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‘Deveríamos estar preocupados em formar leitores’, critica Jeferson Tenório, autor de ‘O Avesso da Pele’, após censura em escola do RS

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Foto: Reprodução

Durante entrevista para o programa ‘Em ponto’, da GloboNews, o escritor Jeferson Tenório, autor de ‘O Avesso da Pele’, criticou a censura ao seu livro estabelecida pela diretora de uma escola do Rio Grande do Sul com a justificativa de que a obra tem um “vocabulário de baixo nível”. Tenório disse: “Me causa sempre espanto, porque nós já temos tão poucos leitores no Brasil e deveríamos estar preocupados em formar leitores e não censurar livros”.

Jeferson Tenório reforçou durante a entrevista, que seu livro integra o Programa Nacional do Livro Didático (PNLD), que avalia e distribui as obras farão parte do currículo escolar dos alunos da rede pública. “É importante dizer também que o livro faz parte do programa do governo, é um programa do PNLD, um programa que avalia as obras com especialistas em educação para que depois eles sejam oferecidos às escolas. Mas quem decide são os professores dentro do seu projeto pedagógico. Então não cabe nem a secretaria, nem a própria direção da escola decidir se aquele livro pode ou não fazer parte daquela faixa etária”.

Na sexta-feira, 1, Janaína Venzon, diretora da Escola Estadual de Ensino Médio Ernesto Alves de Oliveira, publicou um vídeo nas redes sociais onde pedia para que os professores não usassem o livro e pedindo que os exemplares fossem retirados da escola: “lamentável o Governo Federal através do MEC adquirir esta obra literária e enviar para as escolas com vocabulários de tão baixo nível para serem trabalhados com estudantes do ensino médio”, disse a diretora. Após a publicação, a 6ª Coordenadoria Regional de Educação, chegou a orientar que o livro fosse retirado da biblioteca da escola até que o Ministério da Educação se manifestasse a respeito.

A Secretaria de Educação do Estado emitiu uma nota afirmando que não orientou a retirada do livro e disse ainda que “a 6ª Coordenadoria Regional de Educação vai seguir a orientação da secretaria e providenciar que as escolas da região usem adequadamente os livros literários”.

“O Avesso da Pele” é ganhador do Prêmio Jabuti de “Romance Literário” do ano de 2021. O livro narra a história de Pedro, um jovem negro que teve o pai morto numa abordagem policial, e traz discussões sobre relações raciais, violência e negritude.

‘O templo é sua pele’: tatuadoras resgatam tradição das tatuagens e escarificações em mulheres africanas

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Foto: reprodução

Chamado ‘o templo de sua pele’, o projeto de Jessica Horn e Laurence Sessou está trazendo à tradição que baseia a história da tatuagem e das escarificações na pele de mulheres africanas em diáspora e no continente. Através de um documentário e de uma exposição itinerante, que buscou explorar práticas tradicionais que são pouco conhecidas ou reconhecidas.

Ao contar o que levou a dupla a criar o projeto, a terapeuta corporal, aromaterapeuta e musa artística, Laurence Sessou destacou a importância de jogar luz às histórias de mulheres negras na tatuagem: “Queríamos contar nossas histórias porque a indústria da tatuagem é enorme, mas não existimos nela”, disse.

“Todo um legado da enorme diversidade de mulheres africanas, temos tatuagens com escarificações que nem sequer conhecemos porque ninguém se preocupou em registrar a história ou ela foi apagada dos registros ou foi rotulada como demoníaca ou inadequada”, lembrou Jessica Horn, que é ativista feminista e escritora, além de ter raízes em Uganda.

O projeto que resgata o pioneirismo das mulheres negras na tatuagem é a primeira documentação deste tipo com um âmbito regional e diaspórico de África, segundo informações divulgadas pelo site oficial do ‘o templo de sua pele’. O trabalho de pesquisa realizado por Jessica e Laurence sobre a história oral e escrita da marcação corporal continua a contar muitas histórias que raramente são ouvidas, revelando uma linhagem de mulheres africanas como pioneiras em tatuagens e escarificações.

“É muito interessante porque quando você pensa na história da tatuagem e tudo isso você sabe que começou na nossa terra, começou lá, como se a escarificação fosse mesmo a forma original de marcar a nossa pele, principalmente nas curvas, onde eu sou do norte, há todo um grupo de mulheres fazendo trabalhos em suas peles e rostos, e elas nem fazem isso por uma razão cultural específica. Elas fazem isso por acham lindo”, destacou Laurence, que é francesa, neta de beninense.

Confira os registros do projeto

‘Navio Numanice’: Ludmilla esgota vendas de cruzeiro: “Ela é sold out em terra e também em alto mar”

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Crédito: Steff Lima 

O ‘Navio Numanice’ deve zarpar nesta segunda-feira, 4, e já começa a viagem com ingressos esgotados. O mais novo recente empreendimento de Ludmilla, que contará com o show da artista em alto mar, esgotou as vendas das 1700 cabines e deve acomodar os cerca de 4 mil passageiros em uma viagem que durará quatro dias.

Durante a viagem, que começa nesta segunda e vai até a próxima sexta-feira, 8, o público do ‘Navio Numanice’ vai poder assistir ao show do projeto Nunamice, criado por Ludmilla, além de acompanhar apresentações de artistas convidados, como Belo, Dennis, Filipe Ret, Gloria Groove, Pixote e Bárbara Labres.

Nas redes sociais, Lud afirmou estar ansiosa para a viagem: “Tô ansiosa pra cantar as músicas do Numanice #3 pela primeira vez no navio”. A terceira edição do projeto de pagode de Ludmilla bateu recordes de lançamento, que inclui o título de álbum mais ouvido no Top Global do Spotify .

Ludmilla anunciou as vendas dos ingressos para o ‘Navio numanice’ em setembro do ano passado e, no dia em que o site oficial foi liberado para a compra de ingressos, metade deles foi vendido em apenas quatro horas. Nas redes sociais, a cantora comemorou o sucesso agradecendo fãs: “Vcs não brincam em serviço hein?! Mas eu também não, se preparem! O site caiu de tanto acesso, mas já tá de volta. Mais da metade das cabines já foram vendidas em tempo recorde!!! Obrigada meu Deus e meus fãs!”.

Março das Lutas: Organização de Mulheres Negras realiza 2ª Marcha Nacional dia 21 de março

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Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

No dia 21 de março, acontece o lançamento nacional da 2ª Marcha Nacional de Mulheres Negras. O evento será realizado de forma virtual e presencial em diferentes lugares do Brasil e é organizado pela Articulação de Organizações de Mulheres Negras Brasileiras (AMNB), a Rede de Mulheres Negras do Nordeste e a Rede Fulanas – Negras da Amazônia Brasileira, que convocam os movimentos de mulheres negras, ativistas de movimentos negros e/ou mistos de todo país.

A AMNB abriu um formulário online de inscrição que integra a agenda da 6ª edição do Março de Lutas para que os movimentos interessados em articular o lançamento da Marcha em suas cidades possam cadastrar suas atividades. As inscrições vão até o dia 10 de março.

No virtual, o lançamento acontecerá através de uma live com a presença de lideranças dos movimentos de mulheres negras. No mesmo dia e horário, presencialmente, o lançamento se dará em diversas cidades, articulado de forma coletiva com todas as mulheres negras que tiverem vontade de construir a marcha.

“O objetivo é que as organizações construam juntas as atividades presenciais nos estados  em consonância com a transmissão ao vivo, que será no dia 21 de março, data que também marca o Dia Internacional para a Eliminação da Discriminação Racial”, comenta Vinólia Andrade, coordenadora do Grupo de Mulheres Negras Mãe Andressa, do Maranhão, organização que responde pela coordenação executiva da AMNB. 

Gwyneth Paltrow afirma que ‘mulheres brancas tem muito a aprender com mulheres negras’

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Foto: Getty Images

Durante uma conversa com a Dra. Ella Bell na última na quinta-feira, 29, durante o The MAKERS Conference em Beverly Hills, Califórnia, nos EUA, a atriz Gwyneth Paltrow falou sobre como tem observado as diferenças nos relacionamentos entre mulheres negras e brancas que ela conhece.

A atriz elogiou a “incrível auto-honra intrínseca” de suas amigas negras, afirmando: “é como se fosse da parte mais profunda de suas almas até a ponta dos dedos.”, lembrou. “Minhas amigas negras se conhecem, se amam, de uma forma que acho que as mulheres brancas não são ensinadas a fazer”, disse ela.

“Acho que as mulheres brancas são ensinadas a ser competitivas umas com as outras – o que é algo que tenho tentado trabalhar tanto para dissipar, porque não acredito na competição entre mulheres – mas fomos criadas para ser competitivas, para ter ciúmes, para olhar por cima dos ombros umas das outras”, explicou Paltrow.

Para ela, a amizade e união entre mulheres negras é uma referência. “Aprendi muito com minhas amigas negras sobre a autoaceitação implacável e o amor total por si mesma”, afirmou. “E acho que nós, como mulheres brancas nesta cultura, temos muito a aprender com nossas irmãs negras e com a maneira como elas se respeitam.”

Na conversa, Gwyneth Paltrow e a Dra. Ella Bell discutiram maneiras pelas quais as mulheres brancas podem cultivar relacionamentos mais positivos e solidários, tanto dentro de si mesmas quanto em suas amizades: “Manter as mulheres brancas em conflito umas com as outras, em competição umas com as outras, mantém o patriarcado forte”, destacou.

A atriz também enfatizou sua crença de que “as mulheres deveriam governar o mundo” e falou sobre seu compromisso em fornecer às mulheres acesso a oportunidades e recursos valiosos através de sua plataforma, o Goop.

MasterChef Brasil: quatro chefs negros que adoraríamos ver na edição inédita dedicada à confeitaria

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Foto: Divulgação

A Band anunciou em fevereiro, o lançamento de um novo derivado do MasterChef Brasil, inspirado no “Dessert Masters”, dedicado aos profissionais especializados em confeitaria, que estreou em 2023 na Austrália. Agora, as temidas provas de doces irão ganhar uma competição própria. 

Segundo a comunicado da emissora, os interessados poderão se inscrever no site oficial e o novo reality show tem previsão de estreia para outubro deste ano. 

Com tantos profissionais negros excelentes, o Mundo Negro e o Guia Black selecionou ao menos quatro confeiteiros que dariam um show de talento no programa. Confira abaixo:

Chef Marcos Wandebaster

O chef confeiteiro Marcos Wandebaster é especialista em combinar doceria cearense com Pâtissière francesa e Buttercream. Morador de Fortaleza, ele prepara sobremesas e bolos personalizados para aniversário e casamentos, e continua se profissionalizando cursando gastronomia na universidade. Marcos também é pesquisador de química, biologia e física dos bolos. | Instagram: @chefmarcoswandebaster

Fotos: Reprodução/Redes Sociais

Chefe de Quebrada

Natã de Sousa, mais conhecido como Chefe de Quebrada, é um jovem de Diadema (SP),  que faz muito sucesso nas redes sociais por unir a cultura streetwear com a confeitaria. Faz bolos e doces inspirados em artistas negros, marcas contratantes, em tamanhos realistas e esculturais.| Instagram: @chefedequebrada

Fotos: Reprodução/Redes Sociais e Isabelle India

Chef Giovanna Oliveira 

Após estudar em uma das mais renomadas universidades do ramo da gastronomia na Califórnia, Le Cordon Bleu, Giovanna Oliveira retornou para São Paulo como Chef Pâtissier, especializada em doces finos e artísticos para eventos. Com o seu próprio empreendimento, algumas de suas especialidades são: o bombom de pistache com amora e o bombom Jack Daniels Honey com folhas de ouro 24k.| Instagram: @vidadocebygi

Fotos: Fefa Sousa e Reprodução/Redes Sociais

Chef Elaine Feliciano

Formada pela renomada Le Cordon Bleu no Rio de Janeiro, a Chef Elaine Feliciano é especialista em bolos confeitados, doces e brownies. Se dedicou à gastronomia quando completou 50 anos e em 2023, teve a oportunidade de ir à França, para participar da Bocuse d’Or, a Copa do Mundo de Gastronomia. | Instagram: @amordedoce_atelie

Fotos: Reprodução/Redes Sociais

O que você pode aprender com o livro ‘Pequeno Manual Antirracista”, da escritora Djamila Ribeiro

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Foto: Reprodução

O Pequeno Manual Antirracista foi publicado em 2019, pela escritora, professora e coordenadora da iniciativa Feminismos Plurais, Djamila Ribeiro. Em 2020, liderou o ranking dos livros mais vendidos pela Amazon no Brasil. A obra começa lembrando que o racismo estrutura a sociedade brasileira, por isso para tratá-lo é necessário apresentar uma perspectiva histórica e um ponto de partida importante é a relação entre escravidão e racismo, examinando suas consequências. É exatamente a partir desse ponto que todas as indicações, instruções, ensinamentos e sugestões na trilha do combate ao racismo são dadas. 

Logo no início Djamila Ribeiro chama atenção para a importância de brancos e negros estudarem sobre as relações étnicos raciais. Aponta o sucesso do mito da democracia racial difundido por intelectuais brasileiros, sobretudo pelos escritos do sociólogo Gilberto Freyre. O Brasil seria, nessa perspectiva analítica, um paraíso das raças onde portugueses, indígenas e negros conviviam de maneira harmoniosa, desse modo romantizava as violências sofridas pelos oprimidos. 

Para combater o racismo precisamos admitir que ele existe. É urgente nomear as opressões.. Não devemos ter medo das palavras “branco ”, “negro”, “raça”, “racista”. Para combater é preciso falar. É urgente encaramos o racismo de frente

Alguns passos são fundamentais para se tornar um antirracista. Ler e prestigiar autores e autoras negros e negras. Votar e apoiar candidaturas de sujeitos negros. Incentivar empreendedores negros. Apoiar candidatos que busquem políticas públicas transformadoras. Responsáveis por crianças e adolescentes procurem saber e cobrem se a escola que eles frequentam coloca em prática a lei 10.639 que desde 2003 tornou obrigatório a história e cultura dos africanos e afro brasileiros nos currículos. De forma geral, o conteúdo ensinado nas escolas é branco e eurocêntrico. É possível e urgente que os estudantes vejam para além do ponto de vista do vencedor. Seria interessante parar de enfatizar o sofrimento da escravidão e falarmos também sobre a resistência do povo negro ao sistema escravista. 

Cristalizamos, no dias atuais, os locais em que os negros podem e devem estar. A mídia, ano após anos, tem nos mostrado os papéis que os negros desempenham na nossa sociedade. Ninguém estranha uma empregada doméstica negra, mas não imaginam ela como presidente de uma multinacional. Dizem por aí que basta se esforçar, aquela velha história do mérito, mas enquanto o jovem branco rico está estudando idioma ou lendo depois da aula do cursinho caro, o jovem negro da periferia urbana está trabalhando como atendente de lanchonete em dois turnos e estuda a noite em casa. Quem tem mais chance de passar para uma vaga numa universidade pública, no curso de  Medicina, por exemplo? 

A população negra é maioria da população, mas os locais de poder estão lotados de brancos. Você já pensou quantas pessoas negras têm na sua equipe de trabalho? Quais cargos as pessoas negras ocupam? Mas você pode me responder, minha empresa não é racista, temos um gerente negro. Isso é racismo. O negro único é produto do racismo. Representatividade é diferente e proporcionalidade. Enquanto antirracista que nos pretendemos, busquemos proporcionalidade. 

No Pequeno Manual Antirracista conhecemos intelectuais negros e negras que estão há muito tempo teorizando sobre as relações raciais nos diferentes espaços sociais. Assim, o livro menciona, por exemplo, o feminismo negro brasileiro com Lélia Gonzalez, o conceito de racismo recreativo com Adilson José Moreira, o epistemicídio com Sueli Caneiro, a cor dos afetos com reflexões de Carla Akotirene, a perpetuação do pacto da branquitude no mercado de trabalho com a psicóloga Cida Bento, a problemática da apropriação cultural com Rodney William. 

O livro é uma leitura obrigatória para entender como as hierarquias raciais de opressão se perpetuam historicamente. Os brancos devem ler para se responsabilizar criticamente pelo sistema de opressão que mantém seus próprios privilégios, criando desigualdades e as maneiras complexas pelas quais eles vão se mantendo ao longo do tempo. Os negros precisam ler, pois é uma jornada de autoconhecimento e um alerta para não reproduzir opressões. Essa obra abre caminhos para a construção de uma sociedade antirracista. Para tanto precisamos agir e logo. 

Emoções no Trabalho: O Motor Invisível da Performance

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Foto: Reprodução

Texto: Camilla Mamede

 

Quando falamos sobre performance no trabalho, a grande maioria das pessoas logo pensa em habilidades técnicas, conhecimento especializado, talvez até em quantas horas extras conseguem fazer.

Mas, e as emoções? Elas são forças invisíveis, pulsantes dentro de você; saber usar suas emoções é um dos segredos para ter alta performance.

A importância das emoções no ambiente de trabalho é frequentemente subestimada. O cérebro humano é emocional, apesar de, ao longo do tempo, terem associado emoções ao coração; na verdade, sempre foi atuação do cérebro via sistema límbico.

O sistema límbico desempenha um papel central na forma como processamos experiências, tomamos decisões e interagimos uns com os outros. Emoções positivas, como entusiasmo e pertencimento, podem aumentar significativamente sua motivação e criatividade, enquanto emoções negativas, como medo, ansiedade e frustração, têm o potencial de fazer o oposto. Sendo assim, escolha trabalhar em espaços em que sente predominantemente emoções de valência positiva.

Em um mundo que às vezes parece girar mais rápido do que podemos acompanhar, suas emoções se tornam bússolas essenciais. Elas são a voz do que “você não diz”, o reflexo do que você deseja viver.

Mas, você já parou para realmente ouvir o que suas emoções estão tentando lhe dizer? A neurociência nos ensina que há mais sabedoria nesse diálogo interno do que você pode imaginar.

Suas emoções são mensageiras. Elas viajam através do labirinto do seu ser, trazendo notícias do que está acontecendo no seu “estado interno”. A tristeza, a alegria, o medo, a surpresa… Cada uma delas carrega uma história, um porquê.

A neurociência revela como nosso cérebro processa essas emoções. Por exemplo, sabia que quando você sente algo, o seu cérebro está, na verdade, tentando te proteger ou preparar para o que vem a seguir? Isso mesmo. Aquela ansiedade antes de uma apresentação importante, ou a euforia ao reencontrar um amigo, são formas de o cérebro mostrar o que se passa por dentro, e você precisa ter repertório comportamental para saber o que precisa fazer a partir dessa percepção.

Cultivando Emoções Positivas para Melhorar a Performance

Aqui estão três aspectos que eu considero essenciais para que você use suas emoções a favor do seu desempenho pessoal e profissional:

Consciência Emocional: Comece reconhecendo suas emoções, sem julgamento. Permita-se sentir, compreendendo que cada emoção tem seu papel, seu porquê.

Resiliência Emocional:
Aprenda a navegar pelas águas turbulentas. Porque essa é a realidade, muitas vezes suas emoções podem ser uma espécie de mar turbulento. Como alguém que quer o seu bem, digo: não evite ou silencie essas tempestades, pois isso pode se tornar um problema maior.

Diariamente, atendo pessoas que tiveram seus problemas aumentados por ignorarem os sinais.

Portanto, lembre-se: suas emoções são suas aliadas. Elas são parte de quem você é e têm muito a ensinar sobre onde você está e para onde deseja ir. Manter-se motivado, não se encolha para caber em espaços, não silencie suas emoções, não fique em um lugar por medo do novo e, acima de tudo, desenvolva repertório comportamental para usar emoções em prol da sua performance.

Se você quiser trocar mais sobre esse tema é só me procurar pelas redes sociais.

Aguardo você mais trocas. Nunca esqueça, a consciência muda tudo!

Até mais.

CAMILLA MAMEDE

 

Camilla Mamede é uma profissional multifacetada, com Mestrado em Ciência e Tecnologia Ambiental, Engenharia de Produção e Segurança, além de possuir Especialização em Neurociências e Comportamento.

 

É CEO da Tangibiliza, uma consultoria e Escola de Soft Skills, cujo objetivo é materializar e potencializar habilidades e competências.

 

Atua há mais de 15 anos em diversas empresas, impactando profissionais de diversas áreas com suas aulas, palestras, workshops, skill games e mentorias. Seu foco principal está na formação de novas lideranças e no desenvolvimento de habilidades para elevar a performance pessoal e corporativa.

 

No contexto educacional, já atuou nas maiores instituições de educação do Brasil, como SENAI, YDUQS, ESPM, Grupo Eleva e Descomplica Faculdade Digital.

 

É uma das ganhadoras do PowerList 2023 e colunista do site Mundo Negro, o maior portal de conteúdo para negros do país.

 

Camilla também tem marcado presença em importantes eventos, sendo painelista em um evento da ONU em parceria com a Casa Firjan sobre mulheres na STEM, no Rio2C e no CASE 2022, consolidando sua relevância no campo da Educação, Liderança e Performance Corporativa.

“Macaco aprendeu a falar?”: jovens abrem B.O por racismo em grupo de Whatsapp da universidade, em MT

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Foto: Reprodução/Redes Sociais

Mais um caso de racismo! Nesta semana, um grupo de jovens registrou um boletim de ocorrência contra estudantes brancos que destilaram ódio com mensagens racistas no grupo de Whatsapp da UNEMAT (Universidade do Estado do Mato Grosso), no campus de Alta Floresta.

Na última terça-feira, 27 de fevereiro, o coletivo Levante da Juventude – MT expôs nas redes sociais uma série de prints de um grupo com professores e estudantes, onde os membros de uma atlética da universidade iniciaram as ofensas: “I don’t speak monkey” (Eu não falo macaco, traduzido em português). 

Na sequência uma série de outras ofensas raciais foram enviadas no grupo, repetindo a mesma frase ou zombando de pessoas pretas de pele retinta, entre outras mensagens. Em uma figurinha, contém a frase: “Desde quando macaco aprendeu a falar?”. Já em outra, pede fim ao racismo, com a imagem de um menino branco com a mão branca ao lado de um macaco com a mão preta.

Após outros estudantes reclamarem das mensagens e anunciarem saída por não compactuar com o que estava acontecendo, as ofensas se intensificaram de forma direta aos que integravam o grupo. “Já, caiu no artigo do racismo. A sentença é 50 chibatadas”, debocha uma pessoa, enquanto outros tentam relativizar a situação a apenas uma brincadeira.

No dia seguinte, após pressão dos estudantes por um posicionamento da UNEMAT, a instituição publicou uma nota no Instagram, afirmando que repudia “qualquer forma de racismo e discriminação racial”, se comprometendo a “lutar contra o racismo em todas as suas formas”. No entanto, os denunciantes afirmam que nada foi feito de concreto além do texto e pedem a expulsão de todos os envolvidos. (Leia no final da matéria a nota completa)

Em entrevista ao Mundo Negro neste sábado, 2 de março, o advogado de acusação Vinícius Eduardo de Jesus Pereira, formado pela UNEMAT de Alta Floresta e um dos professores que estavam no grupo, diz que situações como essas são recorrentes. “Discriminação, principalmente de transfobia e homofobia, já ocorrem por aqui, dentro do ambiente acadêmico, e foram abafadas. Os indivíduos, inclusive, foram desencorajados a tomar as medidas legais viáveis”, relata. 

Enquanto homem negro e LGBT, Vinícius relata que não teve como se abster da série de ofensas enviadas no grupo e decidiu representar juridicamente contra os infratores no boletim de ocorrência e fala sobre os próximos passos. “Estamos aguardando que as demais testemunhas e os infratores sejam ouvidos pela polícia. A partir disso, esperamos que criminalmente, os indivíduos sejam indiciados pela delegacia municipal e devidamente processados pelas condutas realizadas, com condenação que pode variar de 2 a 5 anos e multa”, explica.

Em relação a UNEMAT, ele conta que está sendo protocolado um “requerimento administrativo frente à instituição para que os discentes do campus sejam academicamente processados, com o intuito de que as medidas disciplinares devidas sejam aplicadas. A intenção maior é que os infratores sejam desligados dos seus respectivos cursos, já que a própria Normatização Acadêmica prevê essa punição”.

Leia a nota na íntegra da UNEMAT abaixo:

Nós, da Universidade do Estado de Mato Grosso – Campus de Alta Floresta, expressamos nosso veemente repúdio a qualquer forma de racismo e discriminação racial. O racismo é uma prática abominável e uma violação dos direitos humanos fundamentais, que perpetua desigualdades, promove ódio e impede o progresso de nossa sociedade como um todo.

É inaceitável que, em pleno século XXI, indivíduos ainda sejam julgados, discriminados ou violentados por conta da cor de sua pele, origem étnica ou cultural. Tal comportamento não apenas desumaniza as vítimas, mas também empobrece o perpetrador e a sociedade em que este se insere.

Comprometemo-nos a lutar contra o racismo em todas as suas formas, promovendo a educação, o respeito à diversidade e a inclusão em nossas práticas diárias. Estamos ao lado daqueles que sofrem com o racismo e apoiamos iniciativas que visam erradicar essa praga de nossa sociedade.

Fazemos um chamado à reflexão e à ação. É dever de todos(as) combater o racismo, seja ele explícito ou velado. Encorajamos indivíduos, outras organizações e instituições a se juntarem a nós nesta causa crucial, promovendo uma cultura de tolerância, igualdade e justiça.

Equipe de Jojo Todynho se pronuncia sobre suposto convite de Bolsonaro para eleição 2024

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Foto: Reprodução/Instagram

Jojo Todynho nas eleições? Segundo a coluna do Erlan Bastos, do portal Em Off, a cantora teria recebido uma ligação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na semana passada, lhe convidando para se candidatar a vereadora do Rio de Janeiro, o que a teria deixado muito emocionada e ido à lágrimas, mas recusou o convite.

Ainda segundo a coluna, Jojo teria dito ao Bolsonaro que irá apoiar um candidato durante as eleições municipais, que ocorrem em outubro, mas que pretende se candidatar como deputada federal em 2026. Ela deseja receber o mesmo apoio dessa pessoa, quando chegar a sua vez.

Em nota para o Hugo Gloss, a assessoria da artista afirmou que ela não tem interesse em participar das eleições municipais, em outubro. No entanto, não garantiu se houve ou não a ligação de Bolsonaro. “Como é um assunto de foro íntimo, não tenho essa informação”, disse.

Raramente Jojo Todynho fala sobre política, mas seu nome já foi associado ao bolsonarismo algumas vezes. Em fevereiro de 2023, seu ex-marido Lucas Souza, declarou diversas vezes, após divórcio, que a cantora é uma “bolsonarista de primeira”, além de “conservadora, homofóbica e [que] odeia parada gay”.

Sua aproximação mais pública com uma figura política, foi em 2019, ao gravar uma propaganda elogiando a prefeitura do Rio de Janeiro, na época administrado por Marcelo Crivella (Republicanos) e foi muito criticada na web.

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