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Como está a situação amorosa da mulher negra no Brasil?

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De acordo com vários estudos, as mulheres negras têm mais dificuldades para engatar um relacionamento sério, e este é um assunto sobre o qual as pessoas não querem falar, mas é preciso. De acordo com o Nepem, Núcleo de Estudos e de Pesquisas sobre a Mulher, as mulheres negras se casam mais tarde, apresentam maior índice de celibato e também demoram mais para ter um relacionamento sério.

A situação das mulheres negras na questão de relacionamento amorosos está gradativamente melhorando, com o avanço de novas ideias e também de uma abertura maior de oportunidades para mudar traços de uma história que não condizem mais com a atualidade e a modernidade.

É certo que o mundo dos relacionamentos amorosos está intimamente ligado com as estruturas sociais, já que trazem uma grande bagagem histórica de casamentos por questões sociais (no quesito econômicas principalmente) não amorosas, mas isso tem mudado em partes, onde alguns padrões sem base de sustentação estão sendo quebrados, entre eles: casamento entre uma mulher mais velha e um homem mais novo, casamento entre pessoas do mesmo sexo e casamento interraciais.

Fonte: Unsplash

Se hoje há muitas mulheres negras solteiras, isso não tem nada a ver com suas personalidades, habilidades ou capacidades, mas sim com um estrutura social arcáica que ainda vive no imaginário de grande parte dos brasileiros, e que é preciso ser ensinado de forma diferente para ser aprendido.

Hoje, a mulher negra pode encontrar parceiros de diversas formas, tanto dentro da sua comunidade em suas atividades socais, como também através dos aplicativos de relacionamentos como o Badoo, ou ainda se permitindo ir atrás de novidades e de novos horizontes, sempre deixando claro o que é importante para si e como ela deve ser tratada.

Mesmo que a sociedade ainda encaixe a mulher negra dentro de certos padrões, ela precisa ir muito além disso, não deixando essas limitações influenciarem na sua felicidade, tanto no seu relacionamento consigo mesma, como também como os seus relacionamentos amorosos. Para isso separamos algumas dicas:

Pequeno Guia de Empoderamento Feminino Negro na Hora da Paquera 

Foto @createdbyjarrod

Antes de começar a paquera 

  • Antes de mais nada é importante estar com uma boa autoestima e se sentindo bem consigo mesma, para isso, faça frases de arfimações e deixe-as espalhadas pela casa falando: Eu sou bonita, Eu sou linda, Eu mereço ser feliz, Eu mereço um bom relacionamento, Eu mereço tudo o que sonho, Meu cabelo é lindo, Meu sorriso é lindo, Meu corpo é lindo, Eu me amo, O mundo está cheio de pessoas com as quais posso encontrar o amor e formar uma família. Essas afirmações te ajudam a mudar a forma como você pensa sobre si mesma, mudando a vibração que você manda para o mundo.
  • Cuide-se tanto externamente como internamente. Você precisa estar sempre se cultivando tanto por dentro quanto também por fora. Para isso, faça atividades físicas como nadar, fazer ioga, correr, etc, tenha uma alimentação equilibrada e cuide do seu sono (8 horas cada noite!). Lembre-se também de ter uma rotina tanto de beleza como também para ler, ver filmes e escutar música. Você precisa estar sempre cuidando do seu corpo, da sua mente e do seu espírito.
  • Mantenha um caderno com representatividade da mulher negra, no qual você coloca todas as mulheres negras que te inspiram com os seus textos e as suas imagens. Além disso, pequise como foram suas vidas amorosas, e aprenda com elas como você pode fazer de diferente ou não na própria.

Durante o começo da paquera 

  • Marque sempre o encontro num local seguro, no qual você vai se sentir bem, e preferêncialmente durante o dia, no caso do primeiro encontro. Evite também consumir bebidas alcoólicas. Esteja no controle da situação sempre.
  • Tenha bem claro qual é o seu perfil de interesse e se a pessoa tem os mesmos gostos e os mesmos desejos que você. Caso você não sinta esta sintonia, parta para outra.
  • Use o máximo de recursos possíveis para conhecer pessoas: vá aos eventos que te fazem feliz, marque encontre pelos sites de relacionamentos como o citado acima, peça para amigas indicarem lugares, etc.

Depois de começar a paquera 

  • Mesmo que você queira ignorar os sinais, eles são bastante claros, por isso fica muito difícil deixá-los passar despercebidos. Dessa maneira, se as coisas estão indo bem é porque está tudo ok, caso contrário, há algo errado. Depois de alguns encontros já dá para perceber qual é da outra pessoa, se ela tem interesse ou não em manter o relacionamento e também quais são as suas intenções. Isso não deve ser ignorado, se você sente algo dentro de si falando sobre o relacionamento não ignore.
  • Deixe sempre muito claro o que você quer. Por exemplo, se você quer uma família, você tem que falar sobre o assunto, não tenha medo de espantar candidatos. Não é porque você quer isso que você vai tomar a decisão correndo com a primeira pessoa, você também quer encontrar a pessoa ideal.
  • Não tenha medo de ficar sozinha, te levando a aceitar menos do que você mereça. Antes de tudo crie a sua vida e abra chances para novas oportunidades. Conheça bastante gente através de encontros, seja eles com conhecidos digitais ou físicos. Cultive-se e a pessoa certa vai aparecer!

Se você se interessou por este artigo, recentemente escrevemos sobre casais negros que além de manterem relacionamento amorosos também mantém relacionamentos de negócios. No artigo, você tem acesso há três histórias de parceiras de sucesso.

O que você achou do nosso Pequeno Guia de Empoderamento Feminino Negro na Hora da Paquera? Você concorda com os 9 pontos? Você conhece alguma mulher negra que está tendo dificuldade de começar um relacionamento sério? Você é uma mulher negra que já passou por problemas na sua vida amorosa? Não deixe de comentar com as suas opiniões e também de compartilhar este artigo com todos que possam usufruí-lo da melhor maneira o possível! Até a próxima.

 

 

 

Arnaldo Tifu lança música ‘Vacilômetro’, com Thaide e Erick Jay

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Ao lado de Thaíde, Arnaldo Tifu acaba de lançar a música “Vacilômetro”, que tem instrumental de Nixon Silva e traz o DJ bicampeão mundial, Erick Jay nas pickups.

A gravação foi feita no Estúdio Ekord e tem mixagem e masterização de Cesar Pierri.

A track, composta a quatro mãos, dá uma ideia certeira, fala sobre pessoas arrogantes e invejosas, também tidas como “vacilonas”.

Confira!

Monólogo indicado ao Prêmio Shell 2018 estreia no Centro do Rio de Janeiro

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O ator, produtor e diretor da Companhia Teatral Queimados Encena, Leandro Santana, ao longo dos seus 22 anos de carreira, estreia com o monólogo “Lima entre Nós – Estudo Compartilhado a Atualidade de Lima Barreto” em sua terceira temporada. Indicado ao Prêmio Shell 2018 pela atuação, Leandro, por meio do personagem, volta ao início do Século XX, época em que Lima vivenciava e escrevia crônicas do cotidiano e do cenário político. O espetáculo já foi assistido por mais de 2 mil pessoas em suas temporadas anteriores e fica em cartaz de 5 a 27 de setembro, todas as quartas e quintas-feiras, às 19h, no Teatro Dulcina, no Centro do Rio de Janeiro.

“Durante quatro anos acalentei o desejo de produzir um espetáculo sobre a vida e a obra de Afonso Henriques de Lima Barreto. Conheci sua obra através de minha mãe, historiadora Conceição Santanna, e na Universidade das Quebradas, graças a Heloísa Buarque de Holanda, e através de Beatriz Rezende, Aderaldo Luciano e Beá Meira, entendi melhor quem era Lima Barreto. Pensei em formas variadas, e pessoas diversas para construir este projeto, e convidando a atriz e diretora Marcia do Valle, ele começou a ser formatado ainda em 2015”, conta Leandro

Quem foi Lima Barreto?

Afonso Henriques de Lima Barreto foi um homem negro que, no alvorecer do século XX, escreveu artigos em defesa das mulheres, criticou ferozmente a República Brasileira e opôs-se aos modismos internacionais que dominavam sua época em detrimento dos hábitos e costumes de nossa matriz cultural.

O interprete

Foto: Walter Mesquita

Leandro Santanna tem participação em curtas de cineastas, como Miguel Prewodowski e Rosane Svartman, e nos longas “Preto no Branco”, “Made In China” e “Filhos de Bach”. Na TV fez participações especiais em Malhação, Cama de Gato, O Astro, Cordel Encantado, Boggie Oggie, Império, Babilônia, Filhos da Pátria e participação fixa na trama de Avenida Brasil, com o personagem ‘Herculano’. No teatro, já atuou em aproximadamente 30 espetáculos, entre eles: Com o Rio na Barriga, O Anjo Negro, Romeu e Julieta,Passo a passo no Paço, Copacabana 2010, O Auto da Compadecida entre outros.

Os ingressos custam R$ 30 (inteira), R$ 15 (meia), R$ 10 (lista amiga). Para mais informações sobre: santannaproducoesartisticas@gmail.com.

Terceira edição do ‘Miss e Mister Guetto’ será realizada no dia 15 de setembro em Salvador

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O concurso “Miss e Mister Guetto” tem alcançado grande visibilidade no mercado da moda brasileiro, tendo como propósito mostrar que concursos de beleza podem revelar grandes talentos. A terceira edição do evento será realizada no dia 15 de setembro, às 19h, no Teatro do Irdeb, na Federação, em Salvador.

Os atuais vencedores do concurso, Joseã Santos, morador da Praia do Forte e Leilane Paim, de Cajazeiras V, entrega, a faixa e a missão aos novos escolhidos, que terão que mostrar graça, beleza, elegância e simpatia ao time de jurados que é bem criterioso.

Bagagery Spilberg volta como a apresentadora da noite em que 12 rapazes e 12 moças irão concorrer à faixa do título de Miss e Mister Guetto, além de premiação para os três primeiros selecionados em cada categoria. A GRV Modas, de Guegueu Almeida, promoverá um desfile para abrilhantar a noite mostrando a sua nova coleção primavera/verão.


“Salvador tem muitas joias brutas que estão só aguardando um bom olho e um polimento para que apareçam em desfiles, fotos e comerciais de TV. É nessa seara que a Xtreme Model entra e através dos concursos que realiza e das inscrições via site deixam disponíveis os modelos”, explica Jomar Sousa, idealizador do concurso.

Os ingressos podem ser adquiridos no local, no dia do evento, por R$20 (inteira) e R$10 (meia entrada). Mais informações podem ser obtidas por meio do telefone (71) 99206-2171.

Ciclo de palestras no SESC SP homenageia centenário de Nelson Mandela

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A Fundação Nelson Mandela organizou o lançamento internacional do livro “Nelson Mandela: Cartas da Prisão“, devido a ocasião do centenário do nascimento de Mandela. O livro reúne cartas inéditas escritas pelo ex-presidente da África do Sul durante os 27 anos de seu encarceramento.

Em parceria com a Editora Todavia, responsável pela publicação do livro no Brasil , o Serviço Social do Comércio (SESC) de São Paulo presta uma homenagem a Nelson por meio de um ciclo de palestras que reúne especialistas para discutirem temas que emergem de algumas dessas cartas.

Confira a programação:

10/9 – 15h30 às 17h30 / Contexto sul-africano nas décadas de 1950-1960: o Partido Comunista

O processo que conduziu à estruturação do regime do Apartheid na África do Sul foi acompanhado pela luta antirracista. Apesar dos anos 1960 representarem um período de mudanças substanciais no espaço africano, a partir do grande número de independências e da ampla condenação ao regime do Apartheid, as democracias ocidentais não pretendiam auxiliar os movimentos de libertação da África do Sul. Entretanto, o Congresso Nacional Africano (CNA) tinha um grande aliado, o Partido Comunista Sul-Africano que ofereceu a base do pensamento revolucionário (teórico, tático e estratégico), e o auxiliou em uma aproximação com a União Soviética e com os demais países socialistas.

Com Analúcia Danilevicz Pereira, doutora em História/UFRGS, Professora de Relações Internacionais e dos Programas de Pós-Graduação em Estudos Estratégicos Internacionais e Ciência Política/UFRGS. Coordenadora do Centro Brasileiro de Estudos Africanos – CEBRAFRICA/UFRGS.

Dia 12/9 – 10h30 às 12h30 / Mandela, o homem

Palestra baseada na tese de doutorado de Luiz Caldeira, na qual focaliza o discurso narrativo em primeira pessoa de Nelson Mandela, principalmente no que diz respeito à sua desconstrução do mito. Luiz Caldeira é mestre e doutor em Linguística do Texto e do Discurso pela Universidade Federal de Minas Gerais.

Dia 21/9 – 15h30 às 17h30 / Direitos Humanos na África do Sul durante o Apartheid

A palestra tem o intuito de realizar uma análise acerca da maneira que os direitos humanos eram entendidos e tratados no decorrer do regime do Apartheid, de modo a atribuir um caráter histórico a tais conceitos e a sua sistemática violação desde a implementação do Apartheid até o período de transição para a democracia e na formação de uma nova sociedade. Para tal partiremos da atual sociedade sul-africana refletindo acerca de sua inserção dentro de uma economia globalizada e como o Congresso Nacional Africano (ANC) buscou romper com o regime de segregação.

Com Danilo Fonseca, doutor em História Social pela PUC, com Mestrado, bacharelado e licenciatura em História pela PUC-SP e bacharelado em Ciências Sociais pela USP. Atualmente é professor da UNICENTRO. Também é coordenador do Núcleo de Estudos Étnico Raciais (NEER).

Informações e inscrições pelo site http://sescsp.org.br/cpf ou nas unidades do Sesc no Estado de São Paulo,

Baile Black Bom realiza nova edição no Imperator

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Com a proposta de unir cultura e entretenimento, valorizando a cultura negra, a quinta edição do Baile Black Bom está marcado para acontecer no feriado do dia 7 de setembro, Dia da Independência do Brasil, no Imperator – Centro Cultural João Nogueira, o maior espaço cultural da Zona Norte do Rio de Janeiro, trazendo o melhor da Black Music.

Realizado pela banda Consciência Tranquila, revelação do programa SuperStar 2015, o grupo conta com Alan Camargo (The Voice 2018) nos vocais. O evento também contará com a participação de outros “The Voicers”, como Nina Black, Damiana Sadili, Dimadu e Andressa Hayalla.

No palco a banda Consciência Tranquila interpreta grandes clássicos do gênero. Nas carrapetas o DJ Flash agita a pista com o melhor do Flashback, Charme e Hip Hop. Em paralelo acontece também a Feira Cultural Negra, com moda, artesanato e literatura.

Sobre o Baile Black Bom

O projeto é uma ocupação Criativa do Espaço Urbano, iniciada em 2013 no Quilombo Pedra do Sal, região portuária do Rio de Janeiro. A proposta é valorizar a cultura negra através da Black Music e do Afro empreendedorismo com feira de moda e gastronomia, capacitação de afro empreendedores, atividades culturais, e uma viagem no tempo da Black Music com releituras dos maiores clássicos do gênero executados ao vivo pela banda Consciência Tranquila – coletivo de Black Music, formado por cantores, rappers, músicos e Djs,

Por meio dessa iniciativa, o baile recebeu as chancelas do Programa Favela Criativa, do Ações Locais Rio 450, se apresentou no palco principal do Boulevard Olímpico e nas principais casas de show da cidade, como Circo Voador, Fundição Progresso e Imperator – Centro Cultural João Nogueira. A partir dessa rede de artistas, empreendedores, produtores e instituições, em 2017 esse movimento cria uma sede chamada INSTITUTO BLACK BOM, primeiro espaço de coworking para afro empreendedores do Rio de Janeiro, desenvolvendo uma rede de trabalho colaborativa, e se tornando um espaço de referência, capacitação, convivência e consumo consciente entre a comunidade negra e não-negra.

Mais informações sobre o evento: (21) 2597-3897 (das 9h às 12h/13h às 18h).

Animação traz amor preto, representatividade e muita reflexão no clipe Luciane Dom

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Do ponto de vista midiático , corpos negros precisam ser naturalizados para poderem ser humanizados. Se as novas gerações ainda carregam os mesmo preconceitos e racismo é porque nós negros ainda somos representados da mesma forma. Cansados de esperar, muitos de nós arregaçaram as mangas e a cada dia de forma mais precisa e talentosa, têm entregado trabalhos áudio-visuais impecáveis.

Uma alegria para os olhos e um calor para o coração é o novo clipe da cantora, Luciane Dom, Todo Cuidado, cuja canção faz parte do belíssimo álbum Liberte Esse Banzo.  Aliás, todo trabalho de Dom agrada os olhos e os ouvidos. E não falo só da cantora  que parece uma pintura, mas a capa do disco e tudo que ela entrega visualmente é puro afroturismo e o vídeo não ficou atrás e o melhor é para toda família.

Arte do álbum Liberte esse Banzo

A história contada por meio da animação de Arnaldo de Pádua com direção e roteiro escrito por Davidson Ilarindo mostra uma menina e um menino negros que se conhecem em uma escola de maioria branca e como relação deles se desenvolve até a fase adulta, mas com muita reflexão sobre o que ser negro no Brasil nos dias de hoje. 

“Eu fico vendo e pensando que a gente conseguiu chegar num resultado muito legal e sutil porque tem uma coisa de fantasia, porém tem uma crítica forte, só que você percebe a crítica a partir do momento em que você começa a criar empatia com os personagens “, diz Arnaldo de Pádua.

Mesmo com um lado mais provocativo da animação, o amor preto, colorido e apaixonante do casal ao som de Todo Cuidado  e a voz de anjo de Luciane é uma injeção de autoestima na  comunidade negra. 

“É necessário que nossas histórias do passado e presente sejam contadas para além da escravidão ou África Antiga; é fundamental que nossas crianças tenham orgulho de sua cor, de sua origem, e isto só é possível se contarmos o nosso “lado negro” da história, aquelas histórias dos nossos antepassados, reis e rainhas, um povo de luta, um povo forte.”diz Luciane.

Confira essa pretinhosidade preciosa. 

Depois de lotar a Cinelândia espetáculo sobre Luiz Gama volta em cartaz

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Luiz Gama foi apagado pela história e esquecido pela educação, ressurgiu agora de corpo e alma no palco. Déo Garcez dá vida a trajetória de Luiz, que foi ex-escravo, jornalista, poeta, advogado autodidata e responsável pela libertação de mais de quinhentos escravos do cativeiro ilegal. Na última semana a homenagem feita a Luiz lotou a Cinelândia, no Rio de Janeiro, com uma apresentação gratuita do espetáculo “Luiz Gama – Uma voz pela liberdade”, em memória dos 136 anos de morte do herói.

Confira: 


Déo é o protagonista, vivendo o próprio Luiz Gama e Soraia Arnoni é a narradora, um escravo e Luísa Mahin, a mãe do abolicionista. As temáticas abordadas vão ao encontro das premissas do Plano Nacional de Implementação das Diretrizes Curriculares Nacionais para Educação das Relações Étnico-raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-brasileira e Africana . A peça se propõe a ser, também, uma atividade de ensino e de promoção das relações étnico-raciais para jovens estudantes.


Graças ao grande sucesso em suas diversas temporadas, o espetáculo entra novamente em cartaz, desta vez no Teatro Glauce Rocha, no do Rio de Janeiro. A peça fica em cartaz de 5 a 27 de setembro, sempre quartas e quintas às 19h.

Capulanas Cia de Arte Negra, apresenta os prazeres da mulher negra na fábula “Ialodês – um manifesto da cura ao gozo”

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O Espetáculo “Ialodês – Um manifesto da cura ao gozo”, da Capulanas Cia de Arte Negra, chega ao centro de São Paulo para uma temporada no Complexo Cultural Funarte. O projeto irá ocupar a Sala Carlos Miranda, de 14 a 30 de setembro, sempre sextas e sábados, às 20h30 e nos domingos às 19h30. Para quem não tem disponibilidade nos finais de semana, tem a opção de assistir as apresentações extras às quartas-feiras, dia 19 e 26 de setembro, às 20h30.

O projeto é o resultado de um longo processo de pesquisa que foi contemplado na contemplado na 29ª edição da Lei de Fomento ao Teatro da Cidade de São Paulo, que busca compreender três aspectos principais da população negra: a autoimagem, a saúde e o prazer.

O espetáculo tem texto de Dione Carlos e direção de Kleber Lourenço e conecta a estética afro futurista e o pensamento teatral contemporâneo, num fazer cênico onde as atrizes Adriana Paixão, Carol Ewaci Rocha, Débora Marçal, Flávia Rosa e Priscila Obaci, dão vida a cinco Ialodês, arquétipo de mulher negra forte e protetora de sua história, que têm suas vidas entrecruzadas pelo desejo de poderem vivenciar os seus diversos prazeres.

“Ialodês” teve sua construção ao longo da realização de oficinas e vivências chamadas pelas Capulanas de ONNIMs (símbolo Adinkra, que quer dizer “quem não sabe, pode saber aprendendo”) e isso permitiu a Cia ter  contato com técnicas corporais e preparação vocal, além dos muitos relatos de outras mulheres, sobre suas próprias vivências e experiência cotidianas. O resultado que se vê no palco é a união entre a estética afro futurista, o processo criativo da Cia e a biografia de mulheres da zona sul da cidade de São Paulo.

A construção da encenação é do diretor e pesquisador Kleber Lourenço, que é parceiro da Cia há seis anos e acompanha o projeto desde o espetáculo “Sangoma”, que explorou a construção de espaços de saúde, internos e externos, para a mulher negra. Em “Ialodês”, Kleber propõem uma cena onde múltiplas plataformas de arte se convergem, na construção de narrativas paralelas.

A direção musical é assinada por Naruna Costa, com trilha sonora original de Danielle Lima (Dani Nega). Compõem ainda a construção cênica os trabalhos de Gil Oliveira, a cenografia de Clau Carmo e os figurinos de Isaac Silva.

O espetáculo circulará pelas cinco regiões da cidade de São Paulo, em espaços do fazer criativo de outros grupo e coletivos de teatro, dando continuidade a investigação da espacialidade como marca da linguagem da Cia.

Para mais informações sobre o projeto, acesse:  www.capulanas.art.br.

Primeiro Festival de Música Negra de Porto Alegre será em setembro

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A cidade de Porto Alegre recebe o primeiro festival de música negra, intitulado “Porongos”, com o intuito de trazer a história dos Lanceiros Negros para dentro da Semana Farroupilha. Os artistas Camila Toledo, Gilberto Oliveira, Negra Jaque, Saskia e a banda Ivy King irão se apresentar no evento, que acontecerá no dia 19 de setembro (véspera do feriado farroupilha), na casa de shows Bate que fica localizado na rua João Alfredo, 701, a partir das 23hrs.

Com produção de Daniele Rodrigues e Thaise Machado que juntas também coproduzem a Segunda Negra. O festival irá arrecadar alimentos, materiais escolares e de higiene que devem ser direcionados para o projeto de educação étnico-social ORI INU.

Segundo a organização, “a música foi e será uma das principais ferramentas de combate ao racismo e de denunciar preconceitos. A partir disso, o Festival Porongos de Música Preta Independente, nasce. Em forma de manifesto! Tornando presente e dando notoriedade a história dos Lanceiros Negros, que lutaram na Guerra Civil Farroupilha, em troca de sua liberdade”.

Para obter mais informações sobre o Festival, acesse: https://www.facebook.com/events/242416423084109.

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