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O que aprendi com Oprah Winfrey e quero dividir com vocês

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Foto: Divulgação

Participei no último dia 10, do evento Legends in town, em que tive a honra de ter contato, pessoalmente, com as ideias inspiradoras de Oprah Winfrey

Texto: Rachel Maia

Para acessar o evento que aconteceu no WTC Golden Hall, em São Paulo, a fim de participarmos da primeira edição do Legends in town (promovido pela XP Inc e Alvarez & Marsal), estávamos em filas. No evento tive o prazer de compartilhar momentos de trocas e muitos insights com parceiras e amigas. Entre elas, mulheres negras que representam a nossa potência como Maria Júlia Coutinho, Paula Lima, Fernanda Ribeiro, Letícia Vidica, Thelma Assis e Jaqueline de Jesus, entre tantas outras que lá se encontravam para celebrar tudo o que Oprah Winfrey, a convidada especial, corresponde para nós e para o mundo.

Oprah é jornalista, apresentadora, empresária e bilionária. Uma mulher negra, dona de um império (o que inclui uma rede televisiva e uma produtora). Conosco, a plateia, ela compartilhou sua trajetória de maneira honesta, com ganhos e ressalvas, enquanto era entrevistada pela atriz Tais Araújo

Assim como Oprah, creio que todos nós estamos tentando seguir nosso próprio caminho e batalhando para estar sempre no lugar certo. No entanto, as desigualdades no Brasil ainda representa muita luta e muita resiliência, quanto mulheres e quanto mulheres negras. Quando, porém, pessoas de sucesso como a apresentadora revelam os obstáculos pelos quais passaram, percebo que há, no coletivo e no individual, uma força incalculável para destruir qualquer pedra (por maior que seja). 

O que aprendi:

Um passo de cada vez

Perseverar é a palavra. Buscar conhecimento e destacar o que temos de melhor formam a trilha. Mas devemos nos recordar de que precisamos reconhecer as nossas fragilidades, de modo que consigamos seguir focamos em nossas conquistas – passadas, presentes e futuras. 

Traçar objetivos e identificar o passo a passo para que alcancemos tais metas correspondem a uma lição que precisa ser aplicada. Cada aprendizado nos aproxima ainda mais do que, de fato, importa. Desejo que você tenha aliados, apresente-se para o mundo, descubra o seu diferencial, faça parcerias. A vida é um saber continuo: somos múltiplos, com diferenças que nos enriquecem.

Nossos ancestrais 

Saiba mais sobre sua história, suas origens: isto te leva a respostas que são necessárias para compreender suas diferenças e validar seu lugar no mundo. Somos muito mais que números, somos únicos e fazemos parte de um todo. 

Em dado momento de sua fala, Oprah fala sobre um período, já de sua idade adulta, em que os problemas financeiros eram contínuos. Contudo, ela nunca deixou de ter fé e acreditar que o melhor estava por vir. Tempos depois, usou os poucos recursos que tinha para construir o seu futuro. Imagine só: parte de uma época em que os direitos estavam apenas começando a se firmar, a magnata da TV, nascida em 1954, buscou em seus ancestrais para se fortalecer. Martin Luther King Jr. (1929-1968), homem negro, estadunidense e ativista político, que foi uma das referências para Oprah em sua luta por igualdade racial, prova que é essencial termos acesso às rotas de quem veio antes nós. 

O que possa afirmar, então, é que não há formula mágica, tampouco um passo a passo especifico, mas, assim como Oprah, em meu livro Meu Caminho até a Cadeira Número 1 (2021), divido com vocês um percurso real, de constante aprendizado e que evidencia que para, além de uma carreira de êxitos, existe uma pessoa que acredita, acerta, erra, transforma-se e continua. Muitas vezes, a ordem das atitudes muda; todavia, uma certeza permanece: desistir nunca será uma opção.

Todos nós fazemos a diferença uns para os outros. Logo, é de extrema relevância pensarmos ações para tornar a nossa sociedade mais humana, inclusiva, saudável e próspera. Se cada um fizer a sua parte, teremos um mundo cada vez melhor e com múltiplos talentos – Oprah seguiu. Ao ser questionada a respeito de quem era antes de ser uma comunicadora brilhante, ela responde: uma mulher jovem, aspirando por alcançar seu sonho de se tornar capaz de servir e satisfazer o chamado de Deus em sua vida. Oprah não desistiu.

Porta-voz de Maybelline NY, Ludmilla faz história ao levar seus hits para o maior festival de música do mundo

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Foto: Divulgação

Com um visual impecável, a porta-voz de Maybelline NY, Ludmilla, mostrou porque também se tornou a número um no maior festival de música do mundo. O show, realizado na Califórnia, Estados Unidos, no domingo, 14, foi o primeiro de uma cantora afro-latina no palco principal do evento. Além disso, a brasileira foi anunciada ao público por ninguém menos que Beyoncé.

Nas redes sociais, a artista celebrou o sucesso da apresentação: “Só tenho a agradecer a Deus por realizar todos os meus sonhos”, escreveu. “Sem palavras para descrever tudo o que estou sentindo”, pontuou Ludmilla, que fez uma apresentação única, cheia de representatividade e com uma mensagem de respeito e igualdade.

Rokael Lizama, beauty artist de Beyoncé, foi escolhido para fazer a make da artista com o melhor dos produtos de Maybelline NY, que é a marca de maquiagem número um do mundo*. 

Sempre atenta aos aspectos de inovação, diversidade e empoderamento, Ludmilla diz que sua rotina de beleza também inclui cuidados com alimentação e exercícios físicos. “Tenho cuidado bastante da minha pele ultimamente, cuidado mais da alimentação e feito exercício. Destes que falei, a pele é o que mais tem foco em beleza, mas muito pelo meu trabalho, que além da voz, exige também da minha imagem, mas o foco na verdade é em saúde e qualidade de vida, o que acaba refletindo em beleza e bem estar também”, conta.

O primeiro contato da estrela com maquiagem aconteceu na infância. “Minha mãe sempre foi muito vaidosa, vocês vêm, né?! E ainda criança via e ficava curiosa, mas comecei a usar e me arriscar mesmo, na adolescência, principalmente quando comecei a cantar”, diz ela, que tem o batom como seu item de maquiagem favorito.

Ludmilla é a personificação de representatividade para o Brasil, sendo uma referência inspiradora e um símbolo superimportante de autoestima para a sua comunidade”, declarou Belen Torrens, diretora de Maybelline do Brasil. “Como mulher negra, bissexual, e ícone do pagode e do funk, a artista desafia padrões, quebra barreiras e inspira milhares de pessoas a serem autênticas e confiantes em sua própria pele. Ludmilla abre caminhos para que mais pessoas se sintam vistas, ouvidas e valorizadas em suas trajetórias – alinhando-se ao propósito de Maybelline NY, de incentivar todas as mulheres a expressar suas individualidades e serem únicas”.

*Source Euromonitor International Limited: Beauty and Personal Care 2024ed, retail value sales, rsp, all retail channels, 2023 data. 

Esse é um conteúdo pago por meio de uma parceria entre Maybelline NY e site Mundo Negro.

Dia Nacional do Livro Infantil: 9 obras para ler com crianças negras

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Ilustração: Ana Maria Sena/Livro: Sinto o que sinto e a incrível história de Asta e Jaser

Hoje, 18 de abril, é o Dia Nacional do Livro Infantil. Para celebra esse dia, o Mundo Negro selecionou 9 livros escritos por autores negros para ler com as crianças negras ou presenteá-las.

Os livros com representatividades negras e histórias sobre a cultura do povo negro na diáspora ou no continente africano, fortalecem a autoestima das crianças e ajudam no combate ao racismo. As obras escolhidas tratam de temas como ciência, culinária, ancestralidade, identidade, sentimentos, entre outros.

Confira a lista completa abaixo:

As incríveis aventuras de Nirobe na terra do Não

O livro da escritora Janine Rodrigues fala sobre Nirobe, um garoto esperto e atrevido, que convive com todos os sentimentos: Felicidade, Medo, Tristeza, Coragem, Respeito, Inteligência, mas o Não ainda era incompreendido. Curioso e afoito, ele tenta driblar o Não e assim fazer tudo o que quer, mas acaba descobrindo que o Não nem sempre é o que lhe parece.

Cozinheirinhos da Diáspora: saberes e sabores de nossa culinária ancestral e afetiva

O primeiro livro infantil impresso da Chef Aline Chermoula, inspirado na Culinária da Diáspora Africana pelas Américas, destaca receitas com alimentos originários do continente africano como forma de resgate de ancestralidade. A obra é ilustrada, interativa e traz receitas de pratos inspirados na cultura culinária afro-ameríndia.

Da cor que eu sou

Primeiro livro lançado pela influenciadora digital Andressa Reis, conta a história da criança Maria. Ela sempre soube que as pessoas existem no mundo em diversos tamanhos, formas e cores. Por isso estranhou quando sua melhor amiga, Júlia, lhe presenteou com um desenho um tanto quanto estranho. A obra entra no universo da diversidade e destaca a beleza que existe nas nossas diferenças.

Diálogos feministas e antirracistas (e nada fáceis) com as crianças

O primeiro livro infantil escrito pela mestra em educação Bianca Santana, trata de temas que geralmente são evitados pelas famílias e reforça ser possível dialogar sobre os espinhos que existem na sociedade sem macular qualquer inocência. Segurança, sistema prisional, política, saúde e outras pautas sociais como machismo e racismo são tratados de um jeito fácil de compreender sem perder a profundidade necessária.

E Foi Assim Que Eu E A Escuridão Ficamos Amigas

O segundo livro escrito pelo rapper Emicida, fala em versos, sobre como é precisa coragem e determinação para superar o medo que por vezes podem nos paralisar. Uma menina tem medo da Escuridão. Quando chega a noite, vem a preocupação e a ansiedade: afinal, o que o escuro pode esconder? O que ela nem imagina é que, do outro lado, a Escuridão também é uma menina — cujo maior medo é a claridade, e todo tipo de coisa que se revela quando nasce o sol.

Luanda no mundo da ciência

Obra assinada pela professora Ana Lúcia Nunes de Sousa, professora do Instituto Nutes de Educação em Ciências e Saúde (Nutes), da UFRJ, acompanha a pequena Luanda, que precisa escrever uma redação com o tema “O que você quer ser quando crescer?”. Com a ajuda da sua prima mais velha, ela descobre a trajetória de cientistas negras do Rio de Janeiro que a inspiram. O livro aborda a vida dessas mulheres de forma lúdica, a partir do olhar infantil da personagem.

Meu crespo é de rainha

Esse clássico publicado pela escritora bell hooks em 1999, apresenta diferentes penteados e cortes de cabelo crespo às meninas negras para valorização e autoestima do cabelo natural, em forma de poesia.

O Menino e Sua Árvore

O novo livro infantil recém-lançado por Rodrigo França, narra a encantadora jornada de Sol, um menino feliz cuja bisavó é uma árvore centenária. A obra explora a importância de fortalecer as raízes afetivas para um crescimento saudável, a sabedoria dos mais velhos, o acolhimento da família e o amor que fomenta a conexão com as origens.

Sinto o que sinto e a incrível história de Asta e Jaser

Lázaro Ramos, que além de escritor é ator e diretor, neste livro fala sobre os sentimentos e que é normal senti-los. Dan, protagonista da história e um personagem do Mundo Bita, passa por situações que não entende e vai em busca de resposta com seu avô, que conta a história de seus antepassados.

Ncuti Gatwa diz que negros são pressionados a ser excelentes o tempo todo: “Somos treinados assim”

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Foto: Divulgação / BBC.

Astro da série ‘Sex Education’, o ator Ncuti Gatwa ganhou destaque na nova edição da revista Attitude. Em entrevista para o veículo, ele declarou que se sente pressionado a entregar ‘excelência negra’ a todo momento para conseguir amor ou atenção. O astro relata que é como se ele não pudesse ser imperfeito ou cometer erros.

Foto: Divulgação

“Acho que estou aprendendo agora, ‘Oh, você pode ser amado.’ Você não precisa ser excelente ou aspirar ao termo ‘excelência negra’. Que diabos? Há tanta mediocridade branca que é celebrada, e, negros, temos que ser absolutamente perfeitos para conseguir metade disso de qualquer maneira“, disparou Gatwa. “Precisamos sair disso. Então, estou lentamente me treinando para sair disso e pensando: ‘Não brinca. Você merece amor apenas por existir’. E isso me ensinou a ser muito mais amoroso também, de uma forma estranha”.

Foto: Netflix.

O ator diz que sente desde a infância que foi treinado para ser perfeito, caso contrário não seria amado ou aceito. “Não sei se isso vem da minha educação africana, daquela educação rígida: tirar notas, entrar numa boa universidade, ser médico, ser advogado. Mas comecei a superar. Era como se você tivesse que provar porque é adorável. Somos treinados para pensar assim: ‘Se eu não for excepcional, não serei amado’“, destacou ele.

Cintia Mello pede demissão do Programa do Ratinho após piada racista: “Tenho muito orgulho de ser uma mulher negra”

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Foto: Reprodução/SBT

Cintia Mello, bailarina do Programa do Ratinho, no SBT, pediu demissão após piada racista sobre o seu cabelo crespo, no estilo black power, por parte do apresentador. No início do mês, durante a exibição do programa na televisão, Ratinho sugeriu que a dançarina estivesse usando peruca, mas com a negativa da moça, ele afirmou que viu um piolho e ainda pediu para que a assistente de palco, Milene Pavorô, tocasse no cabelo dela para confirmar se era natural. Cintia trabalhou no programa durante nove anos.

Desde que ocorreu o constrangimento no dia 1º de abril, Cintia disse que preferiu ficar em silêncio e aguardou nas últimas duas semanas por uma emissão de comunicado do Programa do Ratinho ou do SBT ou por um pedido de desculpas a ela, mas nada aconteceu.

Em vídeo publicado no Instagram, nesta quinta-feira (18), a bailarina afirmou que foi hostilizada por colegas após cobrar uma posição da equipe. “Eu fui orientada a me pronunciar apenas quando estivesse firme nas minhas convicções. Decidi me desligar do Programa do Ratinho. Alguns dias atrás fui tragada por uma situação que eu não escolhi passar, e quero deixar claro aqui que eu tenho muito orgulho de ser uma mulher negra”, disse.

“Fui pega de surpresa por uma brincadeira inoportuna. E, para mim, contraditória, porque foi feita por uma pessoa que sempre elogiou o meu cabelo natural. Por ter liberdade, afinal, são nove anos de convivência, eu resolvi buscar uma conversa”, contou. 

“Tentei explicar quais são os estigmas por trás de uma brincadeira como aquela, como acaba impactando a vida de pessoas negras, meu cotidiano, minha vida, minha saúde mental e trabalho, até porque eu trabalho com a minha imagem na rede social. Eu tinha esperança de que algo acontecesse. Uma conversa pessoalmente, uma nota, um esclarecimento público… Porque meu constrangimento foi público. Mas nada aconteceu. E pior: recebi olhares hostis de algumas pessoas, como se eu tivesse culpa de tudo aquilo que estava acontecendo”, lamentou a dançarina.

“Ali eu percebi que ninguém se importava e que não era mais o meu lugar. Tive que distinguir muito bem gratidão de submissão. Sigo de cabeça erguida e consciência limpa, porque tentei fazer o que eu achava ser correto”, concluiu.

Relembre o caso

Durante um momento do Programa do Ratinho, transmitido no dia 1º de abril, o apresentador conversava com as bailarinas quando se voltou para a bailarina: “Cintia, essa peruca sua é a mais bonita”. Imediatamente, a moça negou a afirmação de Ratinho: “Mas não é peruca, é meu cabelo. Hoje realmente é o meu”, afirmou.

O apresentador do SBT continuou questionando se o cabelo da bailarina era natural e ainda disse que tinha visto um piolho. “Não é seu cabelo… Mas eu vi um ‘piolhinho’”. Em seguida, com uma nova negativa de Cintia, Ratinho pediu que sua assistente de palco, Milene Pavorô, puxasse o cabelo da bailarina: “Não… Puxa o cabelo dela, Milene!”. A assistente puxou o cabelo da moça e confirmou que era natural.

Atletas acusam Joel Jota de falsificação de currículo após o palestrante ser anunciado como mentor da seleção nas Olímpiadas

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Foto: Divulgação

O palestrante e empresário Joel Jota foi anunciado pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB) como mentor das Olímpiadas de Paris. Acontece que a novidade não foi bem recebida por grandes nomes do esporte brasileiro, que acusam Joel de falsificar o próprio currículo, realizando uma série de propagandas enganosas sobre si mesmo.

Através de seu site oficial, Joel diz que é um ex-nadador e que integrou a seleção brasileira de natação. Segundo o próprio, ele “dedicou-se à natação por 20 anos e conquistou mais de 30 medalhas”. Contudo, de acordo com a coluna Olhar Olímpico, Jota nunca fez parte da Seleção Brasileira de Natação nem venceu uma prova de campeonato brasileiro.

Até quarta-feira, dia 16, constava também no site do empresário um trecho em que ele dizia ter sido “considerado um dos nadadores mais rápidos do mundo”. A afirmação foi removida nesta quinta (17). Sabe-se que Joel Jota já participou de competições mundiais de natação. Ele chegou a disputar a Copa do Mundo de Natação em 2005.

Joanna Maranhão, ex-nadadora, que venceu oito medalhas nos Jogos Pan-Americanos, diz que Joel ‘vende o que não é’. “Nem eu quando fui finalista olímpica tinha essa auto estima“, declarou ela. “Entrei na seleção brasileira absoluta em 2002 e parei de nadar em 2017. Joel nunca esteve na equipe principal“.

Bruno Fratus, medalhista olímpico de bronze em Tóquio 2020, também criticou Joel. “Jamais, e eu repito, jamais se venda em troca de likes e engajamento. Tudo tem limite, inclusive marketing”, publicou ele.

Até o momento de publicação dessa matéria, Joel Jota não se manifestou sobre o assunto.

Gilmar Pereira da Silva vence consulta prévia e será primeiro reitor negro da Universidade Federal do Pará

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Foto: Reprodução

Na noite desta quarta-feira, dia 17 de abril, foi anunciado o desfecho da Consulta Prévia à Comunidade da Universidade Federal do Pará (UFPA), determinando a vitória da chapa 2, liderada pelo atual vice-reitor Gilmar Pereira da Silva. Com isso, Pereira, natural de Governador Archer, no Maranhão, será o primeiro reitor negro em 66 anos de história da instituição.

A chapa liderada por Pereira e sua vice, Loiane Prado Verbicaro, recebeu a maioria dos votos, totalizando 9.340, de um total de 14.913 de votos válidos. O resultado da prévia na UFPA representa um marco histórico na gestão da universidade, que terá oficialmente seu primeiro reitor negro depois que a lista tríplice com os nomes de Gilmar Pereira e de sua vice forem encaminhados para o presidente Lula, que nomeará os professores para a função.

Criado em uma família de agricultores, Gilmar Pereira da Silva enfrentou desafios desde cedo, caminhando 10 quilômetros diários para frequentar a escola mais próxima. Concluiu o Ensino Médio por meio de supletivo aos 18 anos, trabalhou como operário na indústria civil e ingressou no Ensino Superior via interiorização, na década de 80. Formado em Pedagogia pela própria UFPA, seguiu para o Mestrado e Doutorado na mesma instituição.

A Comissão Organizadora da Consulta Prévia (COC) divulgou os detalhes do processo eleitoral, destacando a ampla participação da comunidade universitária, com um total de 15.032 eleitores registrando seus votos. Apesar de uma breve instabilidade no sistema de votação durante a manhã, devido ao elevado número de acessos, a votação seguiu normalmente até o seu encerramento às 21 horas.

A partir do resultado divulgado no site oficial da consulta, os próximos passos incluem a composição de uma lista tríplice com os nomes de Gilmar Pereira da Silva e Loiane Prado Verbicaro, que será encaminhada ao presidente Lula para nomeação. A posse está prevista para ocorrer em outubro, momento em que Pereira substituirá o atual reitor, Emmanuel Tourinho, que está há oito anos no cargo.

Tyler Perry renova contrato com o BET Media Group, assegurando continuidade de 10 séries e lançamento de uma nova produção

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Foto: Reprodução

Na terça-feira, 16, Tyler Perry assinou um novo contrato com o BET Media Group. Depois de meses de negociação, sem sucesso, para comprar o grupo de mídia, Perry garantiu a renovação de todas as suas 10 séries atuais transmitidas pela BET – incluindo “Sistas”, “The Oval”, “Assisted Living”, “House Of Payne”, “ZATIMA”, “Ruthless”, “All The Queen’s Men”, “BRUH”, “Perimeter” e “The Michael Blackson Show”, que tiveram novas temporadas oficialmente confirmadas.

Em um comunicado emitido para a imprensa norte-americana, Perry afirmou estar animado com a parceria: “Scott Mills e sua equipe na BET têm nos apoiado incrivelmente durante nosso tempo trabalhando juntos e estou animado para continuar trazendo essas histórias para a tela. Sou grato ao nosso público fiel por assistir semana após semana e envolver essas histórias.”

Além das renovações, Tyler Perry também firmou contrato para um novo projeto, um drama policial intitulado “Route 187”, que está programado para estrear em 2025. Como de costume, todos os programas serão produzidos com a marca registrada de Perry, com ele assumindo a produção executiva, direção e roteiro.

O novo contrato firmado entre Tyler Perry e o BET Media Group substitui o acordo anterior que acabaria este ano. Inicialmente, em 2017, Perry fez parceria com a antecessora da Paramount, Viacom, para produzir 90 episódios anualmente para programas de drama e comédia para a BET e outras redes da Viacom. Desde então, suas colaborações renderam mais de 700 episódios para BET e BET+.

Apenas 18% dos negros têm níveis satisfatórios de conectividade, em contraste com 32% dos brancos, revela estudo

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Foto: Alex Nemo Hanse

Um estudo inédito lançado pelo Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), na última terça-feira, 16, apresenta um panorama sobre a conectividade no Brasil, revelando disparidades significativas na qualidade da conectividade entre negros e brancos. Além disso, os dados apontam que apenas 22% dos brasileiros com mais de 10 anos de idade desfrutam de condições satisfatórias de conectividade.

O estudo, intitulado “Conectividade Significativa: propostas para medição e o retrato da população no Brasil”, analisou variáveis como custo da conexão, diversidade de dispositivos, tipo e velocidade de conexão e frequência de uso da internet. Os resultados revelam que as condições de acesso são particularmente desfavoráveis para grupos historicamente minorizados, como pretos e pardos, que de acordo com o IBGE formam o grupo de negros, o recorte de gênero também mostrou condições desfavoráveis para mulheres, além de indivíduos das classes sociais mais baixas e residentes das regiões Norte e Nordeste.

Enquanto 32% dos brancos estão na faixa mais alta de conectividade significativa, apenas 18% dos pretos e pardos compartilham dessa condição. Da mesma forma, as desigualdades se refletem nas classes sociais, com 83% da classe A desfrutando da melhor faixa de pontuação, em contraste com apenas 1% das classes D e E.

Quando se trata de disparidades regionais, o Norte e Nordeste apresentam as piores condições de conectividade. Apenas 11% dos habitantes do Norte e 10% do Nordeste estão na faixa mais alta de pontuação, em comparação com 27% e 31% nas regiões Sul e Sudeste, respectivamente.

O estudo também destaca a importância de considerar a interseccionalidade das desigualdades, como gênero e faixa etária. Embora a prevalência de usuários de internet no Brasil não mostre grandes diferenças entre homens e mulheres, a análise combinada de indicadores revela condições de conectividade mais precárias para as mulheres. Além disso, os idosos são particularmente vulneráveis à exclusão digital, com 61% dos brasileiros com 60 anos ou mais apresentando os scores mais baixos de conectividade significativa.

Apesar de alguns avanços na redução das disparidades ao longo dos anos, o estudo ressalta que o progresso ainda é insuficiente para atender às necessidades da população. Para Graziela Castello, coordenadora de estudos setoriais no Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação, políticas públicas devem ser orientadas para garantir um acesso equitativo à internet, levando em conta as diversas realidades sociais, econômicas e territoriais do país.

Fonte: Agência Brasil

Letramento racial não pode ser ferramenta de “redução de danos” a imagem de BBBs racistas 

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Foto: Alexandre Pio

O BBB 24 acabou, mas as atitudes de Wanessa Camargo continuam a gerar debates nas redes. A última, foi o anúncio do seu processo de “afrobetização” e o lançamento de sua nova música “Caça likes“. As duas coisas foram anunciadas conjuntamente em uma postagem no perfil da cantora.

Analisando com a boa fé, de alguém que acredita no processo de transformação da ex-BBB, não consegui ver a relação entre ambos os assuntos. Mas olhando com os olhos cansados para uma situação tão repetitiva como um um episódio do Chaves, fui tomado pela preguiça. Acho bom deixar escuro que acho muito bom que uma pessoa branca queira aprender mais sobre questões raciais e sobre o lugar dela nesta dinâmica. Porém, não é o que vemos na nova publicação de Wanessa Camargo.

A princípio, achei que a letra da música falaria sobre seu processo de letramento racial, mas não. A música é mais do mesmo, de péssimo gosto, e coloca a cantora como vítima de toda situação. Na música, ela se vitimiza dizendo que foi tão inocente a ponto de acreditar que teria sido a vilã do programa, e que todas as críticas feitas a ela vieram de haters.

O enredo da música segue com Camargo apresentada como injustiçada. Este é um típico comportamento enquadrado no conceito de atitude racial. Pessoas brancas que ao serem repreendidas por atitudes e falas racistas colocam a culpa no racismo estrutural. Neste sentido, o racismo estrutural aparece como um “monstro sem rosto e coração” que vitimou mais uma pessoa branca “inocente”.

A forma como a cantora anuncia seu processo de “afrobetização” é problemática, pois parece dizer “gente estou fazendo aulas de letramento racial, vocês já podem me descancelar e ouvir minha nova música onde relato o quanto fui injustiçada no programa”.

Wanessa contraria aquilo que acredito sobre letramento racial, que é um exercício diário e contínuo. Um exercício que não precisa ser anunciado com o intuito de limpar a imagem. As pessoas não precisam ver que você está estudando, aprendendo. Elas precisam notar a mudança nas suas ações do dia a dia, pois antirracismo é ação. Se não for assim, cai na velha frase de Florestan Fernandes de que o “brasileiro tem preconceito de ter preconceito”.

Não me considero um hater de Wanessa Camargo, pois para isso eu precisaria conhecer o trabalho da filha de Zezé e Zilu. Mas quero propor uma reflexão a partir de um trecho de sua nova música que diz “Nem todo hater, mas sempre um hater” e lembrar que  “Nem todo o branco, mas sempre um branco”. 

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