Nesta última quarta-feira (14), o grupo Raça Negra anunciou que fará um cruzeiro temático em novembro para comemorar seus 40 anos de carreira. O ‘Cheia de Manias em Alto-Mar’ promete reviver o melhor dos anos 1990, com um repertório repleto de hits que embalaram gerações.
Entre os dias 9 e 12 de novembro, o grupo liderado por Luiz Carlos realizará apresentações a bordo do navio MSC Preziosa. O evento contará com a presença de convidados especiais como Belo e o vocalista Leonardo do grupo Menos é Mais. Além disso, os cruzeiristas terão a oportunidade de curtir o show intitulado “Gigantes do Samba”, que apresentará a incrível dobradinha entre Raça Negra e Alexandre Pires.
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Venha viver esse momento histórico. Me leva junto com você para esse mar de didididiê! 🛳🌊
O roteiro dos três dias de festa ainda será divulgado e pode ser conferido no site oficial do evento (CLIQUE AQUI). “Venha viver esse momento histórico do grupo que inspirou gerações e até hoje é adorado por todo o Brasil. Não há quem não conheça, se emocione, e se entregue as músicas icônicas desses gigantes“, diz a descrição oficial. “Nesse mar de didididiê, transformaremos um mega transatlântico de luxo no cenário perfeito para a comemoração de 40 anos dos maiores artistas do Brasil, desde sempre tocando nossos corações e histórias”.
Com uma trajetória marcada por sucessos, o Raça Negra se tornou uma referência no cenário musical brasileiro. Suas canções são conhecidas por sua melodia cativante e letras que abordam temas como amor, saudade e paixão. Hits como “É Tarde Demais”, “Cheia de Manias”, “Jeito Felino” e “Cigana” se tornaram verdadeiros hinos e embalaram gerações, conquistando um lugar especial no coração do público.
Ao longo de sua carreira, o grupo acumulou uma impressionante lista de prêmios e honrarias. Eles foram agraciados com discos de ouro, platina e diamante, destacando o sucesso comercial de suas músicas. Além disso, a banda continua a encantar o público em suas apresentações ao vivo, lotando casas de show e participando de grandes eventos musicais.
Entre os dias 16 a 25 de junho o Sesc São Paulo recebe a 7ª edição do CIRCOS – Festival Internacional Sesc de Circo, uma experiência circense com produções nacionais e internacionais. Pela primeira vez, o festival vai contar com a presença de espetáculos de artistas de Togo, Guiné. Ao todo serão 40 atividades, sendo 21 espetáculos, e mais intervenções, vivências, oficinas, mesas de discussão, instalação interativa, lançamento de livro e encontro de programadores.
A programação vai contar com 10 apresentações internacionais, sendo seis estreias mundiais e quatro nas Américas, e mais 11 nacionais. A companhia Circus Baobab, de Guiné, abre o CIRCOS 2023 com números acrobáticos coletivos em Yé! – Água. O grupo guineense aborda temas como disputa por água, questões ambientais, violência de gênero, corrupção e desigualdade social em suas apresentações.
A companhia de Togo, Cia Afuma, apresenta a tradição togolesa em Edukikan – Coração Valente. Um espetáculo para todas as idades com pernaltas que se equilibram em pernas de pau de mais de três metros de altura ao som de ritmos típicos.
Além dos dois países africanos e grupos nacionais, o festival conta com a presença de produções da Alemanha, Argentina, Bélgica, China, Colômbia, Estados Unidos, França, México, Peru, Uruguai e Hungria, que também estará pela primeira vez.
O CIRCOS tem como objetivo trazer “um panorama multifacetado da produção circense contemporânea” no mundo e no Brasil. Para o diretor do Sesc São Paulo, Danilo Santos de Miranda, o festival traz uma experiência de diversidade e representatividade. “Assim, o CIRCOS – Festival Internacional Sesc de Circo apresenta um panorama diversificado, dialogando com a importância da diversidade e da representatividade de povos e culturas em suas apresentações, corroborando assim para uma sociedade verdadeiramente mais justa e democrática”, comenta Miranda.
Serão 12 unidades da capital e Guarulhos que vão receber os espetáculos: 24 de maio, Avenida Paulista, Belenzinho, Campo Limpo, Consolação, CPF – Centro de Pesquisa e Formação, Guarulhos, Ipiranga, Itaquera, Pinheiros, Pompeia, Santana e Vila Mariana.
A programação completa e ingressos estão disponíveis no site circos.sescsp.org.br/. Os ingressos também podem ser adquiridos presencialmente nas bilheterias.
Cinco empresas e organizações negras, de 45 inscritas, foram selecionadas para firmar uma parceria entre o Fundo Baobá e o MOVERno edital de educação tecnológica para pessoas negras, visando incrementar a empregabilidade no setor, no Programa Presente e Futuro em Movimento.
Um dos selecionados foi o Instituto da Hora, organização sem fins lucrativos de Duque de Caxias (RJ), fundada em 2020 pela cientista da computaçãoNina da Hora, para descentralizar o conhecimento científico, potencializar narrativas antirracistas na tecnologia e emancipar os direitos digitais no Brasil através de pesquisa focada em dados, articulação em rede e incidência.
“O programa será muito importante para nós que estamos atuando com direitos digitais e tecnologias a partir de territórios e ações antirracista. Possibilitará a empregabilidade de pessoas nesta área e a disseminação de educação tecnológica”, relata Nina da Hora, fundadora e diretora executiva do instituto.
Os outros selecionados são: Casa de Cultura, Esporte e Cidadania Dona Joana – Água Fria/BA; Instituto de Assistência e Proteção Social – IAPS – Fortaleza/CE; Instituto Oportunidade Brasil – Vitória/ES; e UX para Minas Pretas – São Paulo/SP.
Em comum entre as beneficiadas estão: a busca pela qualificação profissional de jovens negros e negras em vulnerabilidade social; a qualificação sócio-profissional; a inclusão digital; a preparação para o mercado de trabalho e o estímulo ao pertencimento à realidade étnico-racial.
“Ter o Fundo Baobá como parceiro, e contar com toda sua expertise no trabalho para investir e alavancar a capacitação e empregabilidade voltados à promoção da equidade racial e da justiça social, nos ajuda a fomentar cada vez mais projetos e ações pró-equidade racial para a população negra. Os valores do Fundo Baobá (Ética, Transparência, Gestão e Justiça Social) estão diretamente ligados aos esforços que o MOVER realiza diariamente com as 47 empresas que fazem parte do Movimento”, declara Marina Peixoto, diretora-executiva do Mover.
Uma ex-funcionária branca do Starbucks, localizado na Filadélfia, nos Estados Unidos, obteve uma vitória em um processo no qual acusava a empresa de demiti-la por motivos raciais. A decisão judicial, proferida em 12 de junho, concedeu a ela uma indenização no valor de US$ 25,6 milhões (cerca de R$ 123,3 milhões).
No entanto, o Starbucks negou veementemente as acusações e alegou que a mulher, que ocupava o cargo de gerente regional na época, não soube lidar de forma adequada com um caso de racismo ocorrido em uma das lojas da rede, envolvendo dois clientes negros. O caso foi divulgado pelo jornal The New York Times.
A ex-gerente regional, Shannon Phillips, foi uma das funcionárias demitidas após o incidente. Ela alega que, diante da controvérsia, recusou-se a acatar as ordens de sua superior, uma mulher negra, para demitir outro gerente branco acusado de conduta discriminatória, sustentando que as acusações eram falsas.
Phillips afirma ter sido injustamente transformada em “bode expiatório” pela empresa, que teria poupado o gerente negro responsável pela loja em questão. No processo, ela ainda alega que outros funcionários brancos também foram “punidos”.
A defesa do Starbucks argumentou em tribunal que Phillips não desempenhou adequadamente sua função durante o período de crise, o que resultou em sua demissão. Segundo um advogado da empresa, “a regional da Filadélfia precisava de um líder, e a sra. Phillips falhou em todos os aspectos desse papel”. Ela era responsável por cerca de 100 lojas.
O tribunal decidiu que o Starbucks violou os direitos civis e as leis contra discriminação racial. A condenação incluiu o pagamento de US$ 600 mil em compensação e uma indenização de US$ 25 milhões por danos morais a Phillips.
Após a divulgação da decisão judicial, o Starbucks não emitiu nenhum posicionamento oficial sobre o caso. Porém, a ex-gerente demonstrou satisfação com o resultado. De acordo com o The New York Times, sua defesa alegou que ela apresentou provas “contundentes” de que foi punida por ser branca.
O incidente envolvendo os clientes Rashon Nelson e Donte Robinson, que aguardavam um amigo no estabelecimento, ocorreu quando eles solicitaram o uso do banheiro e foram negados pelo funcionário. O gerente, diante da recusa dos clientes em deixarem a loja, chamou a polícia. Os dois homens foram algemados e levados para a delegacia, onde ficaram detidos por oito horas.
Rashon Nelson e Donte Robinson também chegaram a um acordo compensatório com o Starbucks, além de um acordo com a prefeitura, que se comprometeu a destinar US$ 200 mil para um projeto educacional contra o racismo.
Rodrigo Françafaz um pouquinho de tudo, ele é diretor, escritor, ex-BBB, ativista e agora pode colocar mais um empreendimento na sua lista, dono de restaurante. Inaugura nesta quinta-feira (15), o restaurante Àmàlá, no Pelourinho, em Salvador, focado na culinária ancestral.
Ele conversou com o Mundo Negro sobre o restaurante e sua relação pessoal com a culinária. Para ele, a Àmàlá surgiu com a missão de acolher e levar comida afetiva para a população negra baiana. “Àmàlá tem uma pesquisa de afeto, acolhimento. E acolhimento também é uma comida gostosa, afetiva, que gera memórias e ensinamento, porque estamos falando de comida ancestral. Uma comida que existe há séculos e vem contemplar o contemporâneo”, contou Rodrigo.
O nome Àmàlá vem de origem Iorubá e é um prato votivo aos orixás, Xangô, Iansã, Obá e Ibeji, nas religiões de matrizes africanas e também carro chefe do restaurante que leva o mesmo nome. “Àmàlá porque é uma comida sagrada, de suma importância pra quem é de Axé, porque tem uma sonoridade que nos lembra o verbo amar”, descreveu o diretor. O chef responsável pela cozinha e menu será Andrey Basttos.
Já a escolha de ser no Pelourinho, foi uma forma de reconquistar o espaço para os negros. Rodrigo acredita que empreendedores negros e a população preta de Salvador está ressignificando o lugar que já foi de dor para o nosso povo: “O próprio negro ressignifica esse espaço que também deve ser de potência, sem esquecer a história do lugar, mas a gente precisa ocupar e deixar registrado que lá, como qualquer outro lugar, é nosso por direito.”
Mas quem acompanha a rotina de Rodrigo França sabe que ele não é uma pessoa de fazer um projeto por vez. Além da abertura do restaurante, ele está em cartaz com o espetáculo “Meus dois pais”, no Rio de Janeiro, e ainda nesta semana começa a filmar a terceira temporada de “Arcanjo Renegado”, da GloboPlay.
Em julho, ele lança mais um livro infantil. Já em agosto, ele se prepara para estreia da série “Humor Negro”, da Multishow e Globoplay, no qual ele é diretor, e a peça “Para meu amigo branco”, baseada no livro de Manoel Soares.
Para dar conta de tudo isso, Rodrigo conta com equipes, formadas por 90% negros, que o ajuda em cada projeto e nas decisões. Ele diz que esse ritmo traz estresse e cansaço, mas que ele tenta não passar para as pessoas que trabalham com ele e nem para os clientes, por isso sempre tira um tempo para descansar e cuidar da saúde mental e espiritual. “Férias, pra mim, é desligar de tudo pra dar conta de um ano que é de muito trabalho”, contou o empreendedor.
Confira a entrevista completa:
O que podemos esperar do Àmàlá e como foi o processo de surgimento do restaurante?
Àmàlá tem uma pesquisa de afeto, acolhimento. E acolhimento também é uma comida gostosa, afetiva, que gera memórias e ensinamento, porque estamos falando de comida ancestral. Uma comida que existe há séculos e vem contemplar o contemporâneo, mas uma comida gostosa e feita por pessoas que amam o que fazem, que entendem a culinária como um aspecto cultural forte.
Por que o nome Àmàlá e como decidiram que seria no Pelourinho?
Àmàlá porque é uma comida sagrada, de suma importância pra quem é de Axé, porque tem uma sonoridade que nos lembra o verbo amar, e no Pelourinho porque, junto com outros empresários negros, a gente precisa entender que aquele espaço também é nosso. Um espaço que começa de dor com a população negra, e hoje, o próprio negro ressignifica esse espaço que também deve ser de potência, sem esquecer a história do lugar, mas a gente precisa ocupar e deixar registrado que lá, como qualquer outro lugar, é nosso por direito.
Para você, qual a importância de restaurantes que exaltam e mantêm viva nossa ancestralidade e cultura preta?
A cozinha sempre foi um espaço de potência para nós, negros. Não um espaço de subalternidade. Pra maioria das casas de famílias negras, a cozinha é o melhor lugar, de afeto, conversa e carinho. Cozinhar significa colocar, imprimir na comida o melhor que a gente tem. Quando a gente pensa em gastronomia, a gente está falando sobre a ética e estética de um povo, valores culturais de um grupo. Colocar essa culinária afro-brasileira num cardápio, é uma das formas de sinalizar que estamos presentes, que é uma culinária muito viva. Estamos nos terreiros, nas residências e estamos nos melhores restaurantes. Feito pelos nossos e onde também os nossos são donos do espaço.
A procura de espaços (restaurantes, bares e afins) comandados por pessoas negras vem aumentando cada vez mais, você acha que estamos vivendo um bom momento para o empreendedorismo preto?
Acredito que cada vez mais a comunidade negra está entendendo a importância e o que é black money, esse dinheiro que gira entre a gente, entendendo que a gente não vive em uma democracia racial e que existe um apartheid socioeconômico. O dinheiro só está na mão da branquitude. Então, comprar produtos, consumir serviços de gente preta é também possibilitar economicamente que diminua essa distinção econômica que existe no Brasil. A gente vai encontrar as melhores comidas, os melhores serviços, os melhores produtos também das mãos de pessoas pretas. A negritude já está atenta a isso.
Você já tinha interesse em entrar no ramo culinário ou foi uma oportunidade que surgiu na sua vida de repente?
Sou de uma família onde os homens cozinham, então a comida pra mim sempre esteve presente desde criança, cortando a cebola pro meu pai cozinhar. A necessidade de expandir da arte, da cultura, pra gastronomia foi por conta de primeiro, gerar empregabilidade pra muitos artistas que estavam na entressafra de trabalho. Comecei com restaurante no Rio de Janeiro, pensando em um público que lotava o teatro em que eu estava presente, e não tinha pra onde ir, ou que ia a um restaurante sem o menor compromisso com a negritude, levar o seu dinheiro, aí pensei: esse público pode levar esse dinheiro de volta pra mão preta. Essa necessidade vem daí, de gerar empregabilidade, e o público negro que consome cultura possa usar o seu dinheiro pra serviços e produtos de negros que geram cultura, e aí a gente acaba estabelecendo um black money.
Além da abertura do restaurante, você está em cartaz com o espetáculo “Meus dois pais”, vai começar a filmar a terceira temporada de “Arcanjo Renegado”, está nos preparativos finais para a estreia de “Humor Negro” e ainda vai lançar um livro. Você pode falar mais um pouco sobre seus trabalhos e como faz para dar conta de tudo na sua rotina?
Eu tenho equipes extraordinárias, estou em todos os processos, embora não seja uma pessoa centralizadora, as decisões estão nas minhas mãos, mas sempre a partir de uma escuta. Esse Rodrigo que faz não tem a ver com mérito, isso é sempre importante sinalizar. Sou de uma família preta, de classe média, que pôde me instrumentalizar na educação, e é uma exceção à regra quando a gente pensa em uma relação socioeconômica.
E consciência tem a ver com a minha militância, não posso negar um trabalho que vai difundir dezenas, centenas de empregos. Trabalhar comigo, em todas as pontas, significa mais de 90% de profissionais negros. Então traz cansaço, estresse, mas vale a pena e o mais importante é que esse cansaço não vá para as pessoas com quem trabalho, para os clientes. Eu paro e descanso. Férias, pra mim, é desligar de tudo pra dar conta de um ano que é de muito trabalho. E cada vez mais estou cuidando da minha saúde espiritual, mental, em dia, pra conseguir seguir.
Pharrell Williams assumiu recentemente o cargo de diretor criativo da Louis Vuitton e sua primeira grande jogada foi garantir a presença da empresária e cantora Rihanna como estrela de sua primeira campanha. A campanha apresenta Rihanna grávida usando uma camisa de couro com o padrão Damier da grife, pixelado.
A imagem da campanha já está em exibição em um enorme outdoor com vista para o rio Sena, no Musée d’Orsay, em Paris, onde Pharrell posou para a foto mencionada anteriormente. Esse lançamento ocorre apenas alguns dias antes de seu desfile de estreia, marcado para o primeiro dia da semana de moda masculina da capital francesa, em 20 de junho.
A nomeação de Pharrell Williams para o cargo de diretor criativo masculino da Louis Vuitton solidifica ainda mais a marca como uma referência cultural e marca a primeira grande decisão de Pietro Beccari desde que assumiu o cargo de presidente e diretor executivo da Louis Vuitton no início deste ano.
“Pharrell Williams é um visionário cujos universos criativos se expandem da música à arte e à moda – estabelecendo-se como um ícone cultural global nos últimos vinte anos. A forma como rompe fronteiras nos vários mundos que explora, alinha-se com o estatuto da Louis Vuitton como Maison Cultural, reforçando os seus valores de inovação, pioneirismo e empreendedorismo‘, disse a grife em comunicado que anunciou a contratação de Williams.
A aguardada primeira coleção de Pharrell como diretor criativo masculino da Louis Vuitton será revelada em junho, durante a semana de moda de Paris. É importante ressaltar que o artista já possui uma longa trajetória no mundo da moda, tendo atuado anteriormente como embaixador da Chanel.
Um evento que busca reimaginar o futuro da educação e iluminar os desafios e oportunidades do nosso sistema educacional. A segunda edição do Festival LED – Luz na Educação, acontece nos dias 16 e 17 de junho no Museu do Amanhã e no MAR, no Rio de Janeiro e trará conversas importantes com convidados especiais como a professora e escritora norte-americana Patricia Hill Collins, além de oficinas, palestras e shows.
“Nessa segunda edição, eu a Letícia Castro que é quem divide essa linda e árdua tarefa comigo, tivemos mais tempo para pensar e fazer um trabalho profundo de pesquisa, de escuta e muita troca com parceiros diversos e de diversas áreas”, contou Renata Novaes, que atua na área de Valor Social e é uma das curadoras do festival.
“Os critérios [para a escolha dos especialistas, educadores e artistas que participam do evento] são de ampliação do diálogo, e por isso trazemos, por exemplo, figuras no universo da arte e entretenimento para complementarem com suas falas a partir de suas vivências que não necessariamente sejam acadêmicas”, revelou.
O primeiro dia de festival trará o ativista indígena Ailton Krenak, a escritora Ana Maria Gonçalves, além do ator, diretor e escritor Lázaro Ramos para uma conversa mediada pelo apresentador Luciano Huck, e promete reflexões profundas no palco LED INSPIRA, onde o tema debatido será “Trajetórias ancestrais: como o passado pode guiar futuros plurais?”.
Outro destaque do LED INSPIRA será a conversa sobre “Educação crítica: uma janela para novas possibilidades com Patricia Hill Collins”, na qual os participantes terão a oportunidade de aprender com uma das mais influentes sociólogas do mundo sobre como a educação crítica é essencial para a construção de sociedades democráticas e equitativas. O bate-papo terá mediação de Larissa Luz.
“A Patricia Hill Collins é reconhecida como uma importante figura no campo dos estudos que examinam as formas complexas como diferentes sistemas de opressão, como raça, gênero e classe social, se intersectam e se interconectam. Logo, suas inteligências podem contribuir muito trazendo para o cenário brasileiro, pois fala de empoderamento, compreensão e sobretudo fornece uma lente crítica para a análise dos currículos escolares”, destaca Renata.
No dia 17 de junho, o palco LED INOVA trará discussões como “Borogodó cultural: uma escola chamada Brasil”, uma conversa descontraída sobre o potencial pedagógico da cultura brasileira e como ela pode ser incorporada no currículo escolar para fortalecer a identidade cultural do país.
Além da oficina “Vou aprender a ler pra ensinar meus camaradas: práticas de antirracismo na educação”, que abordará estratégias antirracistas e a construção de uma sociedade menos desigual. Essa oficina é destinada a profissionais da educação e a qualquer pessoa interessada no tema.
Renata Novaes também reforçou a importância de pautas antirracistas no contexto educacional considerando a formação do país e seu histórico escravista. “O Brasil possui uma história marcada pela escravidão e pela desigualdade racial, e a luta contra o racismo é fundamental na construção de uma sociedade justa e igualitária. E dentro do contexto educacional pautas como essa são urgentes.”
A Inteligência Artificial como recurso para a educação também estará em pauta durante o Festival LED – Luz na Educação. Renata explica que a discussão é necessária tendo em vista a necessidade de garantir que esse seja um recurso acessível para todos. “Tenho ouvido muito que a IA pode ajudar a melhorar a eficiência dos sistemas públicos, como saúde, transporte e segurança, e tem grande potencial de trazer benefícios para as questões sociais do país, a ponto de refletir a promoção de uma educação mais inclusiva. Mas precisamos garantir que seja acessível para todes, e que os profissionais sejam capacitados para aplicar com efetividade e responsabilidade. São grandes os desafios e por isso a necessidade da discussão”, pontuou.
Sobre o papel do Festival LED na inspiração por mudanças reais na educação do país, Renata reitera: “Acredito que mais do que inspirar, festivais educacionais como o LED disponibilizam um ambiente propício e necessário para a troca de ideias, compartilhamento de experiências e a disseminação de boas práticas entre educadores, pesquisadores, especialistas e demais envolvidos no universo da educação.”.
Os participantes do Festival LED – Luz na Educação podem esperar por dois dias repletos de inspiração, aprendizado e diversão na busca por transformar a educação brasileira.
Clique aqui e confira a programação completa do festival.
O atacante da seleção brasileira e do Real Madrid, Vinícius Jr. foi convidado pela Fifa para liderar o comitê especial antirracismo. A informação foi divulgada pelo presidente da entidade Gianni Infantino, em entrevista à Reuters nesta quinta-feira, 15. O comitê será formado por jogadores que devem sugerir punições mais rigorosas para quem cometer atos racistas no futebol.
“Pedi a Vinícius que liderasse esse grupo de jogadores que apresentará punições mais rigorosas contra o racismo, que mais tarde serão implementadas por todas as autoridades do futebol em todo o mundo”, disse Infantino.
Vini Jr. tem sido uma vítima recorrente de ataques racistas no futebol europeu. O mais recente aconteceu em maio, durante uma partida entre Real Madrid e Valencia, pelo Campeonato Espanhol, quando o jovem jogador de 22 anos, foi hostilizado por torcedores do time rival e ao reclamar sofreu um mata-leão do jogador do Valencia, Hugo Duro.
Ao anunciar o jogador como líder do comitê, o presidente da Fifa afirmou ainda que é preciso ouvir os jogadores e trabalhar por um ambiente mais seguro: “Precisamos ouvir os jogadores e o que eles precisam para trabalhar em um ambiente mais seguro. Estamos levando isso muito a sério”, comentou.
“Não haverá mais futebol com racismo. Os jogos devem ser interrompidos imediatamente quando isso acontecer. Basta!”, enfatizou Gianni Infantino após uma reunião com Vinícius Jr. e os jogadores da seleção brasileira. “Precisamos de punições mais duras. Não podemos tolerar mais racismo no futebol. Como presidente da Fifa, sinto que precisava conversar pessoalmente com Vinícius sobre o assunto.”, comentou. O jogador brasileiro ainda não se pronunciou sobre o assunto.
O Afropunk Bahia deu início a contagem regressiva para a edição de 2023 com o anúncio de dois grandes nomes da música preta brasileira na noite desta quarta-feira (14). Alcione e Djonga são os primeiros artistas confirmados. O evento acontece nos dias 18 e 19 de novembro, no Parque Exposições, Salvador.
O anúncio foi feito pelas redes sociais enaltecendo o trecho marcante da Marrom, “não deixe o samba morrer”, e enaltecendo o “Dono do Lugar”, último album do Djonga. “Juntes, celebraremos nossa comunidade em suas mais diversas formas de ser e se expressar. Bora fazer história mais uma vez, roda!”, descreveu nas redes sociais.
Alcione, uma das lendas do samba e da música brasileira, se apresenta junto com a escola de samba Mangueira. A Marrom Bombom será homenageada no enredo da escola de samba carioca no Carnaval de 2024. Ela sobe no palco no dia 19.
Djonga é atualmente um dos maiores nomes do rap nacional e é conhecido por suas letras e hits, como “Olho do Tigre” e “Leal”, e também por seus shows.
Afropunk é um dos maiores festivais de cultura negra do mundo e está em sua terceira edição no Brasil. Ano passado contou com apresentações do artista internacional Masego, e de artistas nacionais de peso, como Emicida, Karol Conká, Psirico e Baco Exu do Blues.
Os ingressos já estão disponíveis para compra nas redes sociais do festival.
Mulheres negras assumindo e valorizando seus cabelos crespos e cacheados estão cada vez mais presentes na mídia, promovendo a importância da representatividade da nossa estética. Enquanto nas ruas de São Paulo e Rio de Janeiro é comum encontrar mulheres com diferentes estilos de cabelo, como solto, trançado, volumoso ou curto, surge a pergunta: como é a realidade nas demais regiões do Brasil?
Na última sexta-feira (09), a Seda Boom promoveu um bate-papo com as paraibanas Larissa Santana e Soraya Caetano, durante a Festa de São João em Campina Grande, Paraíba. Durante o evento, elas compartilharam as histórias de seus cabelos e discutiram a experiência de ter cabelos crespos e cacheados na região nordeste, onde ainda são considerados “diferentes”.
No bate-papo, que aconteceu no Parque do Povo, onde a festa é realizada, elas dividiram suas experiências com o Mundo Negro. A estudante de educação física, Soraya Santana, 22, contou que nunca fez alisamento, mas que como consequência dessa decisão ouviu com frequência as pessoas criticando seu cabelo, ela também relatou que demorou para conseguir encontrar produtos e inspirações para continuar usando seus cachos. Além disso, a estudante relatou que passou boa parte da vida escolar usando os cabelos presos para evitar bullying, quando morava em Taperoá, no interior do estado. “Eu nunca dei importância [para os comentários], mas aí chega um momento que aquilo fica entubado na cabeça”, disse.
A jovem também revelou que uma tia tentou alisar seu cabelo enquanto ela dormia, durante uma festa de família. Mas ao longo do tempo, Soraya foi aprendendo a amar seu cabelo sem deixar que comentários afetem sua autoestima. “A Soraya de hoje olha para trás e está feliz porque hoje eu aceito meu cabelo.”.
No caso da jornalista Larissa Santana, 31, o fato de ter crescido com uma família branca a fez alisar seu cabelo por muito tempo. Ela conta que a transição aconteceu só na faculdade, quando uma amiga disse que ela deveria deixar o cabelo natural. Inicialmente a resposta foi “nunca”. Até que Larissa resolveu dar uma chance e hoje não se arrepende da decisão. “A partir daí que foi a virada de chave da minha vida, porque eu não mudei só o cabelo, eu me aceitei”, revelou Larissa que hoje é referência e inspira outras mulheres em Campina Grande. “Eu não tinha nenhuma referência de mulher cacheada perto de mim para me dar essas dicas”, complementou.
Morando em Campina Grande, as jovens afirmam que ainda são questionadas por usarem os cabelos naturalmente cacheados. “A gente está conquistando esses espaços, mas ainda está longe, pelo menos aqui”, disse Soraya que já teve pessoas próximas questionando “por quê cacheado?”. Mesmo com os preconceitos elas não pensam em voltar atrás e continuam incentivando quem quer passar pela transição capilar e cobrando mais protagonismo para as mulheres da região. “Se quer ganhar espaço, tem que dar espaço para as pessoas daqui”, reforçou Larissa.
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