Home Blog Page 1300

Taanteatro Companhia apresenta espetáculo Mensagens de Moçambique na Oficina Cultural Oswald de Andrade

0

A Taanteatro Companhia traz o espetáculo Mensagens de Moçambique, que tem como tema a luta pela soberania e auto realização humana face à herança colonial portuguesa num país africano, para uma apresentação com solo do moçambicano Jorge Ndlozy, no dia 13 de setembro, na Oficina Cultural Oswald de Andrade, em São Paulo, com entrada gratuita.

A investigação coreográfica abrange a imersão em práticas ritualísticas ancestrais realizadas em comunidades rurais de Chibuto (Moçambique); o estudo de danças tradicionais moçambicanas; e o estudo de textos e fontes audiovisuais históricas (como hinos, sons de paisagens naturais e de animais, músicas moçambicanas e portuguesas, textos e discursos políticos, como de Samora Machel – ex-presidente de Moçambique, entre outros).

“Mensagens de Moçambique” tem dramaturgia de Wolfgang Pannek e direção coreográfica de Maura Baiocchi, e aborda aspectos da colonização, ancestralidade e fluxos migratórios, e funde a dança contemporânea com danças e rituais moçambicanos.

As primeiras pesquisas em campo das práticas ritualísticas em Chibuto ocorreram entre janeiro e maio de 2018. O início do trabalho coreográfico aconteceu durante a primeira edição da ARTT 2018 (Art Residence Taanteatro) em São Lourenço da Serra/SP, entre junho e agosto de 2018. Os resultados preliminares do trabalho foram apresentados na Funarte São Paulo (Sala René Gumiel) e no CRDSP em julho e agosto de 2018.

A Oficina Cultural Oswald de Andrade fica na Rua Três Rios, 363 – Bom Retiro – São
Paulo (SP). Para mais informações, ligue: (11) 3222-2662.

Thiago Elniño lança “Pedras, Flechas, Lanças, Espadas e Espelhos”

0

O rapper Thiago Elniño acaba de lançar “Pedras, Flechas, Lanças, Espadas e Espelhos”, disco que conta com as participações de Luedji Luna, Rincon Sapiência, Daiana Damião, Natache, Tássia Reis, Projeto Preto e Ricardo Aleix.

O trabalho une une mandinga, ritmo e poesia para documentar, verso a verso, a jornada de um homem negro que alimenta sua fé pelo direito de continuar sonhando, sendo honesto com a arte que faz, responsável, ciente da sua ancestralidade e espiritualidade africana.

O álbum tem 12 faixas produzidas por Martché e instrumentais de beatmakers de todo o país. “Esse trabalho é feito sob o signo da generosidade. A mensagem que eu deixo é de que precisamos priorizar os nossos, buscando referências de saúde social e auto cuidado. Precisamos nos defender, sem sentir culpa ou medo“, ressalta Thiago.

“Pedras, Flechas, Lanças, Espadas e Espelhos” é o rap tradicional do artista, traz influências dos toques de terreiro e emana a energia sentida nesses espaços. Dos quadrinhos ao cinema, do esporte a literatura, Elniño surge como um artista renovado, cheio de coisas para dizer.

Ouça!

Buchecha confirma lançamento de “Nosso Sonho” em 2021, filme aborda a história musical com Claudinho

0

O cantor Buchecha anunciou esta semana, em seu twitter, que a história dele e de Claudinho será contada em um filme, com previsão de lançamento para 2021. A obra foi intitulada como “Nosso Sonho“.

Em entrevista ao jornalista Léo Dias, Buchecha contou mais sobre o filme. “Será um filme que conta toda a trajetória da dupla. Pegaram histórias da minha família, coisas que eu contei sobre nós, da família do Claudinho, relato de fãs. Está bem completo. Tenho certeza que será muito premiado e vai emocionar e surpreender”.

Nas redes sociais, Buchecha se mostra muito empolgado com o lançamento, apesar de ter perdido o amigo e companheiro de trabalho em 2002, ele nunca se esqueceu dos momentos juntos. “Isso é inevitável. Fica marcado na minha memória a primeira vez que cantamos juntos, ele indo na minha casa para escrevermos a primeira música, para participarmos de festival. São muitas lembranças”, finaliza.

Claudinho tinha apenas 26 anos quando faleceu em um acidente de carro. Ele e Buchecha ganharam destaque no final da década de 90, cantando funks melódicos. Sucessos como “Só Love“, “Nosso Sonho“, “Quero Te Encontrar ” e “Fico Assim Sem Você“, marcaram a carreira dos dois.

Voz da experiência: Com vídeos no Instagram, Rodrigo França prova que é influenciador que gente precisa

0

Com 21 vídeos, o projeto Nós do ator, produtor, filósofo, cientista social e professor (ufa!), Rodrigo França estreiou no Instagram no começo de Setembro, trazendo um alívio para os olhos, ouvidos e mentes cansadas de ouvir sempre o mesmo. Os programas são postados à segundas, quartas e sextas-feiras, a partir das 11h.

França ficou famoso nacionalmente por meio do programa BBB-19, porém entre a comunidade negra ele já é admirado e respeitado muito antes da fama, por meio da sua contribuição para cultura negra e brasileira além de trabalho sociais para ajudar comunidades carentes. Ele já foi até Papai Noel na Cidade de Deus.

Ao sair do confinamento entendi que a minha voz chegou na mãe dos meus amigos que eram resistentes nos assuntos abordados, no DEGASE (instituição para jovens em medidas socioeducativas) e nas comunidades carcerárias. Assim como nas casas abastadas”, detalha Rodrigo sobre como BBB ajudou aumentar o alcance das suas reflexões.

Abaixo, França dá uma aula sobre construção de padrões sociais e como eles moldam a sociedade diminuindo o valor dos grupos oprimidos.

https://www.instagram.com/p/B16lODdniF2/

O projeto Nós está inicialmente no Instagram, mas pretende chegar em outras plataformas. A voz doce e ao mesmo tempo firme de Rodrigo somada à sua formação acadêmica, faz dos seus vídeos verdadeiras aulas sobre a sociedade brasileira contemporânea. Não é achismo, é conhecimento e experiência de vida. ” Vamos usar todas as plataformas, mas aos poucos. Estamos entendendo essas ferramentas virtuais. O programa fez com que eu furasse a bolha da academia e do teatro. Hoje muitas pessoas pedem que eu continue a falar de assuntos que nunca ouviram em uma TV aberta“, explica França que destaque que escolheu uma mulher negra, Rafaela Lira, para dirigir o programa, por acreditar “que a mulher negra tem que tomar esses espaços de poder midiático.”

Em três dias os dois primeiros episódios bateram juntos mais de 45 mil visualizações.

Foto: Júlio Ricardo da Silva

 

 

“Minha mãe valoriza os estudos”: Um projeto escolar levou a jovem Conceição do Ceará para a China

0
Foto: Levi Jucá

A nova geração da comunidade negra veio para fazer diferença no mundo também por meio da disseminação do conhecimento.  Conceição Soares, da cidade de Pacoti (Ceará), hoje com 20 anos, soube tirar proveito do estímulo que a escola estadual Menezes Pimentel onde estudou, lhe ofereceu e viajou para o outro lado do planeta, mas especificamente em Pequin, na China representando o Brasil.

A estudante Conceição Soares (Foto: Maraline Rocha)

A jovem gosta de destacar a família e o fato de que foi criada por uma mãe solo que sempre incentivou que suas filhas se dedicassem aos estudos com olho na universidade. “Minha mãe é mãe solo e criou sozinha suas quatro filhas com muito esforço e sacrifício. Mesmo sem muitas condições, ela sempre foi uma grande influenciadora para valorizarmos os estudos e seguirmos uma carreira acadêmica. No inicio foi bem difícil, pois morávamos na zona rural de Pacoti e era muito cansativo o percurso até a escola. Houve um tempo em que minha irmã, Michele, hoje com 21 anos, e eu acordávamos três horas da madrugada para chegarmos no horário” descreve a estudante.

Em 2016, quando Conceição tinha 17 anos, após ela e sua família terem mudado para o centro da cidade, para casa da avó,  ela e sua irmã  receberam um grande desafio. “Durante o ensino médio fui selecionada, juntamente com minha irmã Michele, para participarmos do projeto Jovem Explorador. O projeto foi criado por nosso professor de história, e tinha como um dos objetivos principais recriar a imperial comissão científica que veio ao Ceará no século XIX”, detalha a jovem.

Desse projeto escolar surgiu o primeiro Ecomuseu de Pacoti fruto de muito trabalho e parcerias. O espaço foi o primeiro museu feito de plástico reciclável do país e responsável por uma dos acontecimentos mais incríveis da vida da jovem cearense:

“Em 2015 participamos do Desafio Criativos da Escola, que estava em sua primeira edição. Fomos o único projeto selecionado do Ceará. Em 2016, o projeto Jovem Explorador foi selecionado pelo Criativos da Escola para participar da conferência internacional Design for Change, em Pequim, na China.  Estavam concorrendo alguns alunos que participavam do projeto e atendiam aos pré-requisitos, como por exemplo ainda estar no ensino médio, ter uma participação ativa no projeto. Aconteceu um sorteio e fui a grande sortuda! Viajei com meu professor (Levi Jucá)  e com o projeto de Bahia que também foi selecionado.”

Conceição durante a Conferência na China (Foto: Arquivo pessoal)

Durante a Conferência ela pode conhecer projetos de todo o mundo que são protagonizados por jovens e crianças que estão mudando a realidade de onde moram, assim como Conceição fez juntamente com seus colegas por meio do museu de Pacoti.

“Quando me vi na China, apresentando um projeto para pessoas do mundo inteiro a emoção tomou conta de meu coração”, celebra Conceição.

A importância da visibilidade

Mais madura, Conceição tem consciência da importância das mulheres negras ocupando espaços e muito disso ela atribui à sua educação e essa é uma fala que ela traz com muito orgulho:  “Durante toda a vida tive que enfrentar muitos obstáculos para conseguir realizar meus sonhos. Por ser de família humilde, por ser mulher negra e por viver em um país tão desigual e racista”.

Conceição e sua família (Foto: Arquivo Pessoal)

“Tive a oportunidade de ter ao meu lado pessoas que me ajudaram, me apoiaram e abriram alguns caminhos para mim. Minha fala é também sobre a importância de termos visibilidade. As crianças e adolescentes, que como eu, vivem uma realidade periférica e enfrentam na pela as marcas do racismo e da desigualdade social, precisam ouvir histórias como essas para continuarem a sonhar e para além disso, essas crianças e jovens precisam de investimento, precisam de educação com qualidade, precisam de uma vida digna”, aponta Conceição que atualmente mora em Fortaleza cursando o semestre do curso de Teatro pela Universidade Federal do Ceará .

Mais informações sobre o Museu de Pacotí  podem ser obtidas por meio do site https://www.ecomuseu.com.br/

 

 

Literatura negra brasileira é tema de curso com Plínio Luiz da Silva Camilo no Sesc Vila Mariana

0

O Sesc Vila Mariana abriu o curso “Notas de Escurecimento – Literatura Negra Brasileira“, com o escritor Plínio Luiz da Silva Camilo, de 11 de setembro a 2 de outubro, todas as quartas, às 19h30. A atividade abre discussão sobre a questão racial no meio literário e usa autores como Lima Barreto e Carolina de Jesus como referências. O debate ainda traça os desafios e possibilidades a partir da análise do papel do escritor atualmente.

O curso tem como base a contemporaneidade do debate racial que aborda a figura do escritor negro e o atual panorama do mercado literário, traçando caminhos que poderão ser explorados no futuro. Questões de gênero serão tratadas com base em obras de grandes escritoras e a partir do conceito “escrevivência”, termo cunhado por Conceição Evaristo, que trata da escrita a partir do cotidiano. O embranquecimento de figuras como o escritor Machado de Assis também será debatido, assim como a análise da literatura como campo de disputas narrativas.

Plínio Luiz é escritor, ator e educador social. Atuou com crianças e adolescentes de rua e hoje trabalha na área de comunicação. Cursou linguística na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e Universidade de São Paulo (USP). Autor de várias obras, entre elas “Outras Vozes – contos sobre o negro escravizado no Brasil”, que mistura ficção e fatos reais, tornando o negro protagonista de sua história em 33 contos, que vão da vinda ao país nos navios negreiros até os alforriados que trabalhavam nas cidades.

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas na Central de Atendimento da Unidade (a partir de 27 de agosto para credenciados – trabalhador do comércio, bens, serviços e turismo – e dia 3 para os demais interessados).

Provérbios africanos são retratados em “A orelha vai à escola todos os dias”, da Editora do Brasil

0

A Editora do Brasil acaba de lançar “A orelha vai à escola todos os dias”, de Rogério Andrade Barbosa. Com provérbios de diversos países africanos e ilustrações de Marcelo Pimentel, que enriquecem a interpretação e o conhecimento, traduzem as paisagens locais, a natureza e o modo de vida de cada povo. O livro tem o proposito de colaborar para desmistificar a ideia de que a África não é “uma coisa só”, mas um continente rico e diverso.

O projeto é fruto das constantes viagens e pesquisas de Rogério por terras africanas e proporciona um mergulho na sabedoria e reflexões importantes que foram passadas por gerações. Ele acredita que “sem os provérbios, o idioma seria como um esqueleto sem carne, sem corpo e sem alma, como diz um ditado zulu”.

O livro faz uma viagem pelo continente, passando pela Nigéria, Chade, Serra Leoa, Uganda, Etiópia, e tantos outros lugares. Assim, os provérbios são apresentados de acordo com seus respectivos países.

Entre os provérbios do livro estão alguns como: “Não experimente a profundidade de um rio com os dois pés” (Gana), “Borboleta que voa entre espinhos rasga as asas” (Zâmbia) e “Quem não sabe dançar põe a culpa no chão” (Quênia).

Jovem negro de 17 anos é chicoteado por seguranças em supermercado de São Paulo

0

Recentemente, um vídeo postado na internet causou indignação aos usuários da rede. No vídeo, é possível ver um rapaz negro sendo torturado, pedindo para que os agressores parassem, mesmo assim, continuou sendo chicoteado. A situação ocorreu no fundo do supermercado Ricoy, em São Paulo.

O jovem, de 17 anos, que não teve o nome divulgado, foi identificado e convidado a comparecer ao 80° Distrito Policial, em São Paulo, para prestar depoimento. De acordo com o boletim de ocorrência, a violência aconteceu no mês de julho, sem a vítima saber precisar a data. Ele entrou no mercado, pegou um chocolate e tentou sair sem pagar, quando foi abordado por um segurança de nome “Santos“, que o levou para uma sala aos fundos, onde estava outro segurança chamado “Neto“.

O rapaz foi despido, amordaçado, amarrado e torturado com um chicote de fios elétricos trançados. Ficou no local por cerca de 40 minutos. A policia não divulgou o nome completo dos agressores, que foram afastados pela rede de supermercados. Tortura é crime inafiançável e imprescritível, com pena prevista de 2 a 8 anos de reclusão, com aumento de pena de até um terço se cometido contra criança, adolescente, gestante ou idoso.

Em nota enviada ao DCM, a rede de supermercados manifestou repugnância pelo ocorrido: “A empresa repugna esta atitude e foi com indignação que tomou conhecimento dos fatos por intermédio da reportagem. Que a empresa não coaduna com nenhum tipo de ilegalidade e colaborará com as autoridades competentes envolvidas na apuração do caso, a fim de tomar as providências cabíveis“.

Rapper Sabotage vai ter sua história contada no cinema, longa está previsto para 2020

0

Através da Zazen, produtora de José Padilha, famoso por sua direção em “Tropa de Elite”, o filme sobre a vida do rapper Sabotage, Mauro Mateus dos Santos Filho, será rodado. O orçamento está em 9 milhões e já tem o lançamento definido para 2020, ano que se completa 17 anos da morte do cantor, até hoje referência no rap nacional.

Sabotage foi morto no dia 24 de janeiro de 2003, alvejado com quatro tiros em via pública, momentos depois de deixar a esposa no local de trabalho. Ele sempre inspirou jovens através de suas rimas, carregadas da realidade de um homem preto e periférico. Deixou o tráfico para fazer rap e denunciar a violência policial através de suas músicas.

Em 2002, participou do filme “O Invasor“, dirigido por Beto Brant. A morte de Sabotage provocou a prisão de Sirlei Menezes da Silva, em 2010, sete anos depois do ocorrido.

Fundo Baobá lança investimento financeiro para líderes negras, inscrições estão abertas até dia 4 de outubro

0

Lançado com o objetivo de ampliar o número de líderes negras em posições estratégicas nas tomadas de decisão e de poder na sociedade civil, o Fundo Baobá, passa a contemplar, a partir do “Programa de Aceleração do Desenvolvimento de Lideranças Femininas Negras: Marielle Franco”, organizações não formais e pessoas físicas.

Enquadram-se no perfil mulheres negras cisgênero ou transgênero, residentes no Brasil, de áreas urbanas ou rurais, independente do nível de escolaridade ou filiação religiosa, de qualquer faixa etária a partir de 18 anos. As inscrições estão abertas até dia 4 de outubro.

O programa foi lançado nesta segunda-feira, dia 2 de setembro, no Museu de Arte do Rio. O evento contou com a presença de líderes do movimento negro, artistas, empresários e investidores. A instituição entende como líderes mulheres presentes em variados setores da sociedade civil que vislumbram caminhos coletivos para o futuro, mobilizando outras pessoas para estarem consigo, construindo com criatividade e inovação soluções, revertendo positividades em prol do desenvolvimento coletivo.

O Nordeste é o local onde é encontrado o maior contingente populacional negro, incluindo a maior quantidade de jovens da maior população feminina negra do país e terá o maior número de projetos aprovados. O programa contará com um aporte total de US$ 25 milhões a serem captados até 2026, traduzido como o maior fundo vertido para equidade racial fora dos Estados Unidos. Individualmente, o investimento financeiro terá teto de R$ 40 mil para pessoa física e R$ 170 mil para organizações, variando de acordo com o projeto e edital. As parcelas serão distribuídas ao longo de 18 meses, com pagamento realizado trimestralmente.

Durante o evento, participantes refletiram sobre a realidade brasileira e as possibilidades de mudanças a partir do edital. “Infelizmente, a vida que a gente leva muitas vezes não nos permite sonhar estar num espaço social e profissional como o que eu ocupo hoje. Estou honrada em estar nesta posição e de poder oferecer acesso à possibilidade de desenvolver ações de pessoas que, por injustiças injustificáveis, não vem tendo esta oportunidade”, contextualizou Selma Moreira, diretora executiva do Fundo Baobá.

O evento recebeu ainda a família da vereadora executada. “Ceifaram a vida da minha irmã, mas não calaram e nem calarão sua voz. Minha irmã vendeu sapato e roupa na feira para que eu pudesse estar nos EUA estudando e praticando vôlei durante quase 12 anos. Agradeço muito por honrarem seu legado e memória”, afirmou a professora Anielle Franco. “Nós somos a família de Marielle e também não seremos interrompidas”.

A advogada Lígia Batista representou a Open Society Foundation, onde atua como Assessora Especial, e ficou emocionada. “Historicamente, mulheres negras são forçadas a exercerem papéis de subalternidade social e econômica, estando absolutamente distantes dos papeis de tomada de decisão e proeminência. Começamos a ampliar esta presença, mas, ainda assim, há uma sub-representação – somos poucas nestes espaços e estamos muito longe de alcançar os patamares efetivos de representação. Porém, devemos, sim, acreditar que podemos ocupar espaços que sempre nos disseram que não poderíamos. É preciso reconhecer a importância das mulheres negras enquanto agentes de transformação da nossa história, da história do nosso país. Ou a revolução será constituída junto delas, ou não será”, reforçou.

A licença para matar que o neofascismo emergente em nossa sociedade autoriza tem como alvo prioritário a negritude”, considerou a filosofa e escritora Sueli Carneiro, integrante do Conselho Deliberativo do Fundo Baobá. “Precisamos dar uma resposta ao alto índice de letalidade de jovens negros. Este fundo existe para contemplar pessoas tão talentosas quanto aquelas que nós já conhecemos, mas que não possuem as mesmas oportunidades que elas”, complementa o executivo consultor e empreendedor social Giovanni Harvey, presidente do Conselho Deliberativo do Fundo Baobá.

Os projetos individuais e coletivos que desejarem participar do edital devem ser inscritos até o dia 4 de outubro de 2019, sendo cadastradas apenas através do aplicativo do Fundo Baobá, disponível no site http://www.baoba.org.br, onde estão todos os detalhes dos editais.

error: Content is protected !!