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Chefs Carmem Virginia e Rodrigo Freire se unem para realizar o Jantar dos Orixás no Altar Cozinha Ancestral

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Foto: Reprodução/Instagram

A chef proprietária Carmem Virginia do Altar Cozinha Ancestral, e o chef proprietário Rodrigo Freire do restaurante Preto Cozinha, se unem em uma noite de muito sabor, para a realização do Jantar dos Orixás: ancestralidade e afro-futurismo, trazendo à mesa uma experiência única que combina a riqueza da culinária e a visão futurista da cultura afro-brasileira, no dia 19 de abril, às 20h, no Altar Cozinha Ancestral de São Paulo.

Com lugares limitados, a venda dos ingressos está disponível no site Sympla com vendas a partir de R$350, incluindo o menu de 7 etapas, inspirado nos orixás. O cliente também poderá optar por adquirir o ingresso por um menu harmonizado pelos sommeliers de vinho Mateus Henrique e Wellington Anjos

Para Dona Carmem Virginia, este será um evento memorável, onde a tradição se encontra com a inovação, e cada prato contando uma história de origens. “Estamos muito animados para receber todos neste evento especial que celebra nossas raízes e nossa visão de futuro”, diz.

Veja o menu de 7 etapas abaixo:

Exu: Tartar de carne de sol, com gema curada de codorna e fatia de pão delícia.

Ogun: Espetinho de barriga de porco, com melado de pimenta e farofinha de amendoim, com coentro e damasco.

Ossain: Salada de chuchu.

Logunedé: Terra e mar, com farofa centenária.

Oxum: Arroz de xinxim, com farofa de banana da terra.

Xangô e Iansã: Caruru de rabada.

Iemanjá e Omolú: Raspadinha de biribiri, com hortelã e safadinha.

Ibejis: Cafés e bobagens.

Serviço Jantar dos Orixás

Local: Altar Cozinha Ancestral, R. Medeiros de Albuquerque, 270 – Jardim das Bandeiras, São Paulo – SP
Horário: A partir das 18h30
Ingressos: As entradas custam a partir de R$ 350 e estão a venda no site! (Veja aqui!)

Teresa Cristina se apresenta na abertura do Fórum Permanente de Pessoas Afrodescendentes da ONU, em Genebra

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Foto: Thalles Garbin

Na terça-feira (16), a Teresa Cristina se apresentou em uma cerimônia realizada pela Organização das Nações Unidas (ONU), no Palácio das Nações, em Genebra. A artista foi o destaque da abertura do Fórum Permanente de Pessoas Afrodescendentes, levando sua voz e sua arte para um palco internacional de discussão sobre igualdade, direitos humanos e combate ao racismo.

A cantora escolheu os clássicos “Zé do Caroço”, composta por Leci Brandão em 1978, e “Canto das Três Raças”, composição de Mauro Duarte e Paulo César Pinheiro, que ficou famosa na voz de Clara Nunes. Sua presença no evento, além de emocionante, ressalta a importância da representatividade e da diversidade cultural em espaços de discussão global.

Em uma declaração enviada à Folha de S. Paulo, Teresa falou sobre a emoção de levar o samba para o evento: “A emoção de representar o Brasil e levar o samba para todas as nações têm um poder muito grande”, ressaltou a cantora, destacando o papel da música como uma ferramenta poderosa para promover a inclusão e a conexão entre os povos.

Além de sua participação no Fórum, Teresa Cristina também celebrou sua contribuição para a exposição “Atlântico Vermelho”, organizada pelo Instituto Luiz Gama, primeira exposição deste tipo realizada dentro da ONU. Em suas redes sociais, a cantora compartilhou sua gratidão pela oportunidade, destacando a importância de eventos culturais que promovem a diversidade e o diálogo entre as nações.

Não podemos continuar a votar em políticos que ignoram o racismo e o genocídio da juventude negra

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Galois, uma escola de elite de Brasília, promoveu um torneio esportivo e produziu uma das cenas mais repugnantes de racismo. Jovens brancos agrediram alunos de uma escola franciscana com gritos de “macaco”, “pobrinho” e “filho de empregada”. Visconde de Porto Seguro, escola centenária e tradicional de São Paulo, foi denunciada por prática sistemática de segregação racial e social entre estudantes bolsistas e pagantes.

O jornal Folha de São Paulo registrou uma importante pesquisa realizada pela organização Observatório da Branquitude em que fica evidenciado que as escolas públicas em que a maioria dos estudantes é negra têm estrutura pior do que as unidades em que a maior parte das matrículas é de brancos. Essa desigualdade é percebida na existência de bibliotecas, laboratórios, quadra de esportes e até mesmo rede de esgoto.

Estas denúncias gritam de como a educação tem se apresentado como um campo de promoção do racismo, onde as elites das grandes escolas privadas não se esforçam para realizar uma educação antirracista. E o poder público, na figura de políticos e gestores, tem se omitido sistematicamente e naturalizado o racismo.

Estudantes negros são os que estudam em escolas com menos recursos. Quais parlamentares, prefeitos e governadores se propuseram a enfrentar o racismo na educação? “Sem dar as mesmas condições, que deveriam ser básicas e asseguradas a todos os estudantes brasileiros, não podemos esperar que os mais vulneráveis ascendam na trajetória escolar”, diz Carolina Canegal, coordenadora de pesquisa do Observatório da Branquitude.

Em São Paulo, uma renomada advogada, Maís Moreno, organizou um encontro com a deputada federal por São Paulo, Tabata Amaral, reconhecida por sua luta em defesa da Educação. Apesar da minha atuação política em mais de 50 anos, fiquei profundamente surpreso ao conhece-la. Uma liderança jovem que inspira atenção e esperança, pela sua vibrante atuação no Congresso e uma juventude com desprendimento da velha política. No breve contato, percebi uma determinação e um respeito à história dos militantes do movimento negro, que renovou esperança de traduzir em ações afirmativas. É um começo do novo, mas sem negar que há um passado que pode contribuir com o presente.

Vivemos no Estado de São Paulo governos que são exemplos do atraso, da negação da história do negro na política, manifestações dos órgãos públicos que ignoram as leis nas áreas da educação e saúde para a população negra, que tão duramente foram conquistadas no Congresso Nacional.

A tragédia do racismo em São Paulo, apoiado por governantes e gestores, públicos alimenta uma prática que limita as oportunidades das pessoas negras ao acesso a uma cidadania plena. A inação dos governos em implementar políticas antirracistas em São Paulo é respaldada por uma velha política que menospreza as reivindicações e ideias da juventude negra, da população negra e de lideranças negras.

Tudo está perdido? Precisamos promover o debate com a população negra sobre a nossa participação no processo eleitoral que se avizinha O debate deve ser levado a todos os candidatos com perguntas simples, incluindo também perspectivas de diferentes gerações. O que ele fez para implementar a lei que garante o ensino da História do negro? Quantas emendas orçamentárias apoiaram iniciativas que atendem a melhoria da qualidade da educação da população negra? Como a prefeitura implementou a Política Nacional de Saúde Integral da População Negra? Quanto foi investido nessas políticas, quais foram as emendas orçamentárias? Quais foram as iniciativas para combater o genocídio da juventude negra?

Perguntas simples que devem ser feitas a todos os candidatos, além de observar com muita atenção qual o papel que os negros desempenham durante o processo eleitoral. O racismo praticado por candidatos é um indicador que nossos votos não podem e não devem ser endereçados a eles.

Lauryn Hill fará show no Brasil em evento da Chic Show que celebra 50 anos da Black Music

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Foto: Reprodução/Getty Images

No próximo dia 13 de julho, São Paulo será palco de um evento que promete marcar época na cena musical. A cantora Lauryn Hill vem ao Brasil para um show que marca o retorno da Chic Show e a celebração dos 50 anos da Black Music no país. O evento está programado para acontecer no Allianz Parque, localizado na Zona Oeste da capital paulista.

A estrela internacional será acompanhada por convidados reconhecidos, entre eles, Wyclef Jean, seu parceiro no icônico grupo Fugees, além de seu próprio filho, YG Marley, que devem oferecer ao público momentos nostálgicos ao apresentar músicas do grupo, repetindo o show celebrado feito pela cantora durante o Coachella no último final de semana.

Além de Lauryn Hill, o evento contará com outros grandes nomes da música, como o lendário Jimmy “Bo” Horne, Mano Brown e Sandra de Sá, Criolo e Rael.

O ingressos para estarão disponíveis a partir de segunda-feira, 22 de abril, nas bilheterias do Allianz Parque e também online, no site https://ticketson.com.br/.

Casal é condenado a mais de 14 anos por manter trabalhadora doméstica em condição análoga à escravização por 39 anos

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Foto: Reprodução/ TV Integração

O casal Dalton César Milagres Rigueira e Valdirene Lopes Rigueira foram condenados a mais de 14 anos de prisão por manter a trabalhadora doméstica, Madalena Gordiano em regime análogo à escravização durante 39 anos. Segundo o jornalista Leonardo Sakamoto, a decisão foi emitida pela Justiça Federal de Minas Gerais, que também estipulou o pagamento de multas e indenizações que somam mais de R$ 1,3 milhão para a vítima. O casal Rigueira ainda pode recorrer da decisão judicial em liberdade.

De acordo com o Uol, o casal foi condenado foi condenado pelos crimes de redução à condição análoga à de escravo, furto qualificado e lesão corporal, que somaram 12 anos e oito meses de reclusão em regime fechado além de terem que cumprir mais um ano e 11 meses em semiaberto, um total de 14 anos e sete meses de sentença.

Já as filhas do casal, Raíssa Lopes Fialho Rigueira e Bianca Lopes Rigueira Nasser não foram condenadas por trabalho escravo. Raíssa recebeu uma sentença de 7 anos e 11 meses de reclusão em regime fechado e um ano e 11 meses de detenção em semiaberto por furto qualificado e lesão corporal, além de multa. Já Bianca recebeu pena de um ano e 11 meses de detenção em regime semiaberto por lesão corporal.

O casal deve pagar multa de R$ 1,3 milhão a Madalena, enquanto Raíssa foi condenada a pagar R$ 23,5 mil, os valores correspondem a indenizações por danos materiais. Os quatro réus também devem pagar R$ 135 mil por danos morais, valor que poderá ser deduzido de indenizações já quitadas pela família, como o apartamento transferido para Madalena pela família de acordo com decisão do Ministério Público do Trabalho emitida em 2021.

Em novembro de 2020, Madalena Gordiano foi resgatada pelo grupo especial de fiscalização móvel na casa do casal Rigueira, em Patos de Minas, cidade localizada a mais de 400 km de Minas Gerais. A trabalhadora doméstica começou a trabalhar na casa dos pais de Dalton César Milagres Rigueira quando ainda era uma criança, aos 8 anos de idade. Em 2005, aos 24 anos, foi levada por ele para continuar trabalhar em sua casa, somando os 39 anos de escravidão ao qual foi submetida pela família durante sua vida.

A decisão da justiça corresponde aos 15 anos em que Madalena trabalhou para Dalton, Valdirene e as duas filhas do casal, que também são réus no processo. Além do trabalho não remunerado e sem receber direitos trabalhistas, a mulher vivia em um quarto sem janelas, onde eram armazenados produtos e utensílios utilizados na limpeza do apartamento.

A investigação também apurou que Madalena Gordiano foi obrigada a se casar com um idoso que era familiar dos Rigueira, para que ela pudesse herdar as pensões do homem que era militar depois que ele morresse. O dinheiro era controlado pela família, que controlava as contas no nome da trabalhadora doméstica e utilizavam o valor, correspondente a R$ 8,4 mil para manter a família. A pensão em nome de Madalena chegou a ser utilizada pelos Rigueira para pagar a faculdade de medicina de Vanessa Maria Milagres Rigueira, médica formada em 2007 pela Faculdade de Medicina de Petrópolis, no Rio de Janeiro e que é filha de Maria das Graças Milagres Rigueira, mãe de Dalton.

Salvador é eleito ‘Melhor Destino Nacional’ no 2° Prêmio do Afroturismo

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Foto: Divulgação

No universo do turismo afro-brasileiro, Salvador brilha mais uma vez. Na recente edição do 2° Prêmio de Afroturismo, promovido pela plataforma Guia Negro, a capital baiana foi coroada como o ‘Melhor Destino Nacional’. O evento ocorreu na segunda-feira, 15, no Expo Center Norte, em São Paulo, destacando Salvador como um epicentro vivo da cultura afro-brasileira. O reconhecimento reitera sua posição como um ícone do turismo negro no Brasil e no mundo.

Enquanto Salvador celebra essa conquista, outros grandes vencedores foram anunciados, evidenciando o crescimento e a diversidade do afroturismo em todo o país. Entre os destaques, a Embratur (Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo) foi homenageada como a ‘Melhor Empresa do Setor’, enquanto sua coordenadora de afroturismo, Tânia Neres, recebeu o título de melhor profissional da área.

“2023 foi mesmo o ano de Salvador no turismo com festivais como o Liberatum e o Afropunk, o lançamento do filme Renaiscense, com a presença da cantora Beyoncé, além da segunda edição do festival Salvador Capital Afro e do festival de Afrofuturismo da Vale do Dendê. Nós do Guia Negro, realizamos a Caminhada Salvador Negra durante todos os sábados do ano pela primeira vez, além da maior Caminhada Negra de todos os tempos em parceria com o Shopping Center Lapa”, destacou Guilherme Soares Dias, fundador do Guia Negro.

A Colômbia também recebeu destaque como o ‘Melhor Destino Internacional’, ressaltando sua rica conexão com a diáspora africana. “Um dos grandes portos de desembarque de africanos no Caribe, Cartagena abriga San Basilio de Palenque (um dos grandes quilombos do Caribe) e as Palenqueras (mulheres negras comerciantes) que colorem as ruas da cidade amarela”, afirma Solange Barbosa, fundadora da Rotas da Liberdade.

A Brafrika Viagens foi reconhecida como a empresa de afroturismo ‘Destaque do Ano’, demonstrando seu compromisso com experiências autênticas e inclusivas. Além disso, o Pelourinho, em Salvador, foi reconhecido pelo prêmio como a ‘Melhor Atração Turística’, destacando-se como um ponto de encontro entre passado e presente, onde a história negra do Brasil ganha vida.

Confira todos os vencedores do 2° Prêmio do Afroturismo:

1 – MELHOR PROFISSIONAL DO AFROTURISMO: TÂNIA NERES
2 – MELHOR DESTINO NACIONAL: SALVADOR
3 – MELHOR DESTINO INTERNACIONAL: COLÔMBIA
4 – EMPRESA DE AFROTURISMO DESTAQUE DO ANO: BRAFRIKA VIAGEM
5 – EMPRESA PARCEIRA DO AFROTURISMO (negócio da área de turismo ou de outros setores que apoia ações do afroturismo): Embratur
6 – MELHOR ROTEIRO DE AFROTURISMO: PEQUENA ÁFRICA (Rio)
7 – MELHOR CONTEÚDO DE AFROTURISMO: AFROTURISMO, AFETO, AFRONTA E FUTURO
8 – MELHOR HOSPEDAGEM BLACK FLIENDLY: DIASPORA.BLACK
9 – MELHOR RESTAURANTE DE AFROEMPREENDEDOR: CASA OMOLOKUN (RIO)
10 – MELHOR ATRAÇÃO TURÍSTICA: PELOURINHO

Família de O.J. Simpson recusa pedido de cientistas para estudar o cérebro do ex-atleta, que faleceu aos 76 anos

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Foto: Associated Press

O ex-jogador de futebol americano O.J. Simpson faleceu no dia 10 de abril, aos 76 anos. Após sua morte, representantes da família foram procurados por cientistas interessados em estudar o cérebro de Simpson, buscando sinais de encefalopatia traumática crônica (CTE), uma doença considerada recorrente em ex-jogadores. No entanto, a família recusou firmemente o pedido. O advogado da família, Malcolm LaVergne, informou à revista People que o corpo de Simpson será cremado e que os detalhes do funeral ainda estão sendo organizados.

OJ Simpson quando deixou a cadeia em liberdade condicional. Foto: Arquivo / Jason Bean / The Reno Gazette-Journal via AP Photo

A encefalopatia traumática crônica é atribuída a traumatismos cranianos repetidos, segundo a Clínica Mayo. “Com OJ tudo é uma loucura, mas tenho recebido ligações de centros médicos que estão fazendo testes CTE pedindo o cérebro de OJ. . . isso não vai acontecer, disse o advogado.

O.J. Simpson ficou conhecido mundialmente após ter sido acusado de estar envolvido no assassinato da ex-mulher Nicole Brown, em 1994, crime do qual foi absolvido. De acordo com o site TMZ, Simpson lutava contra um câncer de próstata.  A notícia foi publicada por seus familiares nas redes sociais.

“No dia 10 de abril, nosso pai, Orenthal James Simpson, sucumbiu à batalha contra o câncer. Ele estava cercado por seus filhos e netos. Durante esse período de transição, sua família pede que você respeite seus desejos de privacidade e graça”, dizia o comunicado.

Entre vetos e verdades: o dilema das ‘saidinhas’ e o caminho para a ressocialização no Brasil

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Foto: Arquivo/Agência Brasil

Na última quinta-feira, 11 de abril, o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, com vetos parciais, a Lei 14.843/2024, a qual impõe restrições às saídas temporárias de presos do regime semiaberto. Notavelmente, o presidente optou por vetar o segmento da legislação que proibiria completamente essas saídas, também conhecidas como “saidinhas”. Esta decisão será posteriormente analisada pelo Congresso Nacional para avaliação dos vetos impostos.

Durante minhas observações recentes, especialmente nas plataformas de mídia social, percebi uma reação bastante polarizada da opinião pública brasileira a respeito desta questão. Frequentemente, os comentários revelam uma preferência pela punição severa em detrimento da justiça restaurativa, um reflexo do clamor popular por vingança ao invés de uma busca por soluções equitativas. A cobertura tendenciosa por parte de alguns veículos de imprensa contribui para esse cenário, exacerbando o sentimento de repúdio ao invés de promover um entendimento mais profundo sobre a complexidade do sistema carcerário no Brasil.

É contundente destacar que o sistema prisional brasileiro enfrenta desafios significativos, incluindo a superlotação e a insuficiência de programas eficazes de reabilitação e reintegração social. O Estado de São Paulo, que possui a maior população carcerária do país, reflete essas dificuldades. De acordo com dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública, dos 33.749 beneficiados pela última saidinha, 1.397 (aproximadamente 4%) não retornaram às instalações prisionais, uma cifra ligeiramente inferior à média nacional de 4,66%.

Além disso, o Brasil se destaca como o terceiro país com o maior número de pessoas encarceradas mundialmente, ultrapassado apenas pelos Estados Unidos e pela China. Segundo o 17º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, o número de detentos cresceu 44% na última década, alcançando a marca de 832.295 indivíduos. Dentre estes, 31% estão presos por delitos relacionados a drogas, predominando entre as mulheres encarceradas, cuja proporção atinge 51%. 

O Brasil também possui a terceira maior população carcerária feminina do mundo, com mais de 42 mil mulheres e meninas, muitas das quais são mães e principais responsáveis pelo sustento de seus filhos. A maioria dessas mulheres possui baixa escolaridade, sendo 65,5% são mulheres negras e 51,9% não concluíram o ensino fundamental.

No tocante às iniciativas de ressocialização, destaco o Instituto MOVI o Bem, que promove a reintegração de mulheres egressas do sistema prisional através da costura, em um modelo alinhado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030. Este projeto oferece uma remuneração mensal às participantes, com recomendação de que 50% desse valor seja destinado ao sustento de filhos e familiares. É notável que 87% das mulheres envolvidas no programa não reincidem em atividades criminosas, evidenciando a eficácia de programas de ressocialização bem estruturados.

Por fim, é essencial que a sociedade brasileira reconheça a importância da reintegração de ex-detentos como uma estratégia vital para a redução da reincidência e para a construção de uma sociedade mais justa e equitativa. A adoção de uma abordagem mais humana e menos punitiva pode efetivamente contribuir para a quebra do ciclo vicioso de marginalização e reincidência, especialmente quando consideramos as disparidades raciais e socioeconômicas intrínsecas ao sistema prisional brasileiro.

Donald Glover anuncia os dois últimos álbuns como Childish Gambino; um será trilha sonora para seu novo filme

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Foto: Patrick McMullan via Getty Image

Donald Glover está prestes a aposentar Childish Gambino, seu pseudônimo na carreira musical. O multiartista anunciou os dois novos e últimos álbuns, na noite de domingo (14), durante uma live no Instagram para os seguidores. O primeiro álbum será uma versão finalizada de seu lançamento surpresa “3.15.20”, lançado em 2020. Enquanto o próximo e último projeto será para a trilha sonora de seu novo filme “Bando Storm and the New World”.

“O projeto que lancei, ‘3.15.20’, do qual ninguém nunca ouviu falar, as pessoas nem sabiam que eu lancei, originalmente se chamava ‘Atavista‘, era para ser ‘Atavista’. Mas lançamos rapidamente, eu não masterizei ou mixei, apenas lancei. Eu estava passando por muita coisa, pensei que todo mundo ia morrer por causa da pandemia. Lançamos, terminamos, é ‘Atavista’. Mas depois disso, há um álbum do Childish Gambino, o último álbum do Childish Gambino”, disse.

Ele ainda revelou que o álbum final de Gambino será inspirado por outras trilhas sonoras, como o álbum de Prince para “Batman”, de 1989, e “Batman Forever”, de 1995. Sem lançar nenhum projeto musical desde 2020, Gambino já havia revelado para o TMZ que estaria em um novo álbum e que o lançamento seria em breve.

Além do novo filme “Bando Storm and the New World”, Glover também anunciou um próximo anime em andamento com o comediante Zack Fox e o desenho animado “Country Mouse, City Mouse”.

Ludmilla recebe elogios de Lauryn Hill após Coachella: “Estou orgulhosa de você”

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Foto: Reprodução / Redes Sociais

Além de Beyoncé, Ludmilla também recebeu a ‘benção’ de Lauryn Hill. Neste último domingo (14), a lenda da música norte-americana rasgou elogios para Lud. Elas se encontraram nos bastidores do festival Coachella. Ludmilla se tornou a primeira afro-latina da história a se apresentar no palco principal do festival, que é considerado o maior do mundo. “Estou orgulhosa de você. Tudo está lindo, você é maravilhosa”, disse Hill para a dona do ‘Numanice’.

O show de Ludmilla no Coachella contou com um áudio de Beyoncé, que introduziu a apresentação da brasileira no festival. De acordo com representantes, a “surpresa foi um gesto de carinho do ícone máximo da música contemporânea para a maior artista preta latino-americana, que tem em Beyoncé sua maior referência artística”.

Um discurso poderoso de Erika Hilton também abriu o espetáculo de Lud. “Esta é a minha casa! E em minha casa, eu não tolerarei nenhum tipo de ódio, racismo, homofobia, transfobia, xenofobia ou misoginia. Este é um espaço de autovalorização. Um espaço de liberdade. Todos aqui têm seu próprio valor. Me respeitem. Respeitem minha história. Respeitem meu povo e minha comunidade. Respeitem a mulher negra mais ouvida da América Latina“, disse a deputada.

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