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Crise na cultura faz surgir novo grupo político voltado para comunidade negra

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Criada em maio, durante a ocupação da Funarte-SP, a Ocupação Preta surge para destacar a cultura e as demandas do povo negro,como instrumento de manifesto político e social. Juntamente com esta iniciativa, um coletivo de produtores culturais, ativistas e artistas negros criaram o Grupo de Articulação de Políticas Pretas (GAPP), que tem como objetivo potencializar a participação de negros e negras em reuniões governamentais para criação de políticas publicas, focadas em combater o racismo institucional e o genocídio da população negra nas periferias de São Paulo.

“Somos militantes da dança, teatro, rap, samba, MPB, grafite, religiões de matrizes africanas, além disso, somos professores universitários, arte educadores, pesquisadores acadêmicos, profissionais do audiovisual e mídia. E é com esta base que criamos a Ocupação Preta, pelo fato de não ter as nossas demandas discutidas como prioridade dentro da ocupação. Com isso, estamos transformando a Funarte em um espaço de manifestações culturais mais democrático e plural, reforçando a importância de criar políticas públicas em prol da população negra, que sofre todos os dias o impacto do racismo estruturante e da violência do estado”, afirma Eric Justino, militante quilombola e co-fundador do Grupo de Articulação de Políticas Pretas.

Entre as reivindicações pleiteadas pelo GAPP, está a criação de medidas governamentais para combater: a invisibilidade e o genocídio da população negra; a Apropriação Cultural de obras e projetos originais e criativos enraizados na cultura afro-brasileira; escassez de políticas públicas nacionais voltadas para produção de artistas negros; a intolerância religiosa, com base nas garantias do Estatuto da Igualdade Racial, Lei 12.288/2010; a garantia da implantação da Lei 10.639, que prioriza o ensino da cultura afro brasileira no ensino fundamental e médio; a homofobia aliada ao Racismo que afeta diretamente o status social dos jovens negros e periféricos; repúdio ao discurso da bancada evangélica, para que haja entendimento sobre o real propósito das religiões de matrizes africanas, a fim de desmistificar conclusões e pontos de vista sem fundamento étnico e antropológico.

Para Gal Martins, co-fundadora do GAPP e idealizadora da Cia. Sansacroma, umas das primeiras companhias de dança contemporânea da Periferia de São Paulo, o principal objetivo do movimento é propor reivindicações políticas por meio de um perspectiva afro centrada. “Nós queremos contribuir para a criação de políticas publicas que potencialize a voz do povo negro, juntamente com as suas raízes culturais. Desta forma, poderemos evitar o constante silenciamento da população negra na cidade de São Paulo”, destaca.

“Historicamente, o povo negro no Brasil marca presença em pesquisas e estatísticas negativas que interferem diretamente no seu desenvolvimento social, econômico e cultural. E tudo isso está ligado ao modo como são direcionadas e implantadas as políticas públicas na sociedade”, aponta Bob Contravercista, militante do movimento Hip-Hop e um dos integrantes do GAPP. Ele ressalta que cada vez mais o grupo vem ganhando força e chamando a atenção de importantes figuras públicas e políticas, que vem participando das assembleias e debates realizados no Ocupação Preta, espaço onde funciona atualmente as articulações do grupo na Funarte-SP.

Para difundir ainda mais a proposta de criação do GAPP e despertar o interesse de outras pessoas em participar do movimento, a Ocupação Preta está realizando diversas ações culturais na Funarte, mobilizando artistas e ativistas sociais para interagir com assembleias, debates, rodas de conversa, shows e intervenções culturais. “A nossa arte é intensa e ela toca as pessoas de uma forma indescritível. Por isso, estamos levando para o ocupação a essência da cultura negra e as suas mais diversas vertentes artísticas”, conclui Rita Teles, atriz e arte educadora que está apoiando as ações do GAPP e da Ocupação.

Sobre a Ocupação Preta – Página no Facebook
Sobre o Grupo de Articulação de Políticas Pretas – Página no Facebook

 

Prefeitura de São Paulo dará prêmio de R$ 20 mil para dez comunicadores negros

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A Secretaria Municipal de Promoção da Igualdade Racial (SMPIR) está com inscrições abertas para o edital do “Prêmio Almerinda Farias Gama”, que irá contemplar dez iniciativas ou atividades de comunicação que se destaquem na defesa dos direitos da população negra. O prazo final para envio das inscrições é dia 30 de junho.

O edital tem o objetivo de reconhecer ações que, por meio de seu alcance midiático e social, colaborem para a promoção da igualdade racial no município de São Paulo. Além disso, busca garantir maior representatividade nos meios de comunicação, mobilizando e celebrando iniciativas independentes e autônomas realizadas por comunicadores negros e negras. Poderão ser premiados projetos de diferentes plataformas – físicas, digitais ou eletrônicas, como blogs, portais, colunas, vlogs, programas de rádio, jornais, revistas, entre outros.

“Com essa premiação, pretendemos ampliar as vozes da população negra na cidade de São Paulo e destacar principalmente os relatos das mulheres. Afinal, a construção de uma sociedade mais igualitária passa também pela democratização dos meios de comunicação”, afirma Maurício Pestana, Secretário Municipal de Promoção da Igualdade Racial.

Os projetos serão avaliados por uma comissão julgadora formada por representantes da Prefeitura de São Paulo, membros da sociedade civil com notório envolvimento na luta antirracista, e profissionais da área de comunicação. A análise será realizada de acordo com quatro critérios: impacto da iniciativa para a promoção da igualdade racial; adequação ao conceito de controle social da mídia; promoção da cidadania; e apresentação do conteúdo.

Entre os trabalhos premiados, no mínimo 50% deverão ser iniciativas de mulheres negras, ou que tenham sua equipe de produção formada por pelo menos metade de funcionárias ou colaboradoras negras. Cada uma das dez iniciativas vencedoras receberá R$ 20 mil, além do “Troféu Almerinda Farias Gama”.

CLIQUE AQUI E ACESSE O EDITAL NA ÍNTEGRA
Sobre Almerinda Farias Gama


Foi uma advogada, feminista e líder sindical nascida em Maceió (AL). Teve papel importante na construção da cidadania feminina, e foi precursora da participação da mulher negra na política nacional. Atuou como datilógrafa e publicou crônicas no jornal “A Província”, de Belém. Almerinda foi uma das primeiras mulheres negras na política brasileira, e única mulher a votar como delegada na eleição para Assembléia Nacional Constituinte de 1933. Ao se candidatar para a Câmara dos Deputados e o Senado Federal, em 1934, seu panfleto dizia “advogada consciente dos direitos das classes trabalhadoras, jornalista combativa e feminista de ação. Lutando pela independência econômica da mulher, pela garantia legal do trabalhador e pelo ensino obrigatório e gratuito de todos os brasileiros em todos os graus”.

Com doações a partir de 15 reais, você pode ajudar um grupo de jovens negros a mudar a vida de muitos afro-empreendedores

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O Kilombu é um aplicativo que concentra uma gama de produtos e serviços oferecidos por empresários negros, que não pagam nada para anunciar.

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A ideia e execução do projeto são de três jovens do Rio de Janeiro, com um perfil que infelizmente não é tão comum para negros no Brasil. Kizzy Terra, 23 anos, engenheira da computação e mestranda na FGV, Hallison Paz, 24 anos também engenheiro da computação e mestrando no Instituto de Matemática Pura e Aplicada e Vitor Del Rey estudante, 31 anos, graduando em Ciências Sociais e História, Administração e Direito da Fundação Getúlio Vargas.

Para continuar esse trabalho incrível e gratuito, os jovens estão fazendo um campanha de financiamento coletivo por meio do site Benfeitoria. As doações são a partir de R$15 e as recompensas vão desde camisetas à consultoria via Skype.

Kilombu  Tecnologia e Empreendedorismo

Faltam um pouco mais de uma semana para a campanha acabar e eles contam com a contribuição da sociedade para ampliar os projeto, oferecendo muito mais opções para empresários e consumidores.

Veja como contribuir: https://www.benfeitoria.com/kilombu

Artistas e fãs lamentam a morte de Mário Sergio, do Fundo de Quintal, nas redes sociais

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O domingo foi de muita tristeza para os amantes do samba. Durante a manhã, a página do grupo Fundo de Quintal, no Facebook, noticiou o falecimento do vocalista Mário Sérgio. De acordo com notícia veiculada pela Globonews, o músico estava tratando um linfoma.

No Facebook, amigos, fãs e artistas manifestaram sua tristeza. marisosergio3

Confira alguns posts:

1 Alexandre Pires   Descanse na paz do senhor

 

 

 

 

 

 
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Cantoras negras comemoram o Dia da África, em São Paulo

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No Dia 25 de Maio, a Secretaria Municipal de Promoção da Igualdade Racial – SMPIR irá promover um show inédito e gratuito em São Paulo para comemorar o Dia da África e homenagear o Centenário do Samba, que é celebrado este ano. O evento conta com apoio da Secretaria da Cultura do Governo do Estado de São Paulo.

Daúde, Paula Lima, Luciana Mello, Anelis Assumpção, Tereza Gama, Adriana Moreira e Cellia Nascimento se reunirão para uma apresentação única e interpretarão grandes sucessos do samba. O show trará um repertório repleto de canções que foram imortalizadas em vozes de ícones musicais nacionais, como Cartola, Clara Nunes, Beth Carvalho, Dona Ivone Lara, Martinho da Vila, entre outros.

Se por muitos anos o ritmo, que é fruto de raízes africanas, existiu na marginalidade, a evolução do estilo transformou o gênero em um verdadeiro patrimônio histórico brasileiro. Hoje, no ano do seu centenário, além de reconhecido mundialmente ele é considerado uma das principais manifestações populares no país. A SMPIR decidiu prestar essa homenagem no Dia da África, com o intuito de também festejar a história do continente africano e valorizar suas contribuições sociais e culturais à sociedade brasileira.

“Queremos fazer um evento memorável e prestar uma homenagem simultânea à África e nossos ancestrais, às mulheres negras e ao samba, que é um dos símbolos da nossa cultura e resistência”, ressalta o Secretário da SMPIR, Mauricio Pestana.

Sobre o Dia da África
O “Dia da África” foi instituído pelas Nações Unidas em 25 de maio de 1972, em reconhecimento da importância da reunião ocorrida dez anos antes, em Adis Abeba, na Etiópia, com a presença de Chefes de Estado africanos que uniram suas forças contra a dominação européia e fundaram a Organização da União Africana (denominada hoje como União Africana -UA) com objetivo de libertar o continente africano do colonialismo e do apartheid, e ainda promover a emancipação do povo africano.

Sobre o Centenário do Samba
Em 2016, o samba completa 100 anos de existência no Brasil, desde que a primeira música foi gravada em 27 de novembro de 1916: a canção “Pelo Telefone” composta por Donga e Mauro Almeida.

Serviço:
Show No Dia da África: Elas cantam o samba – Uma homenagem ao Centenário do Samba
25/05/2016 – Quarta-Feira – 19h30
Theatro São Pedro
Rua Dr. Albuquerque Lins, 207 – Campos Elíseos – SP

Entrada Gratuita
Importante: Ingressos limitados. Retirada nas Bilheterias do Theatro a partir do dia 24/05 (10h às 20h) e no dia 25/05 (10h às 19h30), até acabarem os ingressos. Máximo de dois ingressos por pessoa.

África aterriza em São Paulo durante o festival Afreaka

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Um contato direto com a cultura africana sem sair de São Paulo. Representantes de países como Quênia, Nigéria, Uganda, Zimbábue, Egito, África do Sul, Gana, Moçambique e Angola veem para trocar experiências com o público no Festival Afreaka: encontros de Brasil e /África Contemporânea. O evento acontece entre os dias 1º e 25 de junho, conta, de acordo com os produtores, sonhos e reflexões com pensadores e artistas afro-brasileiros, consolidando-se como o maior festival de cultura africana contemporânea do país.

A programação pretende quebrar as imagens estereotipadas do continente africado e das culturas afro-brasileiras, por meio de eventos onde a narrativa reafirma a presença africana como parte fundamental na formação do Brasil.  Serão realizados palestras e debates inéditos, uma mostra de cinema contemporâneo, seis exposições de arte, uma feira de empreendedorismo negro, apresentações de dança, música, grafite e performances marcam as atrações do Festival Afreaka.

O evento ocorre na Galeria Olido, Centro Cultural de Formação Cidade Tiradentes, Centro Cultural da Penha, Centro Cultural da Juventude e Centro de Pesquisa e Formação do SESC-SP. Assim, os pontos de encontros desse intercâmbio democrático, que descentraliza o acesso à informação, trazem à tona temas relevantes sobre a importância da multiplicidade de versões para a construção identitária, revelando Áfricas ativas e donas de suas próprias histórias.

Vários nomes importantes estão presentes durante os dias do evento, entre eles , o escritor e historiador do Zimbábue e consultor da Unesco para a Comissão Nacional de Patrimônios Culturais Intangíveis. Marcará também presença na programação Wole Soyinka, considerado um dos maiores intelectuais do século XX e ganhador do Prêmio Nobel de Literatura em 1986. Os aspectos entre o feminismo negro no Brasil e em Uganda são analisados pela Mestra em Filosofia e Política e doutorando Djamila Ribeiro, defensora da interseccionalidade no movimento brasileiro, e Hilda Twongyeirwe, escritora ugandense com mais de 35 livros publicados e que usa a literatura para inspirar e empoderar mulheres.

SAIBA MAIS:

O Festival Afreaka é inspirado na proposta do Coletivo Afreaka (www.afreaka.com.br), que se apresenta como uma plataforma de mídia, educação e produção cultural, que comunica para desenvolver e quebrar velhos pensamentos estereotipados acerca de África e tudo que envolve suas histórias e culturas. Pensando de maneira horizontal, o projeto se estabelece como alternativa sólida para os que desejam ir de encontro com suas origens.

SERVIÇO:
Onde:
Galeria Olido: Avenida São João, 473 – República, São Paulo.Centro de Formação Cultural Cidade Tiradentes: Rua Inácio Monteiro, 6900 – Cidade Tiradentes, São Paulo Centro Cultural da Penha: Largo do Rosário, 20 – Penha, São Paulo
Centro Cultural da Juventude: Avenida Deputado Emílio Carlos, 3641 – Vila Nova Cachoeirinha, São Paulo
Centro de Pesquisa e Formação do SESC: Rua Doutor Plínio Barreto: 285 – Bela Vista, São Paulo
Quando: Do dia 1 a 25 de Junho
Quanto: GRATUITO no Centros Culturais e a preço popular no SESC CPF
Evento no Facebook: https://www.facebook.com/events/1196242717053027/

CONFIRA A PROGRAMAÇÃO COMPLETA EM WWW.FESTIVALAFREAKA.COM

Ibirapuera exibe documentário sobre o rapper Sabotage

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Assistido por mais de 30 mil pessoas em seis capitais brasileiras, no circuito Espaço Itaú de Cinema, e exibido no Canal Brasil, o filme Sabotage: Maestro do Canão ganha versão em DVD com lançamento no dia 20 de maio, sexta-feira, no Auditório Ibirapuera.

Depoimentos, fotos, manuscritos e imagens inéditos foram incluídos no disco, que estará disponível para compra, bem como pôster e HQ oficiais do filme. O documentário, que será exibido neste dia em duas sessões, às 18h e às 20h, estreou na mesma casa no ano passado e, em dois dias e seis sessões – gratuitas, naquela ocasião –, que alcançaram um público de mais de 4 mil pessoas.

O Maestro do Canão é uma homenagem a Mauro Mateus dos Santos, o famoso rapper que dá nome ao filme. Familiares, amigos, parceiros e outros músicos participam do longa-metragem com depoimentos, como Mano Brown, do Racionais MC’s, Rappin Hood, Sandrão e Helião, do RZO, Andreas Kisser, do Sepultura, BNegão, Paulo Miklos e os cineastas Hector Babenco e Beto Brant. A obra foi produzida pela 13 Produções e a Elixir Entretenimento, e conta com o patrocínio do Itaú e da Sabesp, com apoio do Itaú Cultural e coprodução do Canal Brasil.

O filme revisita a singularidade musical e a versatilidade midiática de Sabotage, admirado em diversos segmentos da música brasileira, e que, em pouco tempo, se consagrou como um dos nomes mais importantes do rap nacional por trazer uma grande contribuição ao inovar com uma mescla de estilos musicais. O diretor e idealizador deste documentário, Ivan 13P, lembra a figura essencial do rapper, que em certo momento do filme é caracterizada pelo cantor Paulo Miklos: “Quer saber o que é Rap nacional? Sabotage”, diz. “É o cara mais esperto, a poesia mais cortante, mais brilhante que você vai poder encontrar. Vai estudar que você vai ver”, completa.

Sabota, como também é chamado, nasceu na Zona Sul de São Paulo, onde, depois de ter sido assaltante e gerente de tráfico, encontrou a saída deste submundo no rap. Ao entrar na música e descobrir o seu verdadeiro dom, mudou radicalmente de vida quando participou de um concurso de rap no salão Zimbabwe, em São Paulo. Entusiasmados com a apresentação do rapaz negro e franzino, Mano Brown e Ice Blue, integrantes do grupo Racionais MC’s, o convenceram a deixar as drogas e investir em suas rimas.

Assim, cantando sobre violência policial, miséria, vícios e principalmente sonhos, Mauro ficou para trás e surgiu Sabotage. Como rapper, ele rapidamente se destacou na cena hip-hop nacional. Teve um álbum lançado – Rap é Compromisso, em 2001 – e diversas participações em discos de outros artistas, como BNegão, Rappin’ Hood, Sepultura, Negra Li, Charlie Brown Jr. e Z’África Brasil, além de participações no cinema nacional – O Invasor, de Brant, e Carandiru, de Babenco. O artista em pouco mais de dois anos de carreira, deixou uma profunda marca na história do rap nacional e uma legião de fãs e seguidores. Doze anos se passaram após morrer assassinado, em 24 de janeiro de 2003.

Durante os anos de preparação do longa, o diretor Ivan 13P e o produtor Denis Feijão reuniram um rico material, entre familiares, como Sabotinha, filho do rapper, amigos e arquivos, além de recolher depoimentos inéditos deixados pelo próprio artista. O trabalho foi realizado em parceria entre duas produtoras: a 13 Produções, de São Paulo, conhecida pelas suas produções independentes de documentários musicais de média-metragem, e a Elixir Entretenimento, que vem se destacando por trabalhos como Raul – O Início, O Fim e O meio.
SERVIÇO
Sabotage: Maestro do Canão
Dia 20 de maio, sexta-feira, às 18h e às 20h
Duração: 120 minutos (aproximadamente)
Ingressos: R$20 e R$10 (meia-entrada)
Classificação indicativa: 14 anos.
Auditório Ibirapuera – Oscar Niemeyer
Capacidade: 800 lugares
Av. Pedro Alvares Cabral, s/n – Portão 2 do Parque do Ibirapuera
(Entrada para carros pelo Portão 3)
Fone: 11.3629-1075
info@auditorioibirapuera.com.br

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Projeto Afro Gourmet comemora o Dia da África

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Para comemorar o Dia da África, a Chef Dandara Batista, foi convidada pela restaurateur Dida Nascimento, do Dida Bar e Restaurante, na Praça da Bandeira, para comandar o evento Afro Goumert, no dia 21 de Maio, preparando delícias do Continente Africano.

A 4° edição do Afro Goumert, faz uma alusão ao dia  25 de Maio – Dia da África , quando é  comemorado o dia Internacional da África, a data foi instituída pela ONU, em 1972, quando em 1963, chefes de Estados africanos se reuniram na Etiopia. Quando foi fundado a Organização da Unidade Africana (OUA), sendo conhecida hoje como União Africana, com o objetivo de manter a unidade e a solidariedade africana, eliminar o colonialismo, garantir a soberania dos Estados Africanos e a sua integração econômica, bem como fomentar a cooperação política e cultural no continente.

Com o aval da restaurateur Dida, a jovem Chef buscou para seu cardápio, nessa edição, remete pratos de origem moçambicana, que ficou por conta da Galinha Piri Piri  (piri piri significa pimenta no dialeto africano). Suculentas sobrecoxas de frango marinadas, em um molho feito com pimenta malagueta, páprica, suco de limão e leite de coco. Assadas e servidas com arroz branco, banana da terra frita e o molho piri piri a parte, por R$39,00. Outra aposta é o Arroz de Hauça, tipicamente da Nigéria, cozido com leite de coco, acompanhado de molho de camarão e carne seca refogada, por R$ 39,00. Uma delícia!

Apaixonada pela gastronomia baiana e a sua influência africana, a Chef Dandara sugere ainda uma terceira opção, que fica por conta do Efó de Espinafre com dourado, de culinária afro brasileira (muito popular na Bahia). O prato consiste em uma pasta de espinafre aromatizada com camarão seco e pimenta. Refogado no azeite de dênde. Para acompanhar, uma deliciosa carne seca refogada na manteiga de garrafa, por R$39,00. Todos os pratos servem 1 pessoa.

“ O Afro Goumert tornou- se referência da gastronomia africana, no Dida Bar e Restaurante. E como o dia 25 de Maio é uma dada de grande relevância para toda comunidade africana, nada mais justa essa homenagem” afirma Dandara Batista

 O Afro Goumert acontece todo 3° sábado do mês e tem como objetivo apresentar um pouco da cultura e sabor do povo africano à cidade maravilhosa.

Dida Bar e Restaurante 

Rua Barão de Iguatemi, 408 / Praça da Bandeira
Telefone: 21 2504 0841
Aberto de: 3ª à 5ª – das 12h às 23h / 6ª e Sáb – das 12h à 1h / Dom – das 12h às 18h

 

(SEPPIR ) Triste fim

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*Artigo do Secretário de Promoção da Igualdade Racial, Mauricio Pestana publicado originalmente 

Há mais de uma década, o Brasil se tornou referência mundial em uma área liderada pelos Estados Unidos desde os anos 60, quando, por conta dos intensos conflitos raciais, se deu a luta e a fundamental conquista dos direitos civis – uma série de medidas que visavam pôr fim a intensa discriminação racial e diferenças econômicas e sociais entre brancos e negros norte-americanos.

No intuito de reduzir tais diferenças, nosso país, em razão de pressões internas e externas, além de ser signatário de vários tratados internacionais, se viu obrigado a criar ações concretas no campo da igualdade racial logo após a conferência de Durban na África do Sul de 2001.

Surgiram, assim, propostas extremamente inovadoras. A maior delas foi a criação de um organismo federal – com status de ministério – para regular e promover as políticas de igualdade racial no Brasil. Nascia, naquele momento, a Seppir – Secretaria de Políticas de Promoção de Igualdade Racial. Este organismo se tornou referência nacional e internacional pela importância estratégica e pelas ações desenvolvidas, tendo seu modelo reproduzido nas esferas Estaduais, Municipais e em âmbito internacional. Depois da Seppir, várias ações garantiram importantes avanços na sociedade, principalmente no campo legislativo – como o acesso de negros na educação em universidades federais e no mercado de trabalho. Leis como a de cotas no serviço público que obriga o ensino da história da África e seus descendentes em todos os níveis escolares, funcionam hoje como combate ao racismo na essência da geração desse mal, que começa na educação.

Por essas e outras iniciativas, a atuação do órgão tem servido de estudo por vários países como uma fórmula inovadora e eficaz na promoção da igualdade racial. Referência essa que com apenas uma “canetada” o novo governo interino colocou um fim. Tem sido difícil responder as diversas indagações, inclusive internacionais, para explicar a decisão de acabar com a Seppir. Só o tempo poderá responder a quem serviu o triste fim do ministério da igualdade racial que fez história no Brasil.

Enegrecendo as plataformas digitais

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Passou da hora do Brasil dar ao mundo online as mesmas cores que têm off-line. Negros e pardos formam mais da metade da população brasileira, mas isso não é perceptível quando navegamos em espaços como o YouTube, por exemplo. Apesar de ser um espaço gratuito e democrático, na maior plataforma de vídeos do planeta, o conteúdo feito por e para negros, ainda fica perdido na multidão.

“Sentimos que há uma demanda, que há pessoas negras produzindo conteúdo, mas eles se sentem inseguras e acham que o YouTube não é para eles”, explica Silvia Nascimento, diretora de conteúdo do site Mundo Negro que fechou parceria com o YouTube Space São Paulo que nesse mês de maio tem oferecido cursos de qualificação para melhor uso da plataforma, somente para produtores negros. Nos dias 23 e 24, Youtubers negros de vários cantos do Brasil farão parte do Workshop Intensivo de Produção.

“Recebemos mais de 500 inscrições para um pouco mais de 50 vagas disponíveis e isso sinaliza o desejo dos produtores negros em se qualificar, em querer que seus vídeos alcancem a qualidade que eles assistem em outros canais da plataforma”, acrescenta Silvia.

“O projeto Negros Digitais, que faz parte do Mundo Negro visa justamente não só trazer mais pessoas negras para os ambientes digitais, mas sobretudo, qualificar e mostrar as possibilidades de fazer certo e melhor”, finaliza.

Ainda não há previsão da abertura de novos cursos voltados para comunidade negra, mas eles serão anunciados na página Negros Digitais no Facebook.

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