Diego Moraes, karateca da Seleção Brasileira e primeiro repórter esportivo negro da Globo Rio, busca vaga nas Olimpíadas de 2020

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O repórter esportivo e karateca da Seleção Brasileira, Diego Moraes, está buscando vaga nas Olimpíadas de Tokyo em 2020. Após ficar 11 anos afastado do esporte, Diego retornou em 2017. No ar com a terceira temporada da série “Diego San“, exibida no Programa Esporte Espetacular, da Rede Globo, ele é o primeiro e mais antigo repórter esportivo da emissora no Rio de Janeiro.

Com a missão de unir a rotina jornalistica com o esporte, ele está na luta para garantir a vaga. Diego teve sua primeira experiência com o esporte aos três anos, quando fez natação. Aos seis, começou a jornada no karatê e seguiu até dar início a sua busca pelo ensino superior, quando optou pela faculdade de jornalismo e decidiu se dedicar ao jornalismo esportivo.

Acredito que uma das funções mais importantes do jornalismo é informar. O jornalismo esportivo ele informa, entrete e através das histórias de vários atletas, o jornalismo esportivo também inspira“, conta.

Prestes a completar 31 anos, Diego é faixa preta no karatê e está dando um golpe nas estatísticas de jovens negros no país. Nascido em Itaperuna, mudou para Macaé aos dois meses de idade, se formou em jornalismo como bolsista da Puc-Rio e entrou na emissora pelo programa de estágio. Na série do Esporte Espetacular, ele mostra a dificuldade de ser um atleta num país em que o incentivo ao esporte é pequeno.

Mostro o meu dia a dia, me deslocando de transporte público lotado depois do treino ou trabalho, a correria de um lado pro outro, os treinamentos e, apesar das dificuldades mostradas, não só pela rotina, mas pela pressão de estar em competições de alto rendimento, sigo em busca do meu sonho. Como muitos brasileiros fazem. Não importa o peso do trabalho, o peso dos treinos,das competições, o que importa é se superar a cada dia em busca do seu objetivo. Se reinventar pra destruir os obstáculos“, conta.

Diego ainda explica que não é fácil manter a rotina de jornalista e atleta, mas desistir não é opção para ele, já que conciliar as duas funções não é sua única luta e explica que a busca pela diversidade dentro do jornalismo é sua meta.

Sou o único repórter negro da Globo do Rio. Isso num grupo de 30. 1/30 é muto pouco. E a proporção do número de funcionários e quantos deles são negros é próxima a isso. Busco fazer o meu melhor pra não dar margem pra desconfiança e assim abrir caminho pro próximo. Não sou o único negro capaz de ser repórter esportivo no Rio, tem muita mais à espera de uma oportunidade. O meu sentimento é de que a cor não é limitadora da intelectualidade de ninguém e que sim, nós podemos ocupar qualquer espaço“.

O quinto episódio da terceira temporada da série foi exibido no último domingo (16). Diego chegou a sua primeira final em competições em 2019. Falando sobre a vulnerabilidade que está exposta nas competições, o atleta destaca que a palavra significa ter coragem de arriscar e dar o seu melhor sempre. “Eu tenho que fazer o meu, e tenho que fazer bem feito, isso é o que importa”.

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