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Crespas e crespos invadem as ruas de São Paulo neste domingo

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A 2ª Marcha do Orgulho Crespo vai acontecer no próximo domingo, dia 07 de agosto, em São Paulo. A concentração será feita a partir das 10h00 no MASP, de onde a marcha segue até o Centro Cultural São Paulo, situado na Rua Vergueiro, 1000.

O evento surgiu ano passado e é organizado pela Hot Pente e pelo Blog das Cabeludas – Crespas e Cacheadas. O movimento busca combater o racismo e qualquer tipo de discriminação a partir da estética negra, especialmente no que diz respeito a cabelos crespos.

A primeira edição ocorreu em São Paulo, no dia 26 de Julho de 2015. Agora, a programação do evento também inclui atividades como: oficinas, debates, música, intervenções artísticas e espaço para afroempreendedoras. A organização espera receber cerca de três mil pessoas durante todo o dia.

Segundo Nanda Cury, uma das organizadoras do evento, “a marcha ganhou repercussão, porque no ano passado, foram noticiados vários casos de racismo, principalmente direcionados a questão do cabelo crespo. Eu vejo que o número de mulheres que usam o seu cabelo natural aumentou muito e noto que isso gera um incomodo nas pessoas porque, antes, estas mulheres não eram vistas. Então quanto mais gente se assumindo, mais esses conflitos acontecem e são expostos publicamente.”.

Como já vimos em algumas ocasiões, “eram vários casos acontecendo em volta, e a gente queria celebrar o nosso cabelo, o nosso orgulho de ter o cabelo crespo e cacheado. Inclusive essa é uma das bandeiras da marcha, que é respeitar essa diversidade que é a identidade brasileira. Claro que respeitando o protagonismo que é das mulheres negras, mas a ideia é fazer um movimento inclusivo. Acredito que o nosso maior trunfo seja trazer as pessoas para a discussão racial a partir da questão do cabelo. A gente é um movimento inclusivo e protagonizado por mulheres, isso é muito claro. É um movimento feminista e todas as pessoas são bem vindas”.

 

A 2ª Marcha do Orgulho Crespo vai acontecer no próximo domingo, dia 07 de agosto, em São Paulo. A concentração será feita a partir das 10h00 no MASP, de onde a marcha segue até o Centro Cultural São Paulo, situado na Rua Vergueiro, 1000.

O evento surgiu ano passado e é organizado pela Hot Pente e pelo Blog das Cabeludas – Crespas e Cacheadas. O movimento busca combater o racismo e qualquer tipo de discriminação a partir da estética negra, especialmente no que diz respeito a cabelos crespos.

jornalistas Livres

A primeira edição ocorreu em São Paulo, no dia 26 de Julho de 2015. Agora, a programação do evento também inclui atividades como: oficinas, debates, música, intervenções artísticas e espaço para afroempreendedoras. A organização espera receber cerca de três mil pessoas durante todo o dia.

Segundo Nanda Cury, uma das organizadoras do evento, “a marcha ganhou repercussão, porque no ano passado, foram noticiados vários casos de racismo, principalmente direcionados a questão do cabelo crespo. Eu vejo que o número de mulheres que usam o seu cabelo natural aumentou muito e noto que isso gera um incomodo nas pessoas porque, antes, estas mulheres não eram vistas. Então quanto mais gente se assumindo, mais esses conflitos acontecem e são expostos publicamente.”.

Como já vimos em algumas ocasiões, “eram vários casos acontecendo em volta, e a gente queria celebrar o nosso cabelo, o nosso orgulho de ter o cabelo crespo e cacheado. Inclusive essa é uma das bandeiras da marcha, que é respeitar essa diversidade que é a identidade brasileira. Claro que respeitando o protagonismo que é das mulheres negras, mas a ideia é fazer um movimento inclusivo. Acredito que o nosso maior trunfo seja trazer as pessoas para a discussão racial a partir da questão do cabelo. A gente é um movimento inclusivo e protagonizado por mulheres, isso é muito claro. É um movimento feminista e todas as pessoas são bem vindas”.

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Programação:
Domingo, 07 de agosto

10h – Concentração no Vão do MASP

12h – Trajeto pela Av. Paulista em direção ao Centro Cultural São Paulo (Rua Vergueiro, 1000)

14h às 19h – Afroempreendedoras no mezanino

14h – Intervenção Poética
Convidadas: Mel Duarte, Raquel García, Miriam Alves, Jenyffer Nascimento e Jô Freitas

14h30 – Movimento Orgulho Crespo Brasil
Convidadas: Nanda Cury (SP), Neomisia Silvestre (SP), Luciellen Assis (BA), Dandara Marques (MG), Ivana Oliveira (SP), Letícia Vieira (DF), Otunola Debora Santos (RS), Suellen Rodrigues (RS) e Renata Terra (RJ)

15h – Mesa 1 – Afroconsumo
Convidada: Adriana Barbosa – Feira Cultural Preta

15h30 – Mesa 2 – Estética Negra
Mediação: Diane Lima (NoBrasil)
Convidadas: Renata Prado, Ane Sarinara, Maria do Carmo Paulino, Gabriela Vallim e Diogo Oliveira

16h30 – Show MC Soffia

17h30 – Encerramento: Show Tássia Reis

Classificação: Livre
Entrada Gratuita

Imagens: Jornalistas Livres

Fonte: http://superela.com/

 

A saga dos Orixás em uma série de seis capítulos

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Yemanjá incorpora no corpo de Amina, médica recém-formada e vira a vida da jovem de cabeça para baixo. Esse é fundo de uma trama cheia de ação típica dos filmes de ação, só que dessa vez os heróis são os orixás. Yemanjá: a Ascensão do Orixá(Yemoja: Rise of the Orisha) é uma série em seis episódios,  que pretende prender a atenção do expectador com o poder e a magia das divindades africanas.

” Yemanjá e os orixás são reverenciados por milhões em todo mundo e acho que consegui criar uma leitura realmente surreal e única no gênero super-herói”, explica o londrino de ascendência nigeriana, Nosa Igbinedion criador da série.

Amina, a jovem médica neurótica que fica ainda mais desesperada quando o filho de um político morre sob sua supervisão. Durante esta fase vulnerável Yemanjá incorpora na médica que começa a ter visões místicas e procura desesperadamente uma solução, antes que seja tarde demais.

A série está disponível para assistir on-line emwww.riseoftheorisha.com. A edição Premium custa R$ 9,99 e dá acesso a todos os 6 episódios da série além de muitos mais extras, como a trilha sonora, bastidores e cartazes.

Saiba mais:

Facebook: faceook.com/riseoftheorishas

INSTAGRAM: @riseoftheorisha

Escola que sofreu ataques racistas é renomeada como Nelson Mandela

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Alunos do EMEI Nelson Mandela: (Reprodução Internet)

O maior líder da luta contra o Apartheid na África do Sul, Nobel da Paz e defensor dos direitos humanos, Nelson Mandela (1918-2013),  é o novo patrono de uma escola municipal na cidade de São Paulo. A EMEI (Escola Municipal de Educação Infantil) Nelson Mandela localizado no Bairro do Limão, antes EMEI Guia Lopes, conseguiu a mudança de nome por meio da lei  Lei Nº 16.463 , publicada no Diário Oficial, no dia 29 de junho.

Em 2001 a escola iniciou um projeto pedagógico para atender à lei 10.639/03, que trata da inclusão do ensino de história e cultura afro-brasileira no currículo escolar e, desde então, passou a ser alvo de pichações racistas o que contribuiu para o do fortalecimento do projeto.

Para Clélia Rosa, pedagoga e mãe de uma aluna da escola, é muito importante ter esse nome em um espaço de crianças pequenas. “O muro da escola está todo sendo pintando em homenagem à Mandela que terá até uma placa especial”, explica.

Muro do EMEI Nelson Mandela Foto: Clelia Rosa
Muro do EMEI Nelson Mandela Foto: Clelia Rosa

A escola fará uma festa de reinauguração no dia 13 de agosto. O evento é aberto ao público e contará com a presença da Secretária Municipal de Educação Nádia Campeão, do Secretario de Igualdade Racial Maurício Pestana e membros da Embaixada da Nigéria e África do Sul.

O EMEI Nelson Mandela fica na Avenida Professor Celestino Bourroul, 358. A festa começa a partir das 10 horas.

A escola é repleta de atividades voltadas a questão racial. Confira mais sobre o trabalho do EMEI Nelson Mandela no Facebook.

Casa das Artes Afrocarioca tem filmes de Zózimo Bulbul nesse final de semana

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O Centro Afrocarioca de Cinema abriga uma série de atividades com cinema, gastronomia, música, descobertas, tudo em um só lugar. Na sexta, dia 5 de agosto: Casa das Artes Afrocarioca, com exibição de filmes de Zózimo Bulbul. Filmes (média metragem), de 2006 – “Zona Carioca do Porto” – (foca a importância da zona portuária na história do Rio de Janeiro, onde a cidade começou a surgir), com 28’. E “Samba no Trem”, de 2001 (Documento sobre a celebração do Dia Nacional do Samba), com 22’.

O projeto Entre Nós um Encontro Precioso: bate-papo com Rubem Confete e Mãe Celina de Xangô, após roda de conversa, apresentação do baluarte Confete, que ganha reforço de Cacá Franklin, na percussão.

Excepcionalmente a casa abre às 17h, com exibições às 18h; bate-papo às 18h30; apresentação artística às 19h e a partir das 20h, transmissão ao vivo da abertura das Olimpíadas.

Ala de Gastronomia – culinária africana e brasileira sob o comando da chef convidada Maria Júlia Ferreira, com o delicioso Angurmê. Sugestão popular conhecido em todo Brasil, a chef traz algumas opções tendo como base o angu, como caldinhos e sopas, a partir das R$ 10,00.

Dia 12 – Filmes: “Aniceto do Império” (Zózimo Bulbul) – “Sua Majestade, O Delegado!” (Clementino Junior) – “Rainhas de Bateria” (Jorge Coutinho). Bate-papo: com os cineastas Clementino Junior e Jorge Coutinho. Apresentação artística: pocket show com integrante da Velha Guarda da Mangueira.
E no dia 19 – Filmes: “Do Outro Lado de lá” (Lázaro Ramos) – “O Plano do Ano” (Rafael Cruz) – “O Tempo dos Orixás” (Eliciana Nascimento). Apresentação artística: intervenção musical com o Grupo Cultural Lata Doida

Serviço:
Centro Afrocarioca de Cinema
Dia 5 (sexta) de Agosto – a partir das 17h
Rua Joaquim Silva, 40 – Lapa
Tel. 98159 5054
Capacidade sala de cinema: 35 lugares
Espaço: 80 pessoas
Entrada franca
Faixa etária livre

“Existe peleumonia”: Após criticar colega, médica negra sofre ataques racistas pelo FB

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Foto: Reprodução Internet

Diploma não dá educação. Essa é a lição que fica em casos com o médico Guilherme Capel de Serra Negra, que postou no Facebook uma foto com a legenda “Uma imagem fala mais que mil palavras”. Na foto, Guilherme Capel Pasqua mostra o receituário médico com o seguinte dizer: “Não existe peleumonia e nem raôxis”. Ele expôs um dos seus pacientes, o mecânico José Mauro de Oliveira Lima que é analfabeto.

No receituário do hospital, o deboche (Foto: Reprodução/internet)
No receituário do hospital, o deboche
(Foto: Reprodução/internet)

O caso viralizou nas redes sociais e a médica e cantora Júlia Rocha, do Rio de Janeiro resolveu dar sua opinião sobre o assunto.

Post da médica Júlia Rocha (Reprodução - Facebook)
Post da médica Júlia Rocha (Reprodução – Facebook)

Seu post foi compartilhado por mais de 67 mil pessoas. O médico foi demitido, não por conta das reflexões de Júlia, mas por sua atitude incompatível com sua profissão.  No entanto, ainda no Facebook, dezenas de pessoas resolveram atacar a médica do Rio de Janeiro, a culpando pela demissão de Guilherme, duvidando da sua formação em medicina e a ofendendo com diversas frases de cunho racista. (Imagens – Reprodução Facebook )

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“Agora a noite, recebi a ligação de uma prima me dizendo que um homem do sul havia postado ofensas racistas contra mim. Meu coração chega a doer só de pensar que esse é o mundo que minha filha ou meu filho viverá. Estou em choque”, desabafa Julia em sua página do Facebook.

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(Reprodução – Internet)

Guilherme retornou as redes sociais neste domingo, com um pedido de desculpas em forma de post, onde se oferece a prestar atendimento gratuito a José Mauro e sua família. Ele deve estar em paz, cabe agora saber como Júlia lidará com esses ataques. Ela está grávida do seu primeiro filho.

Festival Latinidades discute democratização da comunicação

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A democratização da comunicação no país, marcos regulatórios relacionados à comunidade afrodescendente e a inserção do negro nas mídias tradicionais foram temas discutidos nesta terça-feira (26) no Festival Latinidades. O evento, em sua nona edição, vai até domingo (31) no Museu Nacional em Brasília.

Na mesa de abertura do Latinidades, a jornalista e âncora do jornal Repórter Brasil TardeTV Brasil, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Luciana Barreto, ressaltou a importância do protagonismo negro dentro do jornalismo no Brasil e o impacto dessas referências para a juventude do país. A jornalista destacou ainda a importância do papel da cobertura jornalística na desconstrução de estereótipos da identidade negra.

“A televisão reproduz estereótipos e viola nossa identidade”, disse. Para Luciana, é necessário que haja ocupação dos espaços na comunicação por minorias para que as temáticas sobre esses grupos não sejam retiradas do noticiário nacional ou veiculados de forma equivocada. “Os meios de comunicação estão destruindo, massacrando a nossa identidade. Temos que brigar para ocupar esse lugar porque é uma forma de resistir a essa cultura”.

Políticas afirmativas

As políticas afirmativas voltadas para afrodescendentes, como sistema de cotas, foi um dos aspectos abordados pela jornalista e secretária executiva do Conselho Curador da EBC, Juliana Cézar Nunes. Para ela, a articulação do movimento negro ajudou a potencializar o uso das redes sociais como instrumento de conexão e empoderamento da comunidade negra.

“Acho que o grande salto foi quando conseguimos articular o campo da cultura e da comunicação. Quem na cultura negra ganhava dinheiro com a cultura negra eram os brancos. Resgatar marcos e espaços importantes de articulação ajudou a potencializar o uso que a gente faz das redes sociais”, disse. Para a jornalista, os desafios da comunicação são financiamento de mídias, o debate sobre marcos regulatórios em telecomunicações e o acesso à interatividade na TV digital, que deve iniciar seu funcionamento no país a partir de 2018.

Também participaram do debate o fundador da Casa de Cultura Tainã e da Rede Mocambos – que atuam para a apropriação de softwares livres por comunidades quilombolas, indígenas e periféricas, Mestre TC, de São Paulo, e o produtor cultural do Rio de Janeiro Dom Filó, um dos mentores, na década de 1970, do Movimento Black Rio.

A programação, disponível no site www.afrolatinas.com.br, inclui debates, conferências, lançamentos de livros, oficinas, cinema, feiras e shows, entre outras atividades. O festival traz ainda uma exposição de fotos que retrata quilombolas de várias regiões do país e de diferentes faixas etárias que, em 18 de novembro de 2015, participaram, em Brasília, da Marcha das Mulheres Negras – Contra o Racismo, a Violência e pelo Bem-Viver, evento que reuniu representantes das mais de 3 mil comunidades quilombolas.

Texto e fotos: Agência Brasil

 

A diversão e aventuras do trajeto escola-casa inspira jornalista a escrever um livro sobre paternidade

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O jornalista Carlos de Paula Junior, o Junião (Foto: arquivo pessoal )

Depois de horas na escola, que delicia é correr para a “saída” e encontrar os pais no portão, com aquele sorrisão acenando.  Esse reencontro, repleto de saudades e coisas para contar, já seria suficiente para tornar esse momento especial para pais e filhos. Porém, para pais, como o jornalista e cartunista, Antônio Carlos de Paula Junior, o Junião, o trajeto da escola para casa pode ser tão divertido quanto as histórias contadas pela professora na escola. E esse momento de tanta intimidade entre pai e filho, que o inspirou a escrever – e ilustrar – o livro “Meu Pai Vai Me Buscar Na Escola” (Editora: Zit Editora, 36 páginas).

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“ O livro é focado na ideia deste contato maior entre pai e filho, a todo momento e o recorte foi o caminho da volta da escola. Pois é um momento muito singular, pois estamos eu e ele vendo e vivenciando as delícias de estar juntos e o exercício diário de ver beleza, cores e fantasias dentro de uma metrópole que faz força para ser caótica e cinza”, descreve Junião, Campineiro que reside em São Paulo. Seu filho Bernardo, tem 6 anos.

A comunidade negra é muito matriarcal. Muitas mães negras criam seus filhos sozinhos. Junião é consciente dessa realidade e da sua responsabilidade em criar um outro homem negro.

“Cresci numa família matriarcal, de mulheres negras e fortes, que me ensinaram que ser negro consciente não é só saber lutar contra o preconceito que lhe atinge,  que ser pai não é só brincar com os filhos nos fins de semana e ser um negro consciente, significa lutar também para que os seus próximos gozem dos mesmos direitos e liberdades para os quais você luta e deseja para si”, reflete o autor, que já ganhou prêmios como o Vladimir Herzog, sobre direitos humanos e o concurso de cartuns sobre Aids do Ministério da Saúde.

“Queremos que ele se torne um negrão super gente boa, que respeite o próximo sempre olhando para frente e que corra sem medo atrás dos seus ideais”, finaliza Junião.

Que tal assistir peças de teatro de negros estrangeiros que também falam a nossa língua

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A última porta - Cia. CriAr Teatro (Foto: Edson Silva)

Companhias de todos os países lusófonos (Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste) reúnem-se em mais uma temporada de apresentações de teatro em língua portuguesa no Brasil

Acontece, de 6 a 20 de agosto de 2016, a décima edição do Circuito de Teatro em Português, que contará com apresentações de companhias teatrais de Portugal, países africanos, Ásia e Brasil, que se apresentarão em São Paulo e mais 10 cidades do Estado, realizando debates, oficinas, seminários e exposição fotográfica em uma programação inteiramente gratuita. A programação completa do Circuito, incluindo as atividades que ocorrem nas cidades do interior de SP, e as inscrições para oficinas e seminários estão disponíveis nos sites do evento.

Serão 10 Cias se apresentando e a novidade desse ano fica por conta dos espetáculos que trazem à cena textos que, além da Língua Portuguesa, se comunicam na língua materna (sua primeira língua). Quem representa o Brasil nessa empreitada sobre a língua materna é a Associação dos Artistas Cênicos do Amazonas que, através de um recorte histórico das décadas de 70 e 80, criou o espetáculo “A Estrada – O outro entre nós”.

A cerimônia de abertura do Circuito acontece no dia 06/08 (sábado) às 19h no Memorial da América Latina, com apresentação de Cias de dança do Timor Leste e Guiné-Bissau e exposição RELIGARE, da fotógrafa e designer gráfica Fabiana Dutra.

Seminários
Sobre intercâmbios de cultura

Os artistas que participam no Circuito de Teatro em Português partilham no Seminário Intercâmbio nas Artes suas experiências enquanto organizadores e beneficiários de projetos de intercâmbio teatral entre países de língua portuguesa.

O seminário contará com a presença da doutoranda Rita M. Rufino Valente, da Universidade da Califórnia (Los Angeles), que apresentará a sua pesquisa sobre festivais de teatro em países de língua oficial portuguesa, incluindo o próprio Circuito de Teatro em Português como caso de estudo.

Sobre as línguas “mães”

O objetivo de mostrar as diferentes línguas faladas nos países de língua portuguesa é compreender a lusofonia em geral como esferas pluriculturais o modo como as várias línguas-mãe de cada país interagem entre si e são expressão do modo de estar, sentir, e conhecer dos diferentes povos.
Para falar do caso brasileiro, o IPOL (Instituto de Investigação e Desenvolvimento de Política Linguística) apresentará um estudo sobre a diversidade linguística aqui no país.

Abertura (no Memorial da América Latina):

SÁBADO (06/08)
19h: Cerimônia de Abertura
Grupo de Dança Timorense (Timor Leste – Ásia)
Netos de Bandim (Guiné-Bissau – África Ocidental)
Exposição RELIGARE (Fabiana Dutra – Brasil)
Classificação indicativa: Livre

Programação (no Teatro Sérgio Cardoso):

DOMINGO (07/08)
11h: O Príncipe Feliz (40min)
Cia. Magia e Fantasia (Lisboa/Portugal)
Classificação indicativa: Livre

SEGUNDA (08/08)
20h: A Estrada – O outro entre nós (75min)
Associação dos Artistas do Amazonas (Amazonas/Brasil)
Classificação indicativa: 12 anos

TERÇA (09/08)
20h: A virada do jogo (70min)
Grupo Lareira Artes (Maputo/Moçambique – África)
Classificação indicativa: 12 anos

QUARTA (10/08)
20h: Onde o frio se demora (60min)
Narrativaensaio (Matosinhos/Portugal)
Classificação indicativa: 12 anos

QUINTA (11/08)
15h: O guloso mentiroso (50min)
Cia. Os Parodiantes da Ilha (São Tomé e Príncipe – África)
Classificação indicativa: 6 anos

QUINTA (11/08)
20h: Netos de Bandim (60min)
Netos de Bandim (Guiné-Bissau – África Ocidental)
Classificação indicativa: Livre

SEXTA (12/08)
17h: Seminário sobre as Línguas-Mães nos países lusófonos (120min)
Classificação indicativa: 12 anos

SEXTA (12/08)
20h: A última porta (55min)
Cia. Criar Teatro (Cabo Verde – África)
Classificação indicativa: 12 anos

SÁBADO (13/08)
21h: Um bico para velhos palhaços (70min)
Cia. Harém Teatro (Teresina/Brasil)
Classificação indicativa: 10 anos

DOMINGO (14/08)
19h: Laços de sangue (120min)
NET – Núcleo Experimental de Teatro (Luanda/Angola – África)
Classificação indicativa: 14 anos

SERVIÇO:
Circuito de Teatro em Português
Local: Teatro Sérgio Cardoso (Rua Rui Barbosa, 153 – Bela Vista – São Paulo/SP) e cidades do interior e ABC de São Paulo (Araras, Botucatu, Cubatão, Diadema, Guarujá, Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, São José dos Campos e Votuporanga)
Abertura: 06 de agosto de 2016 (sábado) às 19h no Memorial da América Latina – Sala GABO – Portão 8 (Av. Auro Soares de Moura Andrade, 664 – Barra Funda – São Paulo/SP)
Espetáculos: 07 de agosto a 20 de agosto de 2016
Horário: Consultar a programação em www.circuitoteatroportugues.com.br / www.teatrosergiocardoso.org.br
Informações: www.circuitoteatroportugues.com.br / www.teatrosergiocardoso.org.br / (11) 5061-1132 / (11) 3129-9513
Inscrições para oficinas e seminários: www.spescoladeteatro.org.br/extensao-cultural-2016/
Classificação indicativa: Consultar a sinopse de cada espetáculo
Entrada franca

Dia da Mulher Negra Latino-americana e caribenha: Infância, sonhos, diversidade e TEDxSão Paulo

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Minha infância passou pela minha cabeça em quase todas as falas das palestrantes do “TEDxSão Paulo, Mulheres que Inspiram”, realizado nesse último sábado,23, no Hotel Unique com a colaboração da consulesa da França, Alexandra Loras. O evento, mundialmente famoso, por dar voz a pessoas com ideias que devem ser espalhadas, teve um formato inédito, onde mulheres negras foram a maioria das palestrantes.

De que forma o que eu ouvi, presenciei, assisti quando era criança me transformou no que eu sou?  Como a falta de diversidade, presente na fala da atriz e empresária Kenia Dias, sobre o poder da identificação e da jornalista Nadja Santos, que diz que representatividade tem que existir, com relevância, influenciou na minha autoestima?

Para Patrícia Santos de Jesus, sócia-fundadora da Empregueafro, por exemplo, o veto de seu pai ao sonho de ser médica, a tornou em uma consultora de diversidade em empresas multinacionais, realizando um trabalho pioneiro no Brasil.

Foto: Anderson de Jesus
Patrícia Santos de Jesus (Foto: Anderson Jesus)

Já  Marta Celestino, diretora de Marketing e Novos Negócios na Ebony English tinha o hábito desde bem pequena, de pegar a mochilinha e ir para estação de trem, pelo desejo de explorar outros lugares. Isso a transformou em uma observadora da diáspora e pesquisadora da cultura africana nos vários países que ela conheceu.

Livro: "Meninas Negras", de Madu Costa
Livro: “Meninas Negras”, de Madu Costa

O Hip Hop e a poesia deram a jornalista Daniela Gomes, a advogada Mayara Souza e a produtora cultural Mel Duarte, respostas para muitos dos seus questionamentos sobre raça, privilégios e violência. A escrita e a leitura, foram a válvula de escape de Stephanie Ribeiro, que presenciou durante a infância as mulheres de sua família fazerem o mesmo.

A repulsa com a sexualização do corpo infantil, tão precoce e nada subliminar, fez com que Nataly Neri, se tornasse uma das grandes vozes do feminismo negro online, usando o YouTube, como plataforma, para quebrar os estereótipos do corpo negro como fetiche.

Viviane Duarte, que recebeu, quando criança, incentivos até de vizinhas, quando empreendia vendendo os bolos de sua mãe, dedica seus conhecimentos adquiridos em um carreira bem sucedida em publicidade, à meninas que como ela, nasceram na periferia.

O racismo, tão presente na vida de nossas crianças, não é fator determinante para limitar as suas oportunidades, sobretudo quando você encontra alguém ou alguma coisa que te faça enxergar o mundo além das adversidades.

Sonhos reais

O sonho também é um privilégio. A violência, falta de instrução dos pais, preterimento por parte da escola, como aconteceu com a cientista da computação Glaucia Costa, que resistiu ao racismo dos colegas, faz com que muitos negros e negras limitem suas ambições. A Doutora em antropologia social Angela Domingues fez um importante alerta, durante sua palestra, de como podamos a criatividade e imaginação das crianças, reduzindo, por consequência a sua capacidade de imaginar e deslumbrar da possibilidade de ser o que quiser.

Eliane Dias, advogada e empresária, destacou muitos exemplos de como transformar nossos pensamentos em atitudes, para sermos o que quisermos e não termos medos de encarar as próprias escolhas.

Desconfortos necessários

Obviamente o tema racismo esteve presentes em quase todas as falas das palestrantes desse edição tão especial e necessária do TEDxSãoPaulo.  A inspiradora juíza Mylene Ramos, mestre e doutora em Direito pelas Faculdades de Direito das Universidades de Columbia, em Nova Iorque e Stanford, na Califórnia, apresentou dados que mostram a importância de um sistema judiciário diverso, que represente a comunidade de forma efetiva, para que diminua o número de pessoas negras presas injustamente.

A empreendedora inspiradora Monique Evelle, do Desabafo Social também provocou o público com seus apontamentos certeiros, de como as vezes o empreendedorismo surge na vida de muitos negros e negras, por uma questão de sobrevivência.

As palestrantes brancas, presentes num evento majoritariamente formado por mulheres negras, provaram porque estavam ali. Lia Vainer Schuman mostrou que a “branquitude” está presente até entre os moradores de rua, onde brancos têm acesso aos banheiros de shoppings e ganham mais gorjetas que os negros.

Mariana Barros encerrou a grande noite, com uma fala sobre interculturalismo, nos levando a reflexão de como o mundo seria melhor, se nós uníssemos pelas nossas semelhanças ao invés de criarmos guerras por nossas diferenças.

O TEDxSãoPaulo, o das mulheres negras, foi uma experiência única que, entre várias reflexões, inquietações e questionamentos, a pergunta mais feita por todos, durante os breaks, era: porque não aconteceu antes?

ONG oferece Pós em Educação e Relações Étnico-Raciais por R$99 por mês

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A ONG Combat Social e a Empregueafro firmaram uma parceria com a Faculdades Integradas Campos Salles, na qual serão ofertadas 50 bolsas de estudos no curso de Pós-Graduação Lato Sensu em Educação e Relações Étnico-Raciais, com matrícula no valor de R$180 e mensalidade 15xR$99.

Esse valor, bem abaixo do mercado é válido somente através do convênio. O início das aulas está previsto para o próximo dia 27 de agosto (Quara-feira).

A modalidade do curso é semi-presencial, os encontros acontecem em 1/2 período aos sábados. Pré-requisito: Ensino Superior Completo.

Todos os interessados deverão comparecer na sexta-feira 27 de julho no Espaço Combat Social, às 19 horas, localizado na Av. Eng. George Corbisier, 782 – Jabaquara – São Paulo que fica a 5 minutos do Metrô Jabaquara.

Outras informações serão repassadas na respectiva reunião.

Interessados podem enviar e-mail para: luiz.combatsocial@gmail.com 

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