A cantora Rihanna, através da instituição Clara Lionel Foundation (CLF), criada por ela, em 2012, está financiando estudos de jovens em universidades dos Estados Unidos. Jovens do Brasil e de outros seis países (Haiti, Cuba, Barbados, Grenada, Jamaica e Guiana) serão os beneficiados. A bolsa tem o valor de até R$ 170 mil reais para brasileiros.
Para concorrer ao benefício, é necessário que o jovem tenha sido aprovado em uma universidade norte-americana. As inscrições para a edição deste ano vão até 10 de junho pelo site da CLF. Não há número de vagas pré-estabelecido.
Para se inscrever, basta preencher um formulário on-line, enviar o histórico escolar e uma cópia da “carta de aceite” da instituição norte-americana. Os candidatos participarão de um processo seletivo, em que serão avaliadas a capacidade de liderança e a participação em atividades de caridade.
O Prêmio Sim à Igualdade Racial 2019, criado pelo Instituto Identidades do Brasil (ID_BR), que será realizado no dia 14 de maio, às 19h, no Hotel Copacabana Palace, no Rio de Janeiro, traz Heloísa Jorge, a Gilda, de “A Dona do Pedaço“, próxima novela das 21h da Rede Globo, para substituir a atriz Adriana Lessa, que está doente, como apresentadora do Prêmio.
Além de ancorar a noite, Heloísa vai dançar e cantar “Pata Pata”, clássico de MiriamMakeba. No teatro, a angolana Heloísa é uma das atrizes que vive Dona Ivone Lara, no musical escrito e dirigido por Elisio Lopes Jr. e que, depois do sucesso no Rio, entra em cartaz em São Paulo no mês de agosto. Ele, inclusive, é o responsável pelo roteiro da festa.
A premiação acontece durante o jantar beneficente do ID_BR que reúne celebridades e executivos de grandes empresas e visa arrecadar fundos para programas e ações do Instituto. Gilberto Gil e Ingrid Silva são as atrações musicais confirmadas. Gil será o principal homenageado.
Além de Heloísa, Draysson Menezzes, FelipeAdetokunbo e UdilêProcópio serão os apresentadores do evento. O prêmio visa conhecer pessoas e iniciativas de todo o país. O ID_BR recebeu milhares de indicações para as categorias e tiveram indicações de diversas regiões do Brasil.
Todos os olhares em mim e eu não sabia para onde olhar. A professora falava sobre negros escravos (não escravizados), chibata, mortes, famílias separadas, até que uma princesa branca chamada Isabel, assinou a lei Áurea e libertou os meus ancestrais, no dia 13 de maio de 1888.
Uma salvadora branca, como todas as minhas bonecas.
E eu, a única negra da sala era a representação dessa tragédia, a personificação de um povo que só sofreu, de acordo com os meus professores. Uns olhares eram de dó, outros me intimidavam, mas todos me deixavam desconfortável.
O período da escravidão até a abolição era a única menção à população negra em quase toda a minha vida escolar, durante os anos 80 e 90. Como gostar de ser negra, se tudo o que eu aprendi na escola sobre meus antepassados estava atrelado ao maior ato terrorista da humanidade que foi a escravidão negra, que durou mais que o Holocausto e a maioria das guerras?
No dia 10 de maio, o programa Conversa com o Bial, da Rede Globo teve como tema a abolição, e bem no começo do bate-papo de altíssima qualidade, que teve o professor Doutor Hélio Santos, a Phd em Física Sonia Guimarães ( a primeira negra com esse título no Brasil) e o rapper Emicida, a maneira como as escolas abordam a abolição foi comentado por eles.
Hélio Santos, Sonia Guimarães e Emicida no Conversa com o Bial (Foto: Divulgação)
“O pior momento da escola era quando falavam sobre escravidão. Eu me sentia humilhado, pouco protagonista”, descreve o professor Santos.
“Era desagradável (falar sobre abolição), já que o protagonismo da nossa história não era nosso. Era comum sermos alvos de piadas e insultos”, explicou Emicida.
Sonia Guimarães só descobriu há poucos anos as contribuições dos negros para ciência, sua área de atuação. “Eu só descobri sobre as riquezas da África, recentemente, só nos anos 2000”.
Uma luz no fim do seria se sanção da Lei No. 10.639/03 que completa 15 anos em dezembro, tivesse saído do papel. O primeiro parágrafo do documento prevê que “ O conteúdo programático a que se refere o caput deste artigo incluirá o estudo da História da África e dos Africanos, a luta dos negros no Brasil, a cultura negra brasileira e o negro na formação da sociedade nacional, resgatando a contribuição do povo negro nas áreas social, econômica e política pertinentes à História do Brasil”.
Muitas iniciativas apareceram nos últimos anos para cobrir essa lacuna deixada pelo não cumprimento da lei. O EMEI Nelson Mandela e Afroeducação em São Paulo, o projeto Quilombinho no ES, e centenas de livros paradidáticos que contam outras narrativas negras para as os pequenos afro-brasileiros em idade escolar têm feito a diferença.
Essas duas últimas gerações de pais negros, mais empoderados e conscientes já são responsáveis por uma mudança positiva. Vemos os pequenos e pequenas amando seus cabelos, querendo brinquedos com representatividade, naturalmente gostamos mais de si mesmos.
Resta agora que as escolas educadores se preparem para ensinar sobre os negros, não só sobre suas dores, mas sobre suas contribuições para humanidade, para alunos de todas as etnias.
O Instituto Identidades do Brasil (ID_BR), criador do Prêmio Sim à Igualdade Racial 2019, que será realizado no dia 14 de maio, às 19h, no Hotel Copacabana Palace, no Rio de Janeiro, divulgou os indicados ao prêmio.
A premiação acontece durante o jantar beneficente do ID_BR que reúne celebridades e executivos de grandes empresas e visa arrecadar fundos para programas e ações do Instituto. Gilberto Gil e Ingrid Silva são as atrações musicais confirmadas. Gil será o principal homenageado. O roteiro da festa será assinado por Elísio Lopes Jr. Adriana Lessa, Draysson Menezzes, Felipe Adetokunbo e Udilê Procópio serão os apresentadores do evento.
O prêmio visa conhecer pessoas e iniciativas de todo o país. O ID_BR recebeu milhares de indicações para as categorias e tiveram indicações de diversas regiões do Brasil.
Confira as categorias e os nomes que irão concorrer ao Prêmio Sim à Igualdade racial 2019, maior premiação de temática racial da América Latina.
O Prêmio Sim à Igualdade Racial 2019, criado pelo Instituto Identidades do Brasil (ID_BR), será realizado no dia 14 de maio, às 19h, no Hotel Copacabana Palace, no Rio de Janeiro, e tem Gilberto Gil como principal homenageado. O roteiro da festa será assinado por Elisio Lopes Jr., que foi um dos indicados aos prêmios no ano passado.
Diretor, dramaturgo, escritor e roteirista, Elisio é o roteirista de “Espelho“, de Lázaro Ramos, no Canal Brasil e um dos roteiristas de “Medida Provisória“, primeiro longa de Lázaro, ainda sendo filmado. Dirigiu também o evento que encerrou os festejos pelos 470 anos de Salvador, um cortejo branco que atracou no Farol da Barra e teve Ivete Sangalo, Filhos de Gandhy, Muzenza e muito mais.
Além de Gilberto Gil, o evento terá ainda a presença de Ingrid Silva, carioca de Benfica que hoje integra o Dance Theatre of Harlem. Adriana Lessa, DrayssonMenezzes, FelipeAdetokunbo e UdilêProcópio serão os apresentadores do evento.
O prêmio tem o objetivo de reconhecer nomes e iniciativas que atuam em prol da Igualdade Racial no Brasil é representado pela estatueta “Mad World”, do artista plástico Vik Muniz, que retrata um globo terrestre a partir de acontecimentos importantes pelo mundo.
ID_BR é uma organização sem fins lucrativos, pioneira no Brasil, que promove os direitos humanos. Com foco na luta pela igualdade racial, desenvolveram a campanha Sim à Igualdade Racial, com o proposito de conscientização e engajamento de organizações e da sociedade civil em prol das ações afirmativas e crescimento socioeconômico da população negra, através da inserção no mercado de trabalho.
O deputado Rodrigo Amorim (PSL), nesta segunda-feira (6), apresentou um projeto de lei que afeta a Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF) e a Fundação Centro Universitário Estadual da Zona Oeste (UEZO). O intuito dele é acabar com as cotas raciais em instituições públicas, estaduais de ensino superior no Rio de Janeiro.
Contra a medida do deputado, lideranças do movimento negro tomaram a frente da situação e pediram reuniões com o Procurador-Geral do Estado e com o presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) na próxima segunda-feira (13), dia da Abolição da Escravidão. Também se prepara um protesto no mesmo dia na frente da Alerj.
Não bastasse destruir o patrimônio público, quando quebrou a placa com o nome de Marielle Franco, vereadora carioca do PSOL e assassinada em março de 2018, emoldurou fragmento do artefato quebrado e o pendurou em seu gabinete, na Alerj, como uma espécie de troféu e ainda como uma afronta.
Na proposta, o parlamentar diz que o sistema de cotas raciais “cria um terrível precedente, que é a discriminação social para atingir objetivos políticos” e “divide negativamente as sociedades onde são implantadas, gerando ódio racial e o ressentimento das pessoas que não entraram na Universidade“.
Em entrevista ao O Globo, o presidente da ONG Eduafro, Frei Davi, diz que tem consciência de que Rodrigo está jogando para a plateia dele. “Esse fato reforça o voto de quem o colocou no cargo, que é a extrema-direita. Essas pessoas têm o direito de ser de direita. E nós temos o direito de querer as minorias (negros, índios, pobres e mulheres) nas universidades“.
Há 15 anos a Uerj foi a primeira universidade pública a incluir cotas raciais em seu vestibular, recentemente decidiu renovar a iniciativa por mais uma década. Segundo a instituição, em 2003 havia 2% de negros na comunidade acadêmica, tendo o percentual ampliado para 12% no ano passado. Um número bem menor do que os 51,7% de pretos e pardos da população do estado.
A Feira Preta apresenta neste sábado (11), a partir das 13h, na Red Bull Station, o Festival Pretas Potências, que visa ressignificar a Abolição da Escravatura convidando jovens de 18 anos a colocar a suas vozes e forças para ocupar o Red Bull Station com diversas atividades. O intuito é trazer a juventude para o centro do diálogo e do fazer, serão debatidos temas como inovação, criatividade, resistência e transcendência negra. Toda a programação do festival é gratuita e livre para todos os públicos.
“O Festival Pretas Potências surge para ressaltar a força criativa e inovadora da comunidade negra no passado, no presente e no futuro. A potência do povo preto surge sim de sua luta, mas não está limitada a ela. Usamos a criatividade para transcender à negação dos lugares que reservam a nós”, explica Adriana Barbosa, idealizadora da Feira Preta, maior evento de cultura e economia preta da América Latina.
No festival, os jovens artistas convidados que participaram da imersão apresentam seus trabalhos aos visitantes em formatos diversos, nos ateliês do prédio. Também haverá, na programação do dia, a Feira Pretas Potências, com expositores independentes que dialogam com as linguagens de artes gráficas, moda e literatura; além de um bate-papo sobre Culturas Urbanas, com Kimani, RinconSapiência e Toddy e, por fim, um DJ set especial da JAH!SPORA, festa mensal produzida pelo Coletivo Abebé, parceiro do evento.
Confira a programação:
13h – 20h
FEIRA PRETAS POTÊNCIAS
Feira de expositores que dialogam com as linguagens de artes gráficas, moda e literatura independente.
>> Local: Corredor Red Bull Music Studios
13h – 20h
OCUPAÇÃO 18#
Após uma imersão realizada pelo Instituto Feira Preta com 18 jovens, criações espontâneas em formato de feira, intervenções nos ateliês e performances serão apresentadas por todo o prédio.
>> Local: Ateliês
13h às 14h
BATE-PAPO “CULTURAS URBANAS: PASSADO, PRESENTE E FUTURO”, com Kimani, Rincon Sapiência e Toddy (Coletivo OPNI)
Os três artistas, de diferentes vertentes da cultura de rua debatem como a arte pode ser convertida em uma ferramenta de transformação social e formação de identidade.
>> Local: Auditório
18h às 20h
DJ set com JAH!SPORA
A festa mensal do Coletivo Abebé promove um happy hour para comemorar os dois anos do Coletivo e homenageia ritmos africanos e afro-diaspóricos com um setlist recheado de Dancehall e Afrobeats.
>> Local: Galeria Principal
O Red Bull Station fica na Praça da Bandeira, n° 137, São Paulo.
A agência de turismo Sou+Carioca, localizada no Rio de Janeiro, esse ano completa quatro anos de existência. Com mais de 150 roteiros pela cidade maravilhosa, convida o público para uma tour gratuita pela “Pequena África“. O ponto de encontro será no dia 26 de maio, às 10h, em frente ao Museu de Arte do Rio (MAR), na Praça Mauá.
A agência visa usar nos roteiros narrativas que vão na contramão daquelas utilizadas no turismo de massa. Questões de gêneros, étnico-raciais e crítica social permeiam nossos roteiros. Com duração de 3h, os temas abordados serão a herança africana na cultura carioca e brasileira, ancestralidade, educação patrimonial entre outros
Toda a história será narrada ao passarem por locais como Praça Mauá, Morro da Conceição, Pedra do Sal, Jardim Suspenso do Valongo, Praça dos Estivadores e Cais do Valongo.
A responsável pelo trajeto será Luana Ferreira, que é guia de turismo e historiadora formada pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Trabalha com turismo histórico-cultural com enfase na narrativa afro-referenciada. Luana pretende mostrar a participação do povo negro na formação cultural carioca.
Com o objetivo de valorizar a produção artística periférica, a 4ª edição do Festival Periferia Preta tem entrada gratuita e será realizada dia 11 de maio, no bairro Fazenda da Juta, em São Paulo. Com mais de 15 atrações confirmadas, o evento defende, do começo ao fim de sua programação, corpos pretos vivos, corpos pretos livres, corpos que se assumam e se representem em diversidade.
Criado em Fazenda da Juta, bairro reconhecido pelo seu histórico de luta, o Coletivo Periferia Preta aproveita a data para celebrar as vidas das Negas, Marias e Madás, das mulheres pretas de todos os lugares, no tempo e no espaço, que construíram nestes 131 anos a resistência favelada contra a falsa abolição da escravatura.
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“Além de celebrar a vitória dos ciclos de vida cumpridos, homenagearemos as vítimas fatais do sistemático ciclo de interrompimentos posto por esta sociedade racista. Acreditamos que a nossa intervenção é semeadura, que seu potencial é transformador tanto no território quanto nos imaginários. Acreditamos que nosso trabalho, somado a tantos outros, dia após dia, desconstruirá para sempre as narrativas de exclusão e inferiorização”, explica Cássia Caneco, uma das produtoras do evento.
Confira a programação completa:
12h30 | CCA – Sonho Jovem
13h | Grupo EH2
13h-18h | Feira Meninas Mahin
13h30 | DJ Aline Vargas
14h30 | Hip Hop no Vagão
15h | Dj Beto Premier
15h40 | Brincadeiras palco
16h | Celly IDD e Chel Quebradeira Pura
16h30 | DJ Gizz
17h30 | BLACKAT
18h-22h | Coletivo Coletores
18h20 | Monna Brutal
19h | Samba Nega Duda
20h | NCI – Irmã Doroty Stang + Homenagem
20h30 | Pitty Pizada e Bruno Brilhoso
22h | JUTA POSSE – Sound System
A Cia RubensBarbot, primeira companhia de dança negra contemporânea do Brasil, aos sons das músicas de Naná Vasconcelos, reestreia “Dança Naná”, uma releitura do primeiro sucesso internacional da companhia, que teve sua primeira apresentação em 1993. O espetáculo tem 25 anos de história e estará em cartaz em única apresentação no Sesc Nova Friburgo no sábado (11), às 19h. No Sesc Copacabana do dia 16 a 19 deste mês, às 20h e no Sesc Ramos também será única apresentação no dia 24, às 19h30.
“Dança Naná” traz os gestos, movimentos e imagens que surgem dos corpos nas danças tradicionais brasileiras e traduzidas nos corpos negros. Essa obra foi gerada a partir de um estudo específico sobre danças populares pertencentes à cultura brasileira, que teve a moldura musical de Naná Vasconcelos.
A coreografia tem 35 minutos e outras duas, também ícones dentro da história da companhia compõem o programa sendo na primeira parte: “A Nega”(1991) solo com Wilson Assis e “Nem Todos Somos Patinhos Feios” (2012), coreografia de Luiz Monteiro sobre um tema lançado por Elvio Assunção.
Foto: Wilton Montenegro
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Foto: Wilton Montenegro
Foto: Wilton Montenegro
Foto: Wilton Montenegro
Foto: Wilton Montenegro
Foto: Wilton Montenegro
O espetáculo é dançante, alegre, bem-humorado e contagiante, tem direção de Gatto Larsen, no elenco: Ana Paula Dias, Carlos Maia, Carlos Mutalla, Eder Souza Martins, Wilson Assis e produção Beth Lopes. A coreografia é de Luiz Monteiro, que na primeira apresentação, há 25 anos, era bailarino, hoje assina a releitura da coreografia original de Rubens Barbot, criador da Cia Rubens Barbot, ícone da dança negra contemporânea e diretor do Terreiro Contemporâneo, espaço que é uma das
bases da arte negra carioca.
Para mais informações, ligue: Sesc Nova Friburgo / (22) 2543-5000, Sesc Copacabana / Telefone: (21) 2548-1088 e Sesc Ramos / (21) 2290-4003.
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