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E-book gratuito ensina de vez a diferença entre racismo e injúria racial

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Foto: Nappy

Depois de muitos eventos incríveis em prol da comunidade negra e sua integração com espaços acadêmicos e corporativos, por meio da campanha Sim à Igualdade Racial, o Instituto Identidades do Brasil – ID_BR lança seu primeiro E-book.

“Racismo e Injúria Racial – O que é/Como identificar/Como agir” é o título do livro digital disponibilizado gratuitamente pelo ID_Br. 

Imagens do Ebook

De acordo com o Instituto, quem ler irá  aprender a identificar corretamente as situações de preconceito racial, além de saber como denunciá-las.

Para obter o e-book, clique aqui. 

Negros famosos que investem em Bitcoin

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Depois da valorização de 1300% do Bitcoin em 2017, hoje há mais investidores nessa moeda digital no Brasil do que na Bolsa de Valores. No início do ano, as corretoras que comercializam criptomoedas já tinham em seu cadastro mais de 1,4 milhão de CPFs. Esse número representa mais de duas vezes o número de pessoas físicas cadastradas na Bolsa de Valores e também o de investidores ativos do Tesouro Direto, uma das aplicações mais populares do país.

Bitcoin é considerada a primeira moeda digital mundial descentralizada, que permite transações financeiras sem intermediários. Assim, diferente de outras moedas que têm sempre um banco central por trás (como Euro, Dólar, Real, Libras), o Bitcoin é uma moeda de troca independente e tem o mesmo valor em transações de qualquer lugar do mundo.

O primeiro passo para utilizar Bitcoins é criar a sua carteira Bitcoin, cuja função básica é armazenar as moedas virtuais de forma que possam ser usadas no momento oportuno pelo proprietário.

Não importa a escala ou a razão, muitas estrelas da indústria do esporte e do entretenimento estão aos poucos dando sinais de confiança ao Bitcoin e outras moedas digitais e esperam que o ceticismo do mundo siga o seu exemplo. Entre eles, há muitas celebridades negras que já aderiram à moeda digital. Veja a seguir.

Mel B

Fonte: Mel B Official via Facebook

No Natal de 2013, a ex-Spice Girl e jurada do X Factor uniu-se à CloudHashing e foi a primeira representante da classe musical que aceitou que suas músicas fossem pagas com Bitcoin. “É emocionante como as novas tecnologias facilitam a nossa vida”, declarou. “O Bitcoin une os meus fãs ao redor do mundo, permitindo que todos paguem com a mesma moeda.”

Floyd Mayweather

Floyd é uma das primeiras celebridades a fechar acordo para divulgar uma criptomoeda. Sua imagem foi bastante utilizada quando estava se preparando para lutar contra Conor McGregor. O ex-boxeador trabalhou em diferentes projetos relacionados a ICOs, inclusive o de uma startup chamada Centra, que produz cartão de crédito para criptomoedas.

Nas

Fonte: foto de Nas by Mikamote via Wikicommons (CC BY-SA 3.0)

O rapper e compositor Nas, juntamente com seu empresário Aymen Anthony Saleh, são investidores em mais de 40 startups, incluindo a companhia de carteira digital Coinbase, e a 500 Startups, a incubadora do Vale do Silício que está acelerando as empresas Bitcoin. E eles estão apenas começando.

Richard Sherman

Em janeiro de 2014, o jogador do Seattle Seahawks (time de futebol americano), Richard Sherman, anunciou no Facebook que sua loja online oficial começaria a aceitar pagamentos em Bitcoin, chamando-a de “a moeda do futuro”. Segundo Sherman, a decisão baseou-se em apoiar as escolhas dos torcedores para negociar com um meio de pagamento mais recente — não muito diferente do PayPal ou dos cartões de crédito tradicionais.

50 Cent

Fonte: foto de 50 Cent by www.photosbyalyssa.com via Wikimedia (CC BY 2.0)

Em janeiro deste ano, o rapper 50 Cent confirmou que conquistou 8 milhões de dólares ao aceitar Bitcoins como forma de pagamento pelo seu álbum de 2014. O artista, também conhecido como Curtis Jackson, coletou naquele ano 700 Bitcoins o que, com a valorização da moeda digital, equivale hoje a algo entre 7 e 8,5 milhões de dólares. “Nada mal para um garoto do South Side”, afirmou o rapper. 

Esses exemplos demonstram que investir em criptmoedas é uma tendência que chegou para ficar.

Advogada algemada : “Tenho direito como mulher negra de trabalhar”

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Foto: Reprodução Facebook

Uma cena de terror que prova que o diploma não nos livra do racismo. A Dra. Valéria Santos, advogada do Rio de Janeiro entra no Fórum para defender seu cliente e ao usar os recursos cabíveis por lei durante o exercício da sua profissão sai algemada, por conta da solicitação da Juíza, do Juizado Especial de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.  O fato aconteceu nessa segunda-feira, 10. 

A policia entrou em ação porque Valéria se recusou a sair da sala de audiência antes da chegada de um representante da OAB, mesmo após a insistência da juíza. O objetivo da advogada era ter acesso à contestação de um processo de um cliente.

O caso foi filmado e o vídeo está sendo compartilhado nas redes sociais. “Não vou sair. Estou no meu direito. Estou trabalhando, não estou roubando. Tenho direito como mulher, tenho direito como negra de trabalhar”.

“Eles estão preocupados com audiência e querem atropelar a lei… Que isso? Que país é esse? E depois vocês querem reclamar de políticos que roubam se vocês que são advogados não estão respeitando a lei”, fala.

A OAB não só repudiou o caso, como foi o responsável pela liberação de Valéria que depois de algemada,  foi levada a 59ª DP (Caxias) . 

A pedido da própria advogada que está emocionalmente abalada, não divulgaremos imagens do flagrante de abuso. 

Confira a nota de Repúdio da Frente de Juristas Negras e Negros do Rio de Janeiro

“A FEJUNN-RJ, vem a público repudiar veementemente o tratamento a que foi submetida a ilustríssima advogada, Dra. Valéria Santos, em pleno exercício da profissão.

Não há como não nos manifestarmos enquanto uma Frente que busca inserir no meio jurídico o recorte étnico racial necessário para pensar o Direito de forma ampla e igualitária. Deste modo, nos solidarizamos com a Dra. Valéria, compreendendo que à luz da história, negros e negras são tratados de maneira violenta pelo Estado. Não basta ser Doutora, operadora do Direito. O Estado de maneira eficaz ousa nos colocar no lugar o qual pretende que estejamos por todo o sempre.

O Supremo Tribunal Federal por meio da Sumula Vinculante n.º 11 regulou a utilização excepcional das algemas. No caso do fato ocorrido com a Dra. Valéria, ainda assim, em momento algum se enquadra na hipótese prevista no referido verbete, ainda mais sem a presença de um delegado da OAB.

Repudiamos o uso das algemas e o tratamento da Dra. Valéria Santos, em pleno exercício na profissão. O episódio de hoje mais uma vez demonstra a importância da FEJUNN – RJ existir. Demonstra a fragilidade que vivemos enquanto negros e negras, para além dos dados estatísticos do cárcere e da letalidade, também no exercício de nossa profissão, com o agravante pelo fato ter ocorrido no meio jurídico.

Queremos justiça, o exercício do Direito, a dignidade para alcançarmos uma sociedade livre, justa e verdadeiramente democrática.

Uma advogada, negra, foi algemada, hoje cedo, no Juizado Especial de Duque de Caxias. É que ela insistia em ter acesso à contestação de um processo de um cliente. A determinação foi dado por uma juiz leigo. A OAB-Rio interveio e ela acaba de ser solta.”

Samanta Luz oferece oficina de culinária vegana

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Para quem busca uma alimentação saudável, sem lactose e sem ovos, Samanta Luz traz uma ótima opção. Dia 29 de setembro, das 10h às 14h, na Vila Mariana, em São Paulo, será oferecido por ela uma oficina culinária + café da manhã vegano e sem glúten.

“O não consumo de qualquer alimento de origem animal permite explorar ainda mais a variedade de outros importantes grupos alimentares como os cereais integrais, as leguminosas, hortaliças, as frutas e oleaginosas. […] Esta manhã especial é para mostrar como é prático levar uma vida vegana e saudável. Um bom café da manhã sustenta nosso dia, darei dicas de combinações de alimentos e substituições inteligentes“, explica.

Serão ensinadas receitas veganas deliciosas, práticas, sem glúten.
Receitas demonstradas: Leites vegetais, Pudim, Granola, Panqueca, Mingau, Geleia, Bebidas funcionais e mais.

Está incluso na inscrição apostila digital (com todas as receitas do curso + receitas e informações adicionais), demonstração culinária e a degustação de todas as receitas demonstradas ao final do curso.

Para mais informações, envie e-mail para contato@samantaluz.com.br.

Terça Afro promove diálogos sobre tecnologias de mulheres negras no Sesc Ipiranga

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O coletivo Terça Afro promove uma série de diálogos sobre territórios de afetos e mulheres negras na tecnologia todas as terças-feiras do mês de setembro, das 19h às 21h30, no Sesc Ipiranga, em São Paulo. A entrada é gratuita.

Segundo a produtora cultural, Danuza Novaes, dialogar sobre tecnologias e mulheres negras é de extrema importância. “O racismo estrutural oferece um lugar de subalternidade para as mulheres negras as limitando enquanto sujeito, quando as tiramos deste cenário e mostramos que as tecnologias estão sendo pensadas e criadas por elas, rompemos com o imaginário de não lugar ao qual sempre fomos submetidas. Por isto, convidamos mulheres negras que possuem uma vasta experiencia quando o assunto é tecnologia, território e afetos”, diz.


Os encontros serão gratuitos e terão a presença de ilustres convidadas que irão discutir assuntos pertinentes a sua área de atuação.

Confira a programação disponível a partir de amanhã (11).

11/09: Artes negras corpos tecnológicos.
Convidada: Capulanas – A Cia Capulanas de Arte Negra está em cartaz com a peça Ialodês – Um Manifesto da Cura ao Gozo. A companhia tem hoje um repertório composto por dois espetáculos: Solano Trindade e Suas Negras Poesias (2007) e Sangoma (2013) e duas performances: Tênue (2011) e Quando as palavras sopram os olhos respiro (2012).

18/09: Mulheres negras no cinema.
Convidada: Joyce Prado – formada em Comunicação Social: Rádio e TV pelo Centro Universitário Belas Artes de São Paulo e especialista em Roteiro Audiovisual pelo Centro Universitário SENAC.

25/09: Território de Afetos e Tecnologias ancestrais
Convidada: Mariléa de Almeida – Atualmente é doutoranda em História IFCH/ UNICAMP , onde desenvolve a pesquisa sobre a experiência de mulheres quilombolas.


O Quilombo Terça Afro, vem se consolidando como um “território afetivo” de formação continuada em relação a se pensar sobre questões raciais, além de ser um espaço possível de troca, acolhimento e compartilhamento de ideias.

Para mais informações, acesse o evento do facebook: https://www.facebook.com/events/1192115520927297. 

Racismo cotidiano leva ao estresse agudo, ansiedade e depressão

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Imagem : @terricksnoah-

“Será que estão me olhando pela minha cor?” “Se eu não fosse negra, conseguiria aquele trabalho?” “Acho que o policial lá na frente vai merevistar”. “Sei que que na porta do banco, quando chegar minha vez, vai parar.” 

Esses pensamentos estão frequentemente presentes na mente de quem é negro e por mais que achemos normais, no sentido do esperado, por fazerem parte de quem vive em um mundo racista, nossas emoções e a nossa saúde não vêem  normalidade.

Síndrome de pânico, ansiedade, depressão e até pensamentos suicidas (que podem ser consumados), são  alguns dos efeitos colaterais do racismo. Mesmo que a pessoa tenha sofrido racismo apenas uma vez, ela pode estar sujeita à danos severos.O estudante de psicologia Gabriel Basílio é um dos  coordenadores do @apsicologiacontraoracismo,  perfil do Instagram que debate questões raciais do ponto de vista psicológico.Ele fez um vídeo bem abrangente sobre essa temática. Confira:

O projeto Psicologia contra o Racismo tem como proposta discutir ações em psicologia no enfrentamento ao racismo.

Não há como negar os efeitos tóxicos do racismo em pessoas de todas as idades. Se você nota que depois de ter sofrido um situação de racismo ou preconceito tem sentido crises de ansiedade, depressão, mudado sua rotina ou relacionamento com as pessoas, não querer mais sair de casa, procure ajuda.

Racismo é uma violência e cada um reage de uma maneira. Alguns esquecem no dia seguinte, uns reagem, outros não e para muitos, a situação onde o racismo aconteceu deixa danos permanentes na mente e na alma.

Precisamos falar mais sobre isso.

Precisamos falar sobre a diferença entre bullying e racismo pelo bem dos jovens negros

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No Brasil racismo na escola não é um assunto discutido

O sucesso mundial da série 13 Reasons Why da Netflix trouxe de volta o debate sobre como o bullying pode levar os jovens a se auto-agredirem ou até se matarem. De acordo com a Organização Mundial de saúde, suicídio é a segunda cause de morte de jovens no mundo, ficando atrás apenas de acidentes de carro e na frente de perdas de vidas por conta do HIV. Apesar de não ter nenhum estudo conclusivo sobre o tema, de quais seriam as principais causas, o bullying nessa era tão digital, onde além de ações em espaço físicos públicos, os agressores também usam redes sociais para atacar a vítima (cyberbullying), não podem ser ignorado.

Nenhum recorte de raça é feito sobre a questão do bullying que costuma ser confundido com o racismo, mas não é. Primeiro porque racismo é crime, portanto, atitudes racistas são caso de polícia, segundo porque o jovem negro pode ser vítima de pessoas que mesmo, com perfil agressivo não atacaria uma pessoa branca, quando seu alvo é escolhido apenas pela cor de pele, mesmo que a vítima seja um bom aluno, de boas condições financeiras e trânsito social.

A própria Netflix criou um site sobre o filme, na época de seu lançamento, onde ilustra casos de pessoas, hoje adultas que sofreram bullying na escola. Duas delas são negras: a atriz Vaneza Oliveira e o jornalista Bruno Rocha, o Hugo Gloss. Mas vale uma atenção especial para a atriz do seriado 3%.

“É uma linha muito tênue que separa o racismo do bulllying . Nesse vídeo é uma situação clássica de racismo, quando falam que ela é macaca e usam dos atributos físicos e genéticos para falar dela”, explica a pedagoga e Mestre em educação Clélia Rosa.

Para ela aqui no Brasil as pessoas têm dificuldades em enxergar o racismo, até mesmo as pessoas negras, por conta de uma construção estrutural. “As pessoas negras têm dificuldades de reconhecer que estão sendo discriminadas pelo aspecto racial”, aponta a pedagoga.

Rosa também ressalta o aspecto criminal do racismo e às vezes a conveniência das instituições de ensino o caracterizar como bullying para não sofrerem retaliações. “Ás vezes chamar um ato de racismo de bullying é uma estratégia para livrar a pessoa que está o cometendo, mas a vítima continua sendo oprimida, rechaçada e deprimida, mas quem cometeu não tem o preso da lei”.

“Não podemos entrar nessa onda do bullying, a pessoa negra pode sofrer as duas coisas e no caso da Vaneza é um caso clássico de racismo, infelizmente”, alerta Clélia.

Outra depoimento triste sobre como o racismo dentro da escola pode vir de alunos e professores, é o da cantora e apresentadora Karol Conka. Ela aponta uma questão importante, de como o racismo faz com que alunos negros percam o gosto pelos estudos e abandonem a escola. “Eu comecei a entender porque muitos negros na minha época não gostavam de ir na escola e porque só os pretos se ferravam”.

Escolas americanas: racismo pode virar caso de polícia

Nos EUA existe um rede online de combate ao bullying,a Anti-bullying Netowrk e eles dedicam um espaço exclusivo só para falar sobre racismo. De acordo com o projeto todas escolas deverem ter diretrizes para agressões de cunho racial, além de criar políticas de educação multi-cultural e anti-racista. Eles aconselham a monitorar e registrar todos o casos de racismo na escola. Em alguns Estados americanos há conselhos específicos fora das escolas para tratarem da questão de bullying e esses registros da escola são geralmente levado à eles. Nos casos de racismo, eles podem sugerir  desde uma expulsão do aluno até formular uma queixa contra o agressor à policia.

Leis contra bullying no Brasil ainda estão só no papel

A recente lei,Nº 13.185, de novembro de 2016 é a que institui o Programa de Combate à Intimidação Sistemática (Bullying). De autoria do deputado André Corrêa (PPS), no texto, bullying é definido como a prática de atos de violência física ou psíquica exercidos intencional e repetidamente por um indivíduo ou grupo contra uma ou mais pessoas com o objetivo de intimidar ou agredir, causando dor e angústia à vítima.

A lei determina que seja feita a capacitação de docentes e equipes pedagógicas para implementar ações de prevenção e solução do problema, assim como a orientação de pais e familiares, para identificar vítimas e agressores.

Também estabelece que sejam realizadas campanhas educativas e fornecida assistência psicológica, social e jurídica às vítimas e aos agressores. A punição do autor do bullying, de acordo com o texto, deve ser evitada, e outras atitudes que promovam a mudança social, devem ser aplicadas.

O texto fala de expressões preconceituosas e não de racismo, ou seja, ignora um tipo de agressão que só alunos negros sofrem e dessa forma deixam os agressores isentos de responderem na justiça pelo seu crime. Quase a mesma “pegadinha” de crimes de injúria e racismo, onde muito até vão até a delegacia, mas nunca são presos.

Jovens vítimas de racismo na escolas, agem como algumas vítimas de violência sexual, tendo medo de dizer aos pais o que aconteceu ( como foi o caso da atriz Vaneza Oliveira), se sentido culpadas. Vale ficar atento a mudanças de comportamento, como atitudes depressivas ou agressivas, além da queda de desempenho escolar. A escola também tem que se envolver e pode ser acionada na diretoria de ensino em caso de omissão.

Nike: odiada pelos racistas, amada pelos afroamericanos

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É fácil dizer que a marca tem propósito e ficar na zona de conforto, usando suas ações comedidas e até previsíveis. Agora arriscar sua imagem, consciente do risco em nome de uma causa, é para pouquíssimos e esse foi o caso da Nike nos EUA.

No dia 4 de Setembro, Dia do Trabalho nos EUA, o rosto de Colin Kaepernick foi o destaque da campanha comemorativa dos 30 anos do slogan #JustDoIt da marca. Kaepernick  é ex-quaterback do San Francisco 49ers, time de futebol americano.

https://youtu.be/Fq2CvmgoO7I

Ele  está fora dos campos há quase um ano, por usar o momento do Hino antes do inícios dos jogos para se ajoelha e protestar, entre outras coisas, contra a violência policial, que como no Brasil mata milhares de pessoas negras anualmente.

Os americanos são umas da nações mais patriotas do planeta. E para uma ala racista e conservadora, o protesto do atleta era um desrespeito ao hino, a bandeira e ao país. O próprio presidente Donald Trump se posicionou contra Kaepernick.

Por meio das hashtags #BoycottNike e #JustBurnIt, milhares de americanos conservadores compartilharam por meio de suas redes sociais imagens queimando ou rasgando os produtos da Nike que eles haviam comprado. 

Campanha não gerou prejuízo e uniu a comunidade negra 

“Acredite em alguma coisa, mesmo que isso signifique sacrificar tudo”. Essa frase dita por Colin no vídeo da campanha, é sobre sua vida. Ele escolheu manter  seus princípios, ajoelhando durante todos os jogo, e isso custou sua carreira de atleta. Seu sacrifício foi reconhecido pela Nike, que chegou a ter uma leve queda, de menos de 4% das ações um dia após do lançamento.

Apesar do manifesto burro de quem queimou produtos já pagos, a comunidade negra deu uma reposta em massa compartilhando o que já comprou e brincando, por meio de memes, sobre o fato que consumirão ainda mais.

Um tuíte até destacou que a Nike ficará bem, afinal, é a comunidade negra quem mais compra deles. 

https://twitter.com/diosa_shelly/status/1037026220070846464?ref_src=twsrc%5Etfw%7Ctwcamp%5Etweetembed%7Ctwterm%5E1037026220070846464&ref_url=https%3A%2F%2Fblavity.com%2Fthese-15-tweets-prove-just-how-hard-in-the-paint-black-people-are-about-to-go-for-nike

A atriz Viola Davis e a tênis Serena Williams , que também representa a Nike, compartilharam a campanha em seus perfis:

https://www.instagram.com/p/BnU1MXZAVCT/?taken-by=violadavis





 

Campanha de financiamento coletivo vai apoiar profissionalização de 10 youtubers negras brasileiras

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Desde o dia 31 de agosto a campanha de financiamento coletivo do projeto está ativa e ficará disponível até o dia 14 de outubro. A iniciativa é da jornalista, designer e historiadora mineira Lívia Teodoro, criadora do canal e do blog Na Veia da Nêga e do Clube de Blogueiras Negras.

O financiamento busca arrecadar 25 mil reais para promover oficinas de análise do discurso, segurança digital e produção de vídeo, para jovens que criam conteúdo socialmente responsável.

Durante dois dias, 10 blogueiras e youtubers negras vão participar oficinas de análise do discurso, produção de vídeo e segurança digital. Ao final, o conteúdo produzido será disponibilizado para votação pública e as vencedoras receberão equipamentos.

“Acredito que esse projeto seja de extrema importância para colocar as youtubers negras em outro patamar. Num momento em que vemos grandes canais no YouTube entrando em polêmicas racistas, machistas e xenofóbicas, é importante valorizar e dar espaço àquelas que vêm fazendo uma comunicação representativa e socialmente responsável”, diz Lívia.

A campanha é na modalidade matchfunding, quando uma empresa apoiadora multiplica o valor recebido. “A cada real arrecadado pela campanha, o Movimento Coletivo vai somar mais dois. Assim, quem contribuir com 10 reais pode sentir no coração que colaborou com 30”, destaca Nattany Martins, uma das youtubers que será beneficiada pelas oficinas do projeto.

“Hoje, uma das maiores dificuldades enfrentadas pelas produtoras de conteúdo que estão fora dos assuntos considerados comerciais é encontrar motivação para continuar a produzir mesmo sem patrocínio. Vivemos num mundo que privilegia os conteúdos bem produzidos. Logo, além de saber o que falar, é preciso transmitir com qualidade. Essa é a finalidade da nossa formação!”, finaliza Lívia.

As contribuições vão de 10 a 500 reais, e recompensas são oferecidas como contrapartida para os benfeitores. O site para colaborar é benfeitoria.com/cbnegras, no ar a partir de 12h do dia 31. A campanha fica no ar por 45 dias. A produção executiva é de Zaíra Magalhães.

Nesta modalidade de financiamento coletivo, toda a captação realizada pelos projetos na Benfeitoria será triplicada pelo Movimento Coletivo, a plataforma de investimento social da Coca-Cola Brasil, por meio de um fundo de R$ 500 mil. Conheça os demais projetos acessando o link: https://www.cocacolabrasil.com.br/historias/negras-potencias-voce-pode-ajudar-16-projetos-de-empoderamento-a-captarem-500-mil-em-matchfunding. 

Ícaro se fere em tiroteio: “Policiais vieram gritando, os fuzis apontados para mim”

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Felizmente foram só estilhaços no braço e um grande sustos as consequências dos momentos de terror que o ator Ícaro Silva viveu nessa manhã de 5 de Setembro, na cidade do Rio de Janeiro. 

Ele estava indo para o bairro Barra da Tijuca, quando como ele mesmo descreve, entrou no meio de uma “confusão”, que não sabia se era blitz ou tiroteio.

Um policial solicitou que o ator reduzisse a velocidade do veículo que dirigia. 

“Baixei o vidro e perguntei o que estava acontecendo. O nível de stress dele era muito alto, ele falava comigo diretamente do inferno, o coração em guerra. Outros dois policiais vieram gritando, os fuzis apontados para mim; não sei se me reconheceram ou não, mas com a mesma violência com que me pararam, me mandaram ir embora, xingando e berrando em seu estado de guerra”, desabafou o ator em sua conta no Instagram.

Confira o depoimento na íntegra. 

https://www.instagram.com/p/BnWhuemnCVn/?utm_source=ig_share_sheet&igshid=15t4r2smx2xzg
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