#ConsciênciaNegra : Economia compartilhada e racismo na era digital

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Imagem: Google Images

Um rosto negro no aplicativo pode resultar em uma experiência diferente e desagradável ao usar plataformas digitais de transporte e turismo.

O app Airbnb sofreu diversas denúncias por conta de turistas que tiveram seu pedido de hospedagem negado por cor ou sobrenome. Como isso foi constatado? Muitos desses usuários, desconfiados de práticas racistas faziam uma nova solicitação com cadastros falsos onde eles apareciam como brancos e advinha? A aprovação era instantânea.

Felizmente a resposta ao racismo , foi além do usual pedido de desculpas da empresa, e se deu por meio da criação de aplicativos feito por pessoas negras. No Brasil temos o Diáspora Black, que atende pessoas de todas as etnias, mas oferece um acolhimento mais cuidadoso à grupos discriminados.

Na rua eles não param, pelo celular te fazem esperar

Nos EUA estudos feitos por grandes Universidades, mostram que ao pedir Táxi por meio do app Uber, o passageiro negro espera até 53% de tempo a mais que um passageiro branco.

O App. 99 lançou ano passado durante o mês de novembro, Mês da Consciência Negra, uma pesquisa com dados desoladores. Dos 10 mil passageiros negros pesquisados, 46% afirmaram que sofreram racismo durante corridas de táxi.

 A empresa coletou esses dados durante uma ação de 48 horas onde, após avaliação dos serviços prestados, os usuários que se autodeclaravam negros, tiveram que responder algumas perguntas complementares.

Em São Paulo, houve casos de passageiros negros que ao embarcarem em um Táxi solicitado por um aplicativo, não foram transportados ao destino solicitado, mas para delegacias, ou foram expulsos do veículos perto de viaturas. por terem “aparência de bandido”, de acordo com o julgamento do motorista.

Acho que a preocupação em mensurar o racismo por meio das pesquisas (quando feito pela própria empresa) um sinal positivo de que há uma preocupação com o assunto, mas sinto falta de ações que levem a reflexão sobre o tema de forma mais regular.

Reconhecer o problema é o primeiro passo para resolvê-lo, mas é necessário ir além. Os app de transporte são populares, há quem use diariamente, portanto urge a necessidade discutir como melhorar o atendimento, para que pessoas negras que pagam tarifas iguais ao brancos não sejam tratadas de forma pior.

Ah, e orientar os motoristas para não colocar pagode só porque o passageiro é negro, também seria interessante.

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