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Djamila Ribeiro inaugura nova sede do espaço ‘Feminismos Plurais’ para ampliar atendimento a mulheres negras e de baixa renda

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Foto: Divulgação

Inaugurado em maio de 2022, o espaço ‘Feminismos Plurais’, liderado pela filósofa Djamila Ribeiro está prestes a ganhar uma nova sede. A partir do dia 5 de dezembro, o local passa a ocupar um edifício de quatro andares e deve ampliar o atendimento gratuito oferecido para mulheres em situação de vulnerabilidade social.

Após pouco mais de um ano e com 400 atendimentos realizados, entre apoio psicológicos, suporte jurídico, terapêutico, dentário, de educação e de desenvolvimento profissional, o espaço dirigido pelo empresário Maurício Rocha será instalado em um prédio de quatro andares localizado na Alameda Chibarás, em Moema, a 900 metros da estação de metrô, e promete ser um espaço acolhedor para mães e crianças.

“Com um espaço maior e totalmente acessível nós vamos ampliar os projetos, desafogar as listas de espera, em especial de atendimento psicológico e odontológico, além de poder pensar em novas ações”, comenta Djamila Ribeiro, presidente do Espaço.

A primeira sede do Espaço Feminismos Plurais ficava instalada em um sobrado cedido por Rocha, onde foram realizados lançamentos de livros, rodas de conversa e encontros feministas. A parceria com a Casa Rosângela Rigo, o primeiro equipamento público destinado ao acolhimento de mulheres em situação de violência doméstica em São Paulo, também teve papel primordial no sucesso do projeto.

O Fundo Johnnie Walker para mulheres empreendedoras também participou ativamente oferecendo formação profissional, aceleração financeira e apoio na gestão de negócios. Foram selecionadas uma maioria de mulheres negras, com renda familiar de até dois salários-mínimos, que passaram a contar com formação profissional em parceria com o Senac, aceleração financeira, auxílio na gestão empresarial. A formatura, prevista para janeiro de 2024, contará com exposição pública dos trabalhos desenvolvidos.

Explorando a moda afro diaspórica do AFROPUNK Bahia, Larissa Luz apresenta especial no GNT

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Foto: Tiago Rodriguez

A moda é um dos pilares do festival AFROPUNK, uma forma do público e artistas se expressarem, imprimirem sua identidade, atitude, comportamento e liberdade. Isso é o que inspirou o programa especial que a cantora, atriz e apresentadora Larissa Luz lidera no GNT na próxima segunda-feira (27), às 13h45. Na ocasião, a artista revela o processo criativo por trás dos looks dos artistas, criados especialmente para a versão brasileira do maior festival de cultura negra do mundo. 

O programa revela o bate-papo dela com nomes como Majur, Gaby Amarantos, Carlinhos Brown, Russo Passapusso, Dan Ferreira e Jéssica Ellen. A baiana, agenciada pela IDW Company – empresa que também é investidora do AFROPUNK no Brasil -, conversou ainda com o público do festival, desvendando a conexão entre representatividade e estilo.

“Eu amei ouvir as histórias pessoais das relações de cada pessoa com seus looks e sons! A conexão que a música que se ouve faz com o que se veste, a forma de cada um vestir o som. Começávamos falando de vestimenta e moda e no fim estávamos falando de histórias de vida. Tivemos conversas profundas, dicas de moda, beleza, indicações de profissionais, conversas com artistas, com o público do festival. Mergulhamos no AFROPUNK e na sua atração à parte: o público. Fomos no mundo particular de cada um e adentramos as nuances de vestir e viver o que se é”, antecipa Larissa.

O especial do GNT foi gravado durante a terceira edição do AFROPUNK Bahia, realizado nos últimos dias 18 e 19 de novembro, em Salvador. O evento, que levou cerca de 25 mil pessoas por dia para o Parque de Exposições da cidade, reuniu um line-up com nomes como Victoria Monét, IZA e Alcione.

Caso de racismo: MP pede que loja da Zara fique fechada por três meses e segurança envolvido se torna réu

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Fotos: Reprodução/Redes Sociais

O Tribunal de Justiça do Rio tornou réu o segurança de uma loja da rede Zara no Barra Shopping, Zona Oeste do RJ, por crime de racismo. Além de denunciá-lo, o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) pediu à Justiça que o estabelecimento seja suspenso o funcionamento por três meses.

No dia 18 de junho, Henrique Durães Bernardes impediu o jogador de futebol Guilherme Quintino – que já atuou nos times de base do Flamengo e do Botafogo, de sair da loja sem mostrar onde estava as peças de roupa que ele havia desistido de comprar.

Para o Promotor, a medida tomada pelo segurança não tem uma “justificativa plausível”. “Ao se voltar contra pessoa de raça negra, sem qualquer justificativa plausível, dando-lhe tratamento constrangedor e humilhante, e que certamente não se dispensaria a outras pessoas, o denunciado impôs ao consumidor negro restrições de locomoção e exigências desarrazoadas, com potencial de causar-lhe odiosa inferiorização e perversa estigmatização”, escreveu Alexandre Themístocles.

https://twitter.com/choquei/status/1672218155446312961

Entre casos de racismo que ocorreram nas lojas da Zara, em 2021, foi apurado pela Polícia Civil do Ceará, que a unidade do Shopping Iguatemi em Fortaleza (CE) havia criado um “código secreto”. Com a frase “Zara Zerou“, os funcionários teriam que acompanhar pessoas negras ou com “roupas simples” dentro da loja. Uma delegada negra já foi barrada no mesmo local, antes do código vir a conhecimento público.

Em nota enviada para a reportagem do UOL, Zara disse que colabora com autoridades que investigam o caso. “A companhia não tolera nenhuma forma de discriminação e reforça que trabalha permanentemente em ações educativas vinculadas ao estrito cumprimento de seu Código de Ética e Conduta e sua Política de Diversidade e Inclusão, que também são aplicáveis aos profissionais terceirizados com os quais trabalha”, afirmou a empresa.

Relembre o caso

Em junho, o jogador Guilherme Quintino relatou a abordagem discriminatória que sofreu ao ser impedido de sair da loja da Zara no Barra Shopping, por um segurança.

Acompanhado da namorada, Juliana Ferreira, o atleta experimentou algumas roupas e decidiu adquirir um casaco e uma calça de moletom, que ele colocou na sacola disponibilizada pela loja para clientes no período de compras. No entanto, com a possibilidade de promoções no dia seguinte, decidiram voltar para finalizar a compra depois.

Porém, o segurança o questionou sobre a sacola na saída da loja. O jogador afirmou que deixou a sacola no setor masculino, mas o segurança exigiu que ele o levasse até o local onde a sacola estava. Guilherme ressaltou que sua namorada, uma mulher branca, não foi questionada em nenhum momento. Ela quem filmou toda a situação para ajudar a denunciar o crime na internet.

Com Olodum, Ilê Ayê, entre outros, “Desfile Salvador Capital Afro” reunirá os maiores blocos baianos da cidade e terá After Batekoo

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Foto: Secretaria de Cultura de Salvador.

Salvador foi sem dúvida a capital mais negra do mês de Novembro. Encerrando as atividades do último fim de semana do mês, a cidade oferece eventos imperdíveis nos dias 25 e 26. 

No sábado (25), o Desfile Salvador Capital Afro apresenta a união de blocos Afro, de afoxé e de capoeira em um circuito duplo, encerrando com um encontro de trios na Praça Castro Alves. 

A concentração terá início às 14h, na Casa de Itália e na Praça Municipal, com um cortejo de cem baianas ao som das Filhas de Gandhy. O evento contará com a participação de Filhos de Gandhy, Didá, Olodum e A Mulherada saindo da Praça Municipal, enquanto Ilê Aiyê, Cortejo Afro, Muzenza, Bloco da Capoeira com Tonho Matéria, Ara Ketu e Malê Debalê iniciarão o percurso na Casa de Itália, seguindo pela Avenida Sete de Setembro. O ponto culminante será o After Batekoo, a partir das 20h, na Praça Castro Alves.

Foto: Secretaria de Cultura de Salvador.

No domingo (26), a Caminhada Nacional do Samba reunirá nove blocos de samba a partir das 13h no circuito Osmar do Carnaval. Alerta Geral, Alvorada, Pagode Total, Proibido Proibir, Vem Sambar, Reduto do Samba, Amor e Paixão, Samba Popular e Que Felicidade levarão os ritmos pela Avenida, proporcionando uma experiência musical única que ecoa os sons da cidade e do Recôncavo Baiano.

Serviço: 

Desfile Salvador Capital Afro

Horário: Às 14h

Local: Ponto de encontro na Casa de Itália, Praça Castro Alves e Praça Municipal

“Afro Fashion Day” reúne marcas baianas para desfile que exalta beleza preta

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75 looks serão desfilados no Pelourinho sob o tema "Mãe África" | Foto: Edgar Azevedo/Divulgação

As múltiplas expressões da beleza negra ganham espaço na passarela mais afro do Brasil: neste sábado, dia 25 de novembro, acontecerá a nona edição do “Afro Fashion Day”, em Salvador (BA). Sob o tema “Mãe África”, o evento será realizado na praça Terreiro de Jesus, no Centro Histórico da capital baiana, com as presenças estreladas da cantora Majur, o coreógrafo Zebrinha e a MC Áurea Semiseria.

A programação do dia é gratuita e começa às 10h, com a Feira da Sé AfroBiz, além de interações com o público. Sob a direção artística de Gil Alves, o fashion show está agendado para acontecer às 16h. Serão 75 looks de marcas baianas, divididas em três blocos: Afro Realeza, Afro Etnia e Afrofuturismo.

O “Afro Fashion Day 2023” traz 72 modelos, além dos três convidados, na passarela mais preta do Brasil. 16 deles foram escolhidos em seletivas públicas que aconteceram em três estação de metrô de Salvador.

A partir das 14h, no Terreiro de Jesus, o público poderá participar de uma ação especial: “Troque seu pó compacto”. Promovida pela marca de beleza Vult, a ideia é incentivar que as pessoas utilizem produtos adequados à cor da própria pele, trocando um pó antigo da marca por um novo. 10 tonalidades estarão disponíveis.

Looks desfilados no “Afro Fashion Day 2022”, na Praça Terreiro de Jesus | Foto: Lucas Assis/Divulgação

MODA NEGRA – O line-up do desfile apresenta 41 empresas e designers da Bahia, que estiveram sob curadoria do designer Fagner Bispo. Nesta lista, quatro são estreantes: a marca de acessórios Cravo e Canela, além dos estilistas Christian Jonathas, Deco Sodré e Guilherme Almeida, que foram eleitos no concurso cultural realizado pela produção do “Afro Fashion Day”.

Nomes consagrados da moda baiana também levarão seus trabalhos para a passarela montada no Terreiro de Jesus como, por exemplo, Mônica Anjos, Soudam, Adriana Meira, Gefferson Vila Nova, Negrif, Katuka Africanidades, João Damapejú e Aládio Marques. Além de curador, Fagner Bispo também assina o design de algumas das peças que compõem o show de moda.

O time criativo do “Afro Fashion Day 2023” também tem os reforços do DJ Telefunksoul, responsável pela trilha sonora do evento, e Dino Neto, que assume as belezas dos modelos ao lado de Roma Aragão. Eles comandam uma equipe de cabeleireiros, maquiadores, treancistas e manicures especializados.

AFRO FASHION DAY 2023 – “MÃE ÁFRICA”:

AFRO REALEZA: Aládio Marques, Balbina, Criollo, Gefferson Vila Nova, Inti, Jeferson Ribeiro, Lourrani Baas, Mário Farias, MB Conceito, Mônica Anjos, Negrif, Realeza, Regina Navarro BelaOyá, Rey Vilas Boas e Silverino Oju.

AFRO ETNIA: Abanto, Adriana Meira, Ateliê Casalinda, João Damapejú, Katuka Africanidades, Olorum, Sillas Filgueira e Soul Dila.

AFRO FUTURISMO: Bixa Costura, Black Atitude, Christian Jonathas, Closet, Costa Ribeiro, Deco Sodré, Filipe Dias, Guilherme Almeida, Incid, Jorge Andrade, Kriaçã1, Nós Macramê e Soudam.

ACESSÓRIOS: By Aninha, Cravo e Canela, Dih Morais, Kelba Deluxe, Tábompravocê e Ziê.

Encerramento do “Afro Fashion Day 2022” | Foto: Lucas Assis/Divulgação

SERVIÇO

Afro Fashion Day 2023

Onde: Terreiro de Jesus – Centro Histórico (Salvador, BA)

Quando: 25 de novembro (sábado)

Horário: Feira da Sé AfroBiz: 10h às 20h

Quanto: Gratuito (aberto ao público, sujeito à lotação do espaço)

Mais informações: @afrofashionday  

Dermatologia + Inclusiva: Conheça o programa pioneiro do Grupo L’Oréal no Brasil que prevê ações para tornar a dermatologia mais inclusiva

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Foto: Divulgação / Grupo L’Oréal.

O programa “Dermatologia + Inclusiva” busca fomentar a ciência e o conhecimento sobre pele, couro & fibra capilar de pessoas negras

 

Desenvolver soluções em produtos para peles diversas é uma demanda de mercado que sempre existiu, mas que tem recebido atenção midiática e de marcas há pouco tempo. Durante um evento no dia 14 de novembro no Rio de Janeiro realizado pelo grupo L’Oréal no Brasil e pela divisão L’Oréal Beleza Dermatológica, que detém as marcas La Roche-Posay, Vichy, Skinceuticals e Cerave, o grupo divulgou o lançamento do programa “Dermatologia + Inclusiva”, que vai fomentar e premiar pesquisas que tratam sobre a pele, couro & fibra capilar de pessoas negras. Além disso, a L’Oréal Beleza Dermatológica anunciou a parceria com a Skin of Color Society (SOCS), uma organização profissional internacional que promove a conscientização e a excelência na dermatologia de peles e cabelos de pessoas não brancas por meio de pesquisa, educação, orientação e Advocacy.

Um dos objetivos destacados pela equipe da L’Oréal Beleza Dermatológica para o lançamento do edital, que começará a receber inscrições em março de 2024,  é impulsionar a pesquisa científica realizada por brasileiros e para brasileiros – considerando que, no nosso país, 44%* dos dermatologistas se sentem parcialmente ou pouco preparados para diagnosticar e tratar todos os tipos e tons de pele e cabelos*.

O edital vai premiar os especialistas contemplados com um valor total de R$200 mil que será dividido em quatro prêmios individuais de R$ 50 mil para pesquisas que tratam pele, couro & fibra capilar de pessoas negras em 4 territórios: fotoproteção/hiperpigmentação, acne, barreira da pele e couro & fibra capilar.

Para a médica dermatologista, clínica pediátrica e membro da Skin of Color Society, Eliana Chagas, convidada para participar do lançamento, o edital é fundamental. “Eu acredito que esse programa de dermatologia inclusiva vem para coroar todo um momento que a comunidade negra está vivendo, da busca pela melhoria, a busca pela, de fato, inclusão.  Eu acho que isso é fundamental para uma nova era que está vindo aí com toda certeza”, disse.

O evento também contou com um tour pela ‘Pequena África’, na zona portuária da capital fluminense, orientado pelo historiador Flávio Cardoso. Os médicos dermatologistas participantes, vindos de diferentes estados do país, tiveram conversas fundamentais sobre a diversidade da pele dos brasileiros e compartilharam aprendizados sobre os cuidados para manter-se saudável.

“No Programa Dermatologia + Inclusiva, estamos empenhados em ampliar a discussão e o aprofundamento da pauta de diversidade, equidade e inclusão na dermatologia, especialmente para a população negra brasileira e suas condições de pele e cabelo”,  afirmou Eduardo Paiva, Head de Comunicação, Diversidade, Equidade e Inclusão, e Sustentabilidade da divisão L’Oréal Beleza Dermatológica na L’Oréal Brasil. 

“E é com muito prazer que a gente está cada vez mais considerando a população preta e parda, conversando com mulheres pretas e pardas nas nossas pesquisas de mercado, identificando necessidades de pele, de cabelo, questões culturais que a gente precisa desmistificar e cada vez mais endereçar, desde a criação de produtos até as comunicações das nossas marcas e produtos. pra gente atender essa parte tão significativa”, destacou Cláudia Brito, gerente de Consumer Insights da Loreal.

“O Programa Dermatologia mais Inclusiva nos ajudará a alcançar esses resultados. Além disso, temos orgulho de apoiar a missão da Skin of Color Society e dos dermatologistas dedicados que trabalham para melhorar a vida das pessoas com pele e cabelos negros. Estamos otimistas quanto ao impacto deste programa no campo da dermatologia e ansiosos por ver os seus resultados”, afirmou Nathalia Harnam, Head de Comunicação Científica da L’Oréal Beleza Dermatológica

*Pesquisa Diversidade & Inclusão na Dermatologia (435 médicos dermatologistas respondentes membros da SBD)

Esse é um conteúdo pago por meio de uma parceria entre L’Oréal e site Mundo Negro.

Evelyn Bastos, rainha de bateria da Mangueira, pede “punições mais severas e mais ágeis” contra o racismo

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Foto: Reprodução

Após a divulgação de um vídeo que mostra Vilma Nascimento, porta-bandeira e baluarte da Escola de Samba Portela, sendo abordada por uma funcionária da loja Duty Free, no aeroporto de Brasília, que pediu para revistar a bolsa da mulher de 85 anos, a rainha de bateria da Mangueira, Evelyn Bastos, publicou um vídeo no Instagram pedindo “punições mais severas e mais ágeis” contra o crime de racismo. No vídeo, Bastos pedia “urgência na revisão da lei que trata do racismo no Brasil”.

Evelyn começa o vídeo lembrando ataques racistas sofridos por outras personalidades do samba, como a rainha de bateria da Imperatriz Leopoldinense, Maria Mariá, vítima de comentários racistas nas redes sociais em setembro deste ano, e da ex- rainha de bateria e atual destaque da escola de samba Beija-flor de Nilópolis, Sonia Capeta, que também foi vítima de comentários racistas depois de postar um vídeo no Instagram.

“Como quem vem sentindo profundamente os atos racistas que têm acontecido e que, de alguma forma é possível vir a público nessas últimas vezes, com sambistas que a gente tem muito carinho com a Maria, a Soninha, e hoje de uma forma lamentável e covarde com a Dona Vilma, eu quero mais uma vez cobrar com urgência a revisão da lei que trata o racismo no Brasil. Tem que ser punição rígida à altura do que é o racismo”, disse.

A rainha de bateria lembrou que em janeiro deste ano, o presidente Lula sancionou a lei nº 14.532/2023, que equipara o crime de injúria racial ao crime de racismo: “Essa lei federal 14.532 teve a última alteração publicada agora, em janeiro de 2023, mas a gente quer punições ainda mais severas e mais ágeis. As pessoas precisam ter a ciência que ela está sendo criminosa quando ela pratica um ato racista e que vai ser tratada como criminosa. A gente necessita de uma revisão e de uma ampla publicidade dessa lei. E aí a gente conta com a Câmara Municipal e com a Assembleia Legislativa para levar a proposta de alteração para a Câmara Federal e também para o Senado”.

A mudança na legislação que aconteceu no início do ano prevê ‘pena de suspensão de direito em caso de racismo praticado no contexto de atividade esportiva ou artística, e reclusão para o racismo praticado por funcionário público, bem como para o racismo religioso e recreativo. Conforme a nova Lei, ‘injuriar alguém, ofendendo-lhe a dignidade ou o decoro, em razão de raça, cor, etnia ou procedência nacional” pode gerar pena de reclusão (de dois a cinco anos) e multa’.

Ao final do vídeo, Evelyn Bastos reforçou a necessidade da população cobrar as autoridades por medidas mais efetivas contra o racismo: “Cobrem isso na cidade de vocês. A gente precisa resolver isso. Seja pela educação, seja pelo respeito, ou seja pelo medo”

Dr. Gilmar Francisco e Dra. Liana Tito Francisco celebram o lançamento do programa “Nossos Recebidos”

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Foto: Divulgação

O casal Dr. Gilmar Francisco, nutrólogo, e Dra. Liana Tito Francisco, oftalmologista, anunciou o lançamento do programa “Nossos Recebidos”, na última quinta-feira, 23, apresentado pelos dois em seu canal no YouTube. A proposta do programa é receber personalidades negras em sua casa, onde os anfitriões conduzem entrevistas enquanto preparam refeições para os convidados.

Entre os confirmados para o programa estão figuras influentes como a influenciadora Gabi de Pretas, o jornalista Marco Luca Valentim, a advogada Fayda Belo e a dermatologista Dra. Katleen Conceição. Além disso, o roteiro e direção do projeto são assinados pelo ator e diretor Rodrigo França.

Ao anunciar a novidade em suas redes sociais, o casal celebrou o novo projeto com os seguidores: “Um programa nosso, no melhor lugar da casa. Fizemos? Sim! Agora você é nosso convidado. Pelo simples direito de contar histórias novas, verdadeiras, conscientes e não estereotipadas , chegou o Recebidos”, escreveu.

O programa promete abordar temas diversos, incluindo beleza, família, finanças e carreira. Os episódios serão lançados semanalmente no YouTube, às quintas-feiras, às 20h, convidando o público a se envolver e a se conectar com as narrativas apresentadas.

“Beleza, família, finanças, carreira. Quer ouvir história boa? Se achegue! Vamos juntos compartilhar essa ideia?”, dizia a legenda do Instagram, que convidava o público para assistir a atração.

Daniel Kaluuya vence prêmio pela direção do filme ‘The Kitchen’; longa apresenta a história de vida negra num futuro distópico

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Foto: Danny Kasirye / Rolling Stone UK ; Divulgação.

Com o longa ‘The Kitchen’, Daniel Kaluuya venceu o prêmio ‘Film Award 2023’ organizado pela Rolling Stone UK. O artista britânico desbancou grandes nomes com sua nova obra que ainda não possui data de estreia no Brasil. ‘The Kitchen’ marca a estreia de Kaluuya como diretor. “Queríamos fazer algo emocionante para Londres, para a Grã-Bretanha e para o mundo”, disse ele ao receber o prêmio.

De acordo com a sinopse, ambientado em Londres, 2044, o filme narra um futuro onde a distância entre ricos e pobres foi esticada até o limite. Com a história de vida negra num futuro distópico, todas as formas de habitação social foram erradicadas e as classes trabalhadoras de Londres foram forçadas a viver em acomodações temporárias nos arredores da cidade.

Daniel Kaluuya. Foto: Danny Kasirye.

Expectativa é que ‘The Kitchen’ seja lançada em formato original na Netflix. Kaluuya conta que ‘The Kitchen’ simboliza um momento de controle total em sua carreira. “Grande parte da minha autoestima estava nas mãos de outras pessoas”, diz ele. “Mesmo que eu estivesse alcançando os pontos de controle que queria, era vazio porque eu não sentia o controle da minha carreira. Quero fazer esse filme pelas pessoas que estão ao meu redor socialmente, e não profissionalmente. Percebi que estava sendo respeitado por pessoas que não pagavam minhas contas. Todas essas decisões levam à inevitabilidade da fama. Porque, basicamente, passei do interesse próprio para servir o outro.”

Uma das performances mais marcantes de Kaluuya como ator foi em “Get Out” (Corra!), dirigido por Jordan Peele, onde interpretou o protagonista Chris Washington. Seu desempenho nesse filme de suspense e terror social lhe rendeu indicações e prêmios, incluindo uma indicação ao Oscar de Melhor Ator.

Jamie Foxx, Diddy e Cuba Gooding Jr.: o que as acusações de agressão sexual movidas contra os artistas têm em comum

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Foto: Reprodução

O cantor Sean ‘Diddy’ Combs recebeu novas denúncias de agressão sexual contra duas mulheres e desta vez, o crime teria ocorrido nos anos de 1990 e 1991. Essa é terceira denúncia de acusação recebida contra o rapper e produtor, que no início da semana, teria fechado um acordo milionário com a cantora Cassie, que o acusa de estupro e abusos físicos. Além de Diddy, os atores Jamie Foxx e Cuba Gooding Jr. também estão sendo processados por crimes de agressão sexual que teriam cometidos no passado.

A onda de processos levantada nesse momento nos EUA está diretamente relacionada à Lei de Sobreviventes Adultos de Nova Iorque, assinada pela governadora  Kathy Hochul, do partido democrata americano, em maio de 2022, e que abriu uma janela de um ano para que as pessoas vítimas de agressão possam denunciar crimes prescritos na justiça e teve seu prazo encerrado na última quinta, 23.

A lei permitiu que pessoas que tinham 18 anos ou mais no período em que sofreram agressão sexual, no estado de Nova Iorque entrassem com ações judiciais contra seus abusadores e instituições que foram coniventes com os abusos, mesmo após os crimes terem prescrito e, de acordo com a Associated Press, teve mais de 2.500 ações registradas.

A informação é de que a maioria das ações foi movida contra o estado, a cidade de Nova York e condados locais, citando também abusos em prisões estaduais. Além disso, empregadores e instituições, como hospitais, também estão sendo processados por não terem feito esforços para impedir que médicos e outros funcionários que trabalhavam nesses ambientes fizessem vítimas.

Existe um apelo de parte dos defensores dos sobreviventes para que o prazo para fazer as denúncias seja ampliado ou que a solução seja algo permanente na justiça do estado.

Personalidades processadas através da Lei de Sobreviventes Adultos de Nova Iorque

Com o grande número de denúncias realizadas nos últimos dias de permanência da lei, vimos algumas personalidades sendo acusadas de agressão sexual, entre elas o rapper e produtor Sean ‘Diddy’ Combs, que enfrenta o terceiro processo de agressão sexual.

Na última semana, o The New York Times revelou que ‘Diddy’ estava sendo processado pela ex-namorada, Cassie, pelos crimes de estupro e abusos físicos. Agora, novas informações mostram que os dois fecharam um acordo milionário e que a vítima teria desistido da ação legal que movia contra Diddy.

Nesta sexta, outra denúncia realizada por meio da lei de sobreviventes contra Diddy veio à público. Desta vez, a vítima afirma que o produtor e o compositor Aaron Hall se revezaram no estupro dela e da amiga e que o artista teria se tornado violento durante um ataque de raiva dias depois da agressão sexual, que teria ocorrido entre 1990 e 1991.

Outra denúncia contra ele foi feita por uma mulher que afirma ter sido drogada e agredida sexualmente por Combs quando era uma estudante universitária, em 1991. Ele teria gravado a agressão e mostrado o vídeo para outras pessoas.

o ator Jamie Foxx, 55, está sendo processado por importunação sexual contra uma mulher, segundo informações divulgadas pelo site TMZ na noite da última quarta-feira (22). Segundo o site, o crime teria ocorrido em 2015.

De acordo com o processo movido pela vítima, ela e uma amiga estavam sentadas em uma mesa no Cath NYC & Roof, em Nova York, próximas de Jamie Foxx e do dono do bar, Mark Birnbaum. A amiga dela pediu para tirar uma foto com o ator, que concordou e tirou inúmeras fotos.

A vítima conta que Foxx começou a fazer elogios dizendo “Uau, você tem aquele corpo de supermodelo” e “Você cheira tão bem”. Ele ainda teria dito que a mulher se parecia com a atriz Gabrielle Union. O ator teria levado a mulher à força para um local isolado e, sem o consentimento dela, apalpou sua cintura e seios, e tocou em sua região genital. Ela conta que após o episódio ficou com ferimentos e teve que buscar tratamento médico.

O processo também relata que um segurança testemunhou do local testemunhou o momento em que Foxx apalpou a mulher, mas não interferiu na ação violenta. Até que a amiga dela se aproximou e o ator foi embora do local.

Os dois artistas negam as acusações e afirmam que as mulheres estão em busca de dinheiro. Outros nomes conhecidos da imprensa, como o Axl Rose, vocalista do grupo Guns N’ Roses, Neil Portnow, ex-CEO do Grammy, Donald Trump e o ex-prefeito de Nova Iorque, Eric Adams, também foram processados.

No caso de Cuba Gooding Jr. as acusações contra o ator se referem a um processo penal em que ele já havia se declarado culpado por “toque forçado” contra as vítimas. Duas delas acionaram a Lei dos Sobreviventes buscar uma reparação civil contra o crime.

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