Eddie Murphy, após 30 anos da estreia de Um Príncipe em Nova York, volta ao papel do príncipe Akeem, integrante da realeza africana, que retornará aos EUA após descobrir que tem um filho na América, seu herdeiro no trono.
E se o roteiro já nos deixa ansiosos pelo retorno do longa, tudo fica ainda mais promissor com a chegada de Ruth Carter para cuidar do figurino da realeza de Zamunda ( nação africana fictícia). Carter que levou o Oscar de 2019 como melhor figurino pelo filme Pantera Negra comemorou a notícia em seu Twitter.
A Paramount Pictures também anunciou o diretor Craig Brewer (de Empire) para comandar o longa, com roteiro reescrito por Kenya Barris, criador da série Black-ish.
“Depois de muitos anos de antecipação, estou empolgado com o fato de Um Príncipe em Nova York 2 estar oficialmente acontecendo […] Nós montamos uma grande equipe que será liderada por Craig Brewer, que acabou de fazer um trabalho incrível em Dolemite e estou ansioso para trazer todos esses personagens clássicos e amados de volta para a telona“, disse Murphy em um comunicado que anunciou a sequência.
“Viva o presente e não negue o passado”, diz voz de Maya Angelou no clipe teaser do HomeComing, filme/documentário que Beoyncé apresentará ao mundo dia 17 de Abril, pela Netflix.
Não se sabe muito do que se trata, mas pelas cores e fontes (letras) dos anúncios complementados pelas imagens do teaser, tudo indicada que o especial será sobre a participação história da cantora no Coachella, onde ela foi a primeira mulher negra a ser destaque principal do evento em 19 anos.
Não por acaso, HomeComing também é o nome do programa de bolsa de estudos lançado por QueenB. Pelo texto que apresenta o programa é evidente que o show foi pensado para destacar ainda mais o quanto os valores educacionais são importantes para artista, sobretudo sobre a necessidade de se investir em mulheres negras.
O programa foi lançado no mesmo ano de Lemonade, em 2017 para apoiar mulheres negras “que pensam fora da caixinha”. A bolsa de estudos, “The Formation Scholars Awards Program” doou um valor de 25 mil dólares por estudante, por um ano, 2018/2019 (o que equivale a quase 97 mil reais).
Como informa o site BeyHive, HomeComing (voltando para casa), trata-se também de uma tradição dos Estados Unidos, onde colégios ou universidades organizam eventos para dar boas vindas aos estudantes no retorno das atividades escolares.
“Além das tradicionais bandas marciais que vemos nos filmes e séries, também acontecem partidas de algum esporte (futebol americano, futebol, basquete, etc), bailes de dança, banquetes, desfiles, entre outras atividades”, diz o site.
O rapper baiano Nouve se apresenta pela primeira vez em São Paulo se abre sua nova temporada de trabalhos após o lançamento do videoclipe “Quero Resolver”. A apresentação é gratuita e será no Centro Cultural da Juventude Ruth Cardoso (CCJ), na próxima quinta-feira (11), às 20h30, em São Paulo, com participação especial de Fióti.
Desta vez, o artista apresenta um novo formato de show e traz o DJ Mr Brown e o percussionista Rodrigo Aleixo. O intuito é resgatar sua própria raiz através da arte e mostrar toda a riqueza cultural que influencia sua carreira. Ele pretende fazer uma mistura ritmos, Rap com Dub, Samba Reggae, Zouk, e vai apresentar uma nova roupagem para algumas músicas antigas, além de dar uma prévia dos próximos trabalhos
Fióti foi uma das pessoas que acolheram Nouve em sua vinda de Salvador para São Paulo. “Como é um momento bem especial, o primeiro show aqui, nesse formato que eu já estava buscando há algum um tempo, ele não poderia ficar de fora”, explica Nouve. Para Fióti, é um prazer colaborar com a mensagem e caminhada de pessoas com as quais ele se identifica. “Vejo muita verdade e persistência na trajetória do Nouve, poder estar junto dele nesse momento tão especial é uma benção que só a música seria capaz de proporcionar”.
No dia 12 de abril, após o evento no CCJ, Nouve é o convidado especial de Fióti no Museu da Imagem e do Som (MIS), às 21h, em São Paulo, onde será lançado o próximo single do artista, além da exibição do clipe em primeira mão, que tem direção de Henrique Alqualo. A apresentação ocorre dentro do projeto mensal do Museu dedicado à música independente, o Estéreo MIS. É uma pequena amostra do que vem por aí na carreira de Fióti.
“Para este ano, estou focado em lançar singles, a demanda de trabalho do escritório (LAB Fantasma) tem sido intensa, logo, estou me organizando para fazer algum projeto autoral maior apenas para 2020, um passo grande para o primeiro álbum talvez, ainda estou refletindo para onde levar minha vida e carreira”, explica.
O CCJ fica na Avenida Deputado Emílio Carlos, n° 3641, Vila Nova Cachoeirinha (Próximo ao terminal Cachoeirinha – Zona Norte/SP). A entrada é gratuita e os ingressos podem ser retirados 30m antes do show. Já no dia 12, no MIS, os ingressos custam R$ 14 a inteira e R$ 7 a meia entrada. Para comprar, acesse https://www.ingressorapido.com.br.
O amor negro tem várias formas, uma delas é a amizade. O dia que o Brasil conheceu a professora aposentada Dona Diva Guimarães , durante a 5ª edição da Flip (Feira Literária Internacional de Paraty, em 2017, nasceu uma amizade cujo os frutos todos nós ganharíamos.
Lázaro Ramos se conectou de alma e coração à essa senhora que traz em si o conhecimento ancestral e testemunhou a perversidade do racismo, sem perder a altivez e a vontade fazer a diferença para os seus pares.
Ramos a levou ao seu programa Espelho no Canal Brasil, onde pudemos vê-la falando com a calma de quem se sente à vontade, por estar próxima a um amigo que não disfarça a emoção ao ouví-la.
E ator irá nos brindar mais uma vez com a presença da Dona Diva no cinema. Ela faz parte do elenco do Medida Provisória – O filme, longa de ficção dirigido por Lázaro que está em fase de produção. “Sou abençoado. Obrigado pela chance de contar esta história e por ter pessoas como ela junto de nós. Obrigado!!!”, celebrou o ator em sua conta do Facebook.
A esposa do ator, Taís Araújo também faz parte do elenco, juntamente com Seu Jorge, Mariana Xavier e Alfred Enoch (How to Get Away With Murder e Harry Porter).
O elenco de Medida Provisória – O Filme ( Reprodução Instagram)
Não há idade para se desenvolver a veia empreendedora. Basta ter a vontade, referência e apoio.
Com a intenção de levantar dinheiro para comprar um vídeo game, Márcio Jr. de 10 anos, que mora na cidade do Rio de Janeiro, propôs a sua mãe que eles criassem uma marca de acessórios inspirados no brinquedo Lego, sua paixão.
Os brincos inspirados em Lego (Foto:Instagram)
Dona Myrian, a mãe, concordou e investiu no projeto do filho o ajudando a montar e vender. No baile infantil afrocentrado, do Bailinho dos Crespinhos, que Márcio já frequentava, mãe e filho começaram a vender peças, nos estandes de expositores e vendeu bastante. Nasceu a marca MJ que tem como slogan “Menino preto pode”.
MJ, de preto, vendendo seus produtos
O sucesso estimulou a família a vender em outros eventos e hoje os produtos podem ser encontrados pelas redes sociais da marca MJ. Até a cantora Adriana Calcanhoto já usou peças da MJ em seus shows.
No dia 6 de abril, Márcio e sua família farão um evento para o lançamento da nova coleção da marca. A modelo mirim e dançarina Elis MC, estará presente no evento, que começa as 15h, na Praça do Viseu na Vila da Penha/Rio de Janeiro.
A entrada é franca e o evento é aberto ao público.
Para saber mais acesse a página desse pequeno afro-empreendedor clique aqui.
Agora no mês de Abril, o museu Afro Brasil, em São Paulo, comemora 15 anos, se consagrando como um dos principais espaços de cultura da cidade de São Paulo.
(Foto: Luiza Magalhães)
“São Paulo é uma cidade-síntese, que resume em si toda a riqueza da diversidade étnica e cultural de nosso país, e que, por sua condição cosmopolita, não a isola da realidade do mundo globalizado em que vivemos. É aqui que todas as diferenças se encontram e se confrontam, que todas as sínteses se tornam possíveis, todos os choques visíveis, mais que em qualquer outra parte do país. Aqui é o lugar onde um Afro Brasil nos oferece o desafio de uma herança a resgatar”, ressalta Emanoel Araujo, fundador do Museu Afro Brasil.
No sábado, dia 6 de abril, às 11h, a exposição “Museu Afro Brasil, nos seus 15 anos, celebra São Paulo – Uma iconografia urbana” comemora o aniversário da exposição.
Confira as demais exposições do espaço que trazem muitas ancestralidade e negritude para capital paulista:
EXPOSIÇÕES
Exposição de Longa Duração
A exposição de Longa Duração pretende contar uma outra história brasileira. (…) tem a intenção de desconstruir um imaginário da população negra, construído fundamentalmente pela ótica da inferioridade ao longo da nossa história e transformá-lo em um imaginário estabelecido no prestígio, na igualdade e no pertencimento, reafirmando assim o respeito por uma população matriz de nossa brasilidade.
Design e Tecnologia no tempo da Escravidão
A mostra apresenta mais de 400 peças do acervo do museu, entre objetos de uso doméstico e ferramentas para ofícios rurais e urbanos, que contextualizam o conhecimento aplicado na produção de objetos e utensílios dos séculos XVIII e XIX.
Um Deoscóredes – 100 anos do Alapini Deoscóredes Maximiliano dos Santos
A exposição é uma homenagem ao centenário de nascimento de Mestre Didi (1917-2013), Alapini do Ilê Asipa e filho de Mãe Senhora (1890-1967) – iyalorixá do Ilê Axé Opô Afonjá.
África Contemporânea
A exposição apresenta trabalhos de artistas contemporâneos de diversos países africanos, criadores conhecidos por exporem as próprias feridas e acumulações por meio de pinturas, esculturas, instalações, desenhos e colagens.
África e a Volta dos Espíritos
A mostra África e a Presença dos Espíritos reúne esculturas, máscaras, asens e moedas produzidas em cobre, madeira, tecido, miçangas e fibra vegetal dos tradicionais povos africanos Guro, Fon, Senufo, Iorubá, entre outras etnias.
Isso é coisa de Preto: 130 anos da Abolição da Escravidão
Nos 130 anos da abolição da escravidão (1888), o Museu Afro Brasil ressalta a competência, o talento e a resistência negra que evidenciam e valorizam a fundamental contribuição africana e afro-brasileira na construção do país.
Museu Afro Brasil, nos seus 15 anos, celebra São Paulo – Uma iconografia urbana I Abertura 6 de abril
ATIVIDADES EDUCATIVAS
Visitas para grupos espontâneos
Dias 07, 14 e 28 de Abril (domingos), às 14h00
As visitas para o público espontâneo terão como foco temas relativos aos núcleos que compõem a exposição de longa duração e que abordam a História, Memória e Arte dos brasileiros a partir da perspectiva afro-brasileira.
Atividade gratuita
Público-alvo: Livre
Duração: 1h00
Inscrições: Para participar, basta chegar com 15 minutos de antecedência ao horário programado e procurar o setor de acolhimento.
Oficina “África em Estampas”
13 de Abril (sábado), às 15h00
A partir de uma visita ao acervo do Museu Afro Brasil, serão destacadas grafias de povos do continente africano, a partir da análise de tecidos, observando aspectos de sua composição e de suas funções em diferentes contextos. A visita é seguida de uma oficina, na qual confeccionaremos padrões de estampas em tecidos.
Atividade gratuita
Público-alvo: livre.
Duração: 120 min.
A atividade será realizada com grupo de no mínimo 5 e, no máximo, 20 pessoas.
Inscrições: [Clique Aqui]
Aos Pés do Baobá
27 de Abril (sábado), às 11h30
Durante este evento de contação de histórias ou mediação de leitura, os visitantes terão oportunidade de se aproximar de dimensões das narrativas africanas ou afro-brasileirase, em seguida, participar de um bate-papo conduzido por integrantes do Núcleo de Educação do Museu Afro Brasil.
Mulheres e meninas negras vendem sim. Um rosto negro dentro de uma narrativa coerente é sucesso garantido em uma campanha publicitária, afinal, somos a maioria nessa terrinha chamada Brasil.
MC Soffia, 15 anos, além de negra e rapper, já tá na estrada há um tempo, se posicionando sobre o que pensa dentro e fora das letras da suas músicas, o que lhe rendeu reconhecimento internacional colocando o nome da adolescente no livro “Resistentes, 52 Mulheres Jovens Fazendo suas Histórias agora” escrito pela jornalista britânica Lauren Sharkey, especializada em questões femininas. Em 2018, Soffia ganhou o prêmio de artista revelação no prêmio Cláudia, uma das maiores premiações femininas da América Latina.
As marcas Coca-Cola e Converse (foto/ Instagram) escolheram a rapper para protagonizar suas campanhas.
Só o vídeo da Coca está com mais de um milhão de visualizações :
“Quanto antes eu puder apresentar meu trabalho para as meninas que têm a minha idade, para que elas possam crescer com uma consciência avançada de sua importância e papel na sociedade, melhor”, diz ela.
Continue arrasando na representatividade irmãnzinha!
Lori Lightfoot é a nova prefeita de Chicago, uma das três maiores cidades dos EUA. Ela venceu as eleições nessa terça-feira,2, disputando a vaga com outra mulher negra, Toni Preckwinkle.
Lésbica assumida, Lightfoot pautou sua campanha em defesa da igualdade econômica, violência armada e questões raciais.
Desde 1837, a cidade só só elegeu um prefeito negro e uma mulher.
“Foi uma das eleições mais significativas da história de Chicago”, disse à AFP Evan McKenzie, professor de ciência política da universidade do Illinois.
Lightfoot é uma ex-procuradora federal que dirigiu um painel que investigava problemas políticos de Chicago e nunca ocupou um cargo político.
O plenário do STF (Supremo Tribunal Federal) julgou constitucional uma lei estadual do Rio Grande do Sul que autoriza o abate de animais em cultos de religiões de matriz africana, como a umbanda e o candomblé.
De acordo com o jornal Folha de S. Paulo, segundo os ministros, o abate nessas circunstâncias não é feito com crueldade, a carne, geralmente, serve de alimento após o culto e é preciso assegurar a liberdade religiosa.
O julgamento começou em agosto de 2018, foi suspenso por um pedido de vista do ministro Alexandre de Moraes e voltou na quinta passada, 28, quando foi concluído com unanimidade dos votos.
Após a publicação da decisão, as redes sociais se tornaram a plataforma de discussões polêmicas e racistas sobre a questão. A que mais se destacou foi da ativista Luisa Mell, que mentiu ao dizer que animais domésticos como cachorros e gatos, seriam vítimas de sacrifício religioso, algo que não acontece nas religiões afro.
O MAV, Movimento Afro Vegano usou seu Instagram para se posicionar sobre a questão, afinal, veganos são contra a morte de animais. Porém, felizmente, o lado ancestral/político falou mais alto.
“Como veganos, claro que somos contra qualquer sacrifício animal. Mas, nesse caso, também como ativistas do movimento negro, sabemos que a problemática vai além do sacrifício.”
De acordo com a imprensa americana, a rede de restaurantes fast-food, McDonalds está passando por uma das maiores transformações de marketing de sua história, porém não estão relacionadas com a maneira com que a marca vende suas refeições.
No dia 29 de março, nos EUA, a marca apresentou o projeto “Black & Positively Golden”, que a rede de restaurantes não define como campanha e sim como um movimento de comunicação.
De acordo com o site americano, Advertising Age, as atualizações recentes da marca mostram um desejo de se aproximar dos afro-americanos, sobretudo os millennials.
Black & Positively Golden é uma plataforma com enfoque na educação, empoderamento e empreendedorismo. Ela substitui a primeira iniciativa similar da marca, o 365Black, que foi criado em 2013.
“Essa iniciativa foca em histórias verdadeiras, poderosas e que trazem orgulho em celebrar a excelência negra”, disse Lizette Willians, head the cultura, engajamento e experiências, do McDonalds americano.
https://www.youtube.com/watch?v=c9XEgIQQDkQ
A promoção da plataforma nas mídias sociais será feito por meio do perfil no Instagram @wearegolden. Anúncios de mídia impressa e peças de rádio também complementam a campanha. Atualmente, mais de 300 negros administram cerca de 1500 restaurantes franqueados da marca.
A rede de restaurantes também declarou que continuará oferecendo bolsas de estudo aos estudantes matriculados em escolas e universidades historicamente negras, por conta da parceria com a fundação Thurgood Marshall College.A Burrell Communications (foto/Instagram), que trabalhou com o McDonald’s na plataforma 365Black, também é responsável pelo desenvolvimento dos trabalhos de comunicação da Black & Positively Golden.
Com informações do Meio e Mensagem e Advertising Age.
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