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“Bluesman” e “This is America” dividem prêmio em Cannes que finalmente dá destaque à questão racial

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Após receber muitos elogios com o lançamento do álbum visual “Bluesman“, o rapper baiano Diogo Moncorvo (Baco Exu do Blues) entra para a história e conquista o Grand Prix com o clipe da música homônima ao disco, na categoria Entertainment Lions for Music, do festival Cannes Lions. Ele dividiu a primeira posição com “This is America“, de Childish Gambino, ambos tiveram quatro votos e desbancaram Beyoncé e Jay-Z, que disputavam com o clipe de “Apeshit“, filmado no Museu do Louvre.

O filme da faixa “Bluesman” tem oito minutos e forte temática racial, os responsáveis pela produção são a AKQA São Paulo e a Stink Filmes. Ultimamente, o que o artista tem buscado fazer é exaltar a cultura preta em suas músicas e trabalhos visuais.

A questão do racismo no Brasil é algo muito importante. Esse Grand Prix apresenta o blues como um movimento cultural e social para levar essa mensagem às pessoas e fazer a diferença. Eu também sou blues”, disse a presidente do júri de Entertainment Lions for Music, Paulette Long Obe, em entrevista ao Meio e Mensagem. Ela também é consultora musical e diretora do conselho Paulette Long, do Reino Unido.

Nas redes sociais, o artista comemora e comenta a importância dessa vitória para o rap nacional. “A primeira coisa que pensei quando soube da notícia foi sobre a importância disso para o rap nacional. Ver o rap brasileiro chegando, disputando com o rap estrangeiro e ganhando espaço entre eles é muito impactante“.

Essa foi a primeira vitória do Brasil na categoria, que está presente no Cannes Lions pela quarta vez e foi criada com o intuito de celebrar mensagens que usem a música como elemento principal.

Assim como Bluesman, This is America aborda questões raciais de forma corajosa e criticou duramente os Estados Unidos pela forma que trata o povo preto. O clipe também traz uma autoafirmação, onde Childish faz questão de exaltar que o homem negro é muito mais do que os estereótipos aos quais sempre é enquadrado.

Tivemos outros trabalhos brasileiros disputando a categoria Design. Foram nove agências com 13 trabalhos finalistas na categoria. O Brasil faturou oito Leões, tendo destaque para a JWT Brasil e o case “Black Box“, para a Universidade Zumbi dos Palmares, que ganhou o Leão de Ouro e quase levou o Grand Prix. Black Box é um trabalho que fala sobre a parte da história que foi ocultada dos livros a respeito da cultura negra.

ZUMBI DOS PALMARES | Black Box from J.Walter Thompson Brasil on Vimeo.

Diego Moraes, karateca da Seleção Brasileira e primeiro repórter esportivo negro da Globo Rio, busca vaga nas Olimpíadas de 2020

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O repórter esportivo e karateca da Seleção Brasileira, Diego Moraes, está buscando vaga nas Olimpíadas de Tokyo em 2020. Após ficar 11 anos afastado do esporte, Diego retornou em 2017. No ar com a terceira temporada da série “Diego San“, exibida no Programa Esporte Espetacular, da Rede Globo, ele é o primeiro e mais antigo repórter esportivo da emissora no Rio de Janeiro.

Com a missão de unir a rotina jornalistica com o esporte, ele está na luta para garantir a vaga. Diego teve sua primeira experiência com o esporte aos três anos, quando fez natação. Aos seis, começou a jornada no karatê e seguiu até dar início a sua busca pelo ensino superior, quando optou pela faculdade de jornalismo e decidiu se dedicar ao jornalismo esportivo.

Acredito que uma das funções mais importantes do jornalismo é informar. O jornalismo esportivo ele informa, entrete e através das histórias de vários atletas, o jornalismo esportivo também inspira“, conta.

Prestes a completar 31 anos, Diego é faixa preta no karatê e está dando um golpe nas estatísticas de jovens negros no país. Nascido em Itaperuna, mudou para Macaé aos dois meses de idade, se formou em jornalismo como bolsista da Puc-Rio e entrou na emissora pelo programa de estágio. Na série do Esporte Espetacular, ele mostra a dificuldade de ser um atleta num país em que o incentivo ao esporte é pequeno.

Mostro o meu dia a dia, me deslocando de transporte público lotado depois do treino ou trabalho, a correria de um lado pro outro, os treinamentos e, apesar das dificuldades mostradas, não só pela rotina, mas pela pressão de estar em competições de alto rendimento, sigo em busca do meu sonho. Como muitos brasileiros fazem. Não importa o peso do trabalho, o peso dos treinos,das competições, o que importa é se superar a cada dia em busca do seu objetivo. Se reinventar pra destruir os obstáculos“, conta.

Diego ainda explica que não é fácil manter a rotina de jornalista e atleta, mas desistir não é opção para ele, já que conciliar as duas funções não é sua única luta e explica que a busca pela diversidade dentro do jornalismo é sua meta.

Sou o único repórter negro da Globo do Rio. Isso num grupo de 30. 1/30 é muto pouco. E a proporção do número de funcionários e quantos deles são negros é próxima a isso. Busco fazer o meu melhor pra não dar margem pra desconfiança e assim abrir caminho pro próximo. Não sou o único negro capaz de ser repórter esportivo no Rio, tem muita mais à espera de uma oportunidade. O meu sentimento é de que a cor não é limitadora da intelectualidade de ninguém e que sim, nós podemos ocupar qualquer espaço“.

O quinto episódio da terceira temporada da série foi exibido no último domingo (16). Diego chegou a sua primeira final em competições em 2019. Falando sobre a vulnerabilidade que está exposta nas competições, o atleta destaca que a palavra significa ter coragem de arriscar e dar o seu melhor sempre. “Eu tenho que fazer o meu, e tenho que fazer bem feito, isso é o que importa”.

Camila Pitanga substitui Giovanna Ewbank e Karol Conka na próxima temporada do Superbonita

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De volta ao seu antigo formato, com entrevistas no sofá, a nova temporada do Superbonita, que deve estrear em agosto, na GNT, terá Camila Pitanga como apresentadora, substituindo Giovanna Ewbank e Karol Conka.

Camila, que tem mais de 30 anos de carreira como atriz, está fora das novelas desde 2016 e ainda não tem nada programado. Em 2018, gravou megaprodução “Aruanas“, exclusivo para a plataforma Globoplay e que deve ir ao ar ainda em 2019.

De acordo com Patricia Kogut, de O Globo, a GNT volta a apostar no formato original porque foi o que levou a atração ao sucesso. Depois da primeira reformulação, em 2017, o programa virou um reality de maquiagem artística. O maquiador das estrelas Renner Souza e a drag queen Lorelay Fox contribuíram com a parte de aconselhamento e avaliação dos participantes.

Também apresentaram o programa sobre beleza, Daniela Escobar (2000-2005), Taís Araújo (2006-2009), Alice Braga (2010), Luana Piovani (2011-2013), Grazi Massafera (2014) e Ivete Sangalo (2015-2016).

Milton Gonçalves processa Paulo Betti por racismo

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Em disputa pela presidência do Sindicato de Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversões do Estado do Rio de Janeiro, os atores Milton Gonçalves, 85 anos, e Jorge Coutinho, 85, estão processando o também ator Paulo Betti, 66, por racismo. Segundo o jornal Folha de S. Paulo, Paulo é membro de uma chapa concorrente a de Milton (atual presidente) e Jorge (diretor geral).

Os três atores fazem parte de um grupo no Whatsapp chamado “Profissão Artistas”. No dia 16 de abril, Betti postou a seguinte mensagem: “A atual diretoria do sindicato está lá há muito tempo e tem uma forte representação negra com Jorge Coutinho e o grande Milton Gonçalves, além do querido Cosme, isso complica bastante a luta, pois pode confundir as coisas”.

Para a defesa de Milton e Jorge, publicada nos autos do processo que a Folha teve acesso, as falas de Betti possuem “ambiguidade e dubiedade”, denotam interpretação imprópria e infeliz, fazendo distinção entre negros e brancos, e são “insinuações evidentemente maledicentes.”

A Folha teve acesso aos autos do processo e, de acordo com a defesa de Milton e Jorge, as falas de Betti possuem “ambiguidade e dubiedade”, denotam interpretação imprópria e infeliz, fazendo distinção entre negros e brancos, e são “insinuações evidentemente maledicentes”. Ambos cobram que Betti responda: que complicador seria o levantado por ele, diante o fato de Milton e Jorge terem forte representação negra? O que poderia “confundir as coisas”? Que coisas seriam essas? Que luta seria essa?

Embora não reste dúvidas quanto à hostilidade das palavras prolatadas por Betti, há real possibilidade de se aferir a prática de crime de injúria preconceituosa, dependendo do que declarar o interpelado”, diz a petição inicial, de acordo com a publicação. Daniel Werneck Cotta, juiz do caso, determinou que Betti apresente sua defesa em até 15 dias. Se condenado, ele pode pegar de um a três anos de prisão, mais multa.

Exposição Ounje apresenta um panorama das comidas de Orixás e das influências africanas na arte brasileira

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Foto: Maria Lago

O Sesc Ipiranga recebe a Exposição Ounje – Alimento dos Orixás, de 18 de junho a 25 de agosto. A mostra faz uma imersão artística na cultura africana a partir da culinária dos terreiros das religiões afro-brasileiras, em especial do candomblé. A entrada é gratuita.

A curadoria foi realizada de forma coletiva por Adriana Aragão, Ana Celia Santos, Ayrson Heráclito, Beatriz Coelho, Bel Coelho, Maria Lago e Patrícia Durães, e propõe um percurso estético sensorial, elaborado a partir das comidas de orixás e do encontro de linguagens artísticas.

O espectador é convidado a conhecer e reconhecer memórias e ancestralidades inspiradas pelo Candomblé durante a visita. O percurso artístico é construído de forma simbólica a partir do alimento que integra a comunidade em torno do ato de comer e possibilita o movimento ritual.

Nas religiões de matriz africana, especificamente no candomblé, cada Orixá representa um fenômeno da natureza, refletindo assim um sistema cosmológico, que entende a existência das coisas e a integra à experiência humana, constituída de modo que as relações entre o homem e o meio ambiente encontre equilíbrio.

Tudo come

As instalações artísticas, estruturadas a partir da montagem cênica de uma cozinha de terreiro, trazem elementos de alguns dos Orixás e criam um percurso de visitação que integra diferentes linguagens artísticas – artes visuais, música, performance, dança e literatura à culinária.

Segundo Bia Coelho: “Com a integralidade dos sentidos, Ounje abarca a influência do candomblé na arte afro-brasileira começando pelo alimento – envolvendo o corpo dançante, as visualidades dos adornos e as musicalidades constantes“.

Foto: Beatriz Campos

A expografia

O projeto expositivo é dividido em três blocos: terreiro artístico, salas expositivas e área externa. O terreiro artístico, localizado no galpão, é formado pelas instalações dos artistas Rodrigo Bueno e Dalton Paula ao redor de uma cozinha. Bueno propõe a realização do Mural das Oferendas, no qual plantas, flores, sementes e frutos, pintura e raízes ficarão suspensos no forro do espaço junto a uma das paredes. Dalton Paula, artista que discute em seus trabalhos os problemas oriundos da escravidão, apresenta a obra Cozinha Sagrada.

As salas expositivas estão divididas em outros três espaços. O primeiro deles recebe a exibição de cinco vídeo instalações de Ayrson Heráclito e a obra Amalá: territórios de justiça, proteção e poesia, de Luiz Marcelo.

Com 1.400 quiabos em cerâmica e chamote, o trabalho de Luiz Marcelo forma um portal de proteção e ligação entre o sagrado e os deuses ancestrais. Um segundo espaço das galerias expõe a instalação Abre Caminhos da artista Nádia Taquary. A obra é composta por vídeo e um balangandã agigantado em cima de uma mesa.

O terceiro espaço é dividido em duas salas. A primeira exibe vídeos de Dalton Paula e Thiago Sant´Ana, cujos trabalhos imergem nas tensões e representações das identidades afro-brasileiras, a segunda traz o curta-metragem Ifá, de Léo França realizado com a comunidade Ilê Axé Opô Aganju em Salvador.

A área externa recebe as propostas dos artistas Davi Rodrigues, com o trabalho de folhas em xilogravura no piso como referência ao chão dos terreiros, e lambe-lambes de J. Cunha, no muro do deck da piscina, trabalho caracterizado pelo mergulho no imaginário da cultura afro-indígena e da cultura popular nordestina brasileira.

Programação Integrada

A exposição conta ainda com uma programação integrada que reúne cozinheiras, artistas visuais, atores, músicos e dançarinos. Apresentações de dança, música, teatro, performances, oficinas, bate-papos e atividades para o público infantil abordam as questões que atravessam a temática da exposição.

As propostas artísticas buscam apresentar ao público elementos da cultura e das religiões afro-brasileiras numa perspectiva contemporânea da arte, possibilitando a compreensão das influências culturais africanas na constituição da sociedade brasileira com objetivo de diminuir a intolerância e a violência contra essas manifestações.

O Sesc fica na Rua Bom Pastor, n° 822 – Ipiranga. Mais informações: (11) 3340-2000.

Terry Crews ilustra livro-aplicativo para crianças escrito pelo ex-colega de time (e tem versão em português)

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Terry Crews,  que ficou famoso como o pai pão duro, Julius, em Todo Mundo Odeia o Chris, além de atuar, ser ex-atleta e  muso fitness também desenha, e muito. O seu trabalho de ilustrador pode ser visto no livro Come find me (Venha me encontrar), relançado em uma versão digital 20 anos após sua primeira publicação.

“A ideia do livro na época já era inovadora. Dois meninos negros que se imaginam como pilotos de avião, capitães, pilotos de corrida ainda era legal essa noção ideológica que uma pessoa tem que cuidar outra, mesmo sendo apenas um jogo”, explica Terry.

Seu amigo de time, Ken Harvey (Crews jogava futebol americano no Washington Redskins) escreveu o livro e o ator fez as ilustrações.

A nova versão da obra interage juntamente com um aplicativo para ser baixado no celular ou tablet, ou seja, você soma a diversão da leitura com a de um jogo online.

Felizmente o livre tem uma versão em português e custa U$ 17 no site oficial do livro. Clique aqui para acessar. 

 

 

“Me sinto honrada”: Serena Williams celebra tranças e tradição africana ao cuidar do cabelos da filha

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Uma das maiores atletas do mundo deu aos seguidores do Instagram uma pequena lição sobre as origens das tranças feitas na África.  Serena Williams postou uma foto dela mesma trançando o cabelo da sua filha.

A pequena Olympia, de um ano de idade, sorria entre as pernas da mãe que sorria de volta trançando os cachinhos da filha com muito carinho.

“O trançar começou em África com os Himbas, da Namíbia”, explicou Serena.

“Em muitas tribos africanas as tranças são o único jeito de identificar cada uma dessas tribos. Devido ao tempo que se levava para fazer as pessoas costumavam aproveitar também para socializar. Começou com os anciãos trançando seus filhos, depois os filhos assistiram e aprenderam com eles. A tradição de trançar os cabelos foi levada adiante por gerações e rapidamente cruzou o mundo”, celebrou a tenista.

Dividir essa tradição com sua filha, parece ter sido a motivação principal da postagem da atleta que tem mais de 11 milhões de seguidores no Instagram. “Tenho a honra de compartilhar essa experiência de união com minha própria filha e adicionar outra geração de tradições históricas”, finalizou Serena.

 

Alinne Prado é confirmada na quinta edição do Dancing Brasil

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A jornalista Alinne Prado foi anunciada pela Rede Record como uma das 13 participantes da próxima edição do Dancing Brasil, que será apresentado por Xuxa Meneghel e Junno Andrade, responsável por interagir com os participantes antes e depois das apresentações no palco. O programa estreia no dia 3 de julho.

Alinne comentou no instagram sobre sua participação:

Bendita seja a dança e sua entrada em minha vida. Tô tão feliz com essa nova fase. Com esse pulsar. Da menina de perna torta fazendo plié. Minha professora de Power Dance Ballet linda, obrigada pela dedicação e carinho. A vida é bela e tem muita coisa linda a ser vivida. […] Tudo o que tiver de ser, será”, afirmou ela no Instagram ao compartilhar uma foto de sua aula.

 

Ver essa foto no Instagram

 

Retornando a Máquina de Narciso, para onde muitas vezes cogitei não mais voltar. Mas um convite de tamanha leveza, vindo de uma coordenadora de elenco negra. Sim, fez meu coração bailar na esperança do despertar, do olhar para dentro do outro sem ver cor e ali se aninhar… A minha criança reprimida se levantou dança no ritmo do ilariê de uma afropaquita sonhadora. Então vou lá, riscar o chão, me divertir, me jogar, vivenciar vaias, aplausos, frustrações e vitórias. Vou lá crescer. Sentindo você. Sendo eu. Sendo a menina Alinne Prado. Chegando do meu jeito nada neutro. Sorridente. De cabelo armado. De alma dançante e pele abaçanada. Acompanhada de um elenco estrelar, formado de gente muito bacana. De ego tratado. E de equipe tão acolhedora. Pessoas finas, elegantes e sinceras. … À vênus, rogo que cuide bem dos seres que te habitam, pois é bom lembrar que plutão já foi planeta. … Foto: Antonio Chahestian/Record TV … Jóias: @valtinhos.joias … #dancingbrasil #dwts #dançando #paquitapreta #voupiraremveraxuxa #nãotenhomaturidade

Uma publicação compartilhada por Alinne Prado (@alinnepradooficial) em 14 de Jun, 2019 às 4:01 PDT

Dancing Brasil segue o formato da BBC Studios, com produção da Endemol Shine Brasil, e tem direção de Marcelo Amiky e direção do núcleo de realities de Rodrigo Carelli, será exibido, ao vivo, todas as quartas-feiras, logo após o Jornal da Record.

Ludmila: “Se fosse para desistir no primeiro resultado negativo não estaríamos aqui”

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Acompanhar nossas mulheres da Seleção Brasileira de Futebol Feminino é testemunhar um grupo de atletas que estão fazendo o seu melhor, apesar das adiversidades.

O número de ações publicitárias e patrocínios é ridiculamente menor do que os jogadores de futebol da seleção masculina. Não tem folga no trabalho para os brasileiros que querer torcer em casa ou com os amigos e que como disse a jovem jornalista Mirella Archangelo, até para achar álbuns de figurinhas com as jogadoras é uma luta.

Ludmila Silva atacante da seleção brasileira, usou seu Instagram para repercutir sobre a derrota do Brasil para a Austrália nessa quinta-feira. Perdemos os jogo por 3×2.

“Hoje tentamos brilhar. Não conseguimos. Fizemos o possível, mas não obtivemos sucesso”, disse a jogadora.

“Lutamos desde pequenas para estarmos representando o país que tanto amamos e somente agora temos os olhares de vocês. Por isso queremos que fiquem cientes que as pessoas que mais queriam vencer na partida de hoje eramos nós mesmas.
Errar é um fato comum. Somos pessoas iguais a vocês. E, no momento, o que mais precisamos é de apoio”, pediu Ludmila, que nasceu em Guarulhos, SP e tem 24 anos.

“Durante nossa vida aprendemos que vitórias e derrotas sempre estarão em nosso caminho. E se fosse para desistir no primeiro resultado negativo não estaríamos aqui. Agora levantar a cabeça porque terça-feira temos mais um jogo. Contamos com a torcida de vocês”, finalizou a atleta.

Dr. Otávio Ribeiro traz a excelência negra para a Odontologia

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Fruto de uma família de classe média negra que valorizou a educação dos filhos, o dentista Dr. Otávio Ribeiro se encontra em uma excelente fase profissional. Ele é sócio de uma clínica de odontologia na Zona Sul da cidade de São Paulo, mas isso nunca impediu que ele tivesse um olhar racial durante sua trajetória.

“Durante a faculdade (Universidade de Santo Amaro) fiz muitos amigos, que tenho amizade até hoje, sempre fui muito querido e respeitado por meus colegas e professores. Na minha turma iniciamos o curso com 100 alunos no matutino e 100 no vespertino, aproximadamente, 5% eram negros, um número muito pequeno”, detalha Ribeiro.

Hoje em sua bela clínica na Vila Clementino, o dentista gostaria de atender mais pacientes negros.

“Fiz um levantamento referente ao ano de 2018 e conclui que somente 15% dos meus pacientes são negros, creio que isso acontece por vários motivos, o primeiro é o fator econômico, a população negra ainda não atingiu uma posição econômica favorável na qual consiga ter acesso à tratamentos de ponta”, reflete o dentista.

O segundo fator que ele levanta, vem da estrutura social brasileira que faz com que negros ainda sejam a minoria dos rostos em profissões clássicas.

“Outro fator que eu acredito que possa ocorrer é que alguns pacientes negros não confiam em profissionais negros que exercem cargos como médicos e dentistas, por não conhecerem muitos profissionais nessa área”,  pondera Ribeiro.

Dr Otávio em sua clínica (Foto Arquivo pessoal)

Otávio que é irmão da jornalista Joyce Ribeiro da TV Cultura, e tem outro irmão formado em Relações Internacionais Luis Gustavo Ribeiro, conta exemplos que reforçam sua ideia sobre essa insegurança em relação aos profissionais negros:

“Uma paciente  que realizei um tratamento longo, após criarmos uma amizade, me relatou  que no começo estava meio insegura em fazer o tratamento comigo pois pensava ‘O que esse negão vai fazer’, as palavras dela me deixaram espantado, levamos na brincadeira mas foi uma história que me marcou muito”, relembra Ribeiro.

Outro caso, foi de uma paciente que quis fotos com ele para mostrar aos amigos, que o dentista negro, não era invenção. “A  paciente tirou uma foto minha enquanto fazia uma prescrição de medicamentos para ela, ao perceber eu perguntei porque ela tirou uma foto minha, e ela me respondeu que era para mostrar para os amigos dela que o dentista dela era negro, pois eles não acreditavam”.

Felizmente a cada dia as pessoas parecem estar aceitando que a excelência negra, veio para ficar. “Hoje em dia independente da raça, os pacientes que eu atendo me admiram, me respeitam e sempre me elogiam pela minha história, por minha dedicação aos estudos e à profissão, me sinto muito honrado por isso, os pacientes negros se identificam e se sentem orgulhosos por verem um negro sendo dentista deles, me sinto muito honrado também por atender pacientes estrangeiros e brasileiros que moram em outros países e vem para o Brasil para tratar comigo, já atendi pacientes dos EUA, Angola, França, Líbano e Paquistão”, finaliza Otávio.

Para quem quiser conhecer mais o trabalho do Dr. Otávio, é só anotar os contatos abaixo.

RG Odontologia

Tel: (11) 5083-1122
Cel: (11) 95426-7200
Insta: @dr.otavio.augusto.ribeiro
Face: @odontologiarg

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