Pedro Henrique Cortes ou PH Côrtes é um jovem negro de classe média que poderia ligar a câmera e fazer um canal falando sobre futebol, tênis bacanas, como muitos da idade deles fazem. Porém, com o apoio da família e muita curiosidade sobre sua ancestralidade, o garoto de 13 anos, que tem uma desenvoltura impressionante em seus vídeos, apesar da assumida timidez, resolveu fazer do seu canal no YouTube PH Côrtes, um espaço de reflexão e crítica sobre questões relativas à comunidade negra. Um dos destaques é sem dúvida, a série “Meu heróis negros brasileiros”.
Zumbi dos Palmares e Machado de Assis são os dois primeiros heróis apresentados na série de PH. (Confira abaixo). Francisco José do Nascimento, Cruz e Souza, Besouro de Mangano e Chico Reis serão os próximos “guerreiros” que terão suas histórias contadas por PH.
As atualizações sobre os novos heróis podem ser obtidas em suas redes sociais:
A revolução crespa de 2015, que fez milhares de meninas negras cortarem as madeixas para se livrar da química – rolou marchas para ostentar tanta beleza -, trouxe também muitas dúvidas de como lidar com aqueles fios naturais, porém desconhecidos.
O que funcionava para o cabelo relaxado, não funciona mais para o cabelo natural e quem fez o “BC” então, não tem nem aquele rabo de cavalo para disfarçar o contraste da textura do cabelo durante o processo de transição.
As revistas de moda e beleza escritas em grande maioria por mulheres brancas não conseguem traduzir – apesar da boa vontade – à realidade das mulheres crespas e cacheadas. E é aí que as vlogueiras de beleza negras entram em ação trazendo não só informação, mas muito carinho e dedicação a um público sedento por novidades sem abrir mão da sua identidade.
Como fazer meu cabelo crescer? Qual melhor penteado? Como hidratar sem gastar? Aquele creme do comercial funciona mesmo? Elas têm a resposta.
Selecionamos sete vlogueiras do YouTube que vale a pena conhecer.
Vlogueiras Negras
Luciana do Canal Marfim Rosa – Essa mãe e vlogueira faz seus vídeos em casa, dando a impressão que a gente é uma convidada muito especial. Com muita paciência ela divide sua experiência pessoal antes de depois do BC e dá muitas dicas legais de produtos, ensinando como usá-los para obter os melhores resultados. Só o corte de cabelo perfeito dela já diz muito sobre o canal.
Débora Cunha do Débora Ninja – Os tutoriais de turbantes dessa vlogueira são sensacionais. No seu canal você também vai encontrar muitas dicas de penteados, desde o com estilo vintage aos do dia-a-dia.O cabelo dela é bem crespo e volumoso, prova de que não precisa “domar” nada para ficar bonita. Ela também dá muitas dicas culturais, sempre pautadas na negritude.
Nátaly Neri do Afro e Afins – Nátaly tem rostinho e voz de menina,mas ela usa seu canal de beleza para estimular suas seguidoras a amarem o que são por dentro e por fora dando inclusive toques sobre feminismo negro. “Eu detesto essa coisa de cacho definido”, são umas das frases que mostram que a vlogueira têm consciência da real natureza dos cabelos muito crespos. Por lá você também vai encontrar dicas preciosas de brechó e costura.
Naomi Generoso do The Black Cup Cake – Essa estudante de economia, que apareceu na lista das mulheres mais inspiradoras de 2015, do site feminista Think Olga, tem um rosto que parece de uma boneca. Em seus vídeos ela dá dicas preciosas para um tipo de mulher muita especial: as negras de pele escura e cabelo 4C – aquele de cachos minúsculos e mais difíceis de cuidar. Seus vídeos também abordam questões de militância e racismo.
https://www.youtube.com/watch?v=BvfwaVWmSXg
Alexandra Freitas Ravelli do Soul Vaidosa – Assistir a” Xan “é como estar falando com sua melhor amiga. Um dos seus vídeos mais acessados é o que ensina as negras a fazerem maquiagem para ficar com “cara de rica”, mas têm vídeos mais densos no canal, como o que fala de como lidar com parceiros abusivos. Ela abre sua vida pessoal sem nenhum grilo e offfline palestra sobre produção de conteúdo para Internet em vários eventos.
Ana Paula Xongani do canal Ana Paula Xongani – Com um dos dreads mais lindos do YouTube a estilista que já vestiu Sheron Menezes, dá dicas de moda para quem quer trazer as cores e texturas africanas para o seu dia-a-dia. O vídeo sobre maquiagem e turbante é obrigatório.
Patrícia Avelino
De maquiagem à resenha de cremes, Patrícia dá dicas para mulheres com cabelo crespo de forma descontraída e com muito bom humor.
Nesta quinta-feira (10), o Ministério Público de São Paulo comandou uma operação em oito estados para apreender provas por crimes de racismo contra a jornalista Maria Júlia Coutinho. Os suspeitos foram levados ao Ministério Público para se explicarem. As informações foram divulgadas pelo Jornal Hoje, da TV Globo.
Os policiais entraram pelos fundos da casa e apreenderam o computador do auxiliar de produção Kaíque Batista, de 21 anos. Ele disse que não publicou nada no seu perfil.
“Não, meu grupo não, agora, o grupo que publicou, eu sei quem foi, e eu vou falar. Não vou segurar o rojão de ninguém.
Ainda de acordo com a reportagem do JH, só nessa fase a justiça determinou 25 mandados de busca e apreensão em oito estados.
Em Fortaleza, foram apreendidos quatro celulares e um notebook. O suspeito foi convidado à prestar esclarecimentos, mas se recusou e agora vai ser notificado formalmente para conversar com os promotores. O perfil era falso e foi apagado.
“Logo em seguida a injúria que o caso veio à tona, o perfil foi desativado mais isso não impede evidentemente de se chegar, de se identificar a localização exata de onde saiu essa mensagem criminosa”, explica o promotor de justiça Manoel Epaminondas.
Um dos líderes dos ataques foi encontrado em casa, em Sorocaba, no interior de São Paulo. No celular dele os promotores encontraram outros grupos com mensagens racistas. A polícia de Rio Verde, interior de Goiás, descobriu que parte dos ataques partiu de um adolescente de 16 anos.
No Ministério Público de São Paulo Kaíque falou o que sabia sobre outros suspeitos. Ele apontou para o promotor os grupos que escrevem mensagens racistas. Disse que na internet, eles se envolvem nesses crimes porque consideram a rede uma terra sem lei.
Para reportagem do noticiário global o juiz disse “que não é bem assim” e que os agressores identificados deverão responder pelos crimes de injúria, racismo e organização criminosa que podem ir de dois a cinco anos de prisão.
A Feira Preta acontece no domingo, dia 13, mas nos dias 11 e 12 dois eventos acontecem no Auditório do Ibirapuera – Oscar Niemyer, que são a abertura e encerramento da primeira edição Prêmio Movimentos Criativos.
A premiação que acontece no dia 11, às 21h, tem como objetivo reconhecer jovens criativos, ativistas e personalidades negras que lideram iniciativas em nove categorias: Artes, Bem Estar, Conhecimentos, Criação, Esporte, Legado, Negócios, Pérola Negra: Mulheres Negras e Digital.
Cada uma delas foi designada a um grupo de curadores, que, de forma autônoma e independente, realizou indicações seguindo critérios estabelecidos previamente, como perfil empreendedor, impacto social da experiência, potencial de replicação e contribuição para a cultura negra.
A jornalista Adriana Couto, apresentadora do programa Metrópolis, da TV Cultura, e o cantor e percussionista Sergio Oliveira serão os mestres de cerimônia. A noite conta com apresentações do grupo de música e dança negra Treme Terra, com o espetáculo Terreiro Urbano, Dinho Nascimento, que apresenta o repertório do disco Berimbau Blues, ganhador do X Prêmio Sharp de Música em 1997, a cantora lírica Wanessa Tibúrcio, acompanhada por violino e violão de sete cordas, os poetas Akins Kintê e Mel Duarte e os DJs Easy Nylon e Vivian.
A jornalista Adriana Couto apresenta o prêmio (Foto: Divulgação)
Os vencedores em cada categoria, escolhidos entre 27 finalistas no total, receberão uma estatueta, cursos de formação em empreendedorismo e uma coleção de livros, além de reconhecimento público. Confira abaixo a lista de curadores e indicados à premiação.
No dia 12 de dezembro, sábado, às 17h, a plateia externa do Auditório Ibirapuera recebe grandes nomes da música negra para a abertura da 14ª Feira Preta. O rapper Edi Rock, integrante do Racionais MC’s, e o cantor e guitarrista Walmir Borges, apresentando repertório de black music e samba rock, marcam presença no evento. O DJ Nyack, que desde 2007 acompanha o rapper Emicida, apresenta sua setlist entre as atrações,. A mestre de cerimônias é Chris Gomes, jornalista da revista O Menelick 2º Ato e coordenadora do grupo de dança do bloco afro Iú Obá de Min.
Finalistas do Prêmio Movimentos Criativos
Coordenação das curadorias: Mafoane Odara
Categoria Artes
Curadoria: Companhia Teatral Os Crespos
Companhia Sansacroma: Grupo de dança contemporânea da cidade de São Paulo criado em 2002. Desenvolve trabalhos baseados no hibridismo de dança com poesia e teatro
Fernanda Júlia: um dos principais nomes da cena teatral baiana. Responsável por uma rica pesquisa que leva a cultura negra tradicional para o palco;
Tatiana Tiburcio: atriz, coreógrafa e idealizadora e gestora do Projeto Negro Olhar – Ciclo de leituras dramatizadas com autores e artistas negros.
Categoria Conhecimento
Curadoria: Bel Santos Mayer e Carlos Machado
Elizandra Souza: poeta da Cooperifa, idealizadora do grupo Mujiba em Ação: coletivo de Mulheres negras da Zona Sul, editora da Agenda Cultural da Periferia e locutora do programa semanal Agenda da Periferia da Rádio Comunitária Heliópolis;
Jaciana Melquiades: uma das idealizadoras do Coletivo Meninas Black Power, co-criadora da microempresa Era uma vez o mundo e participante do projeto Boneca Preta É Identidade;
Edivan Nascimento Pereira: morador de Mojú, no Pará, onde os bairros periféricos e regiões ribeirinhas não possuem tratamento de água adequado. Edivan desenvolveu um tipo de carvão capaz de filtrar e purificar a água por meio do caroço do açaí.
Categoria Bem Estar
Curadoria: Dra. Dulce Pereira Brito
Geórgia Gabriela da Silva Sampaio: trabalha pela melhoria da qualidade de vida de comunidades carentes por meio de projetos educacionais e soluções tecnológicas para problemas de saúde pública; desenvolveu um novo método de diagnóstico para endometriose;
Emiliano de Camargo David: psicólogo; colaborador do Instituto AMMA Psique e Negritude; Especialista em Psicopatologia e Saúde Pública pela Faculdade de Saúde Pública/USP;
Silvani das Chagas e Vanda Lucia Bastos: lideram o projeto Comunidades de Vida, que tem como objetivo fortalecer a empatia e vínculos entre mães e filhos.
Categoria Criação
Curadoria: Nabor Jr.
Edson Ikê: como designer gráfico, vem projetando desde 1995 singulares projetos gráficos voltados à questão da valorização da cultura afro-brasileira e diversidade cultural;
José Carlos Angelo (Jota): referência em moda afro-urbana masculina, escreve no blog O Último Black Power e é colunista no site Mequetrefismos;
Mostra de criadoras em moda: mulheres afro-latinas: idealizado pela produtora Bárbara Esmênio em parceria com o Manifesto Crespo, Xongani, Abayomi, Cynthia Mariah e África Plus Size Fashion Week Brasil, traz um panorama da moda autoral negra.
Categoria Esporte
Curadoria: Max Benanse
André de Oliveira Bruno: conhecido como André “Doidera”, realiza oficinas de danças e basquete de ruas junto a várias instituições, além de dar palestras para coordenadores e educadores da Fundação Casa;
Izabel Souza de Jesus Barbosa: realizou pesquisas relacionando esporte e bullying e fez um intercâmbio científico na empresa General Eletric;
Diego Rocha Garcia: gerente de Marketing Esportivo para Basketball da Nike Brasil, é responsável pelas decisões referentes à performance nesse esporte.
Categoria Legado
Curadoria: Pedro Neto
Adriano de Azevedo Santos Filho: músico, percussionista e artista plástico, trabalha em contato com tradições ancestrais africanas, como Konigbagbe e o grupo Axé Opo Afonjá;
Renata Ribeiro de Oliveira: advogada, coreógrafa e arte-educadora, é membro do Centro Cultural Orunmilá e representante em diversas instâncias políticas e culturais;
Vanessa Dias: membro da Comunidade Jongo Dito Ribeiro e do coletivo gestor da Casa de Cultura Fazenda Roseira, também é articuladora do coletivo da Juventude de Terreiro de Campinas e Região Metropolitana.
Categoria Negócios
Curadoria: Rosenildo Ferreira
Rafael Reis Barbosa: inventor, possui seis patentes registradas e é dono de três startups nas quais aplica conhecimentos acadêmicos nas áreas de gestão de negócios, processos e inovação tecnológica;
Enderson Araújo: criador da plataforma Mídia Periférica, que denuncia condições de abandono da comunidade e precariedade de serviços públicos, além de conselheiro curador da Empresa Brasil de Comunicação;
DJ Miria Santos Alves: uma das expoentes do Movimento Hip Hop de Salto, comanda a produtora Groovetown. Participou do livro Indiscotíveis, da Lote 42, fazendo uma análise crítica da obra de Tim Maia.
Categoria Digital
Curadoria: Alexandre de Maio
Grupo OPNI: coletivo de grafiteiros de São Mateus, criou projetos como a Galeria a Céu Aberto e a ONG São Mateus em Movimento, maior articuladora cultural da região;
Fernando HackLab: sócio do Hacklab, empresa que promove tecnologias que conectam atividades culturais à população por meio de sites e aplicativos; ajudou a estruturar cursos de manutenção de computadores em comunidades como a São Remo, junto ao Projeto Alavanca;
Thiago Vinícius: criou a Agência Solano Trindade e, em parceria com lideranças comunitárias, uma ação de Economia Solidária e Desenvolvimento Local, o Banco Comunitário União Sampaio.
Categoria Pérola Negra: Mulheres Negras
Curadoria: Djamila Ribeiro
Renata Martins: cineasta, dirigiu e roteirizou o curta-metragem Aquém das Nuvens, é uma das roteiristas da premiada série Pedro & Bianca, atuou como diretora audiovisual na Cia. Os Crespos e é criadora dos projetos Empoderadas e Blábláobá;
Jéssica Ipolito: idealizadora do blog Gorda&Sapatão, espaço virtual que discute gordofobia, padrões de beleza, racismo e feminismo, que criou iniciativas como Desafio da Arte Gorda e Compartilhe Empoderamento;
Isabela da Cruz: integra a Comunidade Quilombola Invernada Paiol de Telha, é coordenadora do Projeto Jovens Quilombolas Saudáveis e educadora social pelo Projeto Mulheres Quilombolas Tem Voz.
SERVIÇO Território Afro Criativos Prêmio Movimento Criativos
Dia 11 de dezembro (sexta-feira), às 21h Duração: 120 minutos (aproximadamente)
Entrada franca. Distribuição de ingressos na bilheteria 1h30 antes do evento.
Classificação indicativa: Livre.
Show de encerramento do Prêmio Movimento Criativos e abertura da 14ª Feira Preta
Com MC Chris Gomes, Edi Rock, Walmir Borges e Dj Nyack Dia 12 de dezembro (sábado), às 17h Duração: 150 minutos (aproximadamente)
Entrada franca. Plateia externa.
Classificação indicativa: Livre.
14ª Feira Preta Dia 13 de dezembro (domingo), a partir das 12h Onde: Palácio das Convenções do Anhembi
Av. Olavo Fountoura, 1209 – São Paulo (SP)
Auditório Ibirapuera – Oscar Niemeyer Capacidade: 800 lugares
Av. Pedro Alvares Cabral, s/n – Portão 2 do Parque do Ibirapuera
(Entrada para carros pelo Portão 3)
Fone: 11.3629-1075 http://www.auditorioibirapuera.com.br/
Makishi é o nome do projeto sem fins lucrativos criado pelo estilista curitibano Luiz Renato Mendonça que busca enaltecer a beleza da moda africana, sobretudo a de Angola, por meio da fotografia.
“Esse projeto foi criado por mim, é meu retorno depois de três anos afastado por falta de oportunidade de trabalho. Eu não tive as mesmas facilidades se comparando à um estilista branco”, explica Mendonça.
Ele ainda explica que o projeto é composto por negros que se uniram para celebrar à cultura angolana, entre eles as colaboradas Samantha , Angelita Mattos F. Mendonça, Luciana Carolina Pereira e Angela Rodrigues. De acordo com Mendonça, estilistas negros têm muito menos oportunidades de trabalho na cidade de Curitiba.
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Mais informações sobre o projeto podem ser obtidas pelo Facebook clique aqui e aqui.
O Google em parceria com a Secretaria Municipal de Direitos Humanos promove nesse próximo final de semana uma série de encontros para discutir o papel do YouTube na promoção e defesa dos direitos humanos na Internet. O evento faz parte da programação do 3º Festival de Direitos Humanos “Cidadania nas Ruas”, que acontece entre os dias 7 e 13 de dezembro, em São Paulo.
Os encontros, que contarão com a presença de YouTubers e representantes da Secretaria e do Google, abordarão os temas Ativismo LGBT e Identidade Negra. “O objetivo é mostrar como esses criadores de conteúdo em vídeo podem fazer a diferença no mundo. Ao usar uma plataforma democrática como o YouTube, os caminhos da militância podem ser traçados de uma maneira muito mais abrangente”, explica Mariana Macario, Gerente de Relações Governamentais do Google.
Os debates acontecem na sede do YouTube Space, no bairro do Bom Retiro, em São Paulo, e são abertos ao público – mas as vagas são limitadas. Inscrições limitadas aqui.
DEBATE
Ativismo LGBT – com Canal das Bee e Canal Pára Tudo
Jessica Tauane, do Canal das Bee, Lorelai Fox, do Canal Pára Tudo, representantes da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania de São Paulo e do Google debatem sobre ativismo e produção de conteúdo LGBT na web.
Data: 12 de dezembro (sábado) Horário: das 13h às 15h Local: YouTube Space São Paulo – Rua Solon, 1121 – Bom Retiro, SP
DEBATE
Identidade negra – com Alexandra Ravelli e Ana Paula Xongani
As produtoras Alexandra Ravelli, do Canal Soul Vaidosa, Ana Paula Xongani, do canal Xongani Moda Afro, representantes da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania, ligados à área de Juventude e do Google fazem um debate sobre resistência negra na web.
Data: 13 de dezembro (domingo)
Horário: das 13h às 15h
Local: YouTube Space São Paulo – Rua Solon, 1121 – Bom Retiro, SP
No último dia 27 de novembro, o prêmio Empregueafro de Valorização da Diversidade Étnico-Racial celebrou a luta por inclusão da população negra no ambiente corporativo e no empreendedorismo. Durante cerimônia realizada no Salão Nobre da Câmara dos Vereadores de São Paulo, a premiação, que é uma iniciativa da Empregueafro – Consultoria em Diversidade, condecorou personalidades que dedicam suas vidas e carreiras à promoção da diversidade como ferramenta para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária.
Dentre os contemplados por suas ações em prol da inclusão da população negra, foram selecionadas entidades públicas como a Prefeitura de São Paulo, foi representada pelo secretário municipal da Igualdade Racial, Maurício Pestana, e pessoas que trabalham em grandes corporações que investem em programas de diversidade como Adriana Ferreira, líder de diversidade da IBM, a executiva Lisiane Lemos da Microsoft, a gerente de Responsabilidade Social e Diversidade, Karina Chaves do grupo Carrefour, o bancário Ednilson Martins e o especialista em diversidade Adriano Bandini do Citibank. Além disso, a premiação contou ainda com empreendedores negros, como Michelle Fernandes, da Boutique de Krioula, Ana Paula da Xongani Arte com Tecidos e Sérgio All, Fernanda Ribeiro e Marcio Valêncio da rede Afrobusiness, além de ativistas, escritores, jornalistas, líderes religiosos entre outros.
Com falas carregadas de emoção, cada um dos contemplados lembrou a importância de uma premiação como essa, não apenas em suas carreiras, mas também e principalmente como conquista pessoal que reflete na realidade de toda a população afro-brasileira. Entre os discursos que se destacaram estiveram a fala da líder da Aliança de Negros e Negras Evangélicas do Brasil, pastora Waldicéia de Moraes Teixeira da Silva, que ressaltou a importância de lutarmos contra o racismo religioso e por mais respeito às religiões de matriz africana. A sacerdotisa pediu ainda um minuto de silêncio pelo ataque sofrido pelo terreiro da Mãe Baiana, na noite anterior. A comoção também esteve presente no discurso de Adriana Ferreira, que lembrou a luta por igualdade profissional para mulheres e para a comunidade LGBT e de Reinaldo Bulgarelli, consultor de diversidade que acompanhado do neto, falou da esperança de que o mesmo possa viver em um mundo mais justo.
Lista de Premiados:
Prefeito Fernando Haddad – representado pelo Secretário Municipal de Promoção da Igualdade Racial, Maurício Fernando Pestana.
Paulo Reis – Vereador
Antonio Donato – Vereador
Adriana Ferreira – Líder de Diversidade – IBM
Adriano Bandini e Ednilson Martiniano – Citibank.
Alberto Pinto – Rio 2016
Ana Paula Xongani – Xongani, Arte com Tecidos
Cristina Fernandes – White Martins
Daniela Zeidan – Executiva de Negócios e Pastora
Durval Arantes – Escritor, empreendedor e tradutor
Eliane Serafim – Terapeuta Capilar e Idealizadora do Encrespa Geral
Karina Chaves – Gerente de Responsabilidade Social e Diversidade – Carrefour
Lisiane Lemos – Executiva na Microsoft
Michelle Fernandes – Boutique de Krioula
Paulo Pianez – Diretor do Instituto Carrefour
Reinaldo Bulgarelli – Consultor de Diversidade
Rodrigo Faustino – Ebony English
Sérgio All, Fernanda Ribeiro e Marcio Valencio – Rede Afrobusiness.
Silvia Nascimento – Jornalista
Waldicéia de Moraes Teixeira da Silva – Presidente da ANNEB
“Macaca, volta para senzala, seu cabelo parece Bombril, qual é o seu preço?”. Maju Coutinho, Taís Araújo e Cris Viana são mulheres negras empoderadas que foram atacadas em suas páginas pessoais do Facebook por conta do seu gênero e raça.
A ONU estima que 95% dos conteúdos violentos e difamadores que circulam na internet sejam dirigidos às mulheres.
Tentar entender esse fenômeno e discutir as medidas judiciais cabíveis para punir os agressores virtuais foram alguns dos temas abordados no Hangout sobre violência contra as mulheres pela Internet, promovido pelo Instituto Avon, como parte da programação da 3° Edição do Fórum #FaleSemMedo, que aconteceu ontem, 03 de dezembro, em São Paulo.
A jornalista Silvia Nascimento do site Mundo Negro e a Blogueira Carla Lemos, relatam suas experiências enquanto vítimas de ataques online, em um bate papo moderado pela Maira Liguori do Think Olga e com orientações jurídicas da Advogada Gisele Truzzi, especialista em crimes digitais. Elas também falaram sobre a campanha Manda Prints que estimula o registro e denúncias de agressões online.
Luto, indignação e desamparo político. Uma marcha composta em maior parte de pessoas negras, vestindo roupas pretas percorreu as ruas do bairro de Madureira no Rio de Janeiro, para protestarem repúdio à morte de 5 jovens negros fuzilados dentro de um carro, pela polícia militar do Rio de Janeiro e alertar para o que os participantes definem de “genocídio da juventude negra” visto que a chance de um jovem negro ser assassinado é quase quatro vezes maior do que a de um jovem branco.
Foto: Michele Teixeira
O organizador do evento, o estudante de publicidade Bruno Rico de 29 anos, se mostrou satisfeito com a adesão do público. “Na saída do ato começamos com um público menor, mas conforme fomos seguindo, fomos convocando as pessoas na rua e no ápice do protesto eu calculo umas 2 mil pessoas, descreve Rico. A mães das vítimas também estavam presentes em um evento que Bruno define como um momento de solidariedade e conscientização.
Bruno Rico que criou o ato pelo Facebook. “Todos somos responsáveis pelo o que aconteceu.” (Foto:Arquivo pessoal).
“Vendo o povo na rua se sentindo incomodado, muda, mesmo que indiretamente, a mentalidade do policial, do Estado como um todo e também da sociedade. Diversos setores são culpados por essa situação. Não só quem atirou diretamente”, destaca o estudante que também é escritor.
Engajamento político do homem negro
Seja para defender o cabelo crespo, seja para protestar contra a violência e machismo, milhares de mulheres negras foram as ruas em 2015. E o homem negro brasileiro, se preocupa com as questões raciais?
“ A opressão contra a mulher negra é mais forte talvez por isso elas tenham mais esse sentido de luta. O homem negro, apesar de ter muitos conscientes e focados, deveria se envolver mais. Mas sinto que essa falta de envolvimento é uma coisa da nossa sociedade em geral” diz o escritor.
Foto: Michele Teixeira
Bruno explica que as pessoas ficam surpresas quando ele diz que não é filiado a nenhum coletivo ou partido político. “As pessoas acham que essas ações deveriam partir dessas áreas, mas essas manifestações deveriam nascer do povo. Eu não quero ser líder. A causa é coletiva”, finaliza o futuro publicitário.
Cobrando das autoridades
Hoje haverá um novo protesto no Palácio Guanabara, sede do Governo Estadual do Rio de janeiro, a partir das 17h.
A população negra empreendedora ou que busca se inserir no mercado de trabalho já tem encontro marcado no próximo dia 04 de dezembro. Acontece, em Porto Alegre, a primeira edição do Afro Meeting. A iniciativa gaúcha idealizada pela revista As Pretas tem por objetivo fortalecer o empresariado negro gaúcho e fomentar o networking entre os empreendedores e trabalhadores negros.
Thais Silveira e Renata Lopes são as idealizadoras do Afro Meeting
O Afro Meeting surge do objetivo de trazer a Porto Alegre a articulação entre diferentes empresas negras e seu público consumidor. Para Thais Silveira, jornalista e uma das idealizadoras do evento, a oportunidade serve para debater não somente a questão do negro em espaços de poder no mercado de trabalho, mas também para possibilitar a troca de experiências entre os participantes. “Além das rodadas de negócios, queremos que os participantes possam ouvir histórias inspiradoras de pessoas que também estão na luta para consolidar o seu negócio e daqueles que já conquistaram seu espaço”, explica Thais.
O Afro Meeting acontece no prédio do Tecnopuc (sala 204), sediado dentro da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul – Av. Ipiranga, 6681 – e tem início a partir das 19h. Informações sobre ingressos e vagas ainda disponíveis em pretas@pretas.com.br ou pelo telefone (51) 9241-4212