público que assiste o programa. Ele foi tão certeiro nas palavras, que após a dinâmica, Bruna chorou e pediu desculpas.
"Bruna nao sabe receber críticas, quando recebe ela faz as seguintes coisas: XINGA, TENTA HUMILHAR, OFENDE PESSOAS E GRITA. A Bruna é isso: gosta de fazer críticas, mas nao consegue lidar com críticas." (Black)
Cezar Black é a pessoa mais sensível da casa e já ganhou até VT com momentos de muita emoção. Chora facilmente quando vê o seu cachorro Rocco, que também já está muito famoso. Chorou muito quando perdeu aliados na casa, ao ouvir uma música, em outros momentos de fragilidade. Rende boas brincadeiras na web e é muito bom ver a quebra de estereótipos em relação aos homens negros.
No início do programa, Black e Tina protagonizaram uma discussão icônica em um Jogo da Discórdia porque ele queria usar a peruca da angolana emprestada em uma festa e ela disse que não. Depois de alguns dias, ele conseguiu uma Festa do Líder com o tema ‘Marinheiro’ e ganhou uma peruca para o figurino, para deixá-lo feliz novamente.
Sendo direto e objetivo: os proprietários de supermercados não querem acabar com a perseguição de negros dentro de seus espaços, caso contrário isso já teria acontecido. E podemos incluir mais um monte de estabelecimentos comerciais com a mesma dinâmica racista. Não há desculpas que caiba para negar essa proposição. Eu nem me recordo qual foi a última vez que entrei em supermercados e não tenha constatado seguranças no meu pé (se é que existiu esse dia). Às vezes aparece uns à paisana simulando organização dos produtos na prateleira. Outros são tão desavergonhados que fingem ser clientes. Eu sempre intimo “por acaso você está me seguindo?”, “está achando que eu vou roubar?”, “se continuar me seguindo, vou te denunciar!”, “o patrão paga bem para você correr atrás de preto?” depois que despejo a minha indignação os caras somem. Mesmo assim não tenho dúvidas de que ainda me vigiam, porém, de longe.
E não é somente os brancos que se colocam nesse papel racista, os seguranças negros reproduzem fielmente esse comportamento. Nenhum destes negros param para pensar que se “der ruim” são eles que responderão criminalmente. Esquecem que o peso da justiça é sempre maior para pessoas negras em comparação aos brancos. Além disso, ignoram que fora da atividade profissional, também são clientes negros e gostariam de ser tratados com respeito. Não pensam que seus familiares e amigos podem passar pela mesma situação em outros comércios.
O racismo brasileiro cravou no pensamento social a ideia de que as pessoas negras são inconfiáveis e com inclinação para cometimento de crimes. Isso alcançou o propósito racista, foram décadas de discursos, omissões e exposição de imagens nos livros de ficção e didáticos, nos programas de televisão, cinema e teatro, representando os negros de maneira negativa. Sem um trabalho intenso de reversão dessas subjetividades, continuaremos sendo o alvo não apenas nos supermercados, mas em outras dinâmicas nas relações entre negros e brancos. E nem quero entrar no mérito do racismo diretamente conectado a lógica capitalista que explora trabalhadores negros nesses espaços, refiro-me somente ao racismo que torna os clientes negros sempre suspeitos.
Pouco adianta ações antirracistas de alguns supermercados que acham que investindo em treinamentos para os funcionários tudo se resolve. Não é tão simples assim; e os empresários não são ingênuos, apenas se preocupam com a imagem do estabelecimento para não abalar os lucros. Quem não sabe que jamais se deve julgar o caráter pela cor da pele, pelos trajes que a pessoa veste? Isso é básico. Nem precisa gastar horas para dizer coisas simples. O psiquiatra e revolucionário Frantz Fanon escreveu “Em uma cultura com racismo, o racista é, então, normal” e a revolucionária Assata Shakur nos ensinou “Ninguém no mundo, ninguém na história, nunca conseguiu a liberdade apelando para o senso moral do seu opressor.” Nesse sentido, considerando que a sociedade brasileira nega o direito à existência digna das pessoas negras – há mais de quinhentos anos -, iniciativas antirracistas referente a cursos e treinamentos não têm capacidade por si só de resolver o problema enraizado na cultura. Além da sistemática perseguição, notícias de negros sendo torturados, assassinados, violentados dentro de supermercados não é incomum; recentemente uma mulher negra até ficou só de roupas íntimas como protesto para provar que não estaria roubando nada. Eu sinceramente não tenho nem ideia de como preservar a saúde mental sabendo que posso passar por situações constrangedoras.
Os empresários e donos desses estabelecimentos não tomam medidas eficazes, mas seguem sedentos pelo nosso dinheiro. Estão cientes de que os negros constituem a maioria da população brasileira. Por isso, nos últimos anos, investem em propagandas com famílias negras, homens negros, mulheres negras, jovens e crianças negras como isca para lucrar mais. Utilizam da ideia da representatividade para encher os próprios bolsos. Os negros devem rejeitar essas coisas simbólicas organicamente conectadas ao capitalismo. Vamos nos organizar e protestar radicalmente, cobrar medidas políticas de reparação e abolição dessa lógica racista dentro dos comércios. Eu trabalho na área de tecnologia e digo com conhecimento de causa que é possível implantar sistemas impossibilitando muita coisa que vemos ferindo a dignidade dos clientes negros. Enquanto não resolverem essas questões, elaboremos campanhas de boicote a esses estabelecimentos, de maneira massiva e coordenada, com todos os seguimentos engajados no combate ao racismo. Não dê dinheiro para quem não nos respeita!
Segundo os dados do Cebrap e Amobitec, mais de 60% são negros
Em uma pesquisa inédita do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap), em parceria Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia (Amobitec), divulgada nesta terça-feira (11), revelou que a maioria das pessoas que atuam em aplicativos como entregadores e motoristas são homens negros.
Segundo os dados da pesquisa, 1,660 milhão de pessoas atuam em aplicativos, sendo 1.274.281 motoristas e 385.742 entregadores. Entre a grande maioria dos trabalhadores de aplicativos de entregas e transporte, como Uber, 99, Ifood e Zé Delivery, são homens negros (que autodeclaram pretos ou pardos) com a idade média entre os 30-40 anos e com o ensino médio completo.
A pesquisa identificou que 68% dos entregadores e 62% dos motoristas se declaram pretos ou pardos. Além disso, a grande maioria dos trabalhadores são homens, sendo 97% entregadores e 95% motoristas, com a média de idade entre os entregadores de 33 anos, e 39 anos para os motoristas.
Foto: Uber
O estudo também mostra que boa parte dos trabalhadores possuem o ensino médio completo (60% entre motoristas e 59% entre entregadores) e que 10%-12% ainda estuda.
Já a jornada de trabalho das duas categorias são variáveis, isso se dá pela flexibilidade de horário, a facilidade de locomoção e compromissos pessoas. Os entregadores trabalham uma média de 13h e 17h por semana, enquanto os motoristas trabalham uma média de 22h e 31h horas por semana.
“Ele [a pesquisa] aborda o campo de trabalho que se abriu a partir da oferta de aplicativos, desenvolvidos por empresas de tecnologia, para mediar atividades de transporte e logística. Trazendo novas informações, esta publicação se soma a outras pesquisas da área, que já investigam estes trabalhadores com metodologias diferentes. O intuito de ampliar o conhecimento sobre as características relacionadas ao trabalho desempenhado por motoristas e entregadores, é ajudar a pensar quais são as ações privadas e políticas públicas que podem ser desenvolvidas para produzir um mercado de trabalho justo e coerente com os anseios da sociedade”, comenta Victor Callil, coordenador de pesquisas do CEBRAP.
Os dados foram cedidos pelos aplicativos associados à Mobitec – 99, iFood, Uber e Zé Delivery – e entrevistou 3.025 entregadores e motoristas em todo Brasil.
“Em um momento em que governo, trabalhadores e empresas se preparam para discutir maneiras de regular o trabalho em plataformas, percebemos que há na sociedade um desconhecimento muito grande sobre esse tipo de atividade e esperamos contribuir para o debate com informações precisas e abrangentes”, explica André Porto, diretor-executivo da Amobitec.
Segunda temporada da série “Auto Posto” estreia na Comedy Central e Paramount+ no dia 1º de maio. Estrelado por grandes atores como Neusa Borges, Micheli Machado e Walter Breda, a comédia acompanha Nelson, dono de um tradicional posto de gasolina. No entanto, o estabelecimento fica à beira da falência após a inauguração de um concorrente ultramoderno do outro lado da rua.
Em “Auto Posto”, a segunda temporada com a nova fiscal-chefe Joana em seu encalço e com Roberval cada vez mais perto de ficar livre da cadeia, Nelson vê o futuro de seu velho auto posto cada vez mais ameaçado. Dívidas antigas com os ex-funcionários levam a um processo que tira o posto do controle de Nelson. Depois de passar por Bernadete, Batata e Sargento Perez, o auto posto chega às mãos de quem Nelson mais temia, é batizado de “Auto Posto Amigos do Roberval” e se torna fachada de um cassino clandestino que passa a funcionar no estoque.
A nova temporada foi escrita pela roteirista Gautier Lee, e fã da série, que vê o trabalho como um grande presente. “Foi a realização de um sonho. E além disso, eu sou muito aficionada por séries de comédia com a linguagem mockumentary como The Office, Modern Family e, a minha favorita atualmente, Abbott Elementary. Escrever uma série com essa linguagem foi uma experiência nova e incrível,” conta. A roteirista também comenta que a escrita da temporada a incentivou a criar um workplace mockumentary autoral com protagonismo trans que está em estágio de desenvolvimento.
Em entrevista para o Site Mundo Negro em janeiro, Gautier Lee também havia revelado que estreia como diretora neste ano. “Vou dirigir meu primeiro longa, ‘Pajubá‘, que foi escrito pela Hela Santana, e que se propõe a fazer um panorama da cultura e da história trans brasileira”, contou.