Nesta segunda-feira (18), viralizou um vídeo de um grupo de pessoas dançando ‘Blank Space’, da Taylor Swift, na Pedra do Sal, espaço considerado um dos points da comunidade negra do Rio de Janeiro e um dos principais locais de samba. O momento acabou gerando revolta e debates sobre embranquecimento nas redes sociais.
No vídeo, pessoas brancas e negras estão fazendo passinhos, famosos nos baile charmes, ao som de Taylor Swift. Para muitas pessoas, o acontecido não foi nada demais, mas para outros é mais um sinal de que espaços negros estão se embranquecendo.
A mina se ofendeu pq a pedra do sal embranqueceu. Fia, isso é antes de vc. A pedra do sal é um local histórico de dor, mas de resistência cultural. Seu rolé foi só 1 exp do q vem acontecendo há anos. Mas qnd ñ tivermos + nenhum símbolo, vão perguntar como deixamos isso acontecer.
A pesquisadora Naomi Nicolau, relembrou em seu X que o local se chama “Pedra do Sal” por causa do período de escravidão em que o espaço era um ponto de descarregamento de sal. “Ressaltando que há menos de 200 anos, se o escravo deixasse cair uma saca de sal do seu Senhor, levava chibatadas e ficava exposto na pedra pra ficar de exemplo”, comentou a pesquisadora.
Para muitos, esse é mais um sinal do embranquecimento que é debatido há algum tempo. Seja a música ou a presença de diversas pessoas brancas nesses locais (que não é proibida), o acontecimento foi visto como parte de um movimento de apagamento da história de resistência desses espaços e símbolos da comunidade negra.
No domingo (17), em São Paulo, o monumento da Deolinda Madre, conhecida como Madrinha Eunice, símbolo da resistência negra e que mantém viva a história do bairro, foi desrespeitado por um evento geek. A produção do evento montou o palco encostado na escultura.
Você começa levando uns amigos e termina assim. Vendo os momentos da nossa história virando apoio de palco pic.twitter.com/AigifLNJhi
acho paia quando não usam o nome certo das coisas. ok que "embranquecimento" é um nome válido pra levantar a problemática da pedra do sal mas não é esse o nome do problema. o problema se chama GENTRIFICAÇÃO, começa na preparação do rio pra eventos mundiais e não com taylor swift
Como ficou uma das comunidades afro-americanas mais prósperas dos Estados Unidos, após um dos massacres mais terríveis desde a escravidão? É o que vai mostrar a nova série documental “Rebuilding Black Wall Street”, apresentado e produzido pelo ator Morris Chestnut, em parceria com a Oprah Winfrey Network (OWN), canal de televisão norte-americano.
Com estreia prevista em 19 de setembro, em seis episódios, a série irá exibir a resistência da comunidade negra após o Massacre de Tulsa em 1921, no Distrito de Greenwood, mais conhecido como Black Wall Street, no estado de Oklahoma.
Em Black Wall Street, muitas famílias afro-americanas se uniram para criar uma comunidade próspera, com muitas empresas, bancos, teatros e lojas de sucesso. Mas, em 31 de maio de 1921 e no dia seguinte, uma multidão destruiu aquele distrito no que foi considerado o incidente mais horrível de terrorismo racial desde a escravidão. Estima-se que 300 pessoas morreram, mais de 1.200 casas foram destruídas e pelo menos 60 empresas e edifícios comunitários foram totalmente queimados.
Apesar do passado assustador, a série irá abordar como os moradores sobreviventes lutaram diariamente para manter a memória viva, e hoje, seus descendentes, continuam a jornada para a reconstrução de Tulsa, mantendo a comunidade próspera e resiliente.
“Rebuilding Black Wall Street” estreia na OWN na sexta-feira, 29 de setembro às 21h ET/20h CST, horário de Washington, D.C. Por enquanto, não há previsão de lançamento no Brasil.
Drake lançou nesta última semana seu novo single ‘Slime You Out’, em parceria com SZA. Acontece que a imagem de divulgação da música traz Halle Berry coberta num líquido verde. Neste último domingo (17), a atriz utilizou as redes sociais para compartilhar seu descontentamento com o rapper canadense. Berry diz que ele utilizou sua imagem sem permissão.
“Ele fez com que o pessoal dele ligasse para o meu pessoal e eu disse não. Não gostei daquela imagem de slime no meu rosto associada à música dele. E ele escolheu fazer isso de qualquer maneira! Você percebe… isso é desrespeitoso. Não é legal!”, desabafou a atriz numa interação com fãs.
Apesar de possuir Halle na foto utilizada por Drake, a imagem original pertence à plataforma Getty Images. Mesmo assim, Berry não concordou com a atitude do rapper e explicou seu ponto de vista. “Porque ele me perguntou e eu disse não, é por isso. Por que perguntar se você pretende fazer o que quer fazer!? Isso foi um ‘fod*-se’ pra mim. Nada legal. Entende?”, escreveu ela no Instagram. “É uma questão de princípios e integridade. Estou muito feliz por muitos de vocês entenderem isso”.
Apesar da polêmica, Drake não comentou sobre o assunto. Berry voltou a mencionar que se sentiu extremamente decepcionada. “Quando as pessoas que você admira o decepcionam, você tem que ser uma pessoa melhor e seguir em frente!”, escreveu ela.
O cantor Baco Exu do Blues utilizou as redes sociais nesta segunda-feira (18) para responder às críticas que recebeu pelo show no festival Wehoo, em Pernambuco. Com uma hora de atraso, fãs relataram que Baco aparentava estar abatido e cansado durante a apresentação. “Eu não estou bem. Estou me esforçando para entregar o melhor possível para vocês, mas não estou bem”, publicou Baco. “Desculpa a todo mundo que tem carinho por mim e ama minha música. Eu vou melhorar, estou me cuidando. Espero que entendam”, completou.
eu não to bem
to me esforçando pra entregar o melhor possível pra vocês, mas não to bem
desculpa a todo mundo que tem carinho por mim e ama minha musica, eu vou melhorar, to me cuidando espero que entendam
Na internet, vídeos de Baco no festival Wehoo mostram o rapper tendo dificuldades com as letras de suas próprias canções. Apesar do desabafo do artista, ainda não se sabe o motivo exato que levou Baco a afirmar que não está se sentindo bem.
Baco Exu do Blues está sendo criticado após se apresentar no festival “WEHOO” e esquecer a letra de várias músicas, incluindo seu novo lançamento com a Luísa Sonza, “Surreal”. pic.twitter.com/zXLnXpPvRh
Nos comentários da publicação de Baco, fãs desejaram melhoras ao rapper. “Tira um tempo pra você, se cuida, se cure. Isso é muito importante, não podemos nos forçar a ficar bem para agradar os outros. Temos que ser honestos com nossa própria dor“, escreveu o influenciador Levi Kaique. “Todos nós temos problemas e ninguém sabe o que se passa na vida de baco, problemas, desavenças e afins“, escreveu outro usuário.
O ‘Prêmio Potências!’, realizado pela Mynd, anunciou sua 3ª edição para o dia 27 de novembro, em São Paulo. Neste ano, a cerimônia terá o objetivo de reconhecer as personalidades negras que se destacaram ao longo do ano de 2023. Além disso, o evento vai prestar uma homenagem à cantora Alcione.
Com mais de 50 anos de carreira, Alcione é dona de uma das maiores vozes da música brasileira e uma das maiores sambistas da história, ela já vendeu mais de oito milhões de discos em todo mundo. “Ser uma das laureadas do prêmio Potências! é uma grande honra, principalmente por se tratar de uma homenagem criada para celebrar a cultura negra e os profissionais pretos. Uma premiação que enaltece o talento e a energia de uma raça que traz nas veias a força da ancestralidade. Um evento muito bem-vindo, porque tem como principal objetivo destacar a relevância – e a beleza – da nossa cultura”, afirma Alcione.
A premiação será apresentada por Preta Gil, Thelminha, Luana Xavier, Yuri Marçal, Tia Má e João Pedrosa. Serão 16 categorias, mais diversos shows especiais.
“O Potências! vem ganhando relevância no cenário das premiações nacionais e já se transformou em um selo, que atrai muitas marcas e público que fazem questão de prestigiar a negritude. Estamos muito ansiosos para a terceira edição, que promete muitas emoções e surpresas”, disse Julio Beltrão, líder do projeto e diretor artístico do Black Squad da Mynd.
Mais informações sobre o Prêmio Potências! 2023 devem ser anunciadas em breve.
Em uma mudança significativa, a Vogue Britânica anunciou que a jornalista Chioma Nnadi,44, deve assumir o cardo de editora da revista de moda no dia 9 de outubro deste ano. O nome de Nnadi começa a ser divulgado cerca de três meses depois que a saída de Edward Enninful, 51, da função foi anunciada. Em junho, ele foi nomeado como Consultor Global da Vogue e é um dos principais nomes cotados para substituir Anna Wintour, Diretora de Conteúdo e Diretora Editorial Global da Vogue.
Foto: Evelyn Freja/The Guardian
Nnadi, que atualmente trabalha como editora do site da edição americana da revista, contou em entrevista para o The Guardian, sobre suas expectativas com relação a esse momento. Ela deve se tornar a primeira mulher negra a trabalhar como editora da revista, famosa pelas capas icônicas comandadas por seu antecessor, um homem negro que fez história. “Ainda significa algo estar na Vogue, ainda tem autoridade. [E há pressão] por causa de Edward. Ele abriu novos caminhos. É mais do que fazer parte de uma revista – faz parte da conversa cultural.”, disse ela ao jornal britânico.
A nova editora é filha de um homem nigeriano que chegou no Reino Unido na década de 1960 para estudar e sua mãe é uma enfermeira suíço-alemã. Nnadi foi criada no centro de Londres e trabalhou em veículos independentes como a ‘Trace a Fader’, além do jornal ‘Evening Standard’. Nos Estados Unidos desde 2010, Chioma Nnadi mora em Nova Iorque e, além de trabalhar como editora do site da Vogue, a jornalista é co-apresentadora do podcast Vogue e uma das principais redatoras da revista.
Nnadi, que atualmente trabalha como editora do site da edição americana da Vogue, contou em entrevista para o The Guardian, sobre suas expectativas com relação a esse momento. Ela deve se tornar a primeira mulher negra a trabalhar como editora da Vogue Britânica, famosa pelas capas icônicas comandadas por seu antecessor, um homem negro que fez história. “Ainda significa algo estar na Vogue, ainda tem autoridade. [E há pressão] por causa de Edward. Ele abriu novos caminhos. É mais do que fazer parte de uma revista – faz parte da conversa cultural.”, disse.
Ela também ressaltou as diferenças profissionais com Enninful, que é estilista, destacando que ele se dedica mais à moda e estilo, enquanto Nnadi é escritora, mas sem deixar de reconhecer que a Vogue é uma revista de moda: “o impulso é o mesmo, independentemente de você estilizar ou escrever. Edward tinha esse instinto, apesar de sua formação ser diferente da minha. Mas a questão será sempre: como captamos o zeitgeist. É importante pensar sobre quem está contando a história e de quem é a história que estamos contando.”, acrescentou.
Edward Enninful deu as boas-vindas à sua sucessora pela nova função e afirmou estar ansioso para trabalhar com Chioma. “Bem-vindo ao novo chefe de conteúdo editorial da Vogue Britânica, @nnadibynature. Estou ansioso por trabalhar contigo bjs”, escreveu.
Após seis anos à frente da revista, Edward Enninful anunciou sua saída da Vogue Britânica no dia 2 de junho deste ano. Em um comunicado que surpreendeu o público, o então editor disse: “Estou animado em compartilhar que, a partir do próximo ano [2024], assumirei o cargo recém-nomeado de consultor editorial da Vogue britânica e consultor criativo e cultural global da Vogue, onde continuarei a contribuir para o sucesso criativo e cultural da marca Vogue. globalmente, tendo a liberdade de assumir projetos criativos mais amplos”. Enninful ainda se reportará diretamente para Anna Wintour no trabalho como consultor da Vogue Global.
O estilista nasceu em Gana, país localizado na África Ocidental, e foi para Londres aos 16 anos. Ele começou a trabalhar como editor da Vogue no país em 2017, mas já atuava na Condé Nast, empresa controladora da Vogue, há mais de 25 anos.
Ele se tornou diretor de moda da Vogue Britânica com apenas 26 anos, um momento histórico que marca a nomeação do primeiro editor negro a liderar a direção de moda de uma publicação tão importante no Reino Unido. Enninful é responsável por promover um trabalho criativo e diverso à frente da Vogue, levando “modelos de diferentes origens étnicas, idades, tamanhos e identidades de gênero” para as capas da publicação.
Ele também foi responsável por trabalhar com personalidades queridas da cultura pop como Naomi Campbell, Rihanna e Beyoncé, que lhe concederam entrevistas exclusivas e foram responsáveis por estrelar capas icônicas.
“Algo se abriu dentro de mim depois de dar à luz a minha primeira filha. A partir daquele ponto em diante, eu realmente entendi meu poder, e a maternidade tem sido a minha maior inspiração”, contou Beyoncé ao estilista ao estampar a capa de dezembro de 2020.
O estilista também foi responsável pela capa em que Naomi Campbell revela ter tido uma filha, publicada em março de 2022. A supermodel posou para revista com sua filha nos braços.
Enninful também foi responsável pela belíssima capa em que Rihanna aparece quase sem sobrancelhas e com adornos florais na cabeça, na revista publicada em setembro de 2018. Um período importante para o mundo da moda.
Os orixás são divindades ligadas à natureza e a vida e possuem um papel importante nas religiões de matrizes africanas. Em busca de descobrir mais sobre a história, seus arquétipos, representações e importância, o canal Curta! lançou a série documental exclusiva ‘Caminhos dos Orixás’, com 16 episódios sobre Exu, Nanã, Ogum, Yemanjá, Oxóssi, Omolu Obaluayê, Oxum, Iansã, Oxumarê, Oxalá, Ibejis, Ossain, Xangô, Ewá, Logun Edé e Iroko.
Com direção de Betse de Paula, a produção traz entrevistas de especialistas, antropólogos, pais e mães de santos e praticantes para falar sobre caracteristicas, crenças, simbologias e desvendar mitos e esteriótipos, como o preconceito da sociedade com Exu. “É importante ressaltar que nenhum orixá é santo. Mas Exu não é diabo nem santo, ele é Exu. Houve um sincretismo apressado e talvez cruel com Exu, mas ele simboliza e dimensiona a própria demonização do negro na sociedade brasileira”, explica Pai Rodney de Oxossi, babalorixá e antropólogo.
Também é explorado o início de tudo, Orum, o espaço infinito, onde habitava o deus supremo Olorum, que criou o primeiro orixá, Oxalá. “Para nós, Olorum criou os orixás, e alguns deles interagem com os seres humanos, enquanto outros são tão elevados que não visitam a Terra. Esses orixás grandiosos e elevados residem no nono céu e não retornam à Terra”, comenta o babalorixá Babá Ajalá Deré, um dos entrevistados da série documental.
Todos os episódios de “Caminhos dos Orixás” já estão disponíveis CurtaOn – Clube de Documentários, na ClaroTV+ ou no site CurtaOn.com.br. Os episódios são exibidos semanalmente no Curta!, às 19h, com o último episódio marcado para o dia 21 de setembro, sobre Iroko, descrito como um orixá implacável e inexorável, que governa o Tempo e o Espaço. A produção é da Floresta Filmes e foi viabilizada pelo Curta! através do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA).
Um evento de cultura geek realizado no último domingo (17) na Praça da Liberdade, localizada no Centro de São Paulo, causou polêmica ao montar seu palco encostado na escultura de Deolinda Madre, conhecida como Madrinha Eunice. O ato gerou protestos por parte de integrantes do Movimento Negro, que acusaram o evento pela falta de respeito e preservação da obra.
A escultura de Madrinha Eunice foi instalada em abril do ano passado como parte de um projeto do Departamento do Patrimônio Histórico da cidade, que buscava homenagear personalidades negras da cultura paulistana. No entanto, o evento geek, apoiado pela Subprefeitura da Sé e pelo Metrô, decidiu montar seu palco encostado na estátua, desencadeando uma série de críticas de movimentos organizados e nas redes sociais.
Segundo informações apuradas pela TV Globo, o evento foi encerrado após um grupo de pessoas protestar no local, reivindicando o respeito à memória de Madrinha Eunice e a preservação do patrimônio público. A Subprefeitura Sé explicou que autorizou o evento de acordo com regulamentos vigentes e que o evento possuía Alvará de Autorização para Evento Temporário emitido pela Secretaria Municipal de Urbanismo e Licenciamento (SMUL).
A Secretaria Municipal de Cultura também emitiu uma nota, indicando que o caso está sendo investigado para aplicação de medidas cabíveis e destacando o episódio como um desrespeito à memória da sambista Madrinha Eunice.
A São Paulo Turismo se pronunciou por meio de nota, esclarecendo que “foi contratada para apoiar a infraestrutura do Festival de Cultura Geek e participou somente da montagem, cumprindo as determinações do contratante.” A empresa ressaltou que a localização exata do palco foi definida pelo promotor do evento e que todos os cuidados foram tomados para garantir a preservação do patrimônio público.
A União das Escolas de Samba Paulistanas (Uesp) se manifestou em nota, expressando sua tristeza e indignação com o ocorrido, destacando a importância de Madrinha Eunice para a cultura popular. A entidade solicitou explicações à Subprefeitura da Sé e à Associação Brasil Nippo sobre o descaso com a estátua de Madrinha Eunice.
Madrinha Eunice, cujo nome verdadeiro era Deolinda Madre, teve um papel fundamental na história da cultura paulistana, fundando uma das primeiras escolas de samba de São Paulo, a Lavapés, na década de 30, no bairro do Glicério, também no Centro da cidade. A escola conquistou sete títulos no Grupo Especial nas décadas de 1950 e 1960, sendo atualmente liderada pelo ator Aílton Graça.
A cantora e atriz Teyana Taylor, 32, anunciou neste domingo o fim do seu casamento com o ex-jogador da NBA, Iman Shumpert, 33. Os dois estavam casados há sete anos e têm duas filhas, Junie, 6, Rue Rose, 3.
O anúncio do termino foi feito pelas redes sociais com uma foto dos dois fantasiados de Wayne e Garth, de “Quanto Mais Idiota Melhor”. “Para ser justa, Iman e eu estamos separados e já estamos há algum tempo. Para ser 1000% claro, “infidelidade” não é uma das razões para a nossa partida”, disse Teyana.
Ela também comentou que mesmo após o término continuam amigos. “Ainda somos melhores amigos, grandes parceiros de negócios e somos uma baita equipe quando o assunto é co-parentalidade dos nossos 2 lindas filhas”, disse ela. “O mais importante é que somos uma FAMÍLIA e nos 10 anos juntos, 7 anos de casados, nunca brincamos com ISSO ou sobre ISSO”, complementou.
A cantora de ‘Gonna Love Me’ acrescentou que eles decidiram manter o término em sigilo para ser um sucesso e pacifico . “Nós apenas mantemos vocês fora do bate-papo em grupo, e é por isso que conseguimos nos separar com sucesso e pacificamente, sem todo o barulho externo”, disse ela. “A única razão pela qual estou compartilhando ESTA parte do bate-papo é porque as narrativas estão ficando um pouco fora de controle e é injusto para todas as partes envolvidas. Espero que isso tenha fornecido alguma clareza para todos vocês”, finalizou.
Na semana passada, Shumpert, conhecido por fazer parte do time campeão de Cleveland Cavaliers em 2016, foi acusado de estar traindo Teyana. Uma rapper foi vista usando sua corrente em um vídeo onde também é possível ouvir a voz dele. Ele se defendeu dizendo que a mulher em questão era uma artista de sua gravadora. Shumpert, não se pronunciou sobre o término.
O casal estava juntos há dez anos e já ganharam dois documentários sobre seu relacionamento, “Teyana and Iman”, da VH1, e “We Got Love Teyana & Iman”, do E!. A última postagem de Tayana para Iman foi no aniversário dele em junho. “Seu aniversário sempre será um dos meus dias favoritos… Porque neste dia, há 33 anos, nasceu um ser humano super bacana. Meu melhor amigo, meu marido, pai dos meus filhos, minha outra metade”, escreveu ela na época.
Faltam poucos meses para o novembro negro e começou a pipocar no meu feed em várias redes, profissionais e ativistas negros oferecendo seu conhecimento para palestrar e participar de eventos relacionados ao mês da Consciência Negra.
Nada de errado nisso, pelo contrário. Conhecimento tem um custo para ser adquirido, portanto, seu compartilhamento também pode ser vendido como um serviço.
O que me incomoda como alguém que trabalha com comunidade negra há 20 anos, é ver como o ativismo e o crescimento das redes sociais criaram um fenômeno curioso de dar poder de fala sobre questões raciais a quem tem presença online e um network poderoso, mas não necessariamente está in loco, vendo como a comunidade negra vive.
Obviamente casos assim acontecem entre os feministas, ecologistas e outras pautas, ou seja, pessoas que entendem que há uma demanda sobre um tema que hoje tem valor para sociedade, imprensa e até empresas (ESG) e tornam isso o seu money maker, não necessariamente dialogando com a comunidade que eles dizem entender e fazer parte.
O que dá propriedade para falar sobre comunidade, do ponto de vista de quem se diz um porta-voz, creator, consultor e afins, deveria ser para além da vivência pessoal, relações contínuas com pessoas negras da área que ele representa para além dos palcos do eventos. É sobre conversar com pessoas, empoderar iniciativas comunitárias, usar sua plataforma para dar visibilidade a quem não tem, tem um equilíbrio entre o falar sobre si sem esquecer do “nós”.
É curioso ver gente bombando em espaços badalados pela branquitude, listas, eventos, mas que quando você vai olhar de perto o engajamento desses porta-vozes da comunidade negra, tem mais brancos interagindo do que negros. Não é esquisto?
Acho que carece, das pessoas brancas bem intencionadas, que querem enegrecer seus espaços, um olhar para além do que saiu na revista da Forbes e Top Voices do Linkedin.
É muito preguiçoso fazer uma curadoria baseada nessas referências que privilegiam quem tem um network forte, mas invisibiliza um número imenso de pessoas negras que estão na frente do front, mas sem tempo para fazer um marketing pessoal. Eu tenho orgulho de fazer meu trabalho como jornalista olhando uma mensagem do Facebook com o mesmo afinco que leio um Top Voice do Linkedin no que diz respeito a pessoas negras se expressando.
Eu celebro o avanço e empoderamento da minha comunidade, precisamos dos nossos rostos e corpos em todos os lugares, com discursos ora mais políticos, ora mais leves. E o close também também tem valor político. Mas deixo a reflexão: quem não dialoga com a comunidade negra, pode ser nosso porta-voz?