Home Blog Page 1432

Corporeidade negra masculina e a crise do afeto

2108

Por Juliana Gonçalves *

Quatro mulheres negras se apresentam em discursos encharcados de dor, desespero e revolta. Histórias de vida que denunciam o racismo praticado por brancos em posições de poder. Mulheres marcadas por estereótipos que recaem sobre os diferentes tons da pele negra que logo rememoram a escravidão e o passado, nem tão distante, de privações. Assim, a cantora Nina Simone apresenta sua canção Four Women.

Áspera e enternecedora, a música não conta explicitamente a história de uma mulher solitária, mas sim traz a própria solidão como pano de fundo. Esse abandono, sem dúvidas, tem uma carga social e afetiva sendo muitas vezes protagonizado por um homem negro.

Entender esse homem negro e como ele também padece dos efeitos do racismo e do machismo parece ser necessário para aprofundar essa questão.

No Brasil o racismo se dá, dentre outros, marcadamente pelo tom da pele, então a visão do corpo masculino e as noções de corporeidade – maneira pela qual o cérebro reconhece e utiliza o corpo como instrumento relacional com o mundo- podem dar pistas sobre os processos sociais e afetivos vividos pelo homem negro.

Afinal, como o corpo do homem negro é visto pela a sociedade? As imagens que se tem acesso da época da escravização sempre revelam corpos expostos em tarefas corriqueiras do dia a dia ou corpos mutilados e violentados nos açoites em praça pública. A ultra exposição do corpo negro começa nesse momento.

Para Alex Ratts – Professor da Universidade Federal de Goiânia e Doutor em Antropologia que estuda masculinidades -, corpos negros são geralmente racializados e subdivididos. “Os corpos racializados estão em toda a parte, nos livros, nos textos e ilustrações, nas músicas, em tudo”, considera ao destacar que essa racialização embute uma desumanização, a ideia de um corpo à deriva a ser dominado.

As mulheres bem sabem o quão devastadora pode ser a permissividade com que esse corpo, visto como público, é tratado. Com os homens não é diferente. A violência física e simbólica sofrida pelo corpo negro tem bases sólidas nas relações das posições de gênero, no racismo, na estrutura de classes, entre outras formas de opressão.

Não raro o viés de gênero é identificado pelo elevado número de jovens negros mortos pela violência urbana nas grandes capitais. Esse corpo negro mais facilmente encarcerado e morto tem sua subjetividade (e processo de construção da identidade) constantemente bombardeada.

O antropólogo Osmundo Pinho – Doutor em Ciências Sociais -, em seu texto “Qual é a identidade do homem negro?”, afirma: “O corpo negro masculino é fundamentalmente corpo-para-o-trabalho e corpo sexuado. Está fragmentado em partes: a pele; as marcas corporais da raça (cabelo, feições, odores); os músculos, ou força física; o sexo, genitalizado dimorficamente como o pênis, símbolo falocrático do plus de sensualidade que o negro representaria e que, ironicamente, significa sua recondução ao reino dos fetiches animados pelo olhar branco”.

O fetiche lançado sob o corpo negro masculino influenciaria as relações interpessoais e de cunho afetivo. Para o ator e pesquisador da afetividade negra e questões de gênero, Sidney Santiago essa fragmentação do corpo negro acarreta na tentativa de anulação das subjetividades e recusa do processo afetivo. “A partir do olhar do outro, o homem negro se molda socialmente para dar prazer e tem um processo de construção da identidade que perpassa pela hiperssexualização de sua imagem”, considera.

Vale destacar que nessa visão está-se incluindo as relações homoafetivas. Sobre isso, Santiago pontua: “Os homens negros não têm possibilidade histórica de pensar sua afetividade, sem ser pelo recorte da heteronormatividade”.

O homem negro, assim é condicionado a ser mais forte (psíquica e fisicamente) e mais viril que os demais.

Santiago considera que as relações afetivas do homem negro, principalmente as interraciais, estão carregadas do culto ao exotismo. “É o desejo, o fetiche pelo corpo negro e, claro, a idealização do pênis que imperam”, opina.

Paixão peniana 

“Identificar o pênis sempre e unicamente como força, como sendo um instrumento de poder, uma arma primeiro e acima de tudo, é participar no reverenciamento e perpetuação do patriarcado. É a celebração da dominação masculina.”

A escritora afro-americana e teórica feminista, bell hooks*, em seu texto intitulado “Pennis Passion”, fala sobre como a visão do falo como ferramenta de força é falha e conservadora e, acima de tudo, aprisiona homens e mulheres. “O texto ousado de bell hooks mostra as questões de poder e subordinação atreladas ao simbolismo do órgão masculino e quando falamos de um corpo negro a referência da hiperssexualização sempre se dá pelo enfoque no falo”, comenta Alex Ratts.

No texto bell sugere a ressignificação peniana como forma de libertação de homens e mulheres. “Mudar a forma como falamos sobre o pênis é uma poderosa intervenção que pode questionar o pensamento patriarcal. Muitos homens sexistas temem que seus corpos percam significado se nós avaliarmos o pênis mais pela sacralidade da sua existência do que pela sua capacidade performática”, indica.

O que homens negros podem aprender com as mulheres negras

Na década de 1990, uma grande militante feminista negra falava a cerca dos aspectos políticos, sociais e afetivos da solidão da mulher negra que já era preterida inclusive pelo homem negro.

Beatriz Nascimento escreveu artigo ressaltando o quanto a atração sexual e afetiva está impregnada de modelos raciais. A escolha da mulher negra pelo homem passava pela “crença de que seja mais erótica ou mais ardente sexualmente que as demais, crença relacionadas às características do seu físico, muitas vezes exuberantes”, registrou.

Há muito anos a mulher negra padece da estereotipização de seu corpo. Porém, a história de luta das mulheres negras, vem trabalhando na ressignificação desse corpo. Sobre isso, Osmundo Pinho escreveu: “Elas têm desenvolvido, com maior grau de consciência crítica, uma relação com o próprio corpo, para resguardá-lo, reinventá-lo, dignificá-lo, apropriar-se dele, negar significados estereotipados…”

Esse acúmulo das mulheres negras está sendo acessado por alguns homens negros, porém, muito timidamente. Os homens também são formados dentro da lógica do patriarcado regida pela relação de superioridade e dominação. “Poucas vezes na vida de um homem ele é levado a questionar a sua subjetividade pessoal que está atrelada ao coletivo, econômico e cultural. Isso precisa mudar”, conclui Ratts.

* bell hooks tem seu nome grafado em letras minúsculas, sobre isso diz: “o mais importante em meus livros é a substância e não quem sou eu”.

Imagem 1: Jean-Baptiste Debret

Bibliografia

____ Ratts, Alex. Corpos negros educados: notas acerca do Movimento Negro de base acadêmica. Nguzu, Londrina – PR, Ano 1, n. 1, março/julho de 2011. Revista do Núcleo de Estudos Afro-Asiáticos (NEAA) da Universidade Estadual de Londrina (UEL). Leia aqui.

_____ Pinho, Osmundo, Qual é a identidade do homem negro?. Democracia Viva, nº22, junho/julho de 2004. Revista do Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase).

_____ hooks, bell. Pennis Passion. Leia aqui.

_____ Nascimento, Beatriz. A mulher negra e o amor. Jornal Maioria Falante. Rio de Janeiro. Março de 1990.

*Juliana Gonçalves é jornalista e assessora de imprensa do CEERT

Criança pode fazer trança raiz a partir de que idade?

4438

 

1374198_540456152701686_1006086919_n

Geralmente crianças a partir de 3 anos já tem o cabelo mais definido, porque muito novinhas ainda tem aquelas partes de cabelo de neném!

Na verdade este cabelo novinho que fica em volta de toda a cabeça (Testa e nuca) demora para engrossar. Por isso tem que ser avaliado na prática, o profissional deve evitar o uso de lã e barbante se o cabelo for muito fininho para não arrebentar ao destrançar. E o mais importante a tração tem que ser mínima! Lógico para não machucar, para não ficar apertada demais e para não arrebentar esses fios mais frágeis da frente.

Crianças que tem o costume de pentear os cabelos com frequencia, são mais calminhas e não se importam de ficar quietinhas. Mas também tem as crianças que as mamães fazem do dia de pentear os cabelos o carma da vida, com essas nunca será fácil, por isso sempre repito por aqui:

“PENTEAR OS CABELOS DE UMA CRIANÇA NEGRA É MUITO MAIS QUE ISSO, É AUTO-CONHECIMENTO E ACEITAÇÃO”

Fonte: CWBraids

O novo estilo da moda masculina para negros

2602

Sabemos que os Homens sempre se vestiram pra mostrar poder e riqueza com cores sóbrias e discretas e, os homens de hoje estão mudando os conceitos de bem vestir.

O Homem moderno e contemporâneo está deixando de lado as calças e camisas com cores e modelagens antigas, abrindo mão do terno e gravata e redefinindo seu guarda roupa com cores fortes e estampas.Estão saindo do comodismo e da formalidade em que se encontrava pelo seu estilo de vida e se adaptando ao mundo novo de tecnologia em tecidos com estampas em xadrez, listrados, camuflados e desenhos que remete ao mundo arte de rua é o que terá nas próximas estações.Com essa diversificação o Homem fica cada vez mais casual investindo em produções que jamais imaginavam usar promovendo combinações ousadas e nada impede de o Homem Negro também investir nesse novo jeito de se vestir, sem temer nas cores e trazer um visual bem diferente.Vejam alguns looks para inspiração

Se houver alguma dúvida em como se vestir ou coordenar seu look, entre em contato.
Marcela Lemos
Consultora de Moda e Estilo
(11) 9 6245-8827

Operação verão: Sucos e chás detox, para limpar o organismo!

3645

O final de semana pode ser excelente para dar aquela faxina no corpo. Por meio de sucos e chás diuréticos e laxativos, você deixa seu organismo zerado para começar um dieta ou simplesmente se livrar de toxinas desnecessárias. Anote algumas sugestões:

Suco detox I

1 maçã picada  1 xícara de mamão picado 1 colher (sopa) de linhaça dourada 1 copo de água gelada ou água de coco gelada ½ cenoura descascada e picada 1 folha de couve picada

Preparo: bater tudo no liquidificador e tomar gelado

1 copo de chá verde gelado 2 rodelas de abacaxi descascadas Folhas de hortelã Suco de 1 limão tahiti

Preparo: bater tudo no liquidificador e tomar bem gelado

Suco detox II

2 xícaras de melancia em cubos Suco de 1 limão siciliano 1 copo de chá branco ou verde Gelo

Preparo: bater tudo no liquidificador e tomar bem gelado

1 maçã picada 1 colher (café) de gengibre descascado e picado 1 copo de água de coco gelado 4 folhas de espinafre

Preparo: bater tudo no liquidificador e tomar bem gelado

Chá

2 copos de chá verde ou branco (qual você preferir) Suco de 2 limões tahiti 1 colher (sobremesa) de mel  Muito gelo

Preparo: bata tudo no liquidificador e beba gelado

Jogadores africanos ameaçam boicotar Copa do Mundo na Rússia em 2018

2088

Um dos principais jogadores africanos da atualidade, o volante marfinense Yaya Touré reclamou de ter sido vítima de insultos racistas de torcedores do CSKA Moscou durante o jogo da última quarta-feira (23), na Rússia, quando o Manchester City ganhou por 2 a 1 pela Liga dos Campeões da Europa. O jogador chegou a cobrar que a Uefa aplique punição ao clube russo.

Ao ouvir a imitação de sons de macaco quando tocava na bola, Yaya Touré contou que chegou a reclamar com o árbitro romeno Ovidiu Hategan durante a partida, mas nada foi feito para impedir os atos racistas da torcida do CSKA.

“Jogadores africanos não irão”

De acordo com o site da BBC, o jogador Yaya Touré afirmou que se os jogadores africanos não se sentirem seguros, eles não irão à Rússia para Copa de 2018.  O jogador marfinense que é um dos mais bem pagos do mundo, tem usado sua influência para mobilizar jogadores do seu continente.

O clube russo tem negado que qualquer ato racista tenha ocorrido durante o jogo de quarta-feira.

Piara Powar que faz parte do comitê anti-racismo da FIFA, se solidarizou com Yaya. “Ele está absolutamente certo em defender os jogadores africanos e seus descendentes e sem eles, não haverá Copa do Mundo”.

Candidatos negros à carreira diplomática podem se inscrever em seleção de bolsas de estudo

15

Os interessados em disputar uma das bolsas de estudo que o Instituto Rio Branco e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) concedem anualmente para financiar a preparação de candidatos negros ao concurso público para ingresso na carreira de diplomata têm até o dia 1º de novembro para fazer a inscrição. Estão em disputa, este ano, 64 bolsas de R$ 25 mil.

A chamada Bolsa Prêmio de Vocação para a Diplomacia será paga em dez parcelas ao longo do próximo ano para que os beneficiários possam custear cursos preparatórios, professores particulares e material de estudo. Também é permitido gastar até 30% da bolsa, R$ 625 mensais, com despesas de manutenção pessoal, como aluguel, alimentação e transporte. A inscrição, que pode ser feita pelo site do Cespe/UNB, tem taxa de R$ 90.

Realizado anualmente pelo Instituto Rio Branco, o concurso de seleção de futuros diplomatas é um dos mais concorridos do país. Os 30 candidatos selecionados este ano vão ingressar no curso de formação na condição de terceiro-secretário, recebendo um salário de R$ 13.623,19. O grau de exigência das provas é considerado alto e a concorrência acirrada. É comum que os interessados se dediquem exclusivamente aos estudos por vários anos, para disputar uma seleção que envolve quatro fases distintas.

Bons cursos preparatórios chegam a custar cerca de R$ 2 mil por uma única disciplina, como ocorre eum dos estabelecimentos mais procurados, com unidades em Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro. Se o estudante se matricular nas sete disciplinas oferecidas, há desconto de 25%.

Por todas essas razões, a carreira diplomática costuma ser apontada como elitista e acusada de não representar a diversidade social e racial do país. Foi justamente para tentar “ampliar as oportunidades de acesso” e “incentivar e apoiar o ingresso de afrodescendentes” que o Itamaraty, em 2002, último ano da gestão do então presidente Fernando Henrique Cardoso, instituiu o programa de ação afirmativa da carreira e criou as bolsas.

Da sua criação até 2012, o programa destinou R$ 10,975 milhões para custear os estudos de 319 beneficiários da bolsa – valor que não inclui gastos com passagens aéreas e hospedagem pagas a candidatos de outras localidades aprovados para a segunda fase do processo de seleção, que ocorre somente em Brasília. O valor da bolsa não é reajustado desde 2003.

Muitos dos 319 beneficiários foram contemplados em mais de uma edição do programa, o que explica o total de 530 bolsas concedidas entre 2002 e 2012. Ainda assim, no período, apenas 19 bolsistas foram admitidos no Instituto Rio Branco. Questionado pela reportagem, o Itamaraty não soube informar o total de diplomatas negros em atividade.

Além de custear os estudos dos beneficiados pela bolsa, o Instituto Rio Branco reserva aos candidatos negros 10% das vagas  na primeira fase do concurso de admissão à carreira de diplomata, que tem quatro etapas, no total.

A partir de 2011, o Instituto Rio Branco estabeleceu regras condicionando a renovação da bolsa ao desempenho no concurso de seleção para diplomatas. A primeira renovação do benefício é permitida a qualquer um, desde que novamente aprovado no processo seletivo para concessão das bolsas. A partir da segunda renovação, o candidato tem que ter chegado até determinada fase do concurso de admissão de diplomatas.

A bolsa pode ser renovada até quatro vezes. O que significa dizer que um candidato pode receber, ao longo de cinco anos, em valores atuais, R$ 125 mil. O recurso só precisa ser devolvido se o beneficiário não se inscrever para participar do concurso de admissão de diplomatas no ano em que tenha recebido a bolsa. Cada candidato também tem que prestar contas de seus gastos, sem o que, a liberação do benefício é suspensa até que a situação seja regularizada.

Fonte: EBC

Com investimento de R$ 162 milhões, plano que visa diminuir a violência contra o jovem negro chega à São Paulo

0
Evento de lançamento do plano "Juventude Viva" em São Paulo, contou com a presença da Ministra da Seppir Presidência, Luiza Bairros

Em uma parceria entre a prefeitura e o Governo Federal o Plano Juventude Viva foi lançando oficialmente em São Paulo nesta sexta-feira (25/10). O plano envolve reunindo 56 programas e ações de 13 Secretarias Municipais e 11 Ministérios do Governo Federal, com recursos previstos da ordem de R$ 162 milhões.

, As ações para reduzir a vulnerabilidade da juventude negra e criar estratégias de prevenção à violência vão contemplar Dez Distritos e oito Subprefeituras de São Paulo, incluindo Campo Limpo, Capão Redondo, Jardim Ângela e Jardim São Luís (em 2013), Brasilândia, Pirituba, Jardim Helena, Itaim Paulista, São Mateus e Itaquera (em 2014).

Na abertura do evento, Severine Macedo explicou a estrutura do Plano, destacando que a iniciativa é resultado das reivindicações da sociedade civil, em especial dos jovens, que colocaram essa questão como prioritária nas duas Conferências Nacionais de Juventude, realizadas em 2008 e 2011. “A gente sabe que essas desigualdades atingem mais uns que outros, atinge o nosso povo negro, sobretudo os jovens, e isso faz com que ainda tenhamos uma dívida enorme a ser saldada”.

Evento de lançamento do plano "Juventude Viva" em São Paulo, contou com a presença da Ministra da Seppir Presidência, Luiza Bairros
Evento de lançamento do plano “Juventude Viva” em São Paulo também contou com a presença da Ministra da Seppir Presidência, Luiza Bairros

Dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade do Ministério da Saúde mostram que 26.854 jovens entre 15 e 29 anos foram vítimas de homicídio em 2010, o que representa 53,5% do total dos homicídios. Entre os jovens assassinados, 74,6% eram negros.

Um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) sobre racismo no Brasil, divulgado no dia 17/10, revela que a possibilidade de um adolescente negro ser vítima de homicídio é 3,7 vezes maior do que a de um branco. Segundo o estudo, existe racismo institucional no país, expresso principalmente nas ações da polícia, mas que reflete “o desvio comportamental presente em diversos outros grupos, inclusive aqueles de origem dos seus membros”.

O Juventude Viva tem por meta mudar essa realidade. O Plano reúne ações voltadas para a prevenção, visando reduzir a vulnerabilidade dos jovens às situações de violência física, por meio da inclusão social, conquista de autonomia, oferta de equipamentos e serviços públicos, além do aprimoramento da atuação do Estado no enfrentamento ao racismo institucional

Com investimento de R$ 162 milhões, plano que visa diminuir a violência contra o jovem negro chega à São Paulo

0
Evento de lançamento do plano "Juventude Viva" em São Paulo, contou com a presença da Ministra da Seppir Presidência, Luiza Bairros

Em uma parceria entre a prefeitura e o Governo Federal o Plano Juventude Viva foi lançando oficialmente em São Paulo nesta sexta-feira (25/10). O plano envolve reunindo 56 programas e ações de 13 Secretarias Municipais e 11 Ministérios do Governo Federal, com recursos previstos da ordem de R$ 162 milhões.

, As ações para reduzir a vulnerabilidade da juventude negra e criar estratégias de prevenção à violência vão contemplar Dez Distritos e oito Subprefeituras de São Paulo, incluindo Campo Limpo, Capão Redondo, Jardim Ângela e Jardim São Luís (em 2013), Brasilândia, Pirituba, Jardim Helena, Itaim Paulista, São Mateus e Itaquera (em 2014).

Na abertura do evento, Severine Macedo explicou a estrutura do Plano, destacando que a iniciativa é resultado das reivindicações da sociedade civil, em especial dos jovens, que colocaram essa questão como prioritária nas duas Conferências Nacionais de Juventude, realizadas em 2008 e 2011. “A gente sabe que essas desigualdades atingem mais uns que outros, atinge o nosso povo negro, sobretudo os jovens, e isso faz com que ainda tenhamos uma dívida enorme a ser saldada”.

Evento de lançamento do plano "Juventude Viva" em São Paulo, contou com a presença da Ministra da Seppir Presidência, Luiza Bairros
Evento de lançamento do plano “Juventude Viva” em São Paulo também contou com a presença da Ministra da Seppir Presidência, Luiza Bairros

Dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade do Ministério da Saúde mostram que 26.854 jovens entre 15 e 29 anos foram vítimas de homicídio em 2010, o que representa 53,5% do total dos homicídios. Entre os jovens assassinados, 74,6% eram negros.

Um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) sobre racismo no Brasil, divulgado no dia 17/10, revela que a possibilidade de um adolescente negro ser vítima de homicídio é 3,7 vezes maior do que a de um branco. Segundo o estudo, existe racismo institucional no país, expresso principalmente nas ações da polícia, mas que reflete “o desvio comportamental presente em diversos outros grupos, inclusive aqueles de origem dos seus membros”.

O Juventude Viva tem por meta mudar essa realidade. O Plano reúne ações voltadas para a prevenção, visando reduzir a vulnerabilidade dos jovens às situações de violência física, por meio da inclusão social, conquista de autonomia, oferta de equipamentos e serviços públicos, além do aprimoramento da atuação do Estado no enfrentamento ao racismo institucional

Com investimento de R$ 162 milhões, plano que visa diminuir a violência contra o jovem negro chega à São Paulo

15
Evento de lançamento do plano "Juventude Viva" em São Paulo, contou com a presença da Ministra da Seppir Presidência, Luiza Bairros

Em uma parceria entre a prefeitura e o Governo Federal o Plano Juventude Viva foi lançando oficialmente em São Paulo nesta sexta-feira (25/10). O plano envolve reunindo 56 programas e ações de 13 Secretarias Municipais e 11 Ministérios do Governo Federal, com recursos previstos da ordem de R$ 162 milhões.

, As ações para reduzir a vulnerabilidade da juventude negra e criar estratégias de prevenção à violência vão contemplar Dez Distritos e oito Subprefeituras de São Paulo, incluindo Campo Limpo, Capão Redondo, Jardim Ângela e Jardim São Luís (em 2013), Brasilândia, Pirituba, Jardim Helena, Itaim Paulista, São Mateus e Itaquera (em 2014).

Na abertura do evento, Severine Macedo explicou a estrutura do Plano, destacando que a iniciativa é resultado das reivindicações da sociedade civil, em especial dos jovens, que colocaram essa questão como prioritária nas duas Conferências Nacionais de Juventude, realizadas em 2008 e 2011. “A gente sabe que essas desigualdades atingem mais uns que outros, atinge o nosso povo negro, sobretudo os jovens, e isso faz com que ainda tenhamos uma dívida enorme a ser saldada”.

Evento de lançamento do plano "Juventude Viva" em São Paulo, contou com a presença da Ministra da Seppir Presidência, Luiza Bairros
Evento de lançamento do plano “Juventude Viva” em São Paulo também contou com a presença da Ministra da Seppir Presidência, Luiza Bairros

Dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade do Ministério da Saúde mostram que 26.854 jovens entre 15 e 29 anos foram vítimas de homicídio em 2010, o que representa 53,5% do total dos homicídios. Entre os jovens assassinados, 74,6% eram negros.

Um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) sobre racismo no Brasil, divulgado no dia 17/10, revela que a possibilidade de um adolescente negro ser vítima de homicídio é 3,7 vezes maior do que a de um branco. Segundo o estudo, existe racismo institucional no país, expresso principalmente nas ações da polícia, mas que reflete “o desvio comportamental presente em diversos outros grupos, inclusive aqueles de origem dos seus membros”.

O Juventude Viva tem por meta mudar essa realidade. O Plano reúne ações voltadas para a prevenção, visando reduzir a vulnerabilidade dos jovens às situações de violência física, por meio da inclusão social, conquista de autonomia, oferta de equipamentos e serviços públicos, além do aprimoramento da atuação do Estado no enfrentamento ao racismo institucional

Forest Gump negro

3506

Romance, aventura e drama, tendo com pano de fundo a escravidão no Brasil. Como um “Forest Gump” do século XIX, onde trama e personagens sofrem reviravoltas, “O Inventor de Sonhos”, dirigido e produzido por Nauenberg, conta a saga de dois garotos no Rio de Janeiro de 1808. José Trazimundo (Ícaro Silva) é um brasileiro mestiço, filho de uma escrava negra e de um artista europeu que não chegou a conhecer. Luis Bernardo (Miguel Thiré) é um jovem português, filho de um duque que chega ao país na comitiva do Rei de Portugal. Em busca de suas origens, o jovem Trazimundo sonha reencontrar seu verdadeiro pai, acreditando que contará com a ajuda do seu novo amigo, Luis Bernardo. O destino dos dois se cruza durante os 13 anos de permanência da Corte Portuguesa no Brasil até quando disputam o amor da bela escrava Iaínha (Sheron Menezzes). Guerras, conflitos, escravidão, aventura e romance embalam a procura do rapaz por sua origem, numa história que revela as relações conturbadas entre europeus e brasileiros e mostra um pouco da essência de todos nós.

httpv://www.youtube.com/watch?v=FV6h5BxZEcg&feature=youtu.be

Lançado oficialmente no dia 11 de outubro o longa “O Inventor de Sonhos” conta com trilha sonora com composições inéditas de Dado Villa-Lobos e elenco formado por Ícaro Silva e Sheron Menezzes como protagonistas e participações especiais como Miguel Thiré, Miguel Oliveira, Stênio Garcia, Luís Carlos Vasconcelos, Ricardo Blat, Guilhermina Guinle, Emilio Orciollo Neto, Letícia Spiller, entre outros. O trailer oficial já pode ser conferido no site do filme www.oinventordesonhos.com, uma plataforma de educação e de entretenimento que aborda fatos reais do Brasil colônia contextualizando-a com acontecimentos mundiais do século XIX.

Concebido, para contar fatos da História do Brasil de forma simples e atrativa, o longa foi cuidadosamente produzido. A preparação de elenco contou com Ernesto Piccolo e Guida Vianna. Nomes como Ícaro Silva, Sheron Menezzes e Miguel Thiré formam o trio de protagonistas do filme, que traz ainda Stênio Garcia, Luís Carlos Vasconcelos, Ricardo Blat, Roberto Bonfim, Sergio Mamberti, Guilhermina Guinle, Emilio Orciollo Neto, Letícia Spiller e Debora Nascimento. A computação gráfica e a fotografia são assinadas por Toni Cid e Rodrigo Monte, respectivamente. A pesquisa histórica contou com a curadoria do grupo PH e da antropóloga Lilia Schwarcz.

Mais informações sobre o filme:

Site oficial: www.oinventordesonhos.com

 

error: Content is protected !!