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CPI sobre violência contra a juventude negra

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A coleta de assinaturas iniciou na manhã deste domingo (1), durante a posse dos(as) novos(as) parlamentares

No último domingo (1), a bancada do Partido dos Trabalhadores na Câmara dos Deputados iniciou coleta de assinaturas a fim de instalar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a violência contra a juventude negra no Brasil. Na data, ocorreu também a posse dos parlamentares que irão integrar a Câmara pelos próximos quatro anos.

A ministra da Igualdade Racial, Nilma Lino Gomes, fez-se presente na posse dos novos parlamentares e reuniu-se com o deputado federal Vicentinho (PT/SP), líder do PT na Câmara e primeiro negro a tornar-se líder da bancada do partido.

O encontro incluiu conversas referentes às perspectivas e projetos para a nova legislatura e a outras questões ligadas à pauta da igualdade racial, como a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIN) 3.239 que questiona a constitucionalidade do Decreto 4.887, de 2003, que regulamenta o procedimento para identificação, reconhecimento, delimitação, demarcação e titulação das terras quilombolas.

A ministra saudou o deputado pelo novo mandato e comprometeu-se em compartilhar a agenda legislativa da SEPPIR para o ano de 2015. Vicentinho também parabenizou a ministra pelo cargo, e afirmou que pretende estreitar as relações do seu mandato com o órgão de igualdade racial.

 CPI sobre violência contra jovens negros

A proposta da CPI sobre a violência contra a juventude negra, apresentada à Câmara no início desta legislatura via requerimento do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), é apurar as causas, razões, consequências, custos sociais e econômicos da violência, morte e desaparecimento de jovens negros no Brasil.

De acordo com o Plano Juventude Viva, coordenado pela Secretaria Nacional de Juventude (SNJ), Secretaria-Geral da Presidência da República e Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR), os homicídios são a principal causa de morte de jovens de 15 a 29 anos no Brasil e atingem especialmente jovens negros do sexo masculino, moradores das periferias e áreas metropolitanas dos centros urbanos.

Fonte>: Coordenação de Comunicação da SEPPIR

Angolanos buscam emprego no Brasil

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Bilongo Lando Domingos, 32 anos, é cabeleireiro e há 13 anos mora no Rio de Janeiro. Angelina Sissa João, 26 anos, é estudante e desembarcou há dois anos na cidade para estudar marketing. Cabingano Manuel é jornalista, com especialização em administração, e chegou há quatro anos para trabalhar como correspondente de uma emissora de TV. Todos são angolanos e escolheram o Brasil em busca de melhores condições de vida e de oportunidades profissionais.

De acordo com o Ministério da Justiça, vivem no Brasil cerca de 12,5 mil angolanos, sendo 3,7 mil residentes. Boa parte chegou ao Rio e a São Paulo durante a guerra civil naquele país, entre 1990 e o início de 2000, quando o Brasil concedia refúgio àqueles que deixavam o país. É o caso de Bilongo, que saiu de Luanda, capital de Angola, para não ser recrutado.

Bilongo Lando é cabeleireiro especializado em cortes masculinos estilizados (Foto: Tânia Rêgo)

“Eu queria muito sair. O país estava em guerra e nós, jovens, naquela época com 16 e 17 anos, com porte físico, éramos alvo, no sentido de que as Forças Armadas do país precisavam de jovens para poder lutar e eu não queria isso, aquela guerra não valia a pena”, contou Bilongo, que hoje é cabeleireiro especializado em cortes masculinos estilizados, no centro da capital fluminense.

Ele escolheu o Brasil pela língua e pela proximidade cultural. “Os brasileiros têm muito respeito por nós, se identificam com a música, as cores, o jeito de ser”, lista.

Angelina Sissa veio em busca de qualificação profissional. Incentivada por parentes que estudaram no Rio e voltaram para Angola, ela se matriculou em marketing. “O Brasil tem mais experiência nessa área.” Há dois anos ela estuda em uma universidade particular e mora na Tijuca, na zona norte. Para Angelina, a escolha pelo Brasil também se deve à proximidade cultural.

Angelina Sissa, 26 anos, estudante.Tânia Rêgo/Agência Brasil

“O ambiente aqui é próximo ao de Angola: a maneira de ser [dos brasileiros] não foge muito [do que é lá], são pessoas abertas, que gostam de conversar, simpáticas”, destacou.

Cabingano Manuel chegou para fazer mestrado em comunicação e cursar pós-graduação em administração. De correspondente internacional no Continente Americano, ele foi alçado a representante da Televisão Pública de Angola (TPA). Jornalista, revelou que conheceu o Brasil dando palestras na Bahia e há quatro anos resolveu vir para morar com a família. “Minha decisão de vir foi primeiramente acadêmica, só depois disso vieram as outras coisas [o trabalho]”, disse.

Manuel também assegura que as semelhanças entre a cultura brasileira e angolana foram determinantes em sua decisão. “É muito mais prático reencontrar-me, adaptar-me ao Brasil do que a Portugal ou a outro país: as ruas, as pessoas, os hábitos e costumes são muito parecidos aos de Angola e, particularmente, aos de Luanda”, revelou. Entre seus programas favoritos de fim de semana estão caminhar na Praia de Copacabana e visitar pontos turísticos.

A facilidade de se comunicar – os dois países têm a língua portuguesa como idioma oficial – ajudou a atrair os imigrantes, diz Luiz Fernando Godinho, porta-voz do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur). Por causa da guerra, o Brasil chegou a receber cerca de 1,7 mil angolanos e, durante muitos anos, eles foram o maior grupo de refugiados no país.

“Essa população [de refugiados] foi diminuindo. Hoje, os angolanos são o terceiro maior grupo, entre os cerca de 7,2 mil refugiados, de 80 nacionalidades. A maioria é formada de pessoas vindas da Síria (1,2 mil) e da Colômbia (1 mil)”, informou Godinho. O número de angolanos com refúgio – que atualmente está em 873 – tende a cair mais, uma vez que eles têm trocado essa condição pela residência.

O porta-voz da Acnur conta que, com o fim da concessão de refúgio, o Brasil fez um programa de repatriação para permitir a volta dos refugiados ao país africano, mas que nenhum angolano se inscreveu. “É um sinal de que o Brasil cumpriu bem seu papel de receber, de fornecer meios para reconstruir a vida e se integrar”, avaliou. “O acolhimento pelo país deu certo.”

SP: Lançamento da Marcha das Mulheres Negras 2015

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Desde 1992, a partir do I Encontro de Mulheres Afro-Latino-Americanas e Afro-caribenhas, o 25 de julho é celebrado como o dia internacional da luta e da resistência da mulher negra. E é nesta data que o núcleo que impulsiona a Marcha das Mulheres Negras 2015, em São Paulo, convida todas as mulheres para uma noite de debate e para o início de uma mobilização nacional. Neste encontro, homenagearemos Carolina Maria de Jesus.

A Marcha foi idealizada em Salvador-BA, por ocasião do Encontro Paralelo da Sociedade Civil para o Afro XXI: Encontro Ibero Americano do Ano dos Afrodescendentes (16 a 20 de novembro de 2011) e será gestada até 13 de maio de 2015. Trata-se de uma iniciativa de articular as mulheres negras brasileiras. A intenção é conseguir aglutinar o máximo de organizações de mulheres negras, assim como outras organizações do Movimento Negro, sem dispensar o apoio de organizações de mulheres e de todo tipo de organização que apoiem a equidade sócio-racial e de gênero.

Serviço: Lançamento das Marchas das Mulheres Negras 2015
Dia: 25/07
Horário: 19h
Local: Casa do professor: Rua Bento Freitas, 71
Centro – SP
#Marcha2015MulheresNegras
Organização: Núcleo Impulsor do Estado de São Paulo
Site oficial:http://2015marchamulheresnegras.com.br/marcha-em-curso

Manifesto da Marcha das Mulheres Negras 2015 contra o Racismo e a Violência e pelo Bem Viver

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Nós, mulheres negras brasileiras, descendentes das aguerridas quilombolas e que lutam pela vida, vimos neste 25 de Julho – Dia da Mulher Afrolatinoamericana e Afrocaribenha denunciar a ação sistemática do racismo e do sexismo com que somos atingidas diariamente mediante a conivência do poder público e da sociedade, com a manutenção de uma rede de privilégios e de vantagens que nos expropriam oportunidades de condição e plena participação da vida social.

Nesta data vimos visibilizar a incidência do racismo e do sexismo em nossas vidas, assim como as nossas estratégias de sobrevivência, nosso legado ancestral e nossos projetos de futuro e afirmar que a continuidade de nossa comunidade, da nossa cultura e dos nossos saberes se deve única e exclusivamente, a nós, mulheres negras. Transcorrido esse marco histórico e a atualidade de nossas lutas, nos valemos do Dia da Mulher Afrolatinoamericana e Afrocaribenha para anunciar a realização da Marcha das Mulheres Negras 2015 Contra o Racismo e a Violência e pelo Bem Viver, que realizaremos em 13 de maio do próximo ano, em Brasília.

Somos 49 milhões de mulheres negras, isto é, 25% da população brasileira. Vivenciamos a face mais perversa do racismo e do sexismo por sermos negras e mulheres. No decurso diário de nossas vidas, a forjada superioridade do componente racial branco, do patriarcado e do sexismo, que fundamenta e dinamiza um sistema de opressões que impõe, a cada mulher negra, a luta pela própria sobrevivência e de sua comunidade. Enfrentamos todas as injustiças e negações de nossa existência, enquanto reivindicamos inclusão a cada momento em que a nossa exclusão ganha novas formas.

Impõe-se na luta pela terra e pelos territórios quilombolas, de onde tiramos o nosso sustento e mantemo-nos ligadas à ancestralidade.

A despeito da nossa contribuição, somos alvo de discriminações de toda ordem, as quais não nos permitem, por gerações e gerações de mulheres negras, desfrutarmos daquilo que produzimos.

Fomos e continuamos sendo a base para o desenvolvimento econômico e político do Brasil sem que a distribuição dos ativos do nosso trabalho seja revertida para o nosso próprio benefício.

Consideramos que, mesmo diante de um quadro de mobilidade social pela via do consumo, percebido nos últimos anos, as estruturas de desigualdade de raça e de gênero mantêm-se por meio da concentração de poder racial, patriarcal e sexista, alijando a nós, mulheres negras, das possibilidades de desenvolvimento e disputa de espaços como deveria ser a máxima de uma sociedade justa, democrática e solidária.

Não aceitamos ser vistas como objeto de consumo e cobaias das indústrias de cosméticos, moda ou farmacêutica. Queremos o fim da ditadura da estética europeia branca e o respeito à diversidade cultural e estética negra. Nossa luta é por cidadania e a garantia de nossas vidas.

Estamos em Marcha para exigir o fim do racismo em todos os seus modos de incidência, a exemplo da saúde, onde a mortalidade materna entre mulheres negras estão relacionadas à dificuldade do acesso aos serviços de saúde, à baixa qualidade do atendimento recebido aliada à falta de ações e de capacitação de profissionais de saúde voltadas especificamente para os riscos a que as mulheres negras estão expostas; da segurança pública cujos operadores e operadoras decidem quem deve viver e quem deve morrer mediante a omissão do Estado e da sociedade para com as nossas vidas negras.

Denunciamos as batalhas solitárias contra a drogadição e a criminalização do nosso povo e contra a eliminação de nossas filhas e filhos pelas forças policiais e pelo tráfico, há muito tempo! Denunciamos o encarceramento desregrado de nossos corpos, vez que representamos mais de 60% das mulheres que ocupam celas de prisões e penitenciárias deste país.

Ao travarmos batalhas solitárias por justiça num quadro de extrema violência racial, denunciamos a cruel violência doméstica que vem levando aos maus tratos e homicídios de mulheres negras, silenciados em dados oficiais. Lutamos pelo fim do racismo estrutural patriarcal que promove a inoperância do poder público e da sociedade sobre a exterminação da nossa população negra .

Estamos em marcha para reivindicamos o livre culto de nossas divindades de matriz africana sem perseguições, nem profanações e depredações de nossos templos sagrados.

Estamos em marcha contra a remoção racista das populações das localidades onde habitam.Lutamos por moradia digna; por cidades que não limitem nosso direito de ir e vir e contra a segregação racial do espaço urbano e rural; por transporte coletivo de qualidade; por condições de trabalho decente nas diferentes profissões que exercemos. Valorizamos nosso patrimônio imaterial em terreiros, escolas de samba, blocos afros, carimbó, literatura e todas as demais manifestações culturais, definidoras da nossa identidade negra.

Estamos em marcha porque somos a imensa maioria das que criam nossos filhos e filhas sozinhas, as chefes de famílias, com parcos recursos e o suor de nosso único e exclusivo trabalho.

Estamos em Marcha:
 pelo fim do femicídio de mulheres negras e pela visibilidade e garantia de nossas vidas;
 pela investigação de todos os casos de violência doméstica e assassinatos de mulheres negras, com a penalização dos culpados;
 pelo fim do racismo e sexismo produzidos nos veículos de comunicação promovendo a violência simbólica e física contra as mulheres negras;
 pelo fim dos critérios e práticas racistas e sexistas no ambiente de trabalho;
 pelo fim das revistas vexatórias em presídios e as agressões sumárias às mulheres negras em casas de detenções;
 pela garantia de atendimento e acesso à saúde de qualidade às mulheres negras e pela penalização de discriminação racial e sexual nos atendimentos dos serviços públicos;
 pela titulação e garantia das terras quilombolas, especialmente em nome das mulheres negras, pois é de onde tiramos o nosso sustento e mantemo-nos ligadas à ancestralidade;
 pelo fim do desrespeito religioso e pela garantia da reprodução cultural de nossas práticas ancestrais de matriz africana;
 pela nossa participação efetiva na vida pública.

Buscamos num processo de protagonismo político das mulheres negras, em que nossas pautas de reivindicação tenham a centralidade neste país. Nosso ponto de chegada e início de uma nova caminhada é 13 de maio de 2015 – Dia Nacional de Denúncia contra o Racismo – em Brasília/DF.

Conclamamos, a todas as mulheres negras, para que se juntem a esse processo organizativo, nos locais onde estiverem, e a se integrarem nessa Marcha pela nossa cidadania.

Imbuídas da nossa força ancestral, da nossa liberdade de pensamento e ação política, levantamo-nos – nas cinco regiões deste país – para construir a Marcha das Mulheres Negras contra o Racismo e a Violência e pelo Bem Viver, para que o direito de vivermos livres de discriminações seja assegurado em todas as etapas de nossas vidas.

ESTAMOS EM MARCHA !

“UMA SOBE E PUXA A OUTRA!”

Brasil, 25 de Julho de 2014.

Comitê Impulsor Nacional da Marcha das Mulheres Negras contra o Racismo e a Violência e pelo Bem Viver 2015

VIRADA CULTURAL MULHER NEGRA E CIA

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Instituto Mulher Negra e Cia celebra do Dia Internacional da Mulher Negra com dois dias de celebração repletos de música, workshops e comprinhas.

virada mulher negra

O Dia Internacional da Mulher Negra, comemorado em 25 de julho, é mais do que uma data comemorativa; é um marco internacional da luta e resistência da mulher negra contra a opressão de gênero, o racismo e a exploração de classe. Foi instituído, em 1992, no I Encontro de Mulheres Afro-Latino-Americanas e Afro-caribenhas, para dar visibilidade e reconhecimento a presença e a luta das mulheres negras nesse continente.

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A data consta  no calendário da prefeitura de São Paulo, em forma de lei , e no ultimo dia 2 de julho foi sancionada prela presidente Dilma, portanto a data passa a fazer  parte do calendário federal , como uma data  a ser comemorada .

 

O Instituo Mulher Negra e Cia, acredita que a data deva ser comemorada  em forma de festa , alegria , mas também com muita reflexão ,pois a mulher negra ainda se encontra na base da pirâmide  social.

 

Em parceria  com a SMPIR- Prefeitura da Cidade de São Paulo,  algumas empresas do setor privado tais como :Coca – Cola Brasil, Bombril entre outros,  contamos  também com  o apoio   do  terceiro  setor para realizarmos  uma grande festa nos  dias  25 ( Dia Internacional da Mulher Negra ) e 26 de julho, no CENTRO CULTURAL RIO VERDE – VILA MADALENA – SÃO PAULO APRTIR DAS 10:00HS durante  os dias 25( sexta-feira) e 26 ( sábado ), estaremos  realizando no espaço  Centro Cultural Rio Verde

 

VIRADA CULTURAL MULHER NEGRAE  CIA- APRESENTANDO   NEGRALI, IVO MEIRELLES, IVISON PESSOA E BUKASSA, DJS  CONVIDADOS – ATROR  JORGE  DE AS E DJ DONY.

DIA 25 DE  JULHO OFICINA- PRODUCAO CULTURAL E CONFECAAO DE PROJETO CULTURAL- 150 VAGAS – GRATIS

 

NOS  DIAS 25 E 26 – Exposição de Artes, Amostra de Filmes; Exposição de Livros e Artigos Africanos; Expo Mulher Negra e Cia; Dança;Shows Pé na África, Negra Lee, Ivo Meirelles, Ivson Pessoa e Banda; Dj Jorge de Sá e Dj Dony; Praça de Alimentação, barraca de acarajé; Oficinas de moda, beleza, maquiagem, amarração de turbante; e workshop de produção cultural ( GRATIS)…TUDO ISSO TEM INICIO   NO DIA 25.07 as 10hs e terminando 26.07 as 20hs

 

 

CENTRO CULTURAL RIO VERDE – VILA MADALENA – SÃO PAULO APRTIR DAS 10:00HS durante  os dias 25( sexta-feira) e 26 ( sábado ), estaremos  realizando no espaço  Centro Cultural Rio Verde :

 

AS OFICINAS  E  WORKSHOP  SÃO GRATIS .

LOCAL – CENTRO CULTURAL RIO VERDE –  RUA BELMIRO BRAGA- VILA MADALENA -SÃO PAULO

DATA – DIAS 25 E 26 DE julho.

HORARIO – DIA  25  DAS 10:00 AS  00:00 HS , DIA 26 DAS 10:00  AS 21:00  HS

OFICINAS  E WORKSHOP  GRATIS

FACE – @MULHER NEGRAE CIA

FACE – @VIRADA CULTURAL MULHER NEGRA E CIA

FACE – @ CENTRO CULTURAL RIO VERDE

Afrofest em São Paulo vai até dia 11 de julho

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Afrofest-SP leva série de shows gratuitos ao

Centro Cultural São Paulo

Fabiana Cozza, Samba da Lage, Rashid e Projeto Nave e Poesia Samba Soul, entre outras grandes atrações, integram a programação musical

O AFROFEST-SP, evento que reúne diversidade e entretenimento durante o período da Copa do Mundo, traz uma programação rica em shows entre os dias 25 de junho e 11 de julho de 2014 no Centro Cultural São Paulo. A cantora Fabiana Cozza, o grupo Poesia Samba Soul, Samba da Lage, Soul Session, Umoja, Super Soul e o rapper Rashid e Projeto Nave realizam espetáculos com ENTRADA FRANCA. O objetivo do AFROFEST-SP é revelar para estes dois públicos uma São Paulo rica em singularidade cultural através de grupos, coletivos e movimentos culturais e, também, apresentar a diversidade da cultura negra como resposta ao racismo e discriminação racial dentro do campo, não só no Brasil, bem como em outros países pelo mundo. O projeto é realizado pela Secretaria Municipal de Promoção da Igualdade Racial e Instituto Feira Preta, em parceria com o Sesc.

Pela Internet, o público poderá acessar um calendário de atividades virtual localizando todas as iniciativas na plataforma online: www.afrofestsp.com.br.

Programação para os próximos dias:

Dia 02 de Julho (quarta-feira)

Fabiana Cozza

afrofest

Das 20h 30 às 21h 50

A paulistana Fabiana Cozza (38) chega aos 17 anos de carreira com solidez. Considerada por críticos e público uma das importantes intérpretes da música brasileira contemporânea, sua caminhada passa pelo teatro, pela dança e pela música. Vencedora do Prêmio da Música Brasileira 2012 – Melhor Cantora de Samba, Cozza atuou em musicais com temática brasileira no início da vida artística, aprimorando sua expressão cênica e interpretação, qualidades que saltam aos olhos de qualquer expectador. No currículo, a experiência de cantar ao lado de nomes respeitados como Elza Soares, Leny Andrade, João Bosco, Zimbo Trio, Francis Hime, Ivan Lins, Leci Brandão, Dona Ivone Lara, Luiz Melodia e Orquestra Jazz Sinfônica. E também talentos jovens e de sua geração como Emicida, Rappin Hood, Aloisio Menezes, Sergio Pererê, Karynna Spinelli, Thiago Delegado, Antônio Loureiro, Yaniel Matos, Adriana Moreira, Luciana Alves, Renato Braz, Quinteto em Branco e Preto entre tantos outros. No exterior tem sido convidada por grandes personalidades do jazz internacional como o saxofonista Sadao Watanabe (Japão) e se apresentado em diferentes países e festivais do gênero em: Israel, Alemanha, França, Canadá, EUA, Bulgária, Chile.

Dia 11 de Julho (sexta-feira)

 

Projeto Nave e Rashid

Das 20h 30 às  21h 50

 

O rapper Rashid divide o palco com a banda Projetonave e apresenta o repertório do seu terceiro disco, Que Assim Seja, com rimas sobre o país, a política, a amizade, o amor e a própria música.
Rashid nasceu na zona norte de São Paulo e aos 16 anos já participava de batalhas de Freestyle. Hoje um dos principais artistas brasileiros da cena hip hop, prepara um novo disco, para ser lançado neste ano. O Projetonave acumula experiência de acompanhar rappers com a participação no programa Manos e Minas, da TV Cultura. Tem dois álbuns gravados em seus 13 anos de estrada e é composto por DJ B8, Akilez, Daniel Gralha, Alex Dias, Marcopablo, Flávio Lazzarini.

 

Serviço

 

Afrofest – SP – Centro Cultural São Paulo

Rua Vergueiro, 1000 (11)  3397-4002

Entrada Franca

Classificação Etária: Livre

 

 

No mês das noivas, site especializado para negras lança app para celulares

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O blog Negras no Altar, criado em fevereiro de 2012, primeiro site brasileiro de casamento para mulheres negras, busca preencher a lacuna encontrada pelas noivas durante o planejamento do casamento. Há dois anos, o site vem mostrando a beleza negra e as tendências de casamentos para mulheres que não se veem representadas em publicações do segmento.

O site tem o objetivo de auxiliar as noivas a encontrar artigos, serviços e produtos voltados para as especificidades das mulheres negras, tais como as relacionadas a penteados e maquiagens, por exemplo.

Editorial noivas 03Para noivas em geral, existem dificuldades durante o processo de organização do casamento, para as mulheres negras ainda são acrescentadas as especificidades dos vários tons de pele negra e cabelos. A falta de informações especializadas sobre esses temas está entre as principais queixas das mulheres.

Nos últimos dois anos, o Blog Negras no Altar tornou-se referência para noivas negras durante a organização do casamento. Nesse período, o Blog já recebeu a visita de 260 mil internautas, cerca de 20 mil visitas mensais, além de possuir uma fanpage com mais de 11 mil seguidores. Em suas páginas, as leitoras e noivas encontram histórias, experiências, dicas, tendências e um ambiente aberto ao diálogo. Atualmente, o blog procura estar mais próxima ao seu público, seja com a criação de grupo de discussão em redes socais ou com o lançamento do aplicativo para celulares, App Negras no Altar (http://app.vc/negrasnoaltar).

Panorama das Artes Negras: evento pretende discutir a atual produção cultural afro brasileira

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Da Redação

Provocar reflexões sobre qual é o espaço da cultura negra na cidade de São Paulo, formar público para o consumo dessas produções e perceber qual é a real visibilidade que estas artes têm em relação à midia e ao mercado cultural. Este é o principal objetivo da PÍLULA DE CULTURA FEIRA PRETA 2014, uma parceria entre o Instituto Feira Preta o Centro Cultural São Paulo que volta neste ano com uma série de eventos denominados Panorama das Artes Negras: Ausências e Presenças. De maio a outubro os encontros reunirão especialistas, profissionais e artistas que discutirão o atual momento das mais diversas manifestações culturais sob o ponto de vista da arte negra. Dia 25 de maio de 2014, a partir das 15h, no Centro Cultural São Paulo (Rua Vergueiro, 1000 – Sala Adoniran Barbosa) acontece o primeiro encontro e a pauta principal é a Literatura.

 

Esta Pílula de Cultura é voltada para estudantes, acadêmicos, pesquisadores, artistas, profissionais da mídia e do mercado cultural e interessados, além de produtores da cena cultural e de todos que queiram ou têm interesse na temática. O evento é constituído de dois momentos: no primeiro uma mesa de debate com reflexões profundas acerca da linguagem artística do mês onde cada convidado acrescenta ao assunto seu ponto de vista e aspectos relacionados às suas pesquisas. No segundo, apresentações artísticas da linguagem discutida no evento.

Após seis anos de realização as Pílulas de Cultura aprofundam as reflexões a respeito da produção cultural negra, traçando um panorama da cadeia de produção de linguagens como teatro, dança, artes visuais, literatura e música, levantando importantes questões: onde estão estas produções? Quem está realizando? Quando elas acontecem? De que forma ou formato são criadas? Que tipo de público está atingindo? Que espaços esta arte está ocupando e porque? Qual a sua visibilidade em mundo cercado de estereótipos e pré-conceitos?

É fato que o panorama nas artes negras existe. O projeto é uma tentativa de torná-lo mais visível, aos olhos dos produtores e de toda a sociedade, porque por mais que a cultura oriunda da população negra seja a base da nossa sociedade, ela não tem o destaque que merece, assim como a sua própria população”, explica Adriano José, um dos produtores da Pílula. Ao final de cada etapa do evento uma publicação exclusiva será produzida para servir de referência e fruto de pesquisas sobre o assunto. Durante o evento haverá uma Feira de livros com selos, livros e editoras de Literatura para exposição e venda.

Programação Panorama das Artes Negras:

Tema: Ausências e Presenças na Literatura

  •   15h30 às 18h – Roda de Conversa – Tema: Qual é o Panorama das artes Negras: Presenças e Ausências na Literatura

 

Debatedores

 Mediação da mesa: Alexandre Bispo

Mestre  em  Antropologia  Social  pela  FFLCH  /  USP  e  cientista  social  pela  mesma  universidade,  é arte crítico, curador e pesquisador

Mário Augusto Medeiros da Silva

Instituto  de  Filosofia  e  Ciências  Humanas  da  Unicamp. Realizou a tese de doutorado “A descoberta do insólito: literatura negra e literatura periférica no Brasil (1960-2000)” Ele estudou escritores brasileiros que se auto referenciam como negros ou periféricos, destacando o período entre a década de 60 e 2000. Mário aborda o processo produtivo desses escritores, as dificuldades de publicação e as possíveis relações com movimentos sociais.

 Fernanda Rodrigues de Miranda

Mestre pela Faculdade  de  Filosofia,  Letras  e  Ciências  Humanas  com  o  estudo “Os caminhos literários de Carolina Maria de Jesus: experiência marginal econstrução estética”.

Elizandra Souza

Jornalista , escritora  do  livro PUNGA (co-autoria com Akins Kintê) e Águas da Cabaça. Fundadora do Coletivo MJIBA, editora da Agenda Cultural da Periferia e locutora da Rádio Heliópolis. Refletirá sobre a escrita das mulheres negras nas periferias de São Paulo, partindo da sua experiência de 10 anos dentro do cenário da cultura de periferia e da literatura negra até a organização da Antologia Pretextos de Mulheres Negras, que reúne  o trabalho poético de 22 mulheres negras.

Vera Lúcia Benedito

É mestre  e  doutora  em  Sociologia  e  Estudos  Urbanos  pela  Universidade  Estadual de Michigan, nos EUA.  É  também  pesquisadora  na  área  de  relações   étnicorraciais, movimentos  sociais estudos da Diáspora Africana em projetos independentes. Vera Lúcia traz à discussão aspectos a respeito do mercado editorial e suas possibilidades.

Fernanda Felisberto
É doutora em Literatura Comparada pela UERJ e proprietária da Livraria KITABU, que tem a missão de divulgar e fortalecer as produções literárias ficcionais e não-ficcionais voltadas ao universo africano, afrodescendente e, em especial, afro-brasileiro.

Encontro de Literatura e Poesia

Das 18h às 19h30 h

Akins Kintê

 É autor de livros de poesias e coletâneas literárias como Punga (2007) e Prosa e Poesia Periférica (2008). No cinema dirigiu do curta-metragem Vaguei nos livros e me sujei com a m… toda (2007) e o documentário Várzea a bola rolada na beira do coração (2010). Na música, recentemente participou do elogiado disco de estreia do grupo paulistano Aláfia. É conhecido por sua poesia gingada e pela maliciosa teatralidade das suas declamações.

 

Poetas Ambulantes – Coletivo de Literatura e Poesia

Inspirado nos vendedores ambulantes que circulam dentro dos coletivos oferecendo suas mercadores, os Poetas Ambulantes oferecem aos passageiros poesia falada e escrita, em troca apenas de atenção, emoção e interação. A cada mês os Poetas traçam um itinerário diferente sempre em direção a alguma atividade cultural da cidade de São Paulo, percorrendo diversas linhas de ônibus, trens e metrô, declamando e entregando poemas de própria autoria e de autores consagrados.

 Sarau Elo da Corrente

O Coletivo  Literário  Sarau  Elo  da  Corrente  está  localizada  no  bairro  de  Pirituba.  O  sarau, realizado no bar do Santista, é um espaço de encontro da comunidade em torno da literatura, fomentando a produção de conhecimento oral e escrito. Tem  como  objetivo  construir,  de  forma  participativa,  referências  positivas  sobre  o  bairro,  abrindo  um espaço de livre expressão, produção cultural e registro dessa produção. 

Quilomboje Literatura

Grupo  paulistano  de  escritores,  foi  fundado  em  1980  por  CUTI,  Oswaldo  de  Camargo,  Paulo  Colina, Abelardo  Rodrigues  e  outros,  com  objetivo  de  discutir  e  aprofundar  a  experiência  afro-brasileira na  literatura.  O  grupo  tem  como  proposta  incentivar  o  hábito  da  leitura  e  promover  a  difusão  de conhecimentos e informações, bem como desenvolver e incentivar estudos, pesquisas e diagnósticos sobre literatura e cultura negra.

Pílulas de Cultura Feira Preta

Panorama das artes Negras: Ausências e Presenças na Literatura

 Dia: 25 de Maio de 2014

Horário: Das 15h às 20h

Local: Centro Cultural São Paulo – Rua Vergueiro, 1000 – Sala Adoniran Barbosa

 Entrada Franca

“Herança Africana: Reverência a Todos os Africanos que por ali passaram”

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O Centro Afro Carioca de Cinema através de suas ações reforça há 7 anos a importância da influência africana na formação da Identidade da Cultura Brasileira. A criação deste projeto foi a última realização de Zózimo Bulbul, falecido em janeiro de 2013, que sempre valorizou sua raízes africanas. Na primeira edição, desta mostra, em 2012, realizou um grande sonho: criou intervenções artísticas/urbanas/afro brasileiras na Gamboa: fazer uma reverência a todos os africanos que por ali passaram – o lugar de desembarque no Brasil.

 Nós do Centro Afro Carioca de Cinema entendemos que é preciso perpetuar seu legado de intervenções em pontos distintos da Zona Portuária transformando este projeto em edições anuais para as novas gerações.

Este projeto visa valorizar a memória das manifestações culturais da população da região portuária, estimulando seu reconhecimento como patrimônio cultural e imaterial. Visa também divulgar conhecimentos sobre a memória da região e como ela pode ser utilizada nos dia de hoje.

 

A Mostra Herança Africana Intervenções Urbanas a caminho do Porto será realizada nos seguintes locais:

 

  • Dia 16 de maio, às 20h – Cortejo do Largo de São Francisco da Prainha – Reverência aos artistas – in memoriam e Intervenções de Música.
  • Dia 16 de maio, 21h às 23h e 17 de maio, 11h às 23h – Cais do Valongo – Degustação de gastronomia afro-brasileira e Exposição de Fotos e de imagens multimídia e Intervenções de Circo e Música.
  • Dia 17 de maio, 10h às 13h – Museu de Arte do Rio (MAR): Palestras sobre a importância da herança africana na Gamboa e em seu entorno.

 

Haverá uma Mostra de fotográfica com personalidades cariocas de grande influência para a formação da cultura afro brasileira contemporânea. E também: show de samba com os grupos Raízes Negras, com os cantores Tânia Machado e Rubens Confete e apresentação do grupo Terno de Cambraia. Como projeção de filmes realizados por Zózimo Bulbul sobre a Zona Portuária.

 

Algumas personalidades que serão homenageadas na Exposição Fotográfica: In Memoriam: Da Música: Aniceto do Império, Silas de Oliveira, Cartola, Nelson Cavaquinho, Natal da Portela, Luiz Carlos da Vila, Xangô da Mangueira, Jamelão, Pixinguinha, João da Baiana, Paulo Moura e Emílio Santiago. Das Artes Cênicas: Grande Otelo, Mussum, Paulão Barbosa e Cléa Simões. Do Cinema: Zózimo Bulbul. Do pensamento: Irmãos Rebouças, Machado de Assis, Luis Gama; Lelia Gonzales, Beatriz Nascimento. Personalidade: Tia Ciata. Em vida: Da Música: Arlindo Cruz, Martinho da Vila, Carlos Da fé, Zeca Pagodinho,  Leci Brandão, Wilson Moreira, Nei Lopes, Dona Ivone Lara, Elza Soares e Rubens Confeti. Das Artes Cênicas: Milton Gonçalves, Léa Garcia, Ruth de Souza e Zezé Motta. Do pensamento: Conceição Evaristo, Ele Semog, Sueli Carneiro.

“A Paixão de Cláudia” propõe homenagem póstuma à mulher negra assassinada pela PM do Rio de Janeiro

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O ato público e cultural “A Paixão de Cláudia”, articulado pela empresa Cubo Preto Ensino de Arte e Cultura Ltda., juntamente com ONGs, Associações, Empresas, Órgãos da Imprensa Formal e Informal e por profissionais de várias áreas das artes e interessados na vida em sociedade de modo geral, constitui-se como uma homenagem à mulher negra, trabalhadora e mãe brasileira, Cláudia da Silva Ferreira, de 38 anos, que no dia 16 de março de 2014, foi atingida por uma bala perdida dispara por agentes da Polícia Militar do Rio de Janeiro, socorrida pela mesma ainda em vida e arrastada por cerca de 350 metros, chegando ao hospital morta e com partes de seu corpo em carne viva.

O ato consiste em ações e manifestações, performances e apresentações realizadas nas mais diversas linguagens das artes. “Nos reuniremos para celebrar a mãe preta do Brasil, as famílias negras, as famílias coloridas, o direito à vida, ao respeito ao cidadão, à cidadã, aos acessos básicos ao direito de ir e vir, à saúde, à educação, à moradia, ao fim dessa condição de cidadania de segunda classe a qual está relegada parte expressiva da população brasileira”, afirma Renata Felinto organizadora do evento.

A concentração será na Igreja Nossa Senhora da Consolação, dia 18 de abril, às 14 horas. A organização do evento pede aos participantes que se vistam de branco ou de preto e que tragam rosas vermelhas, “uma beleza que a própria natureza armou com espinhos para se proteger de seus opressores”, explica o texto do convite para o ato.

Da Igreja da Nossa Senhora da Consolação, às 15h, ao som de atabaques que invocam ancestrais africanos que com seus braços, pernas, sangue e suor, erigiram o Brasil, o cortejo segue até a Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos, localizada no Largo do Paissandu, onde encontra-se a estátua da Mãe Preta, feita pelo artista Júlio Guerra representando todas as mães pretas que foram e são base desse Brasil.

No Largo do Paissandu será armado um palco no qual, das 16h às 20h, ocorrerão apresentações de música, dança, artes cênicas, literatura e artes visuais.

 

Para saber a programação completa acesse: Fan Page “A paixão de Cláudia”. https://www.facebook.com/PaixaodeClaudia

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