O cantor Aparecido da Silva divulga o videoclipe de “Gosti”, um trap sexy e romântico. A faixa, que faz parte do seu recém-lançado EP, “Vem Dançar Comigo”, reflete sobre relacionamentos tóxicos de uma maneira contemporânea e indireta, expressando os altos e baixos de uma ligação verdadeira.
“Quando estamos envolvidos há muito tempo, em uma mesma história, o que é importante vai ficando em segundo plano e isso é um baita erro. Temos que persistir no amor, sabe? Essa é a real mensagem”, destaca o músico contratado pelo selo Estúdio da Lua Records.
Assinando a produção dessa track, com beats modernos de hip hop, Claudio Costa. A versão audiovisual foi dirigida por Greta Helena.
O racismo e a truculência policial contra a comunidade negra não têm hora e nem local para acontecer. O educador Claudinei Corrêa (foto destaque), nunca imaginou que um dia de compras com a família se tornaria um pesadelo.
Em agosto de 2014 , Côrrea estava com seu filho Jefferson Corrêa (20 anos na época) e seu genro Fabiano Augusto (com 18 anos na época) quando foram brutalmente abordados pela polícia ao saírem de uma loja de sapatos no centro da cidade de São Jose dos Campos (SP). Houve ofensas de cunho racial, armas apontadas contra os corpos de Côrrea e os rapazes, além de agressões físicas. Corrêa havia comprado um par de tênis a vista e exibia a Nota Fiscal para provar sua inocência. A cena foi filmada por diversas testemunhas.
O educador Claudinei Corrêa tentando defender sua família, em 2014 – Foto: Reprodução Youtube
Não há dinheiro no mundo que repare o trauma e constrangimento que esses homens passaram, mas é bom saber que Corrêa cobrou justiça e venceu. Claudinei processou o Estado por abuso de autoridade e abordagem truculenta, ganhou em duas estâncias e agora será indenizado em R$ 24 mil.
“O resultado financeiro reafirma que nós fomos lesados. O valor não foi o esperado, pois o crime de racismo trata-se de emoção e isso não tem preço”, explica Corrêa.
Esse é um caso raro onde o Estado assume a falha policial. “Para nossa família ter tido a coragem de enfrentar o Estado já foi uma vitória. O genocídio ao povo negro é latente em nosso país. A melhor recompensa foi ter saído empoderado desse processo. A estrada é muito longa. São séculos de desigualdade” reflete o educado que acredita que os policiais militares não são culpados, “eles são parte do Estado”.
O Festival Porongos está de volta à Porto Alegre ainda maior, com o intuito de promover a história dos Lanceiros Negros e dar visibilidade à cultura negra. O projeto é residente do programa RS Criativo da Secretaria de Cultura do Estado, que aflorou na cena porto-alegrensse em setembro de 2018. O evento será realizado na Casa de Cultura Mario Quintana, na Rua dos Andradas, 736 – Centro Histórico, Porto Alegre/RS, das 09h às 21h.
É o primeiro festival de música negra da capital com foco em resgatar a luta dos Lanceiros Negros durante a Semana Farroupilha e fortalecer artistas locais. O evento contou com mais de 500 pessoas envolvidas e arrecadou alimentos, materiais escolares e de higiene que foram doados para o projeto de educação étnico-social ORI INU.
Em 2019, a idealizadora Thaíse Machado e os produtores Paulo Neto e João Pedro Lopes, planejam para o feriado do dia 20 de setembro de 2019 uma programação completa que abrange as sete artes PRETAS: arquitetura, artes visuais, cinema, fotografia, teatro, literatura e claro a música, esta que foi a propulsora do Festival. O evento vai se realizar
Boa parte das atividades é gratuita, mas para tornar possível a realização do Festival foi criada uma página de financiamento coletivo no Catarse, na qual, quem apoiar o projeto no site: www.catarse.me/festivalporongos poderá participar de atividades pagas como recompensa! Confira alguns artistas confirmados Pâmela Amaro, Coletivo Turmalina, Sôma, Poetas Vivos, Thiago Pirajira e Coletivo Macumba Lab.
Nas lojas, no trabalho, na faculdade, na festa. Quem é negro sempre se depara com alguém branco jogando aquele olhar que nunca sabemos se é de desprezo, preconceito ou medo. A verdade é que ele mesmo sendo frequente machuca e essa dor não deveria ser parte do cotidiano.
A P&G depois do sucesso da campanha The Talk (A conversa) a marca resolveu abordar mais uma vez em um filme publicitário questões cotidianas e intimas da negritude. Nesse novo trabalho, o filme The Look (O olhar) relata o incomodo de um homem negro que ao longo do dia, se depara com vários olhares tortos de pessoas brancas, inclusive quando ele está com seu filho. Na rua, na piscina, na loja, no ambiente de trabalho, os olhares são presentes e notados por esse homem. A marca se propõe a discutir o preconceito inconsciente.
“Não se trata de vergonha. Trata-se de conscientizar as pessoas de que isso realmente acontece e que precisamos apenas reconhecer para podemos avançar “, explica Keith Cartwright, membro da Sunday Morning, coletivo que atua na diminuição do racismo e preconceito no mercado publicitário americano e que foi parceiro da P&G nessa campanha.
Omari McQueen tem vontades bem diferentes dos garotos de sua idade que estão sempre envolvidos com brincadeiras e jogos online. Com 11 anos, ele se tornou o dono de restaurante mais jovem do mundo. Ele conseguiu esse título em Agosto, quando passou uma semana trabalhando em seu restaurante temporário no Reino Unido o que o tornou uma celebridade.
Omari ganhou dezenas de prêmios e faturou com bons cachês aparecendo em competições de culinária infantis. Ele ainda é dono do seu próprio negócio a Dipalicious, que são lanchinhos veganos para crianças e adultos.
O pequeno cozinheiro começou a preparar refeições aos 9 anos, quando sua mãe ficou gravemente doente e os filhos foram para cozinha e Omari se destacou.
O pai do garoto, de origem Jamaicana tentou ensinar o filho a pescar, mas Omari que assistiu a vários vídeos sobre abusos de animais pela indústria alimentícia, recusou a oferta.
Ao jornal americano VegNews, o jovem disse que seu objetivo é alimentar e proteger os animais. “Eu quero um restaurante para unir pessoas por meio da boa comida, mas sem machucar os animais”.
Genocídio, racismo, prisão, tortura, violência policial, desemprego. Esses são os temas onde rostos negros aparecem como personagens de histórias compartilhadas massivamente nas Redes Sociais que têm grande impacto mental, sobretudo em jovens e adolescentes.
Uma pesquisa sobre suicídio amplamente divulgada pelo Ministério da Saúde, no início de Setembro, feita entre 2012 e 2016, mostra que na faixa etária de 10 a 29 anos o risco de tirar a própria vida foi 45% maior entre jovens que se declaram pretos e pardos do que entre brancos.
Se falarmos em jovens negros do sexo masculino, a chance de suicídio é 50% maior neste grupo do que entre brancos na mesma faixa etária.
Falta de representatividades mata
O mesmo estudo do Ministério da Saúde mostra as principais motivações para o suicídio entre negros são:
a) o não lugar, b) ausência de sentimento de pertença, c) sentimento de inferioridade, d) rejeição, e) negligência, f) maus tratos, g) abuso, h) violência, i) inadequação, j) inadaptação, k) sentimento de incapacidade, l) solidão, m) isolamento social.
Os três primeiros elementos apontados pela pesquisa estão quase diretamente relacionados à representatividade. O não se ver representado, te remete ao não lugar, que leva a sensação de não pertencer. Resultado: complexo de inferioridade.
O senso de comunidade e consumo de conteúdo saudável podem salvar
Usamos muito o “representatividade importa”e nesse caso ele está ligado diretamente a outro termo: “Vidas Negras Importam”.
Se ver e estar ao lado de quem é parecido com você aumenta seu amor próprio, afinal, em sociedade todos nós queremos pertencer a um grupo, mesmo que seja bem pequeno.
Quando isso não acontece, a depressão, que é o oposto não da tristeza, mas de vitalidade, torna o jovem mais frágil, o levando a questionar qual a importância da sua própria vida.
Agora imagine que em meio a essa vulnerabilidade, o jovem negro tivesse acesso à conteúdos reais e fictícios que desse a ele recursos que ativassem mentalmente seu senso de esperança, motivação e pertencimento?
Um exemplo, todo negro e negra sabem como se sentiram ao final do filme Pantera Negra. Mesmo sendo uma história fictícia, o enredo tem elementos reais, como a contribuição dos povos africanos para ciência e conhecimentos ancestrais.
Na música, na publicidade acontece o mesmo. Na música da Iza ou Rincon Sapiência, na imagem da jovem negra ingressando na universidade, nosso consciente nos abastasse de símbolos que nos trazem felicidade por meio da identificação.
Iza e Rincon em cena do clipe Ginga. (Reprodução/Instagram)
No campo comunitário, quantos grupos de jovens adolescentes negros, não focados apenas nas mazelas sociais ( que precisam ser corrigidas), mas sim no empoderamento, você conhece?
Não é sobre esquecer que o racismo existe e viver em um realidade utópica, mas é assumir uma identidade negra além de alguém que sofre com racismo.
O documento do Ministério da Saúde ainda diz:
“É essencial que a comunidade forneça um suporte social para os adolescentes e jovens negros, pois o envolvimento da comunidade desempenha um papel na prevenção do suicídio. Ser reconhecido e apreciado como indivíduos únicos e sentirem-se pertencentes aos seus grupos faz com que a comunidade proteja os mais vulneráveis, construindo conexões sociais e desenvolvendo as habilidades de resiliência nas situações difíceis da vida.”
A ajuda sem sair de casa: Centro de Valorização da Vida – CVV
Telefone: 188 (ligação gratuita) ou www.cvv.org.br para chat, Skype e e-mail.
Emergência
SAMU 192, UPA, Pronto Socorro e Hospitais.
Serviços de Saúde
CAPS e Unidades Básicas de Saúde
(Saúde da família, Postos e Centros de
Saúde).
Muitos de nós admira a cultura africana, mas mesmo sendo afrodescendentes, não sabemos muito sobre os povos da Terra Mãe visto que isso não é ensinado nas escolas.
São muitas nações, rituais, culturas, crenças para serem aprendidos e para quem procura uma literatura acessível sobre esse tema com uma linguagem para iniciantes, o livro Rastro de Resistência – Histórias de luta e liberdade do povo negro, do escritor Ale Santos, é uma opção que pretende atender essas demandas, por meio de uma vasta pesquisa histórica e ilustrações riquíssimas em detalhe.
“São 20 histórias para pessoas que não têm conhecimento sobre o povo negro, mas também não querem ler uma enciclopédia. Me pautei muito nas minhas emoções, nas histórias que me emocionaram, que construíram o meu imaginário e que eu acredito que podem construir um imaginário mais consciente para as pessoas e promover o entendimento de quem é o negro na sociedade “, explicou Santos que também já escreveu em grandes mídia, como Vice Brasil, Intercept e Yahoo.
“Na Zâmbia, existe um provérbio que diz ‘Os mundos dos anciãos não trancam todas as portas; eles deixam a porta direita aberta.’ Cada mensagem compartilhada era uma voz que atravessava essa porta e estava somando ao desejo de dar uma nova vida a todos esses personagens. Seus nomes são símbolos de resistência, sabedoria, sagacidade e de poder. Joias que nosso povo carrega na alma e que entrega para as futuras gerações por meio das tradições que são recheadas dessas narrativas”, finaliza Ale.
Imagens do livro de Ale Santos “Rastros de Resistência”(Foto: Kickante).
O prefácio do livro é do rapper Emicida. Confira um trecho:
“Alê Santos, nesse sentido é como um Oxóssi no famoso conto yorubá, onde ele enfrenta o pássaro da morte, e vence! Ele tinha uma única flecha ( no caso de Alê, suas redes sociais ) mirou e atingiu em cheio quem tenta ( ainda hoje) roubar e esconder nossos reflexos na história do mundo”.
Will Smith during production of "One Strange Rock".
(National Geographic/Kyle Christy)
Will Smith quer que você conheça melhor a Terra, sua beleza, seus mistérios e sua origem.
Originalmente produzido pela National Geographic, One Strange Rock está agora na grade da Netflix e é, sem dúvida, um dos melhores programas sobre o planeta terra dentro de uma perspectiva espacial. Isso mesmo. O programa apresentado por Will Smith usa o depoimento de 8 astronautas, que por meio de suas experiência em viagens espaciais, nos ajudam a entender alguns enigmas da Terra e principalmente como estamos conectados. Por exemplo, você sabia que muitas ilhas são formadas pelas fezes de peixes?
Vale destacar a participação de Mae Jemison a primeira mulher negra a pisar no espaço. Além de astronauta, Mae também é médica e aparece em vários dos 10 episódios da série.
O momentos da cantora Ludmilla com sua mãe, a empresária Silvana Oliveira são sempre carregados de amor, carinho e muito LUXO!
Nessa sexta, Lud usou suas redes sociais para falar sobre a alegria de poder presentear quem se ama, ao dar a sua linda mãezinha um carro zero da marca Mitsubishi que a cantora ganhou por conta da sua participação no “Show de Famosos”do programa do Faustão, na rede Globo. Elas apelidaram o carro de “navona”.
“Gente eu estou em êxtase com esse presente que eu acabei de ganhar minha filha me deu o carro que ela tanto batalhou pra ganhar no programa do Faustão eu não tenho palavras pra agradecer eu juro que gratidão e o que não falta em mim Deus e bom a todo tempo filha obrigada por tudo”, disse dona Silvana.
A atriz Viola Davis, ao lado de Celine Dion, Helen Mirren, Eva Longoria, Elle Fanning e Camila Cabello, foi anunciada como nova embaixadora da marca francesa L’Oréal Paris. Viola aceitou o convite para continuar incentivando a autoestima e empoderamento de mulheres de qualquer idade.
Aos 54 anos, é reconhecida internacionalmente por seu apoio aos direitos humanos e à igualdade de direitos para mulheres, principalmente as negras. Em entrevista à revista People, ela falou sobre o convite: “Parece surreal. Nunca pensei que seria porta-voz de uma marca de beleza como essa. Só o fato de ser mudou completamente a minha vida“, contou.
Viola é a primeira atriz negra a ganhar o Triple Crown de atuação, que inclui um Oscar, um Emmy Award e um Tony Award, foi nomeada para seu sexto Emmy Award, pela sexta e última temporada do seriado de advocacia. Ela acredita que é “importante construir a confiança nas mulheres desde jovens, mostrando a importância da diversidade e como cada pessoa tem a sua beleza”.
Junto com seu marido, Julius Tennon, Viola fundou a JuVee Productions, que desenvolve e produz filmes independentes, televisão, VR e conteúdo digital em todos os espaços de entretenimento narrativo, com ênfase na narrativa diversificada e inclusiva.